Por Dra. Andressa Heimbecher Soares
Se você perguntar a um endocrinologista qual é o primeiro exame que ele quer saber quando está em consulta com um paciente diabético, pode ter certeza: a resposta será a hemoglobina glicada.
A hemoglobina glicada, ou hemoglobina glicosilada, é um exame de sangue usado nos pacientes com diabetes para mostrar se a doença está ou não controlada. Ela mede a quantidade de glicose ligada a uma proteína chamada hemoglobina.
Os valores da hemoglobina glicada são dados em porcentagem. Números mais altos indicam que os níveis de glicose no sangue ficaram altos, mostrando que a doença está sem controle. Além disso, o exame também reflete o controle do diabetes nos últimos três meses, como se fosse um ?filme? contando como as taxas de açúcar no sangue se comportaram em média.
Para quem tem diabetes, níveis de hemoglobina glicada entre 6,5 e 7,0% são considerados bom controle - nossa meta - e níveis acima de 10% são considerados muito altos. Uma hemoglobina glicada de 7% equivale a uma glicemia de 154 mg/dL, e uma de 10% equivale a uma glicemia média de 240 mg/dL.
Todos os pacientes diabéticos devem ter sua hemoglobina glicada dosada regularmente, pois será analisada em conjunto com as medidas de glicemia capilar (controle da ponta de dedo) e da glicemia de jejum. Logo, é um exame que nos dá um panorama do controle do diabetes e ajuda a tomar decisões importantes para o tratamento.
Também sabemos que quanto maior a hemoglobina glicada, maior é o risco de complicações da doença, como retinopatia ou neuropatia. Dessa forma, quando deixamos de acompanhá-la perdemos uma informação essencial sobre como o diabetes se comportou nos últimos meses e também sobre o risco de complicações.
E você? Sabe qual é a sua taxa?
Minha Vida
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