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segunda-feira, 26 de junho de 2017

Compras de medicamentos para o SUS devem ser registradas em banco de preços

Ferramenta é gratuita e de acesso ao público a fim de dar mais transparência, diz ministério


Todas as compras de medicamentos realizadas no país para o abastecimento do SUS (Sistema Único de Saúde) terão seus preços registrados no BPS (Banco de Preços em Saúde). A medida vale para o Ministério da Saúde, estados, municípios e o Distrito Federal que, agora, passam a alimentar de forma obrigatória o sistema. Até então, a adesão era voluntária.

Segundo o Ministério da Saúde, a ferramenta é gratuita e de acesso aberto ao público de forma a dar mais transparência ao uso dos recursos públicos e o conhecimento dos preços dos medicamentos praticados no País. “O banco vai proporcionar o aumento da concorrência e maior condições para a negociação de preços junto aos fornecedores e fabricantes, gerando economia para o sistema de saúde”, informou o ministério, em nota.

O cadastramento dos novos usuários e a atualização do Banco de Preços em Saúde devem ser feitos entre 1º de setembro a 30 de novembro deste ano. Já o envio das informações de compras homologadas, referente ao exercício 2017, deverá ser iniciada a partir de 1º de dezembro de 2017.

Para realizar consultas ao sistema e registros de compras é necessário fazer o cadastro de usuário pelo link. O ministério informou que, gradualmente, outros produtos, além dos medicamentos, também terão seu registro obrigatório no BPS. Os dados poderão ser consultados de forma regionalizada, por modalidade de compra, tipo de compra, faixa de quantidades adquiridas, por fabricantes e fornecedores, dentre outras possibilidades de pesquisa.

O banco tem atualmente 4.808 itens de medicamentos disponíveis para cadastro de compras e consultas. Ele é alimentado atualmente por 24 estados e por 580 municípios brasileiros, além da União. Levantamento feito pelo Ministério da Saúde, até novembro de 2016, apontou que 73% dos participantes conseguiram reduzir os preços dos medicamentos nas licitações ou compras diretas.

R7

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Comprar bem passou a ser mais importante que vender bem

Não é uma afirmação tendenciosa ou leviana – pode ser comprovada com números, em um hospital “normal” pode-se trabalhar com o seguinte perfil de compras:

Materiais Descartáveis 31 

Medicamentos 28

Material de Alto Custo 8

Insumos de Retaguarda (Escritório, Lavanderia e Higiene) 15

Peças e Insumos de Manutenção 8

Insumos do SND 6

Outros (uniformes, utensílios, instrumental, etc.) 4

Nele observamos que 67 % do que se compra pode ser item de venda direta. Houve uma época em que os hospitais “viviam” da venda de insumos, mas como tudo na vida, isso é coisa do passado – hoje os insumos estão cada vez menos “presentes” nas contas.

Não temos necessidade de justificar isso quando falamos de contas do SUS – nelas: Materiais descartáveis nunca existiram; apenas uma “meia dúzia” de medicamentos de alto custo são faturados; somando o faturamento OPME e o que se consegue faturar de medicamentos, não se chega à 9 % do que se compra.

Na saúde suplementar “de antigamente” materiais e medicamentos eram minuciosamente apresentados nas contas. A “margem de comercialização” destes insumos eram, talvez, a mais importante margem de contribuição.

Com a inflação tecnológica da saúde, e o vertiginoso aumento dos serviços, foi tomando corpo o movimento de simplificação das contas (pacote, “diarião”, procedimentos fechados, etc.), e boa parte destes insumos estão “embutidos” no preço de “alguma coisa”.

Antes praticamente 100 % do MAT/MED era apresentado, e representava 60 % do que se comprava. Hoje “trabalhamos” com 45 %, quando assumimos uma “conduta conservadora”.

Antes tinha menos importância comprar bem, porque “a margem de contribuição” compensava uma eventual incompetência na gestão de suprimentos. Hoje, quanto mais o insumo vai sendo incluído no preço de algo, sem margem de comercialização explícita, a única forma de maximizar o lucro é comprando mais barato.

O preço do medicamento e do material descartável sobe constantemente – as Tabelas Brasindice e Simpro são dinâmicas. Quando o insumo está “embarcado” no preço de algo que é reajustado anualmente, esta atualização de preços que antes era favorável ao hospital, passa a ser totalmente desfavorável: você vai pagando mais caro e vendendo pelo mesmo preço, até que um dia consiga reajustar o preço do pacote, diarião, etc.

Cansamos de ver hospitais que não primavam muito pelo rigor em evitar desperdício de insumos. Como tudo era repassado ao cliente, se gastasse mais, cobrava-se mais. Conforme a política de preços vai migrando do varejo (item a item) para o atacado (pacote, diarião, etc.) vamos observando os hospitais se reposicionarem em relação ao desperdício.

Já estamos observando a mudança dos gestores hospitalares, que antes davam mais importância à técnica de apuração de custos, do que em ações para reduzir os custos. Diziam em alto e bom som que tinham controle sobre os custos, mas nunca ouvíamos alguém dizer que sua maior preocupação era a de buscar a redução dos custos.

Hoje vemos a grande preocupação com o controle dos insumos, principalmente nos processos em que ele não posse ser diretamente associado a uma prescrição médica, e seu controle é mais difícil.

Poucas pessoas sabem que dos 67 % do que se compra de MAT/MED, quase 30 % não pode ser diretamente associado a uma prescrição.

Vale a pena terminar comentando que nem tudo nas crises é ruim. A atual crise está lembrando os gestores hospitalares sobre 2 das mais importantes métricas da administração:

O custo começa com o valor da aquisição da matéria-prima. Quanto maior o preço de compra, maior o custo;

A margem de contribuição, que leva ao lucro, é resultado de 2 fatores: valor da venda e custo. Como na área hospitalar não se pode vender pelo preço que se deseja, é mais importante comprar bem do que vender bem!

Enio Salu

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

80% dos hospitais não divulgam seu código de conduta ética

O Brasil está passando por um dos momentos mais importantes de sua história, no qual a sociedade discute de forma contundente, em todos os níveis e setores, a importância do combate à corrupção como forma de garantir instituições públicas e privadas mais sustentáveis e éticas, no entendimento mais amplo destes termos

Por Ronie Oliveira Reyes

E se em um passado recente, estas discussões pareciam alheias à área da saúde, de certa forma protegido pela incredulidade de que seus representantes poderiam colocar interesses financeiros acima das vidas de pacientes, as denúncias envolvendo o mercado de OPME expuseram uma série de vícios e práticas tão vergonhosas, quanto livres de qualquer movimento prévio significativo que as impedissem de acontecer.

