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quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Arquitetura hospitalar: fator determinante para a hospitalidade

Até que ponto a especialização em arquitetura é relevante? Há vários aspectos nesta questão que precisam ser considerados. Mas, sem dúvida, esta é uma tendência que tem crescido e estimulado muitos arquitetos e gestores da área a repensar seu foco de trabalho. Pois, cada vez mais se exigem qualificações direcionadas para nichos de mercado que antes eram explorados por todos.
 
Por Antonio Carlos Rodrigues*
 
Se analisarmos o setor de saúde podemos ter um bom exemplo desta mobilização. Nos últimos anos se tem absorvido a alta tecnologia, disponível em diagnósticos e tratamentos. E, na vertente contrária ao emprego de tecnologia, corre-se o risco de deixar para um segundo plano e tornar frio e calculista, o relacionamento profissional-paciente ou instituição-paciente. O que é um equívoco. Afinal, a gestão da arquitetura em saúde deve oferecer aos clientes, pacientes e acompanhantes, serviços que agregam valor a um momento gerador de tensão, estresse e até desconforto. Por isso, o projeto arquitetônico pode e deve interferir para tornar esse ambiente mais acolhedor. O desafio é otimizar custos, em espaços práticos e aconchegantes para o cliente, e funcionais para a equipe de trabalho, sem abrir mão da qualidade e dos conceitos sustentáveis.
 
Apesar do conceito de hospitalidade agregar aspectos intangíveis ao atendimento que o cliente não percebe, mas que criam uma maior sensação de bem-estar, a hotelaria em saúde se reflete também em aspectos bem tangíveis como a valorização do design de interiores, do conforto visual e acústico, a boa iluminação e o uso de alta tecnologia, que passa pelo conforto, praticidade e qualidade. Daí a hospitalidade só será completa quando se unir estas duas percepções e o investimento em espaços humanizados e hospitalidade, além de uma tendência, passa a ser um diferencial e pode representar a redução do desperdício, aumento da qualidade de serviços e consequente fidelização do cliente. Um centro diagnóstico ou hospital tem que ser bom e parecer bom para transmitir a sensação de segurança e bem-estar.
 
E aí voltamos para a questão inicial: a especialização dos profissionais se torna crucial na arquitetura em saúde. Por quê? É simples responder. Os erros mais comuns nesta área são a falta de conhecimento do setor. É preciso entender muito bem a atividade e as normas que regulamentam o segmento, que são bastante complexas.
 
Se considerarmos que edifícios de assistência à saúde são empreendimentos que exigem grandes investimentos na construção, na compra de equipamentos e, principalmente, na manutenção dos custos operacionais, esses valores crescem proporcionalmente às transformações construtivas executadas sem planejamento. Problemas iniciais de projeto, decorrentes de soluções arquitetônicas inadequadas são agravadas ainda mais com as ampliações em função do aumento da demanda e o acompanhamento de novas tecnologias e equipamentos. Além disso, o aparato tecnológico se confronta com o desafio de orçamentos cada vez mais enxutos. Porém, é possível desenvolver projetos que aliem simplicidade, inteligência e baixa manutenção com custos razoáveis.
 
Enfim, o arquiteto, quando especializado, compreende melhor a demanda e debate o programa em paridade de conhecimento com seu cliente, ganhando tempo e somando experiências. O setor de saúde é complexo e altamente regulamentado, portanto, o arquiteto deve conhecer e aplicar as diversas legislações pertinentes, que incluem as exigências da Vigilância Sanitária, Prefeitura Municipal, Bombeiros, certificações, assim como a própria operação do negócio medicina. E ainda, dependendo da complexidade e da expectativa do cliente, será necessário ou não formar uma equipe de profissionais de múltiplas disciplinas que farão os projetos complementares. A arquitetura é o ponto de partida e de chegada para todos os projetos e, no setor de saúde, é determinante para a humanização, melhorando as condições dos usuários e contribuindo com o próprio tratamento do paciente.
 
*Antonio Carlos Rodrigues – arquiteto, sócio-diretor da ACR Arquitetura e Planejamento. ac.rodrigues@acr.arq.br
 
Saúde Business

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Arquiteto russo cria projeto de 'hospital mais agradável do mundo'

Divulgação: O projeto do White Sails Hospital & Spa, que tem
forma de um iate
Em forma de iate, estrutura prevista para ser erguida na Tunísia tem piscinas e funcionários com roupas temáticas
 
Rio - Para muita gente hospital é uma ambiente traumático. Mas se este local fosse transformado num ambiente realmente convidativo? O arquiteto russo Vasily Klyukin projetou e desenvolveu um plano para construir "o hospital mais agradável do mundo", chamado de "White Sails Hospital & Spa". A ideia é que a estrutura integre a Tunísia Economic City, uma cidade futurista orçada em R$ 150 bilhões, planejada para ser erguida na Tunísia.
 
