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quinta-feira, 26 de abril de 2018

Auriculoterapia é usada no tratamento para chikungunya

auriculoterapiaA técnica tradicional Chinesa utiliza sementes em alguns pontos na orelha e ajudam a reduzir as dores causadas pela doença

Sentir dores intensas nas articulações dos pés, das mãos e do corpo todo, parar de fazer as caminhadas diárias e não ter ideia de como mudar a situação. Foi isso que a vendedora Rosa de Fátima passou depois de ter sido picada pelo mosquito Aedes aegypti e contraído a chikungunya.

Mas depois que ela começou a aplicar sementes em alguns pontos específicos da orelha, a dor sumiu. “Depois disso não tive mais dor e consigo fazer tudo normal”, relata Rosa. A técnica é chamada de auriculoterapia, que utiliza tecnologia semelhante a acupuntura, mas não usa agulhas e sim sementes para fazer o tratamento.

A vendedora conheceu a técnica ao participar do projeto Grupo de Atenção Integral e Pesquisa em Acupuntura e Medicina Tradicional Chinesa (Gaipa) - ação de extensão do Departamento de Fisioterapia da Universidade Federal do Ceará. A terapia complementar vem da cultura chinesa e já foi usada para o tratamento de várias doenças. A técnica é uma das 29 Práticas Integrativas Complementares ofertadas no SUS.

Melhora
“Devido ao baixo custo e ao relato na literatura científica sobre a sua efetividade no tratamento das dores musculoesqueléticas, o resultado foi positivo. A medida que a demanda de pacientes aumentou na nossa unidade, nós sentimos a necessidade de fazer também uma capacitação de profissionais do Núcleo de Apoio a Saúde da Família (NASF) para essas práticas integrativas”, explica o coordenador do Gaipa, Bernardo Diniz Coutinho.

O tratamento é oferecido pelos alunos da universidade e por profissionais que atuam nas unidades de saúde do SUS. Os pacientes chegam com dor devido à chikungunya, passam pela triagem das unidades de saúde e são encaminhados para o tratamento. As aplicações são feitas de acordo com a situação de cada paciente.

“O paciente que procura o nosso serviço, normalmente, já vem com histórico de dor intensa, e isso acaba comprometendo a qualidade do seu sono, do seu estado de humor a suas relações sociais no trabalho, como o desempenho de atividades em casa. Um paciente com histórico de meses de dor, sem melhora com o uso do tratamento de medicamentos, com a auriculoterapia ele relata melhora de redução da intensidade da dor no corpo, melhora da qualidade do sono e na hora que a gente avalia a capacidade física dele, de exames de testes clínicos confiáveis, nós percebemos também a melhora a parte funcional do corpo a partir da segunda sessão”, falou Bernardo.

Tratamento para chikungunya
Não existe vacina ou tratamento específico para chikungunya. Os sintomas são tratados com medicação para a febre (paracetamol) e as dores articulares (antiinflamatórios). Os sintomas iniciam entre dois e doze dias após a picada do mosquito e incluem, também dor de cabeça, dores nos músculos e manchas vermelhas na pele. Para Rosa, o tratamento com a auriculoterapia veio como um remédio e com pouco tempo de tratamento ela se sente renovada. “Eu sempre caminhei e passei muito tempo sem poder caminhar depois da Chikungunya, só que depois de um mês de auriculoterapia eu voltei a caminhar. Hoje eu tenho uma vida normal”.

O Gaipa atua nas unidades de saúde com essas técnicas de práticas complementares há certa de dois anos, a fim de ofertar uma atenção integral, humanizada à população com esses tipos de doenças. Além disso, realiza pesquisas para o aprimoramento da atenção à saúde, avaliando a eficácia, efetividade e segurança dos cuidados prestados.

Por Luiza Tiné, para o Blog da Saúde.

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Anvisa publica a RDC sobre boas práticas de gerenciamento dos Resíduos de Serviços de Saúde

Imagem relacionadaA Agência Nacional de Vigilância Sanitária acaba de publicar a Resolução – RDC Nº 222, de 28 de março de 2018, que regulamenta as Boas Práticas de Gerenciamento dos Resíduos de Serviços de Saúde e dá outras providências

A resolução se aplica aos geradores de resíduos de serviços de saúde- RSS cujas atividades envolvam qualquer etapa do gerenciamento dos RSS, sejam eles públicos e privados, filantrópicos, civis ou militares, incluindo aqueles que exercem ações de ensino e pesquisa.

Conforme a normativa, geradores de RSS são todos os serviços cujas atividades estejam relacionadas com a atenção à saúde humana ou animal, inclusive os serviços de assistência domiciliar; laboratórios analíticos de produtos para saúde; necrotérios, funerárias e serviços onde se realizem atividades de embalsamamento (tanatopraxia e somatoconservação); serviços de medicina legal; drogarias e farmácias, inclusive as de manipulação; estabelecimentos de ensino e pesquisa na área de saúde; centros de controle de zoonoses; distribuidores de produtos farmacêuticos, importadores, distribuidores de materiais e controles para diagnóstico in vitro; unidades móveis de atendimento à saúde; serviços de acupuntura; serviços de piercing e tatuagem, salões de beleza e estética, dentre outros.


CRF RJ

sexta-feira, 17 de março de 2017

Curso em auriculoterapia para profissionais da Atenção Básica

auriculoterapiaO Departamento de Atenção Básica do Ministério da Saúde, em convênio com a Universidade Federal de Santa Catarina, oferece a 2ª edição do curso Formação em auriculoterapia para profissionais da Atenção Básica, com o objetivo de capacitar semi-presencialmente profissionais de nível superior

O curso, com inscrições abertas até dia 20 de março, é dividido em duas (2) etapas: uma à distância (EAD) com carga horária de 75 horas, constituído de cinco módulos sequenciais; e uma etapa presencial, com carga horária de 5 horas, realizada após a finalização da EAD.

A capacitação será realizada em diferentes estados do país, com a fase presencial ocorrendo em municípios-polo regionais previamente selecionados (conforme lista abaixo).

Quanto aos pré-requisitos para inscrição, além de serem profissionais de saúde de nível superior da atenção básica, os candidatos devem estar lotados nas equipes de Saúde de Família, NASF (Núcleos de Apoio à Saúde da Família) e/ou unidades básicas tradicionais (centros de saúde). O curso é totalmente gratuito para os profissionais.

Pólos regionais
Devido à etapa presencial do curso, as inscrições serão realizadas por localização e região geográfica das cidades que funcionam como polos regionais para o curso, em que as etapas presenciais ocorrem. O candidato ao curso deve obrigatoriamente escolher um pólo para fazer a inscrição e nele realizar a etapa presencial. Abaixo serão informados, conforme forem definidos, os pólos regionais das próximas edições do curso, as datas, endereços e horários das aulas presenciais da etapa presencial de cada edição. Fique atento.

Polos confirmados para a 2ª edição:


TABELA AURICULO
* O interessado será direcionado posteriormente a um dia específico da etapa presencial de cada polo (por exemplo, em Campinas dia 04 de maio ou Campinas dia 05 de maio).

Ao se inscrever, certifique-se que estará disponível em qualquer um dos dois dias de seu polo regional.

Polos a confirmar – 3ª edição (2017): aguarde informações

Mais informações em: auriculoterapia.sus@contato.ufsc.br

Priscilla Leonel, Núcleo de Educomunicação do Gabinete do Departamento de Atenção Básica (DAB) da Secretaria de Atenção à Saúde (SAS)

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Maioria desconhece doença que mais leva a cirurgia de coluna em idosos

Envelhecimento da coluna pode pouco a pouco passar a restringir movimentos, como aquele necessário até para uma pequena caminhada

“Essa é uma informação muito importante, porque é bastante comum e pouca gente conhece”, alerta o neurocirurgião do Hospital das Clínicas de São Paulo, Vinicius Monteiro de Paula Guirado, sobre a estenose do canal medular ou estreitamento de medula que atinge idosos e pode causar perda de movimentos nas pernas e braços.

