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terça-feira, 21 de agosto de 2018

Paraná lança campanha de Logística Reversa de Medicamentos

Resultado de imagem para logística reversa de medicamentosA auto-medicação e o uso irracional de medicamentos contribuem para que os medicamentos estejam dentre as principais causas de intoxicação!

Somado a isso, tem-se ainda que o descarte inadequado de medicamentos, como nos vasos sanitários, lixo comum, pia, esgoto, queima a céu aberto, gera um grande passivo ambiental.

Dessa forma, o uso racional de medicamentos e o descarte adequado dos mesmos é fundamental para a manutenção do meio ambiente, saúde humana e animal. Neste sentido a Logística Reversa de Medicamentos domiciliares vencidos ou em desuso constitui um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados para coleta e destinação final ambientalmente adequada dos medicamentos.
Recomendações:
➡️ Siga o tratamento pelo tempo recomendado
➡️ Sempre verifique a data de validade
➡️ Não use medicamentos vencidos
➡️ Tome os medicamentos no horário correto, na dose recomendada e no período de uso determinado
➡️ Informe um profissional de saúde caso apareça qualquer sintoma inesperado
➡️ Não descarte medicamentos no vaso sanitário, lixo comum ou esgoto
➡️ Procure sempre ponto de coleta para o descarte adequado
Caso haja em sua residência medicamentos vencidos, ou sobras de medicamentos que não serão mais utilizados, procure o ponto de descarte mais próximo.
Programa de Logística Reversa de medicamentos domiciliares vencidos ou em desuso 
Existem empresas localizadas no Estado do Paraná que realizam a coleta permanente de medicamentos domiciliares vencidos ou em desuso. Veja aqui quais são os pontos de coleta. Com o objetivo de intensificar a coleta e atingir o maior número de localidades nas 22 Regionais de Saúde, o Governo do Estado do Paraná promove de 15/08/2018 a 15/10/2018 uma campanha para descarte de medicamentos domiciliares vencidos ou em desuso.
Legislação – Lei nº 12.305, de 02 de Agosto de 2010, que Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos; Lei Estadual nº 17.211, de 03 Julho de 2012, que Dispõe sobre a responsabilidade da destinação dos medicamentos em desuso no Estado do Paraná; Decreto nº 9.213, de 23 de Outubro de 2013, que regulamenta a Lei nº 17.211, de 03 de julho de 2012, que dispõe sobre a responsabilidade da destinação dos medicamentos em desuso no Estado do Paraná.
Realização: Governo do Estado do Paraná, Secretaria de Estado da Saúde – SESA e Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos – SEMA, Apoio: Conselho Regional de Farmácia do Estado do Paraná – CRF-PR, Consórcio Paraná Saúde, Grupo Técnico de Medicamentos do Paraná – GTM-PR, Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba – SMS, Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Curitiba – SMMA, Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo – SINDUSFARMA, Sindicato das Indústrias de Papel e Celulose do Paraná – SIMPACEL, Sindicato das Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado do Paraná – SINQFAR, Sindicato do Comércio, Varejista de Produtos Farmacêuticos do Estado do Paraná – SINDIFARMA e Universidade Federal do Paraná – UFPR
Fonte: CRF-PR

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Cetesb aprova logística reversa em São Paulo

destaqueA Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) publicou, no Diário Oficial de 4 de abril, a Decisão de Diretoria (DD) nº 076/2018/C que regulamenta a inclusão da logística reversa no Estado

No caso de farmácias, distribuidores e fabricantes, entram nesta categoria os medicamentos domiciliares, vencidos ou em desuso, além de produtos e embalagens de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos.

Com o procedimento, as licenças de operação e renovação passam a ser emitidas ou renovadas somente se demonstrado o atendimento às exigências legais sobre a obrigação de estruturar, implementar e operacionalizar a logística reversa. A regra entra em vigor em 60 dias a partir de sua publicação, quando toda a prestação de informações sobre logística reversa passará a ser feita por meio de um sistema eletrônico a ser disponibilizado pela Cetesb, com formulários equivalentes aos preenchidos hoje no âmbito dos Termos de Compromisso.

Segundo o órgão, o setor de medicamentos não possui, até o momento, um acordo setorial ou Termo de Compromisso firmado. Assim, foi utilizado um Edital de Chamamento para definir a meta quantitativa de coletar 3,79 Kg de resíduos por mês por ponto de coleta, até o quinto ano após a assinatura do acordo setorial.

domingo, 17 de julho de 2016

Publicação da OPAS/OMS trata da logística de medicamentos

A representação da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) no Brasil, em conjunto com a pesquisadora Lenita Wannmacher, lançou novo fascículo da série “Uso Racional de Medicamentos” que trata do armazenamento e distribuição de remédios tanto em instituições de saúde como em domicílios


A representação da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) no Brasil, em conjunto com a pesquisadora Lenita Wannmacher, lançou nesta segunda-feira (11) novo fascículo da série “Uso Racional de Medicamentos: fundamentação em condutas terapêuticas e nos macroprocessos da Assistência Farmacêutica”.

A autora do texto “Armazenamento e distribuição: o medicamento também merece cuidados” é a farmacêutica-bioquímica Vanusa Barbosa Pinto, diretora da Divisão de Farmácia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

“O armazenamento e a distribuição são etapas da cadeia logística e englobam desde as características necessárias das instalações de armazenagem, layout dos locais de distribuição bem como cuidados no recebimento, métodos de localização dos itens e tipos de distribuição”, afirma Vanusa.

De acordo com a autora, o armazenamento é a etapa do ciclo de assistência farmacêutica que tem o objetivo de garantir a qualidade e a guarda segura dos medicamentos nas organizações da área da saúde. Já a distribuição deve ser feita de forma eficaz para que as drogas sejam recebidas, estocadas e controladas de maneira correta, para que todos os usuários tenham acesso a elas.

O fascículo também fala sobre o armazenamento adequado de medicamentos em domicílios — que é fundamental para manter a qualidade, conservação e a eficácia das drogas. Caso o armazenamento seja feito de forma incorreta, o medicamento pode trazer riscos à saúde do paciente. Entre as recomendações estão: sempre manter o medicamento na embalagem original em locais frescos, longe do calor, luz e umidade; deixá-los fora do alcance de crianças; e checar com periodicidade o prazo de validade nas embalagens; entre outros.

Sobre a série “Uso Racional de Medicamentos”
O projeto busca fornecer aos profissionais, gestores e usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) informações confiáveis e isentas, com base nas melhores evidências científicas disponíveis.

