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domingo, 12 de agosto de 2018

Por que acordamos com mau hálito?

Abrir a boca pela manhã pode ser uma operação de risco - principalmente quando há alguém do seu lado


jhorrocks / istock images
Ao acordar, o mau hálito é quase inevitável, mesmo que você tenha escovado bem os dentes na noite anterior. Mas, apesar de incômoda, a situação é perfeitamente normal, segundo especialistas ouvidos pelo UOL. Eles também apontam os motivos do sabor ruim e do cheiro desagradável que caracterizam nossas bocas pelas manhãs. A dentista e professora da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) Denise Abranches explica que isso acontece porque durante a noite produzimos menos saliva, o que favorece a proliferação de bactérias que atuam na degradação de células e de possíveis restos de comida. A consequência é a emissão de gases que causam o mau odor.

"É um processo fisiológico normal, proporcionado pela falta de hidratação durante o sono, não tem como mudar isso. Nós temos muitas bactérias na boca, que são de proteção, e à noite elas acabam emitindo gases voláteis, como o enxofre", explica Abranches. Apesar de o processo atingir todo mundo, a intensidade varia. Isso porque alguns comportamentos podem tornar o mau cheiro pior pela manhã, como ingerir alimentos temperados com alho e cebola, bebida alcoólica, cigarro e não escovar bem os dentes na noite anterior. Cáries, uso de alguns medicamentos e inflamações na gengiva também podem agravar o incômodo.

"Essas bactérias existem em maior ou menor quantidade e, mesmo que tenha pouca produção de saliva à noite, se não houver restos de alimentos na boca, a halitose será menor", diz Claudia Christianne Gobor, cirurgiã dentista e presidente da ABHA (Associação Brasileira de Halitose). Para reduzir o desconforto, Gobor dá dicas simples:

E se o mau hálito não desaparecer?
O normal é que o mau cheiro vá embora após o café da manhã e uma boa higienização dos dentes. Se mesmo assim ele persistir ao longo do dia, é sinal de que algo pode estar errado com a sua saúde. "Cerca de 90% dos casos de mau hálito estão relacionados à cavidade bucal e só 10% são problemas do estômago", diz Abranches. No dentista, o diagnóstico para o mau hálito normalmente está associado a doenças causam lesões na boca ou a diminuição da saliva. É o caso de pessoas que passam por situações de muito estresse, têm diabetes, gengivite, HPV (Papiloma vírus humano) ou câncer de boca, que fumam ou tomam determinados medicamentos que reduzem a produção da saliva.

"O tratamento de hálito nunca é uma receita de bolo, cada caso é tratado individualmente. Por exemplo, alterações na gengiva podem causar halitose. Então é preciso, primeiro, tratar o problema", diz Gobor. Nos casos em que há baixa produção de saliva, os dentistas podem recomendar o uso de um gel que hidrata a mucosa e reduz o mau hálito.

Uol

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Saúde Bucal da Gestante é tema de novo curso da UNA-SUS

SITE-UNASUS-UFMA-1O objetivo é analisar as ações que envolvem o cuidado em saúde bucal para a gestante. Matrículas podem ser realizadas até 10 de agosto

Profissionais dentistas e acadêmicos em odontologia e demais interessados no tema já podem se capacitar com o curso online Saúde Bucal da Gestante, oferecido pela Universidade Federal do Maranhão, por meio do Sistema Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS), em parceria com a Universidade de São Paulo (USP).

Interessados podem se matricular até 10 de agosto, pelo link. O curso é autoinstrucional, tem início imediato e, como em todas as ofertas da UNA-SUS, é integralmente gratuito. Os alunos inscritos terão até dia 10 de outubro de 2018 para conclusão do curso, com o certificado disponível em até 10 dias úteis após o término das atividades.

Com carga horária de 30 horas, a qualificação tem como objetivo educacional analisar as ações que envolvem o cuidado em saúde bucal para a gestante. As duas unidades que compõem o curso tratam do acompanhamento integral à saúde da gestante e da puérpera e da assistência à saúde bucal dessas pacientes.

A cirurgiã-dentista e coordenadora de produção cientifica da UNA-SUS/UFMA, Judith Pinho, explica que o cuidado em saúde bucal para as gestantes no Sistema Único de Saúde prevê um atendimento em rede e um cuidado integral de qualidade, humanizado e seguro. “Desse modo, inicialmente serão tratadas questões relacionadas ao processo de trabalho na Atenção Básica, enquanto ordenadora das Redes de Atenção à Saúde, para que seja compreendido como a assistência odontológica compõe os pontos de atenção dessa rede e os dispositivos e estratégias de trabalho que facilitam essa assistência”, afirma. Serão abordados, ainda, os principais protocolos assistenciais da odontologia para o atendimento à gestante.

Em seguida, serão apresentadas as particularidades da assistência à saúde bucal para gestantes e puérperas, considerando as alterações fisiológicas e emocionais durante a gestação, doenças orais mais frequentes em gestantes e puérperas e as situações de indicação de prescrição medicamentosa e radiografia oral nesta população. “Espera-se que, ao atender as gestantes e puérperas na unidade de saúde, o profissional possa fazer uma avaliação segura das condições de saúde da sua paciente e possa orientá-la sobre os cuidados consigo mesma e com o bebê”, completa.

Para dinamizar o aprendizado, são utilizados livros online, infográficos interativos e casos clínicos simulando situações reais de atendimento.

Saiba mais em: http://www.unasus.ufma.br.

Fonte: SE/UNA-SUS

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Justiça proíbe dentistas de aplicar botox em pacientes

Decisão é liminar e ainda cabe recurso do CFO

A Justiça Federal no Rio Grande do Norte concedeu liminar para proibir a aplicação de botox e preenchedores faciais para fins estéticos por dentistas. A decisão, assinada ontem (15), atendeu a um pedido cautelar feito pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBPC) contra o Conselho Federal de Odontologia (CFO).

Na ação, a SBPC alegou que o uso da toxina botulínica (botox) e do ácido hialurônico para procedimentos estéticos invasivos na face estrapola a área de atuação dos dentistas, por tratar-se de atribuição dos profissionais formados em medicina. Além disso, a conduta coloca os pacientes em risco, segundo a entidade.

Ao decidir a questão, a juíza Moniky Mayara Costa Fonseca, da 5ª Vara Federal em Natal, concordou com os argumentos e decidiu suspender a Resolução 176/2016, do CFO, que permitiu os procedimentos estéticos. A magistrada entendeu que a norma invade os limites legais da área de atuação dos médicos, mesmo advertindo os dentistas de que os procedimentos devem ser realizados dentro da área anatômica de sua especialidade.

“A regulamentação infralegal impugnada, ao possibilitar aos profissionais de odontologia, cuja formação não visa à realização de atos médicos, o exercício dos atos privativos dessa categoria profissional, põe em risco a saúde da população”, decidiu a juíza. Com a decisão, as substâncias poderão continuar sendo utilizadas pelos profissionais, mas somente para tratamentos odontológicos. Cabe recurso contra a decisão. A reportagem não conseguiu contato com a assessoria do CFO para comentar a decisão.

R7

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Conheça os mitos e verdades sobre o mau hálito

Dentista esclarece as principais dúvidas sobre o assunto

Problema que acomete milhões de brasileiros, o mau hálito, também conhecido como halitose, pode prejudicar a vida pessoal e até profissional de quem sofre com o distúrbio. Na grande maioria dos casos, a origem é na própria boca, mas pode ser originado também nas vias aéreas superiores e por doenças metabólicas ou sistêmicas. Segundo Rosane Menezes Faria, dentista da Caixa Seguradora Odonto, manter uma higiene bucal, com a escovação e uso do fio dental, é o caminho para combater o mau hálito. Porém, apesar de ser algo comum, ainda existem muitas dúvidas em relação à questão. Pensando nisso, a especialista listou quatro mitos e quatro verdades sobre o mau hálito. Confira

Ficar muito tempo em jejum pode acentuar o mau hálito
Verdade. Quando o indivíduo fica muito tempo sem ingerir nenhum tipo de alimento o organismo começa a liberar ácidos graxos. “Tais substâncias automaticamente geram o mau hálito. Portanto, minha orientação é que a pessoa coma de três em três horas”, afirma Rosane.