Aqueles acima de 60 anos começam a se queixar de um peso nas pernas ao caminhar. Antes, caminhavam até alguns quilômetros, agora só conseguem transpor 500 metros sem pausa para descansar os membros inferiores. Depois de um tempo, a queixa acontece em 300 metros. Depois de mais um tempo, não conseguem caminhar 100 metros sem que antes tenham de fazer uma pausa “para recuperar as forças das pernas”. Ao tentar abotoar a camisa, surge uma dificuldade. O copo começa a escorregar das mãos com mais facilidade.

Em vez de aceitar esse sinal como um processo natural do envelhecimento, o idoso deve procurar um médico já que isso pode ser um sinal de estenose do canal medular, mais conhecido como compressão da medula espinhal, uma das maiores causas de indicação de cirurgia em pessoas da terceira idade – e de perda de movimentos. A medula está localizada na coluna.

Mais frequente na população idosa, esse estreitamento do canal medular acontece por causa do envelhecimento da coluna, principalmente em decorrência da artrose. O canal, na juventude e idade adulta, é protegido pelas vértebras da coluna. Quando a coluna começa envelhecer, há um deslocamento das vértebras, comprimindo a medula e impedindo que sinais nervosos passem ali.

O resultado é uma lenta restrição de movimentos em que o idoso passa a notar que precisa de um esforço extra para as mesmas atividades, como andar ou mexer os braços.

O professor de reumatologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Jamil Natour, explica que há algumas pessoas que nascem com esse canal medular já estreito, mas não tem maiores problemas durante a vida. Quando, no entanto, esse estreitamento é adquirido – por causa da artrose ou outros problemas, pode acontecer problemas.

“Muitas vezes esse estreitamento tem a ver com postura, atividade que fez durante a vida ou trauma. Na verdade, a maior parte das pessoas que chegam à fase idosa tem artrose na coluna”, explica. “Algumas tem sintomas, mas muita gente tem artrose e não sente nada”

Fraqueza nos membros inferiores é o primeiro sinal
O ortopedista do Hospital Bandeirantes, Maurício de Moraes, explica que esse estreitamento na medula pode acontecer na região lombar ou cervical. Quando acontece na lombar, a fraqueza acomete apenas os membros inferiores. Quando é na região cervical, a fraqueza também pode atingir os braços.

“É uma doença degenerativa que aparece mais em pessoas cima dos 60 anos. Cerca de 20 a 30% dessas pessoas precisarão de cirurgia, quando os casos são graves”, explica. Essa cirurgia pode ser a convencional ou a minimamente invasiva, dependendo do caso.

Para casos menos graves é possível fazer essa descompressão por meio de exercícios de fisioterapia.

Tratamento
“Normalmente administramos analgésicos para indivíduos que tem mais dor, usamos antiinflamatórios com cautela, pois são idosos, e também é possível fazer infiltrações de corticoide na coluna, mas o mais importante é a reabilitação”, diz Natour. Segundo ele, normalmente a pessoa participa de um programa de reabilitação por meio de exercícios físicos. “Fisioterapia e eventualmente até atividade física que tenha a ver com correção postural e melhora muscular do tronco”, detalha.

Segundo o neurocirurgião Coordenador da Comissão de Títulos de Especialista e membro da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN), Jefferson Walter Daniel, atividades físicas, de acordo com a capacidade clínica de cada indivíduo, sempre são indicadas. "A fisioterapia, a reeducação postural global, Pilates, entre outros, fortalecem a musculatura. A acupuntura ameniza os sintomas da dor quando as atividades físicas mencionadas não são possíveis", recomenda.

Como prevenir
O neurocirurgião do Hospital das Clínicas de São Paulo explica que uma vida saudável, sem dúvida, ajuda na prevenção do estreitamento do canal medular.

“Isso implica em qualquer aspecto da vida.A dieta e o comportamento minimizam ou atrasam o envelhecimento do corpo e, consequentemente, da coluna. Isso é algo já bem conhecido”, diz ele.

“Quanto mais você cuidar do seu corpo, menos você terá problemas. Manter atividade física é absolutamente fundamental para ter uma boa saúde”, recomenda Guirado. 

iG

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Acupuntura é efetiva para tratamento da dor vulvar

Vulvodínia caraterizada por dor e sensibilidade vulvar acomete até 15% das mulheres ao longo da vida. E muitas mulheres desconhecem o problema. Um estudo avalia a eficácia da acupuntura no tratamento deste incômodo problema feminino

Vulvodínia não é um problema bem conhecido por partes das mulheres. No entanto, este tipo de transtorno pode ocorrer em até 15% das mulheres ao longo da vida. Elas reclamam de queimação ou dor durante a relação sexual ou no simples toque na região vulvar. Eventualmente de dor pélvica.

Não se sabe a causa do problema, mas admite-se que sensibilidade dolorosa associada à pressão local na vulva possa desencadear o sintoma. Infelizmente não existe um tratamento específico para a vulvodínia. Mas vem aí uma boa notícia. Um estudo publicado no Journal of Sexual Medicine avaliou por meio de ensaio clínico a eficácia da acupuntura no alívio da dor e melhora da função sexual de mulheres portadoras do problema.

Trinta e seis mulheres com vulvodínia foram aleatoriamente designadas para receber o tratamento de acupuntura ou permanecerem no grupo controle aguardando nua lista de espera o futuro tratamento. No grupo da de acupuntura foram realizadas sessões duas vezes por semana durante 5 semanas resultando num total de 10 sessões. As boas novas é que os relatos de dor vulvar e dispareunia foram significativamente reduzidos.

Do mesmo modo, as mudanças nos escores de escala de avaliação da função sexual sugeriram melhora significativa do funcionamento sexual nas pacientes que receberam a acupuntura na comparação com aquelas do grupo placebo. Mas vale mencionar que acupuntura não aumentou significativamente o desejo sexual, excitação sexual, lubrificação, orgasmo ou capacidade de satisfação sexual das mulheres com vulvodínia.

Segundo os autores trata-se do primeiro estudo piloto controlado randomizado para analisar o uso da acupuntura para o tratamento de vulvodínia. E os ótimos resultados justificam novos estudos com maior número de mulheres. Parece óbvio que as mulheres com e sem vulvodínia vão concordar.

(Schlaeger et al. Acupuncture for the treatment of Vulvodynia: A Randomized Wait-List Controlled Pilot Study. J Sex Med. 2015;12(4):1019-27)

Blog do Dr Alexandre Faisal

sábado, 21 de novembro de 2015

Aumenta acesso à acupuntura no SUS em SP, mas espera pode ser de 6 meses

A procura por sessões de acupuntura no SUS (Sistema Único de Saúde) no Estado de São Paulo vem crescendo ao longo dos anos. O serviço oferecido em 64 unidades de saúde do Estado é voltado para pacientes com dores crônicas, mas também atende pacientes com transtornos psiquiátricos como a depressão

Apesar disso, pacientes que usam o serviço ainda reclamam da dificuldade de agendamento –que pode demorar até seis meses– e, das filas para serem atendidos, depois de finalmente agendada as consultas. O SUS oferece, em média, dez sessões por paciente, o que permite que alguns recebam alta sem sentir uma efetiva melhora no quadro de dor.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, desde o começo do serviço na rede pública, em 2007, mais de 1,5 milhão de sessões foram realizadas. Nos últimos dois anos ocorreu um salto na procura: houve 348,3 mil aplicações da técnica nos serviços públicos do Estado em 2013, e 389,2 mil sessões em 2014, um aumento de 11,8%.

