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sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Desânimo e mau humor intensos podem ser sinal de distimia

Você anda sentindo um desânimo inexplicável há algum tempo? Cuidado, esse pode ser um sintoma da distimia, uma forma leve e de longa duração da depressão, capaz de interferir na capacidade de desfrutar a vida.
 
As pessoas com essa condição são muitas vezes consideradas excessivamente críticas e queixosas, sendo incapazes de se divertir.
 
Depressão ou desânimo?
O desânimo afeta a todos em algum momento da vida. Você pode se sentir sobrecarregado repentinamente e ele aparece, levando alegria, entusiasmo e esperança para longe num piscar de olhos. A situação piora quando mau humor, tristeza e vazio tomam o lugar dos sentimentos bons até então presentes. Isso pode ser algo passageiro, mas também é capaz de se transformar em um problema mais grave.
 
Em outras palavras, você apresenta alguns sintomas de depressão por um curto período de tempo – perde interesse nas coisas, sente-se triste, emocionalmente pesado, mal-humorado e desanimado. A frequência que isso ocorre nas pessoas varia bastante – com algumas acontece uma ou duas vezes por mês, com outras há um episódio por semana.
 
É importante não ignorar esse estado, do contrário ele é capaz de continuar a crescer. Eventualmente, a evolução dessa leve depressão conduz a um problema um pouco mais complexo: a distimia. Por isso, é fundamental estar alerta quando você sente que algo está mudado, fazendo as adaptações necessárias para contornar a situação.
 
Distimia é uma forma leve de depressão
A distimia é um tipo mais leve e mais duradouro da depressão. Esse diagnóstico é dado quando a pessoa está se sentindo deprimida continuamente durante pelo menos dois anos. Para as crianças, a duração só precisa ser um ano – e, ao invés de tristeza, a irritação já permite o diagnóstico.
 
A palavra distimia foi inventada no final dos anos 70 por Robert Spitzer, psiquiatra do Instituto Psiquiátrico do Estado de Nova York. Ela veio para substituir “depressão neurótica” ou “personalidade depressiva”, como esse problema costumava ser chamado. Ela foi incluída no Manual de Diagnóstico Psiquiátrico em 1980.
 
Essa situação muitas vezes se desenvolve já no início da vida da pessoa e, por isso, não é anormal que uma pessoa pense que estar assim deprimida seja natural. Em razão disso, a doença acaba passando despercebida em certos casos e, por consequência, não é tratada.
 
Muitas pessoas com transtorno distímico também experimentam episódios depressivos maiores em dados momentos de suas vidas. Elas não tendem a ficar doentes a ponto de ficarem impossibilitadas de realizar atividades do dia a dia, mas a doença é grave o suficiente para causar aflição e interferir na vida pessoal.
 
Há evidências ainda de que a distimia aumenta o risco de comportamento suicida. É o que indica um estudo neozelandês de sete anos publicado na revista Archives of General Psychiatry. Os cientistas descobriram que as taxas de comportamento suicida em pessoas com distimia foram semelhantes às taxas de quem tinha depressão maior. Por isso, precisa de tratamento.
 
Como acontece com qualquer doença crônica, o diagnóstico precoce e o tratamento médico podem reduzir a intensidade e a duração dos sintomas depressivos e diminuir a probabilidade de recaídas. O tratamento específico deve ser prescrito por um profissional especializado, mas normalmente inclui psicoterapia, aconselhamento, antidepressivo ou uma combinação deles.
 
 
Doutíssima

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Judicialização: Supremo julgará fornecimento de medicamentos pelo Estado

O Supremo Tribunal Federal (STF) poderá analisar nesta quinta-feira uma questão que afeta fortemente os cofres públicos: o fornecimento de medicamentos e tratamentos médicos não listados pelo Sistema Único de Saúde (SUS)
 
Estão na pauta três recursos e uma proposta de súmula vinculante. Só para a União o impacto de uma derrota em todos os processos em andamento no Judiciário seria de R$ 2,08 bilhões, de acordo com o anexo “Riscos Fiscais” da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) deste ano.
 
A proposta de súmula vinculante foi apresentada pela Defensoria Pública da União. O órgão defende a edição de texto sobre a responsabilidade solidária dos três níveis de governo (União, Estados e municípios) e a possibilidade de bloqueio de valores para o cumprimento de decisões – questão que foi definida apenas em repetitivo pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
 
Antes, porém, os ministros terão que finalizar julgamento de embargos de declaração da União contra a decisão sobre a responsabilidade solidária, proferida em março. No recurso, questiona, além do mérito, o fato de o Supremo ter definido a questão por meio do Plenário Virtual e por maioria de votos.
 
Para o governo federal, como não houve unanimidade para reafirmação da jurisprudência, o processo deveria ser analisado novamente pelos ministros e de forma presencial. O julgamento dos embargos foi iniciado em agosto, com o voto do relator, ministro Luiz Fux, contrário à União.
 
No caso, os ministros terão que definir inicialmente se cabem embargos de declaração contra decisão do Plenário Virtual e se, em caso de aceitação, o recurso deve ser analisado por meio físico ou eletrônico.
 
Ainda estão na pauta dois recursos de relatoria do ministro Marco Aurélio. No primeiro, que tramita desde 2007, vão discutir se o Estado é obrigado a fornecer medicamento de alto custo a portador de doença grave que não possui condições financeiras para comprá-lo.
 
De acordo com o relator, no caso a questão é saber se a liberação desses remédios pode, por seu custo, “colocar em risco” o atendimento de toda a população, que depende de algum medicamento, de uso costumeiro.
 
O processo a ser analisado pelos ministros foi ajuizado por um paciente com hipertensão pulmonar contra o Rio Grande do Norte. Ao todo, 20 Estados e o Distrito Federal, além da União e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), estão listados como interessados.
 
No outro recurso, os ministros debaterão o fornecimento de medicamentos não registrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O caso foi analisado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG). Os desembargadores entenderam que, apesar de o direito à saúde encontrar previsão nos artigos 6 e 196 da Constituição, não se pode obrigar o Estado a fornecer remédio sem registro na Anvisa.
 