Com a forma de um iate gigante, o projeto do hospital tem quatro torres em forma de vela em uma plataforma elevada. Tudo isso rodeado por piscinas que devem dar a sensação de navegação no mar.
 
Divulgação: Para a noite, estrutura terá iluminação especial
 
De acordo com o arquiteto, a ideia por trás da estrutura fazer com que as pessoas experimentem calma e tranquilidade, em vez de sentir medo e insegurança enquanto estiverem no local. Ele também pretende fazer com que os visitantes se sintam como convidados em um cruzeiro de pacientes durante a sua estadia. Detalhe: o projeto prevê que os funcionários estejam vestidos com uniformes de marinheiro para combinar com o tema.
 
Divulgação: Projeto também tem áreas verdes e piscinas
 
"Vou voar para o espaço no próximo ano e meu estado de saúde deve ser verificado a cada seis meses. É por isso que conheço estes sentimentos muito bem. Toda vez que me aproximando de um prédio branco de uma clínica, não sinto nenhuma alegria. Com este projeto, meu filho poderia perguntar: 'Papai, quando vamos visitar o navio de novo'", disse ele em seu site.
 
Pesquisadores atestam que, de fato, a forma como os hospitais são projetados e ambientados influenciam na recuperação dos pacientes. O diretor do Center for Health Systems and Design da Texas A&M University, nos Estados Unidos, Roger Ulrich, já realizou estudos sobre estes aspectos. Em uma das pesquisas, por exemplo, ele sugere que o contato com jardins melhora a recuperação dos pacientes, reduzindo o estresse dessas pessoas.

O Globo

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

O desafio do hospital verde: afinal, como conseguir?

Crédito: Divulgação
Hospital Unimed-Rio: principal desafio é escolher o certificado
e o nível do Leed
De equipamentos de última geração a um jeito de reutilizar a água da chuva. Conheça as preocupações que um hospital deve ter ao pensar em um selo de edifício saudável
 
Lavar os pneus de um trator no primeiro estágio de uma gigantesca obra para a construção de um novo hospital pode fazer a diferença na hora de uma certificação ambiental para o futuro prédio. Isso mesmo. À parte os olhares dedicados à eficiência energética, à compra de materiais com o mínimo possível de emissões nocivas ao ar ou ainda ao aproveitamento do entulho gerado pela obra, um ato singelo, um simples enxaguar de mangueira comum em rodas minimamente sujas de terra seca, estão na mira dos auditores de um dos principais selos de qualidade do mundo neste segmento.
 
A avaliação é de quem busca o Leadership in Energy and Environmental Design, mais conhecido como LEED, do Green Build Concil, um dos sistemas internacionais de orientação ambiental para edifícios, que é dividido em quatro níveis de classificação, de acordo com a pontuação atingida pelo empreendimento: verde, prata, ouro e diamante.
 
O hospital Unimed-Rio, inaugurado no início do ano e que tem 219 leitos e 11 salas cirúrgicas em 30 mil m² de área construída, está em busca do selo verde, o primeiro da escala progressiva do LEED. Por isso, o investimento realizado na obra cresceu em cerca de 20% para se adequar às normas do certificado, revelou durante o Seminário Hospitais Saudáveis*, o gerente de engenharia do hospital, Sandro Constant.
 
“Um dos principais desafios é escolher pelo certificado e pelo nível dele ainda na fase de projeto, porque depois não tem como mudar. Definir o nível é medir o investimento. Outras questões importantes são: lidar com informações duvidosas de fornecedores [sobre emissão de gases dos produtos, por exemplo], custo maior dos materiais e ainda conseguir dimensionar o trabalho da sua equipe interna com o certificador”, explicou o engenheiro.
 
O LEED tem sete áreas de avaliação – espaço sustentável, eficiência no uso de água, energia e atmosfera, materiais e recursos, qualidade ambiental interna, inovação e processos, e, por fim, créditos de prioridade regional -, e em cada uma delas o prédio, no caso, o hospital, precisa promover iniciativas para ganhar pontos nos monitoramentos realizados a cada semana, desde o início da obra.
 
Assim, conforme colocou Constant, a Unimed-Rio instalou, por exemplo, um dos mais eficientes resfriadores líquidos do mercado (0,33KW/Tr); escolheu colocar um vídeo de fachada com alto coeficiente de sombreamento; revestiu o prédio de modo que um espaço entre uma cobertura sobre a parede cria um colchão de ar que colabora com a ventilação; fez um bicicletário, com vestiários, para 50 vagas; disponibilizou estacionamento preferencial para carros de baixa emissão de poluentes; trabalhou um sistema de captação de água da chuva, que é usado na área externa; utilizou 30% do entulho em obras em volta do complexo; usou tintas, colas e diluentes com baixo índice de emissão de solventes; e, claro, lavou os pneus dos tratores para que não sujassem a rua.
 