Infelizmente, foi somente a partir dos escândalos que uma fatia importante de médicos, fornecedores, operadoras de saúde e hospitais compreendeu a necessidade não só de se manter uma conduta ética nas suas relações comerciais (o que, cá entre nós, é obrigação de qualquer profissional, em qualquer setor), mas também de tornar pública a preocupação com a transparência dos negócios que realiza.

Mas, parece que entre a compreensão e a ação efetiva ainda há uma grande lacuna.

O blog pesquisou as homepages dos 50 hospitais privados mais importantes do país buscando identificar as instituições que, de forma clara e aberta, apresentavam em seu site o acesso ao código de conduta que rege o comportamento de seus colaboradores e parceiros na execução de atividades ligadas ao seu negócio.

O intuito do levantamento era medir o grau de atenção que a nata do setor hospitalar brasileiro vem concedendo à transparência das ações de seus representantes e à propagação de práticas éticas e sustentáveis, alheias às questões médicas e assistenciais. Além disso, a pesquisa quis apurar o nível de acesso da sociedade ao entendimento dos hospitais sobre temas relevantes como o conflito de interesses ou o recebimento de suborno.

O resultado surpreendeu. Do total de hospitais pesquisados, somente 20% disponibiliza seu manual de conduta à sua comunidade de relacionamento, em uma atitude que demonstra iniciativa positiva, preventiva e sensível ao atual cenário eticamente delicado na área da saúde.

Por outro lado, o fato de 4/5 dos hospitais de referência no país não manifestarem publicamente um documento que cite regras para o recebimento de brindes por seus funcionários ou, ainda, que formalize um canal anônimo para denúncias, faz surgir na sociedade uma dúvida bastante pertinente em tempos de combate à corrupção: as diretrizes de conduta dos profissionais dos hospitais não estão divulgadas ou, simplesmente, não existem?

Saúde Business

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Por que a Gestão de Compras se tornou estratégica para empresas da saúde?

Por Ronie Oliveira Reyes
 
Os recentes sinais de valorização da área de Compras no mercado da saúde não têm surgido por acaso. Ele vem acompanhando um longo processo de profissionalização deste setor da economia, no qual a eficiência operacional, o controle de custos e o aumento do nível de exigência dos clientes deixaram de ser temas opcionais nas mesas de discussão dos líderes de hospitais, clínicas e laboratórios, para ganhar requintes de sobrevivência a todas aquelas instituições que buscam a perenidade de seus negócios.
 
Aliás, só o fato de utilizarmos o termo “negócio” ao nos referirmos a empresas do setor já denota certa ruptura cultural perante uma comunidade que sempre considerou um tabu revelar que instituições de saúde, assim como qualquer outro empreendimento, requerem sustentabilidade em todos os seus espectros, sejam eles assistenciais, ambientais, sociais ou financeiros.
 
Este comodismo ou relutância em compreender que, mais cedo ou mais tarde, chegaríamos a um cenário no qual a pressão por serviços melhores a preços mais baixos seriam componentes triviais nas relações com clientes (leiam-se médicos, operadoras de saúde, órgãos reguladores e pacientes) durante muito tempo impediu que os executivos percebessem importância de se valorizar os canais de saída de recursos das empresas, cujos últimos guardiões sempre foram os compradores.
 
É preciso ainda considerar que o fluxo crescente de receitas e as altas margens obtidas na venda de medicamentos, materiais hospitalares e órteses, próteses e materiais especiais (OPME’s) não contribuíram em nada para que esta percepção urgente e óbvia emergisse na análise dos balanços patrimoniais. Ao menos, até que vários hospitais começaram a “quebrar” com seus prontos socorros e enfermarias cheios de pacientes.
 
O resultado desta miopia trouxe algumas características peculiares à área de Compras no setor saúde, dentre as quais:
 
1) Um perfil honesto (e apenas este perfil) passou a ser a principal característica desejada para um comprador nos processos seletivos. Posso estar errado, mas acho que constatar honestidade, assim como faz a Certificação ONA nível 1 nos hospitais, apenas revela que você está entregando o mínimo esperado para qualquer profissional, em qualquer função;

2) Como o mercado fornecedor convive em um ambiente de concorrência há anos, as empresas vendedoras costumam investir muito na capacitação e reconhecimento de seus representantes comerciais, criando cenários de negociação de acordos extremamente desfavoráveis aos compradores.

Percebam que laboratórios e grandes fabricantes reservam seus finais de anos para grandes convenções de vendas nas quais recebem informações sobre os clientes que atendem, treinamento em técnicas de negociação, dados detalhados sobre os produtos que oferecerão, além de metas bem agressivas que deverão ser cumpridas caso queiram receber comissões. Enquanto isso, do outro lado da mesa, compradores que aprenderam o ofício na prática se veem negociando processos de milhares de reais sem recursos ou apoio técnico suficiente para, pelo menos, “equilibrar o jogo”;

3) Nas instituições de saúde no qual a área de Compras não é totalmente explorada, o profissional da aquisição tende a receber atribuições muito mais administrativas do que estratégicas, sendo cobrado apenas pela disponibilidade de produtos no Almoxarifado e não pelo desenvolvimento de alternativas de abastecimento ou por renegociações que tragam valor real à sua carreira e à empresa que representa. Chamamos estes compradores de “simples tiradores de pedidos”;

4) Em um mercado competitivo, a definição do preço de um produto ou serviço não é determinada por quem vende, mas sim por quem compra (acreditem, inclusive nos hospitais). Assim, as possibilidades de se ampliar resultados financeiros estão muito mais presentes na estratégia do “quanto sobra” do que “no por quanto se vende”. Entretanto, não é incomum encontrar hospitais que prestam mais atenção ao Depto. Comercial do que à área de Compras. Vejam bem, para que não soe como queixa, quero deixar claro que ambos são importantes. Mas pensando bem, agora soando como queixa, quero deixar mais claro ainda: ambos são importantes;

5) Quando uma situação financeira inadequada começa a pesar nas decisões dos líderes da saúde, um mantra martela suas cabeças: reduzir gastos. Você pode encontrar ações bem diferentes e exóticas como reflexo deste pensamento: diminuir o quadro funcional, flexibilizar a qualidade dos produtos, comprar uma coisa e vender outra, reutilizar copos descartáveis, etc. Mas, a mais simples e eficaz é aquela que menos acontece: investir na equipe de Compras.
 
