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segunda-feira, 25 de junho de 2018

O que você precisa saber sobre toxoplasmose

toxoplasmoseA toxoplasmose é um grave problema de saúde pública. Para gestantes e pessoas com defesas imunológicas diminuídas, como transplantados e pacientes infectados com o HIV, a doença pode ser mais grave

Causada pelo protozoário Toxoplasma gondii, a doença acontece em todo mundo. Ela é causada pela ingestão de água ou alimentos contaminados com o parasito Toxoplasma gondii, que é o agente transmissor.

As principais formas de transmissão da Toxoplasmose

Oral – pelo consumo de água ou alimentos contaminados (frutas e verduras, carnes ou derivados crus ou mal cozidos)

Transplacentária - quando o parasito atravessa a placenta, durante a fase aguda da infecção, e se instala no feto.

É importante saber que o contato com gatos não causa a doença. O perigo está no contato com as fezes contaminadas depositadas no ambiente.

A maioria dos casos não tem sintomas. A toxoplasmose pode manifestar-se como uma doença severa, como ocorre nas formas congênita e gestacional. A gestante infectada pode passar a doença ao feto, com danos de diferentes graus de gravidade, resultando, inclusive, em morte fetal ou em graves sintomas clínicos. A toxoplasmose é, também, a infecção oportunista de maior frequência em pacientes infectados pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV).

Algumas medidas para prevenir a contaminação da toxoplasmose
- Evitar o consumo de carnes e produtos de origem animal crus e malcozidos;
- Lavar bem as frutas, verduras e legumes em água corrente, esfregando mecanicamente, principalmente se forem os folhosos e até mesmo os que serão descascados;
- Lavar bem as mãos e unhas após manipular terra/areia (horta, jardim, caixas de areia ou dejetos, etc);
- Manter os reservatórios de água bem fechados e limpos;
- Após o contato com gatos e areia, lave bem as mãos com água e sabão
- A caixa de dejetos dos gatos deve ser limpa diariamente;
- Não alimente o gato com carnes cruas ou malpassadas;
- Gestantes devem realizar os exames solicitados durante o pré-natal para a detecção da doença e o tratamento adequado, se confirmada a infecção aguda; e
- Não prove a carne crua durante a preparação;

Blog da Saúde

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Teste do coraçãozinho é fundamental para tratar cardiopatias congênitas

O dia 12 de junho é reconhecido oficialmente em várias cidades brasileiras como o Dia de Conscientização da Cardiopatia Congênita, data em que se pretende informar a população sobre esse grupo de doenças e enfatizar a importância do diagnóstico e do tratamento precoce

Resultado de imagem para teste do coraçãozinho

Todo ano no Brasil, estima-se que nasçam aproximadamente trinta mil crianças com cardiopatia congênita, tendo em vista a taxa de incidência estimada em 1 caso a cada cem nascidos vivos. Mas, você sabe o que é essa doença que atinge tantos bebês? As cardiopatias congênitas consistem em anomalias ocasionadas por defeitos anatômicos do coração ou dos grandes vasos associados, que produzem insuficiência circulatória e respiratória e outras consequências graves.

Como é feito o diagnóstico?
O acompanhamento médico no pré-natal é importante para o diagnóstico, caso existam fatores que levantem a suspeita clínica de problemas cardíaco-fetais. O ultrassom morfológico também pode apontar indícios de cardiopatia. Além disso, o teste de coraçãozinho realizado antes da alta hospitalar, entre 24 e 48 horas após o nascimento. “O teste do coraçãozinho é um exame indolor e rápido, feito ali nas primeiras 48 horas do nascimento da criança na própria maternidade. É por meio deste teste que as cardiopatias mais graves são diagnosticadas” explica Eduardo Gomes, coordenador-substituto da Alta e Média Complexidade do Ministério da Saúde.

Logo no início da gravidez, com onze semanas, a economista Mariana Piola descobriu pelo ultrassom morfológico que a formação do coração da Valentina, sua segunda filha, não estava normal. “O primeiro momento foi um baque muito grande, mas logo depois do diagnóstico do exame fomos procurar um especialista e com vinte e quatro semanas fizemos exames mais específicos para que ela nascesse em um local apropriado para fazer cirurgia”, disse.

Até hoje não existe uma causa bem específica que possa explicar as cardiopatias congênitas. Na maioria dos casos não há explicação, por isso, quanto mais cedo se descobre, mais chances de vida terá o bebê. “Por isso a importância do pré-natal. No caso da Valentina que nasceu com uma cardiopatia congênita grave, a Transposição das Grandes Artérias (TGA) a cirurgia foi feita com apenas 7 dias de vida. Se não fosse os primeiros exames, não teríamos nos preparado tanto”, fala Mariana.

No SUS
Além das maternidades e dos demais serviços que integram o Sistema Único de Saúde, os quais contam com profissionais qualificados para identificar os sinais e sintomas das cardiopatias, diagnosticá-las e prover o acompanhamento apropriado, o Brasil possui hoje 68 unidades habilitadas junto ao Ministério da Saúde para realizar cirurgias cardiovasculares pediátricas. Considerando que 80% das crianças cardiopatas precisam ser operadas em algum momento da vida – e que metade delas, quase doze mil bebês, precisa da cirurgia no primeiro ano de vida –, o governo federal percebe ser preciso ampliar o número de procedimentos historicamente realizados no SUS, abaixo dos dez mil.

Nesse sentido, no dia 11 de julho de 2017 foi lançando o Plano Nacional de Assistência à Criança com Cardiopatia Congênita. Na ocasião, houve o reajuste dos valores pagos por 49 procedimentos de cirurgia cardiovascular pediátrica, com um aumento médio em torno de 60%. Além disso, foi modificado o tipo de financiamento federal, passando o custeio dos procedimentos a ser realizado por meio do Fundo de Ações Estratégicas e Compensação (FAEC), instrumento que assegura o pagamento pós-produção dos procedimentos realizados sem qualquer interferência por parte das decisões em saúde locais. Em linhas gerais, o governo federal propôs o acréscimo de R$ 39,3 milhões adicionais por ano, um crescimento de 75,2% do orçamento anual destinado ao pagamento das cirurgias cardiovasculares pediátricas.

Ainda que tenham ocorrido avanços no acesso dos cardiopatas ao tratamento cirúrgico, é necessário manter as ações conduzidas desde então e incentivar outras medidas propostas pelo Plano, entre as quais a ampliação do acesso ao diagnóstico e a capacitação da equipe multidisciplinar no cuidado. Afinal, a expectativa de todo cardiopata, bem como de seus familiares, é a de garantia do acesso e do cuidado integral, resolutivo e de qualidade.

Outros testes em recém-nascidos realizados no SUS

Teste da Orelhinha – realizado por meio de exames fisiológicos e eletrofisiológicos da audição, para identificar o mais precocemente possível as deficiências auditivas em recém-nascidos e lactentes e encaminhar para intervenções adequadas à criança e sua família. Realizado, preferencialmente, nos primeiros dias de vida (24h a 48h) na maternidade, e no máximo, durante o primeiro mês de vida, a não ser em casos quando a saúda da criança não permita a realização dos exames.

Teste do Olhinho – Com oftalmoscópio ou qualquer instrumento com fecho de luz, como caneta de luz, o exame busca identificar agravos que levam a opacificação do cristalino, com diagnóstico presuntivos de retinoblastoma, catarata congênita e outros transtornos oculares congênitos e hereditários.

