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quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Homeopatia visa cuidado do paciente, não da doença

homeopatiaPrática busca avaliar a saúde integral do paciente correlacionando sinais físicos, comportamentais e emocionais

No dia 21 de novembro, comemora-se o Dia Nacional da Homeopatia, abordagem de cuidado onde se avalia o paciente a partir da integralidade. Ou seja, diferente da medicina tradicional que avalia os sintomas, diagnostica a doença e prescreve o tratamento, o sistema homeopático vai além e tenta encontra a raiz da doença por meio de uma avaliação de todo equilíbrio do organismo do paciente.

Como algumas enfermidades têm, por exemplo, uma causa emocional, a homeopatia vai buscar não só curar a doença que se instalou no organismo, mas cuidar da saúde emocional que permitiu que essa doença se instalasse.

“O especialista ou habilitado em homeopatia faz uma avaliação considerando diversos critérios. Um processo chamado repertorização homeopática. Ele busca um conjunto de sinais e sintomas próprios que são avaliados na homeopatia. Sejam sinais físicos, de comportamento ou emocionais. A partir do momento que ele junta esse conjunto de sinais, ele busca um medicamento apropriado. Ou seja, existe uma individualização do tratamento”, detalha o coordenado de Práticas Integrativas e Complementares do Ministério da Saúde, Daniel Amado.

O paciente que sofre de enxaqueca, por exemplo, toma remédio, a dor de cabeça vai embora, mas pode voltar. A homeopatia vai investigar quais as causas, os gatilhos, que dão início as crises de enxaqueca desse paciente, de forma que o tratamento diminua a frequência e até bloqueie novas crises.

Acesso SUS
A homeopatia esta presente no SUS desde 2006, por meio da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares do SUS. O acesso é feito a partir dos serviços de saúde, tanto em unidades básicas de saúde como em serviços especializado, e até mesmo em hospitais.

O usuário deve buscar a sua secretaria de saúde ou o posto de saúde mais próximo para saber como acessar esse tipo de atendimento, que varia de acordo com a oferta que cada município.

Os medicamentos homeopáticos estão na Relação Nacional de Medicamentos Essenciais do SUS (Rename), financiados pelo Ministério da Saúde. Assim, os municípios e estados também podem oferecer esses medicamentos nas unidades de saúde.

“O Ministério da Saúde também desenvolve uma série de projetos de capacitação e formação de trabalhadores nas várias práticas integrativas no sentido de ampliar a abordagem de cuidado, as opções terapêuticas que esses profissionais podem ofertar ao cuidar dos pacientes. Estamos desenvolvendo alguns projetos em parceria com algumas associações como a Associação de Médicos Homeopáticos e a Associação de Farmacêuticos Homeopáticos para o desenvolvimento de cursos voltados para profissionais do SUS”, destaca Amado.

Números no SUS
O Ministério da Saúde tem buscado ampliar as práticas integrativas e complementares (onde se inclui a homeopatia) para garantir um cuidado integral das pessoas.

Para se ter uma ideia, só em 2016, a Atenção Básica registrou mais de 13,5 mil atendimentos individuais para homeopatia em 340 estabelecimentos de saúde, em 259 municípios. Já nos serviços especializados, o número de atendimentos em homeopatia salta para 202 mil pacientes em 69 serviços.

Dentre a oferta de medicamentos, foram registrados 147 homeopáticos industrializados; 25 manipulados de farmácias próprias dos serviços; e 70 manipulados de farmácias conveniadas.

Luiz Philipe Leite, para o Blog da Saúde.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Como funciona a homeopatia para emagrecer

Muitas pessoas já buscaram acompanhamento de nutricionistas, endocrinologistas, mas ainda assim não conseguiram conquistar a boa forma que desejam

Muitas vezes a dificuldade de perder peso não está ligada diretamente ao consumo excessivo de alimentos, mas sim a desequilíbrios no próprio organismo.

Sabemos que fatores fisiológicos podem contribuir para os casos de obesidade, e é exatamente para isso que diversas pessoas buscam se submeter a tratamentos com remédios da homeopatia para emagrecer.

Nós podemos destacar a homeopatia para emagrecer por oferecer menos consequências ao organismo, se comparada aos demais remédios com pouca fundamentação, mas também há indícios que contradizem essa afirmativa.

É exatamente para responder essas questões que entenderemos melhor sobre como funciona a homeopatia para o processo de emagrecimento e saúde.

Perder peso
Os remédios homeopáticos são produzidos com substâncias naturais e que contribuem para o funcionamento correto do organismo. A homeopatia vem se destacando para auxiliar a perda do peso, pois pode contribuir para a correção de disfunção de tireoide, que é responsável por diversos casos de obesidade. Os remédios homeopáticos não agem diretamente para a perda de peso, eles estimulam o corpo a reagir naturalmente, corrigindo desequilíbrios e deficiências.

Assim como com diversos medicamentos, o tratamento com remédios de homeopatia para emagrecer não necessariamente garantem a resolução do problema da obesidade, pois a perda de peso exige que você adote hábitos saudáveis não só para o período de recuperação, mas para a manutenção e permanência do peso conquistado. É importante a avaliação do caso de forma particular, para que assim sejam reconhecidas as necessidades individuais.

As pessoas buscam a homeopatia não só para corrigir deficiências metabólicas, mas também para adequar o organismo a um funcionamento mais harmônico, dessa forma beneficiando principalmente uma relação positiva entre corpo e mente. Estudos apontam que consequências referentes ao funcionamento do corpo são reflexos de uma vida desequilibrada, e que a harmonia entre corpo e mente deve ser mantida para não haver consequências ao peso.

A homeopatia se destaca exatamente por isso, o obeso não é visto apenas como alguém que come compulsivamente. É feito um estudo sobre os casos particulares, além da realização de análises para a identificação das causas do sobrepeso, possibilitando assim a correção.

Os principais remédios de homeopatia para emagrecer

– Fucus Vesicelosus
Algas marinhas que podem ser adotadas para tratamentos de deficiências na tireoide, o que atinge diretamente a perda de peso. O Fucus na forma natural é rico em Iodo, mas após o processo homeopático, esse teor de Iodo se torna insignificante.

Esse remédio pode estimular a produção de hormônios da tireoide, o que interfere no funcionamento do metabolismo, ocasionando a perda de peso. As variações de dosagens também podem induzir à redução na produção do hormônio da tireoide, ou seja, as reações podem ser diversas e conquistadas de acordo com a administração pessoal do medicamento.

– Iodum
Esse remédio homeopático também pode auxiliar no controle de peso para pessoas que lidam com desequilíbrios referentes ao hormônio da tireoide, principalmente hipertireoidismo. O Iodo pode auxiliar no controle do apetite, um dos principais fatores responsáveis pelos casos de obesidade. Recomenda-se esse remédio para pessoas que são agitadas, nervosas e lidam com ansiedade e compulsão alimentar. O tratamento com esse remédio deve ser acompanhado por um médico homeopático.

– Antimonium crudum
Esse remédio auxilia no funcionamento metabólico, assim acelerando a digestão e eliminação de toxinas. Pode ser adotado por pessoas que sofrem com metabolismo lento. O tratamento com esse remédio pode ocasionar indigestão, flatulência, além de ocasionar coloração branca na língua. As dosagens devem ser indicadas por médicos homeopáticos.

– Calcarea Carbonica
Esse remédio é indicado para pessoas que lidam com compulsão alimentar e comem excessivamente. Pessoas obesas podem lidar com lenta e má digestão de alimentos, além de desequilíbrios de ácidos contidos no estômago. O tratamento com esse medicamento pode ocasionar inchaços, flatulência, refluxos e indigestão.