Todas estas peculiaridades, de uma forma ou outra, pecam em não reconhecer em Compras dois aspectos intrínsecos ao departamento: a sua influência no poder de competição de um negócio e sua capacidade em prover soluções amplamente sustentáveis.
 
Perante as dificuldades e exigências impostas pelo moderno mercado da saúde não é um erro afirmar que o futuro pertencerá àquelas instituições que, desde hoje, estão atentas aos movimentos relacionados à administração dos recursos, à eficiência operacional e à satisfação dos clientes.
 
E tais critérios estão tão relacionados à atividade de aquisição corporativa e, por consequência ao sucesso das instituições, que ouso declarar que só é realmente competitivo aquele que comprar bem.
 
Saúde Web

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Logística contra fraudes: Cerca de 30% das empresas brasileiras são vítimas de fraudes internas

Setor de saúde está entre os prejudicados. Pesquisa da PwC mostra que a principal fraude corporativa está relacionada à escolha do fornecedor

Por Mayuli Fonseca

Setor de saúde está entre os prejudicados. Pesquisa da PwC mostra que a principal fraude corporativa está relacionada à escolha do fornecedor.
 
Cerca 30% das organizações brasileiras, inclusive as do setor de saúde, já foram vítimas de fraude internas, cometidas por funcionários e parceiros. É o que aponta a Pesquisa Global de Crimes Econômicos – 2014, divulgada pela consultoria global PwC.
 
O levantamento revela que a origem, em geral, é setor de compras (44%).A maior parte dos desvios relatados estava relacionada à escolha de fornecedores e, em 53% dos casos, os prejuízos ultrapassaram US$ 100 mil.
 
Para a em gestão de suprimentos, se faz importante refletir sobre alguns pontos como:
 
· A seleção de profissionais para a área de compras, especialmente de Órteses, Próteses e Materiais Especiais (OPME);
 
· A ausência de manuais de conduta, que determinem o comportamento ético esperado pela organização;
 
· Controles fracos ou insuficientes.
 
Numa área crítica como a de insumos, que responde pelo segundo maior custo nas instituições de saúde e que, em caso de má gestão, pode levar a perdas de até 15% da margem financeira, estes três tópicos específicos merecem atenção redobrada, talvez até mais do que em empresas de outros setores da economia.
 
No caso específico das OPMEs, que são os insumos mais caros no ambiente assistencial, os cuidados são diferenciados. Estes materiais são consignados, portanto, é necessário um controle muito efetivo para informar o fabricante sobre o que foi utilizado e devolver o excedente, para que o faturamento reflita exatamente o que foi implantado no paciente.
 
A correta gestão destes suprimentos requer a adoção de ferramentas de rastreabilidade; construção de processos de compra, recebimento e distribuição sólidos, claros e acordados com todos os envolvidos; e uma equipe altamente especializada para lidar com as demandas do dia a dia.
 
Saúde Web

A dor nas costas está matando sua vida sexual?

Getty Images
Dor nas costas: atlas mapeou as melhores posições sexuais
para cada tipo de dor

Um estudo inovador revelou as melhores posições para poupar a coluna de dores que podem até impedir o sexo. Saiba mais
 
Ao contrário da crença popular, sexo de ladinho na cama nem sempre é a melhor posição para quem tem problemas nas costas, de acordo com uma nova pesquisa da Universidade de Waterloo, no Canadá.
 
Pela primeira vez, os cientistas documentaram com sucesso como a coluna se move durante o sexo e descobriu exatamente por que algumas posições são melhores do que outras quando se trata de evitar a dor nas costas.
 
“Qualquer médico de família poderá dizer que é muito comum casais perguntarem como lidar com a dor nas costas durante e depois do sexo. Alguns, inclusive, deixam de fazer sexo porque uma noite de fazer amor pode causar meses de dor e incômodo nas costas”, disse o professor Stuart McGill, da Faculdade de Ciências Aplicadas à Saúde, de Waterloo.
 
“Até agora, os médicos nunca tiveram qualquer evidência científica confiável para basear suas recomendações sobre o tema.”
 
O estudo pioneiro combinou sistemas infravermelhos e eletromagnéticos de captura de movimento – como aqueles usados ​​na criação de jogos de videogame – para acompanhar como a coluna de 10 casais se movia durante a execução das cinco posições sexuais mais comuns. As descobertas foram usadas para criar um atlas, ou um conjunto de diretrizes, que recomenda diferentes posições sexuais e técnicas de penetração sabendo quais movimentos provocam dor na coluna.
 
“Até agora, a posição de lado na cama era frequentemente recomendada por médicos como uma posição boa para todos. Mas, conforme nós descobrimos, este não é o caso”, disse Natalie Sidorkewicz, doutoranda em Waterloo e autora principal do artigo.
 
“Posições sexuais que são adequadas para um tipo de dor nas costas podem não ser as melhores para evirar outro tipo de dor na coluna.”
 
Anatomia da dor: para alguns tipos de dor nas costas, a
posição de quatro é melhor do que a de lado na cama
O atlas recomenda que homens intolerantes à flexão – ou seja, aqueles cuja dor nas costas é agravada quando eles tocam os dedos do pé ou quando permanecem sentados por longos períodos de tempo, por exemplo – devem substituir a posição de lado pelo estilo cachorrinho (com a mulher de quatro). O guia ainda recomenda que esses homens usem um movimento que articule todo o quadril em vez de empurrar o pênis usando apenas a articulação da coluna.
 
“Pela primeira vez na história, temos evidências sólidas para orientar os médicos em suas recomendações aos pacientes que sofrem com dores nas costas e mesmo assim querem manter uma vida sexual ativa”, disse Sidorkewicz.
 
“Esse conhecimento tem o potencial de melhorar a qualidade de vida – e a vida amorosa – de muitos casais.”
 
De acordo com estatísticas, quatro em cada cinco pessoas experimentará pelo menos um episódio de dor lombar incapacitante ao longo da vida. Até 84% dos homens com dor lombar e 73% das mulheres relatam uma diminuição significativa na frequência das relações sexuais quando têm dores nas costas.
 
O estudo também lançou luzes sobre a mecânica do orgasmo masculino. Eletrodos conectados a músculos dos participantes do sexo masculino revelaram que são as musculaturas abdominal e glútea, e não a das costas, as mais ativas durante o orgasmo. O movimento da coluna, por outro lado, varia de acordo com cada indivíduo. Para alguns homens, foi observado um aumento drástico na flexão ou na extensão da coluna, enquanto para outros o movimento não mudou muita coisa.
 