Teste da Linguinha – é realizado durante o exame físico de rotina do recém-nascido, para identificar a presença de anquiloglossia, popularmente conhecida como língua-presa

Teste do Coraçãozinho – Este teste consiste na aferição da oximetria de pulso (quanto oxigênio o sangue está transportando) de forma rotineira em recém-nascidos, entre 24 e 48 horas de vida, antes da alta hospitalar. O objetivo é a detecção precoce das cardiopatias congênitas.

Luíza Tiné, para Blog da Saúde

sexta-feira, 20 de abril de 2018

SUS passa a oferecer exame de detecção do DNA pró-viral do HIV-1

dna-test-in-nigeria-cost-procedures-centres 1Medida visa oferecer mais segurança na identificação da infecção em crianças até 18 meses de idade

SUS passa a oferecer exame de detecção do DNA pró-viral do HIV-1O Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais (DIAHV) do Ministério da Saúde emitiu Nota Informativa nº 02/2018 comunicando a oferta, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), do exame de detecção do DNA pró-viral do HIV-1, visando oferecer mais segurança no diagnóstico da infecção por HIV-1 em crianças até 18 meses de idade. O documento dispõe sobre os critérios para a realização desse exame complementar e sobre o fluxo de encaminhamento de amostra ao laboratório de referência.

Para crianças dessa idade, o exame recomendado ainda é o de quantificação da carga viral do HIV-1. O exame de detecção do DNA pró-viral do HIV-1 é indicado nos casos em que houver necessidade de exame complementar para oferecer mais segurança no diagnóstico. A orientação se baseia na recomendação de que o diagnóstico em crianças nessa faixa etária não pode ser realizado por meio de testes sorológicos, devendo basear-se na detecção direta do vírus ou de seus componentes.

Dentre os métodos validados, os mais aplicáveis são os que detectam quantitativamente as partículas circulantes do vírus na corrente sanguínea (carga viral do HIV-1), ou que detectam qualitativamente o material genético do vírus inserido na célula (DNA pró-viral).

Informações mais detalhadas para indicação desses exames podem ser encontradas no Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para Manejo da Infecção pelo HIV em Crianças e Adolescentes, atualizado em 2017.

Acesse aqui a Nota Informativa nº 02/2018.

Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais
Conheça também a página do DIAHV no Facebook:
https://www.facebook.com/ISTAidsHV

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Pílula usa gases do organismo para detectar doenças intestinais

RMIT University
Pesquisadores inventaram uma pílula inteligente que detecta gases no intestino dos pacientes e poderá ser usada para identificar problemas na região

Pesquisadores australianos desenvolveram uma pílula inteligente que detecta gases liberados no intestino e envia, a cada cinco minutos, informações para um dispositivo externo. Os cientistas acreditam que, no futuro, essa tecnologia poderá ser usada para diagnosticar doenças gastrointestinais.

Os mecanismos do sistema digestivo ainda são pouco conhecidos até por especialistas. Sabe-se que os alimentos são degradados para facilitar a absorção dos nutrientes e eliminação dos resíduos. Entretanto, há milhares de variáveis no trato digestivo de cada pessoa. “Temos uma série de malabsorções de carboidratos, como podemos diferenciá-las? Como elas impactam o intestino? E em quais pontos?”, exemplifica Kourosh Kalantar Zadeh, da Universidade RMIT, na Austrália, à BBC.

O novo dispositivo representa uma abordagem inovadora para responder a essas perguntas, em tempo real, e de forma pouco invasiva. Em um estudo publicado recentemente no periódico científico Nature Electronics, cinco pessoas ingeriram a cápsula. Os pesquisadores receberam informações sobre quanto tempo a pílula demorou para passar pelo sistema gastrointestinal e o aumento na ingestão de fibras, por exemplo.

“O que você está medindo aqui são as flatulências antes de serem expelidas. Trata-se de um sensor de gases, então quanto mais conseguirmos analisar o teor deles, melhor a informação que teremos sobre o intestino do paciente”, diz o professor Kourosh Kalantar Zadeh, da RMIT University, na Austrália.

Características do dispositivo
O dispositivo mede 26 milímetros de comprimento por 9,8 milímetros de largura, o tamanho máximo para uma pílula ser engolida. Dentro, há uma pequeno termômetro, um radio transmissor que envia os dados a um dispositivo externo que cabe no bolso, uma bateria e sensores que detectam oxigênio, hidrogênio e dióxido de carbono. Apesar do nosso corpo liberar outros gases, o rastreamento desses três já diz muito sobre o funcionamento do órgãos.

Oxigênio, hidrogênio e dióxido de carbono
O oxigênio, por exemplo, serve como um dispositivo de localização: ele mostra aonde o corpo esta quebrando aerobicamente (com oxigênio) ou anaerobicamente (sem oxigênio) os conteúdos. Já os níveis de dióxido de carbono dão uma ideia sobre o microbioma da pessoa: as bactérias do intestino liberam CO2 como resultado de seu metabolismo e a quantidade certa desse gás mostra que o microbioma está vivo e prosperando, segundo informações do site Quartz.

O hidrogênio é provavelmente o gás mais importante para se acompanhar do ponto de vista clínico porque ele mostra quando os alimentos estão sendo quebrados durante a fermentação. Sua liberação geralmente acontece quando o processo normal do intestino falha em quebrar o alimento e, geralmente, é um sinal de que o corpo daquele paciente não se dá bem com determinados tipos de comida.

Apesar do estudo ser pequeno, não houve relato de efeitos adversos associados à pilula. Isso significa que, no futuro, o diagnóstico de uma doença complexa ou intolerância pode ser feito a partir da simples ingestão de uma pílula.

Veja

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Música em procedimentos urológicos reduz em até 90% dor e ansiedade, diz estudo

Pesquisa apontou que a musicoterapia pode ser ampliada para além da urologia, e usada em qualquer procedimento médico; a satisfação dos pacientes aumenta em 53% quando há a presença sonora em exames

Já é comprovado que o uso da música como terapia traz inúmeros benefícios para a saúde, principalmente para a reabilitação física e mental. A técnica da musicoterapia já é utilizada como uma alternativa no tratamento de doenças neurodegenerativas , por exemplo. Além disso, de acordo com um novo estudo liderado por um cirurgião-chefe da área de urologia, ouvir música durante os procedimentos urológicos também pode ser positivo e reduzir a dor e a ansiedade dos pacientes em até 90% dos casos nessas ocasiões.

Foi o que Bhaskar Somani, consultor de cirurgia urológica do Hospital Universitário Southampton NHS Foundation Trust, no Reino Unido, percebeu em uma pesquisa em que ele é o autor. Segundo o especialista, esse tipo de intervenção é “prática, barata e inofensiva”. Com os resultados da pesquisa, foi possível constatar que a presença sonora aumentava a satisfação dos pacientes em 53% dos casos e a vontade de voltar a serem tratados no futuro também ficou 40% maior.

“Na era moderna, o volume de procedimentos urológicos feitos em regime ambulatorial aumentou e muitos deles são realizados com anestesia local”, explicou ele. “No entanto, do ponto de vista do paciente, a experiência de passar por tais procedimentos – não apenas em urologia , mas em qualquer outra especialidade médica e cirúrgica – enquanto acordado pode causar dor e ansiedade”, defende o cirurgião, que amplia o uso da música para qualquer atendimento médico que pode deixar o paciente desconfortável.

Pesquisa
Somani e seus colegas analisaram dados em 1.900 pacientes de 15 estudos internacionais que participaram de consultas de urologia ambulatorial para uma série de procedimentos e avaliações. A análise, publicada no Journal of Urology, também apontou evidências de pacientes que ouviram musica tolerando níveis mais altos de ondas de choque, um procedimento usado na urologia. Para Somani, “a música parece diminuir a ansiedade e a dor e servir como uma ferramenta útil para aumentar a satisfação processual e a vontade de passar por isso novamente”.