“É uma incerteza, você faz tudo isso sem saber direito se vai conseguir, mas é muito desafiador ver que a auditoria já começa na formatação do canteiro de obras, o que faz com que o ambiente limpo, tenha outra ‘cara’ ”, completa.
 
Quem já passou por tudo isso é o Albert Einstein, em São Paulo, cujo gerente de gestão de contratos, Heitor Kuramoto, ao tomar conhecimento do trabalho da Unimed-Rio, contou um fator interessante do case do hospital paulistano. “Concordo que temos de nos preparar para o selo que estamos buscando, mas com a gente aconteceu uma surpresa: pensamos e trabalhamos para pegar o prata, mas, ao fim do processo, alcançamos o nível ouro”.
 
Entre as ações, o executivo destaca um programa de reciclagem que evitou que 75% do entulho fosse para um aterro sanitário, além de grandes espaços verdes para o conforto da comunidade do entorno. Passou também por alguns pontos já comentados no case da Unimed – sobre o bicicletário, por exemplo, o Einstein criou até uma mini rodoviária para a entrada e saída de ônibus fretados.
 
“É um processo muito complexo e você precisa de profissionais certificados pelo Green Build Concil, até porque o LEED passa por revisões periódicas”, acrescenta Kuramoto.
 
Responsável por abrir a discussão sobre edifícios mais saudáveis, o presidente da Associação Brasileira para o Desenvolvimento do Edifício Hospitalar, Fábio Bitencourt, ainda pontuou: “o mais importante é que nossos prédios e hospitais não causem dano nenhum para o paciente. E o conforto ambiental, com os componentes culturais e subjetivos, virou conforto humano. A qualidade do ar, por exemplo, é uma das grandes preocupações do século 21 e tem de estar na pauta”.
 
Mercúrio
A discussão no evento também dedicou espaço para o debate sobre a iniciativa “Saúde Sem Mercúrio”, da Organização Mundial da Saúde (OMS). A coordenadora para a América Latina da organização Saúde Sem Dano, Veronica Odriozola, explanou sobre o atual momento do tema.
 
“O desafio agora é um instrumento global a ser lançado em outubro e assinado por 140 países, inclusive o Brasil, para determinar a proibição da produção, importação e venda de termômetros e esfignomanômetros (aparelho de pressão) com mercúrio até 2020”. Segundo ela, o convênio também diz que essa data pode se estender por cinco anos e, depois, os países que desejarem podem pedir ainda mais cinco. “Queremos junto à OMS fortalecer a ideia de que os países não precisam esperar até 2030, não há razão para demorar tanto assim. Não é um problema econômico, não tem um porquê para seguir contaminando o meio ambiente”.
 
A especialista ainda apresentou exemplos de iniciativas pelo mundo – em São Paulo, uma resolução em 2010 proibiu a compra dos equipamentos com mercúrio pela Secretaria Estadual de Saúde, enquanto a União Europeia vetou os termômetros em 2008 (em 2014 cai o estignomanômetro), por exemplo. “Nosso interesse é que o governo brasileiro dite uma política para todos os hospitais passarem a usar dispositivos alternativos. A resposta deles é que seria possível em estados mais ricos, mas mais difícil nos mais pobres”, acrescentou Veronica.
 
Um case apresentado foi o do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás. O local passou a gerenciar os resíduos em 2007, entrou de cabeça nas legislações do setor e, sobre o mercúrio, retiraram todos os dispositivos da instituição que levavam o elemento – o uso médio por lá é de 1200 termômetros por ano.
 
“É um dos pontos do nosso plano que leva uma enfermeira todas as manhãs passando informações para todos os pacientes e acompanhantes, ensinando, por exemplo, como descartar cada tipo de resíduo. E já tivemos caso de paciente reclamar de médico que não usou o recipiente correto”, contou a coordenadora do Departamento de Radiologia e Imagenologia do Clínicas, Soraya Coelho Meira.
 
Já a enfermeira do trabalho do Hospital Infantil Albert Sabin, em Recife, Morgana Gomes Silva, falou sobre as dificuldade deste processo de reformulação do modo de operação de um centro médico. “Levamos essas ideias [plano de tornar o hospital mais saudável] em abril para gestores, em maio para colaboradores e agora, em agosto, para pacientes. Mas é difícil a absorção disso pelos diretores, até pelo problema do custo que isso envolve”, afirmou, dizendo ainda que já foram substituídos os termômetros e esfignomanômetros com mercúrio e agora o hospital deu início a um projeto de troca de lâmpadas por equipamentos mais econômicos.
 