– Kali Carbonicum
É indicado para pessoas obesas e que possuem temperatura corporal baixa, ocasionando dores crônicas nas costas. Esse remédio é muito indicado para pessoas obesas que lidam com metabolismo lento. O tratamentode homeopatia para emagrecer com esse medicamento pode resultar em flatulências, indigestão, gosto amargo na boca e até prisão de ventre. O consumo de bebidas geladas pode causar vômitos e náuseas. Infecções crônicas como sinusite e bronquite são comuns para pessoas que necessitam do consumo das substâncias contidas nesse composto.

Acompanhamento médico
Não se submeta a um tratamento de homeopatia para emagrecer sem o acompanhamento de um médico. Inúmeras pessoas buscam a homeopatia para emagrecer, mas é fundamental que os remédios sejam recomendados por um profissional capacitado e que reconheça as deficiências dos casos particulares.

A homeopatia possibilita a produção de remédios de acordo com as particularidades de pessoas obesas, logo, é fundamental que as dosagens indicadas pelo médico sejam compatíveis com as suas características metabólicas. Não consuma remédios homeopáticos por indicação de amigos ou familiares, pois pode resultar em consequências graves ao seu organismo.

Dieta
É fundamental reconhecer que o tratamento com os remédios de homeopatia para emagrecer não pode ser o único responsável pela perda de peso. Hábitos saudáveis são fundamentais para você manter seu corpo em forma. A adoção de uma dieta equilibrada e rica em nutrientes que contribuam para o equilíbrio e bom funcionamento de seu metabolismo pode otimizar a perda de peso.

Busque orientação e evite o consumo de bebidas alcoólicas, doces, gorduras, refrigerantes, e principalmente sal, açúcar e conservantes que contribuam para o desequilíbrio de seu organismo.

Dicas
1. Não pule refeições em seu plano alimentar, tente realizar refeições com pequenas porções, assim, você reduzirá a probabilidade de comer excessivamente em determinados horários;

2. Não coma os alimentos que prejudicarão o funcionamento de seu metabolismo. Alguns deslizes podem dificultar a conquista de metas estabelecidas, reduzindo assim a eficiência do tratamento;

3. Coma pouco nas refeições noturnas, pois o tratamento com remédio homeopático também exige que você tenha uma noite de sono tranquila, para que sempre amanheça bem condicionado para as atividades do dia seguinte.

Exercícios físicos
Eles são fundamentais para auxiliar seu metabolismo a se manter ativo, o que proporciona a queima eficiente de gorduras. Os exercícios físicos intensificam o efeito dos remédios e ainda contribuem para o seu bem-estar.

A adoção da homeopatia para emagrecer pode auxiliar na redução de peso, mas a prática de hábitos saudáveis é mais seguro, principalmente livres de efeitos secundários, pois muitas escolhas atuais podem ocasionar em consequências à sua saúde no futuro.

Revisão Geral pela Dra. Patrícia Leite

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Homeopatia para tratar rinite

É possível tratar rinite com homeopatia?Especificidades de cada sintoma são importantes para a elaboração dos medicamentos
 
Dra. Isis Dulce Pezzuol Pediatria - CRM 39546/SP
 
Espirra, coça, nariz, garganta, ouvido olhos, palato... já pensou que aflição? De todas as patologias que chegam ao consultório, a rinite e a sinusite são as mais persistentes, de difícil controle e, de forma geral, que exigem medicação por mais tempo. Não existe um único fator determinante para estas doenças, e faz parte da arte homeopática descobrir todas as variações para melhor tratar a rinite com homeopatia. 
 
O aparelho respiratório tem importante papel na manutenção da qualidade de vida. A mucosa nasal produz uma fina lâmina de secreção que a mantém úmida e na qual adere poeira, corpos estranhos, pequenos objetos e fungos. Ao espirrar esses elementos estranhos são jogados para fora. Então, o espirrar e o tossir são mecanismos de defesa. Alergia não quer dizer que o corpo tem baixa imunidade, muito pelo contrário, é, na verdade, um organismo que reage de forma muito exuberante a estímulos como poeira ou mudança de temperatura, que não afetam outras pessoas. 
 
A rinite, enfermidade classificada como crônica, tem começo mas não tem meio ou final e como toda doença crônica caminha muito bem com homeopatia. Por que eu digo "caminha bem" e não cura definitiva? Porque, como a rinite é uma doença de determinação genética, as pioras e melhoras dependem de múltiplos fatores. A pessoa não nasce com a rinite, mas sim com uma tendência herdada e em determinado momento ela é desencadeada. Esse é um dos motivos para não oferecermos à crianças antes dos três anos substância potencialmente alergênicas, como o chocolate, os embutidos e biscoitos recheados, na tentativa de não sensibilizá-las. 
 
Diferente do tratamento convencional, na terapia homeopática os detalhes são fundamentais. Não basta só chegar e dizer "estou com rinite ou com sinusite", você tem de responder a pergunta de sempre: "Explique, como assim?". Em homeopatia é importante descobrir como é esse início: horário, temperatura, clima, emoções, espirra, coça, secreção: que cor, qual horário. E para cada uma destas questões temos um medicamento diferente e, quanto melhor você souber detalhar, melhor é seu medicamento. 
 
Na primavera os portadores de rinite sofrem a conhecida "Gripe do Feno". Pela floração, várias árvores soltam pólen no ar e, ao respirar o pólen inicia-se um processo alérgico onde os olhos lacrimejam, o nariz parece um "tomatinho" vermelho com secreção.   
 
Alopaticamente a rinite é tratada com: 
 
- Higiene ambiental, cuidados com estofados, cortinas... enfim, combate aos ácaros que são responsáveis por grande parte das rinites
 
- Spray nasal, tanto para limpeza e higienização como os anti-inflamatórios locais a base de cortisona
 
- Uso de antialérgicos
 
- Vacinas orais ou injetáveis
 
Com a homeopatia o tratamento acontece com:                            
 
- Higiene ambiental, uma vez que ela é sempre importante para a remoção dos ácaros
 
- Spray nasal com a finalidade de higienizar fossas nasais para evitar contaminação. Cortisona em spray é contraindicada em crianças, sendo liberada somente após os dois anos e com muita cautela. O mesmo acontece com os antialérgicos
 
- Vacinas tanto orais como injetáveis não fazem parte do repertório de uso homeopático
 
Enfim, a homeopatia tem menor custo, sem efeitos colaterais, é liberada para todas as idades e leva em conta a individualidade, tratando de modo especial a sua rinite.
 
Minha Vida

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Todas as doenças podem ser tratadas com homeopatia? Veja mitos e verdades

Ame-a ou deixa-a. Este é o sentimento que a homeopatia causa tanto em especialistas quanto em pacientes
 
Reconhecida desde 1980 pelo Conselho Federal de Medicina (Resolução CFM 1000/80), a especialidade médica já é aplicada na rede pública de saúde desde 2006, mas aparece, geralmente, como matéria optativa em poucas universidades brasileiras, como a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).
 
O tipo e a gravidade da doença limitam o uso da homeopatia, sendo mais indicada para um tratamento complementar e coadjuvante, já que os efeitos colaterais são muito baixos, quando o medicamento é bem prescrito. "O grande papel da homeopatia é junto a doenças crônicas, como alergias e enxaqueca. Na homeopatia, a gente [médicos] consegue modular os aspectos emocionais, que não são tarjados como doenças, mas que interferem na manifestação das doenças, como nas alergias", diz o médico e pesquisador homeopata, pós-doutorando da FMUSP Marcus Zulian Teixeira.
 
Criada em 1796 pelo médico alemão Samuel Hahnemann (1755-1843), a homeopatia é fundamentada no princípio dos semelhantes, isto é, o tratamento da homeopatia, tanto para sintomas físicos quanto para psicológicos, é feito por meio de substâncias que causam sintomas "semelhantes" aos da doença que será tratada e estimulam o organismo a reagir contra a enfermidade.
 
