Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



Mostrando postagens com marcador Home Care. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Home Care. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Saiba importância da continuidade do tratamento para crianças hospitalizadas em casa

Por falta de políticas públicas eficazes, dezenas de crianças com doenças crônicas vivem hoje em unidades de saúde pelo país. Dependentes de algum tipo de tecnologia, elas seguem internadas, ainda que já tenham alcançado condições de estabilidade clínica para continuar o tratamento em domicílio

Este é um dos grandes desafios enfrentados atualmente pela pediatria. “Com o avanço das tecnologias biomédicas e a melhoria do acompanhamento perinatal, crianças que, há algumas décadas, morriam ainda na sala de parto ou no período neonatal, hoje sobrevivem. Mas tem um custo sobreviver. Muitas precisarão para sempre de respiradores mecânicos e sondas para dieta, por exemplo. Contudo, são crianças que se encontram estáveis clinicamente e poderiam continuar o tratamento em casa, mas que acabam morando no hospital”, explica a gerente da Área de Atenção Clínica à Criança e ao Adolescente do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), Lívia Menezes.

Se perante a sociedade em geral esta é uma realidade até então desconhecida, no IFF/Fiocruz ela representa a história de vida de quase metade das crianças internadas na Enfermaria de Pediatria. Sem recursos financeiros para arcar com os altos custos dos aluguéis de equipamentos e dos serviços de homecare, as famílias precisam recorrer à Justiça para terem o direito ao tratamento em casa assegurado pelo município onde residem. "Não tem como a gente pensar em doença crônica e não pensar em desospitalização. Desospitalizar inclui atividades de caráter ambulatorial, programadas, continuadas e desenvolvidas no domicílio em tempo integral e muitas no mesmo nível de tecnologia e qualidade do hospital. Isso reduz o chamado custo social de uma internação prolongada e traz uma série de benefícios ao paciente, como a redução de riscos no ambiente hospitalar, diminuição de complicações clínicas e a humanização no atendimento, entendendo que a criança está perto da sua família”, explica a assistente social da Pediatria, Mariana Setúbal.

“A cronicidade na pediatria não nos permite falar em cura, na maioria dos casos que atendemos. Diante disso, precisamos repensar a alta hospitalar. Esses pacientes desospitalizam e continuam seus tratamentos, por vezes complexos, em domicílio. Repensar o atendimento domiciliar pautado no protagonismo familiar, aliado a uma rede de saúde qualificada é nossa principal meta. Precisamos criar alternativas para a judicialização”, completa Livia.

Final feliz para Gabriel
Dois anos: este foi o tempo que Maria Darina Santos aguardou para conseguir o tão sonhado homecare para o seu filho Gabriel. O menino nasceu com problemas neurológicos e necessita de aparelhos para respirar. Em seus três anos de vida, Gabriel passou apenas um mês e meio fora do hospital. A última internação durou dois anos e oito meses. Neste período, sua mãe precisou adequar a rotina para acompanhá-lo. Darina contou com a ajuda de familiares para se dividir entre os cuidados com o Gabriel no hospital e a criação dos outros dois filhos. “Minha filha sempre diz que o melhor presente que ela poderia ganhar seria ter o irmão dela em casa. O máximo que eu sempre consegui foi trazê-la aqui para uma visita. Sempre precisei me dividir. Meu coração apertava toda vez que precisava deixar o Gabriel aqui porque sabia que os outros dois precisavam de mim em casa”, conta Darina.

“Sem dúvidas, a condição social dessas famílias é tão complexa quanto a condição clínica da criança. Assim como a Darina, a maioria das mães dos pacientes possui outros filhos. Essas mulheres precisam abdicar de suas vidas para estar aqui. Muitas acabam tendo seus casamentos desfeitos, assumindo, além do cuidado no hospital, o papel de chefe de família. Outras não podem contar com uma rede de apoio familiar. Como cuidar dos outros filhos? Como sustentá-los se nem sempre elas conseguem manter seus empregos? Costumo dizer que esta é uma experiência avassaladora”, aponta Mariana.

O grande dia de Gabriel e sua família chegou após a repercussão que o caso teve com a matéria Infância perdida, veiculada no portal do Jornal O Globo.

A saída do Instituto foi cercada de emoção. Os olhos marejados e a voz embargada refletiam a realização de Darina: “Hoje é o dia em que eu e minha família mais esperávamos chegar. Em todo esse tempo, era esse dia que eu tanto sonhava. Estou sentindo uma mistura de medo, felicidade, ansiedade e muito amor! Ter meu filho em casa, ter minha família unida, é muito emocionante!”, declarou ela, entre lágrimas.

“Esse dia representa uma vitória da família do Gabriel e da nossa equipe inteira de saúde que sempre esteve mobilizada com o tratamento dele. Também representa uma esperança para os que ainda estão aqui aguardando a sua ida para casa. Que a chegada do Gabriel possa aproximá-lo dos irmãos e que a Darina possa, de fato, ser mãe ao mesmo tempo dos três filhos que ela tem, sem precisar abrir mão de um para cuidar dos outros e que ela possa ser muito feliz!”, enfatizou a pediatra Livia Menezes, que acompanhou Gabriel desde o primeiro momento da internação.

Confira a cobertura do Jornal O Globo da saída da Gabriel.

Aline Câmera (IFF/Fiocruz)

terça-feira, 15 de setembro de 2015

O impacto da Instrução Normativa 1.556 no Home Care

Por Hércules Scalzi*
 
A Lei 10.424/2002, que acrescentou o artigo 19-1 à Lei 8.080 de 19 de setembro de 1990 e regulamentou a assistência domiciliar no Sistema Único de Saúde (SUS) contribuiu decisivamente para ampliar o debate sobre a humanização da saúde e a redução dos custos de assistência na rede pública
 
A Resolução RDC nº 11 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), de 26/01/2006 – com o Regulamento Técnico de Funcionamento de Serviços que prestam Atenção Domiciliar – foi outro importante avanço para o país. No entanto, o Brasil recua alguns passos com a Instrução Normativa nº 1.556/2015, que muda a base de cálculo para o pagamento do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).
 
Essa alteração no mesmo exercício financeiro amplia ainda mais o ônus para as empresas de home care em atuação no País. Por isso, é recomendável que as empresas do setor, que já recolhem e/ou pretendem continuar a recolher o IRPJ e CSLL com a base de cálculo presumida de 8% e 12%, acionem o Poder Judiciário para não se adequarem a essa nova imposição.
 
O atendimento primário domiciliar surgiu em 1947 nos Estados Unidos e na Europa, sendo que no Brasil teve início em 1949, com o chamado Serviço de Assistência Médica Domiciliar e de Urgência – SAMDU. Em 1960, o Hospital dos Servidores Públicos do Estado de São Paulo criou o Serviço de Assistência Domiciliar. Desde então, é inegável o valor social dos prestadores de serviço de home care, uma verdadeira extensão do tratamento hospitalar, visando ao bem-estar do paciente, à melhora de suas condições de vida e à contribuição para sua cura. O fato de evitar a incidência de infecção hospitalar e possibilitar a permanência do paciente no seio da família produz benefícios visíveis para a sua recuperação.
 