Nos próximos meses, serão lançados mais nove fascículos em português e com linguagem acessível. A escolha dos temas sobre condutas terapêuticas baseou-se, principalmente, nas dez maiores causas de morte apontadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em maio de 2014.


segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Logística: As etapas da distribuição de medicamentos

Regulamentações visam garantir segurança do produto até a farmácia 

O setor de transporte de medicamentos e produtos farmacêuticos teve seu marco regulatório em 1998, com a publicação da Portaria 802/1988, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que instituiu o sistema de controle e fiscalização em toda a cadeia de produtos farmacêuticos. Este sistema abrange as etapas da produção, distribuição, transporte e dispensação. Mas, desde então, muita coisa mudou, principalmente na relação entre distribuição e varejo.

A execução do pedido de uma mercadoria é o primeiro ponto de interação entre esses elos da cadeia. Há uma década, os contatos relacionados a pedido de mercadoria eram feitos, em sua maioria, pelo telefone, de uma maneira mais lenta e manual. Atualmente, a venda de medicamentos e produtos de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos é feita por meio do uso de softwares de compras, que vêm se mostrando mais ágeis quando se necessita repor certa mercadoria com rapidez, para que não ocorra ruptura. Os sistemas eletrônicos permitem que os pedidos sejam feitos diretamente pelos gestores das farmácias, pois são capazes de se integrar com a tecnologia utilizada nos pontos de venda.
 
Atualmente, todas as grandes empresas oferecem essa possibilidade aos clientes varejistas. Basta a farmácia contar com sistema informatizado de gestão de estoque, para que consiga detectar a necessidade de reposição de determinada mercadoria e encomendá-la diretamente por meio de um sistema integrado à distribuidora.
 
Recebido o pedido, a distribuidora inicia a etapa de picking – localizar o produto desejado dentro do armazém e separá-lo para envio. A tecnologia também entra neste momento, indicando ao operador logístico a localização exata de determinada caixa.
 
Quando o material é separado para envio, começa a preocupação com o transporte, cercado de exigências, principalmente, em relação aos medicamentos de alta complexidade, como os biológicos, que necessitam de condições especiais de transporte e armazenamento. Há regulamentações que envolvem o transporte e armazenamento dos medicamentos a fim de garantir a segurança e eficácia do produto.

Quando as características de temperatura não são levadas em consideração durante o transporte de uma vacina, por exemplo, corre-se o risco do frasco congelar aumentando a probabilidade de ocorrer trincas no vidro. Consequentemente, perde-se a esterilidade do produto, permitindo a entrada de micro-organismos, como bactérias. O grande problema é que a injeção desse material contaminado no organismo pode causar septicemia e até a morte do paciente.
 
Os medicamentos comuns não precisam de cuidados tão específicos no transporte, mas quando chegam às farmácias por meio do distribuidor, também merecem atenção. Com a aprovação da Lei 12.012/14, que determina que as farmácias são estabelecimentos de saúde, que devem prestar atenção farmacêutica ao cidadão, esta responsabilidade fica ainda mais evidente. O farmacêutico ou balconista deve estar preparado para tirar possíveis dúvidas em relação ao uso do medicamento ou problemas de adesão ao tratamento e, assim, encerrar de maneira positiva o clico do medicamento.
 
Guia da Pharmacia

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Logística reversa: o que todos temos a ver com isso?

 
Segundo estimativa da ANVISA, apresentada no Relatório “Logística Reversa, aplicada ao setor de medicamentos” em 2013, o recolhimento de medicamentos não administrados pode chegar a mais de 13 mil toneladas por ano. Da mesma forma, os Resíduos de Serviços de Saúde (RSS) somaram mais de 264 toneladas em 2014, dos quais, 31,1% sem destinação adequada, de acordo com a ABRELPE (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais). Os dados são alarmantes, revelam muito a se fazer, mas já foi pior.
 
A discussão do descarte de medicamento não é recente e o marco legal mais importante para a logística reversa ocorreu com a aprovação da Lei 12.305/2010, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), em agosto do ano passado. Além disso, alguns programas de operacionalização, coleta e transporte de resíduos sólidos e, sobretudo, de orientação à população para o descarte correto de medicamentos têm sido adotados no Brasil, alguns há muitos anos.
 
A logística reversa tem dois eixos essenciais: de um lado, o consumidor final, responsável pelo descarte de medicamentos vencidos em pontos de coleta autorizados, e de outro, os gestores hospitalares, que devem observar e aplicar recursos que permitam remanejar os medicamentos por unidades, controlar rigorosamente os prazos de validades, entre outros tantos benefícios que somam também em segurança e economicidade.
 
Nos últimos anos, secretarias de saúde e instituições públicas e privadas do setor têm investido em programas educativos e na implantação de logística de medicamentos, ancorados em tecnologias exclusivas que provisionam as demandas de cada medicamento por departamento, unidade de serviço, região, e assim por diante, com controle total de todos os materiais, conforme o produto e a validade. Devidamente rastreado, cada unidade de medicamento ou de insumo médico pode ser remanejado, realocado e resgatado em caso de recall, reduzindo a obsolescência e aumentando a segurança.
 
Como vemos diariamente, o homem tem avançado de forma importante com o desenvolvimento de novas tecnologias, mas as tecnologias necessitam essencialmente da vontade e do compromisso do homem para que sejam efetivas. Em se tratando de logística reversa de medicamento, esta é uma necessidade premente, que muito ajuda na segurança de pacientes e gestores de saúde, na economia das instituições e governo, bem como na preservação do planeta.
 
*Domingos Fonseca, Presidente da UniHealth Logística Hospitalar
 
Saúde Business

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Disputa entre setores impede efetivação de política de descarte de remédios

Há quase cinco anos, os principais atores do setor farmacêutico tentam entrar em acordo para regulamentar o descarte de medicamentos vencidos. Esses produtos não podem ser jogados no lixo comum causando o risco de contaminação de pessoas e do meio ambiente
 
A obrigação de criar um sistema de recolhimento e destinação final de produtos que possam causar danos à saúde e ao meio ambiente está prevista na lei 12.305, de 2010, mas até hoje não é cumprida. A partir de um decreto, também de 2010, esperava-se que um acordo entre governo e representantes da cadeia de medicamentos pudesse ser firmado com o objetivo de facilitar o descarte pela população.
 
A disputa entre fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de remédios atrasa a criação de uma cadeia de recolhimento de medicamentos chamada de “logística reversa”. Por ela, o remédio faria o caminho contrário: do consumidor, voltaria à farmácia, que enviaria à distribuidora, que encaminharia para o fabricante do remédio, para que o produto possa ser incinerado e enviado a um aterro sanitário. Hoje, o descarte pode ser feito em algumas farmácias ou UBSs, mas não segue padrão e não há responsabilidades firmadas.
 
