Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



Mostrando postagens com marcador Primeiros Socorros. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Primeiros Socorros. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Acidentes com águas-vivas e caravelas: conheça os primeiros socorros

Sempre lotadas no verão, as praias são o destino preferido por grande parte dos brasileiros nas férias. Um banho no mar ou uma caminhada na areia, contudo, pode ser interrompido de maneira bastante desagradável por uma “queimadura” de cnidário, como as águas-vivas e as caravelas

banneraguaviva
Número de ocorrências é maior no verão. Em um único fim de semana de janeiro foram registrados 6.665 casos no litoral catarinense

Foi o que aconteceu com a publicitária Michellen Amancio, de 38 anos, durante as férias de 2013 no município de Piaçabuçu, em Alagoas. “Entrei no mar e senti uma ardência no braço. Passei a mão e os tentáculos ainda enrolaram no meu dedo”, relembra.

“Meu braço começou a ficar vermelho, a arder e queimar”, conta. Antes de receber auxílio médico, Michellen ouviu os mais variados conselhos dos amigos. “Todo mundo me falava para urinar em cima, mas eu não acreditei. Outros me falaram para passar vinagre. Tem muito conhecimento popular, aquelas coisas que nossa avó falava antigamente”, comenta a publicitária, que desta vez passa as férias na Bahia, onde também já viu caravelas pela praia.

As ocorrências de queimaduras com animais marinhos são recorrentes. Apenas em um fim de semana de janeiro, o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina registrou 6.665 casos no litoral do estado. Os primeiros sintomas são vermelhidão, ardência e dor intensa no local afetado, que podem durar de 30 minutos a 24 horas.

O veneno tem ação tóxica na pele humana, podendo causar inflamação extensa e até necrose. Em casos mais graves, pode provocar ainda arritmias cardíacas, alteração no tônus vascular e insuficiência respiratória por congestão pulmonar. Há também relatos de dor de cabeça, náuseas, vômitos, febre e espasmos musculares. Em geral, a gravidade depende da extensão da área atingida.

“É fundamental prestar atenção durante as primeiras 24h após o acidente. Se a pessoa tiver um fenômeno sistêmico, como enjoo, tontura e vômitos, ela deve procurar atendimento especializado. São sinais de alerta de que outras providências serão necessárias, como o uso de antialérgicos e corticoides”, explica João Aveleira, dermatologista do Hospital Federal da Lagoa, no Rio de Janeiro (RJ).

O óbito, apesar de raro, pode ocorrer devido ao envenenamento (insuficiência respiratória e choque) ou por anafilaxia (reação alérgica grave). Dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, mostram que, entre 2000 e outubro de 2015, foram registrados 18 óbitos no país após contato com plantas e animais marinhos peçonhentos, como águas-vivas, caravelas, bagres, peixes-pedra, entre outros. “São casos mais raros, mas podem acontecer”, ressalta o médico.

Primeiros socorros
Afinal, qual é o procedimento correto para os casos de queimaduras por esses animais? “É importante é que a pessoa saia logo da água. Dependendo do grau da queimadura, a dor é forte e a pessoa pode ter problema de respiração. Então a primeira coisa é sair da água e lavar a região”, recomenda João Aveleira. Já na areia, é preciso ter cuidado com o que será usado na pele, para não agravar o quadro. “Não se deve friccionar com toalha, pois isso vai irritar a pele e favorecer a penetração do veneno. O ideal é lavar com água salgada, a do mar, de preferência gelada”, orienta.

Enquanto a água marinha é capaz de lavar o veneno do local, outro produto simples é recomendado para inativar as células dos tentáculos que ainda não liberaram o veneno. “O vinagre pode neutralizar o veneno e ajudar a diminuir a dor”, acrescenta o dermatologista. Lembrando que os tentáculos do animal devem ser retirados com o uso de luvas e pinça.

O principal alerta aos banhistas é o de jamais usar água doce nessas queimaduras. “A tendência das pessoas é lavar com água doce, mas as águas-vivas e as caravelas têm pequenas espículas que vão liberar o veneno justamente com esse contato”, alerta o médico. Segundo ele, as compressas com água doce e morna só são recomendadas para queimaduras por determinados peixes venenosos ou com ferrões.

Ao contrário do popularmente pregado, também não se deve urinar na região afetada ou usar qualquer outro tipo de produto, como bebidas alcoólicas e refrigerantes. “A pessoa vai perder tempo em vez de seguir logo o procedimento correto, e algumas substâncias ainda podem irritar a pele. Qualquer irritação pode até facilitar ou aumentar a disseminação do veneno. Isso vai atrasar os cuidados e não vai melhorar em nada o indivíduo”, destaca o dermatologista.

Para avaliação do envenenamento, é importante o auxílio médico, o mais rápido possível. Se necessário, o paciente poderá receber medicamentos, como corticoides tópicos e analgésicos.

Ana Cláudia Felizola, para o Blog da Saúde

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Picada de escorpião: agilidade no atendimento diminui riscos para crianças e idosos

Parece inofensivo, mas não é. A picada de um escorpião provoca dor intensa e contínua por horas, podendo seguir-se de náuseas, vômitos, transpiração, choque e, em alguns casos, o óbito

Crianças menores de sete anos e adultos maiores de 70 anos merecem atenção redobrada, uma vez que a letalidade aumenta significativamente nesta faixa etária. O responsável pela equipe do Pronto-Socorro Adulto e cirurgião geral do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, Dr. Pedro Ivo Monteiro Pacheco, ressalta a importância de um atendimento imediato, principalmente nesses casos. “A agilidade no atendimento eleva a chance de recuperação breve do paciente e diminui as complicações que a picada pode provocar”, afirma.

Segundo dados da Divisão de Zoonoses do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo, mais de 14 mil ataques foram registrados no ano passado, o que significa cerca de 1.700 casos a mais se comparado a 2014.

O especialista orienta que a pessoa picada lave imediatamente o local atingido com água e sabão. Também é indicada a utilização de analgésicos e compressas mornas, para dar algum conforto ao acidentado durante o transporte até um hospital próximo.

Já nos casos mais graves, deve ser usado o soro antiescorpiônico. O médico aconselha, sempre que possível, a levar o escorpião ao serviço de saúde. “Esta atitude é muito importante, pois assim define-se com segurança a espécie que provocou o acidente e o tratamento a ser instituído”, orienta.

Para reduzir os riscos de um ataque deste tipo de aracnídeo, o especialista alerta para o uso de calçados e luvas durante atividades em locais rurais e de jardinagem. Além de examinar cuidadosamente os calçados e roupas pessoais, de cama e banho, antes de usá-las. Não acumular lixo orgânico, entulhos e materiais de construção, vedar as frestas e buracos em paredes, assoalhos, forros e rodapés e fechar ou tampar ralos de banheiro e pias e lavatórios são ações indispensáveis para evitar a entrada deste animal.

Entre os incidentes mais frequentes no Brasil estão os provocados pelo escorpião amarelo (Tityus serrulatus) e o escorpião marrom (Tityus bahiensis), comuns de serem encontrados em entulhos, pedras, cascas de árvores e dentro de domicílios - principalmente em sapatos e roupas.