SaudeWeb

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Falta de acessibilidade os hospitais afeta usuários com mobilidade reduzida

Apesar de o Brasil ter cerca de 45,6 milhões de brasileiros com pelo menos um tipo de deficiência, ainda falta a promoção de condições para inclusão das pessoas com limitações de mobilidade nos edifícios hospitalares. Para Ubiratan da Silva Ribeiro de Souza, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Ufrj, associado à ABDEH, prover a acessibilidade nos ambientes de saúde é respeitar acima de tudo a dignidade da pessoa, sendo uma questão de direitos humanos, e isso é fundamental quando se projeta um estabelecimento de saúde.  

Segundo mostra estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base no Censo Demográfico de 2010, no Brasil há cerca de 45,6 milhões de brasileiros com mobilidade reduzida, ou seja, quase 24% da população. Desses, 35.791.488 apresentam problemas visuais, 13.273.969 dificuldade motora, 9.722.163 perda auditiva e 2.617.025 com deficiência mental/intelectual. Por conta desta realidade, a inclusão de pessoas com deficiência deve acontecer em todos os lugares, inclusive nos hospitais.

De acordo com Fábio Bitencourt, presidente da ABDEH - Associação Brasileira para o Desenvolvimento do Edifício Hospitalar, ao projetar um estabelecimento de saúde é preciso pensar na promoção de condições à acessibilidade. “A humanização nas edificações hospitalares inclui proporcionar ao paciente e as equipes de saúde autonomia para sua locomoção. Para isso, cabe aos arquitetos pensar em alternativas, com base nas normas técnicas NBR 9050 da ABNT, RDC 50 da Anvisa, entre outros órgãos reguladores, para prover condições de inclusão de pessoas com mobilidade reduzida”, ressalta.

Já Ubiratan da Silva Ribeiro de Souza, doutor em arquitetura e professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Ufrj, associado à ABDEH, afirma que a questão da acessibilidade nos hospitais não diz respeito apenas ao paciente, mas sim a todos os usuários, que de alguma maneira vão interagir com o ambiente de saúde. “É muito limitado pensar que basta apenas utilizar rampa e a adaptar o banheiro para atender aos requisitos de acessibilidade de pessoas com deficiência. Na verdade, ao projetar um edifício, deve-se levar em conta como oferecer condições de acesso e de uso, de forma independente e autônoma, àqueles usuários com limitações de mobilidade”.

Outro ponto destacado pelo professor é que mesmo nos hospitais que adotam rampa, corrimão e escadas adaptadas aparentemente adequadas existem problemas em atender às especificações técnicas. “Um dos erros comuns encontrados é a adoção de inclinação de 10% nas rampas quando o correto é de no máximo 8%. A não adoção de corrimão com duas alturas, uma de 92 cm e a outra de 70 cm, que se destina a cadeirantes e a usuários de baixa estatura é outro equívoco”, explica. Além disso, há falta de piso antiderrapante e tátil (que serve de orientação para pessoas com deficiência visual), inscrições em braile e sinalização visual e sonora.

Ubiratan da Silva também expõe que a identificação visual das fachadas e das portas, as calçadas adequadas e o impedimento da entrada de cães guias de cegos são outros empecilhos para os usuários com deficiência nos hospitais. “Infelizmente, muitos profissionais da saúde, gestores e projetistas não têm clareza dos direitos, garantidos por lei, das pessoas com mobilidade reduzida. O conhecimento das normas técnicas e da legislação é necessário tanto para os arquitetos, quanto para todos envolvidos na área. Na atualidade, percebemos que os novos projetos vêm buscando atender a esses aspectos que proporcionam conforto e segurança aos usuários”, esclarece.

Para o especialista, hoje, grande parte dos hospitais ainda está longe de atender a legislação vigente para proporcionar ambientes acolhedores e humanizados que promova condições de inclusão das pessoas com deficiência e com mobilidade reduzida. “É preciso entender que proporcionar condições de acessibilidade a todos os usuários dos espaços de saúde, elevando o nível de usabilidade, não se trata de um favor ou benesse, mas sim, de um direito fundamental que é o respeito à dignidade humana. A utilização plena dos edifícios pelas pessoas com mobilidade reduzida, sejam os pacientes e seus acompanhantes, sejam os profissionais de saúde, não deve ser vista como algo especial, mas, sim, como um direito universal”, afirma.


Fonte Márcia Brandão MTB 59.938

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Hospital Dia: como arquitetar a estrutura para atender em 24 hs?

Procedimentos mais simples e em um tempo máximo de 24horas para internação fazem com que hospitais exijam de seus projetos arquitetônicos mais eficiência nos ambientes e no fluxo de pacientes

A desospitalização é um conceito cada vez mais presente no cotidiano do setor de saúde. A adoção de novos protocolos e tecnologias contribuem, consideravelmente, para que o tempo de internação seja cada vez menor. Outro fator que estimula para esse conceito é o hospital dia, que possui a arquitetura como grande aliada para a redução no tempo de permanência no ambiente hospitalar.