“Muitos dos pacientes com dor lombar que avaliamos nos disseram que experimentam níveis elevados de dor durante o orgasmo, até o ponto de evitar o gozo durante o sexo com suas parceiras”, disse Sidorkewicz.
 
“Estes resultados iniciais nos ajudam a começar a entender o que pode estar provocando a dor no momento do clímax”.
 
O trabalho documentando movimento da coluna masculina foi publicado esta semana na revista científica Spine. Os resultados femininos deverão ser publicados nos próximos meses. A próxima fase do estudo irá envolver o recrutamento de pacientes com dor no quadril e categorias adicionais de dor nas costas, para continuar a desenvolver as diretrizes.

iG

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Pesquisa aponta o setor de Compras como uma das principais áreas sujeitas a fraudes econômicas no Brasil

http://www.portaldaenfermagem.com.br/admportal/Galerias/Galeria_Interna/92201345241PM.jpgA consultoria PwC Brasil divulgou recentemente os dados colhidos na “Pesquisa Global de Crimes Econômicos - 2014”, na qual 5 mil executivos de 95 países foram convidados a compartilhar informações sobre fraudes corporativas que assolaram suas instituições nos últimos 24 meses

Do total de entrevistados, 132 eram brasileiros, sendo que 45% destes ocupava cargo de alta administração nas empresas que representavam.
A análise dos resultados não deixou de ser preocupante à medida que 27% das organizações nacionais declararam terem sido vítimas de condutas inadequadas de seus colaboradores e parceiros, sendo que 44% dos entrevistados afirmaram que a origem da fraude ocorreu no setor de Compras, percentual que superou com folga outros tradicionais tipos de eventos, tais como a fraude fiscal/contábil (33%), o suborno e a corrupção (28%) e os crimes digitais (17%).
Ao destrinchar esta revelação alarmante, o estudo identificou que a maior parte dos desvios tinha relação com a escolha do fornecedor, em ações que geraram, em 53% dos casos, prejuízos superiores a US$ 100 mil, além de desgastes na reputação das empresas vítimas (46%), demissões dos envolvidos (87%), notificações a autoridades regulatórias (21%) e de segurança pública (30%).
  
Ao avaliar o perfil dos fraudadores de maneira geral, a PwC aponta para pessoas com “tempo de casa” entre 3 e 10 anos (82%), ocupando cargos de gerência(39%) ou de média administração (39%), com graduação ou pós-graduação (78%), que encontraram em 74% dos casos a “oportunidade” como motivação para seu delito.
  
No momento em que discutimos os impactos da Lei Anticorrupção (nº 12.846) que co-responsabiliza as organizações jurídicas pelos desvios de conduta de seus colaboradores com multas que podem chegar até 20% de sua receita bruta anual, o estudo nos faz refletir quanto a alguns pontos:

A real atenção que os executivos da área da saúde têm aplicado na seleção e qualificação de seus profissionais de Compras: Áreas que movimentam grandes somas, tais como as atividades relacionadas à compra de OPME, muitas vezes contam com profissionais despreparados ou, pior ainda, com uma avaliação de perfil na seleção que considere apenas suas habilidades administrativas. Some-se a isso a raridade de eventos de educação continuada que tratem abertamente do comportamento ético nas organizações, e você tem um problema latente sem uma abordagem prática de prevenção;

A ausência de manuais de conduta: Quando a organização não declara abertamente a seus funcionários, fornecedores e parceiros o comportamento ético que considera adequada nas suas relações, ela fica a mercê do “bom senso” individual, o que, muitas vezes, causa conflitos de entendimento, expondo profissionais e a própria instituição a riscos de imagem. Veja a questão dos brindes e almoços com fornecedores, por exemplo: algumas empresas aceitam, outras não aceitam e algumas, ainda, só aceitam se o comprador pagar sua conta. Qual é o melhor bom senso nisso?

Em um ambiente no qual a reputação conta muito, considero que as organizações tem a obrigação de firmar com suas relações os contratos de comportamento a serem respeitados.

Boa remuneração não previne fraude: Há certa tendência em se discutir a boa remuneração como fator de prevenção a desvios financeiros, quase que reconhecendo que funcionários são naturalmente voltados às práticas incorretas. Algo como “vamos pagar mais para que eles não encontrem alternativas de complementação de sua renda.”

Não acho que comportamento ético seja algo passível de ser comprado até porque o efeito anestésico de um aumento salarial não dura para sempre. Já o rigor de conduta, esse sim, além de perene em profissionais sérios, tende a ser oferecido de graça, mesmo quando a remuneração é baixa;

Controles fracos ou insuficientes: É impossível criar um sistema totalmente imune a fraudes. Entretanto, dificultar a ação dolosa com o uso de bloqueios sistêmicos, quebra de processos importantes em etapas/setores auto fiscalizantes, auditorias e rodízio de funções afasta as “oportunidades” daqueles que tem tendências criminosas;

Faça o que eu digo, mas não o que eu faço: As empresas precisam transformar as palavras presentes em suas declarações de missão e valores em atitudes práticas e, através do poder do exemplo, exigir de seus agentes de relacionamento o mesmo comportamento. As diretrizes organizacionais não são apenas quadros decorativos ou requisitos exigidos pelos órgãos certificadores. Eles definem o que se pode e não se pode fazer. Em todas as direções, cargos e relações;

O maior patrimônio de um comprador é sua imagem: Compradores precisam compreender que são responsáveis exclusivos pela imagem que projetam ao mercado. Não basta ser honesto (o que é obrigação). É preciso parecer honesto e transparente em suas ações, seja na aceitação de auditorias ou no apoio irrestrito aos manuais de conduta. Como vimos na pesquisa acima, há motivos bastante plausíveis para que haja um senso comum negativo quanto à profissão, e somente ações fortes e determinadas da maioria séria poderão reverter esta percepção.

Saúde Web

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Comissão aprova sistema integrado de compras para o SUS

Foto: Reprodução
Projeto quer que Ministério da Saúde faça todo ano uma licitação para um registro nacional de preços de bens e serviços
 
A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou projeto de lei complementar que cria um sistema integrado de compras para o Sistema Único de Saúde (SUS). A proposta (PLP 245/13), de autoria do deputado Marcus Pestana (PSDB-MG), prevê que o Ministério da Saúde realize todos os anos um processo licitatório para formação de um registro nacional de preços de bens e serviços, e a tomada de preços será precedida de avaliação das aquisições necessárias ao SUS.
 
