Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



Mostrando postagens com marcador Enfermagem/Nursing. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Enfermagem/Nursing. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 5 de julho de 2018

Coren-SP e CRF-SP decidem manter ações de fiscalização conjunta

Dra. Renata Pietro, presidente do Coren-SP; Dr. Marcos Machado, presidente do CRF-SP e Dr. Cláudio Silveira, vice-presidente do Coren-SP
Dra. Renata Pietro, presidente do Coren-SP; Dr. Marcos
Machado,  presidente do CRF-SP e Dr. Cláudio Silveira,
vice-presidente do Coren-SP
Os presidentes do Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP), Dra. Renata Pietro, e do Conselho Regional de Farmácia de São Paulo (CRF-SP), Dr. Marcos Machado, reafirmaram na última segunda-feira (2 de julho), a continuidade da parceria na realização de fiscalizações conjuntas no Estado de São Paulo

Recentemente, o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) aprovou o parecer normativo 145/2018. Diante disso, as ações conjuntas de fiscalização entre o Coren-SP e o CRF terão como base os critérios de dimensionamento de profissionais, no sentido de garantir que os trabalhadores de ambas as categorias atuem dentro de suas atribuições, em prol da segurança e qualidade no atendimento da população. A medida visa também combater a sobrecarga de trabalho e outros riscos profissionais.

A fiscalização conjunta teve início em junho na região de Campinas e terá continuidade em outras regiões do Estado. Participou também da reunião o vice-presidente do Coren-SP, Dr. Cláudio Silveira. 

Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo – CRF-SP

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Empresários e enfermeiro são presos por reutilizar produtos cirúrgicos

Investigação do Nuroc revelou que o trio reutilizou 2.536 vezes produtos descartáveis em um hospital particular da Serra

Dois empresários e um enfermeiro foram presos nesta terça-feira (16) suspeitos de adulterar produtos cirúrgicos para obter mais lucro. Batizada de “Lama Cirúrgica”, a operação comandada pelo Núcleo de repressão às Organizações Criminosas e à Corrupção (Nuroc), aconteceu em Vitória e Serra, e revelou que o trio reutilizou 2.536 vezes produtos descartáveis em um hospital particular da Serra.

De acordo com a polícia, os produtos eram reprocessados ilicitamente e utilizados em procedimentos cirúrgicos na área ortopédica em hospitais privados, causando potencial dano à saúde de usuários e da coletividade. A reutilização de produtos descartáveis é proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O Nuroc chegou até os criminosos depois de receber uma denúncia anônima. Os empresários Gustavo Deriz Chagas e Marcos Roberto Krohling Stein – proprietários da Golden Hospitalar -, e o enfermeiro Thiago Waiyn foram presos e são acusados de lavagem de dinheiro, formação de organização criminosa, estelionato, falsidade ideológica e adulteração de produtos medicinais.

Investigações
As investigações tiveram início em outubro do ano passado, depois que uma operação do Nuroc e da Vigilância Sanitária apreendeu produtos médicos e etiquetas adulteradas. O avanço das investigações revelou adulteração de códigos de registro, número do lote, data de fabricação e validade do produto em produtos e etiquetas apreendidos no Golden Hospitalar e no centro cirúrgico de um hospital da Serra.

Essa foi a primeira fase da operação. As investigações prometem identificar também a existência de fraude em produtos reprocessados, que são vendidos como novos/originais fossem, em prejuízo de operadoras de plano de saúde e seus beneficiários. O Nuroc ainda investiga a participação de hospitais privados e distribuidoras de produtos para a saúde atuantes em Vitoria, Serra, Cariacica e Vila Velha.

Judicialização
Há uma semana o Gazeta Online publicou a série “Justiça como remédio”. Uma das reportagens discutiu o “patrocínio” que a indústria de materiais hospitalares e de remédios oferece a profissionais da saúde e informou que ao menos uma investigação policial estava em andamento. Para o Instituto Ética Saúde, a distribuição de benefícios a profissionais da saúde é uma realidade em todo o país.

Na mesma série, o secretário de Saúde, Ricardo de Oliveira, sugeriu que a corrupção explica parte da judicialização da saúde. Ou seja, há pessoas interessadas em vantagens quando fomentam ações na Justiça para que determinado tipo de tratamento, medicamento ou equipamento médico seja fornecido.

Foto: Reprodução

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Inscrições abertas para o curso de atenção à saúde das mulheres

provab 2 0Profissionais de saúde interessados em aprofundar os seus conhecimentos sobre a saúde da mulher, já podem se inscrever na segunda oferta do curso Saúde das mulheres na Atenção Básica: protocolo clínico para enfermagem, da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), integrante da Rede UNA-SUS

As inscrições podem ser realizadas até 19 de novembro, neste link. O curso é gratuito, autoinstrucional e tem início imediato.

Fruto da parceria com o Departamento de Atenção Básica (DAB) e Secretaria de Gestão do Trabalho e Educação em Saúde (SGTES), do Ministério da Saúde, o curso tem como objetivo difundir o atendimento integral e humanizado, considerando as questões de gênero e sexualidade que envolvem a diversidade das mulheres. Para isso, traz os diferentes contextos vividos pelas mulheres, abordando os principais agravos que as levam a buscar um serviço de saúde.

Assim, a proposta é reconhecer a importância das ações de acompanhamento para a melhoria dos serviços de saúde disponibilizados para elas, proporcionando ao profissional de saúde reflexão sobre a importância do seu papel, no momento do acolhimento, enquanto cuidador e facilitador da autonomia.

Com carga total de 45h, a oferta é dividida em três módulos que podem ser realizados separadamente e segundo a ordem escolhida pelo aluno, que poderá obter certificação pela oferta educacional completa (45H), se concluir todos os três módulos, ou por cada módulo concluído individualmente (15H).