Como o encaminhamento é feito a partir de pedido médico feito nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde controladas pelo poder municipal), a Secretaria Estadual de Saúde afirmou que não tem como diminuir a espera pelo atendimento. Mas informou que o paciente pode fazer mais sessões se houver necessidade. Já a Secretaria Municipal de Saúde não confirma a demora nos casos e diz que muitos pacientes faltam, perdem lugar na fila e depois reclamam da demora.

Segundo o acupunturista Daniel Hideo Yoshizumi, responsável por aplicar a técnica no AME Dr. Geraldo Bourroul, na região central de São Paulo (SP), 80% dos pacientes que chegam para passar por suas mãos têm problemas ortopédicos e de coluna. Ele faz a aplicação com agulhas, ventosas ou eletroestimulação.

“A acupuntura tem como diferencial avaliar o paciente de forma holística, tratando não apenas os sintomas, mas proporcionando a sensação de bem-estar, melhora da qualidade do sono, melhora da disposição e da parte emocional e sem os efeitos colaterais do uso de medicações”, afirma Yoshizumi.

Na capital paulista, na AME Dr. Geraldo Bourroul, o atendimento ocorre de segunda, quarta e sexta-feira, das 14h às 18h, com 30 pacientes por sessão, em média.

No Estado de São Paulo, o SUS oferece acupuntura nas seguintes cidades: Andradina, Araçatuba, Assis, Atibaia, Barretos, Bauru, Carapicuíba, Casa Branca, Catanduva, Dracena, Ferraz de Vasconcelos, Franca, Guarulhos, Itapetininga, Itapeva, Itapevi, Itu, Jales, Jundiaí, Limeira, Marília, Mogi Guaçu, Ourinhos, Pariquera-Açu, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Rio Claro, São João da Boa Vista, São José do Rio Preto, Tupã e Votuporanga. 

“Médico é atencioso, mas espera é longa”
Depois da quinta sessão de acupuntura na AME Dr. Geraldo Bourroul, a paulistana Dinaura Sandoli, 63, diz “ter notado uma melhora muito grande” em seu delicado estado de saúde. 

“Já senti um alívio da fibromialgia e da enxaqueca. Acredito que estes dois problemas estarão melhores na décima aplicação. Mas também tenho artrose na coluna e nos joelhos que devem ter uma recuperação mais lenta”, disse.

Para a moradora da Vila Mariana, bairro da zona sul de São Paulo (SP), Yoshizumi “é muito atencioso e gosta de conversar com os pacientes”. Para ser eficiente, ela conta que ele pede para os pacientes escreverem no papel seus problemas de saúde. Antes de usar as agulhas, ele lê o papel para fazer o atendimento mais personalizado.

“Ele é muito criterioso, se preocupa com a gente”, disse. Antes da sessão, porém, Dinaura diz já ter esperado até duas horas para ser atendida, devido a extensa fila. “São poucos médicos para muitos pacientes, mas a espera é relativa. Pode ser de 40 minutos até duas horas”, afirma.

“Dez sessões é pouco para quem tem dor”
Depois das dez sessões feitas na AME da região central de São Paulo, a aposentada Alaide Alves de Souza, 65, diz ainda sentir dores e, por isso, gostaria de continuar o tratamento. A idosa sofre de artrite e fibromialgia e, por ter problemas no fígado, não pode tomar certos remédios para dor, o que piora seu estado de saúde.

“Senti uma melhora com a acupuntura. Tinha muita dor nas costas, nas pernas e no joelho e elas diminuíram. Achei o atendimento muito humano, mas ainda queria fazer mais sessões porque sinto muita dor e não posso tomar remédios”, conta.

A moradora do Cambuci, bairro da região central de São Paulo, também reclama da ‘fila enorme’ para ser atendida. Ela só conseguiu agendar as sessões após seis meses do pedido médico

Técnica ajuda aliviar dores
A acupuntura usa agulhas finíssimas que combatem as dores causadas por problemas ortopédicos, de coluna, fibromialgia, artroses e artrites, mas também ajuda no alívio da ansiedade e da insônia e pode até melhorar os efeitos colaterais da quimioterapia.

“A OMS (Organização Mundial da Saúde) indica a acupuntura também para quem tem apneia do sono, depressão leve, transtornos de ansiedade, sintomas do climatério e até para quem sofre com muita náusea no início da gestação”, diz Yoshizumi.

UOL

domingo, 30 de agosto de 2015

Estudo mostra que acupuntura pode tratar pressão alta

Pacientes foram tratados com eletroacupuntura em pontos específicos do corpo - no lado interno do pulso e abaixo dos joelhos; efeito da técnica durou um mês e meio
 
Acupuntura ajuda a abaixar a pressão alta do sangue e a manter sob controle a hipertensão, diminuindo o risco de AVC e infarto, segundo estudo feito pelos pesquisadores do Centro para Medicina Integrativa Susan Samueli, da Universidade da Califórnia (EUA), publicado no periódico Medical Acupuncture. Foi observado, de fato, que em pacientes tratados com essa prática de medicina chinesa, a pressão arterial caiu e teve um efeito duradouro, de um mês e meio.
 
A pesquisa é o primeiro trabalho a confirmar cientificamente que a acupuntura pode ter efeitos benéficos sobre a hipertensão e que o uso regular ajuda a controlar a pressão e diminuir o risco de AVC e infartos. Os pesquisadores conduziram o teste em 65 pacientes hipertensos que não tomavam remédio.
 
Divididos aleatoriamente em dois grupos, os pacientes foram tratados com a eletroacupuntura (uma forma de acupuntura que emprega estimulação elétrica de baixa intensidade) em diversos pontos do corpo que são sensíveis à terapia. O grupo que recebeu a eletroacupuntura no lado interno do pulso e abaixo dos joelhos teve uma diminuição evidente na pressão sanguínea em 70% dos casos.
 
Essa melhora durou por um mês e meio e foi acompanhada também de uma queda de 41% da concentração no sangue da noradrenalina, um neurotransmissor que sufoca e comprime os vasos sanguíneos, da melhora de 67% da renina, enzima produzida pelos rins que ajuda a controlar a pressão e do aldosterona (decréscimo de 22%), hormônio que aumenta a concentração de sódio e diminui a de potássio no sangue.
 
Nenhuma mudança significativa na pressão arterial foi encontrada naqueles 32 pacientes que receberam a eletroacupuntura em outros pontos aleatórios no antebraço e na parte baixa da perna. Segundo os pesquisadores, a acupuntura pode ser útil sobretudo nos pacientes com mais de 60 anos.
 
iG

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Acupuntura pode ser aliada contra a prisão de ventre


Foto: BananaStock/Thinkstock/Getty Images
Estudo chinês aponta que agulhadas na orelha beneficiariam pessoas que sofrem com a constipação
 
Uma revisão assinada por estudiosos da Universidade de Medicina Tradicional Chinesa sinaliza que a auriculoacupuntura, método que aplica as agulhas exclusivamente nas orelhas, alivia quadros de prisão de ventre crônica.
 
"Elas possuem complexos neurovasculares.
 
Eles são pontos que, quando estimulados, interferem no trabalho de várias regiões do organismo", explica Alessandra Scavone, acupunturista auricular de Campinas.
 
Em outras palavras, ela também beneficiaria gente com o intestino solto.
 
M de Mulher

domingo, 5 de outubro de 2014

Acupuntura auricular ajuda a emagrecer

Uma boa notícia para quem quer emagrecer e não dispensa uma ajuda extra: em artigo publicado em 2013, pesquisadores da Universidade Kyung Hee (Coreia do Sul) mostraram que acupuntura auricular pode interferir positivamente no metabolismo e ajudar a pessoa a queimar mais calorias
 
A equipe testou três métodos (com cinco agulhas, com uma agulha e com agulhas removidas logo em seguida – placebo) em 91 voluntários. Ao longo de oito semanas, seguiram uma dieta específica (mas que não era voltada para perda de peso) e passaram por sessões semanais. Nos tratamentos “verdadeiros”, as agulhas permaneciam inseridas em pontos específicos de uma orelha durante sete dias; depois, eram retiradas, e outras eram inseridas na outra orelha.
 