Estas substâncias provocam uma série de sintomas físicos e mentais no paciente, por isso, segundo Teixeira, o médico precisa ter o conhecimento dos sinais e sintomas objetivos e subjetivos do paciente, a fim de encontrar um medicamento individualizado e que leve em consideração a totalidade de sintomas.
 
Placebo?
Um estudo de 2014 publicado na "Systematic Reviews" analisou o resultado das cinco últimas revisões de ensaios clínicos sobre a eficácia da homeopatia: quatro chegaram à conclusão de que ela tem um pequeno efeito que difere do placebo. E a mais recente concluiu que as evidências não indicam compatibilidade entre os medicamentos homeopatas e placebos.
 
A tendência atual da medicina é buscar tratamentos personalizados para cada indivíduo, como dietas e remédios feitos com base no DNA do paciente. E essa é exatamente a base da homeopatia, onde o remédio para ter efeito deve ser feito para a pessoa, pensando em como o paciente é e como reage a situações cotidianas, ao meio e às pessoas que o cercam.
 
O que falta, de acordo com especialistas, são pesquisas de alta qualidade em homeopatia individualizada, que possa permitir uma interpretação mais clara sobre a eficácia da especialidade e um debate científico mais informado.
 
Não há contraindicações para usar homeopatia. MITO
O tratamento da homeopatia é feito por meio de substâncias que causam sintomas "semelhantes" aos da doença que será tratada e estimulam o organismo a reagir contra a enfermidade. A potência do remédio, conhecida como dinamização, pode provocar reações adversas no paciente, por isso, o presidente da Associação Paulista de Homeopatia, Sérgio Eiji Furuta, alerta para o risco de uma automedicação.
 
Pode consumir álcool durante um tratamento com homeopatia. VERDADE
O consumo de álcool moderado não atrapalha o tratamento homeopata, diz Sérgio Eiji Furuta, presidente da Associação Paulista de Homeopatia.
 
Não é preciso receita médica para usar homeopatia. MITO
A homeopatia é uma especialidade médica reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina desde 1980, logo necessita e exige prescrição para compra de medicamentos, alerta o médico e pesquisador homeopata, pós-doutorando da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) Marcus Zulian Teixeira. "O remédio tem que ser individualizado segundo o conjunto de aspectos do indivíduo, ou seja, dez indivíduos com a mesma doença teoricamente irão receber dez medicamentos únicos. Isto acontece porque além da doença se manifestar com aspectos diferentes em cada um deles, cada pessoa tem diversos aspectos emocionais, psíquicos, alimentares, entre outros, que mexem com o sistema imunológico de forma particular", explica.
 
Homeopatia não deve ser usada com remédios tradicionais. MITO
Segundo Marcus Zulian Teixeira, médico e pesquisador homeopata, pós-doutorando da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), desde que os remédios tradicionais tenham uma prescrição correta, levando em contra os efeitos colaterais, ambas as medicações (homeopata e alopata) podem ser tomadas de forma simultânea, sem ter interferência nas ações. "Uma pessoa da terceira idade que esteja tomando um remédio para pressão arterial ou um diabético que toma medicamentos não deve deixa de tomar as drogas, mas pode fazer um tratamento homeopata concomitantemente", exemplifica Sérgio Eiji Furuta, presidente da Associação Paulista de Homeopatia.
 
Homeopatia causa reação alérgica. VERDADE
Toda substância pode causar efeito colateral, e na homeopatia não é diferente. Levando em conta a individualidade do paciente e a totalidade dos sintomas, se o medicamento homeopata não for bem prescrito, ele pode ter reações adversas, como a alérgica.
 
Todas as doenças podem ser tratadas com homeopatia. MITO
O tipo e a gravidade da doença limitam o uso da homeopatia, sendo mais indicada para um tratamento complementar e coadjuvante, já que os efeitos colaterais são muito baixos, caso o medicamento seja bem prescrito. "A homeopatia não tem nenhum medicamento que possa substituir a insulina de um paciente diabético, por exemplo, então nem todas as doenças são tratáveis pela especialidade", exemplifica Sérgio Eiji Furuta, presidente da Associação Paulista de Homeopatia.
 
Remédio homeopata potencializa o tratamento com remédios tradicionais. PARCIALMENTE VERDADE
Ambos os remédios, alopata e homeopata, são prescritos de forma diferente, não se excluem e podem agir de forma complementar ou coadjuvante. O paciente tem uma renite alérgica forte, por exemplo, e precisa tomar um antialérgico, conforme ele vai tomando de forma simultânea um remédio homeopático, cada vez menos ele melhorará mais. De acordo com Sérgio Eiji Furuta, presidente da Associação Paulista de Homeopatia, "o tratamento homeopático pode ser associado beneficamente ao tratamento convencional".
 
Homeopatia é a mesma coisa que placebo. MITO
O "efeito placebo", que, de maneira geral, são comprimidos que não têm nenhum princípio ativo, mas produz no paciente a convicção de ter recebido um tratamento, é observado, segundo Marcus Zulian Teixeira, em qualquer remédio. Uma revisão de cinco estudos feita em 2014 concluiu que a homeopatia tinha resultados um pouco maiores do que do placebo para algumas doenças específicas.
 
Homeopatia cura as doenças. PARCIALMENTE VERDADE
"O grande papel da homeopatia é junto a doenças crônicas, como alergia e enxaqueca. Com um bom remédio prescrito com base nos aspectos individuais e levando em conta a totalidade de sintomas físicos e psíquicos, a homeopatia consegue mudar o curso natural da doença para uma melhora, levando em conta o tempo de tratamento e o tipo da doença", explica Marcus Zulian Teixeira, médico e pesquisador homeopata, pós-doutorando da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).
 
Se tocar com as mãos o remédio de homeopatia, ele perde o efeito. MITO
Ao contrário do que muita gente acredita, o toque das mãos não interfere no efeito do remédio homeopata. Este deve receber os mesmos cuidados de uma droga tradicional, como não ser exposto ao calor excessivo para não desnaturar as proteínas presentes e, consequentemente, perder a atividade biológica.
 
UOL

sábado, 25 de abril de 2015

Remédio homeopático pode auxiliar no combate ao câncer de próstata

Pesquisadora da UFRN utilizou bioativo da folha do Melão de São Caetano para desenvolver remédio homeopático (Foto: Wallacy Medeiros)
Foto: Wallacy Medeiros
Pesquisadora da UFRN utilizou  bioativo da folha do Melão
de São Caetano para desenvolver remédio homeopático
Medicamento foi desenvolvido por pesquisadora da UFRN. Câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens
 
O câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens, ficando atrás somente do câncer de pele. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), é o sexto tipo mais comum no mundo, representando cerca de 10% do total de cânceres em homens. Neste sentido, a médica e farmacêutica, Regina Carmen Esposito vem desenvolvendo um remédio homeopático que possa contribuir para a diminuição dessa estatística.
 
A pesquisadora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) utilizou um bioativo da folha do Melão de São Caetano para desenvolver o remédio homeopático. Ao fazer os testes em laboratório, foi observado que as células de câncer humano morriam ao entrar em contato com o composto. Então, a farmacêutica e médica decidiu fazer testes clínicos.
 
Para a realização dos testes em humanos, Regina Esposito explica que não havia possibilidade de fazê-los em pacientes portadores de câncer, pois para melhor observação dos dados, ela haveria de administrar placebo além do remédio desenvolvido, o que não seria indicado, uma vez que os pacientes já possuem a doença. “Não seria ético”, avalia a pesquisadora.
 
A solução encontrada foi a realização de testes em pacientes portadores de Hiperplasia Benigna da Próstata (HBP), uma vez que essa doença causa o aumento da próstata de forma benigna. “A proposta do trabalho é dar o medicamento, acompanhar pelo ultrassom e acompanhar a Interleucina”, diz Esposito.
 