O primeiro módulo trata da saúde sexual e reprodutiva e da atenção às mulheres em situação de violência; o segundo aborda a atenção às mulheres no pré-natal de baixo risco, puerpério e promoção do aleitamento materno; e o terceiro e último módulo tem como enfoque atenção ginecológica, climatério e prevenção dos cânceres de colo de útero e mama. Todos os módulos são baseados nos protocolos referentes à Atenção Básica.

Apesar do público alvo do curso serem os enfermeiros, demais interessados também podem acessar o curso para conhecer os procedimentos de enfermagem, buscando o melhor fluxo e diálogo no atendimento ofertado na Atenção Básica.

Os alunos inscritos terão como prazo final o dia 28 de março de 2018 para conclusão dos cursos.  Acesse o curso

Para saber mais sobre esse e outros cursos da rede UNA-SUS, acesse o link www.unasus.gov.br/cursos

Fonte: UNASUS

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Ministério vai contestar na Justiça decisão que restringe funções de enfermeiros no SUS

Segundo a pasta, a decisão impacta o funcionamento das unidades básicas de saúde e pode levar a uma redução do acesso aos serviços

O Ministério da Saúde vai encaminhar à Advocacia Geral da União subsídios para contestação na Justiça da decisão que restringe as atribuições dos enfermeiros no SUS. Num documento divulgado quarta-feira, 11, a pasta afirma que a decisão limitando as atividades dos profissionais, concedida há duas semanas numa ação movida pelo Conselho Federal de Medicina, impacta o funcionamento das unidades básicas de saúde e pode levar a uma redução do acesso aos serviços.

A declaração foi feita no mesmo dia em que o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde (Conass) divulgaram uma nota pedindo pressa para que a União recorra da decisão judicial. No comunicado, entidades alertam para os prejuízos que a restrição pode provocar para a saúde da população. Os impactos já começariam a ser sentidos agora, durante a campanha Outubro Rosa, que faz a detecção do câncer de mama.

A decisão da 20ª Vara Federal do Distrito Federal suspende a possibilidade de enfermeiros solicitarem exames no SUS. A atividade há anos é executada na atenção básica por esses profissionais e é apontada como essencial em alguns programas, como o de Doenças Sexualmente Transmissíveis, o de diabetes e de hipertensão.

“Estamos muito preocupados”, resumiu o presidente do Conasems, Mauro Junqueira. A diretora técnica do Centro de Referência e Treinamento de Aids do Estado de São Paulo, Maria Clara Gianna, conta que ao longo desta semana a coordenação recebeu inúmeros telefonemas de cidades do Estado, com dúvidas sobre como proceder a partir de agora.

“É impossível pensar no combate à atual epidemia de sífilis sem a participação direta de enfermeiros, auxiliando sobretudo com os exames, com testes rápidos”, disse Maria Clara. A diretora observou ainda que as atribuições da classe profissional no atendimento de DSTs, existem há anos. “Isso consta de protocolos, fruto de discussões, de treinamentos. Todos ganham com o trabalho feito em equipe. Enfermeiros auxiliando nos exames, no aconselhamento, são essenciais”, completou a diretora.

O Conselho Federal de Enfermagem apresentou semana passada à Justiça um pedido de reconsideração da medida liminar. O presidente do Cofen, Manoel Neri, afirmou que a análise do pedido somente será feita depois de o Conselho Federal de Medicina se manifestar sobre o tema. “Caso o juiz mantenha a decisão, vamos recorrer no Tribunal Regional Federal”, observou.

Conass e Conasems argumentam também que as atribuições atuais dos enfermeiros têm respaldo legal. ” São ações de extrema relevância para o Sistema Único de Saúde e sua paralisação causará graves prejuízos à saúde da população”. A ação que limita a atuação dos enfermeiros foi interposta pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), sob o argumento de que essas tarefas são atribuições exclusivas do médico. Para o Cofen, com a liminar enfermeiros ficariam impedidos de solicitar exames. A atribuição de renovar receitas médicas está mantida.

Estadão

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Custo de cuidados hospitalares influenciam nas taxas de mortalidade

Investir mais em cuidados hospitalares em relação às instalações de enfermagem, a longo prazo pode ajudar a reduzir as taxas de mortalidade, de acordo com um estudo publicado no Journal of Health Economics


Investigadores do Massachusetts Institute of Technology em Cambridge compararam o desperdício de sistemas de saúde dos EUA em pacientes semelhantes tratados em diferentes hospitais usando dados da atribuição aleatória de pacientes a empresas de ambulância.

A equipe analisou dados de contas do Medicare de internações hospitalares de 2002 a 2011.

A amostra final do estudo apresentou 1.575.273 pacientes com pelo menos 66 anos de idade.

Os pesquisadores descobriram que os resultados de sobrevivência foram modestamente melhores com a atribuição de hospitais cujos pacientes recebem grandes quantidades de cuidados ao longo dos três meses após uma emergência em saúde em comparação com hospitais cujos pacientes receberam menos cuidados. Houve correlação para resultados com diferentes formas de gastos.

A probabilidade de sobreviver a um ano foi aumentada para pacientes atendidos em hospitais com altos níveis de internação; a menor sobrevivência foi observada com altos níveis de gastos ambulatoriais.

Terra

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Inscrições abertas para o curso de Atenção à Saúde das Mulheres na Atenção Básica

mulheresunasusProfissionais de saúde interessados em aprofundar os seus conhecimentos sobre a saúde da mulher, já podem se inscrever no mais novo curso Saúde das mulheres na Atenção Básica: protocolo clínico para enfermagem, da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), integrante da Rede UNA-SUS

Fruto da parceria com o Departamento de Atenção Básica (DAB) e Secretaria de Gestão do Trabalho e Educação em Saúde (SGTES), do Ministério da Saúde, o curso é composto por três módulos independentes, com carga horária de 15h cada, que trazem diferentes contextos de saúde vividos por uma mulher. As inscrições podem ser realizadas até 17 de maio, pelo site.