Entre aqueles que passaram pelo tratamento com cinco agulhas, a perda de peso foi, em média, de 6,1% do total do peso do corpo; entre os que passaram pelo tratamento com uma agulha, a perda média foi de 5,7%; e, entre os demais (placebo), não houve perda significativa.
 
Além disso, houve uma redução na porcentagem de gordura corporal, mas apenas entre aqueles que fizeram o tratamento com cinco agulhas.
 
Os próprios autores reconhecem que o estudo é limitado, em especial por conta da escala relativamente pequena (do total de participantes, inclusive, 24 desistiram).
 
Contudo, considerando resultados de outras pesquisas sobre os efeitos da acupuntura, há motivos para apostar no tratamento como um aliado no combate à obesidade.
 
WebMD / Hypescience

terça-feira, 22 de julho de 2014

Acupuntura pode reduzir gravidade e frequência das ondas de calor da menopausa

www.gestaodelogisticahospitalar.blogspot.comEstudo diz que prática diminuiu os calores por até três meses, independente da técnica

Para as mulheres que atravessam a menopausa, as ondas de calor podem ser um dos sintomas mais desconfortáveis. Mas estudiosos da The North American Menopause Society sugerem que a acupuntura pode ajudar a reduzir a gravidade e frequência das ondas de calor em mulheres na menopausa. Os resultados foram publicados dia 07 de julho na revista Menopause.

Ondas de calor, conhecida também como fogachos, são definidas como uma súbita sensação de calor sobre a totalidade ou parte do corpo. Elas também podem causar vermelhidão no rosto e no pescoço, manchas vermelhas nos braços, costas e peito, e transpiração intensa ou calafrios. Muitos problemas de saúde podem causar ondas de calor, mas eles são mais comuns entre as mulheres passando pela menopausa.

A equipe de pesquisa analisou 104 estudos que avaliaram a eficácia da acupuntura, incluindo 12 desses estudos em suas pesquisas, envolvendo 869 mulheres com idades entre os 40 e 60 anos que estavam passando pela menopausa naturalmente.

O estudo descobriu que as mulheres na menopausa que foram submetidas à acupuntura tiveram uma redução na gravidade e frequência das ondas de calor nos três meses seguintes. Além disso, o tratamento parece ter um efeito benéfico independentemente do número de doses, sessões ou a duração do tratamento recebido.

O tratamento mais eficaz para as ondas de calor da menopausa é a terapia hormonal - o uso de medicamentos que contém estrogênio ou progesterona. No entanto, esse tratamento pode aumentar o risco de outras condições de saúde, incluindo AVC, doenças cardíacas e câncer.

As mulheres incluídas no estudo foram submetidas a várias formas de acupuntura, incluindo acupuntura tradicional, eletroacupuntura, acupuntura à laser, acupuntura auricular e acupuntura medicinal tradicional chinesa.

O grupo não é capaz de explicar porque acupuntura parece ajudar a aliviar as ondas de calor em mulheres na menopausa. A hipótese é que a prática pode reduzir a concentração de beta-endorfina - um neuropeptídeo encontrado nas células do sistema nervoso central e periférico - no hipotálamo do cérebro. Os cientistas dizem que os níveis mais baixos de beta-endorfina podem ativar a liberação de peptídeo relacionado ao gene da calcitonina (CGRP), que regula a temperatura corporal.

Aposte no cardápio que espanta os sintomas da menopausa

Ondas de calor, suores noturnos, ganho de peso, insônia, irritabilidade, entre outros sintomas, são característicos do período. O que caracteriza o período é a queda dos hormônios estrogênio e progesterona, que costuma ocorrer entre os 45 e os 55 anos de idade. "Esses desconfortos podem fazer da menopausa uma das fases mais difíceis para a mulher nos campos emocional e físico. Mas uma dieta equilibrada e suplementos alimentares aliviam os sintomas", afirma a nutricionista Daniela Jobst.

Confira a seguir os alimentos que não podem ficar de fora do cardápio durante a menopausa. A nutricionista Daniela Cyrulin dá uma dica pontual para diminuir o calorão. "Tome uma xícara de chá feito com o galho de frutas vermelhas, como de amoras", recomenda.  

Soja apaga o fogaréu
Os efeitos da soja no organismo das mulheres que enfrentam a menopausa, por exemplo, são bem conhecidos. Isso porque ela é rica em isoflavona, um fitoquímico capaz de atenuar os sintomas do fim da fertilidade por participar da produção, do metabolismo e da ação dos hormônios sexuais.

Em outras palavras, as isoflavonas atuam como um substituto do estrógeno (hormônio que sofre notável queda no período do climatério) e contribuem para a manutenção do equilíbrio hormonal. Três colheres de sopa de soja cozida ou uma fatia de tofu equivalem a 50 miligramas de isoflavonas, quantidade diária mínima para os efeitos aparecerem.

"O consumo das isoflavonas presentes na soja diminui a intensidade e a frequência dos calores, da sudorese, das irritações e até da insônia, sintomas típicos da menopausa", afirma a nutricionista Tarsia Tormena, da Unifesp.  

Cálcio contra a osteoporose
Muitas mulheres sofrem de osteopenia, que significa a diminuição da densidade mineral dos ossos, e devem se prevenir contra a osteoporose. "Pra isso, devem-se ingerir alimentos ricos em cálcio, tais como leite e derivados, nabo, brócolis, folhas de mostarda e sardinha", explica a nutricionista Daniela Cyrulin, de São Paulo.

A especialista também alerta para o cuidado na hora de consumir alimentos que dificultam ou diminuem a absorção do cálcio na mesma refeição, como os ricos em cafeína (café, chá preto e mate) ou os ricos em ferro (carne, frango, feijão). "Se comer carne no almoço, por exemplo, prepare um purê de batata sem leite", sugere. 

Magnésio contra a irritação
Alimentos ricos em magnésio também são essenciais. A deficiência deste mineral no organismo resulta em fadiga e carência de enzimas envolvidas na produção de energia. Prova disso é que uma pesquisa do Instituto de Psiquiatria da Inglaterra mostrou que os níveis deste mineral são mais baixos em pessoas que sofrem de depressão. As oleaginosas (nozes, castanhas, amêndoas) e peixes, como atum e salmão, são ricos nesse mineral. 

Sardinha e aveia reduz a fadiga
Estes alimentos são ricos numa substância chamada coenzima Q10, um antioxidante que está envolvido com o processo de produção energética no nosso organismo. "A coenzima Q10 diminui seus níveis com a idade, e a suplementação desta, aumenta a energia, reduz fadiga, além de melhorar sistema imunológico e a textura da pele", explica a nutricionista Daniela Jobst. 

Para diminuir o inchaço, diminua o sódio
Para reduzir as quantidades de sódio da alimentação, não basta somente diminuir o sal na comida, mas também diminuir a ingestão de produtos enlatados, conservas e industrializados. "Faça seu próprio molho de tomate em casa e se escolher for consumir conservas, como atum, azeitonas ou palmito, enxague-os em água antes de comer", recomenda a nutricionista Daniela Cyrullin. 

Chá branco combate o acúmulo de gordura
O chá branco, mais rico em catequinas que o chá verde, tem um efeito antioxidante aumentado, potencializando funcionamento hepático, eliminação de toxinas do organismo e normalização de lipoproteínas (lavacolesterol). Suas substâncias antioxidantes também aumentam o metabolismo basal, auxiliando no controle do acúmulo de gordura visceral.