Quem tem halitose geralmente percebe
Mito. A dentista informa que, na verdade, o indivíduo que possui mau hálito acaba não se dando conta. “Isso acontece porque o sistema do corpo que identifica odores se adapta ao cheiro e o portador nem percebe que seu hálito incomoda”, explica.

O consumo excessivo de proteínas de origem animal é inimigo do hálito fresco
Verdade. O consumo excessivo de proteínas pode potencializar o aparecimento do odor indesejado, pois as mesmas contribuem para a mudança do pH alcalino, o que propicia o desenvolvimento de bactérias. “As proteínas de origem animal ainda favorecem a formação de muco, fator que causa o acúmulo de biofilme lingual, conhecido como saburra, que é um dos principais vilões do bom hálito”.  
Quem usa prótese dentária tem mais facilidade em ter mau hálito
Mito. O problema não é a utilização da prótese, mas sim a má higienização da mesma. “Caso a limpeza não seja feita de maneira adequada, é muito provável que bactérias se acumulem, o que pode resultar no mau hálito”, alerta.

Ingerir mais vegetais e frutas auxilia no combate ao mau hálito
Verdade. Alimentos como maçã, cenoura e pepino, quando comidos crus e com casca, realizam uma espécie de raspagem dos dentes que complementa a ação de limpeza do fio dental. “Assim, ocorre o impedimento do acúmulo de bactérias que causam cheiros incômodos”, explica.

Mascar chiclete sem açúcar acaba com o mau hálito
Mito. Os chicletes, principalmente os isentos de açúcar, estimulam a salivação, o que pode mascarar o mau hálito. “No entanto, é um efeito passageiro que, certamente, não acabará com o problema”, pondera Rosane.

O uso do aparelho ortodôntico pode contribuir com a halitose
Verdade. Em pesquisa feita pela ABHA (Associação Brasileira de Halitose) com 254 jovens de 12 a 19 anos, 37% dos adolescentes apresentavam ou já tiveram problemas de halitose. Dentre eles, 21% contaram que o mau hálito começou logo após o início do uso do aparelho ortodôntico.

“O uso de aparelhos ortodônticos, principalmente o fixo, dificulta a higienização, uma vez que aumenta a retenção dos alimentos. Nesse caso, a orientação é ter ainda mais cuidado com a escovação, além de utilizar uma escova interdental, já que limpa entre os dentes e por dentro dos brackets”.

O mau hálito é um problema sem cura
Mito. O distúrbio tem cura em aproximadamente 100% dos casos. "Para tanto, é imprescindível que o paciente visite seu dentista para que o profissional identifique a real causa do problema e passe o tratamento mais adequado para o caso”, conclui a dentista.

Saúde Plena

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Aspirina pode reverter danos da cárie

Segundo cientistas britânicos, o ácido acetilsalicílico ajuda a regenerar os dentes deteriorados com o estímulo de células-tronco

Um novo tratamento capaz de restaurar os dentes danificados pela cárie pode estar a caminho. De acordo com um novo estudo da Queen’s University de Belfast, na Irlanda do Norte, o ácido acetilsalicílico – princípio ativo da aspirina, analgésico com ação anti-inflamatória – pode estimular a regeneração dos dentes, preenchendo as cavidades danificadas pela cárie.

Regeneração dos dentes
Com base em dados de pesquisas anteriores, os cientistas testaram como a forma líquida da aspirina reagia sobre as células-tronco dos dentes e descobriram que essa combinação produzia a dentina – segunda camada dos dentes, logo abaixo do esmalte, que é deteriorada por uma substância produzida pelo excesso de placa bacteriana, que causa a cárie e, portanto, regenerar mesmo uma grande área danificada.

Naturalmente, os dentes têm habilidade regenerativa limitada. Isso significa que eles conseguem regenerar uma fina camada de dentina danificada, mas se a cavidade for grande, isso não será possível. Atualmente, o tratamento da cárie, para evitar que ela atinja o interior dos dentes (polpa), o que pode comprometê-los por completo, consiste na aplicação de selantes e resinas, que podem durar até 15 anos, dependendo da composição, mas que têm uma vida útil relativamente curta e, portanto, precisam ser trocadas diversas vezes ao longo da vida. Em casos mais graves, pode ser necessário um tratamento de canal, procedimento delicado que consiste na retirada da polpa infeccionada. O estudo também observou que a aspirina tem o potencial de repor minerais dessa estrutura, tornando-a mais resistente.

Novo tratamento
“Esperamos desenvolver uma terapia para que os dentes consigam se regenerar sozinhos.”, disse Ikhlas El Karim, principal autora da pesquisa, à BBC News. “Nosso próximo passo é tentar descobrir como aplicar a aspirina nos dentes, substituindo a necessidade de selantes”. O desafio dos pesquisadores é desenvolver um produto à base de ácido acetilsalicílico que possa ser aplicado no dente, mas que não seja removido com água, por exemplo, e que consiga liberar a substância por um longo período de tempo.

Uso profissional
Portanto, isso não significa que tomar aspirina previne o surgimento de cáries nem que aplicar o medicamento diretamente na cárie vai tratá-la. Além disso, os cientistas ressaltaram que o produto a ser desenvolvido será destinado para uso clínico e profissional. “Pensamos em produzir um produto que possa ser utilizado por um dentista, não por um paciente”, explicou a pesquisadora. Os resultados do estudo foram apresentados na quinta-feira no Congresso da Sociedade Britânica de Pesquisa Oral e Odontológica.

Veja

sábado, 18 de março de 2017

Fita anestésica criada na USP é aliada contra o medo de dentista

Filme mucoadesivo, feito de polímero
biocompátivel, consegue reduzir tanto dor
superficial quanto profundapor até 50 minutos
Foto: Arquivo do pesquisador
Cientistas da USP desenvolvem espécie de fita adesiva que libera anestésico na gengiva e alivia dores das picadas de agulha

Os dentistas devem se chatear, mas é fato que nem todos os pacientes se sentem confortáveis ao se submeter a cuidados odontológicos, tão necessários para a manutenção da saúde. Porém, um produto desenvolvido em laboratórios da USP em Ribeirão Preto, promete minimizar aquela aflição da picada de agulha para anestesia bucal. Trata-se de uma fita adesiva que, enquanto fica grudada na gengiva, vai liberando o anestésico.

Foram anos de estudos buscando alívio para as tensões experimentadas nos consultórios dentários e, enfim, a equipe de pesquisadores das Faculdades de Ciências Farmacêuticas (FCFRP) e de Odontologia (Forp), ambas da USP em Ribeirão Preto, chegou a um filme mucoadesivo anestésico, uma espécie de fita como um esparadrapo biocompatível e biodegradável. É feito com polímero de baixo custo, a hidroxipropilmetilcelulose (HPMC), um derivado de celulose vegetal bastante utilizado nas áreas farmacêutica, cosmética e de alimentos.

Conta Renê Oliveira do Couto, farmacêutico e integrante do grupo, que conseguiram vencer desafios como a adesão eficiente à gengiva, região da boca com superfície de área pequena e bastante irregular, onde geralmente é administrada a anestesia. Para tanto, os “filmes são produzidos com espessura ideal e dimensão, flexibilidade e resistência mecânica adequadas para a administração na mucosa”.

O pesquisador adianta que faltam ainda mais estudos para confirmar os filmes mucoadesivos como substitutos das injeções de anestesias, principalmente em “procedimentos cirúrgicos mais invasivos e complexos”. Ele afirma, entretanto, que o produto pode ser efetivo em microcirurgias, extração de dentes de leite em crianças e raspagem e curetagem dental em adultos.

Os testes dos dentistas, coordenados pelos professores Vinicius Pedrazzi e Paulo Linares Calefi, da Forp, mostram que os filmes reduzem a sensação dolorosa, tanto superficial quanto profunda. A ação anestésica começa após cinco minutos de adesão à mucosa gengival, “atinge efeito máximo entre 15 e 25 minutos e dura por 50 minutos, que é o tempo médio de um procedimento cirúrgico odontológico”, informa o pesquisador.