Foto: Reprodução

Informações para a imprensa:
TREE COMUNICAÇÃO
(11) 3093-3604 / 3093-3636
Isabel Lopes – isabel.lopes@tree.inf.br
Lucio Agberto – lucio.agberto@tree.inf.br

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Primeiros socorros para queimaduras, insolação e outros acidentes da praia

água viva - Foto: Getty Images
Picada de mosquito e irritação nos olhos também têm cuidados especiais

Praia é sinônimo de relaxar e se divertir. Mas, se não tomarmos os cuidados adequados, o passeio pode virar uma dor de cabeça - por isso é importante usar protetor solar, se hidratar bem e tomar cuidados com os alimentos estragados. Só que mesmo essas precauções podem não ser suficientes, abrindo espaço para pequenos acidentes acontecerem. Pensando nisso, conversamos com diversos especialistas, que nos ensinaram os primeiros socorros para acidentes típicos da beira mar:

Queimadura
Os cuidados locais que a pessoa deve ter quando sofre uma queimadura térmica são: lave o local com água gelada e sabão neutro, sem usar gelo no local. "Isso pode agravar a lesão, uma vez que a pele estará muito sensível", declara o clínico geral Lucas Zambon, supervisor do Pronto Socorro do Hospital das Clínicas. Caso haja bolhas, não estoure, pois há risco de contrair infecções. Após lavar e secar com cuidado o local, você pode fazer compressas geladas com cuidado. "A hidratação com cremes à base de aloe vera pode ser praticada onde não há formações de bolhas ou lesões mais profundas (ou seja, apenas pele vermelha e dolorosa que fica branca quando se faz pressão com o dedo sobre a lesão)." O especialista afirma que os cuidados com queimaduras são os mesmos, não importa se por objeto quente, exposição ao sol ou outras causas. "Você deve procurar atendimento médico em caso de bolhas, dor intensa, sinais de pele morta e descamando após a queimadura, queimaduras de face, mãos, pés ou genitais, se acometer grande parte do corpo ou caso você comece a ter febre."

É importante ressaltar que qualquer procedimento além desses podem causar uma infecção ou agravar o problema. "Não aplique manteiga, café, pasta de dente ou outras receitas caseiras em hipótese alguma", dia o pediatra Fernando Freitas de Oliveira, coordenador de ensino médico do Hospital Municipal e Infantil Menino Jesus.

Água viva
As queimaduras por águas-vivas ou caravelas são causadas por agentes venenosos que esses animais marinhos têm em seus tentáculos. "Em um primeiro momento, deve-se tentar remover calmamente o tentáculo do contato com a pele, e não se deve colocar o ferimento em água gelada, nem fazer fricção local", afirma o clínico geral Lucas. Deve-se colocar a parte afetada imersa em água quente (na temperatura máxima tolerada pela pessoa), por pelo menos 20 minutos. Alguns casos podem se beneficiar do uso de ácido acético (vinagre) sobre o local, porém nem sempre é efetivo. "Não é recomendado o uso de urina ou bebidas alcóolicas para passar no ferimento, pois podem provocar uma infecção e agravar a lesão."

Ouvido entupido
Depois de tomar um banho de mar ou piscina, é possível que a água fique acumulada no ouvido. Se a água for de rio ou lagoa, é uma proliferação maior de bactérias do tipo Pseudomonas sp, causadores da otite. "A maioria das infecções de ouvido é causada pelo fato de a água empurrar cera pelo canal auditivo, quadro que pode ser agravado pela presença de micro-organismos no líquido", explica o pediatra Fernando.

Para retirar a água acumulada, você pode enxugar a região externa do ouvido com uma toalha e dar pulinhos ou então pequenos tapinhas no lado oposto da cabeça, a fim de fazer o líquido sair. Caso essas medidas não funcionem, procure um médico para fazer uma lavagem ou receber medicação adequada. "Nunca introduza nada dentro do ouvido, como tampas de caneta ou cotonetes."

Picada de mosquito
Muito comum nos dias quentes de verão, as picadas de mosquito acontecem porque esses insetos necessitam do sangue humano para amadurecer seus ovos - ao contrário do que muitos pensam, não é esse o alimento do animal. Se você notar que foi atingido, é preciso primeiro notar se houve uma reação alérgica. "Na maioria das vezes ocorre uma reação desproporcional no local da picada, como inchaços ou então várias bolinhas, assemelhando-se à catapora", diz o alergista Marcelo Aun, do Hospital Samaritano, em São Paulo. "Em casos mais graves, a pessoa pode ter um choque anafilático, devendo ser encaminhada imediatamente para o hospital", alerta. Se a reação acontecer, procure um hospital.

Para indivíduos no geral, a recomendação máxima é evitar coçar a área, sob o risco de levar bactérias da unha para a lesão e causar uma infecção secundária - higienizar o local com álcool também irá ajudar. Segundo o especialista, a coceira acontece porque o mosquito deixa em nosso sangue sua saliva, que é tóxica à nossa pele, e melhora sozinha após algumas horas ou poucos dias. Outra medida campeã é aplicar gelo na área, diminuindo a temperatura local. "Esse processo, além de aliviar a coceira, dor e vermelhidão da picada, também impede que as substâncias deixadas pelo mosquito se espalhem pela pele, impedindo uma inflamação", explica. É importante que o gelo seja colocado logo que a picada acontecer, justamente para evitar a progressão da inflamação. Ele ressalta que cremes, pomadas e outras receitas caseiras não são necessárias, sob o risco de causar reações e agravar o problema. "Caprichar na limpeza com água e sabão e não coçar a área são as melhores medidas a serem tomadas."

Diarreia
Comidas estragadas ou mal conservadas, água sem tratamento adequado e falta de hidratação são problemas comuns no litoral e que acabam rendendo muitos casos de diarreia. O clínico-geral Claudio Miguel Rufino, da Unifesp, afirma que a hidratação do corpo é a principal recomendação médica em casos de diarreia, já que o organismo perde muita água por meio das fezes. "As melhores opções são o soro caseiro, soros de reidratação oral comerciais, água de coco, bebidas isotônicas, chás e sucos naturais, além da água mineral", diz. Isso porque a diarreia provoca a perda de sais minerais, como sódio, magnésio e potássio, por isso a água somente não repõe todas essas perdas.

Outras medidas envolvem cortar alimentos muito gordurosos ou ricos em açúcar, e dar preferência a pratos de sabor mais leve, como torradas ou frutas. "O próprio corpo é capaz de resolver um quadro de diarreia, sem necessidade de medicação, mas podem ser usados remédios para diminuir a frequência das evacuações, sempre com orientação médica", completa o clínico, lembrando que um hospital deve ser procurado sempre que houver presença de sangue nas fezes, impossibilidade de alimentação e hidratação oral, febre e diarreia por mais de dez dias ou antes disso caso a diarreia seja intensa e as evacuações frequentes. No caso de crianças, gestantes e idosos, o médico deve ser procurado imediatamente, assim como nas situações em que o paciente apresenta outra doença associada.

Se cortar em espinhas de peixe ou outros materiais
Feridas causadas por corais, ouriços do mar e espinhas de peixe ou de arraia são relativamente comuns. São feridas dolorosas e que podem infectar principalmente se algum material ficar preso na pele. "Em algumas espécies de peixes, ouriços e no caso da arraia, pode haver veneno, mas os principais sintomas são localizados, havendo muita dor e inflamação", ressalta o clínico geral Lucas. Em caso de acidente, o ideal é lavar o local, cobrir com um pano limpo ou atadura e se dirigir ao atendimento médico. "Há casos em que é necessário extrair o material preso ou mesmo receber antibióticos."

Insolação
Nem sempre a pessoa que sofre de insolação tem queimaduras severas de sol. "Os sintomas podem ser vários, como vermelhidão, ressecamento e ardor da pele, dor de cabeça, náuseas, pulsação e respiração aceleradas, desidratação, aumento da temperatura corporal e alteração do nível de consciência", conta o pediatra Fernando.