Segundo o médico, consultor técnico e editor científico da UNA-SUS, Paulo Biancardi Coury, este modulo de Atenção a Saúde das Mulheres apresenta os protocolos de abordagem sob o ponto de vista da enfermagem. “O curso tem como objetivo consolidar o estado da arte do acolhimento, diagnostico, tratamento e seguimento dos agravos mais comuns que motivam a procura das usuárias do SUS para resolução de seus problemas de saúde”, explica.

O primeiro módulo trata da saúde sexual e reprodutiva e da atenção às mulheres em situação de violência; o segundo aborda a atenção às mulheres no pré-natal de baixo risco, puerpério e promoção do aleitamento materno; e o terceiro e último módulo tem como enfoque atenção ginecológica, climatério e prevenção dos cânceres de colo de útero e mama. Todos os módulos têm como enfoque os protocolos referentes à Atenção Básica.

Para Cury, a uniformização de abordagem de mulheres em situação de risco é um dos temas que merecem destaque. “Hoje sabemos que uma das grandes frustações do setor é a dificuldade de verbalização por parte das mulheres, vítimas dos assédios e violências a que estão submetidas, tanto no lar, como em seus ambientes de trabalho, entre outros. Desta maneira, o curso aborda o acolhimento dessas mulheres, atendendo às suas queixas e fortalecendo a autoestima para ajudá-las a superar suas dificuldades”, analisa.

O médico acredita que o curso vai ainda mais além ao propor uma configuração do trabalho em saúde de forma parceira. “As mulheres passam a ser sujeitos de sua própria saúde e não objeto da atenção como em tempos pretéritos. Os temas abordados pretendem consolidar os conhecimentos técnicos de enfermagem que se completam com as competências dos demais membros das equipes de saúde, mas destaca o exercício da enfermagem com seu protagonismo na Atenção à Saúde, neste caso especifico das mulheres”, destaca.

Com carga total de 45h, a oferta é dividida em três módulos que podem ser realizados separadamente e segundo a ordem escolhida pelo aluno, que poderá obter certificação pela oferta educacional completa, se concluir todos os três módulos, ou por cada módulo concluído individualmente.

Apesar do público alvo do curso serem os enfermeiros, Cury crê que os demais membros da equipe de saúde devem fazer o módulo para conhecerem os procedimentos de enfermagem e para que o diálogo entre os diversos profissionais equipes seja mais transparente e produtivo “Esta é uma grande oportunidade para que os profissionais se apropriem dos conhecimentos oferecidos, que dará a eles a atualização cientifica, instrumentação prática e, principalmente, uniformização de linguagem necessária para abordar de maneira segura aos agravos das mulheres”, incentiva.

Para saber mais sobre esse e outros cursos da rede UNA-SUS, acesse o link www.unasus.gov.br/cursos.

Fonte: UNA-SUS

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Prorrogadas inscrições para seleção de instrutores de enfermagem

A Escola Técnica de Saúde de Brasília (ETESB) estendeu, até 17 de março, o período de inscrições para servidores da Secretaria de Saúde interessados em participar da seleção de instrutores de cursos de enfermagem

Cursos1

Os candidatos poderão atuar na execução de unidades educacionais dos cursos: Complementação do Curso de Auxiliar de Enfermagem para Habilitação em Técnico de Enfermagem e Qualificação para Auxiliares e Técnicos em Enfermagem em Centro Cirúrgico e Central de Material e Esterilização.

O Processo Seletivo destina-se a servidor estável, ativo, do quadro permanente de pessoal. Os extratos dos editais Nº 29 e Nº 30, de 07 de dezembro de 2016, foram publicados no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) no dia 08/12/2016, na seção 3, página 57 (Nº 230).

Serviço
Inscrições: até 17/03/2017
Local: Setor Médico Hospitalar Norte, Quadra 03, Conjunto A, Bloco 01, Edifício FEPECS, na CPS/FEPECS, na Coordenação de Processo Seletivo – CPS.
Horário: das 8h30 às 11h30 e das 14h30 às 17h30.
O Edital Completo, com os critérios e os documentos solicitados, está disponibilizado no link "Processo Seletivo" da página eletrônica da Fepecs, ou nos seguintes link: Edital Nº 30.

*Os documentos devem ser preenchidos corretamente e assinados conforme Edital.

Fonte: Secretaria de Saúde do DF

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Curso sobre os princípios para o cuidado domiciliar segue com inscrições abertas até 1º de dezembro

Enfermeiros e técnicos de enfermagem, interessados no cuidado domiciliar, ainda podem se inscrever, até 1º de dezembro, no curso de Capacitação em Princípios para o Cuidado Domiciliar. Com uma carga horária de 30h, é possível rever conceitos e procedimentos, bem como questões de ética e biossegurança no cuidado realizado em casa

O conteúdo está estruturado em atividades sequenciais e articuladas a partir de uma trilha de aprendizagem que prevê história, desafios, conteúdo, teste, fórum de debates e uma midiateca diversificada sobre o tema da Atenção Domiciliar.

Os profissionais terão a oportunidade de aprofundar seus conhecimentos sobre os seguintes procedimentos: sinais vitais, higiene e conforto, sono e repouso, medicação e curativos.

O curso é oferecido pela Universidade Federal de Santa Catarina, integrante da Rede UNA-SUS (UNA-SUS/UFSC). Para se inscrever, clique aqui.

Fonte: UNA-SUS

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Hospital Universitário tem vagas para estágio em Enfermagem

pesquisa AxsimenAté a próxima sexta (9), o Hospital Universitário da Faculdade de Medicina de Jundiaí está com processo seletivo aberto para a contratação de dois estagiários em enfermagem 

Os pré-requisitos são: estar cursando superior em Enfermagem, ter concluído as disciplinas de Semiologia e Semiotécnica e residir em Jundiaí.