Estudos indicam que quando há aumento de Interleucina, citocina pró-inflamatória que aumenta quando o organismo possui uma determinada inflamação e quando há, por exemplo, aumento de colesterol, de triglicerídeos ou da glicemia, há maior tendência de o indivíduo desenvolver HBP.
 
Observando essa relação, a pesquisadora pode comparar os índices de Interleucina nos pacientes antes e após administrar o medicamento. “Se eu tenho um aumento de citocina em uma pessoa que tem Hiperplasia, ao dar um remédio que estimula a citocina eu faço uma doença artificial maior que essa natural, já esta com o IL6 (Interleucina 6) aumentada e essa IL6 artificialmente aumentada faz com que o organismo direcione toda sua defesa para essa artificial o que acaba curando a natural”, explica Regina Esposito.
 
Para a pesquisadora, o grande desafio da pesquisa é encontrar pacientes compatíveis com todos os critérios exigidos, pois os homens ainda possuem dificuldade de procurar ajuda médica, em especial de um urologista. Para participar do projeto, o paciente deve ser homem, ter 45 anos ou mais, ter queixas urinárias e possuir pontuação adequada após aplicação de questionário específico.
 
Segundo Regina Esposito, que coordenou a ação Novembro Azul no Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL) em novembro de 2014, dos 431 pacientes atendidos no ambulatório, somente 44 foram aproveitados no projeto. Cerca de 10% dos pacientes atendidos durante a campanha foram encaminhados para biópsia, dos quais 2% foram diagnosticados com câncer. “Muitos tiveram que fazer biópsia e eu tenho que deixar eles esperando seis meses depois de fazer esse procedimento”, afirma.
 
Medicamento
De acordo com a pesquisadora, na medicina convencional, alopatia, os remédios e as doenças possuem compostos diferentes. Então, se o paciente está com febre, administra-se uma dose de anti-térmico; se está com dor, dá-se um analgésico contra a dor e assim por diante. O tratamento visa principalmente a doença, os testes de medicamentos são feitos em pacientes doentes ou em animais, as substâncias agem por quantidade de massa – podendo ser medidas em miligramas – e são dispensadas no limite da toxicidade – causando, muitas vezes, efeitos colaterais.
 
Já o princípio que rege a homeopatia é o de que remédios e doenças possuem compostos semelhantes. A técnica foi desenvolvida em 1779, pelo médico alemão Samuel Hahnemann e possui quatro princípios básicos: lei da semelhança, experimentação em homem são, doses mínimas e remédio único. O atendimento homeopático é diferenciado, pois é feito observando-se o paciente como um todo, tratando a causa da enfermidade não a doença propriamente dita.
 
Os remédios são administrados em doses menores e não apresentam toxicidade, pois passam por um processo de diluição onde retira-se toda a substância material do medicamento, porém deixa-se uma informação no medicamento que vai aumentar as defesas do organismo para combater a doença.
 
O medicamento desenvolvido pela médica e farmacêutica, Regina Esposito é homeopático, não tóxico e dinamizado. “Quando testei a toxicidade, se mostrou, sem ser tóxico, dinamizado. Ou seja, a dinamização manteve a ação”, observa. Um remédio ser dinamizado indica que houve diluições, excluindo a matéria, mas conservando a ação do medicamento. Segundo Esposito, seu medicamento é diluído “10 a -24, ou seja, não tem matéria, não tem Número de Avogadro lá dentro”, explica.
 
Para produzir um remédio homeopático é diluída uma parte de remédio, neste caso extrato da folha do Melão de São Caetano, em 99 partes de álcool, chamado de veículo. Bate-se essa solução, sucussiona, 100 vezes para obtenção de uma Centesimal Hahnemanniana (1CH). Depois, pega-se uma parte desta solução e dilui-se em 99 partes de veículo, obtendo-se 2CH. Para obtenção deste medicamento específico, Regina Esposito repete este procedimento 12 vezes, obtendo 12CH. Até a 11CH a solução possui matéria, a partir da 12, não. “Eu escolhi uma potência que ninguém pode dizer que eu estou trabalhando com fitoterapia”, afirma a pesquisadora.

G1

sexta-feira, 17 de abril de 2015

A Anvisa publica perguntas e respostas sobre fitoterápicos e dinamizados

Já está disponível no site da Anvisa um documento com as dúvidas mais recorrentes sobre medicamentos fitoterápicos e medicamentos dinamizados. O material foi elaborado pela Coordenação de Medicamentos Fitoterápicos e Dinamizados (Cofid) com base nos questionamentos mais frequentes do setor regulado
 
A Cofid recebe, por meio dos canais formais de comunicação com a Anvisa (memorandos, ofícios, Ouvidoriatende e SAT), inúmeros questionamentos por parte da sociedade, dos usuários de medicamentos e de outros órgãos da Administração Pública a respeito de fitoterápicos e medicamentos dinamizados (homeopáticos, anti-homotóxicos e antroposóficos).
 
A maior parte desses questionamentos refere-se à regularidade de registro e notificação desses produtos. No entanto, essas informações podem ser obtidas de forma rápida diretamente no site da Anvisa, por qualquer interessado, utilizando-se as ferramentas de consulta disponíveis. Assim, a Cofid elaborou um passo-a-passo para orientar e auxiliar aos interessados na realização desse tipo de pesquisa.
 
A Cofid verificou também que muitos questionamentos apresentam dúvidas gerais e recorrentes sobre fitoterápicos e medicamentos dinamizados e, então, além, do passo-a-passo para a realização da consulta de regularidade de empresas e produtos, este documento conta com uma seção de Perguntas e Respostas, que trata dessas principais dúvidas.
 
O documento pode ser obtido por meio do link.
 
ANVISA 

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Homeopatia vem sendo usada em tratamentos para emagrecer

Ao favorecer o equilíbrio físico, mental e emocional, ela elimina a ansiedade e a vontade compulsiva de comer

Tomar umas gotinhas todos os dias pode ser a solução para dar adeus ao excesso de peso. Os medicamentos homeopáticos são uma alternativa para quem quer emagrecer – e já tentou de tudo. Com a terapia, é possível encontrar o equilíbrio físico, mental e emocional. As fórmulas ainda aumentam a disposição, ajudam a diminuir inchaços e melhoram a performance do metabolismo, o que favorece a perda de peso.
 
A alimentação, para muitos, é uma forma de compensar a insatisfação com a vida, destaca o terapeuta homeopata José Alberto Moreno. Por isso, ele defende que o primeiro passo para emagrecer é encontrar o equilíbrio. O paciente não vai depender mais da comida se estiver calmo e feliz. “Em vez de eliminar gordura, vamos fazer uma lipoaspiração na parte energética. Harmonizamos o que está perturbando, como depressão e ansiedade, para que a pessoa não precise abrir a geladeira toda hora”, esclarece. A perda de peso acaba sendo uma consequência do tratamento homeopático, que com o uso constante pode até prevenir a obesidade.
 
Para Moreno, a homeopatia é um caminho muito fácil para chegar ao emagrecimento. Ele entende que a cirurgia bariátrica, por exemplo, não adianta nada se o paciente continuar com os sintomas da compulsão alimentar. “A vontade de comer é tão grande que anula o efeito da cirurgia de redução de estômago e a pessoa volta a engordar. Uma solução seria usar florais para equilibrar a mente.”
 
Mudança de hábito 
O presidente da Associação Homeopática de Minas Gerais, João Márcio Berto, explica que o tratamento trata a pessoa, e não a doença. “Não é o remédio que atua, ele apenas dá um empurrão para que o corpo reaja. Conseguindo isso, o paciente vai mudar a vida, inclusive os hábitos alimentares”, destaca. Assim, o organismo se mantém equilibrado por mais tempo. Muitas vezes, antes mesmo de chegar ao peso saudável, a pessoa consegue se aceitar com os quilos a mais, o que representa um grande avanço. Berto diz que não existe contraindicação para os medicamentos homeopáticos, o que não quer quer dizer que eles não façam mal. Por isso, é importante ter o acompanhamento constante de um especialista.
 