Jogo de empurra
Hoje, cerca de 700 farmácias brasileiras recebem e arcam com os custos da incineração dos medicamentos. A Abrafarma (Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias) critica a responsabilidade atribuída às farmácias. “Nosso papel, que é o papel do varejo em qualquer lugar do mundo, é interagir com o cliente, educá-lo e receber o resíduo, deixando-o a disposição do fabricante para que seja retirado”, afirma o presidente da Abrafarma, Sérgio Mena Barreto. “Apesar de algumas farmácias oferecerem o serviço de maneira voluntária, há locais em que simplesmente não há estrutura, e além disso, o custo de incineração é bastante alto”, acrescenta.
 
Mena Barreto culpa a indústria farmacêutica pelos entraves à criação da “logística reversa”. “Eles (a indústria farmacêutica) acham que assim que colocaram o remédio no mercado não é mais problema deles. Se o fabricante não estiver envolvido ou disposto a colaborar com o processo de destinar o medicamento de maneira correta fica inviável para o restante da cadeia”, disse.
 
A diretora da associação que reúne os principais fabricantes de remédio do Brasil, a Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa), Maria José Delgado Fagundes, explica que as dificuldades de se firmar um acordo setorial se dão porque os medicamentos possuem características peculiares quando comparados aos outros produtos, o que dificulta o estabelecimento da logística reversa.
 
“Há um problema complexo relacionado à logística, porque é um processo que necessita de um controle rígido do que é captado, desde o ponto de entrega até o final. Pode haver roubo da carga, fraude, e outros crimes”, afirma. Ela contou ainda que vários modelos já foram analisados pelo grupo de trabalho da comissão criada para analisar o caso, mas que não houve ainda consenso.
 
Segundo o Ministério do Meio Ambiente, os membros da cadeia produtiva de medicamentos atribuem uns aos outros as principais responsabilidades pelo gerenciamento dos medicamentos vencidos e “nesse contexto, as propostas tornaram-se divergentes”. “Nenhuma delas forneceu dados sobre a forma como deverá ser feito o recolhimento dos medicamentos, e se limitaram a conferir ao governo e aos outros proponentes as obrigações de efetuar a logística reversa dos medicamentos pós-consumo”, informou a pasta através de sua assessoria de imprensa.
 
O Ministério do Meio Ambiente informou que continua dialogando com o setor farmacêutico para que um acordo setorial de âmbito nacional seja implementado.
 
UOL

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

A importância da logística contra fraudes e desvios das OPMEs

 
Em 2012, um escândalo de grandes proporções no setor da saúde trouxe à tona o que todos já sabiam: a necessidade de um investimento efetivo para monitoramento e rastreabilidade de órteses e próteses. O caso envolvendo próteses mamárias atingiu milhares de mulheres que apresentaram vazamentos no implante. Os produtos eram impróprios, sem certificação sanitária e rompiam-se facilmente, e apesar de muita divulgação muito pouco ou quase nada foi feito para mudar este cenário.
 
Mais recentemente, novas denúncias, desta vez divulgando desvios e fraudes no segmento de órteses e próteses vieram à tona. Como são materiais especiais, caros e com fácil envolvimento de glosa, é fato de que necessitam de cuidados diferenciados de gestão e monitoramento em todos os processos envolvidos.
 
Conforme divulgado recentemente pelo Ministro da Saúde, Arthur Chioro, chama a atenção o lucro de 10% a 30% decorrente de uma diferença entre o preço final dos produtos e o custo final que é apresentado.
 
A despeito do mal caráter dos envolvidos, muitas destas ocorrências poderiam ser evitadas ou melhor controladas pelos serviços de saúde com um eficiente serviço de logística hospitalar, cuja responsabilidade é gerir todo o fluxo de materiais e medicamentos nas unidades de saúde, desde o momento em que são recebidos no centro de distribuição até chegar ao paciente.
 
Com o devido cadastro e identificação com número de série dos produtos, tem-se o cruzamento de dados de cada paciente, com todas as especificações do material a ele destinado, como procedência, lote, validade, indicação de uso etc.
 
O Projeto de Lei 17/2015, do governo federal, pretende classificar como crime as fraudes envolvendo fornecimento e prescrição de próteses e órteses. A proposta é necessária para que aja uma fiscalização eficiente. Porém, é essencial a implantação de sistemas de gerenciamento e rastreabilidade que combatam este mal crônico envolvendo as OPMEs e que tanto lesa o sistema de saúde, com consequências muito ruins para todos.
 
Saúde Business

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Drone pode transportar amostra de sangue para exame em zonas remotas

Médico patologista Timothy Amukele (esq.) fez parceria com Robert Chalmers e outros engeneiros para criar um sistema de correio por drone para transportar amostras de sangue para exame  (Foto: Johns Hopkins Medicine/Divulgação)
Foto: Johns Hopkins Medicine/Divulgação
Médico patologista Timothy Amukele (esq.) fez parceria
com Robert Chalmers e outros engeneiros para criar um
sistema de correio por drone para transportar amostras
de sangue para exame
Conclusão é que percurso no drone não altera amostras de sangue. Projeto piloto com drones poderá ser lançado em regiões remotas da África
 
Um estudo demonstrou que é possível transportar amostras de sangue em drones pequenos para a realização de exames sem alterar a qualidade da amostra. A estratégia pode ajudar a tornar exames de rotina mais acessíveis em regiões isoladas, com pouco acesso por estrada, por exemplo.
 
A pesquisa que chegou a essa conclusão - feita pela Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos - foi publicada na revista científica "PLOS ONE" nesta quarta-feira (29).
 
O que os cientistas queriam avaliar era se as amostras não perdem a qualidade depois de jornadas de até 40 minutos a bordo do drone. Além do tempo do percurso, preocupava os pesquisadores a aceleração no lançamento do veículo e o impacto quando o drone pousa em seu destino.
 
"Tais movimentos poderiam destruir células do sangue ou fazer com que o sangue coagulasse, então eu pensava que todo o tipo de teste de sangue poderia ser afetado, mas nosso estudo mostra que eles não foram afetados e isso foi legal", disse o médico patologista Timothy Amukele, da Escola de Medicina da Universidade Johns Hopkins.
 
Fotos mostram como especialistas embalam amostras de sangue para as acomodarem dentro do drone  (Foto: PLOS ONE/Reprodução)
Foto: PLOS ONE/Reprodução
Fotos mostram como especialistas embalam amostras de sangue para as acomodarem dentro do drone
 
Os pesquisadores coletaram 6 amostras de sangue de cada um dos 56 voluntários recrutados para o experimento. Parte das amostras foi submetida a um voo de drone com duração de cerca de 40 minutos até o laboratório e a outra parte foi levada de carro.
 