Municípios, estados e hospitais filantrópicos integrantes do sistema terão até 31 de dezembro de cada ano para apresentar suas demandas ao ministério. O projeto tem prioridade e ainda será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação (inclusive quanto ao mérito); e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois, será votado pelo Plenário.
 
O relator, deputado Paulo César (PR-RJ), destacou que a medida pode reduzir substancialmente os preços nas aquisições do SUS.
 
“Esse registro nacional, feito a partir da tomada de preços pelo Ministério da Saúde, iria facilitar muito a vida dos prefeitos, que têm seus recursos cada dia mais escassos, assim como dos nossos governadores e daqueles que passam um verdadeiro sufoco, que são os hospitais filantrópicos, as santas casas filantrópicas”, diz o parlamentar.
 
Prazos
Pelo texto, o processo de formação de preços começará em até 20 dias após a publicação do Orçamento da União, devendo ser concluído até primeiro de março do mesmo ano. Em até três dias após a conclusão do levantamento, os resultados devem ser publicados na internet.
 
O especialista em saúde pública e consultor legislativo da Câmara dos Deputados Fábio de Barros Gomes explicou que a legislação atual já permite às entidades da administração direta realizar licitação conjunta, mas o projeto pode dar mais agilidade ao processo e reduzir os custos das compras do SUS.
 
“Essa proposição vai ampliar o foco porque ela inclui também as entidades filantrópicas e é mais clara ao que deve ser feito para que esse sistema de compras integrado exista. Por exemplo, com a criação da ata de registro de preço que pode ser acessado tanto por estados, por municípios e por entidades filantrópicas”, afirma o consultor.
 
Segundo ele, os benefícios são muito grandes: “Você imagina que estados e municípios poderão ter acesso a um processo licitatório que o ministério realizará todo ano a respeito de bens e serviços da área da saúde que são usadas frequentemente”.
 
A íntegra da proposta pode ser lida no site da Câmara.
 
SaudeWeb

domingo, 30 de março de 2014

Castanha-do-pará contra a depressão

Foto: Reprodução
Depressão é um transtorno muito comum nos dias de hoje. Muitas pessoas, mesmo sem tomar conhecimento, passam por crises dessa doença
 
Em uma crise, a pessoa sente falta de energia, alterações de humor, falta de interesse e falta de vontade de fazer coisas habituais. Além destes, existem os sintomas físicos que podem ser dor de cabeça e de estômago.
 
Segundo o Ministério da Saúde, estima-se que 24 milhões de pessoas sofram com este transtorno mental na América Latina. Nosso cérebro produz uma substância chamada serotonina, um neurotransmissor capaz de trazer a sensação de bem-estar, de regular o humor e também dar a sensação de saciedade. 
 
Hábitos alimentares podem auxiliar na produção dessa substância, ajudando a combater a depressão concomitante ao tratamento médico. Um dos alimentos que ajuda neste tratamento é a castanha-do-pará.

Conhecida por muitos brasileiros, a castanha-do-pará é também um alimento muito bom para o organismo. Por conter gordura mono e poli-insaturadas, mantém o nível de açúcar no sangue estável, e ainda ativa o metabolismo para a queima da gordura. Diminui também o nível de insulina liberada pelo pâncreas, ajudando a converter a gordura corporal em energia.
 
Rica em selênio e ômega 3, a castanha-do-pará contribui com a produção da serotonina, auxiliando ainda na redução do estresse. A substância responsável pela redução deste sintoma é o antioxidante selênio. A produção cerebral da serotonina exige substâncias como o triptofano, o magnésio, o cálcio, a vitamina B6 e o ácido fólico. No entanto, não é indicado substituir um tratamento pelas castanhas. Elas devem ser ingeridas como um complemento ao tratamento seja ele por meio de medicamentos ou terapia. A quantidade ideal recomendada para o consumo da castanha-do-pará é de duas a três unidades ao dia.
 
Outros benefícios
Os minerais presentes no alimento ajudam a proteger o cérebro, preservando as células nervosas e evitando doenças provenientes da idade chamadas neurodegenerativas. O cálcio e o magnésio são eficazes na manutenção da saúde dos ossos, e também combatem as doenças cardiovasculares.
 
O emagrecimento
O selênio, presente na castanha, controla ainda os níveis de colesterol, ajudando a tireoide na síntese dos hormônios, e também acelera o metabolismo. Uma castanha-do-pará ao dia é o suficiente para aumentar em cerca de 65% o teor de selênio no sangue. Os ácidos graxos permitem que aja diretamente na região abdominal, queimando gorduras e diminuindo a barriga. No entanto, é preciso ter cuidado, pois o selênio quando consumido em grandes quantidades pode ser prejudicial, podendo causar dores de cabeça fortes, unhas fracas e queda de cabelos.

Remedio-caseiro.com

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

O trailer: uma lenda urbana sobre a informatização de Compras

Winnebago motorhome
Por Ronie Oliveira Reyes
 
Em 2000, o americano Merv Grazinski comprou um trailer da marca Winnebago. Na sua primeira viagem, a uma velocidade de 100 km/h, ele acionou o piloto automático do veículo e deixou o assento do motorista para preparar um café na parte de trás do motorhome.
 
Como era de se esperar, o trailer saiu da estrada e capotou, gerando alguns ferimentos em Merv e uma indenização de quase US$ 2 milhões, paga pelo fabricante que não deixou claro no manual do produto que aquela ação não poderia ser feita pelo motorista.
 
Apesar de falsa, a história se tornou uma lenda urbana da Internet, a ponto da própria Winnebago reservar um espaço permanente em seu site para desmentir os acontecimentos. Veja no link abaixo, em “Internet Urban Legends”: http://www.winnebagoind.com/contact/
 
Gostaria de utilizar esta fábula dos tempos modernos para ilustrar um dos aspectos que mais prejudicam a exploração plena do potencial de geração de resultados da área de Compras: a credulidade absoluta na tecnologia como forma de garantia de perfomance.
 
A eficiência operacional das atividades de aquisição nas instituições da saúde evoluiu a passos largos nos últimos anos, em parte impulsionada pelo avanço do uso de sistemas informatizados de gestão corporativa. Mas, com o crescimento da percepção estratégica de Compras, surgiram também instrumentos específicos para área que contribuíram significativamente para todo o processo de reposição de produtos, desde a identificação da necessidade, passando pela cotação, até o monitoramento dos fornecedores.
 
É incrível pensar que há menos de 15 anos a atividade de compra era realizada basicamente através de documentos físicos (com mapas de cotação artificialmente ampliados, colando-se um formulário no outro), contatos telefônicos (somente com linhas fixas e aparelhos de disco), páginas amarelas e caderninhos de contatos.
 