O excesso de sol e calor é suficiente para acabar com o seu bem-estar. Quando o corpo chega a uma temperatura muito elevada, o mecanismo de transpiração falha e o corpo fica incapacitado de se resfriar. O resultado dessa reação é a insolação, que pode ir desde uma vermelhidão e dor de cabeça até uma internação no hospital. Outros sintomas envolvem prostração, mal estar, vômitos e fadiga acentuada. "As principais recomendações são repouso e ingestão de água, pois o maior perigo da exposição excessiva ao calor é a desidratação", explica.

Irritação nos olhos
A coceira parece que nunca vai ter fim. E, quanto mais você esfrega, mais vermelhos seus olhos ficam. E os problemas não param por aí: inchaço das pálpebras e até dificuldade para enxergar são incômodos bastante comuns após um dia inteiro de sol e mar. "Os micro-organismos que ficam na água do mar e a concentração de sal, diferente daquela presente nas lágrimas, podem causar irritação e até infecções", afirma a oftalmologista Carla Suzuki, da Unidade de tratamento oftalmológico Vision Care.

Sendo assim, é de extrema importância evitar o mergulho em águas impróprias, que podem conter micro-organismos causadores de uma inflamação. Fique atento às piscinas com cloro e não mergulhe de olhos abertos sem proteção, uma vez que a substância pode causar uma conjuntivite química, pior do que a provocada pela água do mar. "Use óculos de sol, que evitam a passagem dos raios de luz com comprimento de ondas superiores ao violeta e funcionam como escudo protetor para elementos externos como areia e suas impurezas", diz.

Se a irritação já está instalada, evite coçar os olhos para reduzir a contaminação e lave o rosto com água mineral ou água corrente. "Isso ajuda na remoção da salina e das substâncias químicas que causam irritação. " Uma compressa de soro fisiológico gelado traz um enorme alívio pra a coceira e diminui na hora a vermelhidão.

Minha Vida

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Acidentes com raios: confira dicas de primeiros socorros

Quando o tempo começa a mudar e há risco de tempestade, é preciso cuidar com os raios. Caso você se encontre em um campo de futebol, uma praia ou um lugar a céu aberto, é necessário buscar abrigo imediatamente. Essa descarga elétrica vinda dos céus é extremamente perigosa – e muitas vezes até mesmo fatal. Por isso, todo cuidado é pouco
 
Segundo o Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Brasil teve 98 mortes por raios em 2014. A estatística foi elaborada com base em informações fornecidas pela imprensa, Defesa Civil e Ministério da Saúde. De acordo com esses dados, cerca de 27% das vítimas estavam em atividades agropecuárias e 20% estavam dentro de casa quando foram atingidas. Metade delas vivia na zona rural.
 
O que acontece quando alguém é atingido?
Quando você vê um clarão de relâmpago e ouve um trovão, as chances de ser um raio são elevadas. Uma maneira de determinar o quão perto ele está é contar os segundos entre o clarão e o som. Para cada três segundos, conta-se um quilômetro de distância. De toda forma, ainda assim é preciso buscar abrigo.
 
Os efeitos de ser atingido por um raio variam. É possível haver complicações graves e até mesmo morte. De acordo com as diretrizes publicadas na revista Annals of Emergency Medicine, 90% das pessoas atingidas por um raio sobrevivem, mas geralmente sofrem sequelas permanentes e incapacidades.
 
As consequências a curto prazo podem incluir visão prejudicada, zumbido nos ouvidos, perda de audição, perda de consciência, queimaduras e, em casos graves, parada cardíaca. A longo prazo uma pessoa é capaz de sofrer com distúrbios do sono, disfunção da memória, dores de cabeça, irritabilidade, rigidez articular e espasmos musculares.
 
Como proceder em casos de acidentes com raios 
Caso veja uma pessoa que foi atingida por um raio, o socorro deve ser imediato. Não há motivo para ter medo porque a vítima não irá reter carga elétrica, sendo seguro tocá-la. Em alguns casos, a pessoa pode ficar inconsciente, desorientada ou incapaz de falar. Por isso, siga os seguintes passos:
 
- Peça ajuda
 Ligue para a emergência imediatamente. Procurar atendimento médico o mais rápido possível pode ser decisivo para a recuperação em alguns casos.
 
- Mova a vítima para um local seguro
Pessoas atingidas por um raio não possuem carga elétrica e não são uma ameaça para quem socorre. É possível removê-las sem riscos.
 
- Preste os primeiros socorros
 Se a vítima parou de respirar, inicie a respiração artificial. Caso o coração tenha parado de bater, uma pessoa treinada deve fazer a ressuscitação cardiopulmonar imediata e ventilação com pressão positiva – em geral, a morte por raio geralmente resulta de parada cardíaca. Se a pessoa tem pulso e está respirando, resolva quaisquer outros ferimentos. 
 
- Verifique queimaduras
A vítima recebeu choque elétrico e pode ter sofrido queimaduras. Esse choque também é capaz de causar danos no sistema nervoso, quebrar ossos e acarretar perda de audição ou visão. Algumas pessoas sofrem perturbações do sistema nervoso com perda de consciência e amnésia. Trate todas essas lesões com primeiros socorros até chegar ajuda especializada.
 
Doutíssima

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Como reagir a 11 acidentes domésticos com crianças

Manobra de Heimlich
Manobra de Heimlich
De pequenos cortes até ingestão de produtos tóxicos: saiba os primeiros cuidados que se deve ter diante de problemas comuns quando se tem criança em casa
 
Quando se tem crianças em casa, todo cuidado é pouco. Com a curiosidade e energia dos pequenos, qualquer objeto ou situação oferece risco de acidentes, alguns mais graves, outros nem tanto.
 
Cid Pinheiro, pediatra do Hospital São Luiz Morumbi, alerta que acidentes domésticos são mais comuns com crianças pequenas: “A partir do momento em que ela [a criança] deixa de ser um bebê pequeno e começa a se movimentar pela casa, deve ser vigiada o tempo todo. A família também tem que criar mecanismos de proteção: fechar portas, proteger quinas e guardar produtos de limpeza em armários altos ou chaveados são algumas sugestões". Além disso, o pediatra dá a dica para os pais:
 
“Verifiquem qual o pronto socorro mais próximo e o tempo que você levaria para se deslocar em uma emergência”. 
 
Mas, se o acidente já aconteceu, saiba como agir em cada um deles e quando é necessário procurar um serviço médico. 
 
Cortar o dedo
“Em qualquer lesão de pele, o ideal é fazer a higiene do local”, afirma Cid. Além de lavar, se o corte é pequeno, não há necessidade de procurar um médico. O pediatra recomenda dar analgésicos via oral caso a criança tenha dor. 
 
Corte mais profundo
Se o corte for mais grave, as indicações de higienizar o local e medicar continuam valendo, mas, nesse caso, é necessário fazer uma compressão no local com um lenço ou qualquer pano limpo e levar a criança para o hospital.
 
Ingerir produto de limpeza
Este tipo de incidente é chamado de intoxicação exógena e, segundo Cid, a gravidade da intoxicação pode variar porque a composição dos produtos difere bastante. Por isso, a recomendação é sempre verificar o rótulo e seguir as orientações do que fazer em caso de ingestão - que estão sempre indicadas no produto. Cid adverte para nunca forçar o vômito. “Se o produto causou algum problema ao descer, pode causar também ao voltar”.
 
Tomar remédio por acidente
A gravidade das consequências de ingestão de remédios também depende da medicação e quantidade ingeridas. “De um modo geral, o ideal é saber o quanto a criança ingeriu”, explica Cid. Consulte a bula e verifique se ela tomou uma quantidade que seria adequada para a idade dela, caso sim, não há problemas nem necessidade de procurar serviço médico. Mas, caso ela tenha tomado uma quantidade muito grande ou algum medicamento mais forte, então, será necessário levar ao hospital. Também é aconselhável consultar a bula para saber quais são as orientações nesses casos.
 