Minha Vida

domingo, 8 de junho de 2014

Saiba como a obesidade afeta a circulação sanguínea

Saiba como a obesidade afeta a circulação sanguínea Charles Guerra/Agencia RBS
Foto: Charles Guerra / Agencia RBS
Mau funcionamento das veias e sobrepeso podem causar varizes e outros problemas
 
Cuidar da alimentação e praticar atividades físicas diariamente são atitudes importantes para quem deseja evitar a obesidade. Afinal, essa é a doença que tem crescido nos últimos anos no Brasil, conforme aponta uma pesquisa divulgada pelo Ministério da Saúde.
 
Os dados mostram que, em 2012, pela primeira vez, o porcentual de pessoas com excesso de peso superou mais da metade da população brasileira. Mais especificamente, 51% dos brasileiros acima de 18 anos estão com sobrepeso.
 
O problema é que a obesidade é um fator de risco para o desenvolvimento de diversas doenças, entre elas: cardíacas, diabetes do tipo 2 e colesterol alto. Mas o excesso de peso também é vilão da saúde das nossas pernas. Segundo o angiologista Ary Elwing, especialista em cirurgia vascular periférica e tratamento a laser, pessoas obesas têm maior disposição de desenvolver varizes por causa da quantidade de volume sanguíneo dentro das veias.
 
Ou seja, com um maior volume de sangue circulando no corpo, aumenta a pressão sanguínea dentro das veias, favorecendo a dilatação das mesmas.
 
— Como quem está acima do peso retém muito sódio no organismo, isso contribui para o acúmulo de líquidos e dificulta a circulação. Além disso, a gordura acumulada dentro dos vasos sanguíneos também acarreta em uma má circulação — descreve Elwing.
 
Como funciona a circulação?
A circulação sanguínea é ativada através da contração muscular das pernas que manda o sangue de volta para o coração. As veias levam o sangue ao coração, impulsionado pela bomba muscular das panturrilhas. Dessa forma, as válvulas venosas impedem que o sangue conduzido não retorne para as extremidades.
 
Porém, se o sangue que passa pelas pernas e não consegue voltar para o coração é em decorrência de uma falha nas válvulas venosas.
 
— Devido a essa falha, o volume sanguíneo circulante nas pernas aumenta. Com as válvulas sobrecarregadas, as veias se dilatam e causam dores — informa o médico.
 
Problemas circulatórios decorrentes do sobrepeso
O mau funcionamento das válvulas venosas e o aumento do peso podem causar o surgimento de varizes.
 
— Trata-se de veias dilatadas e deformadas que aparecem nas pernas que causam queimação, formigamento persistente, câimbras noturnas, coceiras e inchaço nos membros inferiores — esclarece o especialista.
 
Além destas, outra complicação que pode ocorrer entre obesos é a trombose em decorrência do mau bombeamento do sangue para o corpo, gerando doenças ligadas ao sistema vascular.
 
— Caracterizada pela formação de um coágulo sanguíneo em uma veia localizada no interior de uma região do corpo, normalmente nas pernas, a trombose venosa profunda, chamada de tromboflebite profunda, ocorre devido a um bloqueio no fluxo sanguíneo — diz Elwing.
 
Prevenção e tratamento
Para evitar a incidência de problemas circulatórios, a recomendação é manter o controle do peso corporal sempre em dia. Fuja dos alimentos industrializados, pois contêm grandes quantidades de sódio, gordura trans, açúcar e conservantes e cooperam para o aumento do peso. Faça atividades físicas pelo menos três vezes na semana. A caminhada ou natação, por exemplo, estimulam a circulação sanguínea e atuam no controle do peso.
 
O tratamento das microvarizes ou telangiectasias pode ser feito com aplicação de raio laser ou injeções após avaliação dos vasos.
 
— Quando a variz atinge tamanho acima de 4mm de diâmetro e tanto laser quanto as aplicações por injeção não fazem mais efeito, o mais indicado é recorrer à cirurgia — orienta.
 
O procedimento cirúrgico pode ser realizado tanto pelo método convencional como pelos métodos mais modernos, como cirurgia com laser endovascular e radiofrequência. No caso da trombose, procure um médico o quanto antes para que ele indique o melhor tratamento.
 
Zero Hora

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Acupuntura: Como funciona, efeitos e benefícios

Foto: Reprodução
O que é
A acupuntura é um conjunto de práticas terapêuticas inspirado nas tradições médicas orientais. Criada há mais de dois milênios, a acupuntura é um dos tratamentos médicos mais antigos do mundo.
 
Consiste na estimulação de locais anatômicos sobre ou na pele – os chamados pontos de acupuntura.
 
Diferentes abordagens para o diagnóstico, prevenção e tratamento de doenças são realizadas, entretanto o procedimento mais adotado no mundo atualmente é a penetração da pele por agulhas
metálicas muito finas e sólidas, manipuladas manualmente ou por meio de estímulos elétricos.
 
De acordo com a tradição chinesa, a técnica é capaz de ajustar canais energéticos do corpo, chamados na acupuntura de meridianos, de acordo com equilíbrio de yin e yang. A medicina ocidental e moderna, contudo, sugere que o método estimule a liberação de substâncias químicas que alteram o sistema nervoso e podem ter efeitos em todo o corpo, promovendo o equilíbrio do organismo. Sendo assim, está muito associada a transtornos orgânicos resultantes de tensões emocionais como o estresse.
 
O diagnóstico é feito após o questionamento de diferentes aspectos da vida do paciente e a observação de manifestações físicas como a pulsação, a respiração, cor e aspecto da pele e da língua. Assim que o problema é identificado, o paciente pode ter alguns de seus mais de mil pontos de acupuntura estimulados em diversas e frequentes sessões.
 
Para que serve
A acupuntura busca a recuperação do organismo como um todo pela indução de processos regenerativos, normalização das funções alteradas, reforço do sistema imunológico e controle da dor.
 
Embora pesquisas tenham demonstrado que a acupuntura pode realmente desativar áreas do cérebro associadas a dores, não se sabe exatamente se o método constitui um mecanismo que sustenta ou contribui para o efeito terapêutico sobre uma pessoa.
 
De qualquer forma, a técnica sobrevive há milênios, mostrando benefícios a indivíduos com problemas gastrointestinais, respiratórios, musculares, urológicos, endocrinológicos, psicológicos e neurológicos, ginecológicos e até mesmo dermatológicos.
 
A acupuntura é especialmente indicada para a redução da dor em casos de fibromialgia e dores
localizadas nas costas, tratamento de náuseas e vômitos em pacientes que se submetem a quimioterapias ou cirurgias, e diminuição da tensão emocional.
 
A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera a prática um complemento da medicina moderna. Nos Estados Unidos, foi recomendado apenas no ano passado pelo Instituto Nacional para a Saúde e Excelência Clínica (NICE) como opção de tratamento para dores nas costas pelo sistema público de saúde do país.
 
No Brasil, a acupuntura é reconhecida como especialidade médica conforme deliberação do Conselho Federal de Medicina e consta na Tabela do Sistema de Informações Ambulatoriais (SAI/SUS) do Ministério da Saúde.
 
Curiosidades
Experiências com ratos demonstraram que a acupuntura pode até triplicar os efeitos de um composto natural conhecido por suas funções antiinflamatórias e analgésicas.
 
Pesquisadores da Universidade de Rochester, nos EUA, observaram que tecidos próximos das agulhas tinham até 24 vezes mais adenosina, sugerindo que a imperceptível perfuração da pele possa acionar tanto o acúmulo da substância em tecidos mais externos da pele, como também a sinalização ao cérebro para criar endorfinas naturais contra a dor.
 