Produzida em laboratório, fita adesiva anestésica é eficiente para
 uso odontológico  – Foto: Arquivo do pesquisador
A equipe comemora, pois acredita que tenha conseguido, no mínimo, eficiente efeito pré-anestésico, no qual o paciente não sente a punção da agulha (a picada) durante a anestesia. Argumenta Couto que esses resultados trazem avanços na prática clínica odontológica, com aumento da segurança – tanto aos pacientes quanto aos dentistas expostos a acidentes com agulha, e com aumento da adesão ao tratamento daqueles que são afugentados dos consultórios por medo das agulhas.

Sem similar, nacional ou internacional
Geralmente, antes da anestesia, o dentista tenta aliviar o desconforto do paciente, massageando o local na gengiva com gel, pomada ou creme anestésico. “A rotina dos consultórios diz que essas fórmulas não são eficazes pela pouca ou nenhuma mucoadesão, o que faz com que os fármacos sejam lavados pela saliva e traz mais desconforto ao paciente pelo sabor desagradável”, explica o pesquisador. Já os filmes que produziram, ao contrário, se mantêm grudados na mucosa por todo o tempo de aplicação sem inconvenientes ao paciente.

Além desses, um outro produto em forma de fita adesiva é distribuído há uma década no mercado internacional. É o Dentipatch, produzido por uma empresa norte-americana. Entretanto, até o momento “não foi provada sua eficácia para anestesia profunda”, informa Couto.

Os estudos continuam, seja para comparar fórmulas, testar sensibilidades, aderências e chegar à total substituição das agulhas. Se a equipe conseguir seus objetivos, os benefícios devem se estender a todo mundo já que a carência por produtos que diminuam a fobia a tratamentos odontológicos não é prerrogativa brasileira.

Couto trabalha nesse projeto com os professores Osvaldo de Freitas, Renata Fonseca Vianna Lopez, Cristiane Masetto de Gaitani, Camila Cubayachi e Hugo Alexandre Favacho, da FCFRP, e Vinícius Pedrazzi e Paulo Linares Calefi, da Forp. Desde 2012, a equipe se dedicada ao desenvolvimento de fórmulas mucoadesivas (filmes, géis e comprimidos) para a liberação de anestésicos locais na cavidade bucal. O objetivo, segundo Couto, é minimizar a dor, ansiedade ou desconforto de pacientes submetidos a procedimentos odontológicos.

Parte dos resultados dessa pesquisa estão publicados on-line nas edições de dezembro de 2015 da revista Colloids and Surfaces B: Biointerfaces e de junho do ano passado da revista Biomedical Chromatography.

Rita Stella, de Ribeirão Preto

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Fobia de dentista atinge 10% da população e pode ser superada com psicoterapia

A terapia cognitivo-comportamental desobriga o uso de sedação durante o atendimento de pacientes com odontofobia. O benefício foi constatado após cinco sessões de apoio psicológico em 79% dos participantes de uma pesquisa britânica

A terapia cognitivo-comportamental (TCC) pode ajudar muitas pessoas com fobia a superar o medo de visitar o dentista, permitindo que recebam o tratamento odontológico adequado sem necessidade de sedação. Esse tipo de ansiedade é comum e torna-se um problema sério quando impacta fortemente o bem-estar do indivíduo. Pessoas fóbicas evitam cuidar dos dentes com o especialista e, por isso, acabam com uma saúde bucal mais pobre, o que traz impactos importantes para a saúde em geral. Estimativas recentes da Pesquisa de Saúde Odontológica em Adultos conduzida no Reino Unido sugerem que uma em cada 10 pessoas tenha fobia de ir ao dentista.

A psicoterapia dura, tipicamente, entre seis e 10 semanas, e tem ajudado os pacientes a superar uma série de problemas psicológicos, mais notavelmente depressão e distúrbios associados à ansiedade. Tanto as intervenções comportamentais quanto as cognitivas obtêm sucesso na redução da fobia de ir ao dentista, aumentando as visitas ao consultório odontológico, de acordo com alguns estudos.

Agora, uma pesquisa publicada no British Dental Journal investigou as características de 130 pacientes — 99 mulheres e 31 homens — que frequentaram o serviço psicológico do Instituto de Saúde Bucal do King’s College London. Essas pessoas foram investigadas quanto aos níveis de ansiedade associada ao tratamento dos dentes, ansiedade geral, depressão, pensamentos suicidas, uso de álcool e outras medidas de saúde relacionadas à qualidade de vida.

Três quartos delas pontuaram 19 ou mais na Escala de Ansiedade Dental Modificada (MDAS), um índice que mede o medo de dentista. Esse escore indica a fobia, disseram os pesquisadores. Medo da anestesia e da broca foram os mais citados. Quase todos os pacientes, 94%, reportaram problemas com dentes, boca ou gengiva no dia a dia, impactando na qualidade de vida.

Outras complicações
Uma boa proporção dos pacientes que participaram do estudo tinham outras condições psicológicas: 37% apresentavam níveis altos de ansiedade geral e 12%, níveis significativos de depressão. Pensamentos suicidas foram reportados por 12% e 3% afirmaram que, recentemente, haviam considerado a possibilidade de atentar contra a própria vida. Os indivíduos que citaram suicídio foram imediatamente alocados em programas de prevenção da faculdade.

Os participantes do estudo passaram por um programa de 10 semanas de TCC. Na metade do tratamento, já houve ganhos significativos, disseram os pesquisadores. Após cinco sessões, 79% conseguiram ir ao dentista sem precisar de sedação. Tim Newton, do Instituto Dental do King’s College London e principal autor do estudo, explica que as pessoas com fobia de ir ao dentista geralmente precisam ser sedadas para ficarem relaxadas, de forma que o profissional possa fazer o tratamento odontológico.

“Contudo, essa é uma solução temporária, que não as ajuda a superar o medo a longo prazo. O principal objetivo do nosso serviço de TCC é permitir que as pessoas recebam o tratamento bucal sem necessidade de serem sedadas. Fazemos isso trabalhando individualmente com elas. Nós definimos os objetivos de acordo com as prioridades de cada uma”, detalha.

O especialista, contudo, alerta que os psicólogos precisam fazer uma avaliação rigorosa dos pacientes com fobia de ir ao dentista. Isso porque alguns deles também passam por outras dificuldades, precisando de um tratamento mais específico ou de longo prazo. É o caso, por exemplo, daqueles que relataram pensamentos e/ou intenções suicidas. “Outra questão importante que precisamos salientar é que, embora a TCC tenha reduzido a necessidade de sedação em pessoas com fobia, é possível que elas precisem ser sedadas eventualmente, quando, por exemplo, tiverem de fazer um atendimento emergencial ou um procedimento muito invasivo”, destaca Newton.

Foto: Reprodução

Saúde Plena

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Sinais de que é hora de ir ao dentista

A dor é o principal sinal de alerta, mas feridas e sangramentos também requerem atendimento imediato de um profissional de odontologia

Emergências dentárias acontecem e há quem não saiba identificar os sinais de que é hora de ter uma ajuda especializada de forma imediata. Muita gente inclusive protela enquanto pode a ida ao dentista. Mas de acordo com os especialistas, algumas situações são flagrantes de que um profissional precisa cuidar da saúde bucal.

“A principal urgência em odontologia é a dor. Tem quem sofra com a dor e tente sanar com analgésicos e mil e uma alternativas, fazem bochechos… Embora resolva momentaneamente, não tira a necessidade de ir ao dentista”, explica Vera Soviero, professora da UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) e coordenadora do curso de odontologia da Faculdade de Medicina de Petrópolis:

Esse dolorido desconforto tem uma origem predominante. “A causa mais comum de dor de dente é a cárie, que acontece quando ácidos produzidos por algumas bactérias corroem o esmalte dos dentes e atingem a dentina. Quando a cárie não é diagnosticada no início, a inflamação atinge a polpa do dente, causando o abcesso, que causa inchaço e dor nos tecidos que circundam o dente”, esclarece a dentista Camila Galatti, da Abdala Galatti Odontologia.