As questões, segundo afirmou ao Valor o ministro Marco Aurélio, devem ser analisadas com cautela “para não priorizar o interesse individual em relação ao coletivo”. “Às vezes, o juiz é pressionado pela sua consciência e autoriza o fornecimento de um dado medicamento. Porém, poderia ter indicado outro mais barato e com o mesmo efeito. Cabe ao STF ser o fiel da balança e dar a última palavra para orientar essa situação”, disse.
 
É um movimento que não para de crescer, de acordo com o coordenador judicial de saúde pública da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) de São Paulo, Luiz Duarte de Oliveira. “O número de ações vem aumentando de 10% a 12% ao ano”, afirmou.
 
A expectativa é de se fechar o ano com 20 mil novas ações e com desembolsos pelo Estado que somam cerca de R$ 1 bilhão. “É um movimento que preocupa. Há processos sem prescrição médica”, disse Oliveira, referindo-se a pedidos de fornecimento da “fosfoetanolamina sintética”, substância desenvolvida no campus de São Carlos da Universidade de São Paulo (USP) para combate ao câncer.
 
A Advocacia-Geral da União (AGU) entende, de acordo com nota enviada ao Valor, que “a melhor forma de concretizar o direito à saúde da população é com políticas públicas bem planejadas e executadas, e a judicialização do SUS traz riscos de desorganização e prejuízo à coletividade”.
 
Apesar de a jurisprudência ser favorável aos pacientes, continua a demora para o cumprimento das decisões. Com o problema, o STJ discute a possibilidade de se fixar multa por descumprimento.
 
Valor Econômico

Microcefalia e suspeita de Ebola colocam o Brasil em alerta

Brasileiro com suspeita de ter contraído Ebola na Guiné fará exames na Fiocruz
 
Rio - A saúde pública do Brasil está em alerta. O Ministério da Saúde decretou estado de emergência sanitária em todo o país por causa do aumento na incidência de microcefalia em recém-nascidos em Pernambuco: foram 141 casos em 42 municípios em 10 meses, contra média de nove por ano no estado, quase 15 vezes mais. A doença consiste em má-formação que leva à redução do tamanho do crânio de crianças e provoca sérias deficiências de desenvolvimento. Também ontem um brasileiro que voltou da Guiné, na África, precisou ser isolado em Belo Horizonte (MG) sob suspeita de infecção do vírus Ebola. Ele chegou no fim da noite para o Rio de Janeiro. O resultado do primeiro exame deve sair ainda hoje ou no começo do dia de hoje.
 
 
O Ministério da Saúde informou que uma das suspeitas é de que a microcefalia esteja relacionada com o Zika Vírus. A situação de emergência na saúde permite, por exemplo, que sejam contratados médicos e comprados medicamentos sem licitação. Além de Pernambuco, Rio Grande do Norte e Paraíba também possuem notificações da doença, mas em menores proporções.

Passados dois dias que deixou a Guiné, no último dia 6, o homem, de 46 anos, apresentou sintomas que podem estar associados à incidência de Ebola. Sem tratamento para controle, a doença já fez mais de 11 mil vítimas fatais na África Ocidental. Atendido na noite do último domingo na Unidade de Pronto Atendimento da Pampulha, em Belo Horizonte, com febre alta, fortes dores de cabeça e muscular.

Chegando ao Rio, o paciente seria encaminhado para o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI), da Fiocruz, em Manguinhos, referência nacional para casos de Ebola. Uma equipe do Distrito Federal composta por dois médicos e um enfermeiro ficou responsável pela transferência e acompanhará o paciente durante a bateria de exames para confirmar ou descartar a infecção.

Hoje, os especialistas do INI/Fiocruz esperam colher amostra de sangue para análise em laboratório. O resultado, que deve sair em até 24 horas, pode descartar a suspeita de infecção. Se der negativo, um novo exame será realizado 48 horas depois e, de novo, o resultado deverá sair em mais 24 horas. Com isso, a conclusão de todo o processo de exames do paciente deveria ocorrer só na próxima semana.

Coube ao ministro da Saúde, Marcelo Castro, tranquilizar a população. “Tomamos todas as providências cabíveis para evitar qualquer problema. Assim que tivermos o resultado do primeiro exame, iremos fazer nova comunicação com os próximos passos que serão adotados, em caso de resultado positivo e negativo”, afirmou.

Segundo informações da Saúde, o homem só foi encaminhado ao instituto no Rio porque voltou de um país onde há um surto da doença. Para o infectologista Alberto Chebabo, do Serviço de Doenças Infecciosas e Parasitárias do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF), porém, não é possível descartar que pessoas expostas ao contato com o paciente também possam estar infectadas. “A recomendação é para que essas pessoas procurem atendimento médico ao primeiro sinal dos sintomas e evitem aglomerações”, frisou.

Segunda suspeita de Ebola em pouco mais de um ano
Há pouco mais de um ano, o Rio recebeu outro caso de suspeita de infecção pelo Ebola. Em outubro de 2014, um africano, de 47 anos, internado em Cascavel, no Paraná, apresentou quadro de febre alta e hemorragia e também precisou ser transferido para o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, em Manguinhos. A doença foi descartada em menos de uma semana.

Natural da Guiné, na África — mesmo país visitado pelo brasileiro de 46 anos transferido de Minas Gerais —, a suspeita de infecção de Souleymane Bah, porém, foi descartada nos dois exames realizados para testar se o africano internado estava infectado.

Dos países africanos onde o Ebola assolou a população, apenas a Guiné ainda permanece em quadro de surto, embora nunca tenha sido afetada em tal proporção como Libéria e Serra Leoa.

No último sábado, a Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que Serra Leoa, onde a doença matou cerca de quatro mil pessoas, estava livre do Ebola. Foram 42 dias sem nenhum novo caso. Libéria também foi declarada livre da enfermidade no dia 3 de setembro.

Em outubro deste ano, outras duas pessoas contraíram Ebola na Guiné, passadas duas semanas sem novos casos confirmados da doença na África Ocidental, segundo informações da OMS.

Além das perdas humanas, a epidemia teve um efeito devastador sobre a economia dos países africanos, que também sofrem com guerras civis.