Engolir algum objeto
Nesse caso, os pais devem ficar atentos para o objeto engolido. Pequenos objetos não pontiagudos como uma bolinha de gude ou botão de camisa não fazem mal nenhum e sairão nas fezes. Mas, se forem objetos com produtos químicos – como uma bateria –  ou pontiagudos, a indicação é procurar um serviço médico. Em nenhum dos casos deve-se provocar o vômito. Além de poder causar danos na volta, o pequeno objeto pode seguir o caminho das vias respiratórias.
 
Engasgar
“Em um engasgo discreto, tomando líquido ou água, se você promover tapas nas costas, a criança volta a ter a respiração adequada”, afirma Cid. Mas, se um alimento ou objeto ficar alojado na traquéia, a criança não terá condições de respirar enquanto o objeto não for retirado. “Não há tempo de chegar ao hospital”, alerta o médico. O recomendado é fazer a manobra de Heimlich ilustrada abaixo.
 
Objeto inserido no nariz ou no ouvido
Ao perceber um objeto no nariz ou ouvido da criança, Cid aconselha a não tentar retirar. “Quando a família não tem habilidade e tenta tirar, pode fazer com que o objeto entre mais profundamente ainda”. Ele ainda diz para a família ficar atenta a episódios recorrentes – mais de uma vez por mês – de sinuzite ou otite, pois pode indicar a presença de algum objeto alojado no nariz ou ouvido da criança.
 
Bater a cabeça
Se a criança estiver andando devagar e bater a cabeça em uma porta ou parede, o trauma é leve e não tem problema nenhum. O serviço médico deve ser procurado se o trauma for mais grave – como em uma queda –, se a criança se queixa de dor por muito tempo ou se tiver episódios repetidos de vômito, alerta Cid.
 
Quebrar o dente
Uma pequena fratura no dente não é grave. Dá para esperar para levar o filho ao dentista quando possível. Mas, se o dente foi deslocado e há o risco de cair, é necessário ir ao hospital. E lembre-se de levar o dente, se puder. Cid diz que não é necessário procurar o pronto atendimento de dentistas, no hospital deve haver o bucomaxilo para emergências.
 
Queimaduras
Queimaduras simples devem ser lavadas apenas com água e sabão. Se a criança reclamar de dor, dê analgésicos via oral. Se houver bolha, não estoure. 
 
Submersão
“Bastam 10 ou 15 centímetros de água para que um bebê se afogue”, destaca Cid. Se apenas um pouco de água for engolida e a criança conseguir respirar normalmente, não há problema algum, a técnica de dar tapinhas nas costas é valida para desengasgar.
 
iG

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Prevenção de Acidentes com Crianças: Produtos de limpeza e materiais inflamáveis

Fonte:Heiko BarthHoje damos continuidade à série de prevenção de acidentes com crianças e ressalta alguns cuidados para proteger as crianças, nos primeiro anos de vida, do contato com produtos de limpeza e materiais inflamáveis
 
A principal dica é manter estas substâncias fora do alcance, principalmente os venenos, que devem ser armazenados longe de remédios e alimentos.

Também é importante manter as embalagens originais ou colocar etiquetas que identifiquem o conteúdo. Certifique-se de que as tampas vedam da maneira adequada e não acumule produtos que não estejam sendo utilizados. Acompanhe o prazo de validade, leia o rótulo antes da utilização e siga as instruções recomendadas.
 
Em 2013, a Anvisa proibiu a fabricação, distribuição e venda de álcool líquido com graduação acima de 54ºGL, que não está mais à disposição do consumidor em forma líquida, mas continua sendo comercializado na forma de gel. No ambiente doméstico, as pessoas costumam utilizar este produto na limpeza e desinfecção. Para diminuir a contaminação, o álcool mais indicado é aquele de 70% vendido em farmácias. Crianças não devem manusear este produto, que é um dos principais inflamáveis responsáveis por queimaduras. (Linkar para matéria sobre queimaduras).
 
Opte por produtos de limpeza que substituam e álcool e apresentem menos riscos para sua família. De toda forma, mantenha produtos de limpeza e medicamentos fora do alcance da criança, colocando-os em locais altos e trancados. Crianças, principalmente nos primeiros anos de via, começam e se locomover sozinhas e a explorar os espaços. Obstáculos na porta da cozinha e portas bem trancadas podem evitas estes acidentes.
 
Atenção aos detergentes, medicamentos e substâncias corrosivas, pois os menores gostam de explorar o ambiente em que vivem. Supervisione constantemente as crianças em lugares públicos, como supermercados, lojas e as casas que a família costuma visitar. Esteja sempre atento.
 
Em casos de acidentes com materiais de limpeza, medicamentos e outros produtos tóxicos, procure urgente um serviço de saúde, chame o Samu (192) ou ligue para o Centro de Informação Toxicológica. Confira os contatos no site da Anvisa. 
 

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Prevenção de acidentes com criança: Queimaduras

Crédito: Lorelyn Medina
Crédito: Lorelyn Medina
O cuidado é fundamental para o ser humano, principalmente nos primeiro anos de vida. Faz parte do desenvolvimento da criança a curiosidade
 
Elas passam a maior parte do tempo explorando o desconhecido, gastando a energia dessa fase da vida para mexer, tirar do lugar, cheirar, tocar e colocar na boca qualquer coisa que desperte sua curiosidade. Os responsáveis pela criança, sejam eles os pais ou cuidadores, devem estar sempre atentos para evitar que esta inquietação natural se transforme em um acidente que coloque em risco a saúde da criança e de sua família. O Sistema Único de Saúde (SUS), no período entre 2013 e 2014, registrou mais de 15 mil casos de internações por queimadura em crianças com idade entre 0 e 10 anos.
 
Medidas simples do dia a dia podem proteger a criança contra queimaduras. Ao cozinhar, por exemplo, o ideal é manter as crianças em outro cômodo sob o cuidado de outro adulto. Dê sempre preferência às bocas da parte de trás do fogão e mantenha o cabo das panelas direcionados para o centro e não para fora. Existe uma trava para impedir que a criança consiga abrir o gás e a porta do fogão que pode ser utilizada. Fósforos, isqueiros e álcool não devem ficar ao alcance delas.
 
Os alimentos e bebidas quentes devem ser provados antes para serem servidos na temperatura adequada e colocados longe de crianças para evitar situações de escaldamento na hora das refeições. Quando as crianças ainda são muito pequenas, pode-se evitar o uso de toalhas de mesa compridas, evitando o risco de crianças puxarem e derrubarem objetos e alimentos quentes. Explicar atentamente o perigo dessas situações para a criança é fundamental para que ela entenda e respeite as normas da casa.
 
As queimaduras também podem ocorrer na hora do banho. A água deve ser testada com o dorso da mão ou com os cotovelos antes da imersão das crianças. Queimaduras por carga elétrica também podem ocorrer, por isso é importante não manusear objetos elétricos no banheiro ou na presença de água. As tomadas devem ser isoladas por protetores, esparadrapo, fita isolante ou serem escondidas por móveis para evitar que os pequenos encostem e recebam uma descarga elétrica.
 
É importante, também, estar atento com o ferro de passar roupas. Nunca deixe o aparelho ligado sem a presença de um adulto e, após utilizá-lo, lembre-se de deixar em um local que a criança não tenha acesso.