O conceito surgiu na década de 30, na extinta União Soviética, como hospital para o tratamento de pacientes psiquiátricos. Ao longo do tempo, esse tipo de unidade de saúde foi se espalhando pelo mundo e abrangendo outras especialidades até chegar ao Brasil, na década de 90. Atualmente, dos sete mil hospitais brasileiros, 365 são hospitais dia, sendo 41 públicos, sete filantrópicos e 317 privados, de acordo com o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (Cnes).

Como grande aliada dessas instituições, cujo período de internação é de, no máximo, 24 horas, a arquitetura reúne conceitos de humanização do ambiente, organização do fluxo de pacientes e equipes assistenciais, além de tornar o edifício saúde uma construção atraente para a captação de clientes, sejam eles, médicos, operadoras ou pacientes.

De acordo com o presidente da Associação Brasileira para o Desenvolvimento do Edifício Hospitalar (Abdeh), Fábio Bitencourt, a arquitetura tem a função de abrigar novas tecnologias e oferecer elementos de conforto necessários para a recuperação do paciente. “O cuidar, o tratar e o curar não se processam apenas com medicamentos. Outras características fazem parte deste processo e a arquitetura, certamente, é uma delas, além de simplificar fluxos e eliminar barreiras que possam dificultar o acesso do usuário.”

Direcionado a um curto período de internação, os hospitais dia são dispostos de duas maneiras: em unidades próprias ou dentro de centros médicos. Independente do modelo, é importante que estas instituições tenham planejamento na hora de executar obras de adequação ou expansão.

Para esse tipo de unidade operar com eficiência, planejar as obras pensando no ambiente como um todo é fundamental. Entre os pontos contemplados pelo projeto, devem ser considerados: fluxo, acesso e humanização do ambiente. Para facilitar este fluxo, essas unidades devem ser alocadas na região térrea dos hospitais, vizinho aos ambulatórios, unidades diagnósticas e farmácias – um dos serviços do hospital dia é a aplicação de medicamentos, como quimioterapia, por exemplo , além da localização próximas aos estacionamentos, para que não ocorra a necessidade de circulação por todo o edifício.

Na contramão do cenário brasileiro, os hospitais dia norte-americanos investem significativamente em arquitetura para tornar as instituições mais atraentes para o consumidor de saúde e aumentar o fluxo de paciente. Segundo a arquiteta Patricia Biasi, que baseou sua tese de doutorado neste tema, é muito comum encontrar no País salas coletivas para infusão de medicamentos, por exemplo. “Nos EUA, uma das grandes diferenças nesses ambientes é a divisão das salas em pequenos compartimentos, sendo uma cortina hospitalar ou box, que criará um ambiente privativo de atendimento. Ou seja, você tem o salão coletivo que proporciona um acesso visual às equipes assistenciais, transmitindo mais segurança ao paciente, ao contrário dos quartos privativos.”

Como parte dos hospitais dia brasileiros estão alocados em instituições públicas, que não foram projetadas para comportar esse tipo de serviço, os problemas com manutenção, disposição espacial e falta de ambientes para armazenagem de insumos, por exemplo, são recorrentes.
Um dos maiores problemas apontado pelo estudo da arquiteta é a falta de dimensionamento do espaço hospitalar, que não comporta a crescente demanda para este tipo de serviço, ocasionado pela falta de planejamento em longo prazo por parte dessas unidades.

Outro fator que dificulta a criação de ambientes coletivos nos hospitais dia brasileiros é o comportamento de consumo do cliente de saúde. Para o presidente do Hospital Paulista, especializado em otorrinolaringologia e hospital dia, Braz Nicodemo Neto, o cliente mede a qualidade da instituição de saúde de acordo com ambiente onde é internado, e valoriza muito mais quartos individuais do que salas coletivas.

Há três anos, a entidade iniciou suas obras de adequação. Nicodemo explica que o principal objetivo do projeto arquitetônico foi a humanização do ambiente hospitalar, principalmente nos leitos de internação, e a criação da UTI como retaguarda para as equipes médicas. “Fizemos um esboço de uma sala coletiva, com diversos boxes, no entanto, achamos que a cultura do País ainda não está adequada a este padrão, pois o paciente quer conforto e um leito privativo”.

No plano diretor, elaborado pelo hospital, ainda está previsto um terceiro andar, que mudará a configuração da unidade, transferindo todo o setor de diagnóstico e ambulatório para este novo ambiente e deixando as atuais instalações, no térreo da unidade, para a construção de mais leitos.