Anomalia em bebês pode ter relação com o Zika Vírus
Transmitido pelo mesmo mosquito da dengue, o Aedes Aegypit, o Zika Vírus chegou ao Brasil no início do ano e se torna o principal suspeito de causar a microcefalia por causa do período dos registros da doença: as gestantes que contraíram o vírus em fevereiro, nove meses depois, teriam seus filhos com o problema.

No mês de maio, foi confirmado o primeiro caso do vírus no Rio. A Secretaria estadual de Saúde, porém, informou que não possui estatísticas do número de casos de Zica nos municípios, já que a notificação de suspeitas não é obrigatória.

As principais causas da microcefalia são doenças infecciosas, como rubéola e toxoplasmose. Segundo o diretor geral do Instituto de Pediatria da UFRJ, Edmilson Migowski, doutor em Infectologia, outros fatores são deficiências na alimentação da mãe ou fatores genéticos. “O problema é que estes dois fatores não são suficientes para aumentar taxa de incidência de maneira tão expressiva. Por isso, uma causa infecciosa é uma hipótese bastante razoável”, explica.

Para Cláudio Maierovitch, diretor do Departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, ainda é cedo para confirmar o Zika como vilão: “A coincidência temporal chama atenção mas, por enquanto, é apenas uma possibilidade”. Ele explica que o fato de não se restringir a uma única cidade indica que a causa do surto não foi ambiental. “Essa dispersão torna pouco provável que seja decorrente de exposição a algum tipo de agente local, químico ou biológico”.

Colaborou a estagiária Marina Brandão

Arte - O Dia

O Dia

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Inscrições abertas para curso EAD sobre o Programa Bolsa Família na Saúde

Estão abertas até a próxima sexta-feira (13/11) as inscrições* para a 9ª turma do Curso de Educação a Distância (EAD) sobre o Programa Bolsa Família (PBF) na Saúde de 2015
 
Serão oferecidas 600 vagas para os profissionais que atuam nos municípios e estados na execução de ações de monitoramento e acompanhamento das famílias beneficiárias. A Capacitação é realizada pela Coordenação-Geral de Alimentação e Nutrição, do Ministério da Saúde (CGAN/SAS/DAB/MS), em parceria com o Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS/MS).
 
Objetivo do curso:
• Compreender a importância do acompanhamento dos beneficiários do Programa Bolsa Família pela equipe de saúde;
 
• Promover uma melhor organização e planejamento da atenção básica para o acompanhamento dos beneficiários do PBF;
 
• Compreender o funcionamento do sistema de informação, sendo capaz de utilizar todas as ferramentas disponibilizadas pelo mesmo.
Inscrições*
 
Para se inscrever, o interessado deve acessar o site universus.datasus.gov.br até o próximo dia 13 de novembro, clicar em “Cadastro” > “Novo cadastro” e preencher as informações solicitadas no formulário. Em seguida, o interessado receberá um e-mail com as instruções para a finalização do procedimento.
 
Depois de concluído o cadastro, ao fazer o login, o usuário deverá clicar em “Acesso”. Será possível visualizar uma lista com o nome de todos os cursos disponíveis, entre eles, o curso “Bolsa Família na Saúde”.
 
Público-alvo: profissionais que atuam nos municípios e estados na execução de ações de monitoramento e acompanhamento das famílias beneficiárias .
 
Dúvidas: (61) 3315-9033 ou bfasaude@saude.gov.br


Fonte: Comunicação Interna/ASCOM/GM/MS, com informações do DAB

SUS fornece reabilitação e próteses para pessoas com deficiência auditiva

shutterstock 161967113No último dia 10 (novembro), foi comemorado o Dia Nacional da Surdez. Segundo censo realizado em 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 5,1% da população brasileira possui deficiência auditiva, o que representa quase 10 milhões de pessoas
 
Deste total, cerca de dois milhões possuem a deficiência auditiva severa (1,7 milhões têm grande dificuldade para ouvir e 344,2 mil são surdos), e 7,5 milhões apresentam alguma dificuldade auditiva. No que se refere à idade, cerca de um milhão de pessoas com deficiência auditiva são crianças e jovens até 19 anos.
 
Para melhorar a qualidade de vida dessa população, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece a reabilitação com o auxilio do aparelho de amplificação sonora individual (AASI) e implantes cocleares. Entre 2012 e 2014 o Ministério da Saúde financiou 624.715 aparelhos auditivos. Além disso, desde 2012 foram equipadas 75 maternidades com aparelho de triagem auditiva neonatal e a previsão é equipar mais 737 maternidades até 2019.
 
Outro destaque da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência é a incorporação de 11.456 equipamentos de Sistema FM ao SUS desde 2013. Esse sistema está ajudando alunos e professores em sala de aula e funciona como um microfone remoto, sem fio, composto de duas partes: um transmissor, utilizado pela fonte sonora e o receptor, utilizado pela pessoa com deficiência auditiva, permitindo que ela entenda o que está sendo dito sem perder os sons do ambiente.
 
O Centro de Reabilitação Física do Espírito Santo (Crefes) é um dos locais capacitados para diagnóstico e reabilitação de pessoas com deficiência auditiva. Fabrícia Forza, diretora geral do Crefes, explica como acontece o atendimento da unidade. “Nós atendemos em média 140 pacientes por mês fazendo exames audiológicos. Na maioria deles, em idosos e crianças. Para contribuir com esta qualidade de vida e reinseri-los na convivência social, nossa unidade oferece, além do diagnóstico, a reabilitação e a entrega das próteses auditivas”, conta a diretora.
 
Além dos aparelhos auditivos, o Sistema FM tem sido de grande ajuda para os pacientes da unidade. “Ele é muito importante para as crianças em idade escolar. E é um aparelho muito caro, que pode custar até R$17 mil. Tivemos um paciente recentemente, um menino de 10 anos, que veio do sul da Bahia para realizar o atendimento. A mãe ficou tão emocionada no dia da entrega do aparelho, que não conseguia parar de chorar. O menino já usava um aparelho auditivo, mas não conseguia evoluir no aprendizado escolar por falta do FM”, conta Fabrícia. O setor de audiologia do Crefes do Espírito Santo funciona há seis anos, e de janeiro e agosto de 2015 já foram distribuídas 1262 próteses.
 