Ele disse que os benefícios comprovados – baixo custo e simplicidade da musicoterapia – apresentaram um “motivo forte” para uma maior implementação em outras especialidades. “Um dos pontos fortes da música é o baixo custo, a natureza não-invasiva e a praticidade”, acrescentou Somani. “São motivos muito fortes para que a opção de música como terapia adicional seja oferecida a todos os pacientes quando se submetem a procedimentos ambulatoriais”.

iG

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Falta de higiene pode causar câncer de pênis

novembroazulQuando chega o mês de novembro, que é quando as campanhas contra o câncer na população masculina tem maior força, ouvimos muito a respeito do câncer de próstata, mas esse não é o único tipo que afeta os homens: o câncer de pênis merece bastante atenção!

Em 2015, por todo o Brasil, houve 402 mortes por câncer de pênis, de acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA). “É um tipo de câncer que hoje é raro no mundo, mas incidente no Brasil, principalmente nas regiões Norte e Nordeste”, explica o doutor Franz Campos, que é chefe do serviço de Urologia do INCA.

O câncer de pênis é um tumor que atinge com mais frequência os homens a partir dos 50 anos, mas que pode ocorrer também em jovens e está relacionado principalmente à má higiene – isso mesmo, naqueles homens que não lavam direito o pênis! Também é mais comum nos homens que não foram submetidos à circuncisão, que é a remoção do prepúcio - a pele que reveste a glande (conhecida como a “cabeça” do pênis).

Prevenção
Realizar a higiene diária com água e sabão é o principal fator, principalmente depois de relações sexuais ou masturbação. Com isso, percebemos o quão importante é ensinar as crianças desde cedo os hábitos de higienização diária e de forma adequada. Além disso, o uso de preservativo é fundamental em qualquer relação sexual, uma vez que a prática sem o uso de camisinha aumenta o risco de desenvolver a doença.

“Outra forma de ajudar a evitar a doença é a cirurgia de fimose, em que se retira o excesso de pele da glande. Nem sempre o homem faz a higiene corretamente e o esmegma, que é uma secreção branca produzida pelo próprio pênis, não pode ficar acumulado por muito tempo ali. O homem que consegue expor a glande não tem tanta à necessidade de realizar a fimose, como aquele que não consegue. Claro que isso varia de acordo com cada pessoa, por isso a importância de uma consulta ”, recomenda o doutor Franz Campos.

Sintomas
A manifestação mais comum é uma ferida persistente ou um aumento anormal do tecido da glande, prepúcio ou corpo do pênis. A presença de um desses sinais, somados ao esmegma, pode indicar o câncer no pênis. Além disso, o surgimento de pequenos nódulos, gânglios inguinais (ínguas na virilha), também podem ser sinais de progressão da doença. Em qualquer desses casos é importante procurar um serviço de saúde para realizar uma avaliação.

Tratamento
Como qualquer doença, quanto mais cedo for diagnosticado e iniciado o tratamento, maiores as chances de cura do câncer de pênis e para evitar o crescimento desse tipo de câncer e a posterior amputação do pênis. O tratamento depende da extensão do câncer, que pode ser realizado por cirurgia, radioterapia ou quimioterapia. A cirurgia é o tratamento mais comum e feito para controlar a doença.

Janary Damacena, para o Blog da Saúde.

Câncer de Testículo: Autoexame é a melhor forma de prevenção

azulOs casos de câncer no testículo correspondem a 5% do total de casos de câncer entre os homens, e em 2015 foi responsável pela morte de 359 pessoas. Esses números fazem parte do último levantamento do Instituto Nacional de Câncer (INCA)

Apesar disso, esse tipo de câncer é facilmente curado quando detectado precocemente, principalmente quando realizado o autoexame. Na infância, é importante o exame do pediatra para verificar se a descida dos testículos para a bolsa escrotal (popularmente conhecida como “saco”) ocorreu normalmente.

“O autoexame é muito importante, pois é a melhor forma de prevenção dessa doença. Se você reparar qualquer nódulo no testículo ou anormalidade, procure imediatamente o médico. O testículo não uma região onde deva aparecer absolutamente nada ”, explica o doutor Franz Campos, é chefe do serviço de Urologia do INCA.

O sintoma mais comum é o aparecimento de um nódulo duro, geralmente indolor, que tem o tamanho aproximado ao de uma ervilha. Mas é preciso ficar atento a outras alterações, como aumento ou diminuição no tamanho dos testículos, nódulos ou endurecimentos, dor imprecisa na parte baixa do abdômen, sangue na urina e aumento ou sensibilidade dos mamilos. Em qualquer desses casos, é importante realizar um consulta com um urologista.

Mesmo considerado raro, o câncer de testículo é preocupante porque a maior incidência ocorre em homens em idades entre 15 e 50 anos. Nessa fase, existe chance de ser confundido, ou até mesmo mascarado, por um processo inflamatório ou infeccioso envolvendo o testículo, chamado orquiepididimites – que geralmente é transmitida sexualmente.

O doutor Franz Campos ressalta a importância de ser rápido em buscar uma avaliação médica, caso o homem perceba alguma diferença. “O câncer de testículo tem uma peculiaridade, pois ele vem das células germinativas, que tem poder de duplicação muito rápida. Então é um crescimento acelerado, principalmente da lesão local. Por isso a necessidade de ir imediatamente a um especialista . A detecção precoce e o tratamento rápido podem evitar a perda do testículo ”.

Tratamento
Em caso positivo para câncer, o testículo é extraído, mas a função sexual ou reprodutiva do paciente não é afetada, desde que o outro testículo esteja saudável. O tratamento posterior poderá ser cirúrgico, radioterápico, quimioterápico ou através de controle clínico. A complementação depende de investigação, que avaliará a presença ou a possibilidade de disseminação da doença para outros órgãos.

Autoexame
Para quem ficou em dúvida, deixamos aqui algumas dicas de como realizar o autoexame nos testículos, que deve ser feito todo mês, logo depois de um banho quente - isso porque o calor relaxa o escroto e facilita a observação de quaisquer anormalidades de tamanho, sensibilidade ou densidade.

O que procurar?
• Alteração do tamanho dos testículos;
• sensação de peso no escroto;
• dor imprecisa na parte inferior do abdômen ou na virilha;
• derrame escrotal, caracterizado por líquido no escroto;
• dor ou desconforto no testículo ou escroto.

Como fazer?
• De pé, em frente ao espelho, verifique a existência de alterações em alto relevo na pele do escroto;
• examine cada testículo com as duas mãos;
• posicione o testículo entre os dedos indicador, médio e o polegar;
• revolva o testículo entre os dedos - você não deve sentir dor ao realizar o exame;
• não se assuste se um dos testículos parecer ligeiramente maior que o outro, isto é normal;
• ache o epidídimo - canal localizado atrás do testículo que coleta e carrega o esperma;
• se você se familiarizar com essa estrutura, não confundirá o epidídimo com uma massa suspeita;
• os tumores malignos são localizados com mais frequência lateralmente aos testículos, mas também podem ser encontrados na porção ventral (parte de baixo dos testículos);

Janary Damacena, para o Blog da Saúde.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Academia Americana de Pediatria divulga lista de exames muitas vezes desnecessários

Como parte da campanha Escolher Com Sabedoria, a Academia Americana de Pediatria (AAP) lançou uma nova lista de cinco exames e procedimentos comumente solicitados para sinais de puberdade precoce, baixa estatura e outros distúrbios relacionados ao sistema endócrino que os pais e os médicos devem questionar

A Seção da AAP de Endocrinologia compilou a lista de exames, que deve levar a uma discussão cuidadosa entre pais e médicos. Os exames podem não ser sempre necessários, especialmente se uma criança estiver saudável.