Entre as funções do estagiário, estão:
• Acompanhar o enfermeiro em procedimentos assistenciais que sejam de execução privativa deste profissional;

• Realizar a sistematização da assistência da enfermagem sob a supervisão do enfermeiro;

• Auxiliar o enfermeiro na previsão e provisão de recursos materiais para unidade;

• Realizar orientações aos pacientes sob a supervisão do enfermeiro, além de outras atividades pertinentes a área.

O horário de trabalho será das 07h às 13h e das 13h às 19h. Os interessados devem enviar o currículo para rh2@hufmj.com.br

Aline Czezacki, para o Blog da Saúde.

Com informações da Assessoria de Comunicação do Hospital Universitário da Faculdade de Medicina de Jundiaí

terça-feira, 19 de julho de 2016

Falta de médico faz enfermeira dar receita em SP

Pacientes atendidos pelo Programa Saúde da Família da Vila Piauí estão sem generalista

UBS Vila Piauí / Almeida Rocha/DiárioSP

Por falta de um médico generalista na equipe azul do PSF (Programa Saúde da Família) da UBS (Unidade Básica de Saúde) Vila Piauí, no bairro de mesmo nome, na Zona Oeste da capital, pacientes têm de passar em uma consulta com enfermeira. Só em casos de necessidade de acompanhamento constante por doenças crônicas graves é que médicos das outras três equipes do posto os atendem de imediato.

Quem precisa de uma primeira consulta na equipe azul também tem de passar pela enfermeira. E também só será encaminhado para médico se o problema for grave.

“Em casos ‘simples’ (não foi explicado quais tipos), a enfermeira faz a consulta e diz quais remédios o paciente precisa tomar”, disse um atendente na recepção. Ele não explicou de que forma os medicamentos seriam prescritos. 

A dona de casa Ângela Maria Cunha Miranda, de 57 anos, foi na última segunda-feira (18) à unidade e, como pertence à equipe azul, acabou informada de que só conseguiria marcar consulta com a enfermeira. Por isso, desistiu do agendamento.

“Tenho diabetes e preciso de acompanhamento com o médico para saber se continuo tomando insulina na quantidade indicada na última consulta, que foi há aproxidamente seis meses, ou se preciso mudar alguma coisa”, reclamou Ângela. “Afinal, o objetivo de um posto de saúde não é fazer consultas de rotina para a gente não precisar usar o serviço de emergência?”, questionou.

Ângela arriscou marcar a consulta, mas contou que, como não tem amparo da UBS Vila Piauí, ela e a família só vão ao prédio da unidade quando passam mal, pois no local também há uma AMA (Assistência Médica Ambulatorial), que oferece pronto-atendimento. “Mas só vou ao médico quando um problema aparece.”

Segundo o presidente do Simesp (Sindicato dos Médicos de São Paulo), Eder Gatti, uma equipe de PSF sem médico generalista mostra que a estratégia da rede básica de saúde da Prefeitura está falha. “Uma equipe de saúde da família demanda um médico. E assim como todos os outros profissionais da equipe, o generalista faz falta. A lógica do PSF é o médico se fixar em uma região e criar uma referência para desenvolver um trabalho de longo prazo. Mas na rede básica de saúde da capital isso parece estar longe de ocorrer”, afirmou Gatti.

Por Felipe Sansone

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Quadrilha de falsos enfermeiros que furtava pacientes é presa

Com o grupo foram localizados dinheiro e equipamentos usados por profissionais da saúde (Foto: Claudinei Troiano/TV Fronteira)
Três indiciadas e um homem foram localizados na Vila Cicma, em Adamantina. Com o grupo, havia R$ 15 mil em dinheiro e equipamentos de uso na saúde

A Polícia Militar prendeu quatro pessoas que se passavam por profissionais da saúde para praticar furtos em residências. As três mulheres e um homem foram abordados ontem, quarta-feira (29), na Vila Cicma, em Adamantina, e com eles havia mais de R$ 15 mil em dinheiro.

Segundo o tenente Eder Mazzini Bressan, a PM recebeu a informação de que mulheres estavam se passando por enfermeiras e praticando crimes nas regiões de Dracena, Ribeirão Preto (SP), Araçatuba (SP) e em cidades do Mato Grosso do Sul. "Esse grupo abordava geralmente idosos e, enquanto algumas simulavam atendimento, o restante furtava pertences das vítimas", explicou.

Por volta das 12h, os policiais receberam a informação de que havia três mulheres e um homem, todos de camisetas brancas, em um GM Cruze, com placas de Minas Gerais (MG). A PM fez a abordagem e com o grupo havia R$ 15.380 em dinheiro, equipamentos utilizados por profissionais da saúde e um caderno com dados dos "pacientes". "Eles anotavam o nome, a idade, a pressão arterial e se tinha alguma doença. Era como se fosse um atendimento", disse o tenente.

Em contato com outras unidades da Polícia Militar, os policiais de Adamantina foram informados de que, no município de Três Fronteiras (MS), um idoso teria sido vítima em uma ação semelhante do grupo.

Mulheres se passavam por enfermeiras para praticar furtos (Foto: Claudinei Troiano/TV Fronteira)"Eles teriam subtraído R$ 15 mil desse senhor. Indagados, eles confessaram o crime", afirmou Bressan. Eles foram presos em flagrante e encaminhados para a Delegacia da Polícia Civil, onde a prisão foi ratificada. "Duas das três mulheres já eram procuradas da Justiça. Eles são da região de Ribeirão Preto. Por enquanto, não sabemos se há mais pessoas envolvidas com o grupo, mas já recebemos informações de que existem mais vítimas que foram lesadas com esse mesmo modus operandi", pontuou o tenente.

As mulheres, de 22, 24 e 34 anos, e o homem, de 24, vão responder por associação criminosa e furto qualificado. A mulher mais velha também apresentou documento falsificado e também foi indiciada pelo crime.