Dores durante a mastigação podem estar relacionados tanto a cáries, a doenças periodontais, a fraturas dentárias ou a alguma prótese removível mal adaptada, explica Camila. Dores na região de ATM (articulação temporo-mandibular, que liga o maxilar a mandíbula), próximo ao ouvido, igualmente requerem atendimento o quanto antes.

Dente quebrado ou trincado também requer pronto atendimento. “Dependendo do tipo de traumatismo, o tempo de socorro faz diferença no prognóstico daquele dente”, alerta Vera.

Geralmente, sangramentos indicam inflamação gengival por falha na higiene – a placa bacteriana acumula no espaço entre os dentes e a gengiva, quadro conhecido como gengivite. O uso frequente do fio ou da fita dental ajuda a prevenir e a tratar o problema, aponta Camila. No entanto, ter o acompanhamento do odontólogo evita que a situação se agrave a ponto de causar uma periodontite ou a perda do dente.

Se o sangramento for abundante, acompanhado de inchaço da gengiva e de um odor forte, agende o quanto antes uma consulta. “Esses sintomas indicam doença periodontal e que o osso que circunda o dente já foi atingido. Se há sangramento espontâneo, pode haver alguma doença concomitante [além do problema bucal]”, analisa Vera.

Já casos em que a pessoa observa feridas na boca exigem observação atenta, sendo que é normal que surjam aftas ou que a pessoa morda a língua ou a bochecha, por exemplo. Mas se a ferida não cicatrizar em um período de até sete dias, independente de haver dor, procure a orientação de um especialista.

Sensibilidade nos dentes ao ingerir algo gelado e que passa tão logo o estímulo acabe é comum, segundo Vera. “A dentina é a parte mais vascularizada e enervada, quando ela fica exposta por desgaste no esmalte, seja por fratura, queda de restauração, ou exposição de raiz, a gente sente dor. Isso acontece quando ingerimos alimentos quentes, ácidos ou gelados”, pondera Camila.

Mas é preciso ligar o sinal de alerta se a dor for persistente. “É um indício de que pode ser necessário fazer tratamento de canal. Essa dor tende a piorar quando a pessoa está na posição deitada, então, é comum queixas de dor ao acordar ou não conseguir dormir devido à dor”, conclui Vera.

Artigo fornecido pela Colgate-Palmolive. Copyright 2016 Colgate-Palmolive.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Os erros mais comuns que as pessoas cometem na hora de escovar os dentes

Colocar muita força na escovação, uso incorreto do fio dental e até a pressa prejudicam a limpeza dos dentes; saiba como evitar os problemas mais recorrente

Escovamos os dentes desde pequenos, três vezes por dia, todo santo dia. O problema é que justamente por ser uma atividade tão presente no nosso cotidiano, começamos a agir no automático. E daí, a boa intenção pode ficar só na vontade mesmo.

A batida regra de sair da mesa e ir correndo escovar os dentes não vale, segundo Mirna Matoba, cirurgiã-dentista e odontopediatra do Instituto Matoba. “Normalmente, a gente recomenda que a escovação seja feita 30 minutos após as refeições, principalmente se a pessoa ingeriu alguma coisa ácida. O pH da saliva se mantém ácido por certo tempo – se a escovação é feita nesse período pode aumentar o desgaste do dente”, explica ela. Porém, se não for possível esperar, então, escove imediatamente. “O importante é não deixar de escovar após as refeições”, diz Mirna.

Pressa demais também é inimiga da boa escovação. O tempo mínimo sugerido pelos especialistas é de dois minutos. “Com menos que isso, a pessoa só tira o resto grosso de comida, mas não limpa de verdade”, observa Mirna.

Aplicar mais força para limpar melhor não funciona. “Eu costumo comparar com a limpeza de um carro: se você lavar um carro com palha de aço, vai lavar, mas vai riscar tudo. A escova mais macia limpa, enquanto a dura arranha e desgasta o esmalte”, explica Juliana Benetti Barreto, cirurgiã dentista do grupo Sorridents. Os modelos mais indicados são os de cabeça pequena, com cerdas macias e todas do mesmo tamanho. Escovas duras são indicadas para pessoas que fazem uso de próteses, segundo Juliana.

É preciso escovar a frente, a parte de trás e a parte superior e inferior dos dentes. E o uso do fio dental, pelo menos duas vezes ao dia, é indispensável. “Tem que raspar o fio ou a fita dental e sentir que está limpando. O fio entra na gengiva e é isso é normal porque há um espaço entre o dente e a gengiva. Se não limpar, forma o tártaro, que é a bactéria envolvida com a sujeira”, afirma Mirna.


Pasta de dente
Outro mito é achar que precisa encher a escova de pasta. Para adultos, o equivalente a um grão de feijão é o suficiente. Já para crianças, a medida é a de um grão de arroz. “Uma alta ingestão de flúor pode provocar intoxicação e uma série de problemas. A quantidade de pasta tem que ser mínima – ela vai fortalecer o esmalte com o flúor, mas o que limpa é a ação mecânica, a qualidade e a repetição dos movimentos”, avalia Juliana.

E nada de esquecer a língua! “A língua é pilosa e rugosa por causa das papilas – ali também adere sujeira. Quando ela está branca, amarelada ou amarronzada são sinais de sujeira”, diz Mirna. O ideal é usar um limpador de língua.

A higienização da boca deve ser feita desde o surgimento do primeiro dente de leite. Segundo Juliana, existem escovas próprias para essa fase. “Crianças que começam a escovar os dentes sozinhas devem usar um creme dental sem flúor, depois a mãe tem que complementar com flúor para dar uma fortalecida no esmalte”, aconselha Juliana.

Artigo fornecido pela Colgate-Palmolive. Copyright 2016 Colgate-Palmolive.

iG

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Parto prematuro? Evite cuidando da gengiva

Problemas como a periodontite, em que a gengiva fica gravemente inflamada, tendem a aumentar durante a gestaçãoO tratamento desse quadro pode ser feito com visitas regulares ao dentista, além de manter uma correta higiene bucal no dia a dia

Atenção com a saúde da gestante sempre é redobrada, e isso deve valer também para a saúde da boca. Problemas como a periodontite, em que a gengiva fica gravemente inflamada, tendem a aumentar durante a gestação, principalmente devido ao aumento dos hormônios, em que a progesterona e o estrógeno chegam a ficar cerca de 10 e 30 vezes maiores, respectivamente. Além disso, há maior vascularização local e os pequenos vasos sanguíneos da boca se tornam mais frágeis.

A inflamação severa na gengiva pode causar dores, sangramento e sensibilidade, mas o maior problema é que a doença pode prejudicar a formação do feto. A inflamação pode induzir a hiperirritabilidade da musculatura do útero, provocando contração e dilatação cervical, o que pode ser um gatilho para um parto prematuro.

“Há fortes evidências de que as mães com doença periodontal têm mais chances de ter filhos prematuros (abaixo de 37 semanas de gestação) e com baixo peso (inferiores a 2,5kg) e ainda desenvolver quadros de pré-eclâmpsia”, diz Rosana Possobon, coordenadora do Cepae (Centro de Pesquisa e Atendimento Odontológico para Pacientes Especiais).

No entanto, é bom lembrar que a gravidez não causa a doença periodontal e sim oferece condições para que a doença se agrave. Uma higienização inadequada associada ao fato de que mulheres grávidas costumam ter desejos alimentares malucos e uma certa impulsividade por comida faz com que o desenvolvimento de problemas gengivais fique ainda mais facilitado.

“Muitas gestantes diminuem a frequência de escovação nesta fase por causa de náuseas (algumas relatam que chegam a vomitar escovando os dentes) ou porque alegam que estão mais preocupadas com a saúde da criança do que com sua saúde oral”, diz Rosana.

Agende sua consulta
O ideal é marcar uma consulta preventiva antes da gestação, mas, se não for possível, a melhor época é o segundo trimestre (entre o quarto e o sexto mês). “Isso porque no primeiro trimestre o bebê está se formando e deve-se evitar o uso de medicamentos, e no terceiro trimestre, a mãe está numa mais ansiedade devido à aproximação do parto”, diz o cirurgião-dentista Mario Groisman. Se for necessário fazer radiografias também é melhor esperar o segundo trimestre. “Se forem essenciais, podem ser realizadas, desde que se utilize o avental de chumbo”, alerta o especialista.

