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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

"Farmacêutico é multiprofissional", diz presidente do CFF

"Farmacêutico é multiprofissional", diz presidente do CFF por Verena Souza 20/01/2011 Para o presidente do Conselho Federal de Farmácia, Jaldo Santos, o preconceito em relação ao profissional está diminuindo Carreira, mercado e desafios foram alguns dos aspectos abordados pelo Saúde Business Web com o presidente do Conselho Federal de Farmácia (CFF), Jaldo de Souza Santos. Quer ficar por dentro sobre tudo o que acontece no setor de saúde? Assine gratuitamente a nossa newsletter diária e receba os destaques em sua caixa de e-mail. Segundo o executivo, que é farmacêutico e odontologista, o preconceito em relação ao profissional está diminuindo e, consequentemente, o reconhecimento da profissão tem avançado. Qual a importância do farmacêutico para o setor? A farmácia é tão antiga quanto à medicina. A formação do profissional é universitária. No entanto, existem mais de 40 especializações e mais de 75 atividades. Trabalhamos com medicamentos, nas análises clínicas, hospitalar, entre muitas outras. O farmacêutico está preparado para o serviço sanitário por exemplo; desempenha uma série de atividades que um químico é capaz; também está apto para trabalhar com acupuntura. Atualmente é um multiprofissional. O farmacêutico é bem remunerado no Brasil?
A recompensa depende muito da atividade. O profissional que trabalha na farmácia, por exemplo, pode chegar a ganhar até R$ 4 mil. Aquele especializado em bioequivalência e biodisponibilidade, ou seja - que realizam testes de medicamentos para fabricação de genéricos -, recebem mais de R$ 20 mil por mês. Os profissionais que trabalham com perícia policial chegam a ultrapassar R$ 20 mil mensais. Quais são as dificuldades enfrentadas pela categoria? Ainda existe preconceito principalmente devido às drogarias. Muitas vezes o profissional é visto como um balconista ou vendedor de medicamentos. No entanto, o farmacêutico é responsável pela dispensação do remédio, ou seja, orienta o paciente ao uso do medicamento correto. Temos trabalhado fortemente para que o profissional seja valorizado. Mais de 100 caminhões de campanha circulam pelo Brasil com a seguinte mensagem: farmacêutico - um profissional à serviço da vida. Quais são os aspectos que têm evoluído em relação ao setor farmacêutico? O Brasil está todo federalizado, possui conselhos regionais da profissão. Acabamos de realizar uma plenária com os representantes dos conselhos regionais. Discutimos a respeito das fiscalizações necessárias, de processos de profissionais que faltaram com a ética e de melhorias para a classe. E quanto aos direitos do farmacêutico no Brasil comparado com outros países. Em termos de condições de trabalho. Os países da Europa, EUA e Canadá superam os da América Latina, Ásia e África. Principalmente nos EUA, onde o farmacêutico é bastante recorrido pelos pacientes, exercendo um papel importantíssimo. A categoria obteve alguma conquista recentemente junto ao poder público? Sim. No dia 31 de dezembro de 2010, o então ministro Temporão revogou uma portaria que permitia que hospitais com menos de 200 leitos pudessem funcionar sem concurso para farmacêuticos. Ou seja, sem o profissional da área na farmácia hospitalar. O ex-ministro cumpriu o que prometeu revogando a portaria. http://www.saudebusinessweb.com.br/noticias/index.asp?cod=75158