Em alguns casos as pessoas com deficiência auditiva necessitam de um implante coclear, que também é conhecido como ouvido biônico. O aparelho que fica parcialmente implantado próximo ao ouvido, restaura o som para as pessoas que têm surdez profunda.
 
Atualmente, os 27 centros especializados na oferta do implante fornecem ao paciente um dispositivo interno no ato cirúrgico (eletrodos) e dispositivo externo (processador de fala). No SUS, o paciente também tem acesso ao atendimento integral: diagnóstico, indicação do implante, preparação para cirurgia (consultas e exames), acompanhamento feitos por profissionais especializados e terapias após procedimento cirúrgico. Ainda dentro da assistência, está prevista a orientação para que o paciente aprenda a manusear e cuidar do equipamento e desenvolver as habilidades auditivas e de linguagem. Em 2014, foram realizados 854 procedimentos de implante coclear em todo o Brasil.
 
Alguns sinais ainda nos primeiros anos de vida podem alertar os pais para uma possível deficiência auditiva na criança. Fique alerta se a criança:
 
- Estiver atrasada no desenvolvimento da fala

- Tiver dificuldade de aprendizado na escola

- Ao tentar localizar o som, a criança balançar a cabeça para os dois lados

- Demorar a responder um chamado

- Ter irritabilidade muito grande
 
Ao notar algum déficit auditivo, leve a criança até um centro de saúde para avaliação.
 
Fonte: Gabriela Rocha/ Blog da Saúde
 
Foto: Andrey_Popov

Contracepção: sistema hormonal intrauterino (SIU) promete conciliar eficiência e baixo risco à saúde da mulher

Método já está disponível no país
 
Em se tratando de contracepção, a responsabilidade ainda está muito mais nas mãos das mulheres, já que a camisinha é o único método cujo controle é compartilhado com o homem. Para elas, as opções são muitas. Mesmo assim, segundo o grupo de ONGs responsável pelo Dia Mundial da Contracepção, celebrado em 26 de setembro e patrocinado pela indústria farmacêutica Bayer, 41% das gravidezes no mundo são indesejadas. Dessas, metade acaba em aborto — o que, no Brasil, além de inseguro, é ilegal.

Segundo a ginecologista estoniana Kai Haldre, coautora de um estudo da Unesco a respeito de programas educacionais de sexualidade na escola, falta informação de qualidade na maioria dos países. “Ensinar sexualidade é ensinar valores. Ensinar sobre doenças sexualmente transmissíveis é ensinar biologia”, explica. Ela reforça que o melhor método contraceptivo é aquele ao qual a mulher se adapta. Não há como impor essa escolha.

Existem os métodos contraceptivos de barreira, como diafragma e camisinha, sendo ela a única que protege de DSTs. Há também os que fazem parte da rotina diária, como a pílula, o adesivo, a injeção e o anel vaginal — todos com o mesmo mecanismo de liberação de hormônio, altamente eficiente.

Por último, existem os de longa ação, que devem ser implantados no útero. Esses são os métodos contraceptivos mais seguros. É o caso do dispositivo intrauterino (DIU), e do lançado mais recentemente: o sistema hormonal intrauterino, SIU, também chamado de DIU hormonal.
 
Revista do Correio Braziliense

Cientistas criam 'fone de ouvido' vaginal para feto escutar música; você usaria?

O dispositivo intravaginal desenvolvido na Espanha permite reproduzir música sem distorção para os bebês. O Babypod e é vendido pela internet e não é unanimidade entre os especialistas
 
A Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) divulgou na semana passada em seu perfil no Facebook um produto desenvolvido por cientistas espanhóis que permite que os bebês escutem música sem nenhuma distorção ainda dentro da barriga de suas mães.
 
O dispositivo intravaginal Babypod é vendido pela internet. Texto do site onde o ‘fone de ouvido vaginal’ é comercializado afirma que o aparelho demonstrou estimular a vocalização do bebê antes do seu nascimento.
 
O resultado da invenção foi publicado na revista científica britânica Ultrasound. Introduzido na vagina da mãe, o aparelho possui um alto-falante como o de um fone de ouvido e uma saída para plugar em reprodutores de música (como celulares, aparelhos de som ou tablets). Além disso, ele vem com entrada para conectar fones de ouvido e possibilitar que mais pessoas escutem a música ao mesmo tempo que a criança.
 
Não faltam estudos que já comprovaram que as experiências do bebê ainda dentro do útero vão influenciar a vida da criança depois do nascimento. Fato é que a publicação da Febrasgo já soma mais de 714 compartilhamentos. Nos comentários, grande parte das pessoas acharam a invenção “desnecessária” e “bizarra”. “Dentro do útero o bebê só precisa ouvir o som do coração da mãe. Um absurdo isso”, escreveu Natália Lima. Outra usuária da rede social, Dina de Oliveria postou: “Não me espanta inventarem um treco desses, me espantarei se souber que alguém comprou e usou”. Clara Assumpção aproveitou para fazer uma crítica: “Fala sério, começa com música e depois curso de inglês”.

O estudo
Os pesquisadores partiram da ideia de que a única forma de um bebê em gestação ouvir músicas da mesma maneira que uma pessoa fora do ambiente uterino seria por via vaginal. Isso por que as ondas sonoras da música ambiente ou emitida por fones de ouvido colocados sobre a barriga da mãe precisam atravessar diversas camadas - pele, o tecido adiposo, os músculos e parede uterina -, o que faz com que o som chegue à criança praticamente inaudível.

O Babypod foi testado em 100 grávidas voluntárias, com gestações entre 14 e 39 semanas e os pesquisadores garantem que o invento não apresenta riscos para a gravidez, pois é feito com um material de silicone hipoalergênico e não possui bateria, bluetooth ou radiofrequência. No entanto, é contraindicado em casos de dilatação do colo uterino ou quando estão ocorrendo as contrações do parto, além de situações de infecção vaginal e de gestação de alto risco.

Nos testes, os cientistas compararam as reações do feto quando a música era transmitida por fones colocados na barriga e quando era emitida por via vaginal e que, inclusive foram usados no vídeo de divulgação do produto.
 
