LUCIANA RIBEIRO
DE SÃO PAULO
O governador de Rondônia, Confúcio Moura (PMDB), pediu ao Ministério da Defesa a instalação de um hospital de campanha em Porto Velho e declarou "estado de perigo iminente e de calamidade pública no setor hospitalar" do Estado. O principal hospital da capital, o Pronto Socorro João Paulo 2º, está superlotado.
Representantes dos Ministérios da Defesa, da Saúde e da Integração Nacional devem chegar a Porto Velho nesta terça-feira, segundo informações do governo do Estado, para avaliar a situação do serviço de atendimento médico da cidade.
A situação mais grave é a do João Paulo 2º. Ele tem 147 leitos, mas o número de internados chega a 320, segundo o diretor-geral da unidade, Sérgio Mello. Os pacientes dormem em colchonetes no chão e em cadeiras nos corredores do hospital.
Na fila por uma cirurgia ortopédica, há cerca de 150 pessoas aguardando em casa e outras 80 no próprio hospital, de acordo com Mello.
O diretor diz que a superlotação no João Paulo é antiga, mas se acentuou a partir de 2008, quando a população da cidade aumentou em decorrência do início das obras das hidrelétrica de Santo Antônio e de Jirau, no rio Madeira.
Além de atender os moradores de Porto Velho, o hospital recebe pacientes do interior de Rondônia, do sul do Amazonas e da Bolívia. O fluxo de pessoas vindas dessas regiões acentua a situação do João Paulo.
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/857847-governador-de-ro-pede-hospital-de-campanha-e-declara-estado-de-perigo-na-saude.shtml
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Gestão é o remédio que a saúde precisa
Natalia Cuminale Criado em 1988, o Sistema Único de Saúde tinha um objetivo claro: universalizar o atendimento aos brasileiros, que, em troca, pagam altos impostos. Como é de conhecimento público, não foi isso o que aconteceu. Passados 22 anos, usuários enfrentam filas e esperam meses e até anos para conseguir realizar uma cirurgia eletiva - os procedimentos não emergenciais. Seria ainda pior se parte da população - 26,3% - não tivesse abandonado o SUS, pagando um valor extra por planos privados de saúde. Especialistas são unânimes quanto ao remédio que poderia curar o SUS: mais dinheiro. Nas contas de Ligia Giovanella, pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, ligada à Fundação Oswaldo Cruz,o Brasil precisaria ao menos dobrar os recursos destinados ao setor. Mas não é fácil, uma vez que boa parte do Orçamento federal é comprometida com outras despesas. E não é tudo. Além de mais dinheiro, o SUS precisa de mais gestão. "É necessário um reordenamento do destino dos atuais gastos, priorizando o investimento em setores que dinamizem o setor", diz Lígia Bahia, professora de Saúde Pública da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O desejado choque de gestão deveria começar pela própria administração do sistema, defendem especialistas. "Os gestores do SUS são, em sua maioria, indicados por motivos políticos, mas a saúde é uma área que requer conhecimento técnico amplo em todas as etapas: planejamento, execução e avaliação dos resultados", diz Newton Lemos, consultor em Serviços de Saúde da Organização Mundial da Saúde. "Não é uma coisa que qualquer profissional – que não de carreira – pode fazer". Outro alvo de mudanças seria o programa Saúde da Família, que fornece atendimento básico à população previamente inscrita. Atualmente, apenas 50% das famílias brasileiras fazem parte do programa - o ideal seriam 80%. Atender mais gente demandaria mais médicos, estrutura e, portanto, recursos? Óbvio. Contudo, nas contas dos especialistas, o investimento seria compensado pela economia advinda dos frutos do atendimento preventivo. Por exemplo: ao invés de um cidadão procurar um hospital quando já se encontra doente, o que demanda um tratamento caro, ele receberia cuidados permanentes e prévios. "Estender o acesso ao médico da família é uma estratégia importante", afirma Gastão Wagner de Souza, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e ex-secretário executivo do Ministério da Saúde. "Cidadãos inscritos nesse programa recebem atendimento clínico, o que diminui a busca desnecessária por especialistas e a realização de exames. Você gasta menos, com resultados melhores". Por fim, nunca é demais lembrar: em matéria de dinheiro público, é preciso endurecer a fiscalização dos gastos. "Precisamos fortalecer os conselhos de saúde, que exercem tal controle", completa Maria Fátima de Souza, coordenadora do Núcleo de Estudos em Saúde Pública da Universidade de Brasília (UnB). Curar o SUS deverá ser uma tarefa cada vez mais importante nos próximos anos. Isso porque é provável que parte da classe média, que atualmente, conta com planos privados, migre para o sistema público. Segundo projeção realizada pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) e pelo Procon, se mantidos os atuais níveis de reajustes de