Há muito tempo, a servidora pública Maria Clara de Souza Alcântara, de 48 anos, tentava sair da faixa de sobrepeso. Nem o tratamento com nutricionista resolveu, pois ela não conseguia parar de comer doce. Resultado mesmo Maria Clara obteve com a homeopatia. Em quatro meses, ela eliminou quatro quilos. “Senti logo no primeiro mês o efeito de um dos medicamentos. Se estivesse fazendo atividade física regularmente, teria um resultado bem melhor”, comenta. Para a servidora pública, o emagrecimento tem a ver com o controle da ansiedade, que a fazia comer compulsivamente.Seguindo o tratamento homeopático com disciplina, Maria Clara espera conquistar um peso saudável em um ano.
 
Um dos medicamentos prescritos para emagrecer é o Saccharum officinarum, feito da cana de açúcar, que ajuda a regular os níveis de açúcar no sangue. Moreno destaca que o nosso sangue contém muitas impurezas, principalmente devido a uma alimentação errada, rica em produtos industrializados, que contém altas doses de substâncias químicas. “Usando a substância em forma homeopática, você olha para o doce e não sente vontade de comer de forma descontrolada. Nesse momento, deixa de acumular peso”, informa. Segundo o especialista, reprimir o desejo seria altamente adoecedor. Isso porque, quando você não come o que quer, acumula uma energia no corpo, que, com o tempo, pode se transformar em doença física. O remédio ainda age na medula para melhorar a qualidade do sangue, fortalecendo o organismo para encarar o processo de emagrecimento.
 
Moreno ainda descobriu outra homeopatia que ajuda na perda de peso. Chamado de Faecalis equi, o medicamento favorece a eliminação das fezes antigas acumuladas no intestino, que costumam aumentar ainda mais o abdômen. Isso também contribui para purificar o sangue e melhorar a qualidade de vida.
 
Saúde Plena

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

O que há de novo em homeopatia?

Ainda hoje, essa área da medicina estuda novas formas de utilizar antigos preceitos
 
Por Dra. Isis Dulce Pezzuol Pediatra - CRM 39546/SP
 
A homeopatia é uma ciência antiga. Temos atualmente muitas publicações e revisões apontando diferentes formas de abordar um paciente e a medicação prescrita varia conforme a escola onde esse médico é formado: depende da experiência clínica e de vida do médico. 
                           
Mas a base da homeopatia continua sendo o que Hahnemann escreveu e quanto mais lemos, mais encontramos novas soluções para tratamento nas entrelinhas. Então, tudo o que temos hoje são releituras de textos antigos. 
                           
 
 
A boa nova, no entanto, são médicos homeopatas que vem de escolas médicas e homeopáticas diversas, trazendo a tona uma medicina mais hipocrática que entende que não existem doenças e sim doentes, indivíduos que são desviados de seu eixo ?saúde?, que o tratamento deve visualizar a queixa atual e fatores passados que podem acarretar danos futuros, que não há pressa, podemos e devemos ouvir muito nossos pacientes, ao que eles serão eternamente gratos.                             
 
Um pouco da história da homeopatia
A primeira nota sobre homeopatia foi publicada em um Jornal de Hufeland em 1796. Explanava sobre o poder de substâncias da Natureza em alterar o estado de saúde das pessoas. Isso era observado através de intoxicações acidentais ou através de experimentação em humanos. Este é considerado o ano da "Fundação da homeopatia". 
                           
Samuel Hahnemann praticava medicina em um momento da história em que para tratar doenças usava-se sangrias, ventosas, purgativos. Através desses procedimentos, acreditava-se estar "retirando" do paciente a substância que estaria o adoecendo. Os escritos da época orientavam que o paciente deveria ser sangrado até que ficasse da cor da porcelana da China, tão pálido e tão anemiado que não possuía forças para reagir, o que era considerado cura. 
                           
Esse tipo de conduta para tratamento provocou vários movimentos durante a história para retorno a uma medicina mais hipocrática, dando ao corpo força para que ele sare da forma mais natural possível. 
                           
A homeopatia é a arte da cura suave. Hahnemann escreveu sobre esta ciência em algumas obras, trabalho de uma vida. Ela se baseia no incontestável poder que as substâncias da Natureza têm de alterar o estado de saúde das pessoas. 
                           
A boa cura depende da habilidade do homeopata, de sua clareza para reconhecer o que há de ser curado no paciente; da vitalidade do paciente; do que existe de curativo nos medicamentos. 
                           
As doenças dependem de uma série de fatores: do estilo de vida (vícios, uso de substâncias lícitas ou ilícitas), hábitos de vida, cuidados pessoais... Outro fato que devemos considerar em uma consulta é o tipo de doença: aguda (amidalite, pneumonia, otite, sinusite...) ou crônica (asma, rinite, cardiopatia).
 
A doença aguda, por definição, tem começo, meio e fim. A doença crônica está em manifestação neste momento, mas tem um fator desencadeante, em algum momento da historia de vida algum fato tirou esse paciente de seu eixo de equilíbrio: uma perda, um trauma, um fator estressante. 
                           
Esta é uma das razões de tanta pergunta durante a consulta: não podemos utilizar o mesmo medicamento para mesma doença. O medicamento deve ser escolhido dentre um grupo que na experimentação reproduza de forma o mais fiel possível a doença de nosso paciente. 
                           
Indivíduos socialmente isolados, luto conjugal, fatores estressantes, agressões física e psíquica contínua, infelicidade crônica, sabe-se que essa desestruturação altera o equilíbrio do sistema imunológico, tornando o indivíduo mais vulnerável, levando a adoecimento. 
                           
Adoecemos a mente e o corpo logo e seguida, e quanto mais longo e grave é nosso padecimento, pior é a doença física. 
                           
Os pacientes que utilizam tratamento homeopático são muito próximos de seus médicos, muita atenção, consultas longas aonde ele respira e consegue falar. 
 
Minha Vida

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Tratamento homeopático pode ser uma boa alternativa para tratar enxaqueca em crianças

Entenda os diferenciais desse tratamento, que já vem sendo referendado por estudos científicos

Por Dra. Isis Dulce Pezzuol - Pediatra
 
Hoje vamos conversar um pouco sobre um tema que nem sempre é levado muito em consideração quando falamos em crianças, a enxaqueca. Essa é uma doença de diagnóstico difícil, depende muito da observação dos pais e não existem exames complementares para diagnóstico. O que mais dificulta a descoberta do problema é o mito que "criança não sofre de dor de cabeça", que precisa ser eliminado. 
 
Na maioria dos casos, o questionário das características das cefaleias, a observação cuidadosa da criança e um exame neurológico completo são suficientes para o médico fazer o diagnóstico correto. O médico em consulta deverá ser muito minucioso e atento. Todas as queixas e sintomas deverão ser valorizados. 
 
Se a criança tem apresentado sintomas vagos e pouco expressivos, tais como: quietude em alguns momentos, procura da cama ou do escuro ou mal aproveitamento escolar, abra os olhos! Podemos estar frente a uma enxaqueca.                    
 
Mas o maior desafio para o diagnóstico é quando o quadro se apresenta em uma idade onde a criança não consegue definir e nem localizar sua dor: ela chora, ou coloca a mão na cabeça, ou procura colo quietinha, para de correr e pular, sensibilidade aumentada a ruídos e odores...                             
 