“O Paulista é um hospital horizontal, o que facilita o fluxo das operações e reduz o custo. Nosso plano diretor está alinhado com o planejamento estratégico e pode sofrer alterações caso ocorra alguma mudança nos planos do hospital.”

Futuro
O modelo de atendimento oferecido por essas unidades se enquadra na tendência de desospitalização, que toma conta do mercado de saúde, seja por questão de custo operacional das unidades ou perfil de doenças . Bitencourt acredita que o número de hospitais dia deve triplicar nos próximos anos, enquanto o crescimento dos hospitais convencionais será menos significativo.

Para Patricia, a simplificação das tecnologias aplicadas às práticas assistenciais, da relação entre espaço e custo e de determinados procedimentos médicos proporcionará a recuperação do paciente em menor tempo, reduzindo também o risco de infecção. Isso permitirá a aplicação de uma arquitetura mais enxuta, simplificada e que priorize o fluxo de pessoas e a segurança do paciente em ambientes menores. “Esta lógica é o caminho para o futuro das instituições.”

Fonte SaudeWeb

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Arquitetura baseada em evidência

Mais do que estrutura técnica e profissional, a eficiência de um tratamento médico recebe influências de ordem comportamental e psíquica, considerando tempo e espaço. Descubra que não existe apenas medicina baseada em evidência, mas também arquitetura hospitalar

A medicina baseada em evidência, que alia ciência a resultados da prática clínica para orientar a tomada de decisão terapêutica, tem seu modelo replicado para outros setores do âmbito hospitalar, como a arquitetura. Nos últimos tempos, cientistas desenvolveram estudos que mensuram o impacto do design da saúde na eficiência do tratamento. Itens como leitos individuais Vs leitos compartilhados, redução de barulho no ambiente hospitalar, melhoria da iluminação, aperfeiçoamento da ventilação interna, entre outros foram comprovadamente apontados como influenciadores no resultado final da assistência hospitalar.

De acordo com o estudo “The role of the Physical Environment in the Hospital of the 21 Century: A Onc in a Lifetime Opportunity”, de Roger Ulrich e Craig Zimring, é possível reduzir a taxa de infecção hospitalar através do aumento da lavagem de mãos das equipes assistenciais com ações que vão além de campanhas de incentivo. Ações como inserir depositórios de álcool gel próximos ao leito e nas saídas dos quartos, bem como pias próximas aos locais em que são administradas as medicações, contribuem para um aumento da lavagem de mãos e consequente redução de infecção hospitalar.

Para este tipo de preocupação se dá o nome de arquitetura hospitalar baseada em evidência. O termo foi criado pelo Center for Health Design, instituição norte-americana, que o definiu como sendo o “processo de basear decisões de projetos sobre o ambiente construído em pesquisas com credibilidade, para atingir os melhores resultados possíveis”. Na prática, é um protocolo completo de projeto, que tira proveito da experiência de uma equipe multidisciplinar e do corpo do conhecimento científico publicado na área de projetos, com ênfase para a busca de evidências, registro de hipóteses, mensuração e publicação dos resultados.

Uma vez que as instituições hospitalares tomam consciência de que o ambiente construído influencia em larga escala a resolutividade de sua prática assistencial, a produtividade dos seus recursos e, por consequência, seu resultado financeiro, elas tendem a exigir mais segurança com relação aos resultados esperados de cada decisão de projeto. Como por exemplo, qual a influência de oferecer salas de cirurgia com antessalas de preparo de paciente para o turnover de sala.

De acordo com o diretor executivo e arquiteto da Kahn do Brasil, Arthur Brito, a metodologia de um projeto baseado em evidência deve seguir os seguintes passos:

• Definição do objetivo e escopo do estudo;
• A busca sistemática por fontes de informações;
• A interpretação de evidências;
• A definição de hipóteses;
• A coleta da base de dados (dependendo da metodologia de pesquisa);
• O monitoramento da aderência de projeto;

A medição e publicação de resultados. Assim como fazem, quando escolhem uma modalidade de investimento financeiro e posterior monitoração de resultados.

Para Brito, “a intenção da metodologia é exatamente a de comprovar os casos em que a arquitetura e engenharia beneficiam resolutividade e qualidade da assistência e quando sua influência não é clara ou decisiva”.

Os hospitais que tomam a decisão de adotar uma arquitetura baseada em evidência precisam envolver um grupo heterogêneo de pessoas em uma equipe de projeto que pode chegar a contar com:

• Proprietário, planejador hospitalar, arquiteto e construtor;
• Liderança executiva: Gestão financeira e tomadores de decisão;
• Pessoal da linha de frente: enfermagem, médicos, técnicos e equipe de apoio;
• Consultores: tendências e tecnologias;
• Representantes dos pacientes (reais ou emulados);
• Líderes das comunidades: quando há influência urbana e Pesquisador.
 