A lista inclui exames hormonais para crianças com cabelo púbico e/ou odor corporal sem outros sinais de puberdade; rastreio para detectar doenças crônicas ou distúrbios endócrinos em crianças saudáveis ​​que cresçam em ou acima do percentil 3 com uma taxa de crescimento normal; triagem de rotina de vitamina D para crianças saudáveis ​​(incluindo crianças com excesso de peso ou obesas); testes de função da tireoide e/ou níveis de insulina em crianças com obesidade; e exames de tireoide de rotina para crianças com bócio simples ou tireoidite autoimune.

Segundo a nota, há uma ampla gama de” normal “para o crescimento e o desenvolvimento da criança. Se uma criança é saudável e está seguindo sua própria curva, o que os pais muitas vezes precisam é garantir que seu filho está bem e não há faça exames além dos necessários.

Terra

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Novembro Azul reforça cuidado com a saúde do homem

novembro azulPor mais um ano, a Secretaria de Estado da Saúde reforça os cuidados com a saúde do homem em celebração ao Novembro Azul

A campanha tem o objetivo principal de combater o câncer de próstata por meio do incentivo à realização periódica dos exames em busca de diagnóstico precoce. O câncer de próstata é o segundo tipo mais comum entre os homens. Apenas no Paraná são estimados mais 5 mil casos para 2017.

De acordo com o superintendente de Atenção à Saúde, Juliano Gevaerd, a única forma de aumentar as chances de cura do câncer de próstata é diagnosticando logo no início da doença. “Atualmente, cerca de 25% dos casos levam à morte pois são descobertos já em estágios avançados. A recomendação é fazer uma visita anual ao urologista a partir dos 50, ou a partir dos 45 se tiver fatores de risco”, destaca.

O histórico familiar de câncer de próstata, principalmente em parentes de primeiro grau (pai e irmão); a obesidade; o tabagismo; o consumo de álcool em excesso; e sedentarismo são fatores de risco para o desenvolvimento da doença. A incidência também é maior em homens da raça negra, que devem fazer os exames anualmente a partir dos 45 anos.

O coordenador estadual da Saúde do Homem, Rubens Bendlin, explica que a doença dificilmente vai apresentar sintomas quando ainda está na fase inicial, por isso é necessária a realização dos exames. “Vontade de urinar com frequência, dor ao urinar, sangue ou sêmen na urina e dor óssea são sintomas que surgem já na fase avançado do câncer”, fala.

Um dos principais exames para detecção é o PSA (antígeno prostático específico), que avalia a quantidade da proteína produzida pela próstata e, geralmente, quando a doença atinge essas glândulas essas níveis são aumentados. Cerca de 20% dos pacientes tem o câncer diagnosticado apenas com o exame do toque retal, que avalia o tamanho, a forma e a textura da próstata, o que permite detectar a presença de nódulos.

Os exames estão disponíveis na rede pública de saúde durante todo o ano. Para receber atendimento gratuito, é necessário buscar a unidade de saúde mais próxima da sua residência. “Além da consulta médica regular, o cuidado com a saúde começa com a prevenção. Por isso, incentivamos uma alimentação saudável, a prática de atividades físicas e a manutenção de uma boa saúde emocional”, ressalta Gevaerd.

Fonte: SES/PR

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Cientistas criam teste rápido que detecta uso de cocaína na impressão digital

Estudo é o primeiro em grande escala de usuários da droga

Cientistas da Universidade de Surrey, no Reino Unido, desenvolveram um teste rápido, usando a impressão digital, que pode, em alguns minutos, confirmar se uma pessoa fez uso de cocaína. A pesquisa, publicada no jornal científico “Clinical Chemistry”, é o resultado do primeiro estudo em grande escala de usuários da droga. A pesquisa foi considerada um avanço para um alcance maior na detecção de usuários de outras substâncias da mesma categoria.

O estudo, realizado em parceria com o Netherlands Forensic Institute and Intelligent Fingerprinting (Instituto Forense e de Inteligência em Impressão Digital), foi liderado por Catia Costa e Melanie Bailey, da Universidade de Surrey. A equipe desenvolveu uma nova técnica para analisar os níveis de cocaína detectados nas impressões digitais: eles usaram papel cromatográfico para retirar as amostras como parte de uma técnica conhecida como “Espectrometria de massas por paper spray”.

Foram analisadas impressões digitais de pacientes que faziam tratamento em centros de reabilitação, assim como de um grande grupo não usuário de drogas. Todos os participantes lavaram suas mãos de formas variadas antes do teste, para, depois, as amostras serem coletadas em um “paper spray”.

Espectrometria de massas por paper spray é uma técnica recente que têm mostrado boa sensibilidade analítica para detecção de drogas pelo sangue. O grande avanço relativo ao estudo é comprovar as impressões digitais como uma alternativa de matriz não invasiva e de simples rastreamento.

Na impressão digital analisada foram utilizados produtos químicos para que os cumes delas (e, por consequência, a identidade do doador) pudessem ser estabelecidas antes da análise. Quando se faz uso de cocaína, os traços dos indicadores quimícos benzoylecgonina e metilecgonina, enquanto metabolizam a droga, ficam presentes em resíduos das impressões digitais. Tais traços podem ser detectados mesmo após a higiene das mãos.

Segundo Catia Costa, “Espectrometria de massas por paper spray está ganhando crescente popularidade porque é incrivelmente sensitivo e muito fácil de configurar um sistema de teste. Vai salvar tempo de laboratório”. “Essa é a primeira vez em que a técnica foi usada para detectar a presença de drogas em impressões digitais. Nossos resultados mostram que a técnica foi 99% efetiva ma detecção do uso de cocaína nos pacientes”, completou ela.

Melanie Bailey completa a colega: “É um grande avanço trazer um método não invasivo de teste de drogas para o mercado, que irá trazer um resultado definitivo em uma questão de minutos. Já estamos trabalhando em um método de 30 segundos”. Jerry Walker, CEO da “Intelligent Fingerprinting”, afirmou que “Essa pesquisa mostra claramente o importante papel que as impressões digitais podem ter na simplificação do rastreio de drogas”.

O Globo

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Exame pode aumentar chances de gravidez natural após ser realizado

Histerossalpingografia é o segundo mais procurado para rastreio de infertilidade

Rio de Janeiro, 19 de setembro de 2017 – O nome pode até assustar, mas o exame de Histerossalpingografia (HSG) é um importante aliado na hora de investigar qualquer suspeita de infertilidade entre as mulheres, ficando em segundo lugar entre os exames do gênero – atrás somente do espermograma. No Brasil, os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram a estimativa de que 300 mil casais – em torno de 15% – não consigam ter uma gestação e filhos de forma natural, precisando recorrer a tratamentos de reprodução assistida. Porém, há estudos que mostram a eficácia do exame de HSG no estímulo da gestação, com até 20% dos casais que se submeteram a ele tendo sucesso na fertilização natural.