O que fazer em casos de queimadura?
Caso ocorra alguma queimadura, é importante saber como agir em cada situação para não agravar o quadro. Se o acidente acontecer em virtude de líquidos, objetos quentes ou por químicos, lave o local atingido com água corrente em abundância, mas não utilize água muito fria ou gelo para evitar o agravamento da lesão ou causar hipotermia. Tire a roupa da criança e a envolva em um pano limpo e umedecido. Se a roupa grudou na pele por causa da queimadura, não tente removê-la. Retire pulseira, anéis, brincos, relógios e qualquer outro objeto que possa machucar a criança. Caso a região afetada apresente iinchaço imediato. Não colocar manteiga, clara de ovo ou misturas caseiras sobre a queimadura. Também não deve-se estourar as bolhas e evitar tocar a área do acidente.
 
Se a queimadura atingir os olhos, lave-os com água corrente e cubra com gaze umedecida. Em queimaduras por eletricidade, desligue a corrente elétrica imediatamente e não toque na pessoa atingida.
 
Em todo caso, a criança deve ser encaminhada ao atendimento de urgência e emergência e passar por avaliação de um profissional de saúde, que indicará o melhor tratamento para cada situação. Em caso de acidente grave, os responsáveis podem entrar em contato com Serviço de Atendimento Móvel - SAMU (192), que tem como finalidade prestar o socorro à população em casos de emergência. Ele funciona 24 horas, todos os dias da semana e a ligação é gratuita.
 
Fonte: Ana Beatriz Magalhaes/ Blog da Saúde

quarta-feira, 11 de março de 2015

Saiba como agir corretamente em situações de emergência

Muitas pessoas não sabem em que situações devemos chamar o SAMU 192, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência
 
Por isso, o coordenador geral da Força Nacional do SUS e SAMU, Paulo Abrahao, explica como a população deve agir em situações de emergências. "Através do dígito 192 você tem acesso a esse serviço. O acionamento desse serviço é feito por essa central e nessa central você vai dizer seu nome, o que aconteceu e onde aconteceu, de uma maneira rápida e a partir da classificação do risco que ele vai tomar uma decisão, que pode ser desde uma orientação por telefone até o envio de uma ambulância básica ou avançada para o local".
 
A babá, Regiane Gomes de Carvalho, precisou do SAMU recentemente para socorrer o marido vítima de um acidente vascular cerebral. Ela conta que ficou satisfeita com o atendimento "Quando nós ligamos para o SAMU, o SAMU orientou a gente por telefone o que fazer enquanto ele chegava, Eles perguntaram qual era o sintoma, aí eu expliquei o sintoma dele, o que ele estava fazendo e aí eles falaram para não dar medicamento nenhum. Aí ele chegou, medicou ele, colocaram ele na maca e levamos para o hospital. A gente fica agoniada, não sabe o que fazer, e eles orientando é muito mais fácil. Todas as vezes que eu liguei fui bem atendida. Eles tentam acalmar a gente para que não fique nervosa que é bem pior".
 
O coordenador geral da Força Nacional do SUS e SAMU, Paulo Abrahao, destaca ainda que a Regiane fez bem em não ter socorrido a vítima antes da chegada do SAMU. "Você não deve mexer na vítima. O teu socorro é ligar para o 192, porque se você mexe nela, você pode fazer uma outra sequela mais grave na vítima. Você não sabe o tipo de trauma e lesão interna que essa vítima pode ter, você pode estar agravando essa lesão interna, uma fratura, uma hemorragia".
 
O SAMU possui mais de três mil veículos para atender cerca de 150 milhões de pessoas em todo o país.
 
Agência Saúde

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Saiba o que fazer em situações de emergência

Você sabe como agir se alguém engasgar, quebrar um braço ou se queimar? Guarde nossas orientações e lembre-se: procedimentos errados podem causar complicações graves
 
Emergências ocorrem a qualquer hora e em qualquer lugar, e conhecer condutas básicas de primeiros socorros é fundamental, já que o atendimento inicial pode fazer a diferença. "É preciso saber identificar os sinais de anormalidade e de gravidade para socorrer a vítima de maneira adequada", diz Maurício Alchorne, cirurgião-geral do pronto atendimento do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Separamos algumas dicas do que fazer (e não fazer). Confira, use e, o mais importante, mantenha a calma!
 
Antes de tudo, chame o Samu (192)!
 
Coloque as dicas em prática enquanto ele não chega:
 
1. Engasgo
 
1. Deixe a vítima em pé e fique atrás dela como se fosse abraçá-la.
 
2. Feche uma de suas mãos e coloque-a na barriga dela, um pouco acima do umbigo. A outra mão, aberta, deve ficar sobre a primeira, comprimindo-a.
 
3. Dê pequenos socos rápidos na barriga da vítima, indo para dentro e para cima. Faça isso de seis a dez vezes.
 
O que não fazer: provocar vômito, pois isso pode agravar ainda mais a situação. Ah, e só retire o objeto da garganta da vítima se ele estiver bem visível e se você conseguir alcançá-lo com a ponta dos dedos.
 
2. Afogamento
 
1. Retire a pessoa da água com muito cuidado e coloque-a deitada de barriga para cima.
 
2. Jogue a cabeça dela um pouco para trás e gire-a para a lateral. Fica mais fácil expelir a água.
 
3. Se isso não acontecer e você perceber que a vítima não respira, faça respiração boca a boca: tampe o nariz da pessoa, coloque sua boca sobre a dela, respire fundo e assopre vigorosamente. Observe se o peito está levantando. Faça isso duas vezes.
 
4. Intercale com a massagem torácica. Coloque uma mão sobre a outra na altura do peito e pressione 100 vezes por minuto. Faça os dois procedimentos até a ambulância chegar.
 
O que não fazer: balançar a vítima para tirar a água dos pulmões ou dar tapas em suas costas. Isso só vai piorar tudo.
 
3. Mordida ou arranhão de cão
 
1. Lave bem o local com água e sabão e passe um antisséptico.
 
2. Use gaze limpa para fazer um curativo e tampar o local.
 
3. Encaminhe a vítima ao pronto-socorro para avaliar alguma contaminação. Possivelmente ela terá de tomar vacina contra raiva.
 
4. Caso o cão não seja seu, procure saber sobre a saúde dele e se as vacinas estão em dia.
 
5. Observe o animal por dez dias. Caso ele morra, adoeça ou fuja nesse período, a vítima deve voltar ao médico para que sejam tomados novos procedimentos.
 
O que não fazer: aplicar cremes e pomadas no local sem orientação médica. Também não perca o animal de vista de jeito nenhum.
 

sábado, 17 de janeiro de 2015

Guia de primeiros socorros

Nunca sabemos quando acontecerá uma emergência, mas podemos saber como agir nesses
 
casos Para te ajudar a passar por situações como acidentes e episódios de complicações de saúde elaboramos um guia de primeiros socorros. O mais importante numa situação de emergência é estar calmo e saber como agir de forma a ajudar quem precisa.

Regras Gerais Para Situações de Emergência
A melhor maneira de proceder em casos de emergência é ter algumas regras, isso facilita fazer o que é necessário mesmo estando muito nervoso.
 
Regra 1
A primeira regra é ter sempre a mãos números de telefone de socorro como SAMU, hospitais próximos, bombeiros, polícia entre outros. Num caso emergencial contate alguém que possa te ajudar a resolver.
 
Regra 2
A segunda regra é, no caso de ser um acidente fora de casa, verificar a localização exata da rua, número bem como um ponto de referência próximo. Isso ajuda e muito a equipe de socorro a chegar mais rapidamente.
 