As amostras passaram por uma bateria de 33 exames de laboratório. A comparação entre os resultados obtidos nas amostras que passaram pelo drone e nas amostras que foram de carro mostrou que não houve diferença.
 
Projeto piloto na África
Os resultados devem levar ao desenvolvimento de um projeto piloto na África, onde os laboratórios muitas vezes ficam a muitos quilômetros de distância das comunidades."Um drone pode percorrer 100 km em 40 minutos", diz Amukele.
 
"Eles são mais baratos que motocicletas e não estão sujeitos a atrasos relativos ao trânsito, e a tecnologia já existe para o drone ser programado para ir voltar para a 'casa', com algumas coordenadas de GPS, como um pombo-correio."

G1

terça-feira, 28 de julho de 2015

Abrafarma defende maior prazo para implantação da rastreabilidade

Entidade defende mais discussão para garantir eficiência na execução da Lei

O Brasil vem se preparando para adotar a rastreabilidade, uma solução para trazer mais segurança aos medicamentos consumidos no País. No entanto, a Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) defende mais tempo de discussão para que a medida não seja implementada erroneamente e amplie o risco de falta de medicamentos nas prateleiras.

Aprovada em 2009 pela Lei 11.903, a medida prevê que cada um dos mais de quatro bilhões de medicamentos produzidos e comercializados contenha uma forma de ser identificado individualmente e possa ser acompanhado desde sua produção até o consumidor final, inclusive com informações sobre o médico que o prescreveu. “Porém, o primeiro entrave é o tempo de implantação. Enquanto na Europa e nos Estados Unidos foi estipulado um prazo de dez anos, no Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) impôs um limite de apenas três”, observa o presidente executivo da Abrafarma, Sérgio Mena Barreto.

“A mudança trará um impacto em mais de três mil linhas de produção, que terão de ser modificadas em tempo recorde, inclusive nos laboratórios públicos, cuja escassez de recursos é conhecida. Mais de quatro bilhões de unidades serão monitoradas diariamente e, para isso, os mais de 180 mil estabelecimentos – entre farmácias, hospitais e postos de saúde – terão de se adequar tecnologicamente. Será uma complexa operação logística”, adverte.

O executivo propõe que essas informações sejam gerenciadas diretamente pelo governo federal, assim como ocorrerá na Argentina e na Turquia e seguindo o que será implementado nos Estados Unidos e na Comunidade Europeia. Estas preocupações já foram levadas à Anvisa, que está estudando o assunto. “O debate com a Anvisa e no Congresso são positivos, pois aprofundam a discussão quanto à implantação da rastreabilidade, cuja importância é inegável, desde que adotada com eficácia, segurança e respeito à inviolabilidade da informação das farmácias, dos prescritores e dos usuários de medicamentos”, conclui.

Guia da Pharmacia

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Veja os impactos da falta de controle de medicamentos

Enquanto as instituições de saúde correm para se adaptar ao Sistema Nacional de Controle de Medicamentos (SNCM) até 2016, os desperdícios com a falta de rastreabilidade chegam a impactar entre 20% a 40% os gastos com saúde, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS)
 
De acordo com a Sindusfarma (Sindicato da Indústria Farmacêutica), essa perda poderia ser evitada com expertise logística.
 
O impacto da falta de controle de medicamentos:

– 100 mil pessoas foi a média anual de mortes por uso de medicamentos ilegais de 2000 a 2007

-US$ 75 bilhões foi a movimentação de remédios falsificados em 2010 em todo o mundo

– R$ 2,5 bilhões é a perda anual de arrecadação com medicamentos contrabandeados no Brasil

– 20% dos medicamentos consumidos no Brasil são ilegais, contra 10% da média mundial

– 50% dos medicamentos comercializados na internet são pirateados

– 800 % foi o crescimento que a venda de medicamentos ilegais apresentou no período de 2000 a 2007

– 1º entre os 10 produtos mais pirateados, como fonte de lucro para os contrabandistas
 
Fonte: Sindicato da Indústria Farmacêutica – Sindusfarma

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Rastreabilidade deve movimentar R$ 4 bi em tecnologia e logística

Com prazo até 2016 para se adequarem ao projeto de rastreabilidade de medicamentos (Lei 11.903, de 2009), o setor de saúde deve movimentar mais de R$ 4 bilhões, principalmente nos setores de Tecnologia da Informação (TI), de Automação e Logística
 
A previsão é dos organizadores do Seminário de Tecnologia de Rastreabilidade de Medicamentos (SETRM), que será realizado no dia 27 de maio, em São Paulo, no Auditório do Instituto de Radiologia (INRAD) da Universidade de São Paulo (USP).
 
Com o intuito de proteger a segurança do paciente, assim como inibir falsificação de remédios entre outras irregularidades, a nova legislação criou o Sistema Nacional de Controle de Medicamentos (SNCM), que determina que cada produto farmacêutico passe a ter um RG, viabilizando que, em qualquer etapa da cadeia, possa ser verificada a autenticidade do remédio.
 
O Sindusfarma (Sindicato da Indústria Farmacêutica) estima que só na produção de medicamentos serão necessários investimentos superiores a R$ 1 bilhão, distribuídos entre 2014 e 2016. A estratégia do Brasil foi executar o projeto em duas fases, a primeira de implantação, com início em 2013 até este ano, e a segunda em dezembro de 2016.
 
Números
  • 100 mil pessoas foi a média anual de mortes por uso de medicamentos ilegais de 2000 a 2007
  • US$ 75 bilhões foi a movimentação de remédios falsificados em 2010 em todo o mundo
  • R$ 2,5 bilhões é a perda anual de arrecadação com medicamentos contrabandeados no Brasil
  • 20% dos medicamentos consumidos no Brasil são ilegais, contra 10% da média mundial
  • 50% dos medicamentos comercializados na internet são pirateado
  • 800 % foi o crescimento que a venda de medicamentos ilegais apresentou no período de 2000 a 2007
  • 1º entre os 10 produtos mais pirateados, como fonte de lucro para os contrabandistas
Experiência fora
Os Estados Unidos é exemplo de uma implementação desse tipo em um curto espaço de tempo, sendo 10 vezes maior do que o brasileiro, de acordo com o IMS Health, e é altamente complexo, com quase 200 mil fabricantes, distribuidores, farmacêuticos, hospitais, clínicas e escritórios médicos na cadeia de suprimentos.
 
“Quando a lei americana foi sancionada, a indústria tinha apenas 13 meses para atender à primeira fase da regulamentação, e a lei não definia como a indústria deveria fazer o intercâmbio exigido de informações de rastreabilidade através da cadeia de suprimentos”, disse Brian Daleiden, vice-presidente de Marketing da TraceLink, empresa provedora de soluções de rastreabilidade, em nota ao mercado. “Os líderes da indústria, os associados à indústria e os provedores de tecnologia rapidamente se juntaram para negociar suas diferenças e definir um tipo de padrão que se aproximasse às exigências de troca de informações a tempo do prazo de 1° de janeiro de 2015”, completou Daleiden.
 