De acordo com a medicina chinesa, os meridianos energéticos que atravessam o corpo são afetados por energias “perversas”, que afetam o organismo de forma geral. Apesar de soar místico, a própria tradição ocidental considera que ventos, bactérias, vírus, lesões, traumas, ansiedades, frio ou calor constituam boa parte das energias “perversas”. A medicina moderna concorda.
 
Nem apenas de agulhas vive a acupuntura: a estimulação de pontos de acupuntura pode ser feita também pelos dedos (acupressão), com pedras quentes, laser e muitas outras técnicas. O importante, pregam os defensores da prática, é que os fluxos energéticos sejam retomados e a energia do corpo equilibrada.
 
iG

Como funciona o pronto-socorro de acupuntura do SUS

Elioenai Paes
Os movimentos do braço de Maria Edi estavam limitados antes
 da sessão, por conta da dor. Em cinco minutos de ação das agulhas
ela mostra que já pode se movimentar normalmente - sem dor
Atendimento no Hospital São Paulo dura cercade dez minutos; é indicado para dor muscular, enxaqueca e cólica menstrual
 
É fascinante como uma mágica: depois que Maria Edi Tudéia, de 65 anos, esperou por alguns momentos no corredor do pronto atendimento de acupuntura do Hospital São Paulo, em SP, muito incomodada por conta de dores - ela sofre com dores na coluna, braço e nervo ciático - ela sai do consultório médico um sorriso aliviado no rosto e movimentando o braço, antes retraído por conta da dor, com naturalidade.
 
Essa ‘magia’ não está em medicamentos analgésicos fortes que poderiam ter sido injetados em seu corpo, tampouco em comprimidos casuais concebidos pela indústria farmacêutica. Ela vem com minúsculas agulhas que, manipuladas durante oito segundos e mantidas no corpo de cinco a 10 minutos, trazem um efeito drástico de redução da dor. E o melhor: sem efeitos colaterais.
 
O pronto atendimento do Hospital São Paulo, que é bancado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), é feito por médicos residentes em acupuntura, coordenados pelo Prof. Dr. Ysao Yamamura, chefe do setor de acupuntura e livre docente em medicina chinesa. Os resultados do trabalho do médico são visíveis de imediato: todos que entraram no consultório no momento em que a reportagem do iG estava acompanhando o procedimento relataram que a dor havia cessado ou diminuído muito. “As agulhas dão a sensação de algumas picadinhas de formigas, mas venho pesada e saio me sentindo leve”, comemora Sônia Maria de Barros, 61 anos.
 
Essa leveza se dá, segundo Yamamura, porque a acupuntura também promove a liberação de endorfina e serotonina, hormônios responsáveis pelo bem-estar e manutenção do humor.
 
E não são só dores na coluna que podem ser aliviadas pela técnica oriental milenar, mas também cólicas menstruais, enxaquecas, dores no joelho, quadris, ombros e todo o sistema musculoesquelético.
 
“A acupuntura tradicional busca o equilíbrio do corpo humano em geral, também trabalhando sobre questões de ansiedade, além de outras. Aqui no Pronto Atendimento nós focamos na dor, e, por isso, usamos a técnica da agulha manipulada, que consiste em girar a agulha durante oito segundos, que faz o mesmo efeito do que deixar no paciente durante os 20 minutos”, explica Felipe Caldas, médico residente em acupuntura.
 
O movimento de vai e vem da agulha, segundo ele, amplifica o efeito da acupuntura. “A agulha funciona como uma bateria, com 1.3 milivolts”, explica Caldas. “Os pontos de acupuntura são aqueles que têm terminação nervosa livre, então é como se pegasse a agulha e desse um pequeno choque no nervo”.
 
Esse choque, segundo Caldas, vai gerando estímulos ao longo de todo o nervo e fazendo com que o organismo libere substâncias que vão tirar a dor e doar uma sensação de bem-estar. E uma boa notícia: a acupuntura, segundo Yamamura, não tem contra indicações, podendo ser feita para qualquer idade, embora o Pronto Atendimento não atenda crianças “Elas são encaminhadas para o ambulatório do Hospital São Paulo, e a acupuntura para elas é só às quintas-feiras à tarde”, explica.
 
Serviço
Para quem está em São Paulo, é simples conseguir esse alívio da dor: o pronto atendimento de acupuntura fica aberto de segunda à sexta-feira, das 8h às 15h, na Rua Napoleão de Barros, 771, na Vila Clementino (próximo ao metrô Santa Cruz). As sessões são gratuitas, cobertas pelo SUS.
 
iG

sexta-feira, 14 de março de 2014

Acupuntura para criança cura cólica e outros males

Foto: reprodução da internet
Acupuntura para criança cura cólica e outros males
Técnica japonesa pode ser usada desde o nascimento até os 5 anos de idade. As agulhas não têm pontas, portanto o tratamento é completamente indolor
                                                      
Rio - Os pais já têm mais uma alternativa na hora de tratar problemas de saúde nos pequenos. Trata-se do Shonishin, acupuntura voltada para crianças menores de 5 anos. A técnica japonesa é eficaz para males como asma, alergia, cólica e até baixa autoestima. E o melhor é que o tratamento é indolor, já que não há inserção das agulhas na pele.

Elas são, apenas, esfregadas, proporcionando uma sensação agradável, segundo Cesar Imada, especialista em terapias orientais do espaço MS Vida, em São Paulo. “Existem nove tipos diferentes de agulhas, e algumas possuem as pontas arredondadas para serem usadas em técnicas como esfregar ou pressionar”, explica.

Segundo ele, o Shonishin pode ser aplicado desde o nascimento até os 5 anos. Após esse período, com o crescimento das crianças, podem ser adotadas técnicas convencionais de acupuntura. Imada lembra que a lista de males que podem ser tratados é longa: asma, alergia, congestão nasal, otite, indigestão, cólicas, problemas dermatológicos, xixi na cama, hiperatividade e baixa autoestima.
                      
Além de acalmar as crianças, as agulhas ativam os pontos de acupuntura presentes no corpo inteiro.

A ação estimula o organismo a combater o problema. No caso da hiperatividade, ele explica que o transtorno também tem aspectos físicos, que são trabalhados na técnica japonesa. “A hiperatividade não é só mental, é comportamental e, normalmente, tem a ver com um metabolismo muito acelerado”, disse, acrescentando que um outro benefício para a criança é não ter que fazer uso de medicamentos.

Ainda segundo o especialista, em casa, as mães podem usar uma colher de prata para tranquilizar as crianças. A recomendação é fazer movimentos no corpo de cima para baixo, passando pelo braço, região escapular e cabeça. “É uma espécie de carinho ao longo do corpo que equilibra as energias”.

O Dia

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Fatores hormonais e genéticos podem influenciar transtornos de identidade

Foto: Reprodução
Segundo o psiquiatra Kie Kojo, os transtornos de identidade sexual são transexualismo, transvestismo de duplo papel, transtorno de identidade sexual na infância e transtorno de identidade sexual não especificada
 
O desejo irreversível de viver e de ser aceito como pertencente ao gênero oposto caracteriza um outro tipo de disfunção sexual: o transtorno de identidade. Segundo Kie Kojo, psiquiatra especialista em sexualidade humana pela Universidade de São Paulo, não há dados oficiais sobre a incidência, mas a estimativa é de que a proporção seja de um transexual masculino para cada 40 mil homens e de um transexual feminino para cada 80 mil mulheres. “A etiologia também é inconclusiva. Mas parece existir fatores hormonais e genéticos (cromossômicos) envolvidos.”
 