Fotos: Claudinei Troiano/TV Fronteira

G1

sábado, 21 de maio de 2016

Mulher morre em hospital de Limoeiro após erro de enfermagem, diz família

Hospital Regional José Fernandes Salsa, em Limoeiro, no Agreste de Pernambuco (Foto: Reprodução/Site da Secretaria Estadual de Saúde)Corpo da paciente de 22 anos saiu do IML, no Recife, neste sábado (21). Segundo pai da vítima, remédio aplicado de maneira errada resultou na morte

No Hospital Regional José Fernandes Salsa, localizado no município de Limoeiro, no Agreste de Pernambuco, um procedimento clínico equivocado teria resultado na morte de uma paciente, segundo a família. Jessica Christiane Correia do Nascimento, de 22 anos, faleceu na quarta-feira (18) no local, após uma técnica de enfermagem da unidade clínica ter aplicado um medicamento por injeção. De acordo com o pai da paciente, Dioseno Claudino Correia, a aplicação do remédio deveria ter sido feita através da sonda, que também servia para alimentar a vítima.

O corpo de Jessica foi liberado do Instituto de Medicina Legal (IML) do Recife no final da manhã deste sábado (21). O pai dela estava revoltado com a forma como ocorreu a morte da filha e afirmou que irá processar o hospital.

"Ela só se alimentava por sonda. Aí teve uma anemia, foi para o Hospital Regional de Limoeiro e aconteceu um problema lá. Uma enfermeira deu injeção nela com um remédio, mas ela só recebia por sonda. A gente disse isso a ela. Minha filha fica saiu roxa e acabou morrendo. Perguntei o nome da enfermeira e ela não quis dar, mas era uma enfermeira aprendiz", contou Dioseno ao G1.

Por meio de nota, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) informou que “se solidariza com a família da paciente neste momento de dor” e “já está investigando o caso e tomando as previdências cabíveis”. No texto, a secretaria também garante que “prestará todo o apoio necessário aos órgãos de investigação”.

Foto: SES

G1

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Enfermeiras são flagradas xingando idoso em hospital de Paulínia; vídeo

Vídeo mostra agressões em Paulínia, SP (Foto: Reprodução/ EPTV)
Foto: Reprodução/EPTV
Violência ocorreu na semana passada, mas imagem foi divulgada na terça. Polícia vai ouvir os envolvidos e só então irá decidir se vai abrir inquérito

Duas enfermeiras foram flagradas xingando um idoso internado no Hospital Municipal de Paulínia (SP). A violência ocorreu na semana passada, mas o vídeo foi divulgado ontem,  terça-feira (17).

As imagens foram gravadas por uma pessoa que estava no hospital e ouviu os gritos. “(...) quieto, fica quieto, droga, fica quieto, saco. Amarra essa p... aí” e “Cala boca” eram frases ditas pelas enfermeiras durante o atendimento ao paciente acamado.

Na imagem não é possível ver o paciente, apenas as agressões das enfermeiras. “Por que não deixa morrer essa p...? Oh praga” e “Não brinca comigo não, não brinca comigo não (...) você tá brincando seu b...”, dizem as enfermeiras.

Ao perceber que estava sendo filmada, uma enfermeira ainda discute com a pessoa que estava gravando. “Perdeu alguma coisa [...] Você nem sabe o que tá acontecendo”, diz.

Justificativa
Depois, ela tenta justificar as agressões. “Devia processar pelo que tá acontecendo, tá quase morrendo, tô querendo ajudar”, afirma.

A pessoa que fez o vídeo também registrou boletim de ocorrência contra as enfermeiras.

A Prefeitura de Paulínia, responsável pelo Hospital Municipal, disse que lamenta o ocorrido e afirmou que está apurando o caso. Já a polícia vai ouvir os envolvidos e só então irá decidir se abre inquérito.

Assista ao vídeo aqui

G1

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Sindicância é aberta para apurar troca de vacinas da gripe H1N1 por insulina

Por erro, cinquenta pessoas receberam o hormônio em Maringá. Funcionária de hospital que aplicou injeções diz que confundiu ampolas

A Secretaria de Saúde de Maringá, no norte do Paraná, abriu sindicância nesta sexta-feira (29) para apurar o que levou uma funcionária do Hospital Municipal a aplicar doses de insulina em vez de vacinas contra a gripe H1N1 em 50 pessoas, na quinta-feira (28).

Todas as pessoas que receberam a dose ficaram internadas, sob observação, durante a quinta-feira, e foram liberadas no fim da noite. Nenhuma delas teve complicações em decorrência do erro, segundo a prefeitura.

Ainda de acordo com a administração municipal, a falha foi identificada pela própria servidora logo após a aplicação. Ela está grávida e também aplicou insulina em si mesma. Conforme a prefeitura, a mulher alegou ter confundido as embalagens, que, para ela, são parecidas.

A insulina é um hormônio usado no tratamento de diabetes. A Secretaria Municipal de Saúde informou que, aplicada indevidamente, pode causar sonolência, fraqueza, taquicardia e tremores.

Foto: Reprodução

G1

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Funcionária de hospital erra e aplica insulina em vez de vacina contra gripe

Vacinação h1n1 vacina  (Foto: Osnei Restio/Prefeitura Nova Odessa/Divulgação)

Insulina foi aplicada por engano em servidores de
hospital
Caso ocorreu nesta quinta (28), no hospital municipal de Maringá, no PR. Cerca de 50 servidores receberam injeção por engano, diz prefeitura

Cerca de 50 servidores do Hospital Municipal de Maringá, no norte do Paraná, foram vacinados com insulina após a enfermeira confudir as ampolas, nesta quinta-feira (28), segundo a prefeitura. A vacina correta era contra o vírus H1N1.