Deveríamos ser bem mais agradecidos pelas facilidades contemporâneas. Hoje, com alguns poucos toques de botão, é possível pesquisar preços entre fornecedores de todo o país, confirmar ordens de compra sem entrar na fila do fax e buscar histórico de cotações anteriores sem sairmos totalmente empoeirados do arquivo morto.
 
No contexto atual, era de se esperar que o perfil dos compradores modernos mantivesse características mais analíticas, priorizando as ações para o desenvolvimento de alternativas de abastecimento, projetos de redução efetiva de custos internos e melhoria no nível de assistência e satisfação nas relações comerciais. Afinal, a eficiência operacional deveria ter como objetivo a diminuição do esforço com rotinas puramente administrativas em prol de uma atuação mais estratégica de Compras.
 
Entretanto, quando os gestores das instituições passaram a aceitar a contratação destas soluções específicas, eles se preocuparam mais com os aspectos de controle do que com os critérios de ampliação de resultados que seus usos poderiam gerar. Na verdade, muitos consideraram que a aplicação de instrumentos eletrônicos, por si só, já seria o ponto definitivo para o sucesso da atividade de Compras, transferindo aos profissionais do setor um papel de meros operadores das ferramentas ou “tiradores de pedidos”.
 
É sempre bom lembrar: ferramentas eletrônicas não compram nada. Elas apenas são veículos facilitadores para que as habilidades e competências profissionais se desenvolvam em um ambiente mais organizado e ágil.
 
Se a empresa não tem pessoal respaldado a executar suas tarefas com foco nas metas corporativas financeiras e assistenciais, de forma estratégica, a informatização pode até corrigir erros crassos e trazer resultados rápidos e consistentes, oriundos da simples melhoria do processo. Entretanto, eles são apenas a ponta do iceberg de tudo aquilo que pode ser conquistado por uma equipe de compradores capacitados.
 
É um grande problema dos executivos se contentar com os resultados primários obtidos pela tecnologia. Erro que, muitas vezes, podem colocar a instituição em uma espiral de conformismo que pode comprometer a sobrevivência do negócio.
 
Vamos pensar em Merv Grazinski como um comprador, seu trailer como a gestão de Compras que executa, o piloto automático como as ferramentas eletrônicas utilizadas na condução do veículo e a estrada como o mercado da saúde.
 
Olhando adiante, que tipo de caminho você visualiza: infinitamente reto e liso ou cheio de curvas e precipícios?
 
SaudeWeb

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Bionexo lança solução de compras para hospitais de até 50 leitos

De acordo com a companhia, o uso da ferramenta é mais simples e possui rápida instalação, além de prover acesso imediato a mais de 6 mil fornecedores. Cerca de 70% dos hospitais brasileiros possuem esse perfil, segundo CNS
 
Com foco em hospitais e clínicas de todo o Brasil com menos de 50 leitos, a Bionexo, empresa que atua há 13 anos no mercado de e-commerce hospitalar, acaba de lançar o Bionexo Exacta. “A meta é atingir 30% de participação no segmento em quatro anos”, afirma o CEO da Bionexo, Maurício de Lázzari Barbosa.
 
Geralmente o volume reduzido de compra de insumos hospitalares traz dificuldades logísticas e de gestão para essas instituições de menor porte, que muitas vezes chegam a não ter uma área de compras formalmente constituída e possuem um número reduzido de fornecedores.
 
Foi pensando nesse mercado que a Bionexo desenvolveu uma solução via internet para compras hospitalares. De acordo com a companhia, o uso da ferramenta é mais simples e possui rápida instalação, além de prover acesso imediato a mais de 6 mil fornecedores.
 
O Bionexo Exacta baseia-se na plataforma Bionexo, mas é uma ferramenta padrão mais simples. As principais diferenças em relação à plataforma Bionexo atual são o cadastro padrão para materiais médicos e medicamentos; um campo de busca por fornecedores ultra amigável entre outras alterações que facilitam a interação com o sistema para até dois usuários.
 
Fonte Saudeweb

sexta-feira, 19 de abril de 2013

40% a 80% do tempo dos gestores é perdido com preocupações relacionadas a materiais

Reduzir custos por meio da gestão de materiais e suprimentos
já tornou-se dever de casa dos gestores de instituições de saúde
Instituto Nacional do Desenvolvimento Social e Humano faz a gestão de compras em hospitais no interior do MT, MG, PA e MA, e consegue redução de 12 a 23% na aquisição de materiais
 
Reduzir custos por meio da gestão de materiais e suprimentos já tornou-se dever de casa dos gestores de instituições de saúde. No entanto, o sistema da administração pública nem sempre permite uma flexibilidade que garanta a equação menor custo e maior qualidade.
 
Para o diretor-geral do Instituto Nacional do Desenvolvimento Social e Humano, José Cleber do Nascimento Costa, que administra quatro hospitais fora dos grandes centros urbanos esse é um dos diferenciais do modelo de gestão de uma Organização Social de Saúde (OSS). “Hoje o INDSH administra unidades em Marajó, no Pará; Sorriso no MT; Pedro Leopoldo em MG e São José do Ribamar no Maranhão e tanto o perfil das unidades quanto a logística de abastecimento são muito particulares e, em cada uma delas, conseguimos racionalizar a área de suprimentos e reduzir de 12 a 23% os custos com materiais”, diz Costa.
 
Ao lado dos recursos humanos e financeiros, a área de suprimentos é a grande responsável pela operação de um hospital e é um dos principais itens na relação custo X receita. Por não enfrentar a burocracia de compras da administração pública, o modelo de gestão das OSS possui, segundo o executivo, uma flexibilidade maior do investimento dos recursos recebidos.
 
As compras podem ser feitas em quantidades e prazos menores de pagamento. “Dessa forma, podemos imobilizar menos recursos em materiais, fazendo o estoque girar mais rápido. E, assim, toda redução de custos de suprimentos pode ser investida em outras áreas importantes, como contratação de profissionais, melhorias na infraestrutura que garantam melhores condições de trabalho e, consequentemente, um melhor atendimento da população”, explica o administrador.

 Essa redução é vital se considerarmos que os materiais estão envolvidos em 100% das atividades de um hospital.
 
Alguns estudos revelam um cenário comum a instituições de saúde que demonstram o quanto a área é importante:
 
•16% do desenvolvimento dos serviços não podem ser executados por falta de materiais;

• 40% a 80% do tempo dos gestores é perdido com preocupações relacionadas a materiais;

•50% dos lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização – EBITDA de um hospital vêm da área de materiais.
 