Regra 3
Mantenha a calma para prestar o socorro, lembre-se que a pessoa que a quem você está ajudando precisa sentir tranquilidade. Além disso, se você estiver nervoso pode acabar causando outras lesões no acidentado e prejudicar o atendimento da equipe de emergências que irá chegar.
 
Regra 4
Lave as mãos com água e sabão antes de realizar qualquer tipo de procedimento de socorro.
 
Regra 5
Não se deve prestar os primeiros socorros se a sua própria segurança não está garantida. Por exemplo, se você está num carro que sofreu uma batida e se encontra de alguma forma ferido ou não tem como sair de onde está não tente ajudar os demais, aguarde o socorro, pode ser pior para todos.
 
Regra 6
Quando lhe forma solicitado pelos socorristas relate o que houve, pois através dessas informações eles saberão como proceder para ajudar a vítima.

Leia também:

Picadas de abelhas, de vespas, de vespões e de formigas

De dente quebrado a herpes: saiba o que fazer na emergência
 
 
Primeiros Socorros em Caso de Hemorragias
Se existe um tipo de emergência que deixa todo mundo nervoso é conter uma hemorragia, seja interna ou externa. O sangue por si é um elemento que causa essa sensação de apreensão, mas é importante saber como agir para ajudar a vítima prontamente.

Primeiros Socorros: Queimadura
 
Uma hemorragia é todo e qualquer derramamento de sangue do organismo humano para fora dos seus vasos sanguíneos. O sangue é muito importante para o corpo e por isso mesmo a perda do mesmo em demasia e sem o tratamento adequado pode levar a vítima a um estado de choque e até mesmo a óbito.
 
Em casos de hemorragias menores a consequência pode ser um quadro de anemia, ou seja, de falta de nutrientes e baixa quantidade de glóbulos vermelhos.

Como ajudar quem sofre de desmaios?
 
Hemorragia Externa
Sangramento externo que é fácil de verificar, pode acontecer devido a cortes ou perfurações. Esse tipo de hemorragia pode ser contida com técnicas de primeiros socorros.

Guia básico de primeiros socorros em crianças
 
Hemorragia Interna
Um sangramento que acontece nas camadas mais profundas do organismo com músculos ou órgãos internos. Trata-se de um tipo de hemorragia que pode ser oculta ou então se exteriorizar através de um tipo de hematoma (uma mancha roxa) na região em que o problema está acontecendo. Em geral a hemorragia interna é mais grave devido ao fato de que em grande parte dos casos é invisível.

Primeiros Socorros: Coma alcoólico
 
Primeiros Socorros em Casos de Hemorragia
 
- É muito importante que a pessoa que vai prestar os primeiros socorros se mantenha calma e transmita essa calma para a vítima. A tranquilidade é fundamental para passar confiança a vítima.
 
- A vítima deve ser deitada na posição horizontal, pois torna mais fácil a circulação do sangue entre o coração e o cérebro.

Primeiros Socorros: Picada de aranha
 
- Em seguida é importante tentar estancar o sangramento, para isso coloque sobre o corte, perfuração ou ferimento uma compressa feita de gaze ou então um pano limpo. Se for possível coloque luvas descartáveis antes do procedimento para evitar contaminar o ferimento. Com a compressa faça pressão firme no local, você pode usar uma ou as duas mãos. Tudo depende do tamanho do ferimento, é importante conseguir parar o sangramento.
 
- No caso de o pano ou gaze ficar encharcado de sangue não se deve trocar o mesmo, mantenha-o no local e coloque outro por cima. Não se deve interromper o processo de coagulação do sangue que está sendo pressionado.

Primeiros socorros caso a criança bata a cabeça
 
- Continue a fazer a compressão até que a hemorragia seja contida, isso leva no mínimo uns 10 minutos.
 
- O passo seguinte é fazer uma ligadura compressiva que consiste num curativo que deve ficar bem preso no lugar da hemorragia.

Primeiros Socorros: Entorse no Tornozelo
 
- Enquanto faz esses procedimentos é importante manter a vítima acordada e tranquila. Não dê comida ou qualquer líquido e mantenha a pessoa bem aquecida.
 
- Quando a hemorragia acontece em membros que jorram muito sangue e nos quais não é possível conter o sangramento usando as técnicas de primeiros socorros pode ser necessário fazer um torniquete. O torniquete é um pano que é colocar logo acima do local ferido com o objetivo de parar com o sangramento através da interrupção da circulação sanguínea no local.

Primeiros Socorros: Queda
 
- Pelo fato de o torniquete ser uma técnica bastante arriscada deve ser feito somente em último caso. É importante chamar ajuda médica principalmente em casos em que a hemorragia se mantém constante.
 
- No caso de hemorragias nasais (sangramentos do nariz) é importante manter a vítima com a cabeça elevada e com o tronco inclinado para a frente para evitar que ela acabe engolindo sangue. Em seguida se deve comprimir a(s) narina(s) que sangra(m) com a ajuda dos dedos. Aplique gelo ou compressas frias e não assoe. Se o sangramento não parar é necessário colocar um tampão de algodão ou gaze, preencha bem a cavidade nasal.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

AVC: saiba quais os primeiros socorros durante um derrame

Identifique os sinais precoces e como proceder em uma emergência
 
A cada ano, cerca de seis milhões de pessoas morrem de acidente vascular cerebral (AVC), sendo essa a primeira causa de morte e incapacidade no Brasil, de acordo com a Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares (SBDCV) e Academia Brasileira de Neurologia (ABN).
 
"O AVC, que atualmente é chamado de AVE (acidente vascular encefálico), ocorre quando existe a interrupção da oferta de oxigênio e nutrientes em um território do cérebro, cerebelo ou tronco cerebral", explica o cardiologista Rafael Munerato, do laboratório Pasteur. Essa interrupção pode ocorrer devido a um entupimento, que é o AVC isquêmico, ou rompimento de um vaso, caso do AVC hemorrágico.
 
Os fatores de risco são semelhantes aos do infarto do miocárdio: tabagismo, obesidade, sedentarismo, diabetes, hipertensão e colesterol elevado. Dessa forma, a adoção de hábitos saudáveis e controle de doenças metabólicas e cardiovasculares é essencial para prevenir esse mal. "E quando falamos de cuidado, é preciso reconhecer os principais sintomas do AVC para que o atendimento seja feito o mais rápido possível, uma vez que isso é decisivo para a boa recuperação do paciente", alerta o neurologista André Felício, de São Paulo.
 
Se você ainda tem dúvidas sobre o que fazer quando se tem um derrame cerebral, confira:
 
Nem toda a pessoa vai "cair dura"
É muito comum acharmos que, em caso de derrame cerebral, a pessoa irá passar mal e desmaiar, devendo ser encaminhada para o hospital. Entretanto, os sintomas são muito mais sutis. "Dormência e fraqueza em uma metade do corpo, alteração da fala e desequilíbrio são alguns dos sintomas de AVC", explica a neurologista e neurofisiologista Adriana Ferreira Barros Areal, do Hospital Santa Luzia, em Brasília.
 
É importante entender que o AVC se manifesta como uma perda neurológica súbita, ou seja, mudanças em seus movimentos, fala, visão ou qualquer outra coisa que funcionava de uma determinada maneira e parou de repente ou então você começou a fazer de outra maneira. É extremamente importante saber reconhecer o AVC o mais rápido possível, pois o tratamento precoce fará toda a diferente no futuro desse paciente.
 