Foto:  Elena Vasilchenko/Shutterstock  

Saúde Terra

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Higiene bucal é um fator importante não apenas para a aparência, mas principalmente para a saúde

Um sorriso saudável e bonito deve ser cultivado com visitas regulares ao dentista e correta higienização

A higiene bucal é um fator de suma importância para a saúde das pessoas. Caso não seja feita corretamente, o indivíduo poderá sofrer uma série de doenças, desde cárie, inflamações, infecções, até outras patologias mais sérias, como problemas cardíacos, entre outros. Diante disso, especialistas reforçam a importância de escovar bem os dentes após as refeições. O primeiro passo é usar o fio dental, escovar os dentes e a língua com uma pasta dental que contenha flúor e, posteriormente, fazer o uso de um enxaguante bucal sem álcool.

A cirurgiã-dentista Rosana de Lima Gropen alerta que o cuidado com os dentes deve começar quando os bebês ainda estão no ventre das mães, o que é feito durante a gravidez por meio de um acompanhamento odontológico com profilaxia ou prevenção, popularmente conhecida como limpeza odontológica, com aplicação tópica de flúor, inspeção de rotina de saúde oral, orientações e educação para a saúde. “Na amamentação no peito materno, hoje reconhecida como muito importante para o bebê, observa-se que a sucção exerce papel primordial na formação dos maxilares, bem como articulações, musculatura de cabeça e pescoço”, salienta.

Rosana observa que as visitas ao dentista devem se iniciar cedo, ou seja, assim que os dentes começarem a irromper na boca. A partir daí, de seis em seis meses deve-se consultar o dentista para avaliação do nascimento dos dentes, crescimento dos arcos dentários e, principalmente, prevenir a ocorrência das cáries por meio do uso do fio dental e da escovação correta, ensinada pelo dentista. São agendados retornos regulares para prevenção com a aplicação do flúor. “Quando se inicia o processo de substituição da dentição decídua pela permanente, em geral em torno dos 6 anos, uma avaliação com o ortodontista se faz necessária para avaliar e programar a necessidade ou não do uso de aparelhos para alinhar os dentes e deixar os arcos com dimensionamento correto. Nesse período, as limpezas devem ser intensificadas, pois a dificuldade com os cuidados diários cresce, principalmente com a chegada da adolescência.”

A especialista diz que a prevenção é o mais importante para ter dentes saudáveis, porque ajuda a evitar as cáries e as doenças gengivais e ósseas, que podem prejudicar muito o indivíduo adulto. “Portanto, além da higiene correta dos dentes, é fundamental ter uma dieta balanceada, evitando-se o consumo excessivo de doces, balas e refrigerantes, evitar o cigarro e consultar o dentista regularmente. Os tratamentos evoluíram e estão disponíveis recursos para recuperar os dentes que já foram danificados por meio de implantes, facetas ou lentes de contato de porcelana. Muitas vezes, é necessário procurar vários dentistas com especialidades diferentes para conseguir um bom resultado final. Alguns fatores, como beber pouco líquido, comer muita gordura e proteína animal ou comida muito temperada, fumar, tomar bebidas alcoólicas com frequência (mais de duas vezes por semana), ficar muitas horas sem se alimentar, respirar pela boca, ter diabetes, sentir a boca seca com frequência, não usar fio dental com frequência e não higienizar a língua durante a escovação (saburra lingual), podem ocasionar a halitose.”

Disciplina
A cirurgiã-dentista Ivana Ávila acredita que o sorriso seja o cartão de visita de todos os indivíduos, pois quem tem dentes bonitos ri e se expõe mais. Porém, é necessário manter a saúde bucal em dia. É importante ter essa disciplina de escovação desde o nascimento até a terceira idade (odontogeriatria). “A visita ao cirurgião-dentista deve ser feita de seis em seis meses para a remoção da placa bacteriana, avaliação de doença periodontal, câncer de boca, halitose e processo de cárie. Além disso, é importante salientar que os periodontopatógenos são transmitidos entre membros da família e colonizam a boca do individuo a partir dos 5 anos de idade”, ressalta Ivana. “A cárie é também uma doença transmissível, principalmente quando a fonte das bactérias cariogênicas é a própria mãe que transmite para os filhos, além disso, a mamadeira noturna cria um hábitat favorável para multiplicação desses patógenos. Nas demais pessoas, é recomendado a escovação e o uso de fio dental, após todas refeições, pois os alimentos que contêm açúcar e amido são transformados pela bactéria em ácidos que desmineralizam os dentes, formando a cárie.”

A especialista salienta que as doenças periodontais (gengivite e periodontites) estão relacionadas à má higiene oral, falta de remoção da placa bacteriana e demais problemas sistêmicos, como diabetes, fatores hormonais, fatores imunológicos, fumo e estresse. “Podem acometer crianças, adolescentes (periodontite juvenil) e gestantes (gengivite gravídica). Os sintomas são: halitose, hiperplasia gengival, mobilidade dos dentes e complicações sistêmicas (cardiovasculares, isquêmicas, encefálicas, hepáticas e endócrinas).

Ivana ressalta que uma doença que vem aumentando a incidência nos consultórios é o câncer de boca, que inclui as patologias malignas do lábio, língua, gengiva, assoalho da boca, palato mole, glândulas salivares e orofaringe. “Está entre as principais causas de óbito na odontologia, uma vez que mais de 50 % dos casos têm diagnóstico tardio. Os principais fatores de risco são cigarro, bebida alcoólica, higiene bucal precária, HPV (papiloma vírus humano) e exposição excessiva à luz UV. O importante é a detecção precoce, a partir da avaliação minuciosa do cirurgião-dentista.”

Estética
Quanto aos procedimentos estéticos, Ivana enfatiza o clareamento a laser feito no consultório e o caseiro, facetas de porcelana e lentes de contato usadas em pacientes com diastemas, dentes com alteração da cor e restaurações em cerâmicas. Para o alinhamento dos dentes, o mercado oferece aparelhos ortodônticos estéticos que são colocados na região lingual dos dentes ou com a utilização de bráquetes transparentes. E, por fim, os implantes (terceira dentição), que são peças de titânio ou cerâmica que reproduzem as raízes. “São implantados no osso e ajudam a resolver os problemas de pessoas desdentadas, com prótese sobre implante. Sendo assim, é importante ressaltar a necessidade de fazer o controle da saúde bucal no consultório do seu cirurgião-dentista regularmente.”

Mas a questão não para por aí, porque a colocação de aparelhos também é muito importante quando necessário. O ortodontista Roberto Márcio de Barros Vieira explica que os aparelhos ortodônticos são artefatos usados para a correção de problemas oclusais (encaixe ou posição dos dentes) e/ou faciais. “São vários os tipos. Cada um é específico para cada tratamento. E o aparelho indicado para cada caso é determinado pelo ortodontista. Basicamente, podem ser móveis (quando podem ser removidos pelo paciente) ou fixos (quando são colados aos dentes). No grupo dos removíveis, temos os aparelhos ortopédicos (que atuam nos ossos da face), os auxiliares do aparelho fixo (extra-bucal ou freio de burro, mentoneira, máscara facial), placas para pequenas correções dentárias, placas para relaxamento muscular, além dos moderníssimos alinhadores invisíveis (que são placas semelhantes às de clareamento que fazem as correções ortodônticas)”, salienta Roberto.

A boca que tem um bom posicionamento dentário e uma boa função oclusal certamente estará livre de vários problemas. “Quando os dentes estão muito apinhados (encavalados), a escovação fica prejudicada, além de ficar um ambiente favorável à formação do tártaro. Quando os dentes não se encaixam (ou se desencaixam) de uma forma harmônica e sem trauma (sem 'bater' um dente no outro), os ossos próximos a esses dentes podem sofrer desgaste, causando a chamada perda óssea e até quebra dos dentes. A falta de um bom encaixe pode causar, também, danos às articulações têmporo-mandibulares (ATM) que ficam próximas aos ouvidos. Esses problemas, às vezes, podem ser confundidos com otites (inflamações nos ouvidos)”, alerta o ortodontista.