Segundo Kojo, os transtornos de identidade sexual são transexualismo, transvestismo de duplo papel, transtorno de identidade sexual na infância e transtorno de identidade sexual não especificada. “O transexualismo é o transtorno de identidade mais conhecido, caracterizado pelo desejo de pertencer ao gênero oposto acompanhado de um intenso desconforto com o sexo anatômico, assim como o desejo de se submeter a tratamentos hormonais e de mudança de sexo para tornar o corpo o mais parecido possível com o do gênero oposto”, define. Esse desejo tem de persistir por no mínimo dois anos para ser caracterizado como transtorno. Na maioria das vezes, demanda apoio de uma equipe multidisciplinar. “O sofrimento é tão intenso que alguns pacientes chegam a tentar o suicídio”, acrescenta.

O transvestismo de duplo papel é o uso de roupas do gênero oposto durante parte da existência do indivíduo com o intuito de desfrutar a experiência de ser do outro gênero, sem qualquer desejo de mudança de sexo ou de estimulação sexual. O indivíduo, nesse caso, sente-se bem com o seu sexo anatômico.
 
O transtorno de identidade sexual na infância é diagnosticado quando a criança apresenta uma angústia intensa e persistente com relação ao próprio gênero, junto com o desejo ou a insistência de que é do gênero oposto. Ocorre geralmente antes da puberdade. “Dois terços dessas crianças na idade adulta terão como orientação sexual o homossexualismo. E apenas uma pequena parte se torna transexual”, diz Kojo. Já o transtorno de identidade sexual não especificada é tudo aquilo que não se encaixa nos demais.
 
Correio Braziliense

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Tratamento com onda magnética pode aliviar enxaqueca

BBC
Organização britânica indica tratamento para pacientes que não
 obtiveram resultado com outras terapias
Não invasiva, técnica consiste em colocar sob o couro cabeludo um aparelho portátil que gera campos magnéticos indolores, ferramenta já é usada contra a depressão e esquizofrenia
 
O Instituto Nacional Britânico para Excelência Clínica e de Saúde (NICE, na sigla em inglês) divulgou uma orientação recomendando o uso de estimulação magnética transcraniana para pacientes de enxaqueca. O tratamento é não invasivo; o aparelho portátil é colocado sobre o couro cabeludo e gera campos magnéticos indolores.
 
A organização voltada para saúde pública diz que o procedimento ainda é relativamente novo e reconhece ser necessário levantar mais dados a respeito de sua eficácia e segurança no longo prazo.
 
Em um teste feito com 164 pacientes, a estimulação funcionou duas vezes mais do que uma terapia com placebo e cerca de 40% dos voluntários já não sentia dores depois de usar o dispositivo.
 
Mas, segundo o NICE, a terapia, em que uma bobina gera campos magnéticos que ativam ou inibem neurônios, pode ser útil para pacientes que já tentaram outros tratamentos e não conseguiram alívio.
 
Conheça alguns alimentos que ajudam a aliviar a dor:
 
- Ácidos graxos, como os presentes no azeite de oliva, sardinha e outros alimentos são ótimos para aliviar a dor
 
- A água é essencial. A desidratação desencadeia crises
 
- O orégano ajuda a combater inflamações que podem aumentar a dor
 
- A granola é rica em triptofano, assim como a banana, maracujá e outros grãos integrais. Eles ajudam a combater a dor
 
- Peixes ricos em ômega 3 (salmão, atum, bacalhau, etc) ajudam a aliviar a enxaqueca
 
- Pimentas também são auxiliares para aliviar a dor
 
Segundo estatísticas, a enxaqueca é uma doença comum na Grã-Bretanha, afetando uma em cada quatro mulheres e um em cada 12 homens. No Brasil, estudos de 2009 apontam a incidência de enxaqueca em cerca de 15% da população.
 
Existem muitos tipos de enxaqueca, com ou sem aura e com ou sem dor. Também existem várias opções de tratamentos, incluindo a administração de analgésicos comuns como o paracetamol.
 
Peter Goadbsby, presidente da Associação Britânica para o Estudo da Dor de Cabeça, disse que muitos pacientes que sofrem do problema podem se beneficiar da estimulação magnética transcraniana.
 
A chefe da organização de caridade Fundação Enxaqueca da Grã-Bretanha, Wendy Thomas, também aprova a nova orientação do NICE.
 
"Muitos têm suas vidas afetadas pela enxaqueca. Aprovamos as orientações do NICE que possam ajudar a melhorar o futuro de muitas pessoas para as quais os outros tratamentos não funcionaram", afirmou.
 
O NICE recomenda ainda terapias como acupuntura.
 
iG

sábado, 28 de dezembro de 2013

Acupuntura ajuda no tratamento da fibromialgia

Técnica aliada a exercícios diminui as dores e desconfortos causados pela doença
 
Dores generalizadas que dificultam caminhar ou subir escadas, fadiga incapacitante, alterações no intestino e noites mal dormidas são alguns dos sintomas desta doença quase sempre mal diagnosticada. Os tratamentos disponíveis podem reduzir o problema e até mesmo fazê-lo desaparecer, desde que o paciente tenha disciplina e determinação.
 
Assim é a fibromialgia. Apesar de pouco conhecida, até mesmo pelos médicos e pesquisadores, pode ser controlada e praticamente desaparecer, por meio dos cuidados terapêuticos e do próprio paciente. Suas causas ainda não são precisamente identificadas, mas se sabe que o cérebro dos portadores da doença produz menos serotonina - substância ligada à capacidade de regular a sensibilidade dolorosa. Desta forma, impulsos que chegam e saem do cérebro são identificados erroneamente como dor.
 
Sintomas emocionais
Não cabe aqui entrar em detalhes técnicos da doença, entretanto é importante ressaltar que sua incidência preferencial em mulheres (3% da população feminina contra 0,5% da masculina) pode estar ligada à diminuição de hormônios durante a menopausa, período em que a doença é muito mais frequente. As mulheres chegam ao consultório em desespero: ninguém descobre o que elas têm, acham-se velhas e pensam que vão morrer. Além disso, amigos e familiares dizem que estão inventando doenças e elas passam a se achar loucas ou hipocondríacas. Com a autoestima em baixa, os sintomas aumentam e tornam o quadro ainda mais grave.

Diagnóstico
O diagnóstico da doença é sempre clínico, já que não existem exames específicos para detectá-la. Sabe-se que há 18 pontos doloridos ligados à fibromialgia (nos ombros, articulações dos braços e pernas, próximo ao pescoço, nos glúteos e outros). Quando ao menos onze deles são identificados, é provável que se esteja diante de uma vítima. É de costume pedir exame de sangue para detectar outras possíveis doenças que também causam dores generalizadas, como o diabetes, doenças da tireóide, reumáticas e o câncer.

Tratamento
Combinar sessões de acupuntura com exercícios específicos recomendados pelo terapeuta é a base do tratamento. A acupuntura, por meio do estímulo dos terminais nervosos, determina o aumento da produção de serotonina e endorfina no sistema nervoso central, que age como forte analgésico a partir de sua ação no sistema supressor da dor e ainda auxilia no controle emocional, agindo em seu efeito antidepressivo e antiansiolítico, possibilitando a regularização do sono e a diminuição da fadiga. Como em quase todas as doenças, é importante que o paciente promova significativas mudança em suas atitudes. Exigir-se demais, com perfeccionismo no dia a dia, só pode atrapalhar a recuperação. Sair do emprego ou reduzir atividades cotidianas é outra falha usual. Por outro lado, em casos mais graves é necessário o uso de medicamentos auxiliares ao tratamento.

Marcos Antonio Cau Junior-Biomédico, acupunturista e professor do instituto brasileiro de acupuntura e massoterapia (IBRAM)

Minha Vida

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Verdadeira ou falsa, acupuntura alivia calores provocados pela quimioterapia

O tratamento com acupuntura, tanto faz se verdadeira ou falsa, alivia as ondas de calor e outros efeitos secundários da quimioterapia aplicada a pessoas com câncer de mama, de acordo com um estudo feito nos Estados Unidos divulgado nesta segunda-feira pela revista "Cancer".
 