Confira alguns dos principais sintomas de AVC:

- Diminuição ou perda súbita da força na face, braço ou perna de um lado do corpo;

- Sensação de formigamento na face, braço ou perna de um lado do corpo;

- Perda súbita de visão em um olho ou nos dois olhos; - Alteração aguda da fala, incluindo dificuldade para articular, expressar ou para compreender a linguagem;

- Dor de cabeça súbita e intensa sem causa aparente;

- Instabilidade, vertigem súbita intensa e desequilíbrio associado a náuseas ou vômitos. 
 
Não espere o pior passar
Outra mania muito perigosa - principalmente quando o assunto é derrame cerebral - é esperar a dor passar para, então, procurar um médico. No geral, pensamos que é melhor deixar a pessoa se estabilizar, para evitar qualquer sofrimento em uma viagem ao hospital ou socorro. Entretanto, na suspeita de um AVC, o ideal é encaminhar essa pessoa para o hospital o mais rápido possível.
 
"É preciso entender que uma característica fundamental do AVC é a sua instalação súbita, e cada minuto perdido poderá fazer diferença lá na frente, na hora da recuperação, uma vez que quanto maior é o dano cerebral, maiores são as sequelas", lembra o neurologista André Felício, de São Paulo.
 
Os danos de um AVC são consideravelmente maiores quando o atendimento demora mais de três horas para ser iniciado. Inclusive, no caso de AVC isquêmico, o médico pode dar ao paciente um medicamento antitrombótico chamado alteplase, que deve ser aplicado em até quatro horas e meia após o início dos sintomas. Esse medicamento diminui em 30% o risco de sequelas do AVC isquêmico e em 18% a mortalidade. 
 
Não dê AAS
Muito se fala também sobre ministrar uma pílula de AAS (ácido acetilsalicílico) quando uma pessoa está sofrendo um AVC, já que ela afinaria o sangue e impediria um novo êmbolo. Apesar de ser um raciocínio correto, ele só traria algum benefício para pessoas que sofreram um AVC isquêmico - e ainda sim não é nada muito expressivo.
 
"Nos casos de AVC hemorrágico, o ácido acetilsalicílico pode piorar ainda mais o sangramento, agravando o quadro", explica a neurologista Adriana. E como não é possível saber qual tipo de derrame cerebral a pessoa está tendo sem avaliação médica, o conselho é não dar qualquer medicamento e encaminhá-la para o hospital.  
 
Não dê remédio para pressão
Aqui a lógica é a mesma do ácido acetilsalicílico: nenhum medicamento deve ser ministrado sem avaliação médica, ainda que o paciente seja hipertenso. Novamente, é impossível saber que tipo de AVC a pessoa está sofrendo e se o medicamento irá beneficiar ou não aquele quadro.
 
"Nos casos em que o paciente tem hipertensão, a atenção com o rápido atendimento deve ser redobrada, e o controle do nível de pressão vai depender do tipo de AVC, do tratamento proposto e da história prévia da pessoa", explica a neurologista Adriana.
 
Se a pessoa tiver diabetes, verifique a glicemia
Em pacientes do diabetes, explica a neurologista Adriana, a glicose muito alta ou muito baixa pode imitar os sintomas de AVC. "Portanto, a verificação da glicemia ajuda a distinguir um problema de outro", diz. Dessa forma, é importante fazer medição e, caso não seja o caso de uma alteração na glicemia, correr para receber o atendimento adequado.
 
 
Chamar a emergência ou correr para o hospital?
Se você estiver perto de um hospital ou pronto socorro de confiança e tem condições de ir ou levar o paciente para lá com rapidez, não há porque esperar a ambulância.
 
"Entretanto, se você está longe de um pronto atendimento, não tem carro, a viagem até lá seria muito difícil ou você não está em condições de ir sozinho, não hesite em chamar a emergência, pois o tratamento pode iniciar já na ambulância", aconselha a neurologista Adriana.
 
Além disso, o neurologista André Felício lembra que o ideal é dar preferência a hospitais que sabidamente tem um serviço dedicado ao tratamento agudo do AVC, que são aqueles capazes de realizar procedimentos neurológicos, como exames e cirurgias. 
 
É necessário procedimento cirúrgico?
Existem dois tipos de cirurgia que podem ser indicadas para o tratamento do AVC. Se o paciente tiver obstrução significativa das artérias carótidas no pescoço (caso de AVC isquêmico), pode precisar de uma endarterectomia de carótida.
 
Durante esta operação, o cirurgião remove a formação de placas nas artérias carótidas para reduzir o risco de ataque isquêmico transitório (TIA) ou AVC. Os benefícios e os riscos desta cirurgia devem ser cuidadosamente avaliados, pois a cirurgia em si pode causar um AVC.
 
Já para o AVC hemorrágico, o tratamento cirúrgico visa a retirar o sangue de dentro do cérebro. Em alguns casos, coloca-se um cateter para avaliar a pressão dentro do crânio, que aumenta por conta do inchaço do cérebro após o sangramento.
 
O tratamento cirúrgico para o caso de AVC hemorrágico pode não ser realizado logo na entrada do paciente no hospital, principalmente porque alguns têm um novo sangramento poucas horas depois do primeiro.
 
"Mas nem todo o paciente precisará desses procedimentos cirúrgicos para se recuperar de um derrame cerebral", diz a neurologista Adriana. "A indicação cirúrgica também depende da gravidade do quadro e da condição clinica do paciente, sendo avaliado caso a caso."  
 
Toda recuperação é igual?
Não, o andamento do paciente após um AVC pode variar muito. Tudo depende de fatores como extensão do AVC, local do cérebro onde ele aconteceu, demora no tratamento, idade, tipo de derrame, doenças relacionadas... Não há regra. "Cada caso evolui de um jeito", afirma Adriana Ferreira. "Todavia, quanto mais precoce e mais especializado o atendimento em geral os resultados são melhores." 
 
Minha Vida

domingo, 31 de agosto de 2014

Medidas preventivas podem evitar 90% dos acidentes com crianças

Agência Brasil: Até os 7 anos, é importante usar cadeirinhas adequadas
à idade e ao peso da criança
Especialistas defendem a criação de políticas públicas para a prevenção de acidentes, além de o uso de produtos mais seguros e treinamento em primeiros-socorros 

No Dia Nacional de Prevenção de Acidentes com Crianças e Adolescentes, celebrado ontem (sábado,  30), especialistas alertaram que 90% desses casos que resultam em morte e internação poderiam ser evitados com atitudes simples. A Rede Primeira Infância e a organização não governamental (ONG) Criança Segura lançaram um relatório sobre prevenção de acidentes na primeira infância (até 9 anos), levando em conta dados de 2012 do Datasus.

Principal causa de morte com crianças a partir de 1 ano de idade no Brasil, os acidentes nessa faixa etária foram responsáveis por 3.142 mortes e mais de 75 mil hospitalizações de meninos e meninas, naquele ano. Os acidentes de trânsito, que incluem atropelamentos e atingem passageiros de veículos, motos e bicicletas, representaram 33% das mortes, seguidos de afogamento (23%) sufocamento (23%), queimaduras (7%) e quedas (6%). Os atendimentos em hospitais passam a contar a partir de 24 horas de internação, ou seja, não são típicos de prontos-socorros.

“Existem políticas públicas que podem ser estabelecidas para prevenção, uso de produtos mais seguros e treinamento em primeiros-socorros, por exemplo, mas é uma situação que só pode ser revertida por cada um, adequando os ambientes das casas, usando a cadeirinha, brincando em espaços seguros”, destaca a coordenadora nacional da ONG Criança Segura, Alessandra Françoia. “São atitudes simples, mas que precisam fazer parte do dia a dia.”

Para a médica Renata Dejtiar Waksman, do Departamento de Segurança da Criança e do Adolescente da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), todos os atores sociais são responsáveis pelas crianças, e o trabalho de prevenção tem que começar já no consultório do obstetra, com a chamada prevenção primária.