O home care é desenvolvido por meio de um plano de atenção, com a atuação de uma equipe multidisciplinar e de ações assistenciais de caráter intensivo. É uma alternativa para garantir condições de saúde satisfatórias aos pacientes, além de reduzir o elevado índice de consultas e internações desnecessárias em hospitais e prontos-socorros. Esse é o modelo que pode desafogar o sistema de saúde no país, diante das claras dificuldades do poder público para cumprir o que reza o artigo 196 da Constituição Federal, que trata sobre o direito fundamental à saúde. Porém, em resposta a isso, presenciamos mais uma carga colocada nas costas de um setor estratégico para o Brasil.
 
* Hércules Scalzi Pivato é advogado tributarista da Dagoberto Advogados
 
Saúde Business

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Home care, internação: direitos que a Justiça dá aos clientes de plano de saúde

Idosa recebe atendimento: tratamento doméstico deve ser garantido, diz Justiça
Myfuture.com/Creative Commons - Idoso recebe atendimento:
 tratamento doméstico deve ser garantido, diz Justiça
Superior Tribunal de Justiça tem entendimento majoritário em diversas disputas entre consumidores e operadoras; veja a lista
 
Quando o cliente tem um problema com o plano de saúde, deve em primeiro lugar tentar um acordo com a operadora. Caso não consiga, deve procurar a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
 
Em muitos casos, entretanto, a disputa vai parar na Justiça e, aí, a decisão é tomada caso a caso. Mas há alguns temas nos quais o Superior Tribunal de Justiça (STJ), penúltima instância do Judiciário brasileiro, já tem um entendimento majoritário - no jargão jurídico, há uma jurisprudência em relação a um determinado sentido.
 
Veja abaixo alguns deles, levantados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ):
 
Trabalhador demitido sem justa causa pode manter plano de saúde da empresa
É preciso, entretanto, assumir o pagamento integral das mensalidades
 
Operadora só pode cancelar contrato se houver fraude ou atraso de 60 dias/ano
Os dias de atraso podem ser consecutivos ou não. E a operadora deve notificar o cliente até o 50º dia sobre o atraso e o risco de cancelamento.
 
Cliente não pode ser excluído por doença preexistente
A doença não pode ser considerada preexistente se o consumidor não tinha conhecimento dela quando contratou o plano
 
Hospital não pode exigir cheque-caução
Desde 2012, é crime condicionar o atendimento médico. Por isso, é proibido exigir  qualquer garantia
 
Operadora não pode impor limite de prazo de internação
Mais que um entendimento majoritário, esse entendimento foi formalizado em uma súmula, espécie de orientação a ser seguida pelos magistrados
 
Tratamento residencial deve ser coberto, mesmo sem previsão contratual
Caso o médico determine, o home care deve ser bancado, desde que não cause desequilíbrio contratual prejudicial ao plano de saúde
 
Além desses direitos, existe uma tendência favorável do STJ em relação aos seguintes temas:
 
Em casos de obesidade mórbida, plano não pode negar realização da cirurgia de redução do estômago
A cirurgia deve ser bancada mesmo que não esteja no contrato, desde que seja necessária a garantir a saúde do consumidor, e não apenas uma questão estética.
 
Aposentado pode manter o plano de saúde da época da ativa
É preciso ter contribuído pelo prazo mínimo de dez anos e assumir o pagamento integral das mensalidades
 
Plano de saúde: muitas das disputas entre operadoras e clientes vão parar na Justiça
Agência Brasil: Plano de saúde: muitas das disputas entre
operadoras e clientes vão parar na Justiça
Em São Paulo
Além do STJ, os Tribunais de Justiça também podem emitir súmulas para orientar seus julgamentos.
 
Em São Paulo, onde estão 36% dos beneficiários de planos de saúde do Brasil, há 15 sobre o tema.
 
Elas indicam também direitos que, no Estado, têm sido assegurados aos clientes de planos de saúde - embora a operadora possa obter uma decisão diferente.
 
Veja o que as súmulas do TJ-SP garantem aos clientes de planos de saúde, além dos já previstos pelo STJ
 
Plano deve cobrir o stent em caso de cirurgia cardíaca ou vascular
A operadora não pode se negar a bancar o dispositivo, mesmo que o contrato tenha sido firmado antes de 1998.
 
iG

terça-feira, 12 de maio de 2015

Apps expandem serviços de atendimento médico domiciliar e à distância nos EUA

Foto: Reprodução da internet
“Heal” é um aplicativo para smartphone semelhante ao serviço de carros sob demanda Uber, mas, em vez de um carro, é um médico que aparece à sua porta. Os usuários baixam o aplicativo e então digitam alguns detalhes como endereço e o motivo da visita
 
Depois de adicionar um cartão de crédito e um pedido por um clínico geral ou pediatra, o médico chega de 20 a 60 minutos por uma taxa fixa de US$ 99. O “Heal” começou em Los Angeles em fevereiro, recentemente se expandiu para San Francisco e deve ser lançado em outras 15 cidades grandes dos EUA neste ano. Os médicos do “Heal” ficam de plantão das 8h às 20h, sete dias por semana, disse Renee Dua, fundadora e diretora médica do “Heal”.
 
Os médicos do “Heal” chegam com um assistente e um kit contendo os últimos equipamentos de saúde de alta tecnologia, entre eles as ferramentas necessárias para medir os sinais vitais ou gravar um vídeo de alta definição do tímpano do paciente. O “Heal” tem uma lista de médicos filiados a hospitais e programas respeitados como o da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, Columbia e Stanford.
 
“Estamos trazendo de volta métodos antigos com a mais nova tecnologia”, disse Dua.
 
Obviamente, os médicos do “Heal” oferecem serviços limitados a domicílio. Entre outras coisas, eles podem diagnosticar e tratar doenças moderadas como bronquite, dar vacinas contra a gripe, suturar um corte feio ou receitar algum remédio (eles mesmos buscam o remédio por um adicional de US$ 19). Mas o paciente tem de apresentar a documentação do plano de saúde.
 
“A saúde de fato começa em casa”, disse o médico Janani Krishnaswami enquanto conversávamos na mesa de jantar da minha casa em Oakland, Califórnia, depois que eu a chamei usando o aplicativo “Heal” em meu iPhone. “Ao ver uma pessoa onde ela mora, posso ver como é a vida dela, o que está comendo, como está vivendo, o que a está deixando estressada. Posso passar o tempo que precisar com ela, o que é cada vez mais difícil fazer no nosso atual sistema médico.”
 
Um serviço semelhante, chamado “Pager”, está disponível na cidade de Nova York. (O cofundador do “Pager” Oscar Salazar também fez parte da equipe que criou o Uber.) A primeira visita domiciliar custa US$ 50. Visitas regulares custam US$ 200, e um exame clínico sai por U$ 100. O “Go2Nurse” envia uma enfermeira para casas em Chicago e em Milwaukee e oferece cuidados domiciliares na gravidez, ajuda com recém-nascidos, cuidados com idosos e atendimento especializado para pacientes com Alzheimer e Parkinson, entre outros serviços. O “Curbside Care” oferece atendimento domiciliar na região da Filadélfia com profissionais de enfermagem e médicos.
 
