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terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Efeito Placebo: Você pode melhorar tomando pílula de farinha ou açúcar e sabendo disso

Aos desavisados, efeito placebo é como se chama a situação em que a pessoa toma uma pílula sem qualquer princípio ativo e melhora devido à crença de que está sendo tratada. E isso acontece de verdade? Sim, já foi comprovado que o benefício clínico do placebo é uma reação do próprio organismo, que foi induzido a pensar que estava recebendo mesmo um tratamento. Nada mudou em relação a isso. O que os cientistas descobriram, é que o efeito placebo pode funcionar até mesmo quando o paciente sabe que está tomando uma pílula de açúcar! “Não só deixamos absolutamente claro que essas pílulas não tinham ingrediente ativo e eram feitas com substâncias inertes, como realmente estampamos ‘placebo’ na embalagem”, disse Ted Kaptchuk, um dos autores do estudo. Se não bastasse, eles ainda disseram aos pacientes que não tinham que acreditar no efeito, bastava tomar os comprimidos. Pacientes Dos 80 pacientes com síndrome do intestino irritável, metade não recebeu nenhum tratamento, enquanto a outra metade recebeu as “pílulas de açúcar”. Três semanas depois veio a resposta: 59% dos pacientes tratados com placebo relataram alívio dos sintomas, comparado a 35% dos pacientes do grupo controle, que não recebeu medicamento. Não só isso, mas os pacientes que tomaram placebo ainda duplicaram as taxas de melhoria em um grau mais ou menos equivalente ao efeito dos remédios mais poderosos contra a síndrome. O que esse estudo mostra é que o efeito placebo pode, sim, ser usado de maneira ética e eficiente na medicina, sem a necessidade de enganar os pacientes. Os pesquisadores são da Universidade de Harvard e do Centro Médico Beth Israel Deaconess (BIDMC). O estudo foi publicado na revista PloS One. http://www.blogdasaude.com.br/saude-fisica/2010/12/23/efeito-placebo-voce-pode-melhorar-tomando-pilula-de-farinha-ou-acucar-e-sabendo-disso/

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Quase um século buscando a saúde