Estado de Minas

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Entenda as causas do sangramento ao escovar os dentes

Sua gengiva costuma sangrar com frequência durante a higienização bucal?

Saiba que o sangramento pode ocorrer por vários motivos, mas os mais comuns são escovação incorreta e uso inadequado do fio dental. Outra causa é a inflamação da gengiva que, por ser muito vascularizada, sangra com facilidade.

Diretor da Escola de Aperfeiçoamento Profissional da APCD (Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas), Artur Cerri explica que pequenos sangramentos durante a higienização são normais.

Ao escovar os dentes, por exemplo, a força aplicada pode causar sangramentos, principalmente se a escova estiver gasta. Por isso, o ideal é trocar a escova de dentes, em média, a cada dois meses e lembrar de higienizar também a escova após seu uso.

Além disso, o sangramento pode ser causado pela inflamação da gengiva – ou gengivite – que é fácil de ser diagnosticada. “A gengiva costuma sangrar com facilidade, fica vermelha e inchada. Nesse caso, só o cirurgião-dentista poderá resolver o problema, indicando o tratamento adequado”, diz Cerri.

infográfico gengiva inflamada

“Em casos mais graves, sangramentos espontâneos e em grande quantidade podem indicar doenças sanguíneas como, por exemplo, diminuição de plaquetas que são responsáveis pela coagulação”, completa ele.

Outro problema que pode causar dor é a retração gengival, ou seja, quando a gengiva retrai e deixa exposta parte da raiz. Em alguns casos, essa exposição da raiz provoca sensibilidade. Já a periodontite é quando os órgãos de sustentação do dente estão comprometidos. Isso poderá, inclusive, amolecer o dente e provocar sua queda.

Seja qual for o tipo de sangramento, dor ou sinal anormal sempre há a possibilidade de procurar auxílio adequado. Fale com seu dentista.

Universo Jatobá

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

O que é gengivite? Sinais e Sintomas

Conheça melhor esta doença e aprenda como tratá-la O que é gengivite? Sinais e sintomas

Gengivite - uma inflamação da gengiva - é o estágio inicial da doença da gengiva e a mais fácil de ser tratada.

A causa direta da doença é a placa - uma película, grudento e sem cor de bactérias que se forma, de maneira constante, nos dentes e na gengiva. Se a placa não for removida pela escovação e uso de fio dental diários, ela produz toxinas (venenos) que irritam a mucosa da gengiva causando a gengivite.

Neste estágio inicial da doença da gengiva, os danos podem ser revertidos, uma vez que o osso e o tecido conjuntivo que segura os dentes no lugar ainda não foram atingidos.

Entretanto, se a gengivite não for tratada, ela pode evoluir para uma periodontite e causar danos permanentes aos dentes e mandíbula/maxilar.

Como sei que tenho gengivite?
Os sintomas clássicos da gengivite incluem gengivas vermelhas, inchadas e sensíveis que podem sangrar durante a escovação. Outro sintoma de doença é o recuo ou retração da gengiva, conferindo aos dentes uma aparência alongada.

A doença da gengiva pode formar bolsas entre os dentes e a gengiva, onde se acumulam restos de comida e placa.

Algumas pessoas têm mau hálito freqüente ou sentem gosto ruim na boca, mesmo se a doença não estiver em estágio avançado.

Como posso prevenir a gengivite?
Uma boa higiene bucal é essencial. A limpeza profissional também é extremamente importante, pois uma vez que a placa se acumula e endurece (ou torna-se tártaro ), apenas o dentista ou um higienista podem removê-la.

Você pode prevenir a gengivite pela: 

- A correta escovação e uso apropriado do fio dental para remover placas e restos, e do controle do aparecimento de tártaro

- Alimentação correta para garantir nutrição adequada para o osso da mandíbula/maxilar e dos dentes.

- Evitar cigarros e outras formas de tabaco.

- Ir ao dentista regularmente. 

Artigo fornecido pela Colgate-Palmolive. Copyright 2015 Colgate-Palmolive.

Minha Vida

Doces e bebidas diets prejudicam os dentes tanto quanto os produtos com açúcar

Um novo estudo mostrou que os componentes ácidos dos produtos sem açúcar também prejudicam o esmalte dos dentes

Refrigerantes, bebidas esportivas e doces sem açúcar podem ser tão ou até mais prejudiciais aos dentes do que produtos adoçados. É o que diz um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Melbourne, na Austrália.

No trabalho, os pesquisadores testaram o impacto na saúde dos dentes de 23 produtos entre doces, refrigerantes e bebidas esportivas açucarados e sem açúcar. Os resultados mostraram que a maioria dos produtos contribui para o amolecimento de 30% e 50% do esmalte dos dentes, incluindo aqueles sem açúcar. As informações são da rede americana CBS.

De acordo com os autores, isso acontece porque componentes, como aditivos ácidos e níveis baixos de pH (medida de acidez) amolecem o esmalte (tecido duro dos dentes), levando à erosão dentária.

"Muitas pessoas não sabem que reduzir a ingestão de açúcar não diminui o risco de cárie dentária causada pela mistura química de ácidos em alguns alimentos e bebidas", disse Eric Reynolds, um dos autores do estudo e presidente do Centro de Pesquisa Cooperativa de Saúde Oral da Universidade de Melbourne.

Uma dica para ajudar a proteger os dentes da erosão é olhar os rótulos dos produtos em busca de componentes ácidos e evitá-los. Entre eles, o ácido cítrico e fosfórico.

Veja

domingo, 8 de novembro de 2015

Estudo da Unicamp alerta que clareamento dental prejudica restaurações

A prática possibilita o surgimento de novas manchas e até o desprendimento de resinas
 
O sorriso pode ser revelador: manchas nos dentes entregam anos de tabagismo, consumo regular de vinho tinto e café ou desleixo com a própria saúde. A solução estética mais viável e acessível é o clareamento, apesar de riscos como o aumento da sensibilidade dentária e a irritação gengival. Interessados no procedimento, contudo, precisam estar atentos ao fato de que ele pode deteriorar as resinas, especialmente as de restaurações antigas. O alerta vem de um estudo da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em São Paulo.
 
A cirurgiã-dentista Thayla Hellen Gouveia, que fez o trabalho sob orientação da professora Débora Lima, explica que o contato entre o produto clareador e a resina é inevitável. Por causa do carbopol, um espessante importante para rações clareadoras, há deterioração na superfície e redução na microdureza dos materiais já presentes no dente. “A grande preocupação está relacionada ao fato de que nem sempre essas restaurações precisam ser substituídas depois (do clareamento), além de não haver um consenso na literatura acerca dos possíveis efeitos deletérios da ação química dos géis”, complementa.

Thayla Hellen não só constatou, em laboratório, que os clareadores alteram negativamente a cor, o brilho, a rugosidade e as microdureza das resinas, como também produziu um gel menos nocivo. As pesquisadoras contam que a rugosidade, um dos aspectos mais prejudicados pelo clareamento, está diretamente ligada à alteração da superfície e da reflexão do brilho das resinas. O aumento da rugosidade pode favorecer, por exemplo, o aparecimento de novas manchas.

“Restaurações com superfícies muito rugosas tendem a refletir pouco brilho, destacando-se negativamente no dente. Além disso, uma superfície rugosa facilita o acúmulo de pigmentos provenientes da dieta do paciente, levando ao manchamento e comprometendo o tratamento estético”, reforçam Débora Lima e Thayla Hellen.

Outros materiais

O estudo engrossa o acervo de pesquisas sobre danos às restaurações. Outros especialistas acusaram que o clareamento agressivo reage quimicamente com a resina composta e também com o cimento de ionômero de vidro, os selantes e as coroas cerâmicas, reduzindo a estabilidade e a durabilidade dos reparos odontológicos. Pesquisa desenvolvida na Fujian Medical University, na China, e publicada no Journal of Dentistry em 2013 mostrou que resinas expostas a um gel clareador com 40% de peróxido de hidrogênio (ou H2O2, o princípio ativo de muitos tratamentos) sofreram amolecimento da superfície, especialmente quando expostas a 37ºC, temperatura média de uma pessoa saudável.

