INTO ajudará a acabar com filas nos hospitais da capital. Governo estadual se compromete a contratar profissionais e descentralizar o atendimento O Ministério da Saúde, por meio do Instituto Nacional de Traumologia e Ortopedia (Into), agilizará a realização de cirurgias de ortopedia em Rondônia, que decretou situação de emergência em saúde pública. De imediato, foram transferidos 81 pacientes para realização de cirurgias em hospitais da região. A especialidade é um dos principiais estrangulamentos do atendimento à população. O Estado também conta com R$ 16 milhões liberados em dezembro para a atenção hospitalar. Além disso, está sendo financiada a construção de três UPAs (Unidades de Pronto Atendimento), no valor total de R$ 5,4 milhões. Uma equipe de quatro cirurgiões do Into deve chegar na próxima semana ao Estado. O instituto, ligado ao Ministério da Saúde, possui o projeto Suporte, que, além de ajudar na redução da lista de espera por uma cirurgia, capacita profissionais de saúde locais para esse tipo de atendimento. “A proposta do Ministério da Saúde é promover ações permanentes e estruturantes. O diagnóstico da visita técnica é que há uma grande demanda por cirurgias de ortopedia”, afirma Clésio Castro, coordenador de Urgência e Emergência, do Ministério da Saúde. Segundo relatório da equipe técnica do ministério, as causas externas são o principal motivo de óbitos na capital Porto Velho, respondendo por 22% das mortes anuais. Os acidentes de trânsito compõem 35,14% desse grupo. MEDIDAS IMEDIATAS - Desde o início da semana, os pacientes com problemas ortopédicos começaram a ser transferidos do João Paulo II para outros hospitais de Porto Velho e de Ji-Paraná, onde serão atendidos e as cirurgias realizadas. Após esta primeira etapa de transferências, que se concluirá até o fim da semana, o Hospital de Base receberá 40 pacientes, enquanto o Hospital Santa Marcelina, também na capital, receberá outros 16. Para o hospital de Ji-Paraná, no interior do estado, já foram levados 25 pacientes. Outros 72 pacientes vão continuar internados no João Paulo II e serão transferidos à medida que as cirurgias no Hospital de Base forem feitas e os pacientes recebam alta médica. Os profissionais do INTO trabalharão em duas etapas: na primeira, será feita uma triagem dos pacientes, verificando as necessidades de cada caso, na segunda fase, os médicos farão as cirurgias ortopédicas até desafogar a porta de entrada do João Paulo II. São três salas cirúrgicas disponíveis para o INTO no Hospital de Base. Os pacientes encaminhados a Ji-Paraná serão operados por profissionais do estado. ACORDO - Em reunião realizada nesta quinta-feira (20) com técnicos do ministério, o Governador de Rondônia, Confúcio Moura, comprometeu-se a ampliar o quadro de médicos na rede estadual, além de readequar a estrutura física da maior unidade de saúde da capital. No médio prazo, as metas são descentralizar o atendimento pelo estado e implantar um sistema em rede, que organize o fluxo de pacientes. Além de participar destas medidas, o ministério também reforçou que foram liberados recursos para o estado finalizar a construção de três Unidades de Pronto Atendimento (UPA 24h). “Esse entendimento entre o Ministério e o governo estadual vai permitir uma melhor organização da assistência em urgência e emergência. Quando estiver concluída uma rede descentralizada por todo o estado, vamos diminuir a demanda em Porto Velho e evitar que problemas como esse voltem a ocorrer”, afirma Castro. O Ministério da Saúde liberou, em dezembro de 2010, R$ 16,5 milhões para a ampliação da assistência de saúde em Rondônia. Deste total, R$ 10,5 milhões destinam-se ao funcionamento do Hospital Municipal de Cacoal. Outros R$ 6 milhões foram transferidos para o custeio e a ampliação da oferta de serviços de média e alta complexidade (como cirurgias e exames) nos hospitais de Porto Velho. Além disso, o Ministério da Saúde está priorizando a liberação de recursos de convênios com o estado de Rondônia para a compra de equipamentos. Por Gabriel Fialho e Juvenal Vicenzi, da Agência Saúde – Ascom/MS 61/3315-2509 e 3315-3713 http://portal.saude.gov.br/portal/aplicacoes/noticias/default.cfm?pg=dspDetalheNoticia&id_area=124&CO_NOTICIA=12130
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Site para médicos mostra interações entre remédios
Ferramenta, de acesso gratuito, economiza tempo durante a consulta e previne erros de prescrição 26 de janeiro de 2011 0h 00 Marici Capitelli - O Estado de S.Paulo Um site de acesso gratuito para médicos traz uma relação com 155 mil interações possíveis entre remédios e as consequências adversas que elas podem causar. Isso permite aos profissionais evitar que suas prescrições - somadas a outras que o doente já toma - causem complicações. O software identifica também a combinação de drogas em que uma anula a outra. O endereço é www.saudedireta.com.br . "É um sistema que evita erros", define o dermatologista Paulo Freire, coordenador do núcleo de Tecnologia da Informação do Departamento de Dermatologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). O software foi desenvolvido no Centro de Incubação de Empresas Tecnológicas da Universidade de São Paulo, em parceria com a empresa americana Lexi-Comp. Segundo Freire, o site vai economizar tempo. "Com o sistema, o médico tem o resultado pronto e mais tempo para conversar com o paciente." Ele explica que a interação medicamentosa é comum, principalmente em idosos e crianças. Estudos apontam que o risco de interação entre drogas atinge 13% dos pacientes que fazem uso de dois medicamentos. Quando esse número sobe para seis medicamentos, o risco aumenta para 85% e 100% para oito drogas. As interações podem ser leves e moderadas - como intoxicação -, mas também podem matar. No Brasil, existem 11 mil remédios com 18 mil princípios ativos. Com o sistema, o profissional insere os nomes do medicamentos e recebe as possíveis interações e consequências. O programa alerta se é necessário modificar a terapia prescrita. A ferramenta oferece um prontuário eletrônico que o médico pode acessar de qualquer lugar. As receitas são impressas, o que evita erros de prescrição e de interpretação dos farmacêuticos. Cerca de 3 mil médicos no Brasil usam o site, assim como dentistas. O objetivo é, a partir dessas informações, montar um banco de dados que poderá ser usados também pelos serviços públicos. http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110126/not_imp671177,0.php