Com o Babypod, os bebês reagiam à música, fazendo movimentos com a boca e a língua. Os inventores supõem serem sinais de vocalização e estimulação à linguagem e à comunicação. “O som que chega do exterior quase não é escutado pelo bebê. Ele o percebe como um sussurro e de forma distorcida porque os tecidos abdominais e do interior da mãe absorvem as ondas sonoras”, explicou a especialista em ginecologia Marisa López-Teijón, principal autora da pesquisa.

O professor de música da Universidade de Brasília (UnB) Ricardo Freire complementa a explicação para o caminho das ondas sonoras até o feto: “No líquido amniótico, os sons graves são amplificados. Com isso, ocorre uma distorção do som”. Ele - que também fez uma pesquisa com musicalização fetal no Hospital da Universidade de Brasília (HUB) em 2006 - ressalta que o estímulo sonoro mais poderoso e que mais acalma o bebê é a voz materna enquanto ela canta.
 
Ressalvas
A neonatologista e especialista em saúde da mulher e do bebê pela Sorbonne Universidade de Paris, na França, Laurista Corrêa, avalia que o aparelho pode ser estressante para o feto. “Não vejo os benefícios desse aparelho, que me parece invasivo e arriscado. É comprovado que a mãe conversar com o bebê ou alguém tocar violão para ele, por exemplo, são bons estímulos, tranquilizam os batimentos cardíacos do feto. É essencial que essa tecnologia seja bastante estudada antes de ter a comercialização massificada.”

Corrêa lembra uma pesquisa semelhante, que testava a audição do feto a partir de um estímulo controverso, abolido tempos depois pela comunidade científica. “Eles colocavam uma buzina na vagina para testar as reações do bebê. Era absurdo, devido ao estresse num período de desenvolvimento importante, que pode trazer prejuízos graves para a vida da criança.”

Os inventores asseguram, no entanto, que o dispositivo não traz prejuízos emocionais ou ao sistema auditivo do bebê. “A música que chega ao feto através do Babypod é emitida a 54 decibéis. É como se falássemos com o bebê numa conversa em tom baixo. Consultamos otorrinos e outros especialistas para realizar o estudo, e eles corroboraram esse ponto”, ressalta López-Teijón.

Entre os benefícios da musicalização intravaginal, a pesquisadora destaca estímulos neurológicos ligados à comunicação e a possibilidade de reduzir o estresse da mãe em períodos nos quais ela não nota os movimentos do feto. “Com a música, ele reage e se mexe de forma que ela perceba”.

A recomendação dos pesquisadores é que o aparelho seja usado entre 10 e 20 minutos de música para o bebê durante a manhã e à noite.
 
Correio Braziliense

Orçamento enviado ao Congresso prevê R$ 24 bilhões a menos para saúde

Cortes na proposta de orçamento começaram a ser feitos ainda no início deste ano

Os cortes do governo federal devem afetar ainda mais os serviços públicos de saúde em 2016. O orçamento encaminhado ao Congresso prevê apenas R$ 109 bilhões para a pasta. Originalmente, o orçamento de 2015 estava previsto em R$ 121 bilhões e, corrigido pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), deveria chegar a R$ 133 bilhões em 2016.

No decorrer do ano, o governo anunciou cortes expressivos no orçamento de 2015, reduzindo em aproximadamente 11% o valor que deveria ter sido executado. Foram R$ 13,4 bilhões a menos, agravando ainda mais o subfinanciamento do setor e a satisfação dos brasileiros com o serviço.

As maiores críticas ao sistema de saúde brasileiro estão relacionadas ao fato de o Sistema Único de Saúde (SUS) não cumprir um preceito constitucional que deveria oferecer cobertura total de saúde para todo cidadão.

Os cortes na proposta de orçamento começaram a ser feitos ainda no início deste ano e mostram que em 2016 a situação da saúde no Brasil vai se agravar se nada for feito.
 
Ranking mundial
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram as posições do Brasil nos ranking mundiais dos gastos públicos per capita em saúde, dos gastos públicos em saúde como percentuais dos Produtos Interno Bruto (PIBs) e das participações dos gastos públicos em saúde nos gastos totais dos países. Nos três recortes, o País ocupa posições distantes das nações com mais investimentos no setor. Mesmo quando observamos apenas a América Latina, o Brasil aparece depois de muitos de seus vizinhos.
 
Guia da Pharmacia

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Hospital de São Paulo promove palestra gratuita sobre saúde do homem

Encontro acontece no dia 10 de novembro e enaltece prevenção contra o câncer de próstata
 
O hospital A.C.Camargo promove palestra gratuita para ressaltar a importância da prevenção contra o câncer de próstata. Nesta terça-feira (10), das 17h30 às 19h, oncologistas e urologistas apresentarão uma palestra sobre prevenção e diagnóstico precoce de câncer de próstata e responderão perguntas feitas pela plateia, no auditório do hospital. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo e-mail encontro@accamargo.org.br.
 
Por fim, no domingo (15), ocorre a 5ª Corrida e Caminhada A.C.Camargo – Saúde do Homem, no campus da USP.
 
O câncer de próstata é o mais incidente em homens, com estimativa de 68 mil novos casos em 2015, representando 70,4 casos para cada 100 mil habitantes.
 
A boa notícia é que, com diagnóstico precoce, as chances de sucesso no tratamento superam os 90%.
 
Serviço
Encontro com Especialistas – Saúde do Homem
Data:
 terça-feira, 10 de novembro de 2015.
Local: A.C.Camargo Cancer Center: Auditório Sen. José Ermírio de Moraes.
Endereço: Rua Professor Antônio Prudente, 211, Liberdade, São Paulo
Horário: 17h30 às 19h.
Inscrições gratuitas: encontro@accamargo.org.br 
 
5ª Corrida e Caminhada A.C.Camargo - Saúde do Homem 
Data: 15/11/2014 (domingo)
Local: USP - Cidade Universitária de São Paulo
Distâncias: 5km e 10km
Abertura da Arena: 5h
Largada para Atletas com Deficiência: 6h55
Largada Geral: 7h
 
R7

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Brasil, uma nação de jovens obesos

Índice de obesidade em crianças (OCDE)
Índice de obesidade em crianças (OCDE)(VEJA.com/VEJA)
Novo relatório mostra que mais de um entre três adolescentes brasileiros estão acima do peso
 
Brasil está nutrindo gerações de obesos. É o que mostra o gráfico acima, pertencente ao recém-divulgado relatório anual sobre saúde global da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
 
Segundo o estudo, o Brasil é o sexto país com maior número de crianças acima do peso ou obesas, entre 39 nações pesquisadas. Mais de uma entre cada três crianças brasileiras mostra essa característica preocupante.
 
