“O custo da sessões não é tão elevado em relação, por exemplo, a alguns
medicamentos de alto custo para dor crônica. A acupuntura acaba sendo uma
técnica segura, eficaz e de custo relativamente baixo”, disse a médica fisiatra
do Serviço de Reabilitação do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo,
Rebeca Boltes Cecatto.
O número de aplicações é crescente ano a ano. Em 2008 foram feitas 95,9 mil
sessões de acupuntura; em 2009, 129,9 mil e, em 2010, 202,3 mil. Em 2012, a
média mensal indica crescimento de 11% em relação a 2011, com a aplicação, até
setembro, de 219,9 mil sessões.
“A acupuntura é muito eficaz e tem bastante respaldo na literatura médica
para o tratamento da dor, assim como o vômito, distúrbios do sono e da
ansiedade. O que é importante ficar claro é que a técnica auxilia no tratamento
dos sintomas, mas ela não trata a doença”, disse a médica.
Atualmente, 221 unidades de saúde no estado fazem consultas ou sessões de
acupuntura, que pode ser indicada ainda para lombalgias, hérnias de disco,
enxaquecas e artrites.
O Instituto do Câncer do Estado de São Paulo oferece o tratamento para os
pacientes que são tratados e acompanhados pelo hospital. As principais
recomendações de acupuntura para os pacientes oncológicos são para o controle de
náusea e vômitos, boca seca, insônia, ansiedade e dormência de pés e mãos.
“Uma das principais vantagens é que a acupuntura tem muito pouco efeito
colateral, diferente de tomar uma medicação, que sempre tem algum efeito
colateral. A técnica, quando bem indicada e bem aplicada, feita por um
profissional com conhecimento, praticamente não tem risco, não tem efeito
colateral”.
Fonte Agência Brasil
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