Os pesquisadores no Centro Greenebaum do Câncer, da Universidade de Maryland, e do Centro Kimmel de Câncer, da Universidade Johns Hopkins, queriam determinar se a acupuntura podia reduzir a gravidade dos efeitos secundários vinculados com os inibidores de aromatase.
 
Estes compostos, usados para impedir que o câncer de mama reapareça depois da cirurgia, bloqueiam a sínteses do hormônio estrogênio nas pacientes pós-menopáusicas e por isso podem causar calores de moderados a graves, similares aos experimentados durante a menopausa, e problemas nos músculos e nos ossos.
 
Para a pesquisa, foram recrutadas 47 mulheres pós-menopausa com câncer de mama com receptor positivo de hormônio, nas fases 0 a III, que tinham recebido a quimioterapia por pelo menos por um mês. Metade das pacientes recebeu oito semanas de acupuntura autêntica e outras 23 uma versão falsa. Além disso, os pesquisadores colheram a informação registrada pelas participantes em anotações diárias sobre os calores desde o começo do estudo até a 12ª semana.
 
Outros questionários se referiram a sintomas da menopausa, humor, qualidade do sono, depressão, ansiedade e qualidade de vida, organizados no começo do estudo, e quatro, oito e 12 semanas mais tarde. Entre as mulheres que receberam acupuntura real os pesquisadores perceberam melhoras estatisticamente significativas quanto à depressão, a gravidade e frequência dos calores, a interferência deles na vida cotidiana e outros sintomas da menopausa.
 
Entre as que tiveram um tratamento de acupuntura falso os pesquisadores também perceberam melhoras estatisticamente significativas, mas em percentual bem melhor, na qualidade de vida, na interferência dos calores e dos outros sintomas na rotina da mulher.
 
Nos grupos com acupuntura real e com acupuntura falsa, as mulheres viram uma redução média da gravidade dos sufocos de 31 e 54%, respectivamente.
 
Para comparar os efeitos das sessões de acupuntura real com os de acupuntura falsa, a equipe usou agulhas retráteis, que não penetram na pele, postas em 14 pontos empregados na acupuntura real.
 
As agulhas não penetrantes produzem a sensação de uma picada na pele de modo que as mulheres não podiam saber se recebiam o tratamento real ou não.

EFE/R7

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Acupuntura ajuda na perda dos quilos a mais

Ponto 3 - Shen Men
Estudo mostra resultado em pacientes estimulados em cinco pontos da orelha
 
Rio - O auxílio para perder peso pode estar na orelha. Estudo coreano mostrou que sessões de acupuntura em cinco pontos específicos da região ajudam a emagrecer. Pacientes com sobrepeso submetidos à técnica tiveram redução no índice de massa corporal (IMC) e na quantidade de gordura do organismo.
 
Foram analisados 91 adultos acima do peso. Entre os 31 que receberam as agulhadas nos locais específicos, por oito semanas, a redução média do IMC foi de 6,1%. Os pontos onde as agulhas foram colocadas correspondem a baço, estômago, apetite, sistema endócrino, além de um local chamado Shen-Men.
 
“O Shen-Men trata ansiedade, angústia e tensão. Os outros pontos atuam nos órgãos ou sistemas, estimulando o equilíbrio dessas funções que estão alteradas nos obesos”, explica Márcio Luna, acupunturista do Instituto Brasileiro de Medicina Tradicional Chinesa.
 
Em relação aos outros 30 voluntários que tiveram apenas um ponto estimulado (ligado ao apetite), a redução do IMC foi de 5,7%. Já os demais participantes receberam tratamento placebo e não perderam peso. Segundo pesquisadores, os pacientes estimulados nos cinco pontos foram os únicos a terem diminuição da taxa de gordura corporal. Todos foram orientados a evitar comidas calóricas, mas mantiveram a rotina de exercícios que já tinham antes.
 
Segundo Márcio, a orelha é cópia em miniatura do corpo e replica a localização de órgãos, tecidos e sistemas. Ele acrescenta que os pontos principais estão abaixo dos cotovelos e dos joelhos. A dica de fechar a boca e se exercitar não deve ser abandonada. “Há pessoas que fazem isso e não perdem peso. A acupuntura é tratamento complementar”.
 
O Dia

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Como controlar os sintomas da enxaqueca sem remédios

aliviar-enxaqueca-sem-remediosPessoas que sofrem frequentemente com as enxaquecas costumam preocupar-se com todos os detalhes a fim de evitar esse tipo de dor, recorrendo até mesmo de maneira intensa ao uso de medicamentos, entretanto, essa opção, nem sempre tende a ser a mais adequada.
 
Quem sofre desse tipo de mal precisa, além de consultar um profissional  médico qualificado, realizar algumas mudanças em seus hábitos, pois, de acordo com alguns especialistas, o sedentarismo e o jejum prolongado podem estar diretamente relacionado com a doença.
 
Dicas de como controlar os sintomas da enxaqueca sem remédios
 
A alimentação deve ser feita em horários regulares
Não é saudável para ninguém ficar muitas horas sem alimentar-se, e é ainda pior para quem sofre de enxaqueca, estômago vazio pode ser um despertador para a dor, por isso manter o hábito de se alimentar em horários específicos e regulares tende a ser um dos mais saudáveis hábitos que se pode ter. Para evitar eventuais deslizes, o ideal é carregar sempre algumas frutas, barra de cereal e/ou iogurte, pois, dessa forma, sempre terá algo saudável por perto.
 
Peso ideal é essencial
Não há nenhum estudo que comprove que o sobrepeso esteja diretamente ligado às ocorrências de enxaqueca, entretanto, um estudo realizado com 30 mil pessoas mostrou que algumas das que estavam acima do peso, sentiam dores de cabeça de maneira mais frequente que aquelas que mantinham um peso ideal, pelo que, acredita-se ser possível, que o excesso de gordura no corpo possa aumentar a inflamação do organismo deixando-o mais fraco e consequentemente exposto a quaisquer tipos de dores.
 
Relaxar faz bem
Pessoas que vivem constantemente sobre grande carga de estresse, também tendem a ser mais propensas a sofrer com os sintomas da enxaqueca. Viver de forma mais tranquila não só diminuirá a frequência com que acontecem as crises como também reduzirá a duração da enxaqueca. Para relaxar, o ideal é usar aquilo pelo que se é apaixonado a favor, além disso é sempre importante tirar um tempo diário para si mesmo, ouvir músicas e até mesmo, ceder a prática da meditação.  Há quem diga ainda que trabalhos artesanais são também de grande ajuda na missão de amenizar o estresse.
 
Durma bem, mas não exagerar
Durma diariamente 8 horas por noite, tente dormi e acordar sempre no mesmo horario mesmo nos finais de semana.  Perder o sono pode causar dores de cabeça, ficar muito tempo na cama também, por isso é importante calcular o tempo certo para o descanso.
 
Terapias complementares
Por mais incrível que possa parecer, o fato é que realizar em um período de ao menos a cada 15 dias ou ainda que seja uma vez ao mês algum tipo de terapia complementar, tais quais acupuntura, massagem e biofeedback, tende a ajudar na redução das tensões do dia a dia, reduzindo por consequência a frequência dos sintomas da enxaqueca.
 
Exercícios físicos podem fazer muito bem
Muito embora alguns exercícios mais intensos possam acabar levando ao desgaste maior do corpo e consequentemente um aumento nos níveis de ocorrências da enxaqueca, o fato é que, a prática de exercícios leves pode acabar servindo como alívio da tensão, além de proporcionar melhor oxigenação no tecido da pele e a consequente redução dos sintomas relacionados às dores.
 
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