A tendência, como observa a OCDE, é mundial. Mas, enquanto nos países ricos as taxas parecem estar se estabilizando - Dinamarca e Reino Unido, por exemplo, conseguiram reduzir a porcentagem de obesos entre adolescentes de quinze anos -, ainda não se pode dizer o mesmo sobre países emergentes, entre os quais o Brasil se enquadra.
 
"A infância é um período importante na aquisição de hábitos saudáveis", diz o relatório.
 
"Estudos mostram que intervenções focadas em crianças até 12 anos podem ser eficientes ao mudar comportamentos [alimentares]."
 
Veja

Consumo de Rivotril teve aumento surpreendente no último ano

Brasília - Em 2007 foram vendidas 29 mil caixas de medicamentos contendo clonazepam, princípio ativo do Rivotril. De janeiro a setembro deste ano foram quase 18 milhões, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
 
Segundo o psiquiatra entrevistado pelo Repórter Brasil , Luiz Felipe de Oliveira Lima, o uso contínuo desse medicamento pode causar dependência, lentidão de raciocínio e perda de memória.
 
"Além da dependência, ele traz outros problemas como se fosse a perpetuação do quadro de ansiedade, A hora que se tira a medicação ele volta muito mais ativo, trazendo picos de ansiedade maiores muitas vezes de quando o paciente começou a tomar", alerta.
 
Confira a matéria do Repórter Brasil:
 

Remédios a base de clonazepam foram criados para tratar problemas neurológicos de ansiedade e epilepsia mas passaram a ser prescritos para aliviar tensões do dia a dia. 
 
Agência Brasil

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Portugal: Usar códigos de barras nos hospitais pode reduzir até 42% os erros de medicação

A utilização do sistema dos códigos de barras nos hospitais pode reduzir até 42% os erros de medicação e a sua aplicação generalizada na área da saúde permite poupanças que podem chegar aos 791 milhões de euros a 10 anos
 
Um estudo que será apresentado esta semana em Lisboa, desenvolvido pela consultora do economista Augusto Mateus, mostra que há um potencial de poupança a 10 anos para a economia entre 561 milhões e 791 milhões de euros com a aplicação de uma tecnologia como a dos códigos de barras, avança o Correio da Manhã.

Leia também:
http://gestaodelogisticahospitalar.blogspot.com.br/2015/04/a-importancia-da-rdc-59-na-seguranca-do.html
 
Segundo João Castro Guimarães, responsável da GS1 (entidade sem fins lucrativos que introduziu os códigos de barras em Portugal há 29 anos), trata-se atualmente de uma tecnologia mais evoluída do que os códigos de barras simples e que permite transmitir um maior número de dados.
 
RCM Pharma - Portugal

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Portugal: EMA reforça restrições de utilização de medicamentos contendo valproato e ácido valpróico

O Grupo de Coordenação (CMDh) adoptou as recomendações do Comité de Avaliação do Risco em Farmacovigilância (PRAC) da Agência Europeia do Medicamento (EMA) de reforço das restrições de utilização de medicamentos contendo valproato e ácido valpróico em jovens e mulheres grávidas, ou com possibilidade de engravidar, devido ao risco de malformações e problemas no desenvolvimento de crianças expostas durante a gestação, conforme divulgado na Circular Informativa n.º 222/CD/8.1.6 de 10/10/2014
 
Assim, para que os benefícios da utilização dos medicamentos contendo valproato e ácido valpróico continuem a superar os riscos conhecidos, a EMA e o Infarmed recomendam o seguinte:
 
Profissionais de saúde
Tratamento da epilepsia ou doença bipolar em mulheres com possibilidade de engravidar:

– Estes medicamentos apenas devem ser prescritos se os outros tratamentos não tiverem sido eficazes ou tolerados;

– As doentes devem ser aconselhadas a utilizar métodos contraceptivos eficazes durante o tratamento;

– As doentes em idade fértil devem ser alertadas para os riscos associados à utilização destes medicamentos durante a gravidez;

– Deve ser considerado um tratamento alternativo nas mulheres que engravidem ou que planeiem engravidar;

– O tratamento deve ser revisto regularmente em raparigas que estejam a atingir a puberdade;

– O tratamento destas patologias deve ser supervisionado por um médico com experiência.
 
Prevenção da enxaqueca:
- A utilização destes medicamentos, em doentes em idade fértil que não estejam a usar métodos contraceptivos eficazes ou que já se encontrem grávidas, é contraindicada;

– A possibilidade de gravidez deve ser excluída antes de ser iniciado o tratamento.

– Deve ser utilizado um tratamento alternativo nas mulheres que engravidem ou que planeiem engravidar;

– As doentes em idade fértil devem ser alertadas para a importância de manter uma contracepção eficaz durante o tratamento, assim como sobre os riscos associados à utilização destes medicamentos durante a gravidez.
 
Doentes
- A toma de medicamentos contendo valproato ou ácido valpróico não deve ser interrompida sem antes consultar o médico;

– As mulheres grávidas que estejam a tomar medicamentos contendo valproato ou ácido valpróico devem consultar o médico com urgência;

– Estes medicamentos podem causar malformações e problemas no desenvolvimento do feto;

– As doentes em idade fértil devem usar um método contraceptivo eficaz. Fale com o seu médico caso tenha alguma dúvida sobre este assunto;

– As doentes que tencionem engravidar devem consultar previamente o médico, para que lhe possa ser prescrita uma alternativa.
 
A EMA e o Infarmed continuarão a acompanhar este assunto e a divulgar toda a informação relacionada.
 
RCM Pharma

terça-feira, 29 de julho de 2014

Portugal: Indústrias farmacêuticas serão obrigadas a devolver dinheiro se remédio não resultar

www.gestaodelogisticahospitalar.blogspot.comA indústria vai ter de compensar o Estado caso os medicamentos e dispositivos médicos não tenham o resultado esperado

Se isso acontecer, terá de devolver verbas ou criar créditos para aquisição de outros pro- dutos, avança o Diário de Notícias, citado pelo Diário Digital.