Várias pessoas vacinadas foram internadas com reações, ainda segundo a administração municipal. A insulina é um hormônio usado para o tratamento de diabetes. A Secretaria Municipal de Saúde informou que aplicado irregularmente, o hormônio pode provocar sonolência, fraqueza, taquicardia e tremores.

Ainda de acordo com a prefeitura, a falha foi identificada pela própria servidora logo após a aplicação.A enfermeira está grávida e também aplicou insulina nela própria por engano.

Os 50 funcionários estão sendo atendidos por médicos do próprio hospital e devem permanecer em observação até as 21h. Esse é o prazo para a manifestação das reações adversas. A prefeitura classificou o fato como um acidente de trabalho e, por isso, a Diretoria de Saúde Ocupacional está acompanhando o caso.

A administração municipal diz que a servidora afirmou que se confundiu com as embalagens, que são parecidas. Um processo administrativo será aberto para investigar as responsabilidades.

Foto: Osnei Restio/Prefeitura Nova Odessa/Divulgação)

G1

quinta-feira, 31 de março de 2016

Enfermeira italiana é presa pelo homicídio de 13 pacientes

Segundo acusações, Fausta Bonino aplicou injeções maciças de eparina (Foto: Reprodução/Twitter/IBTimes)Mortes aconteceram no hospital de Piombino, em Livorno. Segundo acusações, Fausta Bonino aplicou injeções maciças de heparina

Uma enfermeira italiana foi detida acusada de ser responsável pela morte de 13 pacientes internados no hospital de Piombino, na província de Livorno (centro da Itália), entre os anos de 2014 e 2015, informaram os Carabineiros.

As acusações contra Fausta Bonino, de 55 anos, são de "homicídio voluntário contínuo e agravado" de 13 pacientes internados por diferentes patologias no departamento de anestesia e reanimação do hospital.

A morte dos 13 pacientes aconteceu devido a injeções maciças de heparina, um anticoagulante muito usado nos hospitais para evitar as possíveis tromboses devido à inatividade dos pacientes.

Segundo as investigações dos Carabineiros, o fornecimento em massa de heparina -10 vezes mais do que normalmente utilizado- causava rápidas e irreversíveis hemorragias internas e a consequente morte dos pacientes.

Esses pacientes mortos são mulheres e homens de entre 61 e 88 anos, e o casos ocorreram entre 19 de janeiro de 2014 e 19 de setembro de 2015. Doze das mortes foram devido a hemorragias e outra por falha cardíaca.

Em nenhum dos pacientes, a heparina tinha sido prescrita e nenhum deles estava em estado terminal. Inclusive um dos casos foi o de uma pessoa hospitalizada pela ruptura do fêmur. A enfermeira foi detida na quarta-feira quando voltava de uma viagem a Paris com seu marido e foi levada ao centro penitenciário de Pisa, na região da Toscana.

Os veículos de imprensa italianos explicaram que a mulher passou por tratamentos por depressão, mas, por enquanto, não foram dados mais detalhes oficiais do que a levou supostamente a provocar estas mortes.

A investigação começou em meados de 2015 depois da denúncia de uma nova morte por hemorragia de um idoso no hospital de Piombino.

Segundo estas investigações, a detida sempre estava no turno quando se foi ministrada eparina nos pacientes que morreram posteriormente.

Foto: Reprodução/Twitter/B Times

G1

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Justiça Federal decide que enfermeiros não podem exercer atividade de farmacêuticos

Ação civil pública foi proposta pelo Conselho Regional de Enfermagem do Rio Grande do Sul

Nenhum órgão público ou privado no país pode designar enfermeiros para exercer atividades de farmacêuticos. A decisão é da 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), que confirmou sentença em ação proposta pelo Conselho Regional de Enfermagem do Rio Grande do Sul (Coren/RS), mas vale para todo o país. A ação civil pública foi ajuizada para impedir que o município de Uruguaiana (RS) de colocar profissionais de enfermagem para fazer a dispensação de medicamentos em unidades de saúde locais.

A ação foi proposta após a fiscalização constatar que profissionais de enfermagem estavam praticando a atividade. A dispensação é o ato de fornecer um ou mais medicamentos a um paciente, normalmente como resposta à apresentação de uma receita elaborada por médico ou dentista.

A tarefa costuma ser realizada em farmácias e é vedada ao profissional de enfermagem, de acordo com a Lei 7.492/86. A 2ª Vara Federal de Uruguaiana concedeu liminar em maio de 2014, determinando a imediata suspensão da prática sob pena de multa diária de R$ 800.

A decisão foi confirmada no julgamento de mérito do caso, levando a prefeitura a recorrer ao tribunal. O Município corrigiu a irregularidade e tentou desistir da ação após a concessão da liminar, requerendo a extinção do processo sem resolução do mérito.

Entretanto, a desembargadora federal Marga Inge Barth Tessler, responsável pela relatoria do processo no TRF-4, reforçou em seu voto os argumentos da sentença. Para ela, o fato de o réu, por força da liminar, ter comprovadamente retirado da enfermagem o papel de dispensação de medicamentos não conduz à extinção do processo sem julgamento de mérito.

Conforme a decisão de primeiro grau, “a prática daquela conduta pelo profissional ligado à área de enfermagem consubstancia, na prática, desrespeito aos termos da Lei 3.820/60 e da Lei 5.991/73, diplomas que estabelecem que tal atividade é privativa dos profissionais farmacêuticos”. A decisão foi unânime.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Falta de assistência no nascimento de bebês incomoda mães

Falta de assistência no nascimento de bebês incomoda mãesO estudo realizado pela enfermeira Monise Martins da Silva, na maternidade da Santa Casa de Misericórdia da cidade de Passos (MG), analisou práticas dos profissionais de saúde no momento do parto

Toda mãe deveria ter contato precoce com o recém-nascido e aleitamento materno na primeira meia hora após o parto. Essa é a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). No entanto, pesquisa realizada na Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP constatou que os profissionais da saúde não dão assistência necessária para mulheres no momento do nascimento da criança.