Segundo o radiologista Antonio Coutinho Jr., integrante do corpo clínico do Alta Excelência Diagnóstica, o exame é focado na anatomia feminina e consiste em uma radiografia do útero e das trompas que mapeia o caminho da fecundação. Desta forma, o especialista pode identificar, através do contraste, qualquer problema que exista no corpo da paciente e que esteja impedindo a fertilização do óvulo, como trompas alteradas, obstruções tubárias, fibrose nas regiões peritubáricas e outras anormalidades. Pacientes que já tiveram infecções ou cirurgias pélvicas, tumores benignos no útero ou perdas gestacionais também podem faze-lo sem qualquer complicação. Praticamente indolor, sem necessidade de internação e rápido, ele demora cerca de 30 minutos para ser feito.

“Já tivemos relatos de casos de gestações após a realização do exame. Em alguns estudos, cerca de 11 a 20% de casais previamente inférteis cuja mulher fez HSG engravidaram dentro de quatro meses após o exame, e essa taxa sobe para 20 a 30% quando eles também fazem algum tipo de tratamento após a procura do especialista”, conta o dr. Antonio. Isso tende a acontecer provavelmente pelo estímulo provocado pelo exame no aparelho reprodutor feminino com a lavagem mecânica das trompas, o estímulo dos cílios da mucosa tubária e a liberação de aderências peritubárias frouxas, porém ainda sem confirmação.

A HSG deve ser realizado uma semana após o início da menstruação, mas antes do período em que a paciente esteja ovulando, para o especialista ter a certeza de que ela não estará grávida durante o exame. Caso a mulher tenha qualquer infecção ou inflamação ginecológica ainda não completamente curada, é indicado que ela procure um especialista na área para finalizar o tratamento antes de submeter-se à HSG.

“Como não é um exame muito comum, sempre me preocupo em tirar todas as dúvidas que a paciente possa ter antes de iniciá-lo. Para isso, uso um modelo de plástico que recria o útero para que elas possam ver tudo o que será feito durante a HSG. Isso costuma dar mais confiança para a paciente e reduzir a ansiedade”, explica o radiologista.

Para aumentar um pouco mais o conforto das mulheres, o exame no Centro Médico do BarraShopping é feito com o contraste aquecido no aparelho, o que diminui a intensidade das cólicas – comuns de acontecerem durante o procedimento. Outro fator que melhora o desconforto é a injeção do contraste através de um cateter flexível e fino. O exame está disponível para agendamento com antecedência no Alta Excelência Diagnóstica da Barra da Tijuca. Para garantir maior conforto e bem-estar, as pacientes são atendidas no Espaço Mulher, um ambiente exclusivo localizado dentro do laboratório.

Foto: Reprodução

Informações para a imprensa
Saúde em Pauta
Paula Borges – (21) 99789-7643
E-mail: paula@saudeempauta.com.br
Facebook: @saudeempauta

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Detecção precoce do câncer de pulmão pode reduzir mortalidade em 20%

Exames de imagem e novas tecnologias ajudam na detecção precoce da doença

Rio de Janeiro, 12 de agosto de 2017 – A era de glamour do cigarro pode até ter ficado nas décadas passadas, mas o número de brasileiros que sofrem com as consequências do tabagismo ainda é grande, sendo a maior delas o câncer de pulmão. Em recente pesquisa do Instituto Nacional do Câncer (Inca), esta patologia foi identificada como a principal causa de morte por câncer entre os homens e a segunda maior entre as mulheres, com cerca de 90% dos casos ligados ao consumo de tabaco e derivados. Para comemorar o Dia Nacional do Combate ao Fumo, em 29 de agosto, o governo brasileiro relembra que a detecção precoce, também chamado de rastreamento, é o fator que mais influencia no diagnóstico favorável e no aumento das chances de cura, reduzindo em até 20% a mortalidade entre os pacientes.

Segundo o dr. Vitor Sardenberg, radiologista e integrante do corpo clínico da Clinica de Diagnóstico por Imagem (CDPI), conforme dados do Inca, foram mais de 28 mil casos de câncer no Brasil somente no ano passado e a grande maioria deles é detectada apenas em estágio avançado, o que evidencia ainda mais a importância de um diagnóstico na fase inicial da patologia. Para isso, os especialistas contam com a eficiência dos exames de imagem que, aliando tecnologia de ponta e grande precisão, oferecem aos médicos dados confiáveis mesmo com tumores e lesões pequenas.

“Quando comparado à radiografia, os exames com tomografia computadorizada mostram maior taxa de detecção de nódulos pulmonares, incluindo os de natureza maligna. Mas tivemos a certeza de que este método era um dos mais indicados para rastreamento do câncer de pulmão depois da publicação do estudo norte-americano National Lung Screening Trial, em 2011, que evidenciou a queda de 20% na mortalidade com o uso de TCBD, ou tomografia computadorizada de baixa dose”, explica o especialista.

Um exemplo de aparelho capaz de fazer o rastreamento é o tomógrafo de 320 canais, ou Aquilion One, que produz imagens nítidas e permite ao médico detectar, com segurança, as características de lesões suspeitas. Importante ressaltar, que é necessário a realização de estudos tomográficos seriados, feitos anualmente, em pacientes de risco, para detecção e companhamento de lesões, realizado neste aparelho com uma dose baixa de radiação.

Devido as características do aparelho também é possível a realização de exames em pacientes pouco colaborativos, com dificuldades de prender a respiração e estudos em crianças, sem a necessidade de sedação, o que proporciona uma experiência mais agradável ao paciente, mantendo a alta qualidade das imagens.

Imagem: Reprodução

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sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Conscientização da Esclerose Múltipla ressalta a importância do diagnóstico

escleroseHospitais da Rede Ebserh oferecem tratamento para doença e são referência na área

No primeiro semestre de 2016, o estudante de fisioterapia Manoel Feitosa Neto, então com 21 anos, começou apresentar problemas de visão depois de uma cirurgia no maxilar. Após alguns exames, foi diagnosticado com esclerose múltipla no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (HC-UFPE), filiado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). “Após o início do tratamento, passei a levar uma vida normal”, enfatiza.

A esclerose múltipla é uma doença neurológica inflamatória crônica. Desde 2006, comemora-se o Agosto Laranja, por conta do Dia Nacional de Conscientização da Esclerose Múltipla, no penúltimo dia do mês. Segundo o chefe do Serviço de Neurologia do HC-UFPE, Márcio Andrade, “esta é uma doença complexa e de diagnóstico difícil. Oferecer um tratamento e acompanhamento especializado para os pacientes com essa doença é, com certeza, muito importante”.

No tratamento, há os medicamentos imunossupressores, que reduzem a eficiência do sistema imunológico, impedindo o ataque ao sistema nervoso. Há ainda os imunomoduladores, como o tomado por Manoel Neto. Ele recebeu treinamento da equipe do HC-UFPE e aplica em si próprio, semanalmente, o medicamento distribuído gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “Tomo o medicamento e a cada cinco meses vou ao HC para acompanhamento. Fiquei internado cinco dias no HC e minha vista direita está estabilizada, reduzida em apenas 30%”, completa.

É importante também tratar dos sintomas, como os urinários e a fadiga. A neurorreabilitação, por exemplo, colabora na adaptação e recuperação e na prevenção ao longo do tempo de deformidades físicas. Entre as terapias de neurorreabilitação, estão: psicologia, neuropsicologia, fisioterapia, arteterapia, fonoaudiologia, fisioterapia, neurovisão e terapia ocupacional. “Por orientação médica, comecei a praticar atletismo, minha vida hoje é melhor do que antes da doença”, afirma Manoel.

O Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (HC-UFMG), outra unidade filiada à Ebserh, possui um serviço especializado na área. O Centro de Investigação em Esclerose Múltipla (Ciem) atende a cerca de 26 pessoas por semana. De acordo com o coordenador do Ciem, Marco Aurélio Lana, o Centro tornou-se referência internacional devido à “abordagem multidisciplinar e ao emprego das mais avançadas estratégias terapêuticas, além de sua estrutura de funcionamento, integrando profissionais da saúde de diversas áreas, seus protocolos de tratamento e suas pesquisas científicas”.

Saiba mais
De causa desconhecida, a esclerose múltipla não tem cura. Os pacientes podem apresentar sintomas como fadiga intensa, depressão, fraqueza muscular, alteração do equilíbrio da coordenação motora, dores articulares e disfunção intestinal e da bexiga.

Há cerca de 35 mil portadores da doença no país, segundo a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (Abem). A maior quantidade de casos se dá no Hemisfério Norte e em países escandinavos. A doença pode provocar lesões cerebrais e medulares, e acometem “predominante mulheres, pessoas brancas, de 20 a 40 anos e que vivem em regiões frias, distantes da Linha do Equador”, esclarece Rosana Scola, chefe do Serviço de Doenças Neuromusculares e Desmielinizantes da Unidade de Neurologia e Psiquiatria do Complexo Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (CHC-UFPR), também filiado à Ebserh.

A forma mais comum da doença é a Esclerose Múltipla Remitente Recorrente (EMRR), cuja evolução se dá em surtos nos quais os sintomas ocorrem subitamente, deixando sequelas ou não. Essa forma é diferente do que ocorre na Esclerose Múltipla Primária Progressiva (EMPP), que evolui sem surtos, mas com sintomas progressivos acumulados. Já a Esclerose Múltipla Secundaria Progressiva (EMRR) evolui com sintomas lentos e progressivos.

“Os pacientes com surtos são atendidos inicialmente pelo atendimento de emergência e posteriormente na especialidade, para dar continuidade as orientações. Atendemos também as intercorrências de pacientes, como os surtos na forma remitente recorrente”, relata Rosana Scola. O CHC-UFPR é referência no tratamento da doença no estado, por onde passam cerca de 20 pessoas por semana.

Percebendo os sintomas, deve-se procurar um médico neurologista, para se buscar um diagnóstico já que há uma série de doenças inflamatórias e infecciosas com alguns sintomas semelhantes. “O diagnóstico é realizado por meio de um exame neurológico detalhado realizado por um especialista e auxiliado com exames de Imagem e do líquido cefalorraquidiano”, ressalta Franciluz Bispo, neurologista do Hospital Universitário da Universidade Federal do Piauí (HU-UFPI), unidade da Rede Ebserh que também é referência no estado em Neurologia, atendendo portadores de esclerose múltipla do meio-norte do Brasil.

Sobre a Ebserh
Estatal vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh administra atualmente 39 hospitais universitários federais. O objetivo é, em parceria com as universidades, aperfeiçoar os serviços de atendimento à população, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), e promover o ensino e a pesquisa nas unidades filiadas.

Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social da Ebserh

Startup promete exame de sangue preciso com picada no dedo

O analisador de sangue portátil pode realizar uma contagem completa de células sanguíneas a partir de um teste feito em casa

Um desistente da Universidade de Stanford quer mudar os exames de sangue com um aparelho que promete resultados precisos por meio de uma picada no dedo. Esta não é a história da Theranos de Elizabeth Holmes — que ganhou fama e em seguida, de forma igualmente espetacular, entrou em queda, dois anos atrás. Com esta nova startup, acreditam alguns investidores, as coisas serão diferentes.

Tanay Tandon e a cofundadora Deepika Bodapati, que abandonou a Universidade do Sul da Califórnia, arrecadaram US$ 3,7 milhões com investidores, encabeçados pela firma de capital de risco Sequoia Capital, para lançar sua empresa, a Athelas, batizada com o nome da planta curativa de “O Senhor dos Anéis”.

Os fundadores, que têm 20 e 22 anos, respectivamente, afirmam que seu analisador de sangue portátil, um cilindro preto muito parecido com o aparelho Echo, da Amazon, pode realizar uma contagem completa de células sanguíneas a partir de um teste feito em casa por meio de uma picada no dedo.

Tandon conta que aprendeu com o colapso da Theranos, que alcançou uma avaliação de US$ 9 bilhões e teve cobertura elogiosa da imprensa apesar de pouco revelar sobre o funcionamento real de sua tecnologia. Quando as inovações da Theranos se mostraram ilusórias, o valor da empresa despencou e os investidores foram embora. “A Theranos provou que havia um claro interesse no espaço — teria sido uma ótima empresa se tivesse funcionado”, disse ele. “Agora os investidores dizem que precisam de provas antes que possamos captar recursos.”

Buscando aprovação
A Athelas publicou dados iniciais comparando os resultados laboratoriais tradicionais com sua tecnologia, que captura imagens de alta resolução de uma amostra de sangue e, em seguida, utiliza um computador para classificar e contar células. O processo depende de aprendizagem de máquina. Tandon reuniu milhares de imagens de células sanguíneas rotuladas por patologistas e as inseriu em computadores para treiná-los para que pudessem distinguir diferentes tipos de células. Segundo ele, o processo será mais preciso do que o teste padrão.

A empresa apresentou dados à Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA, na sigla em inglês) e espera receber autorização neste ano confirmando que sua tecnologia produz resultados equivalentes ao sangue extraído de uma veia e testado em um equipamento padrão do setor. Por enquanto, seu dispositivo pode ser usado pelos pacientes para decisões médicas, desde que um patologista comprove os resultados dos testes realizados. Uma autorização da FDA permitiria a venda irrestrita do dispositivo da Athelas, segundo Tandon.

Entre os primeiros apoiadores estão duas grandes empresas farmacêuticas que assinaram acordos para analisar o aparelho da Athelas como forma de teste para ajudar a encontrar mais pacientes para seus medicamentos para aumento de glóbulos brancos, disse Tandon, que preferiu não revelar quais são as empresas. Alfred Lin, sócio da Sequoia que assessora a Athelas, prevê que o produto será usado em salas de emergência e se tornará tão onipresente quanto o termômetro. “Nossa tese é que ele será adotado porque reduzirá custos e proporcionará uma experiência melhor para o cliente”, disse Lin. “O tempo dirá.”

Exame

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Ministro diz que SUS oferecerá ‘exame pré-nupcial’ a casais com teste genético

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, anunciou na última segunda-feira (14) que o SUS (Sistema Único de Saúde) vai oferecer um exame “pré-nupcial” aos casais que quiserem saber se há maior risco de gerarem um bebê com alguma doença genética. O teste analisaria ainda outras condições de saúde dos futuros pais, como a presença de problemas crônicos

“Uma das nossas diretrizes novas será o exame pré-nupcial, que vai garantir o exame de compatibilidade genética para noivos, para que eles saibam da possibilidade de terem filhos com doenças raras, que causam muita dificuldade para a família no tratamento e muito custo para o governo”, disse ele, em entrevista após apresentação no Summit Saúde Brasil, evento promovido nesta segunda pelo Grupo Estado.

Barros disse que não há previsão de quando o exame estará disponível. Também não detalhou se ele será oferecido a todos os casais ou a um público específico. “Nós estamos desenvolvendo esse programa e lançaremos oportunamente. O exame permitirá um diagnóstico de outros fatores, como doenças não transmissíveis, crônicas, muitas das que chamamos invisíveis, como hepatite e HIV, para que a gente possa permitir que esse futuro casal planeje bem a sua vida, com base em um diagnóstico preciso da situação de saúde que ele se encontra.”