Antidepressivo pode reduzir calores da menopausa

Medicamento desponta como uma opção à terapia de reposição hormonal The New York Times Nova pesquisa mostra que o antidepressivo escitalopram pode reduzir a frequência e a severidade das ondas de calor da menopausa. No início do estudo, as participantes sofriam aproximadamente 10 ondas de calor ao longo do dia, mas tais sensações foram reduzidas quase que pela metade no grupo de mulheres que usou o antidepressivo. O grupo-controle que se tratou com placebo apresentou cerca de 6,5 ondas de calor ao dia. “Embora as ondas de calor sejam normalmente tratadas com hormônios, tratamento que se mostra eficaz, esta é uma opção para as mulheres que não querem correr os riscos potenciais da reposição hormonal”, disse Ellen Freeman, professora e pesquisadora do departamento de obstetrícia e ginecologia da Escola de Medicina da Universidade da Pensilvânia e principal autora do estudo. “Constatamos que, após oito semanas de tratamento com o escitalopram, as participantes apresentavam menor frequência das ondas de calor quando comparadas ao grupo-controle com placebo”, ela complementou. Os resultados do estudo, financiados pelo Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, foram publicados na edição de janeiro da revista da Associação Médica Americana. A reposição hormonal é o tratamento geralmente usado para aliviar as ondas de calor que fazem parte da menopausa. Porém, quando um estudo de 2002 da Iniciativa de Saúde da Mulher relatou que a terapia hormonal apresentava riscos, muitas mulheres decidiram que os benefícios não compensavam os possíveis danos. Desde a descoberta, especialistas conseguiram identificar quais mulheres podem correr maiores riscos com a terapia hormonal e aquelas para quem os hormônios são uma opção. “Para algumas mulheres, a reposição hormonal com estrógeno em curto prazo pode ainda ser uma opção viável. Neste caso, usamos dosagens mais baixas durante o período de tempo mais curto possível”, explicou a Dra. Judi Chervenak, endocrinologista especialista em reprodução da Montefiore Medical Center de Nova York. “Mas, em mulheres para quem os hormônios não são uma opção, ou para aquelas que não querem tomar hormônios, os antidepressivos do tipo ISRS (inibidores seletivos da recaptação da serotonina) são outra opção”, disse Chervenak. Os ISRSs são medicamentos aprovados pelo FDA para o tratamento da depressão, mas os médicos muitas vezes os prescrevem para outros usos ainda não aprovados pelo órgão, tais como o tratamento de dores ou – como no estudo – para o alívio das ondas de calor. Dentre os ISRSs estão o citalopram, o escitalopram, a paroxetina, a fluoxetina e a sertralina. Segundo informações do FDA, a versão genérica do escitalopram ainda não está disponível no mercado americano. O custo do suprimento mensal do medicamento é variável, mas a dose diária de 20 miligramas é de aproximadamente US$110 para 30 dias. Participaram do estudo 205 mulheres entre os 40 e os 62 anos de idade, que estavam ou no início da menopausa ou na pós-menopausa há um ano. Para participarem do estudo, as mulheres deveriam apresentar, semanalmente, um mínimo de 28 ondas de calor – classificadas como incômodas ou severas. A maioria das participantes apresentava mais do que isso. Durante oito semanas, as mulheres foram designadas, aleatoriamente, para receber ou o escitalopram (entre 10 e 20 miligramas ao dia) ou as pílulas de placebo. Os pesquisadores constataram que 55% das mulheres sob uso do escitalopram relataram uma diminuição de pelo menos 50% na frequência das ondas de calor, comparadas aos 36% das que receberam placebo. O grupo sob uso do escitalopram também relatou a ocorrência de ondas de calor mais brandas. Os pesquisadores observaram que, após três semanas de interrupção da medicação, as mulheres sob uso do escitalopram tiveram um aumento de 1,5 ondas de calor ao dia. Freeman diz que os efeitos colaterais foram mínimos. Apenas 4% das mulheres sob uso do escitalopram abandonaram o estudo devido aos efeitos colaterais. A especialista diz que ainda não se sabe exatamente como o escitalopram ajuda a aliviar as ondas de calor – que também são de causa desconhecida, ela ressaltou. “Estas sensações são tão incômodas para tantas mulheres que qualquer nova opção é bem-vinda. Este não é um tratamento definitivo, mas é uma opção que temos a oferecer a estas pacientes”, disse Chervenak. Ela complementou que, para as mulheres que não quiserem tomar o medicamento, uma das melhores maneiras de reduzir as ondas de calor é fazendo um boletim diário dos sintomas para tentar encontrar a causa destas sensações e tentar evitá-las. Ela conta que muitas mulheres, por exemplo, sofrem uma onda de calor depois de tomarem vinho tinto. Outros disparadores do desconforto são a cafeína, o chocolate, as comidas condimentadas e as situações estressantes http://delas.ig.com.br/saudedamulher/antidepressivo+pode+reduzir+calores+da+menopausa/n1237960567812.html