A homeopatia nesse tratamento
Um estudo recente, feito em 12 países e publicado The Journal of Alternative and Complementary Medicine, com 158 crianças de 5 a 15 anos, mostrou que a homeopatia pode ser eficaz para o tratamento da enxaqueca nos pequenos. Quando falamos em homeopatia, o capítulo "Dor de cabeça" possui 80 páginas e disponibiliza 273 medicamentos.                             
 
Tratar homeopaticamente pacientes com a queixa de enxaqueca, mesmo com todos esses medicamentos, torna a consulta mais clara e a regressão da dor se dá já na primeiro retorno. Alopaticamente, o uso de analgésicos comuns é muitas vezes eficaz nas crianças e, por vezes, constitui mesmo o único tratamento necessário para reduzir as enxaquecas. Mas cuidado! Quantas vezes podemos fazer uso de analgésicos sem somar efeitos colaterais? Todas as vezes a família pode medicar sem controle de um especialista? Quando essas queixas se tornam repetitivas, a homeopatia é sempre a melhor opção.                             
 
Qual a diferença entre as abordagens homeopática e alopática?
Quando você traz seu filho para uma consulta, é feito questionário, exame clinico, alguns exames necessários são pedidos... Até aqui, tudo igualzinho. Mas a homeopatia tem um detalhe que faz toda a diferença, a modalização dos sintomas, ou seja, sua diferenciação.                            

Os medicamentos diferenciam-se por uma riqueza em detalhes. Existem opções diferentes de acordo com o tipo de dor. Por exemplo, diferencamos se ela for martelante e com luz artificial, acompanhada de enjoo, ou se for por pressão, ou mesmo se ocorre na região da nuca... Cada tipo receberá um cuidado diferente.                             
 
Horário de aparecimento, de agravação e de melhora, posição, relação com alimentação, estresse, ansiedade, se está ligada à véspera de viagem ou de provas escolares ou momentos de vexação, localização (frontal, temporal, occipício), sintomas que acompanham (náuseas, irritabilidade , soluço, diarreia). Tudo isso é levado em consideração. 
 
Isso tudo é só uma amostra do que compõe as 80 páginas do Repertório Homeopático. Ensaios clínicos realizados demonstram a eficácia do tratamento homeopático: ausente de efeitos colaterais, efeito mais duradouro, mais barato, maior intervalo intercrises. O estudo do The Journal of Alternative and Complementary Medicine, por exemplo, demonstrou um significativo decréscimo na frequência, gravidade e duração das crises de dor de cabeça, com consequente redução da abstenção escolar.
 
Levantamento estatístico realizado na Unidade de Homeopatia do Hospital do Servidos Público Municipal de São Paulo demonstra que 67,2% dos casos de enxaqueca tiveram regressão do quadro já no primeiro retorno, com tratamento homeopático. Outro dado avaliado demonstra que a relação custo do tratamento homeopático versus clássico é de 1 para 1,55, demonstrando menor custo, fato importante quando falamos de tratamento a médio prazo. 
 
Por isso, o tratamento homeopático também deve ser considerado uma opção quando pensamos em enxaqueca em crianças. 
 
Minha Vida

terça-feira, 21 de outubro de 2014

CFF publica resolução que dispõe sobre as atribuições do farmacêutico na homeopatia

O Conselho Federal de Farmácia (CFF) publicou, na segunda-feira, 13, no Diário Oficial da União (DOU), a resolução de nº 601, que dispõe sobre as atribuições do farmacêutico no âmbito da homeopatia
 
De acordo com o texto da resolução são atribuições privativas do farmacêutico homeopata: o assessoramento e a responsabilidade técnica na indústria farmacêutica, nas farmácias comunitária e magistral, no serviço público e privado, onde são desenvolvidas atividades relacionadas à homeopatia; a manipulação e a dispensação de medicamentos homeopáticos e a elaboração de laudos técnicos e a realização de perícias técnico-legais relacionados a estabelecimentos, serviços e produtos homeopáticos.
 
Para o Conselheiro Federal pelo Estado de São Paulo e relator do texto (no plenário do CFF), Dr. Marcelo Polacow, a resolução é importante porque define a atuação do farmacêutico na homeopatia.
 
“A resolução dita responsabilidades privativas e não privativas do farmacêutico e estabelece o dever do farmacêutico homeopata desde a formulação até a dispensação do medicamento e o devido acompanhamento do paciente”, comenta Polacow.

Leia também:

Você sabe o que é mito e verdade sobre a homeopatia?

Homeopatia: quando o foco está na pessoa e não na doença

Homeopatia contra a Síndrome Pré Menstrual

A homeopatia em ginecologia

Homeopatia para ansiedade e nervosismo

Homeopatia cuida do corpo de maneira harmônica

 
O texto também especifica as atribuições do farmacêutico homeopata, não privativas ou exclusivas. Entre elas:
 
- participar do desenvolvimento de sistemas de informação, farmacovigilância, estudos de utilização e elaboração de bancos de dados de medicamentos homeopáticos, insumos, órgãos e tecidos animais, animais, matérias primas, plantas medicinais e outros produtos, utilizados na terapêutica homeopática.
 
- supervisionar e elaborar normas e procedimentos relativos à recepção, estocagem, guarda, conservação e controle dos estoques de insumos farmacêuticos, insumos ativos homeopáticos e dos medicamentos homeopáticos, em obediência aos preceitos das Boas Práticas de Armazenamento.
 
 
CRF - SP

domingo, 6 de julho de 2014

Homeopatia: não existe idade certa para começar com esse tipo de tratamento

Homeopatia: não existe idade certa para começarApesar de pessoas que começam a se tratar com um homeopata desde cedo terem melhores resultados, qualquer um pode se beneficiar com esse tipo de medicina 

Por Dra. Isiz Pezzuol 

No consultório recebo pacientes de todas as idades, de zero a 90 anos. Em grande numero de vezes ouço o seguinte comentário: "Doutora, a homeopatia é minha última esperança, já tentei de tudo!". 

Fico pensando nessa afirmação, na dificuldade que os pacientes têm em encontrar um caminho para restabelecimento de sua saúde. O adulto nos traz uma doença crônica (diabetes, hipertensão arterial, dislipidemias, depressão) e esta é mesmo difícil de controlar e por vezes tem tanto tempo de evolução com diferentes tratamentos que se complica pegar a "ponta desse novelo". 

Comparamos a doença de nosso paciente a uma cebola, colocando uma camada sobre a outra, encobrindo cada vez mais seu núcleo sadio, e quanto mais doença mais camadas. Quando começamos a tratar homeopaticamente, retiramos, isto é, tratamos cada camada que o paciente nos mostre até chegarmos o mais profundo, saudável, possível. Então, dá para compreender que vamos tratando até onde o corpo permite. 

Em qualquer idade pode ser iniciado o tratamento homeopático, não há impedimentos e de forma geral há benefícios para o paciente. A adesão ao tratamento para quem sempre usou medicamentos alopáticos é de forma geral muito tranquila: fácil de tomar, baixo custo e o médico homeopata ouve muito, e é gratificante encontrar um profissional que nos ouça. 

Pacientes vem até nós com tratamentos realizados anteriormente e existe sempre um lugar para a medicina bem feita, mas diferem da homeopatia pelo próprio princípio. O medicamento homeopático "carrega" com ele uma informação, a da doença. Chega então ao corpo e com a repetição do uso ele "ensina" o corpo a funcionar certinho. Partindo então dessa explicação, percebemos que quanto mais cedo iniciarmos o acompanhamento homeopático mais provável será o não adoecimento. 

E como é uma consulta homeopática em crianças, por exemplo, bebês? A criança não comunica doenças de forma objetiva, a mãe e os familiares, são os "tradutores". 