Professora titular de genética da USP (Universidade de São Paulo) e diretora do Centro de Genoma Humano e Células Tronco, Mayana Zatz comemorou a possibilidade de expansão do uso de testes genéticos. O chamado teste genético pré-concepcional de compatibilidade pode custar até R$ 5 mil em laboratórios privados, feito por meio de uma coleta de sangue e com resultado em até 20 dias.

“Caso isso ocorra, os geneticistas vão bater palma, pois é algo que estamos batalhando há muito tempo para ocorrer”, disse. Ela considera o procedimento como “extremamente importante” e, com o preço elevado, pode ocasionar frustração à população que não tem condições de pagar.

Mayana explica que o exame é direcionado para identificação de doenças recessivas, como fibrose cística e algumas doenças neuromusculares, que causam degeneração da musculatura e a perda da capacidade de andar da criança afetada. “Há pais que descobrem que são portadores dos genes apenas quando a criança nasce. Com o teste, essa gravidez poderia ser evitada”, disse. Ela exaltou a possibilidade de economia que o método levaria ante gastos com diagnóstico e tratamento futuros.

Indicações claras
O diretor médico da Alta Diagnósticos, Gustavo Campana, destacou, porém, que o exame não pode ser usado como “triagem populacional”. “As novas formas de diagnóstico têm de ter indicações individuais muito claras”, disse. Um exemplo de grupo para o qual o exame é geralmente indicado são os casais consanguíneos, como primos. “Neles, a carga genética é mais semelhante do que entre desconhecidos, passando a aumentar o risco de vir a ter um filho com determinada doença”, disse.

Geneticista do Fleury, Wagner Baratella lembrou que “não existem testes definitivos para afastar todos os eventuais problemas de uma gestação”. Destacou ainda a importância de que haja aconselhamento genético e não aplicação indiscriminada do procedimento. O obstetra Alberto Guimarães ponderou que o sistema público, enquanto discute a adoção desses exames, tem de reforçar a estrutura atual das maternidades, por exemplo, “com a garantia de equipes mínimas de plantão”. “Podia se fazer valer o que já tem, com a garantia de um pré-natal multiprofissional e todo o suporte da maternidade”, destacou.

R7

terça-feira, 8 de agosto de 2017

21% acham que exame de toque “não é coisa de homem”, diz pesquisa

Câncer de próstata é o 2º tipo mais prevalente na população masculina

Uma pesquisa realizada pelo Datafolha, a pedido da Sociedade Brasileira de Urologia, o Instituto Oncoguia e a Bayer, revelou que 76% dos torcedores brasileiros identificam o exame de toque retal importante para o diagnóstico de câncer de próstata. Porém, 21% deles acham que o exame “não é coisa de homem”.

O estudo, feito em estádios de futebol, queria saber a preocupação dos torcedores brasileiros com relação à saúde, na tentativa de identificar os motivos que impedem os brasileiros de se cuidar de forma adequada.A pesquisa aponta que os eles temem mais o câncer em geral (29%) e as doenças cardiovasculares (20%), mas pouco se atentam ao câncer de próstata (10%), mesmo sendo o segundo tipo de câncer mais prevalente na população masculina – atrás apenas do câncer de pele não-melanoma – e que, até o final deste ano, atingirá mais de 60 mil homens, de acordo com o INCA (Instituto Nacional do Câncer).

A pesquisa ainda mostra que cerca de 48% dos entrevistados afirmam acreditar que o machismo é o principal motivo pelo qual os homens não fazem o exame de toque. Já outros 12% apontam a vergonha e o constrangimento como impeditivos, destaca o presidente da Sociedade Brasileira de Urologia, Archimedes Nardozza.

— Tais dados confirmam a necessidade de trabalhar a conscientização da população a fim de promover a prevenção e o cuidado com a saúde. O brasileiro precisa entender que o exame de toque é um procedimento simples, indolor e rápido, e que acima de tudo é essencial para o diagnóstico de qualquer alteração da próstata.

Cuidados primários, como consultas e check-ups periódicos, são medidas responsáveis por prevenir e identificar doenças comuns ao envelhecimento da população masculina. Os resultados mostram que, embora 62% dos entrevistados afirmem já ter ido ao urologista, 34% não fazem o acompanhamento recomendado pelos médicos, pois se consideram saudáveis. E um dado que preocupa: entre os entrevistados com mais de 60 anos, cerca de 27% nunca fizeram o exame de toque.

A falta de periodicidade nas visitas ao urologista contribui para uma detecção tardia do câncer de próstata, já que muitas vezes a doença é silenciosa não apresentando sinais ou sintomas, ressalta o médico. Apesar de reconhecerem a importância do exame, apenas 51% daqueles que se consultaram com o especialista de fato fizeram o exame de toque retal, afirma Luciana Holtz, presidente do Instituto Oncoguia que presta suporte e auxílio aos pacientes com câncer.

— O câncer de próstata é um dos tipos mais prevalentes e, assim como em outros tipos de neoplasias, pode ser combatido mais facilmente quando detectado precocemente. Por isso, fazer a prevenção é essencial. A pesquisa foi realizada nas sete capitais (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Salvador e Recife) com maior incidência da doença segundo o INCA, e entrevistou 1.062 homens acima dos 40 anos.

R7

terça-feira, 23 de maio de 2017

Mulheres estão usando pasta de dente para fazer testes de gravidez

Fazer um teste de gravidez de farmácia é a forma típica de confirmar se uma mulher está ou não esperando um bebê, mas algumas mulheres estão usando outro método – pasta de dente

O “teste da pasta de dentes” está ganhando popularidade rapidamente na internet e não é tão maluco quanto parece.

O Google Trends revelou que o termo “teste de gravidez com pasta de dentes” tem sido cada vez mais pesquisado, e vários tutoriais no YouTube já demonstram o funcionamento da técnica.

De acordo com o site negativepregnancytest.com, as mulheres estão procurando alternativas para o teste tradicional, com o objetivo de economizar dinheiro.

Para realizar o teste, as mulheres precisam colocar uma quantidade moderada de pasta de dentes em um prato ou copo, adicionando algumas gotas de sua urina.

Caso a mulher esteja grávida, a pasta de dentes irá mudar de cor ou começar a espumar.

Se não for o caso, nada acontecerá. Mas uma discussão sobre o uso desse teste no Quora, revela que as pessoas têm um nível saudável de ceticismo com relação a sua eficiência.

“Independente de quantos sites digam que é possível confirmar uma gravidez com urina e pasta de dentes, é preciso lembrar que nem tudo que está na internet é verdade”, escreveu uma mulher.

“É melhor gastar o dinheiro em um teste de gravidez e usar a pasta para escovar os dentes”, disse outra usuária.

Anshu Bhimbat, farmacêutico da LloydsPharmacy, também acredita que o teste da pasta de dentes não deve ser levado muito a sério, pois não há quaisquer evidências científicas que o apoiem.

“O teste da pasta de dentes se baseia numa reação química entre a urina e o carbonato de cálcio na pasta”, ele explica. “No entanto, esta não é uma maneira exata ou científica de comprovar se uma mulher está grávida”.

“A forma mais segura de determinar uma gravidez é através das alterações hormonais, de testes que confirmem a presença de um hormônio chamado gonadotrofina coriônica”, Bhimbat continua.

“Este hormônio é utilizado após a fertilização do óvulo. A fertilização não ocorre sempre no mesmo dia da relação sexual. Fazer um teste de farmácia ou procurar um ginecologista são formas muito mais precisas de avaliar se uma mulher está grávida.

O teste da LloydsPharmacy é barato e conta com uma taxa de acerto de 99% quando usado a partir do primeiro dia de atraso da menstruação (o pacote com dois testes custa £6.19, o equivalente a quase R$25,00 na LloydsPharmacy)”.