Uma das empresas pioneiras no comprometimento com o projeto foi a Libbs, que afirma já colher ganhos indiretos em termos de eficiência operacional, o que deve reduzir o custo dos medicamentos para todo o sistema. “O grande vencedor da implementação, em um futuro próximo, será o consumidor, que terá, através da rastreabilidade, possibilidades de verificar a procedência do medicamento”, disse o Amilcar Lopes, CEO da R&B Rastreabilidade Brasil, responsável pela implantação da Libbs.
 
 
Adiamento
No início deste mês foi apresentado o projeto de Lei Nº 276, de 2015 (de autoria do senador Humberto Costa – PT), que se adianta propondo uma mudança da Lei 11.903, antes que os resultados da fase piloto sejam apurados. Para o Prof. Dr. Giovanni Guido Cerri, presidente do Conselho Diretor do Instituto de Radiologia do HCFMUSP, se a PL for aprovada, “seria um atraso injustificado. A implantação da rastreabilidade precisa ocorrer em conformidade com a complexidade da cadeia brasileira e com o nível de gravidade local da ilegalidade”.

Saúde Web

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Nova lei pode abrir oportunidade para as empresas de logística de remédios

Exigências do novo Sistema Nacional de Controle de Medicamentos (SNCM) criam novas oportunidades e incrementam o setor logístico
 
No entanto, a necessidade de investimentos em tecnologia e automação coloca operadoras de carga em uma corrida contra o tempo, para adaptarem-se às condições da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
 
Da indústria ao consumidor, passando pelos distribuidores e operadores de logística, o SNCM deve estar implantado até o final de 2016. Contudo, ainda em outubro deste ano a expectativa é de que o projeto-piloto já deva estar pronto.
 
Com o SNCM, um conjunto de procedimentos para o rastreamento de medicamentos será obrigatório. Isso por meio de informações previamente registradas no sistema, que deve conter identificação exclusiva do produto, prestadores de serviço e usuários. Além disso, em cada etapa de produção, importação, distribuição, transporte, armazenagem, dispensação e outros movimentos previstos deve haver um registro, para que o sistema trace a rota e o histórico do medicamento.
 
A principal mudança para as empresas de logística será o controle unitário do remédio. Antes, a checagem era realizada por lote. Agora, cada unidade de medicamento deverá possuir um código bidimensional Datamatrix, que terá de conter o número de série, o registro, o lote e a data de validade. Ou seja, mesmo que a caixinha do insumo seja separada de seu lote, ainda será possível identificar para onde ela foi enviada.
 
O objetivo da lei é reduzir a quantidade de medicamentos falsificados, adulterados, desperdiçados por manuseio incorreto ou roubados. Remédio é um dos produtos mais visados por quadrilhas, segundo a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística). “Com o controle tecnológico e eletrônico, não haverá a possibilidade do paciente receber o remédio incorreto, além de reduzir a possibilidade de contrabando”, afirma o professor titular da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), Eduardo Mario Dias.
 
Ganho de produtividade
Segundo a Anvisa, no período de 2000 a 2006, cerca de 800 mil pessoas no mundo morreram por conta de falsificação, contrabando e roubos. No Brasil, o contrabando chega a representar uma perda de R$ 8 bilhões por ano e cerca de 20% dos medicamentos em circulação são falsos. A média mundial é 10%, de acordo com dados do Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP) e da Organização Mundial da Saúde (OMS).
 
Para o especialista, mesmo que a implantação seja realizada por etapas, as empresas envolvidas devem estar reparadas para o projeto piloto. “Apenas desta forma conseguiremos checar as relações de toda a cadeia da indústria farmacêutica para ver se vai dar certo e qual o impacto em cada companhia do setor”, analisa o professor.
 
Investimentos
“O maior foco da mudança está na indústria, mas as operadoras logísticas e distribuidoras também deverão se adaptar para proporcionar parte da informação, além de melhorar o processo de controle serial e o nível de separação de pedido. A produtividade e a profissionalização são necessárias”, analisa a gerente de logística da operadora e transportadora Ativa, Elisa Pellinni. Para ela, o mercado pode passar por um momento de consolidação, onde empresas que não conseguirem se adaptar podem sumir. “Somos poucos, e quem ficar será mais valorizado”, ressalta.

Para Elisa, as empresas que não atuavam com os sistemas automatizados devem sofrer intensamente o impacto. “Com o Datamatrix não será possível fazer leitura manual sem o equipamento de dados”.
 
Entre os investimentos que a Ativa realizou estão horas de desenvolvimento para um novo sistema que suporte toda a informação, espaço de armazenagem de dados em nuvem, além da compra de escaners que leiam o código Datamatrix e coletores. “O investimento deve ficar em torno de R$ 300 mil e R$ 350 mil para o aporte em tecnologia e entre R$ 20 mil e R$ 30 mil nos equipamentos de leitura”, afirma Elisa. Ela menciona também que o gasto em material é menor, porque no ano anterior (com a possibilidade da lei) já havia dobrado seu pedido de equipamentos de leitura.
 
Ainda segundo a executiva, o desafio está em cumprir o prazo para o projeto piloto. “Para esta fase, a indústria deve implementar o sistema em três lotes, mas para nós operadoras seria mais fácil ter a mudança de uma vez. Desta forma teremos que operar nos dois formatos”.
 
Já o diretor da Prosperity Consulting, especializada em logística, Décio Tarallo, afirmou que na primeira etapa as transportadoras terceirizadas (que apenas realizam o translado e não armazenam) não devem se preocupar. Mas, as operadoras deverão participar do piloto para mostrar às clientes que conseguirão realizar o processo.
 
“A rastreabilidade está sendo realizada não apenas no Brasil, mas em outros países. Uma das maiores causas de óbito no mundo é a aplicação incorreta do medicamento. O consumidor é o foco da mudança, mais do que a segurança porque hoje temos sistema que controlam essa parte”, conta.

Questionado sobre a margem de lucro, o especialista acredita que deve reduzir um pouco. “O custo das operadoras será repassado para a indústria e consequentemente para o consumidor”, diz.
 
Distribuidoras
O diretor executivo da Associação Brasileira de Distribuição e Logística de Produtos Farmacêuticos (Abradilan), Geraldo Monteiro, explica que para amenizar o impacto e tornar o processo mais viável, a entidade tem mantido contato com a Anvisa para repassar material técnico sobre o segmento

“Medidas assim sempre melhoram o processo, mas as políticas adotadas devem servir na prática.”
 