A política de saúde pública brasileira ainda não completou cem anos. Antes dos anos 30 quem prestava assistência aos pobres e indigentes eram instituições de caridade e filantrópicas, as famosas “Santas Casas”, ficando sob responsabilidade governamental as eventuais campanhas sanitárias e os asilos para doentes mentais, tuberculosos e leprosos. A partir de 1930 foi implantada a Previdência Social através de seis institutos que ficaram responsáveis pela assistência médica, aposentadoria e pensões para a maioria das categorias de trabalhadores públicos e privados, bem como para seus familiares. Mais tarde, em 1966, foram unificados sob o nome de Instituto Nacional de Previdência Social – INPS, trocando o nome para Instituto Nacional de Seguridade Social – INSS em 1990. Durante as primeiras décadas, o sistema público de saúde funcionou razoavelmente bem, porém a partir dos anos 60 não conseguiu mais atender a demanda. Uma crise social ampla e profunda levou a saúde pública a entrar em decadência. Baixos salários, péssimas condições de trabalho, interferências políticas de toda a ordem, falta de plano de carreira. Desconfio também que foi mais ou menos por esta época que os primeiros segurados começaram a se aposentar e retirar regularmente seus proventos. A deficiência do governo fez com que empreendedores vislumbrassem uma oportunidade. Começaram a surgiram hospitais privados visando atender a população agora descoberta pelo estado. Medicinas de grupo, operadoras de planos de saúde e seguradoras também vislumbraram esta oportunidade e passaram a vender assistência médico hospitalar. Rapidamente os trabalhadores aderiram à proposta acreditando que ao investir uma parte de seus rendimentos no sistema de saúde privado estariam devidamente protegidos. A transferência de uma parte da saúde pública para privada desonerava o governo que tratou de estimular a troca através de benefícios pecuniários. Em 1998, o IBGE demonstrou que na região metropolitana de São Paulo, quase 45% da população tinha a cobertura de um plano de saúde particular. O Brasil tornou-se o segundo maior mercado de medicina privada do mundo. Vivíamos uma hiperinflação, os usuários quitavam suas mensalidades, as operadoras de saúde aplicavam o dinheiro e repassavam o pagamento aos hospitais sessenta dias após a apresentação da fatura. O lucro com aplicações no mercado financeiro era maior do que o próprio negócio. Em 1985 os bancos também resolveram entrar neste mercado e lançaram seus planos de saúde. Em 1994 surge o Plano Real, controla a inflação e termina com este trem da alegria. Os planos de saúde sofrem o golpe e reagem limitando coberturas contratuais previamente oferecidas, glosando contas médico-hospitalares, aumentando valores das mensalidades. Como o setor não era regulamentado, prestadores de serviço e consumidores foram obrigados à recorrer a justiça para garantir seus direitos. A desordem era tão grande que se fez necessária a criação um órgão para regular este tipo de atividade. Nasce então, no ano de 2000, a Agência Nacional de Saúde Suplementar- ANS, uma autarquia com a missão de promover a defesa do interesse público na assistência suplementar à saúde. Mas a solução ainda estava longe, nem sequer havia luz no fim do túnel. Compradores de serviço alegam que não suportam os altos custos das contas hospitalares. Médicos reclamam da baixa remuneração. Hospitais argumentam que precisam investir em tecnologia de ponta. Tecnologia custa caro. Operadoras lançam planos econômicos com coberturas reduzidas. Serviços diagnósticos funcionam 24 horas por dia para compensar o investimento em equipamentos. Faltam leitos hospitalares na rede pública e privada. Cirurgias são realizadas nas madrugadas devido à superlotação dos centros cirúrgicos. Procedimentos são suspensos em cima da hora por falta de autorização do plano de saúde. Médicos procurando melhor remuneração se organizam em cooperativas. Governo acusa cooperativas de formação de cartel. Cria-se a CPMF para obter recursos para a saúde, o dinheiro é desviado. Gestão da saúde pública passa a ser municipalizada. Ambulâncias iniciam a transportar pacientes de uma cidade para outra. Pacientes continuam morrendo na fila de atendimento. Pensei em encerrar este último artigo do ano com a pergunta: “E agora presidenta Dilma, o que o novo governo vai fazer?”, mas achei que seria uma injustiça muito grande fazer esta cobrança, afinal de contas é uma história de quase cem anos de tentativas, acertos, fracassos, promessas, esquecimentos e a saúde do povo brasileiro ainda está doente. A responsabilidade não é e nem deveria estar apenas nas mãos do governo, seria uma temeridade. Enquanto governo, seguradoras, hospitais, prestadores de serviço e usuários ficarem preocupados exclusivamente com seus problemas, permaneceremos neste ciclo vicioso onde alguns (poucos) percebem oportunidades e faturam enquanto outros (maioria) adoecem e padecem. Fica uma sugestão para 2011: talvez a solução do problema da saúde esteja na educação, começando pelo povo e terminando no governo, ou vice-versa. http://www.saudebusinessweb.com.br/blogs/blog.asp?cod=83&utm_source=newsletter_20110103&utm_medium=email&utm_content=blog_ILDO%20MEYER_QUASE%20UM%20SÉCULO%20BUSCANDO%20A%20SAÚDE&utm_campaign=SaudeBusinessWebNewsletter

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Medicamentos poderão conter frases de alerta

por Saúde Business Web 29/12/2010 Proposta apresentada pela Anvisa que inserir mensagem de alerta sobre uso correto e seguro das substâncias Bulas e embalagens de medicamentos poderão conter frases de alerta sobre a forma correta e quantidade adequada para consumo de cada substância. Esta proposta (CP 116/2010) foi apresentada na última segunda-feira pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O documento apresentado sugere que também seja informado o nível de risco dessas substâncias durante a gestação e aleitamento, além de uma lista com frases que serão utilizadas nas bulas destinadas à pacientes e outro tipo para profissionais de saúde. A pretensão da Anvisa é que as frases estampadas nas embalagens estejam em negrito e com tamanho de fonte que permita a fácil leitura. Nas bulas as informações também terão de ter destaque e letra com tamanho superior aos das informações contidas na bula. Segundo a proposta, a lista de medicamentos e frases deverão ser atualizadas periodicamente com o objetivo de atender a necessidade dos que forem consumir aquela determinada subtância. Sugestões para a CP 116/2010 podem ser enviadas para a Anvisa por meio do e-mail, cp116.2010@anvisa.gov.br. A consulta pública estará disponível por 120 dias.