Segundo o arquiteto, o hospital que aplica a arquitetura baseada em evidência se foca nos resultados das suas decisões de projeto, construção e operação. Será, portanto, muito mais provável que implemente uma solução efetiva e, certamente, terá elementos para monitorar se está atingindo os resultados esperados e antecipar uma possível ação corretiva, caso não esteja no caminho almejado. “Será um hospital preparado para os desafios do futuro”, pontua Brito.

Aderência
De acordo com o diretor da Kahn do Brasil, o projeto hospitalar anseia por método e organização. “Os administradores já descobriram isto, quando buscam as certificações de qualidade (ISO, Joint Comission, ONA etc.) e são igualmente receptivos a projetos e profissionais acreditados”, sinaliza.
Ter o projeto arquitetônico que comprovadamente garante mais eficiência ao tratamento beneficia as instituições em acreditações. A Joint Comission, por exemplo, já tem envolvimento com o CHD, pois grande parte dos seus critérios versa sobre a segurança do paciente. “Uma vez que o a arquitetura baseada em evidência tem como agenda a busca por soluções comprovadas no tema, a certificação de edifícios projetados com a metodologia é muito fácil”, defende Brito.

Para Márcio Oliveira, presidente de Desenvolvimento Técnico Científico da ABDEH (Associação Brasileira para o Desenvolvimento do Edifício Hospitalar), a cultura do design baseado em evidência é nova no Brasil e poucas instituições adotam, influenciadas pelos técnicos dos projetos, que entrando em contato com as metodologias, colocam isso como elemento a ser perseguido. “No Brasil não há uma divulgação de resultados, por meio de pesquisas científicas. Isto precisa ser fomentado nos hospitais”, avalia.

Benefícios clínicos da arquitetura
Em 2009, o Hospital Beneficência Portuguesa, de São Paulo, desenvolveu um plano diretor, que contemplava a modernização e ampliação da estrutura com foco em humanização e eficiência da arquitetura. Fruto deste planejamento foi a reforma da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neurológica, inaugurada em 2011 com novo design e 33 leitos. De acordo com Viviane Veiga, médica intensivista e assistente da UTI Neurológica da instituição, durante o projeto de reforma e mudança, a equipe médica participou de forma ativa junto com a arquitetura para que, baseado em estudos americanos, a UTI fosse reestruturada.

Como resultado, os leitos das UTI´s ganharam janelas, aumentou-se a distância entre os leitos, permitindo que a família fique junto ao paciente e criou-se uma ante-sala com televisão e sofá para a família ou acompanhantes aguardarem enquanto o paciente permanece na UTI. Para Viviane, a mudança estrutural viabiliza que a família acompanhe de forma mais confortável o paciente. “Tivemos uma mudança física e cultural, pois a equipe multiprofissional já aceita de uma forma mais natural a presença da família na UTI. E a família consegue perceber todo o processo e trabalho da equipe assistencial”, conta.

Com um investimento da ordem de R$ 7,2 milhões na UTI neurológica, a instituição conseguiu identificar benefícios clínicos com essas mudanças. Foi realizado um estudo avaliando 22 leitos da instituição, dos quais 11 já tinham janelas implantadas e os outros 11 não tinham (era ambiente fechado), em um período de 15 dias, com todos os pacientes internados. Chegou-se a conclusão de que na UTI sem janelas os pacientes tiveram 33% mais delírio do que os pacientes que tinham janelas, em análise feita de acordo com a metodologia CAM-ICU. “Os pacientes que tiveram mais delírio tiveram aumento de internação na UTI e consequentemente aumento de custo”, reforça a médica.

Para Viviane, a arquitetura do hospital deve ser reorganizada com olhos voltados para processos, para a área clínica e para o estético. “É preciso criar mecanismos para facilitar os processos, o tratamento, além da estética”, completa.

O Hospital realizou o mesmo tipo de modernização nas áreas de hemodiálise e pronto atendimento, com um foco maior em humanização.
Humanização e Arquitetura Baseada em Evidência: divididos por uma linha tênue.

No processo de humanização hospitalar, a arquitetura é um dos elementos chave. Entretanto, quando se trata de um projeto de design baseado em evidência, o inverso não é verdadeiro. Os elementos adotados para ganhar em qualidade assistencial não necessariamente precisam estar atrelados à humanização do tratamento.

Outra instituição que trabalha na linha tênue entre humanização e arquitetura baseada em evidência é o Hospital Vita Curitiba. Construído em uma antiga estrutura de hotel, a entidade aproveitou a arquitetura hoteleira, adequando-se às necessidades médicas. “O Centro cirúrgico foi construído próximo ao Pronto-socorro, área de exames e UTI´s facilitando a locomoção de pacientes. A UTI geral tem um acesso direto com o centro cirúrgico”, conta o superintendente da instituição, Flaviano Feu Ventorim.