Para aqueles que querem uma consulta, mas não precisam que o médico ou enfermeiro vá até suas casas, uma série de novos aplicativos cria uma visita domiciliar virtual. A American Telemedicine Association estima que quase 1 milhão de pessoas se consultarão com um médico via webcam em 2015 e, só na semana passada, a maior seguradora do país, a United HealthCare, anunciou planos para cobrir consultas médicas à distância.
 
Um dos aplicativos mais populares é o “Doctor on Demand”, com sede em Chicago, que é apoiado pelo Google e pela celebridade televisiva Phil McGraw. O aplicativo, que oferece acesso a 1.400 médicos certificados, foi baixado alguns milhões de vezes desde que foi lançado no final de 2013. Por US$ 40, um médico ou pediatra atende o paciente via vídeo online. A empresa adicionou recentemente consultas psicológicas via webcam (US$ 50 por 25 minutos; US$ 95 por 50 minutos) e consultoria de lactação (US$ 40 a US$ 70) em sua lista de serviços.
 
“Há um problema enorme de acesso ao atendimento básico de saúde nos EUA”, diz Adam Jackson, fundador e executivo-chefe da “Doctor on Demand”. “O tempo médio de espera para uma consulta médica é de 20 dias. As pessoas realmente querem e precisam de algo mais rápido, e agora temos a tecnologia de ambos os lados para proporcionar isso.”
 
Jackson diz que as consultas do “Doctor on Demand” diagnosticam e tratam 95% das pessoas que chamam o serviço; as outras 5% são encaminhadas para especialistas.
 
O paciente típico é uma mãe que trabalha e tem filhos e busca uma ajuda rápida para doenças comuns. Eu decidi usar o serviço há alguns meses depois que minha filha tinha sido atendida no pronto-socorro por causa de um nariz quebrado (um cavalo assustado bateu em seu rosto). Uma vez que chegamos em casa, eu precisava de mais orientação, então eu arranjei uma consulta de 15 minutos à distância com um pediatra, que respondeu todas as minhas perguntas e me poupou de outra ida ao pronto-socorro.
 
Outros serviços de telemedicina incluem o “Teladoc”, um dos pioneiros no campo, e “MDLIve”, que se juntou ao “Walgreens” para consultas via vídeo ou telefone. A American Well oferece consultas online por US$ 49. O aplicativo “Spruce” se destaca por oferecer consultas de vídeo para problemas dermatológicos, como picadas de insetos e erupções cutâneas. O “HealthTap” permite aos usuários fazerem perguntas médicas em seu site ou conversar em vídeo com os médicos por US$ 99 por mês.
 
Alguns serviços de consulta médica não são oferecidos no Alasca, em Arkansas e na Louisiana, onde os reguladores estatais impõem várias restrições aos serviços de telemedicina. O Conselho Médico do Texas também votou para restringir a prática no Estado.
 
UOL

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Quando é melhor fazer home care ou deixar o idoso em uma casa de repouso?

A decisão depende de uma série de fatores e é dificultada pela sensação de culpa que os familiares podem sentir
 
Por Dr. Roberto Miranda - Geriatra
 
A decisão de manter um idoso no ambiente domiciliar ou em uma casa de repouso ainda gera muitas dúvidas e angústias nas famílias, pois o tema é permeado por questões de valores morais, como sentimento de culpa, abandono e a dificuldade em escolher o lugar mais adequado.
 
Quando o idoso tem condições de decidir sobre sua própria vida cabe a ele primeiramente escolher qual a melhor alternativa para o cuidado. Ele pode permanecer em sua própria casa (contando com o auxílio de um cuidador), mudar-se para a casa de um filho ou familiar próximo (onde será cuidado pelos familiares e, quando possível, por um cuidador profissional) ou ser levado para uma instituição asilar ou casa de repouso.
 
Primeiramente é importante entender que esses lares denominados de Instituições de Longa Permanência para idosos (ILPIs), podem ser uma opção tanto de moradia quanto de prestação de cuidados à saúde e os motivos que levarão um idoso a viver nestes locais são diversos e podem estar relacionados entre si ou não.                             
 
Por exemplo, há idosos saudáveis e independentes que preferem morar numa instituição por sentirem mais segurança e terem mais contatos com outras pessoas. Morar com familiares nem sempre significa conviver diariamente com eles, a vida moderna nos envolve num grande número de atividades e papéis sociais, principalmente a atividade profissional, indispensável para subsistência da família e do próprio idoso.                             
 
Há situações em que idosos acamados, totalmente dependentes, são mantidos no ambiente domiciliar, de forma segura, com apoio de serviços de saúde domiciliares como as empresas de home care. Isso não significa que são mais amados do que os outros, mas que a estrutura familiar permite isso, pois é necessário que haja algum familiar que gerencie essa prestação de cuidados, além de recurso financeiro.                             
 
O contrário também acontece quando os cuidados de saúde são intensos, e mesmo com o apoio de uma empresa, a família não tem condições e disponibilidade de tempo para gerenciar esses cuidados, pois muitos filhos de idosos dividem seu tempo com o trabalho, o cuidado com a sua própria casa e filhos pequenos. Além disso, às vezes é necessário levar o idoso para morar na casa dos filhos, o que nem sempre é possível pela estrutura física do local.                             
 
Geralmente esse dilema surge quando a capacidade funcional começa a se deteriorar de forma mais acentuada e os idosos passam a depender de outra pessoa para realizar atividades cotidianas básicas, como alimentação, higiene pessoal, banho, vestir-se e andar, o que pode trazer sobrecarga de trabalho para quem cuida, estresse físico e emocional, pois nem todos têm perfil e aptidão para administrar essa situação o que pode levar a uma assistência inadequada ao idoso, e desta forma sendo mais seguro a institucionalização.                             
 
Portanto, não há um único fator que define a ida de um idoso para uma casa de repouso ou sua permanência no seu próprio domicílio ou morar com um familiar. O importante é ter consciente de que qual seja a decisão, a família pode proporcionar carinho e atenção, seja fazendo visitas constantes na instituição, levando o idoso em casa e a pequenos passeios (quando suas condições de saúde permitir). Agindo assim, o sentimento de culpa é minimizado, e a institucionalização passa a ser percebida como uma alternativa de garantir segurança e cuidados a alguém tão querido.        
 
Como escolher uma casa de repouso
Caso a melhor solução seja levar seu familiar idoso para residir numa instituição, alguns cuidados básicos devem ser tomados, pois escolher um lar de idosos para hospedar um familiar é um assunto sério que deve ser ponderado com o máximo de cuidado. Para ajudá-lo, segue abaixo algumas orientações.                             
 