Além do motivo que o trouxe a uma consulta, condições de gestação e de parto, rotina, hábito alimentar, informações trazidas geralmente pela mãe, o pediatra experiente consegue em consulta captar as sutilezas em relação a condições de reatividade, calor, transpiração, sono, momentos de agravação, influências climáticas, choro. Valorizamos em uma consulta homeopática conflitos psíquicos que possam gerar situações de estresse, por exemplo, susto, sensação de abandono, ciúmes, entrada na escolinha, nascimento de irmãos. 

Quando falamos em homeopatia vem a nossa mente crianças, ou pessoas que fazem o tratamento desde pequenas. O tratamento homeopático pode ser iniciado a qualquer momento de vida e em qualquer idade. Desde o uso para tratar uma doença física (rinite, bronquite. sinusites), ou uma doença psíquica (depressão, tensão pré-menstrual). Mas vocês repararam? A bronquite não é somente física, pois pode ser desencadeada por uma emoção. A mesma coisa em relação a TPM, que é psíquica, mas também física. E é quase sempre assim com nossos pacientes em uso de medicamento homeopático: tratamos as questões físicas e também as psíquicas. 

Minha Vida

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Remédios homeopáticos não tratam sintomas particulares, mas a pessoa como um todo

http://similia.com.br/homeopatiaesaude/wp-content/uploads/2014/05/odontologia-parte-2_1.jpg Entenda melhor como é feita a escolha de medicamentos no tratamento com homeopatia

 Por Dra. Isis Pezzuol 

Pesquisando quantos medicamentos homeopáticos existem, verifiquei que são cerca de 2 mil. Puxa! Quantos, não é? Então isso nos leva a pergunta: como o homeopata escolhe qual medicamento usar para cada paciente e por que ele receita o mesmo medicamento para pessoas e doenças diferentes? 

Tudo começa com uma consulta. O paciente normalmente vem preparado, pois já contaram para ele que a consulta demora muito. Faz parte da consulta que o paciente relate os seguintes pontos: 

- O motivo da procura ao homeopata

- Doenças anteriores

- Rotina diária: trabalho, horários, alimentação, sono.

Neste momento começam as diferenças entre as consultas. Detalhes são essenciais: como a pessoa adoece é característica de cada um e os diferencia. Vamos supor que a queixa seja crise de bronquite. Perguntamos sobre o horário de agravação, época do ano, posição que assume durante a crise, como melhora, como piora, se sente medo, chama alguém. No caso da criança: questionamos se ela quer colo, se pede para ir até a janela respirar, se não quer que a toquem e quais são os sintomas que acompanham a crise? 

Levamos em conta sintomas físicos, psíquicos, sensações, desde quando a doença se manifesta. Vocês já ouviram alguém comentar: "desde aquela doença nunca mais fui o mesmo..."? Esse relato para o homeopata é a causalidade, ou seja, o ponto de partida da doença. 

A homeopatia está calcada em quatro pilares: 

1) Experimentação - Todo remédio homeopático é obtido após experimentação;

2) Lei da Semelhança - Procuramos, dentro da experimentação, o remédio mais semelhante à sua doença;

3) Remédio Único - O ideal é um remédio único para tratamento. Mas, tendo em vista a complexidade dos medicamentos e das pessoas, nem sempre é possível;

4) Doses Mínimas - Hahnemann, pai da homeopatia, considerava o paciente ?fragilizado? pela doença e, portanto, deveria ser medicado com muito cuidado. Por isso as doses mínimas. 

Ao final da consulta, após muita conversa, faço e entrego uma receita com o medicamento que considerei mais adequado ao caso. 

Paciente me pergunta o que faz o medicamento? O que esperar? O medicamento homeopático não é pontual, ele não é usado para uma doença, mas sim para uma "situação". Nunca adoecemos um órgão de cada vez, adoecemos como um todo. O que mostramos como "sintoma" é a ponta de nosso Iceberg, por baixo tem muito mais. 

Hahnemann desiludido com a medicina de sua época (sangrias, ventosas, purgativos) foi trabalhar como tradutor. Ao traduzir a obra "As leituras da Matéria Médica de Cullen", ele leu a descrição dos efeitos do uso da China officinalis ou Casca do Peru (planta usada pelos indígenas para tratamento do paludismo ou malária). Percebeu que a descrição da toxicologia da China off. é muito semelhante à doença Malária e que, se um indivíduo saudável tomasse a China, desenvolveria um quadro de intoxicação acidental semelhante à doença Malária. Isto dá origem ao primeiro dos pilares: Lei da Semelhança. 

Da mesma forma foram obtidos os outros medicamentos, pela observação nas intoxicações acidentais, picadas de animais e venenos. 

Como exemplo de intoxicação por plantas, vamos usar a Belladonna. A ingestão acidental da planta principalmente pelas crianças pode provocar: 

- Vermelhidão da face

- Secura da boca

- Excitação, alucinações visuais, delírios

- Hipertensão arterial

- Estados febris

- Convulsões.

A intensidade dos sintomas produzidos pela intoxicação depende de sensibilidade individual. Por esta descrição, ela é usada pelas mães para estados febris das crianças. 

Cada remédio homeopático tem suas próprias características e sintomas para os quais são mais eficazes. Então, não é possível dizer qual a indicação para cada medicamento. Para obter essa indicação, usamos os sintomas e queixas do paciente e as descrições dos medicamentos. 

Dois alertas: 

- Não tente se automedicar, principalmente com homeopatia, pois poderá ter um efeito indesejado

- O dito popular de que o medicamento homeopático se não fizer bem mal também não faz não é real, por isso fale sempre com seu médico

Minha Vida

domingo, 18 de maio de 2014

Vacinação é muito importante para que doenças não voltem a circular

Getty Images
Experimentos e a diminuição de doenças demonstram os
 benefícios da vacinação
O contato com outras populações, na Copa do Mundo por exemplo, pode causar infecção por doenças erradicadas no Brasil, como o sarampo
 
Por Dra. Isis Pezzuol
 
A vacinação é uma prática que teve seu início na China. Ao perceber que os sobreviventes de um ataque de varíola não voltavam a adoecer, muitos povos tentaram reproduzir e "produzir a doença de forma mais branda". 
 
Em 1796, Edward Jenner observou que um número expressivo de pessoas mostrava-se imune à varíola. Todas eram ordenhadoras e tinham se contaminado com cowpox, a varíola do gado, caracterizada por formação de pústulas, mas que não causava a morte dos animais. No mesmo ano, Samuel Hahnemann, genial pai da homeopatia, publicou sua pesquisa sobre os princípios dos medicamentos e cita em seus escritos os benefícios da vacina de Jenner. 
 
Ninguém discute a importância de vacinar. Não temos saudades dos 400 mil óbitos ao ano por varíola na Europa. Meus avós ainda lembravam da Gripe Espanhola, que assolou metade da Europa, já enfraquecida pelo pós-guerra. Mas, entre os homeopatas existe uma divisão entre os favoráveis e contrários a vacinação. Entre os autores clássicos não há descrição contrária à vacinação. 
 
As crianças por algum motivo não vacinadas (decisão dos pais, orientação do médico ou motivos religiosos), acabam tendo o que se chama de "imunidade de rebanho". Vacinas colonizam a orofaringe e em um grupo, por exemplo, em uma escolinha, todos acabam sendo imunizados direta ou indiretamente, com os brinquedos que passam de mão em mão e em bocas, espirros, tosse. Com a imunização da maioria da população, as crianças não vacinadas tem o risco de seu adoecimento enormemente reduzido pelo alto grau de imunidade coletiva que diminui a circulação da doença.
 
Hoje, vacinas são purificadas e diminuiu-se em muito os efeitos colaterais. Os conceitos de vacinação hoje são muito claros. Mesmo em meu consultório como homeopata, a frequência de pacientes que não querem vacinar é muito reduzida, considero casos isolados e não me deixam muito a vontade. 
 