Segundo destaca a edição desta segunda-feira do DN, a realização dos chamados contratos de partilha de risco, com base em resultados reais obtidos em doentes, é uma das novas missões do Sistema Nacional de Avaliação de Tecnologias da Saúde (Sinats).

No futuro, o organismo “pode avaliar a criação de hospitais e a compra de equipamentos.

A avaliação de resultados de medicamentos e dispositivos avança já em 2015″, refere o jornal.

Oncologia, hepatite C e VIH/sida são as três áreas prioritárias neste sistema que vai permitir eventuais reforços ou, pelo contrário, cortar ou tirar comparticipações em caso de ineficácia dos medicamentos.

RCM Pharma

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Portugal: Médicos e farmácias são responsáveis por 86% da fraude na Saúde

www.gestaodelogisticahospitalar.blogspot.com
Foto: Reprodução
Médicos e farmácias envolvidos em esquemas de fraude são responsáveis por 86% da fraude detectada no Serviço Nacional de Saúde (SNS). São 197 milhões de euros de prejuízo para os cofres do Estado em apenas 15 meses

No total, entre Setembro de 2012 e Dezembro de 2013, a fraude detectada na Saúde lesou o SNS em 229 milhões de euros. O mesmo será dizer que todos os meses o SNS é lesado em 15,2 milhões de euros, avança o Diário Económico.

Os casos detectados pelas entidades do Ministério da Saúde (IGAS e Infarmed), Polícia Judiciária e Ministério Público envolvem médicos, utentes, farmácias e armazenistas. Até à data foram detidas 52 pessoas, constituídos 253 arguidos e 129 casos acabaram nas mãos da PJ. As receitas falsas com elevada comparticipação do SNS são a burla mais frequente.

Os dados constam do relatório do grupo de trabalho de combate à fraude na área dos medicamentos e meios de diagnóstico e tratamento (MCDT), que faz o balanço dos casos suspeitos desde Setembro de 2012 até ao final de 2013, a que o Diário Económico teve acesso.

No total de 245 casos detectados e sinalizados que perfazem 229 milhões de euros de fraude e corrupção, os médicos são responsáveis por 122 milhões (199 casos). Vários clínicos que foram objecto destes relatórios encontram-se agora detidos na sequência de operações da PJ. Somam-se mais 75 milhões de euros de farmácias (36 casos), outros 32 milhões de euros que se prendem com oito casos que envolvem convencionados de MCDT, havendo ainda registro de dois casos com utentes (2.111 euros).

O balanço foi entregue ao ministro da Saúde depois de revisto a 17 de Junho deste ano e permite concluir que este tipo de fraudes “de grande dimensão” são praticadas por todo o país, envolvendo grupos organizados e várias classes profissionais. O relatório dá conta da dimensão da fraude no sector, numa altura em que a Federação Nacional dos Médicos acusa Paulo Macedo de ser “o único responsável” pela greve realizada esta semana.

Os esquemas da fraude
Esquemas mais ou menos imaginativos têm lesado o SNS. Tudo serve para tentar enganar o Estado. Falsos médicos (o relatório revela aqui o exercício fraudulento de medicina em Clínicas de Loures, Alcoitão, Almancil e Buraca), desvios de fundos (numa unidade hospitalar de Lisboa), aquisições fraudulentas de equipamentos em unidades de saúde, apropriação para fins ilícitos das bases de dados de nomes de utentes e de prescritores fazem parte da lista de expedientes das fraudes detectadas.

Somam-se outros como a exportação ilegal de medicamentos e esquemas de compras e vendas fictícias de remédios com falsificação de receitas médicas, com prescrição e aviamento fraudulento em farmácias de medicamentos comparticipados (a 100% até Outubro de 2010 e posteriormente a 95%). As fraudes de comparticipações, segundo o relatório, abrangem medicamentos do foro psiquiátrico (antipsicóticos e para a esquizofrenia). Esses remédios não se destinaram aos utentes identificados no receituário e tiveram outro fim, como a sua reintrodução no circuito comercial e exportação para mercados onde são mais caros (Norte da Europa).

O relatório destaca ainda que foram identificadas novas áreas de risco: empreitadas de obras públicas na saúde, cuidados continuados, equipamentos não utilizados, bem como deficiente ou inexistência de imputação de custos de dispositivos médicos e medicamentos às companhias de seguros, a que se junta a não cobrança de taxas moderadoras.

RCM Pharma

segunda-feira, 30 de junho de 2014

5 dicas de saúde que impactam no bem-estar profissional Fonte: 5 dicas de saúde que impactam no bem-estar profissional

Bem-estar profissionalO nível elevado de estresse devido às pressões e cobranças de quem está inserido no mundo corporativo vem desencadeando uma série de doenças e complicações físicas e psicológicas. A competitividade somada ao sedentarismo e a má alimentação é uma fórmula que pode prejudicar, e muito, a carreira de vários profissionais

Independentemente do porte, as empresas também têm um papel vital no processo de criar hábitos saudáveis em seus funcionários. As organizações começaram a abrir os olhos para a Gestão de Saúde Populacional (GSP) e até uma entidade – a Aliança para a Saúde Populacional (Asap)foi criada para congregar companhias ligadas ao setor. O conceito propõe um monitoramento completo da saúde dos funcionários, para reforçar a interação entre paciente e médico, além de estimular profundas mudanças nos hábitos cotidianos.

Exercícios regulares têm relação direta com a melhoria da saúde física e mental do ser humano. Consequentemente, eles fortalecem o sistema imunológico, aumentando o desempenho e reduzindo níveis de estresse, depressão e até mesmo a falta de foco e produtividade. Confira as dicas da especialista Tania de Abreu Carvalho, médica e consultora da AxisMed: 

1- Previna-se
Procure estar sempre em dia com as consultas médicas e os exames de rotina. Essa é uma das formas de prevenção que ajuda no diagnóstico precoce de doenças, permitindo um tratamento mais adequado. 

2- Relaxe
Se você trabalha muito tempo sentado, o ideal é realizar uma pausa de cinco minutos duas vezes ao dia. O alongamento é essencial na prevenção de doenças musculares. 