- Faça visitas a várias instituições antes de decidir. Se possível, visite mais de uma vez no local que pretende escolher, em horários diferentes, para checar se as informações correspondem
 
- Certifique-se que a documentação da Instituição esteja adequada, tanto em relação ao alvará de funcionamento quanto ao seu quadro de funcionários
 
- Confirme se o número de funcionários é adequado ao número de moradores e suas necessidades
 
- Se possível, escolha um local de fácil acesso, para poder visitá-lo com frequência
 
- Observe se o lugar tem estrutura para responder às necessidades específicas do idoso em questão, como rampas de acesso, boa iluminação, ventilação, conforto, piso antiderrapante, presença de barras de apoio nos banheiros e corrimão em corredores, luzes de emergência, luz de presença noturna
 
- Verifique qual é o procedimento em caso do idoso adoecer ou sofrer algum acidente
 
- Há algum sistema de alerta de emergência nos quartos e banheiro, caso o idoso precise pedir ajuda
 
- É importante que haja reuniões periódicas para fazer um balanço da vida do idoso no lar, principalmente no período de adaptação
 
- Visite a cozinha, veja sua limpeza, condições de seus equipamento e asseio dos funcionários
 
- Certifique-se da presença de extintor de incêndio e saídas de emergência bem sinalizadas.
 
Desta forma, devemos remover preconceitos antigos e decidir de forma o mais racional possível, com esses cuidados, qual a melhor forma de cuidar de nosso ente querido.
 
Esse artigo foi escrito em parceria com Mariela Besse, terapeuta ocupacional do Instituto Longevità. Especialista em Gerontologia pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia. Mestre em Ciências pela Universidade Federal de São Paulo. Afiliada à Disciplina de Geriatria e Gerontologia da Universidade Federal de São Paulo. Membro da Diretoria da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia seção São Paulo. 
 
Minha Vida                           

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Empresas de homecare podem se afiliar à Anahp

Associação Nacional dos Hospitais Privados amplia escopo de atuação e cria novas categorias
 
A Anahp (Associação Nacional dos Hospitais Privados) anuncia novas categorias de entidades membros para 2015. São elas: Associado Titular, Associado e Afiliado. A reforma estatutária foi aprovada no último dia 3 de dezembro durante Assembleia Geral Extraordinária.

Agora, para se associar na categoria Associado Titular, as instituições hospitalares devem possuir ao menos uma das acreditações de excelência reconhecidas, entre elas a brasileira ONA Nível 3 (Organização Nacional de Acreditação) ou as americanas JCI (Joint Commission International), ou NIAHO (National Integrated Accreditation for Healthcare Organizations), ou ainda a canadense Accreditation Canada.

A categoria Associados contempla as instituições hospitalares que ainda não possuem as condições para serem caracterizadas como Associados Titulares, mas que se comprometam a adotar as medidas necessárias para adquirir a certificação de qualidade no prazo de quatro anos.

O que muda
A novidade fica a cargo da categoria Afiliados, que passa a contemplar as empresas de atenção domiciliar. Em 2014 a Associação estabeleceu um grupo de estudos para discutir a atenção domiciliar no País a partir do envelhecimento da população, da mudança do perfil clínico e epidemiológico e do estímulo à desospitalização. Segundo comunicado da Anahp, a entidade percebeu que a melhor maneira de buscar uma alternativa viável para o setor era a aproximação com as empresas que proporcionam esse tipo de atenção.

A representatividade regional da Associação também sofreu modificações estatutárias. A partir de 2015 a região Norte, que antes possuía representação no Conselho de Administração juntamente com a região Nordeste, passará a compor o Conselho com a região Centro-Oeste e Distrito Federal. 
 
“Em 2014, a região Nordeste aumentou significativamente a sua representativa em termos de instituições membros e, por essa razão, a participação da região Norte passará a ser contabilizada juntamente com outras regiões em que a Anahp possui menos instituições membros. Trata-se de uma alternativa para manter um Conselho democrático, com representação nacional”, afirmou em comunicado o presidente do Conselho de Administração da Anahp, Francisco Balestrin. 
 
Saúde Web

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Unidades de transição desafogam hospitais e recuperam pacientes

Grupos como Placi e Geriatrics apostam em unidades especializadas para a recuperação de pacientes que já não precisam ficar internados e nem em home care
 
O ano de 2014 se insere em um período de grandes discussões sobre o sistema de saúde não só no Brasil, mas no mundo. A insustentabilidade do setor fica evidente, assim como os aspectos organizacionais geradores deste cenário. Entre eles, a cultura hospitalocêntrica, em que o paciente recorre ao hospital ao sentir qualquer desconforto.

Enquanto o sistema ainda centraliza a assistência no hospital, preserva o foco na doença, carece de consciência da população sobre como preservar sua saúde e presencia interesses particulares sobrepondo-se ao coletivo, despontam iniciativas alternativas, que nascem sob um novo conceito. É o caso das unidades de cuidado intermediário, que oferecem assistência quando o paciente já não precisa ficar internado em um hospital e nem é caso de home care.

Em geral, esses pacientes apresentam um quadro estável, necessitando apenas de um cuidado extensivo para sua recuperação ou adaptação a sequelas decorrentes de processos clínico, cirúrgico ou traumatológico. Estima-se que até 25% dos leitos hospitalares privados no Brasil estão ocupados por internações de longa permanência – alvo desses serviços intermediários.

De acordo com Luiz Fernando Froimtchuk, CEO da rede de hospitais Placi, idealizada sob essa perspectiva, o modelo é adequando ao novo perfil epidemiológico em que predominam as doenças crônico-degenerativas, em uma população mais fragilizada pela idade avançada. “O modelo hospitalocêntrico tradicional não está preparado para recuperar o paciente, o que prevalece é a alta complexidade. Os profissionais de saúde dos hospitais foram treinados para tratar doenças e os idosos necessitam de um prazo maior para se recuperar, com técnicas de cuidados especializados”, explicou Froimtchuk, que tem planos de expansão ambiciosos no mercado brasileiro.

“Os pacientes costumam chegar para nós muito maltratados, cheio de escaras. Alguns sem falar, sem andar. Queremos recuperá-los para que eles voltem para casa”, contou ele.

Com um aporte estimado em R$ 150 milhões do BBI Financial, gestora de recursos em Saúde, a Placi pretende inaugurar, ainda este ano, duas novas unidades em São Paulo, e outras duas no Rio de Janeiro, chegando ao total de 100 novos leitos. Em três anos, os planos são de chegar a 600 leitos, com unidades também em Brasília. Atualmente estão em operação uma em Niterói (RJ) e outra na capital fluminense.

Sem equipamentos complexos e altamente tecnológicos, sem laboratórios e salas cirúrgicas, e com no máximo 60 leitos, o valor desse tipo de “hospital” está na equipe interdisciplinar e na proximidade com o paciente. Para Gabriel Palne Rodrigues, CEO do Grupo Geriatrics, que possui uma Clinic Care também com este perfil, localizada em Niterói, a humanização e a simplicidade devem fazer parte dos detalhes arquitetônicos para que os pacientes desfrutem de uma atmosfera quase domiciliar.

“Faz-se necessário o acesso dos pacientes ao jardim, já que nele são realizados processos de cuidado, e o bem estar que ele proporciona faz parte da assistência prevista. Nenhum leito ou quarto, por exemplo, possui numeração, já que a humanização transparece no acolhimento pessoal que é dado a cada paciente. A história de cada um deles é colhida e afixada próximo ao leito, permitindo que cada um seja reconhecido por quem realmente é, não pela sua condição de saúde momentânea”, ponderou Rodrigues.

Atualmente a unidade da Geriatrics representa aproximadamente 20% do faturamento bruto do Grupo, e os planos de expansão estão em execução com a expectativa da abertura de uma nova unidade no Rio de Janeiro.