mensalidades nos próximos 30 anos, as tarifas deverão subir mais de 120% acima da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). É verdade que a maior parte dos planos são custeados parcialmente pelas empresas. Contudo, é provável que aumentos como os estimados pelo Idec/Procon não sejam assimiláveis nem mesmo pelas companhias. Há algumas altenativas ao sistema, menos uma: a criação de mais impostos para alimentar a saúde - a exemplo do que ocorreu no passado com a CPMF. "No curto prazo, os políticos que só pensam em seu mandato encontram resultados com a medida. Mas, no médio e longo prazos, é preciso lembrar que novos tributos diminuem o crescimento econômico", explica Marcos Bosi Ferraz, diretor do Centro Paulista de Economia da Saúde, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). http://veja.abril.com.br/noticia/saude/gestao-e-o-remedio-que-a-saude-precisa
Antidepressivo Prozac acelera recuperação após derrame
Medicamento é eficiaz na recuperação motora e da independência de pacientes
Tomar um comprimido de Prozac - antidepressivo à base de fluoxetina - pode ajudar na recuperação logo após um acidente vascular isquêmico (falta de circulação numa área do cérebro). De acordo com uma pesquisa publicada no periódico The Lancet Neurology, o medicamento é eficiente na melhora da capacidade motora e da independência dos pacientes. Segundo a BBC britânica, esse foi o maior estudo entre a relação de inibidores seletivos de recaptação de serotonina (SSRIs, sigla em inglês) e a recuperação pós-derrame feito até hoje.
Para chegar aos resultados, a equipe de pesquisadores avaliou 118 pacientes - dos quais metade tomava apenas placebo - na França, 90 dias após terem tomado comprimidos de Prozac. Entre aqueles que receberam a fluoxetina durante os testes, foram vistos índices significativos na recuperação das funções motoras tanto dos membros superiores, quanto dos inferiores, quando comparados àqueles que ingeriram apenas placebo.
“Os efeitos positivos da droga na função motora e na recuperação dos pacientes sugerem que essa classe de inibidores seletivos de recaptação de serotonina pode ser um novo caminho no tratamento de pacientes que tiveram um derrame cerebral”, disse François Chollet, coordenador do estudo. Entre os resultados, um outro dado foi animador: os efeitos colaterais apresentados foram, em geral, baixos e raros – náusea e diarreia não foram avaliadas.
http://veja.abril.com.br/noticia/saude/antidepressivo-prozac-acelera-recuperacao-apos-derrame
Brasil adquire novo teste para identificar superbactéria
Com exame francês, será possível confirmar em 2 horas a presença de KPC
Um novo teste de DNA que chegou ao Brasil pode agilizar a identificação dos casos de infecção por bactérias com o gene KPC, que as torna resistentes à maioria dos antibióticos. Embora as chamadas superbactérias venham sendo detectadas no país desde 2008, passaram a se tornar um problema de saúde pública em outubro do ano passado, quando os surtos começaram a se disseminar por pelo menos dez estados.
Testes convencionais levam cerca de três dias para ficar prontos e não determinam com precisão qual é o mecanismo que torna a bactéria resistente aos antibióticos. Já o EasyQ KPC, um exame de DNA fabricado pela empresa francesa bioMérieux e lançado em outros 40 países, possibilita confirmar em cerca de duas horas a presença do gene KPC, responsável pela produção da enzima carbapenemase, que degrada diversos antibióticos.
"Quanto antes se detecta a presença do KPC, mais rápido se toma medidas para evitar a disseminação das bactérias e o aparecimento de novos surtos, com o isolamento dos pacientes", explica o farmacêutico Marcelo Pilonetto, diretor-geral do Laboratório Central do Estado do Paraná (Lacen-PR). A entidade é a primeira do país a adotar o novo teste.
http://veja.abril.com.br/noticia/saude/brasil-adquire-novo-teste-para-identificar-superbacteria
Aprovada obrigatoriedade de farmacêutico na rede SUS
Postos de saúde e hospitais ligados ao Sistema Único de Saúde deverão ter pelo menos um farmacêutico habilitado durante o horário de funcionamento. É o que definiu substitutiva da deputada Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), que altera a Lei 5.991/73, aprovada pela Comissão de Finanças e Tributação, no último dia 5 de novembro. A partir de agora, o profissional deverá atuar no comércio de drogas, medicamentos, insumos farmacêuticos e correlatos do SUS. A Lei em ‘vigência já obrigava que farmácias e drogarias particulares contassem com um farmacêutico em suas dependências, mas não a rede do serviço público de saúde. De acordo com a Lei 8.080/90, que regulamenta o SUS, a farmácia já era uma das áreas de atuação, mas a maioria das unidades não tem um farmacêutico responsável durante todo o período de funcionamento. http://www.cff.org.br/#[ajax]noticia&id=561
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