Marie Claire Dorking
Yahoo Style UK

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Novo medicamento para exame de contraste ganha registro

Produto gadobenato de dimeglumina é utilizado para uso em diagnósticos com ressonância magnética

Um novo medicamento para utilização em exames de ressonância magnética com contraste foi registrado pela Anvisa.O novo produto é o gadobenato de dimeglumina, que será comercializado com a marca ®.

O novo medicamento estará disponível na forma injetável, na concentração de 529 mg/mL. O medicamento é indicado como contraste para uso diagnóstico em ressonância magnética do fígado, da mama, do cérebro e da medula espinhal, e em angiografia por ressonância magnética.

Os contrastes à base de gadolínio (Gd) são utilizados apenas por via intravenosa em exames de ressonância magnética para realce de imagem. Sua principal função é deixar mais visível tecidos e vasos sanguíneos para melhorar o diagnóstico de lesões e tumores, por exemplo.

O Multihance® (gadobenato de dimeglumina), será fabricado pela empresa Patheon Itália S.p.A, localizada na Itália, e a dona do registro do medicamento no Brasil é a empresa Bracco Imaging do Brasil Importação e Distribuição de Medicamentos Ltda, localizada em São Paulo-SP.

ANVISA

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Teste rápido para HIV ganha registro no Brasil

Exame detecta a presença do anticorpo do vírus HIV a partir da coleta de gotas de sangue. Resultado demora de 15 a 20 minutos para sair

Teste rápido para detectar HIV é registrado pela Anvisa (Foto: Divulgação/ Orange Life)
Teste rápido para detectar HIV é registrado pela Anvisa (Foto: Divulgação/ Orange Life)

Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) divulgou nesta quarta-feira (17) que registrou o primeiro autoteste para detectar exposição ao vírus da Aids que será vendido em farmácias e drogarias do Brasil.

Segundo o órgão, o exame detecta a presença do anticorpo do vírus HIV a partir da coleta de gotas de sangue, e o resultado demora de 15 a 20 minutos para sair. Segundo Marco Colovatti, presidente da Orange Life, fabricante do teste, no momento estão sendo feitas as negociações com as redes de farmácias para distribuir o produto. Ele acredita que estará disponível para o consumidor em cerca de 30 dias. O fabricante não tem como informar o preço final ao consumidor, que depende dos intermediários, mas Colovatti acredita que será ao redor de R$ 50 por unidade.

A fábrica da Orange Life, no estado do Rio de Janeiro, tem capacidade para fabricar 100 mil testes por mês.

O exame rápido funciona para os dois subtipos do vírus que provocam a Aids e, de acordo com a Anvisa, demonstrou sensibilidade e efetividade de 99,9%. No entanto, só pode indicar a presença do HIV após 30 dias da exposição ao vírus.

Se o resultado der positivo, recomenda-se confirmá-lo com um teste de laboratório. Em caso de resultado negativo, o teste deve ser repetido após 30 dias e outra vez depois de mais 30 dias até completar 120 dias após a primeira exposição.

Até o momento, testes de HIV eram feitos somente com intermédio de profissionais de saúde em laboratórios, centros de referência e unidades de testagem móvel.

A Anvisa definiu as regras para a venda de testes rápidos de HIV em novembro de 2015.

G1

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Exame consegue detectar glaucoma mesmo 10 anos antes dos sintomas

Técnica desenvolvida no Reino Unido permite diagnóstico precoce de doença que atinge 60 milhões de pessoas


Um estudo pioneiro realizado no Reino Unido conseguiu detectar o glaucoma muito antes de qualquer sintoma se manifestar, abrindo caminho para que o tratamento da doença seja feito de forma extremamente precoce, o que aumenta as chances de sucesso. O glaucoma afeta 60 milhões de pessoas em todo o mundo, e uma em cada dez sofre perda total da visão em ambos os olhos. A doença não tem cura, mas existem tratamentos eficazes. E a detecção precoce significa que os médicos podem iniciar tratamentos antes que a perda de visão comece.

Os ensaios clínicos feitos por pesquisadores do University College London (UCL) e do Western Eye Hospital permitiram que os médicos vissem, de forma individual, a morte das células nervosas na parte de trás do olho, as células ganglionares retinianas. É justamente essa morte — chamada de apoptose — que causa o glaucoma. No entanto, a doença pode se manifestar apenas anos depois da morte dessas células. Os resultados da pesquisa foram publicados da revista científica “Brain”.

— A detecção precoce do glaucoma é vital, uma vez que os sintomas nem sempre são óbvios. E, embora a detecção tenha melhorado, a maioria dos pacientes já perdeu um terço da visão no momento em que são diagnosticados — diz uma das autoras do estudo, Francesca Cordeiro, do Instituto de Oftalmologia da UCL. — Agora, pela primeira vez, somos capazes de mostrar a morte celular individual e detectar os primeiros sinais de glaucoma. Ainda que não possamos curar a doença, o nosso teste significa que o tratamento pode começar antes de os sintomas começarem.No futuro, esse teste também poderia ser usado para diagnosticar outras doenças neurodegenerativas [como Parkinson, Alzheimer e esclerose múltipla].

O pesquisador-chefe do Western Eye Hospital, Philip Bloom, destaca que o tratamento é muito mais bem-sucedido se iniciado em estágios iniciais da doença, quando a perda de visão é mínima. O teste desenvolvido por nós significa que poderíamos diagnosticar pacientes 10 anos antes do que era possível até agora — ressalta ele. No teste, os cientistas usaram uma substância fluorescente (ANX776) injetada na veia dos pacientes. Essa substância funciona como um marcador: ela “gruda” somente nas células que estão morrendo na parte de trás do olho, e assim se tornam visíveis para os médicos. Com exceção da substância, todo o resto do exame é feito com equipamentos usados nos exames oftalmológicos de rotina.

Para Augusto Paranhos, membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), esta é uma “quebra de paradigma”. Segundo ele, a inovação está no fato de que, pela primeira vez, em seres humanos, foi possível marcar a célula que morre no glaucoma. Na visão, é preciso que haja morte de um contingente [de células] importante para que o paciente perceba uma deficiência visual na região afetada e, para complicar um pouco, se no outro olho, a região correspondente estiver sadia, mesmo com defeito importante, o paciente não percebe. Desta forma o diagnóstico pela queixa do paciente costuma ser muito tardio — explica ele. — Atualmente já se consegue fazer um diagnóstico precoce, mas realmente nada se compara com o fato de se ter a verdadeira noção da saúde das células ganglionares. É realmente animador e uma quebra de paradigma.

Paranhos afirma que o exame ainda deve demorar alguns anos para ser incorporado os sistema de saúde britânico e, depois, chegar ao Brasil. E, uma vez que isso aconteça, será um exame mais recomendado apenas para aqueles que têm risco real de desenvolver glaucoma — por conta de histórico familiar, por exemplo — e para aqueles que já forma diagnosticados e podem, com ajuda do teste, acompanhar a velocidade com que suas células estão morrendo. Isso permitiria saber se o tratamento realizado está sendo de fato eficaz ou não.

— [O exame] Só faria sentido para pacientes com uma suspeição grande, como pressão alta, nervo com aspecto suspeito e história familiar de glaucoma conjugada com outros fatores. Além disso, seria bom para pacientes já diagnosticados. Penso que a principal utilidade será na definição de controle da doença após o tratamento e no diagnóstico precoce — avalia Paranhos.

Foto: Reprodução

O Globo