3- Alimente-se adequadamente
Procure seguir uma alimentação equilibrada rica em frutas, verduras, legumes, cereais integrais, carnes magras e leite desnatado. Fuja das frituras, excesso de sal e doces. Assim, é possível reduzir o risco do ganho de peso e vários problemas de saúde como diabetes e hipertensão. 

4-Tenha equilíbrio
Lembre-se que o estresse é algo que pode ser evitado. Não deixe que problemas com os serviços influenciem no rendimento de seu trabalho. A principal cura para o mesmo está no modo como pensa e enxerga as dificuldades. 

5- Descanse
Boas noites de sono também são extremamente importantes para uma vida mais saudável. Embora não esteja cansado, o sono é essencial para combater possíveis doenças que venham a surgir.

Portal Carreira & Sucesso

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Portugal: Quota de genéricos acima dos 45% em 218

O Infarmeda  anunciou na sexta-feira que existem 218 farmácias com uma quota de genéricos acima dos 45 por cento, percentagem acima da qual o governo se prepara para compensar financeiramente estes estabelecimentos, avança o Diário Digital, citando a agência Lusa.

De acordo com a monitorização do mercado de medicamentos, referente a Agosto, a quota dos genéricos está acima dos 45 por cento em 218 farmácias e acima dos 40 por cento em 1.060 estabelecimentos.
 
No passado dia 18, o Ministério da Saúde confirmou que o governo está a preparar estímulos às farmácias para aumentar a quota de venda de medicamentos genéricos, que no final de 2014 terá de estar nos 60 por cento.
 
RCM Pharma

Portugal: Infarmed inspecciona farmácias para perceber se cumprem lei

O Infarmed anunciou na passada sexta-feira estar a desenvolver uma operação de inspecção a farmácias de todo o país para aferir do cumprimento da lei de dispensa dos medicamentos, nomeadamente no que respeita aos mais baratos, avança a agência Lusa, citada pelo portal Notícias ao Minuto.

A Autoridade do Medicamento veio prestar este esclarecimento, face a diferentes informações que têm sido veiculadas sobre dificuldades de acesso ao medicamento, nomeadamente as referentes à indisponibilidade dos medicamentos mais baratos nas farmácias.
 
"O Infarmed tem a decorrer uma operação de inspecção em todo o país, abrangendo uma amostra de mais de 300 farmácias, com o intuito de aferir o cumprimento das regras de dispensa de medicamentos estabelecidas na legislação, nomeadamente as que resultam da Lei de Prescrição por Denominação Comum Internacional (DCI)", afirma em comunicado.
 
Segundo a mesma nota, esta operação será concluída até ao final do mês de Setembro prevendo-se a apresentação dos seus resultados no início de Outubro.
 
O Infarmed afirma ainda que o Centro de Conferência de Facturas (CCF) detectou "um aumento do uso das excepções da obrigatoriedade de prescrição por DCI previstas na lei (que impede a opção e dispensa ao utente de outro medicamento) ".
 
Perante isto, foi criado um Grupo de Trabalho multidisciplinar, envolvendo elementos do Infarmed e da Inspecção-geral das Actividades em Saúde (IGAS), que monitorize e verifique no terreno o cumprimento das regras de prescrição, distribuição e dispensa de medicamentos.
 
"O trabalho conjunto deste grupo de trabalho, em colaboração com CCF e ainda as Comissões de Farmácia e Terapêutica das Administrações Regionais de Saúde, permitirá aferir a real dimensão do uso destas excepções e o seu impacto no acesso dos doentes a opções de medicamentos menos onerosas", acrescenta.
 
O Infarmed está também a investigar as situações relativas às dificuldades de aquisição de medicamentos no circuito de distribuição.
 
Esta investigação envolve acções de inspecção junto de distribuidores e responsáveis pela comercialização de medicamentos e visa uma rápida identificação, e mitigação, das causas que estejam na origem das dificuldades reportadas pelas associações de farmácias.

RCM Pharma

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Entidades organizam marcha para pedir aprovação de projeto que aumenta recursos para saúde

Agência Brasil
Expectativa é reunir 5.000 pessoas durante a mobilização,
nesta segunda-feira (30
Objetivo é lançar campanha em defesa do SUS, cuja principal bandeira será o seu financiamento
 
Preocupado com os rumos do debate sobre o financiamento da saúde no Brasil, o CNS (Conselho Nacional de Saúde), junto com outras entidades, está programando uma marcha pela Esplanada dos Ministérios para pressionar parlamentares a aprovar o projeto de lei de iniciativa popular que obriga a União a destinar, anualmente, o mínimo de 10% da receita corrente bruta para a saúde. A expectativa, segundo a presidenta do CNS, Maria do Socorro de Souza, é reunir 5.000 pessoas durante a mobilização, que deve ocorrer em 30 de outubro.
 
— Vamos às ruas em uma ação nacional que terá representação de todos os estados. Nosso objetivo é lançar uma campanha em defesa do SUS (Sistema Único de Saúde), cuja principal bandeira será o seu financiamento. Vamos para o Congresso Nacional para pressionar os parlamentares, com disposição para o diálogo, claro. Mas acreditamos que a pressão popular tem papel fundamental nessa questão.
 
A limitação dos recursos destinados ao setor foi apontada por especialistas que participaram na semana passada de seminário, organizado pelo Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde), como um dos principais gargalos para a concretização de princípios do SUS, entre eles a oferta de serviços de qualidade de forma integral. Na próxima quarta-feira (2), parlamentares também vão discutir o tema e podem avançar para solucionar o impasse.
 
No mês passado, mais de 800 mil assinaturas em apoio ao projeto de lei de iniciativa popular que traz a proposta de destinação dos 10% da receita bruta foram entregues ao presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). A medida é considerada inviável pela ministra do Planejamento, Miriam Belchior.
 
Como alternativa, o governo sinalizou, na semana passada, que pretende destinar 15% da receita corrente líquida para a área. Segundo a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, a intenção é incluir uma emenda na PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do Orçamento Impositivo, em tramitação no Senado. A receita corrente líquida da União é a soma de todas as receitas do governo federal com tributos e contribuições, excluídas as transferências constitucionais para estados e municípios.
 
R7