Economia
Ambos os executivos ressaltaram a economia financeira como uma decorrência para o hospital e operadora que estabelecerem parceria com esse tipo de serviço. “A alta complexidade é cara e, em geral, o hospital mantém esse paciente no CTI. Isso fica caro pro plano e ruim pro hospital, que precisa de rotatividade. Além do cuidado inadequado ao paciente”, criticou Froimtchuk.

Apesar dos benefícios esperados, Froimtchuk ainda enxerga receio por parte dos planos de saúde em relação ao serviço, mas afirma ser "uma questão de tempo, pois para eles está difícil e nós apenas cuidamos”, ressaltou.

A opção de transferir o paciente para o home care, segundo Rodrigues, também não seria o melhor custo-efetivo, já que o processo de reabilitação é muito mais lento. “Para se ter uma ideia, o paciente com potencial de reabilitação custará durante todo o processo de cuidado aproximadamente 40% do que custaria em home care em um ano, que é a segunda alternativa mais barata para ele”, explicou o CEO da Geriatrics.

O Hospital Albert Einstein também investiu recentemente em um centro de reabilitação desse tipo, entretanto, para Rodrigues, não são os hospitais que consolidarão essa tendência, uma vez a demanda por unidades hospitalares de alta complexidade ainda é grande e está alinhada ao escopo já existente.

Apesar do conceito ainda não estar sendo largamente considerado entre os agentes do setor de saúde, vem aparecendo como mais um serviço complementar à necessária desospitalização, integrando um trajeto assistencial mais completo.
 
Saúde Web

sábado, 28 de junho de 2014

No Brasil, 'home care' é confundido com serviço de cuidador; entenda a diferença

Thinkstock Photos
Dar banho e comida no paciente não é função de técnicos de enfermagem, mas da família ou cuidadores contratados por ela

Só no Brasil, quase um milhão de pessoas recebem atenção domiciliar por ano. Apesar de o termo "home care" ter se popularizado nos últimos tempos, a prática é muito antiga, anterior à medicina convencional, quando os hospitais eram escassos e o paciente era tratado em casa. Hoje, esse tipo de atenção voltou à tona e é indicado a pacientes que não precisam ser mantidos em ambiente hospitalar. 

“Há patologias agudas, casos de acidentes e pós-operatórios, por exemplo, em que os pacientes devem ser mantidos nos hospitais. Mas, saindo dessa fase aguda e se o paciente tem estabilidade clinica e uma casa onde possa ficar sem riscos, a equipe médica pode indicar a atenção domiciliar", explica Ari Bolonhezi, presidente do Sindicato Nacional das Empresas Prestadoras de Serviços de Atenção Domiciliar à Saúde (SINESAD).

Com a demanda, hoje já existem cerca de 230 mil profissionais - entre enfermeiros, técnicos, fisioterapeutas e fonoaudiólogos - que atuam no setor. E um dos problemas a serem enfrentados é a confusão entre esse atendimento e o papel de cuidador, como aquele que proporciona higiene ao paciente, banho, alimentação e companhia. 

Como a linha é tênue, é comum um profissional da saúde receber pedidos – ou até ordens – da família para que, por exemplo, dê banho e sirva comida ao paciente. “A atenção domiciliar não deve ser um serviço de pajem”, alerta Bolonhezi.

A diferença é simples: a atenção domiciliar tem a função de administrar medicações que uma pessoa sem formação não poderia fazer (injeções, por exemplo), além de manter o paciente em vida e recuperando-se cada dia mais. Já o papel dos cuidadores é visar pelo bem-estar do paciente, como higiene pessoal – não é papel dos enfermeiros do atendimento domiciliar dar banho em casa em um paciente acamado. A alimentação também é tarefa do cuidador, que deve seguir as ordens da nutricionista. A essa profissional cabe preparar o diário alimentar, mas não cozinhar para o paciente, tampouco dar a comida à beira do leito.

Para ilustrar, o médico usa o exemplo de uma paciente que não tem controle de suas necessidades fisiológicas e nem se alimenta sozinho. "Ele precisa de atendimento de enfermagem 24 horas por dia? Muitos dizem que sim, mas a situação dele é similar à de uma criança de seis meses de idade, em que a mãe é perfeitamente capaz de cuidar dela”, detalha Bolonhezi.

Para o médico, o suporte social proporcionado pelo cuidador é importante, mas a responsabilidade não cabe ao Ministério da Saúde ou às operadoras de saúde. 

Tipos de atenção domiciliar
A atenção domiciliar é dividida em duas partes e destinada a dois tipos de pacientes: atendimento ambulatorial em casa e internação domiciliar.

A internação domiciliar presta serviço a quem precisava estar dentro de um hospital, por depender de alta tecnologia e também alguns serviços repetitivos de alguma área da saúde, mas que já está estável. Assim, leva-se o paciente para casa e monta-se uma estrutura personalizada. "Alguns precisam de equipamentos de sobrevida, por exemplo. A fisioterapia, nutrição e psicologia também dão qualidade de vida ao paciente em casa”, detalha Bolonhezi.

Já no ambulatório domiciliar o paciente recebe visita de enfermeiros na mesma frequência que recebia no hospital. Se ele precisava do atendimento de enfermagem, fisioterapia e outros cuidados médicos duas vezes ao dia, por exemplo, ele será feito dessa mesma forma no próprio lar. Se os procedimentos que o paciente precisa passar são repetitivos, um enfermeiro estará à disposição 24 horas por dia dentro da casa.

iG

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Home care: preconceito e regulamentação freiam desenvolvimento


Foto: Reprodução
Home care: preconceito e regulamentação freiam desenvolvimento
IT Mídia reúne players do setor e academia para discutir principais percalços do segmento, que apesar das dificuldades cresce a passos largos
 
Em um cenário sabido de envelhecimento da população e aumento das doenças crônicas, a atenção domiciliar – conceito para promoção à saúde, prevenção, tratamento de doenças e reabilitação desenvolvidas em domicílio – se mostra em crescente descompasso com a realidade.
 
Diante do atual e futuro perfil demográfico e epidemiológico do brasileiro, há grandes dificuldades para o desenvolvimento do “home care”, entre elas a falta de regulamentação; riscos do paciente internado em domicílio; formação profissional; judicialização; o desconhecimento do paciente e de seus familiares sobre a prática; e a ausência de articulação dos agentes envolvidos na prestação do serviço – este último um problema bastante atual do setor de saúde. Permeando tudo isso, uma palavra que poderia abarcar todos estes problemas: a cultura, ou mais precisamente, a falta dela.
 
Enquanto a prática é muito difundida em outros lugares do mundo, como Estados Unidos e Europa, a cultura do home care ainda é pouco conhecida no Brasil, e à ela se soma uma série de confusões que começam pelo próprio conceito. Um exemplo é abordar a atenção domiciliar e a internação como sinônimos da mesma atividade.
 
De acordo com o Núcleo Nacional das Empresas de Atenção Domiciliar (NEAD), o “Atendimento Domiciliar” é a visita ou procedimento, isolado ou periódico, realizado no domicílio do paciente por profissional habilitado na área da saúde, como alternativa ao atendimento ambulatorial, a paciente que não necessite de hospitalização.
 