As condições das experiências não incluíram escovação com dentifrício (pasta de dente) e, por isso, não reproduzem a realidade humana, que pode ser bem pior. Isso porque, além de amolecimento, há o risco de a escovação provocar a perda de materiais usados no reparo dos dentes. Na Near East University, na Turquia, pesquisadores avaliaram os efeitos de cinco clareadores já comercializados em amostras de resina. Conforme relataram em 2013 no Journal of Color and Appearance in Dentistry, todos os tratamentos promoveram significativa e “inaceitável” mudança de cor nas resinas.

Coordenadora de Odontologia da Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ), Vera Soviero esclarece que pessoas com restauração dentária não estão impedidas de fazer o clareamento. No entanto, devem chegar ao consultório conscientes de que o resultado pode não ser o esperado. “Dentes com canal tratado que sofreram um processo de escurecimento podem necessitar de outro tipo de procedimento, chamado de clareamento interno”, exemplifica. Provocada por traumatismos, medicação no canal ou vazamento de sangue, essa mancha costuma ser amarelada ou cinzenta.

Orientação

Para os demais casos, é consenso entre os dentistas que os clareamentos mais eficientes são feitos no consultório. A concentração de H2O2 varia de 10% a 35%, dependendo da técnica. “O resultado vem mais rápido, mas há maior risco de ocorrência de sensibilidade, pois a concentração do agente clareador é mais alta”, alerta Soviero. Ela enfatiza que não há evidência científica de que o uso de luz intensa ou laser durante a aplicação do gel clareador no consultório torne o processo mais rápido ou eficiente.

A especialista acrescenta que clareadores vendidos em farmácias, como pastas de dentes, enxaguantes e fitas branqueadoras, costumam oferecer resultados inferiores. Apesar de menos concentrados, esses produtos, que contêm ou liberam peróxido de hidrogênio em concentração acima de 3%, tiveram a venda restrita pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no início deste ano. O órgão regulador determinou que o uso seja prescrito por um dentista.

Correio Braziliense

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

10 doenças que podem dar os primeiros sinais na boca

Anemia, leucemia e até mesmo sífilis são condições que podem dar indicativos na região bucal; lesões devem sempre ser analisadas por um profissional
 
Examinar a língua, os lábios e a gengiva periodicamente é tão importante quanto prestar atenção em qualquer outra parte do corpo. Algumas doenças graves podem se manifestar dando sinais na região bucal. Ao primeiro indicativo de algo errado, é preciso procurar um dentista que fará uma avaliação e, se necessário, encaminhará para um estomatologista, médico especialista que cuida de doenças bucais.
 
A doutora em ciências da saúde e mestre em estomatologia Ana Paula Ribeiro Braosi diz que muitas doenças se manifestam primeiramente na boca. Entre elas, estão problemas que vão desde câncer a doenças autoimunes.
 
Veja abaixo relação de doenças que começam pela boca:
 
Doenças autoimunes
O lúpus eritematoso sistêmico e o eritema multiforme podem se manifestar pela boca. “Podem aparecer lesões ulcerativas na boca, feridas abertas que doem e incomodam”, explica Ana Paula sobre o lúpus.
 
A estomatologista membro da Sociedade Brasileira de Estomatologia e Patologia Oral Cíntia Maria Remondes explica que, geralmente, a doença se manifesta na mucosa bucal de forma assemelhada aos sinais corporais.
 
Sífilis
Cíntia explica que a sífilis pode causar lesões granulomatosas na cavidade oral. “Forma um pequeno tumor e, no centro desse tumor, há uma ferida aberta que muitas vezes demora para cicatrizar. É o primeiro sinal que a sífilis dá”, explica a estomatologista.
 
Anemia
“Quando há um despapilamento da língua, ela fica ‘careca’, com aspecto liso, brilhante e muitas vezes com secura. Isso pode significar que a pessoa está anêmica”, diz Ana Paula.
 
Leucemia
Esse tipo de câncer sanguíneo também dá sinais na boca. “A leucemia se manifesta por lesões ulcerativas e por áreas necrosadas. Muitas vezes, há o aumento da gengiva e um sangramento espontâneo, que não existia anteriormente”, diz Ana Paula.
 
Sapinho (candidíase pseudomembranosa)
“O sapinho pode formar pseudo-membranas”, diz Ana Paula. Essas membranas são esbranquiçadas e ficam aderidas na mucosa bucal. O aspecto pode se assemelhar a pequenas feridas.
 
HPV
“Muitas vezes, o mesmo subtipo do HPV que causa câncer no colo do útero pode se manifestar na boca”, diz Ana Paula. “Aparecem pequenas verrugas – ou apenas uma. O quadro pode evoluir para um câncer”, alerta.
 
Pericardite
Cíntia Maria explica que as bactérias que ficam na boca podem até mesmo causar uma infecção no coração. “Por causa de gengivite, doenças gengivais avançadas ou de um canal não realizado essas bactérias da boca podem cair na corrente sanguínea e se alojar em tecidos cardíacos, causando uma infecção”, alerta a estomatologista.
 
“Isso pode até levar à morte, quando não se toma antibiótico de forma adequada ou quando a pessoa já tem algum problema cardíaco prévio”, diz. No entanto, é um mal possível de prevenir: a visita periódica ao dentista consegue identificar problemas gengivais, corrigir a higiene bucal e evitar que o pior aconteça.
 
Refluxo gastroesofágico
Além da falta de escovação dos dentes, da língua e da presença de cáries, o mau hálito pode indicar que a pessoa está com refluxo gastroesofágico. “O conteúdo do estômago acaba subindo e pode causar mau hálito”, diz Ana Paula. Portanto, atenção a esse sinal.
 
Câncer de boca
Esse tipo de malignidade pode acontecer na boca. “Normalmente, o sinal é quando uma ferida não cicatriza em até 15 dias”, diz Cíntia Maria. “Pode se assemelhar com uma afta, mas geralmente é indolor”. Segundo a estomatologista, é preciso procurar um dentista e fazer uma biópsia para ver se é câncer.
 
“O câncer de boca pode ser um tumor primário ou secundário. O primário nasce na boca, já o secundário é reflexo de outro tumor no corpo do paciente”, diz a especialista. “Não dá para dizer de onde o câncer veio, é uma gama enorme de possibilidades”.
 
Câncer infantil
Rhoner Gonçalves alerta para um tipo de câncer infantil que se manifesta na boca, o linfoma de Burkitt. “Esse tumor maligno cresce muito rápido, chega a dobrar de tamanho a cada semana e pode impedir que a criança feche a boca”, alerta o estomatologista. “Normalmente, ele se manifesta na região da gengiva, no fundo da boca, na parte de baixo”.
 
iG

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Artrite: problemas na gengiva podem agravar a doença

Bactérias da boca podem entrar na corrente sanguínea pela gengiva inflamada e se alojar nas articulações
Bactérias da boca podem entrar na corrente sanguínea pela
gengiva inflamada e se alojar nas articulações
Pesquisa comprovou que bactérias da boca podem piorar sintomas de dor em quem sofre de artrite
 
Artrite e saúde bucal podem estar muito mais relacionadas do que se imagina. Segundo o periódico Journal of Clinical Rheumatology, uma pesquisa demonstrou que haviam bactérias da gengiva nos exames da artrite reumatoide e da osteoartrite de alguns pacientes. Agora, como essas bactérias podem estar envolvidas no início ou agravamento dessas doenças?
 
O especialista em periodontia, Caio Roman, doutorando da USP, explica que, quando encontrada em número elevado na cavidade bucal, a bactéria Porphyromonas gingivalis pode ir para a corrente sanguínea, usando como porta de entrada micro úlceras que se formam na gengiva inflamada.
 
Depois, elas se alojam nas articulações, causando destruição tecidual e aumentando a dor dos pacientes com artrite reumatoide. “Temos observado em nossas pesquisas que, com uma má higiene bucal, os sintomas da artrite como dor e desconforto tornam-se mais evidentes, e após o tratamento periodontal há uma diminuição desse quadro doloroso”, diz.
 