“As pessoas subestimam a criança, acham que ela não consegue fazer as coisas, não consegue colocar o dedo na tomada, não consegue rolar da cama, acham que ela não é capaz disso. Falta conhecimento das características e habilidades das crianças, além da falta de supervisão e a distração dos cuidadores”, ressalta Renata.

Análises feitas com base no estudo mostram que alguns elementos estão ligados ao aumento da exposição das crianças aos riscos de acidentes. Entre eles, está a falta de informação, de infraestrutura adequada, de espaços de lazer, creches e escolas e de políticas públicas direcionadas à prevenção. Fatores como a pobreza, o fato de a mãe ser solteira e jovem e ter baixo nível de educação e as habitações precárias, além das famílias numerosas, também estão associados aos riscos de acidentes.

A pediatra Renata Waksman diz que é preciso encarar o problema como uma epidemia. “Acidentes podem ocorrer em todos os níveis sociais. Aquela criança que tem acesso direto à rua corre risco, mas a outra, que mora em um condomínio, pode ser atropelada na porta da garagem. Infelizmente, [o risco de acidente] está se tornando uma situação muito democrática”.

O relatório mostra ainda que, a cada morte, mais quatro crianças ficam com sequelas permanentes, capazes de gerar consequências emocionais, sociais e financeiras na família e na sociedade. De acordo com o governo brasileiro, cerca de R$ 70 milhões são gastos na rede do Sistema Único de Saúde (SUS) com o atendimento de crianças que sofreram acidentes.

“O queimado é um paciente caríssimo, por exemplo. Precisa de muito tempo de internação, várias cirurgias reparadoras e estéticas. Os custos social e econômico são muito grandes, sem contar o custo emocional para as famílias”, enfatiza a presidenta do Departamento de Segurança da Criança e do Adolescente da SBP, Marislaine Lumena.

Leia também:

Saiba como funciona o Ceatox, o 0800 que orienta em casos de intoxicação


Para ela, os acidentes com crianças são um grave problema de saúde pública. “A criança é curiosa, não tem noção do perigo, ela explora os ambientes e se expõe ao risco. Além da mudança de comportamento e das medidas educativas e legislativas, é preciso mais fiscalização das leis”, recomenda. Marislaine cita como exemplo o álcool líquido e os andadores infantis, que tiveram a venda proibida, mas que, segundo ela, continuam sendo comercializados livremente.

Veja abaixo dicas de como diminuir os riscos no dia a dia:

Na Rua
- Ensine a criança a respeitar os sinais de trânsito, atravessar a rua na faixa de pedestres e olhando para os dois lados.

- Menores de 10 anos não devem atravessar a rua sozinhos. É importante segurar os pequenos pelo pulso.

- Entradas de garagens, quintais sem cerca ou estacionamentos não são seguros para brincadeiras.

No Trânsito
- Crianças com menos de 10 anos devem sentar no banco de trás do carro. Até os 7 anos, é importante usar cadeirinhas de segurança adequadas à idade e ao peso da criança. Sempre usar cinto de segurança.

- Não deixe a criança sozinha no carro, mesmo que o vidro esteja entreaberto.

- Ao contratar transporte escolar, busque referências e verifique a documentação do veículo e do motorista.

Nas Áreas de Lazer
- Escadas, sacadas e lajes não são lugares para brincar.

- No parquinho, verifique se os equipamentos são apropriados à idade da criança e fique atento a perigos como ferrugem, pregos expostos e superfícies instáveis.

- O piso deve absorver o impacto e ser de como grama, emborrachado ou areia.

- Ensine regras de comportamento, como não empurrar, nem se amontoar.

- Empinar pipa só em lugares abertos, longe de fios elétricos e trânsito.

- Ensine a criança a usar capacete quando estiver de bicicleta, skate ou patins

- Conheça as plantas de sua casa e remova as venenosas.

Na Piscina
- As crianças devem sempre ser supervisionadas por um adulto quando estiverem próximas de água.

- Instale cercas de isolamento na piscina com, no mínimo, 1,5m de altura, cadeados e travas.

- Evite brinquedos e outros atrativos próximos a piscinas e reservatórios de água.

- Boias e outros equipamentos infláveis passam uma falsa sensação de segurança. O ideal é que a criança use sempre um colete salva-vidas em embarcações ou na prática de esportes aquáticos.

- Ensine a criança a não brincar de empurrar, dar “caldo” dentro d'água ou simular que está se afogando.

Em Casa

Quarto
- Crianças com menos de 6 anos não devem dormir em beliches. Se não houver escolha, coloque grades de proteção nas laterais.

- Nunca deixe um bebê sozinho em mesas, camas ou outros móveis, mesmo que seja por pouco tempo.

- As grades de proteção do berço devem estar fixas. O vão entre as grades não deve ter mais que 6 cm de distância.

- Remova do berço todos os brinquedos, travesseiros e objetos macios quando o bebê estiver dormindo.

- Certifique-se de que os brinquedos da criança são atóxicos e indicados à idade dela. Compre produtos com o selo do Inmetro.

- Inspecione os brinquedos regularmente em busca de danos.

- Brinquedos com correntes, tiras e cordas com mais de 15cm devem ser evitados.

- Fique atento ao recall de brinquedos com problemas ou defeitos.

- Deixe o chão livre de objetos pequenos como botões, bolas de gude, moedas e tachinhas.

Sala
- Instale grades ou redes de proteção nas janelas, sacadas e mezaninos. As redes devem ter espaços de no máximo 6cm.

- Use portões de segurança no topo e na base das escadas e, caso sejam abertas, instale redes de proteção.

- As tomadas devem estar protegidas por tampas apropriadas, esparadrapo, fita isolante ou mesmo cobertas por móveis.

- Mantenha camas, armários e outros móveis longe das janelas e cortinas e verifique se estão estáveis.

- Cuidado com as quinas dos móveis.

Cozinha
- Corte os alimentos em pedaços bem pequenos na hora de alimentar a criança.

- Não deixe fósforos, isqueiros e outras fontes de energia ao alcance dos pequenos.

- Mantenha a criança longe da cozinha e do fogão, principalmente durante o preparo das refeições.

- Cozinhe nas bocas de trás do fogão e sempre com os cabos das panelas virados para trás.

- Evite carregar as crianças no colo enquanto mexe em panelas no fogão ou manipula líquidos quentes.

- Não use toalhas de mesa compridas.

Banheiro
- Cuidado com pisos escorregadios, coloque antiderrapante nos tapetes.

- Conserve a tampa do vaso sanitário fechada ou lacrada com dispositivo de segurança ou mantenha a porta do banheiro trancada.

- Nunca deixa a criança sozinha na banheira.

- Saiba quais produtos domésticos são tóxicos. Produtos comuns, como enxaguantes bucais, podem ser nocivos se a criança engolir em grande quantidade.

- Mantenha medicamentos trancados e nunca se refira a eles como 'doce'. Isto pode levar a criança a pensar que não é perigoso ou que é agradável de comer.

Área de Serviço
- Não deixe as crianças por perto quando estiver passando roupa, nem largue o ferro elétrico ligado sem vigilância.

- Mantenha cisternas, tonéis, poços e outros reservatórios domésticos trancados ou com proteção.

- Deixe os baldes com água no alto, longe do alcance das crianças, esvazie todos após o uso e guarde-os virados para baixo.

- Guarde todos os produtos de higiene e limpeza trancados, fora da vista e do alcance das crianças.

- Nunca deixe sacos plásticos ao alcance das crianças.

Fonte: Criança Segura Brasil