RENAME 2010

Relação Nacional de Medicamentos do governo edição 2010.
Para baixar clique no link abaixo:

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Depto de Compras: Sirvamos bem para servir sempre

Sejamos claros: para um modelo de gestão que busca alta performance ao mesmo tempo em que pretende gerar uma imagem positiva para Compras, não é possível negligenciar ou desrespeitar as necessidades de nenhum cliente. Para compreendermos melhor, proponho o seguinte exercício: suponha que seu departamento de Compras fosse uma empresa dentro da sua empresa. Você deveria entender muito bem as necessidades dos compradores de seus serviços para que pudesse oferecer o melhor resultado possível, correto? Vamos mais longe: como no mercado corporativo, você teria concorrentes. Outros departamentos de Compras dispostos a conquistar seus clientes, sejam eles os diretores, sejam eles as áreas de assistência como Manutenção, Recursos Humanos ou Produção. Agora, neste ambiente competitivo, façamos duas perguntas tentando respondê-las o mais honestamente possível: 1) Os serviços que você oferece permitiriam que o mercado consumidor se mantivesse fiel à sua marca? 2) Se você fosse o cliente, recomendaria os serviços prestados pelo seu Departamento de Compras? De forma geral, os profissionais de Suprimentos são muito pouco pacientes com as falhas e restrições de fornecedores tais como descumprimentos de prazos, qualidade abaixo do esperado, ausência de compromisso/retornos e excesso de formalidades. Porém, nem todos exercitam o entendimento de que nas companhias, o departamento Compras também é um fornecedor.A partir daí, a chave para a melhoria do nível de serviço prestado está justamente em exigir de si próprio a mesma qualidade e agilidade esperadas dos principais fornecedores. Quando compradores são taxados com uma imagem de burocratas, indiretamente, o que as outras áreas estão dizendo é que eles estão dificultando o andamento de seus processos sempre exigindo requisições, 03 cotações, aprovações de Diretoria, etc. Você agora deve estar balançando a cabeça e discutindo mentalmente comigo: “mas todas estas formalizações são requisitos imprescindíveis para a transparência e confiabilidade ética de qualquer departamento de Compras!”. Não tiro sua razão e concordo que na nossa profissão “as evidências dos autos” é que demonstram a forma como estamos gerindo o capital da empresa para superiores hierárquicos ou eventuais auditores. Mas não deixa de ser inaceitável limitarmos nossa responsabilidade em atender os anseios do público, escondendo-nos atrás de procedimentos. Em verdade, acredito que o nível de satisfação quanto ao nosso trabalho deve ser alto mesmo com todos os controles que praticamos. Todos conhecem as dificuldades enfrentadas pelos empreendedores brasileiros. Segundo o Sebrae, o tempo médio para a abertura de uma empresa em São Paulo é de 152 dias, entre registros e preenchimento de formulários na Junta Comercial, na Receita Federal, na Secretaria da Fazenda, na Prefeitura, na Vigilância Sanitária, etc. Após a constituição do empreendimento, um novo mar rochoso: pagar dezenas de impostos, atualizar licenças, registrar produtos, FGTS, etc. Mas todas as empresas, das micro às multinacionais, compartilham de um entendimento: o consumidor não se sensibiliza com as dificuldades. Ele procura sempre as empresas que melhor atendem suas necessidades com os produtos oferecidos no tempo certo, nas características corretas e com preços justos. http://www.saudebusinessweb.com.br/blogs/blog.asp?cod=145&arquivo=05/2010