Já a Internação Domiciliar é o serviço prestado no domicílio do paciente, em substituição ou alternativo à hospitalização, por equipe técnica habilitada e multiprofissional, da área da saúde, com estrutura logística de apoio, integrado a um programa específico com essa finalidade, realizado por instituição médica prestadora de assistência domiciliar e, obrigatoriamente, coordenada e supervisionada por médico, além de registrada no Conselho Regional de Medicina. Ambos embaixo do guarda-chuva “Atenção Domiciliar”.
 
Alguns dados também ajudam a ilustrar o tardio desenvolvimento da prática no Brasil. De acordo com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), em 2012, as internações hospitalares somaram 7, 4 milhões, enquanto as domiciliares contabilizaram 106 mil, números de um País em que a taxa de ocupação hospitalar parece estar sempre no limite e as filas de pacientes no atendimento público e privado traduzem os gargalos do setor.  
 
É neste mesmo País, onde se prevê ainda mais crescimento na área hospitalar projetando uma demanda crescente que, segundo levantamento da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), precisará de 13,7 mil leitos até 2016, caso o número de pessoas com plano de saúde aumente 2,1%.
 
Logicamente, a atenção domiciliar não resolverá os problemas do setor ou como disse um dos debatedores, o presidente do Sindicato Nacional das Empresas Prestadoras de Serviço à Atenção Domiciliar à Saúde (Sinesad), Ari Bolonhezi: “ela não é a panaceia para todos os males de saúde”, muito menos atenderá aos problemas de saúde de todos os futuros pacientes internados nestes novos leitos, porém, é preciso entender para onde caminhará a estrutura de saúde que comportará um aumento significante de idosos – segundo projeções do IBGE ela quadriplicará em 2060,  com uma população com mais de 65 anos que deve passar de  4,9 milhões de pessoas (7,4% do total), em 2013, para 58,4 milhões (26,7% do total), – e cuja 72% das causas de mortes já ocorrem por doenças crônicas no Brasil, conforme o Ministério da Saúde. Perfis estes comuns à atenção domiciliar.

SaudeWeb

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Doentes terminais x home care

Depois do testamento vital, aprovado pelo CFM, pacientes podem escolher morrer em casa, assim como a Hebe Camargo, que contou com acompanhamento de médicos do Einstein e suporte da Global Care
 
Depois do testamento vital, aprovado pelo CFM, os serviços do home care tornam-se fundamentais. Presidente da Global Care, empresa que cuidou da ex-apresentadora, fala sobre a demanda de mercado.
 
Dar os suspiros finais no conforto do lar já pode ser uma escolha do paciente, assim como o caso da ex-apresentadora de televisão Hebe Camargo, que morreu aos 83 anos em sua residência, na madrugada do dia 29 de setembro. Diagnosticada em janeiro de 2010 com um câncer no peritônio, Hebe preferiu, em seus últimos três meses, receber todo o suporte médico no conforto de casa, sendo supervisionada por seus médicos do Albert Einstein e recebendo suporte da Global Care, empresa especializada em assistência médica domiciliar.
 
Decidir como queremos morrer passou a ser um direito depois da resolução 1.995/12 do Conselho Federal de Medicina (CFM), que estabelece os critérios para que pacientes possam definir junto ao médico quais os limites terapêuticos na fase terminal.
 
“Não é tarefa fácil conversar ou pensar sobre a morte, pois é culturalmente assunto velado entre as pessoas, é tema desconfortável de ser tocado, é para bater na madeira três vezes. Mesmo que você se encoraje a falar, parece que as pessoas não se mostram dispostas a te ouvir. É necessário termos consciência das próprias crenças e valores sobre a representação da morte em nossa vida”, comenta a psicóloga Katya Kitajima, em artigo para o Saúde Web.
 
Para o presidente da Global Care, Euro Palomba, a resolução é correta na teoria, mas não funcionará na prática. “Quem dita a conduta é sempre o médico. Além disso, a cultura latina não tem essa característica de pensar na morte. É complicado para o médico e família saber a hora de fazer a pergunta: será que chegou a hora?”.
 
Apesar de pessimista em relação ao testamento vital, Palomba está entusiasmado ao perceber que o mercado tem demandado cada vez mais pelos serviços de home care. “Hospitais como Sírio-Libanês, Einstein, Samaritano possuem comissões de desospitalização; com equipes que fazem a conscientização do médico”, conta.
 
Atualmente a Global Care fatura cerca de R$ 24 milhões ao ano, projeta crescimento de 10% e investe fortemente em telemedicina. “O paciente, muitas vezes, se sente invadido em sua residência. Com o recurso da telemedicina, essa sensação é diminuída”, explica Palomba.
 
Fonte SaudeWeb

terça-feira, 17 de julho de 2012

Os desafios do home care ainda são grandes

Por Verena Souza

Veja como o grupo Hospitalar Santa Celina enxerga os entraves regulatórios, trabalhistas e culturais do modelo, que ganha notoriedade no País como serviço complementar à assistência hospitalar

São inúmeros os fatores que justificam o modelo home care de assistência no Brasil. Podemos elencar alguns como: o envelhecimento da população, que está relacionado com o aumento das doenças crônicas; o aumento do custo de tecnologias diagnósticas e de tratamento, tendo em vista que o modelo reduz custos com hospitalização; o aumento do interesse do cidadão pelo gerenciamento de sua própria saúde; entre outros. Apesar da desospitalização por meio do home care estar ganhando força, as empresas ainda se deparam com desafios regulatórios e culturais.

Atualmente, não há regulamentação específica que obrigue o plano de saúde a prover cobertura aos serviços de home care. Dessa forma, fica a critério da operadora autorizar ou não o atendimento em domicílio. “Por não sermos regulamentados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar, o home care não aprece na lista das operadoras para o beneficiário. No entanto, os pacientes já estão começando a cobrar isso”, conta a CEO do Grupo Hospitalar Santa Celina, Ana Elisa Siqueira, enfatizando que o segmento já enfrenta problemas com ações na justiça por causa da resolução 211 da ANS, que deixa muita brecha para que a fonte pagadora não autorize os mesmos recursos que teria que autorizar em regime de internamento hospitalar.

Riscos
Para se proteger de tal possibilidade, as empresas de home care costumam fechar um contrato de gestão de riscos com os planos como, por exemplo, estabelecer alta em até 120 dias para um paciente. Caso contrário, parte dos custos será da instituição de atendimento em domicílio. “Muitos pacientes acabam entrando com uma liminar para permanecerem com o home care. E geralmente o Juiz concede ganho de causa”, afirma a CEO.

Para se ter uma ideia, a economia para as operadoras com a utilização do serviço gira em torno de 30%, podendo chegar até 50%; incluindo reduções com diárias hospitalares e taxas embutidas, material e medicamentos, entre outros. “Quando você interna em um hospital, não sabe quanto vai gastar. No home care, durante a avaliação do paciente, os gastos já são orçados previamente”, ressalta a executiva do grupo, fundado em 1998.