O novo código de ética médica diz que a vontade do paciente é soberana, mas sempre questiono: "Você vai arriscar seu filho?". E lá vai muita conversa! Acredito que experimentos e a diminuição de doenças demonstram os benefícios da vacinação, as condutas contrárias deveriam ser revistas. 
 
Mas se a doença reduziu a circulação, por que eu preciso vacinar meu filho?
Em 2011 a Europa registra 30 000 casos de sarampo contra 1 300 nas Américas e 40 casos no Brasil. Que aconteceu na Europa? Em 1998 no Reino Unido, foi publicado um estudo que afirmava que o vacina tríplice viral (contra sarampo, caxumba e rubéola) seria causadora de autismo. Tendo em vista a importância da afirmação, foram feitos diversos estudos em diferentes centros de pesquisa, e não foi confirmada esta teoria. 
 
Posteriormente descobriu-se que o autor havia sido pago por firmas interessadas na controvérsia. Tanto que ele perdeu seu título de médico. Mas a repercussão da afirmação que a vacina produziria autismo foi tão intensa que a vacinação diminuiu muito e o sarampo retornou a ser uma doença circulante. 
 
O Brasil inclusive solicitou junto a Organização Mundial de Saúde o certificado de erradicação do sarampo. Porém, em junho de 2014 teremos a Copa do Mundo e holandeses, ingleses, trarão na bagagem, além da alegria, o sarampo. 
 
E as vacinas homeopáticas?
As vacinas homeopáticas foram utilizadas em surto de Dengue, com resultados muito positivos. São preparações obtidas a partir dos sintomas de cada epidemia. No surto de Dengue, os primeiros casos são analisados e anotados os principais sintomas.
 
Os sintomas comuns à maioria dos pacientes resultam em um medicamento retirado do que chamamos de "Matéria Médica Homeopática", onde esta contida a descrição dos efeitos de cada preparado. Então, em cada temporada muda-se o medicamento, pois ele é para cada doente e não para a doença, existe individualização.
 
Relatos de pacientes mostram mais rapidez na cura, menos incomodo, menos dores e a prevenção da forma mais grave, que é a dengue hemorrágica. 
 
Minha Vida

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Você sabe o que é mito e verdade sobre a homeopatia?

Foto: Reprodução
A homeopatia é eficiente para tratar doenças crônicas,
pois aumenta a resistência do organismo
Conheça mais sobre essa terapia alternativa
 
A homeopatia é uma das 53 especialidades médicas reconhecidas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), que tem uma filosofia de tratamento diferente da medicina tradicional. "
 
A homeopatia trata os pacientes de uma forma global (holística) e não, exclusivamente, seus sintomas.
 
Um médico homeopata procura observar o paciente em diversas áreas da vida, e através de medicamentos, mantê-lo equilibrado", explica o médico Moises Chencinski, especialista em homeopatia. Mas ainda há muitas dúvidas em torno dessa prática. 
 
1. No tratamento homeopático o paciente primeiro fica ruim para depois melhorar?
Em alguns casos pode acontecer.
               
Nota: O médico Nicolas Schor, especialista em homeopatia para Crianças e Adultos, explica que alguns pacientes apresentam sim uma exacerbação de seus sintomas. Isso acontece porque o medicamento estimula a energia vital da pessoa, que passa a mostrar com mais intensidade o desequilíbrio do organismo. Depois disso, o organismo se reequilibra e os sintomas melhoram. Mas a piora dos sintomas não é uma regra, "tudo depende da doença, do indivíduo e da maneira como o homeopata conduz o tratamento".
 
2. Os remédios da alopatia podem ser usados junto com os homeopáticos?
Sim.
               
Nota: Os tratamentos homeopáticos e alopáticos podem sim ser usados conjuntamente, segundo o homeopata Nicolas Schor. "Nunca tiramos um anticonvulsivante, um anti-hipertensivo ou algum outro medicamento que já esteja sendo usado pelo paciente sem primeiro verificar a melhora do paciente com o tratamento homeopático."
 
3. O tratamento homeopático pode provocar alguma reação alérgica?
Sim. Algumas substâncias podem fazer mal ao organismo.
               
Nota: O médico Flavio Orsini, professor da Associação Paulista de Homeopatia, afirma que se o paciente for sensível ao medicamento pode sofrer reações alérgicas. Quando isso acontece o tratamento com a medicação é interrompido.
 
4. Durante o tratamento homeopático não é permitido tomar vacina?
Mito.
               
Nota: Esse é um mito, segundo o homeopata Nicolas. As vacinas são sempre recomendadas e o próprio tratamento homeopático parte do princípio de atuar no organismo preparando-o para melhor reagir
 
5. A homeopatia pode ser considerada uma medicina preventiva?
Sim.
               
Nota: Sim. De acordo com o homeopata Nicolas Schor, o medicamento homeopático atua profundamente, equilibrando a energia do indivíduo, melhorando o funcionamento de vários órgãos e sistemas que possam estar sem vitalidade ou com aumento exagerado de sua função. E, justamente, por analisar o indivíduo em todos os seus aspectos, a homeopatia pode atuar preventivamente em vários desses aspectos.
 
6. A homeopatia é eficiente para tratar as doenças crônicas?
Sim, pois aumenta a resistência do organismo.
               
Nota: O médico homeopata Flavio Orsini afirma que a homeopatia trata principalmente doenças crônicas. Isso acontece porque o medicamento age aumentando a resistência do organismo. De acordo com Orsini, a maior parte dos pacientes procura a homeopatia para tratar doenças crônicas, como: asma, sinusites, amidalites, reumatismo, TPM, cólicas menstruais, constipações, intestino preso, insônia e outra.
 
7. Tenho que tomar bolinhas de hora em hora durante o tratamento homeopático?
Mito. As bolinhas são tomadas a cada hora em quadros agudos.
                
Nota: Nicolas Schor explica que somente nos quadros agudos é necessário o tratamento com bolinhas de hora em hora. "Em geral, isso ocorre quando precisamos estimular a energia do paciente reiteradas vezes." Mas quando o paciente reage, as doses ficam bem espaçadas. Há homeopatas que trabalham com doses únicas do remédio principal. Outros optam por doses semanais. Tudo isso depende da linha homeopática que o homeopata segue, da patologia que se quer tratar e da vitalidade do paciente e sua reação ao tratamento.
 
8. As bolinhas do remédio homeopático são feitas de açúcar?
Sim.
               
Nota: O médico homeopata Flavio Orsini explica que os remédios homeopáticos são composto por açúcar. Essas bolinhas são embebidas na substância que escolhemos para o tratamento do paciente, esclarece.
 
9. A homeopatia atua em qualquer caso?
Existem algumas doenças que não podem ser tratadas.
               
Nota: A homeopatia tem limites, pois não atua em situações cirúrgicas, ou em doenças terminais, a não ser como complemento do tratamento visando uma melhora do estado geral e da vitalidade do paciente, de acordo com o homeopata Nicolas Schor. Vale ressaltar que o medicamento homeopático é um estímulo energético e o sucesso do tratamento está intimamente relacionado com a capacidade do paciente de reagir a esse estímulo. 
 
10. Os remédios homeopáticos são menos agressivos para o organismo que os alopáticos?
Sim, os remédios da homeopatia não trazem efeitos colaterais
 
Nota: Sim, os medicamentos homeopáticos são isentos de efeitos colaterais, segundo o homeopata Nicolas Schor. O especialista explica que os remédios são manipulados a partir de substâncias de todos os reinos (animal, vegetal e mineral) e, posteriormente, diluídos e dinamizados para extrair o máximo de efeito terapêutico com o mínimo de substância. Portanto, eles não são tóxicos e se houver ingestão acidental de um vidro inteiro de bolinhas por uma criança, a chance de algum mal ocorrer é quase nulo.
 
Minha Vida