Gestão em hospitais
Com a necessidade da rastreabilidade, as empresas de gestão de logística interna nos hospitais também serão requisitadas. Um exemplo é a RV Ímola, que além de oferecer o controle de fármacos dentro dos hospitais, também possui um galpão externo onde é possível guardar todos os insumos.
 
“Hoje em dia, muitos hospitais estão nos centros urbanos e é caro manter um armazém dentro do hospital”, explica o vice-presidente comercial da empresa, Thiago Amaral.
 
Segundo ele, a companhia tira o volume de insumos e ainda coloca funcionários para fazer a gestão no controle do almoxarifado e nos estoques satélites (por andar) nos hospitais. “Fazemos também a separação unitária do medicamento, seguindo exatamente a prescrição médica”, confirma Amaral.
 
Dentro do centro hospitalar, a separação é feita a cada seis horas e colocada de forma separada por paciente em dispensários, que para serem abertos precisam do registro por código do enfermeiro e do paciente.
 
Com a maior exigência da rastreabilidade para medicamentos, a empresa afirma que espera superar R$ 200 milhões no faturamento em 2016. Este ano, a previsão é de R$ 180 milhões. “Em pesquisas feitas com nossos clientes, percebemos um desperdício entre 20% e 30% dos fármacos”, analisa.
 
Além disso, ao terceirizar o serviço é possível reduzir o número de funcionários para o controle de remédios de forma drástica. “O controle errado muitas vezes pode gerar perdas por questões simples de resolver, como a validade ou a compra em volume desnecessário”.
 
CFF

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Portugal: Usar códigos de barras nos hospitais pode reduzir até 42% os erros de medicação

A utilização do sistema dos códigos de barras nos hospitais pode reduzir até 42% os erros de medicação e a sua aplicação generalizada na área da saúde permite poupanças que podem chegar aos 791 milhões de euros a 10 anos
 
Um estudo que será apresentado esta semana em Lisboa, desenvolvido pela consultora do economista Augusto Mateus, mostra que há um potencial de poupança a 10 anos para a economia entre 561 milhões e 791 milhões de euros com a aplicação de uma tecnologia como a dos códigos de barras, avança o Correio da Manhã.

Leia também:
http://gestaodelogisticahospitalar.blogspot.com.br/2015/04/a-importancia-da-rdc-59-na-seguranca-do.html
 
Segundo João Castro Guimarães, responsável da GS1 (entidade sem fins lucrativos que introduziu os códigos de barras em Portugal há 29 anos), trata-se atualmente de uma tecnologia mais evoluída do que os códigos de barras simples e que permite transmitir um maior número de dados.
 
RCM Pharma - Portugal

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Resíduos de serviços de saúde: revisão da norma é tema de consulta pública

Foto: Reprodução
Foi publicada, nessa segunda-feira (30/3), a Consulta Pública nº 20, que discute a revisão do regulamento sobre o gerenciamento de resíduos de serviços de saúde
 
A norma em vigor atualmente, a RDC 306, foi publicada há mais de 10 anos. A revisão se faz necessária em razão da entrada em vigor da Lei 12.305/2010, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), bem como pela evolução das tecnologias.
 
A proposta de regulamento tem por objetivo um maior alinhamento aos novos conceitos e entendimentos introduzidos pela Lei, que diferencia, por exemplo, os conceitos de “resíduo” e “rejeito” e possibilita a entrada da logística reversa nos serviços de saúde.
 
Alguns pontos da RDC necessitam de adequações, como, por exemplo, o que rege a questão do abrigo externo (local usado para se armazenar os resíduos até o momento de coleta). Pela norma em vigor, o abrigo só pode ser construído em alvenaria. No entanto, hoje, já é possível discutir o uso de materiais alternativos, como o metal, que podem, inclusive, facilitar a higienização.
 
A proposta estará disponível por 60 dias no portal da Anvisa a partir de 6 de abril. As sugestões devem ser enviadas eletronicamente por meio do preenchimento de formulário específico. Não é necessário o encaminhamento de contribuições por email ou por protocolo físico.  As contribuições recebidas são públicas e estarão disponíveis a qualquer interessado, inclusive durante o processo de consulta.
 
ANVISA 

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Logística em saúde ajuda a salvar vidas em grandes catástrofes

Diante de infraestruturas danificadas, a expedição de kits emergenciais de saúde requer agilidade e boa gestão
 
Uma das maiores catástrofes naturais de nossa época completou 10 anos em 2014. O tsunami do Oceano Índico afetou 15 países, entre eles Indonésia, Malásia, Índia e Tailândia, deixou mais de 170 mil mortos e 190 mil feridos.
 
Depois disso, tufões, tempestades, terremotos e enchentes continuaram a fazer vítimas no mundo todo. De acordo com a última edição do relatório Global Catastrophe, publicado em dezembro de 2013 e que analisa os desastres naturais que ocorreram em todo o mundo, os danos econômicos mundiais gerados pelas calamidades climáticas atingiram US$ 2,25 bilhões.
 
Além das perdas humanas e financeiras, esses eventos naturais exigem mobilização e abastecimento rápido de alimentos e de suprimentos de saúde, entre outros, para que os prejuízos possam ser estancados. É nesse momento que entram em cena os kits emergenciais de saúde, compostos por materiais como luvas, vacinas, injeções e medicamentos, que vão além dos primeiros socorros e permitem também o atendimento médico imediato em casos menos complexos.
 
Considerando que nem sempre é possível fazer um deslocamento de vítimas para hospitais, é fundamental que as nações estejam preparadas com esses kits, que precisam ser devidamente provisionados, identificados, separados e de rápida dispensação, levando em conta epidemiologia, perfil da população e padrão das doenças conforme a situação, entre outros fatores. Essas atividades dependem, essencialmente, de um processo logístico capaz de trazer informações e atender rapidamente às demandas, que surgem, muitas vezes, de forma inesperada.
 
Se não é possível prevenir todas as catástrofes naturais, faz-se necessário, ao menos, criar estratégias e investir em processos de redução de danos. Considerando a logística em saúde, a disponibilidade de suprimentos na hora certa pode salvar vidas.
 
Domingos Fonseca, Presidente da UniHealth Logística Hospitalar
 
Saúde Web

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Protocolos, aliados à logística, aumentam a eficiência do uso de insumos de saúde

Protocolos, aliados à logística, aumentam a eficiência do uso de insumos de saúdeEstudos apontam que aproximadamente 30% do que é adquirido pelos hospitais é desperdiçado por mau uso e falta de gestão do fluxo de materiais

Por Mayuli Fonseca
 
Procedimentos cirúrgicos onerosos para o setor de saúde estão cada vez mais imersos dentro de protocolos estrategicamente desenhados para garantir não somente a segurança do paciente, como também a eficiência financeira do setor. Um estudo da consultoria Bain & Co. registra que cerca de 30% do que é adquirido pelos hospitais é desperdiçado por mau uso, evasão, avaria ou prazo de validade vencido. Por isso, a adoção de kits cirúrgicos tem contribuído diretamente para melhorar o desempenho das instituições de saúde.
 