A partir deste modelo, as vantagens para o hospital estariam na transferência daqueles pacientes de longa permanência que já não representam um ganho financeiro para a instituição devido à redução das margens.

Para Ana Elisa, a questão cultural, que já foi um impasse maior, começa a mudar. “Os médicos estão entendendo que somos serviços complementares. Muitos hospitais enfrentam o problema da superlotação e o home care entra de forma complementar”, comenta, alertando que ainda assim é comum encontrar médicos inseguros, que acham que vão perder o paciente.

CLT ou cooperado?
Além da falta de regulamentação pela ANS, o ministério não reconhece o profissional cooperado – modelo utilizado pelas empresas do segmento devido às características do serviço pulverizado, em que os profissionais se deslocam o tempo todo para realizarem os atendimentos. “O Ministério quer o regime CLT, que inviabiliza o modelo. Isso é uma briga entre o sindicato do home care e o governo, mas está para ser sancionada pela presidente Dilma uma lei que autoriza com que essas empresas trabalhem com cooperativas”, diz.

TI e Logística
TI e logística são desafios intrínsecos ao modelo assistencial, diferente dos outros aspectos relacionados a forma como o sistema de saúde está estruturado. Se estas não forem bem geridas, segundo Ana Elisa, o negócio não acontece.

Com sede em São Paulo e filiais no Rio de Janeiro, Interior de SP, Baixada Santista e Vale do Paraíba, o grupo Santa Celina precisa administrar por mês em torno de 800 leitos hospitalares, incluindo, por exemplo, em média, 10 mil seções de fisioterapia em 30 dias.

Para controlar todos os processos, a companhia desenvolveu um sistema de gestão próprio, mantendo a área de TI, suprimentos e logística dentro da empresa.

Fonte SaudeWeb

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Telehomecare: alternativa rentável

Apesar de distante, é possível estabelecer uma relação de confiança entre paciente e equipe médica, ofertar atendimento ágil, eficaz e de menor custo

Disposição para pagar, cada vez mais, por serviços personalizados de saúde e bem-estar, principalmente por meio de tecnologias baseadas na internet, caracteriza o perfil dos consumidores contemporâneos. A constatação é de pesquisa feita pela consultoria Frost & Sullivan, que estima que em 2015 a indústria de tecnologia em saúde movimentará US$ 121 bilhões na América Latina.

A integração entre as tecnologias de informação e os processos de comunicação tem revolucionado a organização dos sistemas de saúde no mundo. O futuro da Saúde parece estar atrelado a um conceito chamado eHealth, que utiliza de forma eficiente e efetiva as Tecnologias de Informação e Comunicação em Saúde (TICSs).

E, dentro deste “guarda-chuva”, estão aplicações como Prontuário Eletrônico do Paciente, Sistemas de Gestão Hospitalar, Sistemas de Telemonitoramento Remoto (TeleHealth), ou mesmo soluções como o Registro Nacional de Saúde são alvo de quase todas as nações que estão conseguindo ganhos de gestão e redução de custeio em seu “ecossistema assistencial”, segundo o consultor internacional em estratégias de utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação em Saúde (eHealth) Guilherme S. Hummel.

Na opinião de Josier Vilar, presidente da Pronep, empresa de medicina domiciliar, o monitoramento remoto (home care) é uma alternativa bem sucedida ao modelo hospilacêntrico brasileiro. “O hospital ser a porta de entrada do sistema é um erro. Não há recurso para dar suporte a esta estrutura. A atenção em domicílio, utilizando os recursos possíveis e existentes, é o que deve ser feito”, afirmou Vilar em painel sobre e-health, realizado durante a Feira Hospitalar.

Para um atendimento de telehomecare padrão é preciso profissionais especializados no modelo de atendimento – um dos maiores desafios do mercado, segundo gestores -, boa conectividade entre o paciente e a equipe terapêutica via internet ou linhas telefônicas, além do auxílio de dispositivos móveis que medem as funções fisiológicas dos pacientes, bem como aparelhos que facilitam a troca de informações entre os profissionais como tablets e smartphones.

A telehomecare desempenha um papel importante no cuidado de doentes crônicos e deficientes físicos. Dentre os benefícios listados por líderes de empresas de home care estão: diminuição de visitas domiciliares pela equipe terapêutica, menor tempo para avaliar um paciente, evita retrabalhos, maior conforto ao paciente, redução de custos, entre outros.

De acordo com a presidente da Dal Ben Home Care, Luiza Dal Ben, a avaliação da família e do respectivo domicílio, levando em consideração aspectos como saneamento, ventilação, luz, telefone, acesso, entre outros, é fundamental para o início da assistência. “Se os requisitos não atenderem os padrões básicos, nós não atendemos”, afirma de forma categórica Luiza.

A conscientização do paciente em relação ao serviço é de extrema relevância. “O paciente precisa entender a importância de passar as informações à equipe”, diz Luiza. Por isso, tal necessidade exige um preparo específico para que a equipe de home care, de característica multidisciplinar, consiga estabelecer essa relação de confiança. “Sofremos de um apagão profissional nesta área, pois a formação do Brasil é voltada para o hospital”, alerta.

Fonte SaudeWeb

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Tratamento humanizado é o diferencial da Internet

Empresa de Home Care pernambucana aposta em tratamento humanizado para o paciente e reconhecimento para o profissional

Na internet, a foto de uma médica seguida de palavras descrevendo a qualidade de seu trabalho. Em outra página, elogios feitos pela filha de uma paciente a um técnico de enfermagem que foi muito carinhoso com sua mãe. A diretora presidente da empresa de homecare de Recife (PE), Paula Meira, explica o porquê da divulgação dessas mensagens: “A gente fala para o colaborador: você valoriza a vida e nós valorizamos você. Para eles é muito difícil lidar com famílias em momento de desespero, que muitas vezes descontam a frustração nos profissionais. Então, esse reconhecimento é um gesto, ainda que muito pequeno”.

Paula explica que a Interne busca colocar essa sensibilidade em prática de forma bilateral, para paciente e colaborador. Entre os clientes, a cada 15 dias é feita uma pesquisa de qualidade para saber onde é possível melhorar. “Quando percebem a humanização, os dois lados se sentem melhor”, diz.

É justamente essa humanização que dá o tom em um espaço inaugurado em outubro deste ano pela empresa. No Espaço Interne, o paciente recebe acompanhamento e aprende a aplicar a prevenção no seu dia a dia. Aqueles que têm condições de locomoção são convidados a participar de grupos para receber suporte e dicas sobre como lidar com sua doença, além de outras atividades.

Essa necessidade de estreitar relações com pacientes e colaboradores foi aprimorada pela Interne desde sua fundação. A empresa foi inaugurada em 1977, como filial de uma norte-americana. Paula conta que, naquela época, as operadoras de planos de saúde não estavam prontas para comprar este serviço.

Seis anos depois, a franquia foi desfeita e a empresa se tornou independente. Para ela, ainda hoje muitos desconhecem os benefícios da assistência domiciliar. “No homecare resgatamos o carinho e o acolhimento. Resgatamos aquele médico que olha nos seus olhos e damos a possibilidade para o paciente de terminar sua vida em casa”, diz.