A arquitetura dos leitos foi mantida preservando as varandas, desta forma proporcionando uma área aberta exclusiva para cada apartamento e possibilitando espaço para o paciente tomar banho de sol com privacidade e maior espaço para acompanhantes.

O hospital conta com um grupo de trabalho, chamado Time do Ambiente, formado por profissionais de diversas áreas do Vita, que estão constantemente avaliando riscos e sugerindo oportunidades de melhorias na estrutura, com o objetivo de aprimorar a qualidade e segurança assistencial. Reformas e novas áreas são planejadas conforme experiência anterior, relatos das equipes multiprofissionais e pesquisa com os clientes. “As obras passam por avaliação da equipe médica. As sugestões e orientações da gerência médica e equipe multiprofissional, formada por psicólogos, fisioterapeutas, enfermeiros e nutricionistas, são fundamentais para a definição dos projetos de reformas e novas obras”, complementa o superintendente.

No caso das Unidades de Terapia Intensiva, o hospital além de ter jardim de inverno, áreas amplas, os boxes contam com claridade externa, com espaço físico privativo e tons claros. Nas UTI´s geral e cardiológica é utilizada a cor azul, considerada suave, capaz de proporcionar calma, tranquilidade, afetuosidade, paz e segurança. “É conveniente utilizar o azul em locais sujeitos a muita tensão, pois esta cor também ajuda a baixar a pressão sanguínea e a reduzir o estresse e a tensão”, pontua Ventorim.

De acordo com o executivo, no processo de recuperação do paciente, a iluminação pode auxiliar na orientação temporal e na manutenção do ciclo sono-vigília, já que o uso de sedativos impede que o paciente diferencie dia e noite.

Com exemplos nacionais como este, a cura antes instituída exclusivamente ao tratamento médico, com o tempo vai ganhando influências de ordem comportamental e arquitetônica, mostrando que o controle sobre a eficiência de um tratamento não está somente nas mãos do médico, nem do paciente, mas também do ambiente em que está inserido.

Fonte SaudeWeb

Importância da arquitetura na resposta hospitalar a catástrofes

A urgência e emergência coletiva é um problema externo que tem levado os hospitais aos caos. Acidentes de trânsito ou deslizamento de terras, seja qual for a catástrofe, a unidade hospitalar precisa obrigatoriamente acolher e cuidar de todos indivíduos e para isso é preciso se preparar e criar um plano de desastre.

Pra falar sobre isso, Luiz Maurício Plotkowski, especialista em medicina de desastres e catástrofes, resolveu se apresentar no V Congresso ABDEH sem discutir o problema de arquitetura, mas como cliente dos arquitetos. “No papel de médico, o que eu preciso para tentar desenvolver uma melhor atividade durante esse tipo de evento?”

Normalmente os hospitais são treinados para atender uma urgência individual. Isso muda completamente a rotina do corpo clínico, independente de ser origem externa ou interna, que neste último caso pode ser ocasionada por diversos fatores, entre eles o tecnológico, segundo Plotkowski.

Para o especialista, a inadequação entre os recursos existentes e os necessários para fazer frente a um evento súbito tem que ser pensada. “Tem que ter isso previamente organizado e montado no projeto de planejamento. É essencial”, reforça.

A resposta hospitalar a desastres externos no ponto de vista de Plotkowski é:
  • desorganização inicial das pessoas que estão no local;
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  • estupor, ansiedade que pode ser seguida de pânico;
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  • múltiplos intervenientes;
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  • evacuação selvagem.

Hoje essa realidade se deve ao despreparo não só do corpo clínico, mas da desinformação do mundo externo. De acordo com o especialista, o hospital descobre o acidente primeiro pela mídia, seguido da chegada dos pacientes sem aviso prévio, telefonemas da população e comunicação das organizações de socorro.

“Está claro que o hospital, no seu projeto, precisa ter capacidade de mudar seu nível de comunicação; a central telefônica vai engarrafar, precisa de um nível maior de capacidade para responder esse aumento de comunicação”, diz.

Além disso, Plotkowski sugere uma alteração da estrutura física, com adição de um local pré-estabelecido para coordenar internamente o hospital e se comunicar com tudo que acontece fora da unidade. Entre outros, estão: logística de comunicação, informática, telefonia, sala anexa para apoio operacional técnico, recepção separada para urgência, familiares, autoridades e imprensa.

“Preciso criar esses espaços. São áreas novas para receber um grande número de pessoas ao mesmo tempo. Inclui-se abrir uma nova entrada, sendo uma para urgência e outra para catástrofe”, considera.

Fonte SaudeWeb