Em São Paulo, o HCor, por exemplo, desenvolveu um software capaz de realizar o protocolo da cirurgia segura de forma digital. Totalmente integrado com a área assistencial, o software dá acesso direto a informações do procedimento a ser realizado, exames e dados do paciente. Além da identificação da equipe médica, o sistema traz informações como kits cirúrgicos por especialidade.
 
Esse tipo de solução, que consegue munir o hospital com informações e ferramentas de controle, o que traz expressivos impactos financeiros, como aumento no número de procedimentos, já que os processos se tornam mais eficientes, e redução de custos com suprimentos.
 
A padronização do uso de insumos por meio de protocolos impacta diretamente, portanto, na eficiência logística da instituição. Para isso, porém, é preciso que as equipes médicas, de suprimentos, de enfermagem e os prestadores de serviço de logística hospitalar estejam bem alinhados, para que os kits estejam realmente de acordo com os protocolos e necessidades de cada atendimento.
 
No dia a dia de um hospital que tenha adotado essa estratégia, os kits são preparados diariamente de acordo com o mapa cirúrgico enviado à farmácia e são enviados já com o nome dos pacientes aos quais se destinam. No final da cirurgia, o kit é devolvido à farmácia, os produtos que foram utilizados são baixados do estoque e, seu consumo, atribuído ao paciente. Os produtos não utilizados dão reentrada no sistema e ficam disponíveis para uso novamente.
 
Com isso, concluímos que os benefícios estão não só no aperfeiçoamento do controle da compra, estoque e distribuição de materiais no hospital, mas também na priorização e direcionamento dos recursos disponíveis.
 
Saúde Web

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Aché investe em logística reversa

Projeto conduzido pela TI derrubou tempo de ressarcimento em caso de devolução de mercadorias de 90 para 15 dias

Processos logísticos normalmente são desafiadores em qualquer grande indústria e não é diferente no Aché Laboratórios Farmacêuticos. Mas na contramão dos projetos que tentam resolver tal gargalo, a equipe de TI da primeira colocada na categoria Indústria Farmacêutica de As 100+ Inovadoras no Uso de TI mirou não apenas melhorias de processos internos e do setor de distribuição. O foco estava em garantir a satisfação do cliente na ponta, sobretudo, quando havia necessidade de devolução de mercadorias e reembolso de valores.

Como explicou Leandro Roldão, gerente de sistemas da companhia, o projeto surgiu da necessidade de entender a logística e a rastreabilidade na cadeia do processo de devolução de produtos. “Sempre tivemos dificuldade em acompanhar essa rastreabilidade e queríamos garantir que cada devolução fosse feita da melhor forma”, comentou. Um dos trabalhos executados foi o mapeamento de todos os processos que tinham relação com devolução ou recusa de mercadoria para uma gestão mais efetiva, acompanhar volume, entender erros e problemas.

Chegar a tal ponto, no entanto, não foi da noite para o dia. Antes do mapeamento completo, houve um acompanhamento de tais processos durante um ano e meio, até por envolver diversas áreas como supply chain, comercial, qualidade, impostos, transporte, logística e financeiro. Para a TI do Aché, um dos segredos de sucesso do projeto foi o alinhamento constante com as áreas de negócio para não deixar nenhuma lacuna. E no final de tudo, quem ganhou foi o cliente.
 
“Durante o processo, ouvi da área comercial que quando faziam negociação o cliente falava do processo de devolução e levávamos até 90 dias entre receber a devolução e fazer o ressarcimento. E como o processo era moroso, o cliente tomava a decisão de no pagamento do próximo boleto, descontar o ressarcimento não efetuado. Com esse projeto, o processo de devolução caiu para 15 dias e o comercial vai ao cliente para falar apenas de negócio”, resumiu Eduardo Kondo, CIO do Aché, que, junto com Roldão, fez questão de enaltecer a importância da equipe na execução do projeto, em especial de Emanoel Nascimento, coordenador de administração de vendas (área de negócios), Uderson Fermino, líder e especialista do projeto, e Anselmo Parrechio, coordenador de projetos.

Um dos pontos interessantes da iniciativa é que o investimento foi praticamente zero, obviamente sem contabilizar as horas de trabalho da equipe que se dedicou a executá-lo. A empresa já contava com todas as ferramentas utilizadas, como ERP, GRC, Solution Manager, entre outros da SAP e a equipe tinha capacitação suficiente para desenvolver nas linguagens demandadas, como Asp, .NET, C# e JQuery. Até por isso, o tempo consumido pelo projeto foi pequeno frente ao que se vê no mercado: quatro meses entre mapeamento e implantação das melhorias.

“Antigamente, o processo era muito manual. O cliente entrava num portal para pedir devolução, depois vários departamentos avaliavam isso para, só então, dar o ‘ok’ para o cliente devolver o material. Hoje tudo é eletrônico”, ressalta Kondo, lembrando que, com o novo processo, quando o cliente dá entrada numa devolução, é gerado um XML que passa mais rapidamente pelas áreas responsáveis, permitindo, ainda, que o próprio cliente acompanhe o procedimento.

O grande objetivo da iniciativa, como frisou Roldão, era reduzir o tempo de cada etapa do processo, garantindo, assim, mais agilidade na resposta para o cliente na ponta. Além disso, diversos benefícios foram atingidos com o trabalho realizado pela TI do laboratório, como rastreabilidade mais ampla, transparência para o cliente, redução de tempo do transporte e de gasto com transporte divergente e validação antecipada das informações. “Conseguimos também diminuir tempo operacional por ter sistema próprio e nada manual, reduzir gastos com impressão e armazenamento físico de papel e até os erros por digitação”, comemora Roldão.
 
*Vitor Cavalcanti é editor de TI da IT Mídia

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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Logística é fundamental para a democratização da saúde em áreas remotas

Logística é fundamental para a democratização da saúde em áreas remotasPara garantir assistência médica em comunidades de difícil acesso, é crucial ter provisionamento e armazenamento adequados de materiais e medicamentos
 
Por Mayuli Fonseca, Diretora de Novos Negócios da UniHealth Logística Hospitalar
 
Em um País que conta com uma população de 202,7 milhões de pessoas, distribuídas em mais de 5.570 municípios, levar serviços de saúde a todos os locais é um grande desafio. Além de mão de obra e recursos em grande escala, é preciso assegurar uma infraestrutura mínima em regiões remotas, como é o caso da Amazônia, onde populações vivem às margens dos rios e cujo acesso se dá essencialmente por meio de transporte fluvial.
 