Erros médicos levam cirurgiões a pensar em suicídio

DA ASSOCIATED PRESS Um estudo mostra que erros médicos, estresse no trabalho e depressão leva cirurgiões a pensar em suicídio, em proporção maior do que na população em geral. Pior, eles são menos propensos a procurar ajuda. O medo de perder o emprego contribui para a relutância dos médicos em procurar tratamento, segundo o estudo, que envolveu quase 8.000 cirurgiões. Cerca de 6% afirmou ter tido pensamentos suicidas recentemente; o índice foi de 16% entre os que haviam cometido um erro médico há pouco tempo. Apenas um quarto dos médicos com pensamentos suicidas afirmou que procuraria ajuda. Na população em geral, 3% têm pensamentos suicidas e, desses, 44% procuram tratamento, segundo outras pesquisas. "Cirurgiões relataram muita preocupação sobre repercussões que afetassem sua permissão para exercer a medicina e muitos admitiriam se automedicar com antidepressivos", afirmou o autor do estudo, Tait Shanafelt, da Clínica Mayo. O médico americano Robert Lehmberg, 63, do Estado de Arkansas, afirmou que foi necessário o incentivo de amigos para que ele finalmente buscasse tratamento para depressão e pensamentos suicidas há alguns anos. Apesar de ter tido medo de perder a licença médica e fica estigmatizado, nada disso aconteceu. Remédios e terapia ajudaram a resolver o problema. O longo expediente de trabalho em uma clínica de cirurgia plástica em Little Rock --de 60 a 80 horas por semana-- contribuiu para a depressão, mas Lehmberg lembra que ele tentava sempre evitar erros médicos. "Cirurgiões aprendem que o paciente é responsabilidade deles, ponto final. Se algo dá errado, os cirurgiões que eu conheço levam muito para o lado pessoal", disse Lehmberg, que agora trabalha em uma clínica de cuidados paliativos, ajudando a minimizar o sofrimento de pacientes terminais. O estudo foi publicado na revista "Archives of Surgery" e encomendado pelo American College of Surgeons. As perguntas foram respondidas por e-mail, de forma anônima. Os cirurgiões eram indagados sobre se haviam tido pensamentos suicidas no último ano. Não havia questões sobre tentativas de suicídio mas os autores afirmam que até 50% das pessoas que pensam em se matar acabam tentando. A pesquisa não perguntou o motivo dos pensamentos, mas sugere que depressão, estresse e erros médicos contribuem. Outros fatores associados são ser solteiro, divorciado e sem filhos. Os médicos trabalham em média 60 horas por semana e 40% relatam estresse extremo com o trabalho ("burnout") e 30% dizem ter sintomas de depressão. A maioria afirma que o trabalho permite pouco tempo para vida pessoal e em família. Poucos dos que trabalhavam menos de 40 horas semanais tiveram pensamentos suicidas. As autoras Kelly McCoy e Sally Carty, cirurigãs da Universidade de Pittsburgh, afirmam que essas questão são ignoradas com frequência. Os cirurgiões têm expedientes longos e irregulares, num ambiente que valoriza a resiliência e a autonegligência, e tende a interpretar imperfeições como falhas, afirmam as autoras.

Parabéns Farmacêuticos!!

"Em cada medicamento que alivia as dores da humanidade está a ciência do farmacêutico."

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Acupuntura é especialidade farmacêutica

Foi publicada no início de dezembro de 2009 uma resolução do Conselho Federal de Farmácia(Resolução n°516) regulamentando e definindo os aspectos técnicos do exercício da Acupuntura da Medicina Tradicional Chinesa como especialidade do farmacêutico. A especialidade já era reconhecida por outras áreas da saúde, como a Enfermagem, a Fisioterapia e a Medicina, como um recurso complementar. Para o presidente do CFF, dr. Jaldo de Souza Santos, os farmacêuticos estão legal, técnica e cientificamente respaldados para exercerem esta atividade. De acordo com o órgão, o farmacêutico, no exercício de suas atividades profissionais, no âmbito da técnica de Acupuntura, em consultório, sala de acupuntura ou como parte de equipe multiprofissional de saúde em hospitais, e unidades básicas de saúde, em clínicas, e entidades similares, deve seguir técnicas específicas padronizadas e recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela prática da Medicina Tradicional Chinesa. Mas, para tanto, o CFF exige que o profissional que exerça esta atividade tenha título, diploma ou certifi cado de curso em nível de pós-graduação expedido por instituição ou entidade de acupuntura reconhecida pelo Conselho Federal: “Por isso, o Conselho Federal de Farmácia exige que os farmacêuticos interessados tenham esta titulação de especialista”, afirmou dr. Jaldo.