Mas, ter uma higiene bucal adequada não ajuda a prevenir a artrite e a osteoartrite, apenas pode diminuir os sintomas dessas doenças. “O tratamento periodontal levará a uma redução no número de bactérias, e, em número reduzido, dificilmente chegarão a órgãos distantes, como as articulações. Isso fará com que pacientes com artrite reumatoide tenham uma menor possibilidade de que bactérias presentes na cavidade bucal interfiram nos sintomas da doença”.
 
Alerta Roman enfatiza que sangramentos na gengiva ao escovar ou ao passar o fio dental já é um alerta para que uma consulta com um dentista especialista em periodontia seja marcada o quanto antes. Em casos avançados de artrite reumatoide a movimentação das mãos e dos dedos fica comprometida, até mesmo passar o fio dental torna-se algo impossível, nestes casos um acompanhamento bimestral deve ser realizado.
 
“O tratamento deve ser individualizado levando em conta o tempo que o paciente tem a artrite reumatoide, capacidade motora de higienizar adequadamente e condição periodontal. A prevenção é a melhor forma de evitar que problemas bucais possam interferir na saúde geral”, diz o periodontista.
 
Terra

sábado, 5 de setembro de 2015

Escove os dentes: você só precisa de 2 minutos e 30 segundos

2:30 é o tempo necessário para escovar os dentes
Contabilizando o fio dental e o bochecho, esse tempo muda para cinco minutos

Das 24 horas do dia, você só precisa reservar 7 minutos e 30 segundos para escovar os dentes. Esse tempo é dividido em três momentos do dia, de 2 minutos e 30 segundos de escovação, geralmente após o café da manhã, almoço e jantar, mas pode ser maior caso você coma lanches intermediários.

Segundo o dentista, André Callegari, especialista da APCD (Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas) e mestre em Prótese Dentária, de todas as escovações, a noturna deve ser a mais eficiente. “Porque ocorre uma diminuição da salivação e a proliferação de bactérias é maior”, explica.

Além do tempo, a boa escovação envolve técnica. Callegari recomenda que a escova seja apoiada suavemente sobre a superfície dos dentes em um ângulo de 45 graus, com a metade das cerdas recobrindo a superfície dental e a outra metade envolvendo a gengiva. “Faça movimentos vibratórios circulares em cada uma das superfícies dos dentes, escovar a face voltada para a bochecha e a face interna dos dentes, e a superfície usada para mastigar com movimentos de vai e vem. Lembrando sempre que a língua também deve ser higienizada. É fundamental seguir uma sequência contínua, dente a dente”, diz.

1:30 para o fio dental
Para quem quer uma higienização completa e mais eficiente, a dentista Luciana Tubelis, coordenadora do Programa de Prevenção da Well Clinic, recomenda escovação e fio, o que deve aumentar o tempo total de higienização para 4 minutos. “Use cerca de 40cm de fio enrolados no dedo indicador. Prenda o fio com o polegar, deixando dois centímetros entre cada mão. Vá fazendo vai e vem entre os dentes até chegar à margem da gengiva, com cuidado para não machucar. Faça um C com o fio de encontro com o dente e faça o movimento como se estivesse engraxando. Em seguida remova o fio”, explica Luciana.

Para a especialista, o ideal é passar o fio antes de escovar os dentes. “Ele remove os resíduos e placa bacteriana que fica entre os dentes e dentro do sulco gengival, locais que a escova não alcança. E com a escovação você terminar de removê-los”. Quer ter certeza que todo o biofilme foi retirado? “Existe um recurso incrível para ajudar nossos pacientes que são as soluções que evidenciam a placa bacteriana ou biofilme dental. Com um bochecho, o líquido colore as áreas que não estão limpas”, diz a dentista.

Segundo André Callegari, existem, ainda, casos que precisam da escova interdental. “Ela é utilizada para remoção da placa bacteriana em regiões entre dentes com aparelho ortodôntico, entre dentes com diastemas (separados), entre próteses fixas, em próteses sobre implantes, ou seja, é indicada quando o fio dental entra muito fácil, sem resistência”.

Não se esqueça da higienização da língua. “É superimportante que a higienização da língua seja feita em todas as escovações com raspador de língua, no final da higienização dos dentes (escovas e fio). Se for indicado um bochecho ele deve ser o último a ser utilizado para finalizar toda a higienização”, afirma Luciana.
 
Contabilizando :
 
- Fio dental – 1:00 a 1:30
 
- Escovação – 2:00 a 2:30
 
  - Bochecho - 1 minuto
 
Terra

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Profissionais têm acesso a telediagnóstico pelo EstomatoNet

A estomatologia é uma especialidade da Odontologia que tem como finalidade prevenir, diagnosticar e tratar as doenças que se manifestam na cavidade bucal e no complexo maxilo-mandibular
 
 
O EstomatoNet tem como objetivo dar suporte para dentistas e médicos no diagnóstico e manejo de lesões bucais na atenção primária à saúde/atenção básica (APS/AB), evitando encaminhamentos desnecessários e agilizando o atendimento de casos de alto risco.
 
O serviço é gratuito. Para solicitá-lo, basta acessar a página do EstomatoNet no site do TelessaúdeRS/UFRGS no endereço: http://www.ufrgs.br/telessauders/nossos-servicos/telediagnostico-estomatonet.
 
O profissional deverá preencher o formulário com informações sobre o caso clínico e enviar uma foto para avaliação. Caso não haja acesso à internet no local de atendimento, o formulário pode ser baixado e preenchido manualmente, para que os dados sejam enviados online em outro momento. O preenchimento do formulário e envio de fotos da(s) lesão(ões) são essenciais para a validação do pedido e elaboração do laudo.
 
Após o envio, o caso é avaliado por profissionais do TelessaúdeRS/UFRGS que definem o diagnóstico ou as hipóteses mais prováveis. Caso necessário, o profissional solicitante também recebe recomendações para realizar exames ou fazer encaminhamentos com urgência. O laudo com sugestões de conduta e manejo para cada situação é enviado via Plataforma de Telessaúde ao profissional solicitante.
 
Fonte: UFRGS

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Pesquisa indica baixo teor de flúor em quase 30% das cidades paulistas

A quantidade de flúor na água distribuída à população é inadequada à saúde bucal em quase 30% das cidades paulistas. Desse total, 14,5% têm baixa concentração, expondo os consumidores à formação de cáries
 
Os dados são de uma pesquisa feita pelo Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP), Centro Colaborador do Ministério da Saúde em Vigilância da Saúde Bucal (Cecol/USP) e Laboratório de Bioquímica da Faculdade de Odontologia de Piracicaba da Unicamp.
 
As amostras coletadas em 642 das 645 cidades paulistas indicaram que 71,5% da água analisada estavam na faixa entre 0,6 e 0,8 ppm (partes por milhão de unidade de fluoreto), medida considerada adequada pela resolução de 1995 da Secretaria Estadual de Saúde. Nas amostras restantes foram encontradas quantidades acima ou abaixo do ideal.
 
“A correta quantidade de flúor aplicada na água combate a formação de cárie. Teores de flúor baixos não reduzem a cárie e teores altos, por sua vez, podem levar a uma fluorose”, afirmou o presidente do CROSP, Cláudio Miyake. Ele explicou que a fluorose resulta em manchas e deterioração do esmalte dos dentes.
 
O levantamento indicou que 14,5% das análises estavam com concentração abaixo do recomendado e 14% estavam acima. Na lista de municípios fora dos padrões considerados saudáveis estão Cesário Lange e Pereiras, ambos com água com excesso de fluor (1,4 ppm). No grupo com baixa concentração (0,4 pp), estão incluídos Altinópolis, Analândia, Boa Esperança do Sul, Guatapará, Ipeuna, Luis Antônio, Morro Agudo, Nuporanga, Orlândia, Pirajuí e Rio das Pedras.
 
De acordo com Myake, o governo do estado repassa recursos para adoção de medidas que permitam a fluoretação. Ele informou que o estudo será encaminhado às autoridades sanitárias dos municípios, órgãos responsáveis pelo abastecimento e pela fiscalização, além do Ministério da Saúde e Secretaria Estadual da Saúde, Tribunal de Contas e Ministério Público.
 
Agência Brasil