Com cerca de 800 funcionários, a empresa pernambucana atende diariamente mais de 200 pacientes de homecare e do Curabem, serviço de curativos para aqueles que não podem se locomover. Enquanto o homecare concentra 90% dos esforços da empresa, Paula explica que o crescimento da empresa se deve à coragem de ampliar seu escopo de atuação. Programas como o Fiqbem (para gerenciamento de pacientes crônicos por meio de medicina preventiva) e o Durmabem (que oferece exames para detectar distúrbios do sono dentro de casa) contribuem bastante para o crescimento de 20% esperado para este ano. Outro produto que impulsiona a expansão da empresa é o Serviço Interno Móvel, por meio do qual a Interne monta estruturas de postos médicos volantes em shows e outros eventos que demandam assistência médica emergencial.

Paula aponta ainda para outros focos de atuação da Interne. “Temos duas especialidades em plena crise dentro do hospital que trouxeram um gancho para o crescimento. Somos especializados em pediatria e qualquer família prefere tratar a criança em casa. O outro ponto é fazer com que as operadoras de planos de saúde entendam que o melhor lugar para o tratamento quimioterápico num segundo momento é em casa”, diz.

Para concretizar os planos de expansão, a Interne busca conversar com as mídias que atingem diretamente quem indica. “Procuramos com frequência a comunidade médica, participamos de convenções, de eventos. Se o hospital mandar um panfleto de mamografia para a minha casa, não vai fazer diferença. É preciso convencer o médico de que o serviço é bom”, compara a gestora.

Fonte SaudeWeb

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Prefeitura de Caraguatatuba abre concurso público

Começa nesta segunda-feira (14) o período de inscrição no concurso público da Prefeitura de Caraguatatuba - SP. O concurso oferece 497 vagas para cargos de todos os níveis de escolaridade.

Cargos

Ensino fundamental incompleto - Coveiro.

Ensino fundamental completo - Eletricista de Autos, Mecânico, Operador de Máquinas Pesadas I, Operador de Máquinas Pesadas II, Operador de Motosserra, Telefonista eVigia.

Ensino médio - Agente Administrativo, Auxiliar de Desenvolvimento Infantil, Educador Social, Instrutor de  Fanfarra, Técnico de Contabilidade e Topógrafo.

Ensino superior - Arquivista, Bibliotecário, Contador, Enfermeiro, PEB II – Arte, PEB II – Ciências, PEB II – Geografia, PEB II – História, PEB II – Língua Portuguesa, PEB II – Matemática, Professor de Educação Básica I – Ensino Fundamental I e Professor de Educação Básica I – Educação Infantil.

As inscrições ficarão abertas até o dia 27 de novembro de 2011, devendo ser efetuadas através do site http://www.fadems.org.br/.

Taxa de Inscrição
  • Nível Superior: R$60,00
  • Nível Médio: R$40,00
  • Nível Fundamental Completo: R$30,00
  • Nível Fundamental Incompleto: R$30,00
As provas serão aplicadas na Estância Balneária de Caraguatatuba e a previsão para realização das mesmas é 08 de janeiro de 2012 (domingo).

O prazo de validade deste concurso será de 2 (dois) anos, contado da data da sua homologação, podendo ser prorrogado, a critério da Prefeitura Municipal da Estância Balneária de Caraguatatuba, uma única vez e por igual período.

Saiba mais

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Programa do governo abre oportunidade para Home Doctor

Com 17 anos de mercado, companhia acredita que há muito a desbravar na área de homecare no País

Marca conhecida no ainda pouco desenvolvido mercado de home care no Brasil, a Home Doctor quer ir além do nicho de saúde suplementar brasileira. A empresa que tem 95% dos seus negócios com os convênios médicos começa a enxergar oportunidades tanto na saúde pública brasileira como na possibilidade de inserção no mercado de saúde internacional.

No caso da saúde pública, o horizonte ficou mais próximo para a empresa no último mês de setembro, quando a presidente Dilma Rousseff anunciou que o governo vai usar a experiência norte-americana do home care para financiar o atendimento a pacientes em casa. Na ocasião, Dilma afirmou que a finalidade era amenizar a demanda por leitos e, que neste ano, o investimento será de R$ 36,5 milhões.

Por ser recente, a medida ainda não proporcionou impacto para a Home Doctor, mas abre o caminho para o desenvolvimento da prática no Brasil e não descarta a possibilidade de futuras parcerias. “Para o governo federal e estadual criarem asilos e casas de saúde é fisicamente limitado. Com o atendimento domiciliar não existe limite, é só montar equipes”, explica o sócio- diretor da companhia, Emílio de Fina.

Ainda na área pública, a Prefeitura de São Paulo anunciou, no final de setembro, a sanção da lei municipal que institucionaliza o Programa Hospital
Domiciliar de Atendimento e Internação Domiciliar (PROHDOM).

A Home Doctor já tem parceria com a área pública para capacitação profissional. Desde 2007, a companhia atua em conjunto com a Faculdade de Medicina do ABC, na Grande São Paulo, no Programa de Residência Médica em Medicina da Família e Comunidade. Por lá, já passaram 15 residentes. Segundo o executivo, o acordo pode ser ampliado com a vinda dos novos investimentos.

“Agora, a Faculdade recebe convites para montar um programa como este em outros lugares por meio desses recursos federais. Nós poderíamos trabalhar em parceria na seleção de equipes para o Programa Saúde da Família”, conta, enfatizando que o projeto ainda está em andamento e não há acordo fechado.


Negócios

Fundada há 17 anos, a Home Doctor possui atualmente 700 pacientes atendidos pelo modelo de assistência domiciliar. A empresa opera com mais de 70 clientes corporativos (operadoras, seguradoras, autogestões, cooperativas e etc. ); tem alguns contratos pontuais com indústrias na área de gestão de saúde, além de atender a uma pequena demanda de clientes privados. Para o próximo ano, a empresa pretende expandir de seis para oito unidades de negócio chegando em Recife (PE) e Brasília.

Seu mais novo projeto: a Unidade de Cuidados Especiais (UCE) teve um investimento de cerca de R$ 500 mil e está ainda conquistando seus primeiros pacientes. Trata-se de um espaço intermediário entre o home care e o hospital, ou seja, um ambiente estruturado para atender um paciente com a presença de profissionais da saúde, mas com um custo menor do que uma diária de hospital.

Fina garante que há muito a ser desenvolvido no setor de home care no Brasil. Prova disso é a parceria da Home Doctor com a empresa canadense Ideal Life, na área de telemedicina. No entanto, as organizações aguardam o registro dos equipamentos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e também pela Agência Nacional de Telecomunicação (Anatel) para começarem a operar.

O executivo também não descarta parcerias para atuação fora do Brasil. Diz inclusive que a empresa tem sido sondada para firmar alianças que possibilitariam a ida para o mercado internacional. “Estamos sendo procurados por investidores de fora, mesmo no Brasil temos pessoas que querem investir em unidades como a (UCE). Por enquanto, a empresa estuda uma parceria com uma empresa israelense (a qual não revela o nome) de assistência domiciliar e discute a possibilidade de uma joint venture no Brasil. “Eles estão 20 anos à frente no atendimento de idosos e crônicos”, adianta Fina.

Fonte SaudeWeb