O estudo realizado pela enfermeira Monise Martins da Silva, na maternidade da Santa Casa de Misericórdia da cidade de Passos (MG), analisou práticas dos profissionais de saúde no momento do parto. A enfermeira queria saber que assistência era oferecida às mães e recém-nascidos, principalmente quanto ao contato precoce e à amamentação na primeira meia hora após o nascimento da criança.

Todo o trabalho de Monise se baseou no quarto passo Ajudar as mães a iniciar o aleitamento na primeira meia hora após o nascimento, dos Dez Passos para o Sucesso do Aleitamento Materno estabelecidos pela OMS. Esses passos foram definidos pelo então Programa Iniciativa Hospital Amigo da Criança (IHAC) na década de 1990 para proteger e apoiar o aleitamento materno.

A enfermeira entrevistou médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem e psicólogos. Ela observou que, apesar desses profissionais entenderem a importância do contato precoce e do aleitamento na sala de parto, esta prática não é concretizada. A pesquisadora verificou que muitas vezes eles se preocupam com a realização de outros procedimentos, como o corte do cordão umbilical e o aquecimento do bebê, e se esquecem das recomendações da OMS.

Importância do contato precoce
O contato precoce consiste no momento pele a pele com a mãe. O bebê é colocado nu, de barriga para baixo, sobre o peito da mãe imediatamente após o parto. Esse contato pode durar até a primeira mamada ou pelo tempo que a mãe desejar. De acordo com a pesquisadora, “o contato precoce e o aleitamento materno são de suma importância, uma vez que, tais práticas criam um ambiente adequado para a adaptação do pequeno”.

Segundo a OMS, o aleitamento materno deve começar na primeira meia hora após o parto, para diminuir as dificuldades encontradas pelas mães, contribuir para a continuidade da prática, prevenir o desmame precoce e melhorar a satisfação materna quanto à amamentação. Deve ser estimulado pelos profissionais de saúde, como essenciais no incentivo ao contato precoce e ao aleitamento.

Porém, a realidade que Monise encontrou foi outra. Os profissionais disseram que as mulheres não estão em condições de opinar sobre o que é melhor para elas e para os recém-nascidos no momento do parto. Mas Monise contradiz, afirmando que a opinião e a participação das mães são fundamentais, até mesmo quando o parto sofre complicações.

Segunda a enfermeira, as mulheres demonstram ansiedade para ver e tocar seus filhos. “Quando não conseguem ficar de imediato com a criança, se viram em direção ao berço aquecido, com o intuito de poder alcançá-los por meio do olhar e até questionam onde está o filho e se não vão amamentar”, diz.

Experiência materna
Muitas mães se sentem angustiadas quando o parto não acontece da forma desejada, afinal, é um momento único, que não volta mais. A pedagoga Dayane Yamashita passou por uma situação complicada durante o nascimento de seu filho e, após o parto, não teve contato precoce com o bebê. “Depois que meu filho nasceu não tive contato pele a pele com ele. Fico triste, pois senti muita falta disso. Poderia ter sido diferente, poderia ser mais humanizado, queria mais respeito, só isso”, conta.

Para Érykah Moraes, engenheira ambiental e mãe de duas meninas, o contato precoce é muito importante, porém, também para ela, não aconteceu. “Pedi para a enfermeira pelo menos encostar o rosto da minha filha no meu e logo tiraram ela da sala de parto. Na cesárea, até os braços são amarrados. Eu questionei essa atitude e eles disseram que por ser cesariana o procedimento era esse, embora não tenha sofrido nenhum tipo de agressão, pois todo procedimento foi feito com muito cuidado”, relata.

A amamentação também não aconteceu de imediato com Dayane. Por ter tido um parto complicado, e prematuro, o primeiro alimento de seu filho foi um substituto do leite materno, a chamada fórmula, que os próprios profissionais deram. “Pelo fato do meu filho ter nascido prematuro, os enfermeiros deram fórmula para ele, então esse foi seu primeiro alimento, ao invés da amamentação. Eu tive o Davi com médico plantonista, e ele só foi me falar sobre amamentação quando eu tive alta”, diz.

O parto não foi como a pedagoga desejava e ela só foi amamentar seu filho pela primeira vez no dia seguinte ao nascimento. Para ela, amamentar é algo sem explicação, sensação única. “A coisa mais louca da minha vida foi amamentar. É uma sensação inexplicável, é muito instinto. Saber que você é a fonte de alimento de uma pessoa, do seu filho, é muito mágico, é incrível”, conta.

O estudo Contato precoce e aleitamento materno na sala de parto na concepção dos profissionais de saúde foi apresentado por Monise à EERP, para obtenção de seu título de mestre em fevereiro do ano passado. A enfermeira contou com a orientação da professora Juliana Cristina dos Santos Monteiro, da EERP.

Foto; Raquel Duarte/AGENUSP

EFE Saúde

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Pesquisa: 77% dos enfermeiros de SP já sofreram violência

Outro estudo aponta também que 17% dos médicos sofreram algum ataque. Pacientes, familiares e colegas promovem agressões físicas e psicológicas

Mais de três em cada quatro profissionais de enfermagem do estado de São Paulo relatam já ter sofrido algum tipo de violência durante o trabalho, segundo uma sondagem realizada pelo Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP). O levantamento aponta que 77% dos 4.293 profissionais ouvidos foram vítimas de agressões físicas ou psicológicas.

Já entre os médicos do estado, 17% afirmam ter sido vítima de violência, de acordo com uma pesquisa do Datafolha encomendada pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) que ouviu 617 médicos.

Os conselhos de regionais de enfermagem e de medicina de São Paulo divulgaram os dados dos levantamentos nesta quarta-feira (9).