Todas as possíveis emergências precisam ser mapeadas antecipadamente, a fim de provisionar, armazenar e disponibilizar adequadamente tudo o que se faça necessário para uma boa assistência médica.
 
Esse desafio está sendo enfrentado pelo Governo Federal, com o Programa de Construção de Unidades Básicas de Saúde Fluviais (UBSF). No ano passado, foi inaugurada a primeira UBSF do Amazonas, batizada de Igaraçu, para atender as populações ribeirinhas dos rios Madeira, Madeirinha, Autaz-Açu, Canumã, Abacaxis e Sucunduri.
 
Na extensão da embarcação, que tem 24 metros de comprimento, a unidade conta com consultórios para atendimento médico, de enfermagem e odontológico. Também possui farmácia, laboratório e salas de vacinas, curativo, coleta de material e esterilização. O corpo profissional é composto por médico, enfermeiro, técnico de enfermagem e de laboratório, dentista e auxiliar ou técnico de Saúde Bucal, além dos agentes comunitários de saúde que residem e exercem suas atividades nas comunidades próximas aos rios.
 
Para que todo esse aparato seja mantido em funcionamento, é preciso contornar obstáculos como adversidades do clima e dificuldades de transporte. Qualquer falha tem um impacto de tempo e custo muito maior do que em unidades próximas aos centros urbanos. Por isso, somente um bom projeto logístico pode garantir o que temos como mantra: que o paciente certo receba o medicamento na dose e hora certas.
 
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quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Logística é essencial para o manejo de insumos termossensíveis

Para garantir a conservação de suprimentos que requerem especificidades de refrigeração, é preciso investir em instalações, equipamentos e manipulação adequados
 
Uma pesquisa conduzida no primeiro semestre de 2014 pela Sonoco ThermoSafe aponta que o montante atual investido em logística de produtos de saúde termossensíveis é de, aproximadamente, US$ 8,4 bilhões. O empenho de recursos para esse segmento está crescendo no mundo inteiro. Cerca de US$ 5,6 bilhões são gastos com transporte e US$ 2,8 bilhões em embalagens adequadas e equipamentos de monitoramento.
 
A logística de materiais termossensíveis no setor de saúde envolve um rigoroso processo de refrigeração, já que qualquer falha no transporte ou manuseio compromete a potência e eficácia do insumo. Sendo assim, é preciso se atentar aos equipamentos adequados para cada situação, determinar processos de armazenamento para diferentes instâncias, estabelecer regra de transporte e controlar a temperatura durante todo o trajeto.
 
De acordo com o Manual de Rede de Frio, do Ministério da Saúde, os cuidados com o transporte são distintos de acordo com a distância. Os deslocamentos nacionais, entre os Estados, são realizados por via terrestre, em veículo refrigerado, ou via aérea.
 
Os transportes regionais ou municipais são realizados também por via terrestre, em veículos climatizados, a fim de garantir a temperatura correta do insumo transportado.
 
O transporte fluvial é realizado, geralmente, em embarcações particulares e, nesses casos, a duração da viagem é maior em tempo, apesar de os percursos serem menores em distância, o que requer cuidados ainda mais rigorosos.
 
Em todos os casos, o acondicionamento do produto durante o transporte leva em conta a temperatura de conservação e o tempo previsto para o deslocamento.
 
Além disso, recomenda-se que seja feita a verificação da temperatura dos equipamentos da Rede de Frio pelo menos três vezes ao dia. Para isso utiliza-se o termômetro de máxima e mínima, que permite verificar as temperaturas máxima e mínima ocorridas em um espaço de tempo e a temperatura no momento da verificação.
 
A leitura deve ser rápida, visto que tais termômetros sofrem ligeiras alterações nos indicadores de leitura quando expostos à variação de temperatura.
 
Todo o aparato para manter uma Rede de Frio e garantir a qualidade e segurança de insumos termossensíveis requer conhecimentos específicos, que somente uma equipe especializada pode garantir. Por isso, um bom processo logístico faz-se essencial já que, sem o manejo adequado, materiais essenciais à prevenção e tratamento de doenças acabam descartados sem nunca chegar ao seu destino final: os pacientes dos sistemas público e privado de saúde.
 
Domingos Fonseca – Presidente da UniHealth Logística Hospitalar
 
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quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Logística é crucial para efetividade de campanhas de vacinação

Cadeia de fornecimento de saúde exige profissionalização, a fim de garantir uma entrega adequada e eficiente
 
Por Mayuli Fonseca 

A operacionalização de uma campanha de vacinação no Brasil ultrapassa a cifra de R$ 200 milhões em despesas, como foi o caso da Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola, realizada em 2008, com a meta de imunizar 70 milhões de pessoas.
 
Além da aquisição de doses de vacinas, insumos e pessoas, parte importante do aporte é destinada à logística. A armazenagem e deslocamento em casos como esse exigem profissionalização e controle rigorosos, para garantir temperatura adequada, entrega e acima de tudo, acesso aos lugares mais remotos do Brasil.
 
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a gestão do sistema logístico tem impacto direto na distribuição e aplicação de vacinas em todo o mundo. Para a entidade, as nações precisam se atentar a diferentes frentes de investimento como infraestrutura, embalagem, acondicionamento, transporte, etc.
 
Principais etapas logísticas de uma campanha da imunização
 
As campanhas de imunização exigem uma estrutura logística robusta a fim de garantir:
 
- Disponibilidade de equipamentos adequados
 
- Oferta correta de vacinas de alta qualidade e materiais de imunização
 
- Gestão de distribuição de vacinas
 
- Acompanhamento
 
- Gestão do acondicionamento de materiais refrigerados
 
- Segurança da imunização
 
A logística contribui para evitar o desperdício de vacinas e até mesmo a gestão inadequada de resíduos, ou seja, a boa cadeia de suprimentos é capaz de reduzir os custos operacionais das campanhas de vacinação, do início ao fim do processo.
 
Afinal, a gestão de suprimentos permite a dispensação do produto certo, na quantidade adequada, no local exato, na hora correta, com alta qualidade e preço justo, evitando, assim, prejuízos para toda a cadeia.
 
Para isso, porém, é necessário considerar a logística como peça fundamental para o sucesso da campanha, com investimentos em sistemas de informação, capacitação contínua e aquisição de novas tecnologias, que garantam segurança e acesso total dos insumos. Apenas dessa forma se poderá garantir a imunização da maior parte da população, independentemente do local e com o mesmo padrão de qualidade para todos.
 
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