Por esse motivo, ao assumir a administração de uma unidade de saúde, o INDSH oferece aos gestores um curso sobre Administração de Materiais e Suprimentos – Logística. “A racionalização da compra de materiais e medicamentos é um dos pontos mais importantes da administração de uma instituição de saúde, pois se for mal feita pode comprometer não só o funcionamento do hospital, mas também prejudicar a saúde financeira da instituição, o que impactará, com certeza, na qualidade do atendimento à população”, explica Costa.
 
Fonte Saudeweb

terça-feira, 2 de abril de 2013

Seus concorrentes querem que você continue atento aos copos descartáveis

Por Ronie Oliveira Reyes
 
Empresas vivem em um constante processo de revisão de seus custos. Alguns consistentes, através da disseminação contínua da consciência de aversão ao desperdício como parte da cultura corporativa e outras em atos desesperados, que muitas vezes se refletem no temido corte de funcionários (e seus impactos no clima organizacional) ou na contenção de uso de produtos básicos como, por exemplo, a reutilização de copos descartáveis.
 
Como questão de sobrevivência de hospitais, clínicas e laboratórios, esta jornada pela aplicação racional dos investimentos a fim de garantir a operação do negócio é uma tarefa, sem dúvida, imprescindível. Porém, ela nunca tem um ponto final.
 
O desperdício de recursos é uma consequência da complexidade alcançada pelas organizações no
competitivo mercado dos dias atuais, no qual é literalmente impossível acompanharmos minuciosamente cada etapa da cadeia que constrói o produto ou serviço oferecido ao mercado.
 
Poderíamos, inclusive, afirmar que as organizações que detêm os melhores cases de sucesso financeiro não são aquelas que “zeram” seus desperdícios, mas sim as que menos perdem dinheiro no seu processo produtivo.
 
Em empresas normais, com um perfil mais profissional exercitado ao longo de anos vividos em um ambiente com alta concorrência, a eficiência operacional discutida há pelo menos 04 décadas não conseguiu dar cabo de todos os ralos por onde escoam os recursos. Imagine, então, o que deve estar ocorrendo no mercado da saúde em que, ao olharmos por sobre nossos ombros, vemos instituições que até pouco tempo tinham vergonha de declarar fins lucrativos para seus empreendimentos.
 
Ninguém gosta de perder dinheiro e sei que muitos de vocês estão pensando corretamente que metodologias ou treinamentos específicos (Lean,mapeamento de processos, 5S,etc.) podem contribuir para diminuir este fluxo nocivo. Porém, sejamos sinceros que nem sempre estas ações são viáveis para as instituições de saúde, seja pela disponibilidade local, pelo investimento necessário, pelo tempo de implantação ou mesmo pela resistência cultural na própria empresa.
 
É certo que quando não podemos dar grandes saltos, temos que ao menos saber caminhar corretamente, tornando a excelência do básico o primeiro compromisso de nosso planejamento. E, é aqui que, mais uma vez, gostaria de destacar a importância e relativa facilidade em se extrair resultados rápidos e extremamente significativos por meio do investimento na capacitação de compradores.
 
O Depto de Compras de uma empresa é, sem sombra de dúvida, a área que pode melhor maximizar investimentos feitos em sua estrutura. Compradores preparados e motivados conseguem descobrir fontes de economia mascarados ao longo do processo, podem gerar receitas sem aumentar o investimento na atração de novos clientes, podem melhorar a relação com o mercado atraindo parceiros e soluções para o negócio e, principalmente, podem evitar que os executivos comecem a fazer escolhas indesejáveis quando analisam seu fluxo de caixa.
 
Assim, se as grandes soluções parecem distantes ou inviáveis para os gestores da saúde, a manutenção de um Depto de Compras capacitado é o mínimo que se espera de quem tem como compromisso encontrar a melhor relação entre o custo e a receita do seu negócio. Compradores podem e devem evitar que você continue a perder dinheiro.
 
Agora, se até esta necessidade básica parecer algo menos importante ou cara demais, talvez seja realmente melhor acompanhar o consumo de copos descartáveis na esperança de encontrar ali o recurso que falta para estabilizar financeiramente sua instituição.
 
Siga em frente. Seus concorrentes contam com isso….
 
Fonte Saudeweb

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

E-commerce na saúde: alternativa crescente de vendas

Vendas online de medicamentos se consolidam como mais um canal de negócio, estabelecendo o tripé: vendas pessoais, telemarketing e e-commerce
 
Escolher os móveis da casa, a roupa para “aquela” festa, presentear um amigo já são práticas comuns a milhares de consumidores virtuais. Marcas de sites como Amazon, Americanas e Submarino fazem parte dos favoritos de muita gente, mas não é só no varejo que o e-commerce é tido como alternativa às longas filas de espera, ao trânsito de ir e voltar de uma loja, entre outros percalços.
 
Na área de saúde, por exemplo, um mercado de 65 mil farmácias exige, para seu suprimento, um grande volume de distribuidoras de medicamentos e o e-commerce tem se consolidado como alternativa na compra desses produtos. Há quatro anos, a Visão Grupo estreou sua plataforma na web permitindo com que as farmácias e drogarias localizem rapidamente uma grande diversidade de ofertas com condições especiais nas distribuidoras que atendem suas regiões. A base ativa de clientes da companhia contabiliza atualmente 28 mil nomes.
 
De acordo com o CEO do grupo, Ricardo Coutinho, as maiores distribuidoras de medicamentos movimentam cerca de US$ 15 bilhões de dólares ao ano.
 
Ele é categórico ao dizer que as tradicionais visitas aos clientes e o telemarketing continuam, mas, agora, dividem espaço com a comercialização virtual. “O online democratizou o acesso das farmácias. Os pequenos estabelecimentos, muitas vezes, compram de distribuidores pequenos e os preços vão ficando mais caros”, explica Coutinho, ressaltando que os preços do e-commerce são personalizados.
 
“O valor depende do perfil da farmácia como, por exemplo, o volume e histórico de compras, localização da unidade, potencial de crescimento, entre outros”.
 
Para Eduardo Valotto, presidente da distribuidora paulista Divamed, uma das empresas do Grupo Irmãos Valotto, que testou projeto piloto juntamente à Visão Grupo, está claro que esse vai ser mais um dos canais de vendas do segmento farmacêutico, principalmente para as distribuidoras. “Mas, por enquanto, o modelo ainda está amadurecendo”.
 