Profissionais de enfermagem
A violência psicológica foi a mais citada pelos profissionais de enfermagem (área que inclui enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem). Dos que afirmam ter sido vítimas de violência, 81,54% mencionaram a agressão psicológica, 23,77% a violência física e 10,68% o assédio sexual. Os entrevistados podiam indicar mais de um tipo de agressão sofrida.
Os pacientes são os principais agressores: 53,54% disseram ser vítimas de pacientes, 46,49% citam os familiares de pacientes, 40,22% citam a chefia e 25,16% os colegas de trabalho.

Muitos não denunciam as agressões à polícia (87,51%) e a percepção geral é a de que as denúncias não são bem-sucedidas (95,32% têm essa opinião).

Médicos
Dentro da parcela de 17% dos médicos que contam já ter sido agredidos, 84% citam agressão verbal, 80% agressão psicológica e 20% agressão física. O grupo que mais frequentemente comete essas agressões são os pacientes, segundo os profissionais entrevistados, seguidos de familiares e acompanhantes. Ao todo, 60% dos casos de violência ocorrem durante a consulta.

A percepção dos profissionais é que esses episódios ocorrem com mais frequência no Sistema Único de Saúde (SUS): 85% têm essa opinião.

Os médicos relatam que 39% dos casos de violência decorrem do comportamento do paciente, muitas vezes insatisfeitos com a qualidade do atendimento na saúde pública. Há casos também de pacientes que exigem exames, procedimentos e atestados. Segundo os próprios médicos, apenas 5% dos casos de violência decorrem do comportamento dos médicos, quando eles não atendem como deveriam ou erram o diagnóstico.

População
Além de entrevistar os médicos, o Datafolha também fez 807 entrevistas com a população geral sobre a violência contra os médicos. Segundo as pessoas ouvidas, 41% credita os episódios de violência contra médicos a questões relativas ao atendimento: demora para ser atendido, poucos médicos para atender muitas pessoas, consultas rápidas e superficiais. 19% citam a postura dos médicos como causa para as agressões: médicos que são insensíveis, fazem pouco caso ou "não olham na cara" dos pacientes.

G1

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Tribunal Regional Federal exige a presença de enfermeiro nas ambulâncias de planos de saúde

O Tribunal Regional Federal da 3ª Região decidiu, por unanimidade, que é necessária a presença de enfermeiro nas ambulâncias de pronto-atendimento de planos de saúde privados

O Acórdão, emitido no dia 24/9 pelo Tribunal, reitera o disposto na Resolução Cofen nº 375/2011, que determina que a assistência de Enfermagem em qualquer tipo de unidade móvel (terrestre, aérea ou marítima) destinada ao Atendimento Pré-Hospitalar somente deve ser desenvolvida na presença do Enfermeiro. 
 
Além de citar a Resolução do Cofen, o Desembargador Federal Relator Nery Júnior também cita no acórdão que “O Poder Público determina a obrigatoriedade da presença de um enfermeiro na composição da equipe nas unidades de suporte do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência - SAMU, conforme prescreve a Portaria do Ministério da Saúde n.º 356/2013”.
 
A decisão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região é o resultado de um embate na justiça entre o Coren-SP e a Unidade de Pronto Atendimento São Lourenço LTDA, de Santos. 
 
Confira abaixo a decisão judicial na íntegra:
 
"APELAÇÃO CÍVEL Nº 0000758-87.2014.4.03.6104/SP
A Lei n.º 7.498/86, que dispõe sobre a regulamentação do exercício de enfermagem, institui em seu artigo 2º, além da necessidade de inscrição dos profissionais de enfermagem no Conselho Regional competente, quem são os membros da profissão de enfermagem.

Os Conselhos de profissões regulamentadas têm dentre os seus objetivos não apenas a fiscalização dos inscritos em seus quadros, mas também a defesa da sociedade, sob o ponto de vista ético, uma vez que esta necessita de órgãos que a defenda contra os profissionais não habilitados ou despreparados para o exercício da profissão.
 
CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM - COREN - LEI N.º 7.498/86 - RESOLUÇÃO COFEN N.º 375/2011 - OBRIGATÓRIA A PRESENÇA DE ENFERMEIRO EM AMBULÂNCIAS
 
Os artigos 11, 12 e 13 da referida legislação elencam as atribuições das categorias de Enfermagem, apartando as atividades que competem aos enfermeiros privativamente e como integrantes da equipe de saúde.
 
O disposto no artigo 11, I, "l" e "m", da Lei 7.498/86 estabelece como competência privativa do enfermeiro os cuidados com pacientes graves com risco de vida ou cujos cuidados de enfermagem demandem conhecimentos técnicos de maior complexidade e capacidade de tomar decisões imediatas.
 
O COFEN editou a Resolução n.º 375/2011, prescrevendo sobre a necessidade da presença do Enfermeiro no Atendimento Pré-Hospitalar e Inter-Hospitalar, em qualquer tipo de unidade móvel (terrestre, aérea ou marítima), em situações de risco conhecido ou desconhecido.
 
A ambulância de resgate é meio de atendimento de urgências pré-hospitalares de pacientes vítimas de acidentes com risco de vida ou em estado de saúde aparentemente grave.
 
O Poder Público determina a obrigatoriedade da presença de um enfermeiro na composição da equipe nas unidades de suporte do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência - SAMU, conforme prescreve a Portaria do Ministério da Saúde n.º 356/2013.
 
Dessa forma, exigir a presença de enfermeiro nas ambulâncias de pronto-atendimento de planos de saúde privados, por meio da Resolução do COFEN n.º 375/2011, não se evidencia como algo disparatado e contrário à legislação.
 
Precedente.
 
Apelação não provida.
 
ACÓRDÃO
 
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, decide a Egrégia Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, por unanimidade, negar provimento à apelação, nos termos do relatório e voto que ficam fazendo parte integrante do presente julgado.
 
São Paulo, 24 de setembro de 2015.
 
NERY JÚNIOR
 
Desembargador Federal Relator"