Segundo Coutinho, o comércio online de medicamentos representa, em média, 20% do negócio das distribuidoras. “Mas a gente tem, por exemplo, distribuidoras com venda online de até 70%”.
 
A resistência dos vendedores está entre os desafios listados pelos executivos; muitos profissionais ainda enxergam o e-commerce como concorrentes.
 
“Nossa equipe de vendas é propulsora dessa ferramenta, que é um diferencial de mercado”, conta Valotto.
 
Fonte SaudeWeb

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Santa Casa de Maceió economiza R$ 7 milhões com compras eletrônicas

A Santa Casa de Maceió apresenta os resultados alcançados com o investimento aplicado no o sistema de compras eletrônicas da Bionexo para adquirir insumos hospitalares.
 
O projeto implantado em 2009 representa hoje uma economia de R$ 7 milhões para a instituição, mais de 26% de eficiência.

Há três anos o hospital compra insumos através do sistema Bionexo, obtendo resultados contínuos. Atualmente, as compras realizadas pelo hospital com a solução chegam a 92%.
 
A estimativa é que solução consiga reduzir os preços de produtos em 14% na média nacional, em relação aos preços anteriores à sua implantação. Em alguns casos, o sistema proporciona uma economia de até 40%.

Fonte SaudeWeb

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Hospital economiza R$ 7 milhões com sistema de compras eletrônicas

anta Casa de Maceió obteve também indice de eficiência de 26% com ferramenta da Bionexo

Santa Casa de Maceió alcançou uma redução de custos de R$7 milhões e mais de 26% de eficiência na aquisição de insumos hospitalares com ferramenta de compras eletrônicas da Bionexo.

Desde 2009, o hospital optou pela utilização da ferramenta com resultados contínuos, chegando, em 2011, a 26,40% de economia nos gastos com medicamentos e insumos. Atualmente, as compras realizadas pela instituição no sistema Bionexo chegam a 92%.

Além da economia alcançada, o uso da ferramenta eletrônica tem o objerivo de garantir agilidade e o registro detalhado de todo o processo, facilitando a organização das informações, o trabalho interno e a prestação de contas.

Fonte SaudeWeb

terça-feira, 20 de março de 2012

“Mercado de saúde carece de consciência coletiva”

Por Ronie Reyes

Em post, blogueiro comenta a reportagem mostrada no Fantástico sobre sobre o suborno nas licitações públicas do setor hospitalar

Acabo de assistir a reportagem especial  veiculada no Fantástico da Rede Globo  sobre o esquema de propinas envolvendo fornecedores de hospitais públicos. A quem não teve a oportunidade de acompanhar, recomendo o acesso através do seguinte link

Estão lá todas as clássicas situações de conflito de interesse temidas e repudiadas pela maior parte dos compradores do setor hospitalar. O suborno, o favorecimento a fornecedores, o oferecimento de “presentinhos”  representado no caso por um convite para o camarote dos desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro.

 A reportagem é até favorável aos compradores, enfatizando que o senso comum sobre a conduta de quem compra muitas vezes está errado, compartilhando com os “empresários” privados a responsabilidade por desvios de comportamentos.

 Mas o sentimento que tive ao final de tudo foi uma mescla de indignação com vergonha. Indignação por ver explicitamente o horror da atuação vexatória  de pessoas que deveriam estar comprometidas com um ambiente transparente e de concorrência leal, mas que preferem , às custas do prejuízo de outras partes,  trabalhar em prol de seus próprios interesses. Mais do que desrespeitarem suas classes profissionais, dão um exemplo forte de falta de ética como cidadãos.

Vergonha por saber que a proporção de corruptores é igual à de corrompidos, de forma, que tais condutas, se existem, certamente estão amparadas em um histórico de falta de firmeza de propósitos do outro lado da mesa. E, sim, estou falando dos maus compradores que ainda existem no meio.

O mercado da saúde não é formado por classes distintas, mas pela atuação conjunta de todas as partes. E se pretendemos ter um setor mais transparente e eticamente inspirador, é necessário começar a encarar situações deste tipo como motivo de constrangimento para todos nós.

Se estivéssemos todos em uma sala em chamas, faria diferença o lado da mesa em que você está?
E durma-se com este barulho.

Fonte SaudeWeb

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Vícios dos compradores

O Porteiro e a Compra

Por Ronie Oliveira Reyes

Quando comprei meu primeiro apartamento fui eleito síndico do condomínio, administrando não só os gastos do prédio, mas também os funcionários de portaria, os quais não eram terceirizados.

Durante uma transição de zeladores, os conselheiros e eu identificamos um porteiro com uma capacidade de trabalho e comprometimento acima do comum. Mesmo sem receber nenhuma promessa de promoção ou gratificação extra, ele sempre atendia prontamente nossos pedidos, executando tarefas administrativas antes desempenhadas pelo seu antigo chefe, com desenvoltura e de maneira proativa.

Como a contratação de um novo zelador não era um processo rápido passamos a considerar a possibilidade de efetivar o rapaz no cargo, mesmo sem experiência anterior na função.

Isto até identificarmos que o dinheiro em espécie disponível para aquisições gerais do prédio estava desaparecendo.

Ao descobrirmos que o autor dos furtos era o referido porteiro providenciamos imediatamente seu desligamento. Na reunião de condomínio seguinte fomos questionados pelos moradores sobre os motivos da demissão, posto que eles também estavam satisfeitos com o seu desempenho.

Foi com pesar que chegamos à conclusão de que ele era perfeito para o cargo, tendo um único defeito: roubar.

Assim como no caso do porteiro, ao avaliarmos uma contratação, um investimento ou uma compra corporativa nosso prisma de checagem deve ser amplo o bastante para extrair deste processo o maior número de benefícios ou riscos possíveis que o objeto ou pessoa possa nos trazer.

Em muitos casos, limitar uma relação de compra e venda a um único aspecto nos torna cegos a defeitos ou oportunidades de ganhos que requerem um esforço maior do que percepção inicial.

Neste contexto, um dos vícios mais freqüentes de compradores é focar seus processos de negociação, mesmo após as validações técnicas necessárias, apenas ao fator preço, relegando a segundo plano um real valor que possa ser oferecido por fornecedores.

A conquista de benefícios em um processo de compra não necessariamente deve trazer resultados que se encerram após a entrega do produto e ou pagamento das notas fiscais. Na verdade, negociações duradouras e sustentáveis são justamente aquelas que trazem vantagens para Compras e seus clientes internos na mesma proporção na qual o relacionamento com as empresas vendedoras cresce ou se aprofunda.

Fonte SaudeWeb