Medicamentos: os riscos das interações
Remédios para a dor, associados sem orientação, podem causar problemas irreversíveis Lívia Machado, iG São Paulo O conhecimento da farmacologia dos medicamentos é fundamental – mas é uma competência de especialistas que estudam o assunto. Não há buscadores de internet, bulas virtuais ou experiências alheias que ofereçam garantias rápidas para aliviar uma dor com segurança. Tão importante quanto reconhecer um diagnóstico de câncer, rechaçar a automedicação tem como base uma medida de proteção aos pacientes. As interações entre remédios com princípios ativos diferentes podem ser bombásticas e irreversíveis. “O profissional precisa ter um conhecimento vasto sobre as propriedades dos medicamentos. É fundamental entender o histórico do paciente, as doenças crônicas, as possíveis rejeições. Para blindar os riscos, o especialista deve saber a via de absorção, principio ativo, quanto tempo dura, quais os efeitos colaterais, e por quais vias o remédio será eliminado”, explica Alfredo Salim Helito, clínico geral do Hospital Sírio Libanês de São Paulo. Na prática, é possível resumir o resultado dessas interações em três reações principais: potencializar o efeito, minimizar e anular a eficácia, ou criar uma terceira reação, que os tais medicamentos, sozinhos, não são capazes de provocar. “Independente do tipo de interação, os resultados, na maioria das vezes, não são brandos. As combinações são mútiplas, só o especialista tem repertório para indicar os uso conjunto de medicamentos”, afirma Paulo Olzon Monteiro da Silva, chefe da Disciplina de Clínica Médica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). O terrorismo dos médicos não parece em vão. As interações podem provocar insuficiência renal, hepática, pulmonar, e até a morte. Abaixo, a pedido do iG Saúde, os médicos listam alguns exemplos de combinações perigosas: Anticoagulantes O uso de anticoagulantes como os dicumarínicos, medicamentos que inibem a produção do fator de coagulação dependente de vitamina K no fígado, associado com um analgésico, usado para aliviar sintomas de uma dor de cabeça, por exemplo, podem potencializar muito a função do anticoagulante e desenvolver uma hemorragia no paciente que fez uso concomitante dos dois. Câncer de mama Após um câncer de mama, é recomendado às pacientes o uso de um medicamento contra o aparecimento de novos tumores. O principio ativo desse remédio, entretanto, pode ser cortado caso a paciente enfrente uma depressão e seja medicada com um antidepressivo muito usado, a fluoxetina. “Ela tem o efeito de anular o medicamento que previne o reaparecimento do tumor.” Problemas cardíacos Remédio da classe dos digitálicos são muito usados para tratar problemas de coração. Se um paciente, com essa doença começa a tomar um betabloqueador, recomendado pra tratar enxaqueca, por exemplo, a associação entre os dois compostos químicos pode provocar um bloqueio cardíaco grave, que pode exigir a colocação de um marca-passo no coração. Viagra O uso de nitritos, remédios prescritos para tratar problema de coração, ao ser combinado com o Viagra, medicamento para combater a impotência sexual, resulta em hipotensão. “A pressão vai a zero e o paciente morre. A associação desses dois leva um caso muito grave de hipotensão.” http://saude.ig.com.br/minhasaude/medicamentos+os+riscos+das+interacoes/n1237862235059.html
Remédio usado na menstruação reduz mortes por hemorragia
Medicamento poderia salvar vítimas de acidentes e ajudar a reduzir número de mortes em combates Reuters Health 24/01/2011 13:37 Cientistas disseram na quarta-feira que um medicamento genérico barato, usado para interromper o sangramento de ciclos menstruais muito longos, poderia salva a vida de milhares de vítimas de acidentes e ajudar a reduzir o número de mortes em combates. Em uma revisão sistemática de estudos sobre a eficácia do ácido tranexâmico, ou TXA, pesquisadores britânicos constaram que ele reduz o risco de morte em pacientes feridos, com hemorragia grave, em aproximadamente 10% em comparação a outros tratamentos. Este percentual poderia ser o equivalente a mais de 70.000 vidas salvas por ano se o medicamento coagulador do sangue fosse usado em todo o mundo, relatou a equipe de pesquisa no estudo publicado na revista da Biblioteca Cochrane. Mais de 90% das mortes por trauma ocorrem em países de renda média ou baixa, onde o acesso a medicamentos geralmente é mais restrito devido à infraestrutura ineficiente e aos recursos escassos. “O TXA reduz o risco de morte do paciente com hemorragia grave após uma lesão e, aparentemente, tem poucos efeitos colaterais. Vidas poderiam ser salvas, tanto no contexto civil quanto no militar”, disse Ian Roberts, da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres e principal pesquisador do estudo. As descobertas foram baseadas em um grande ensaio, envolvendo 20.211 pacientes, e em outro menor, com 240 pacientes. As lesões são uma importante causa de morte em todo o mundo. A cada ano, mais de um milhão de pessoas morrem nas estradas, fazendo dos acidentes de trânsito a nona principal causa de mortes em todo o mundo. Além disso, tiros, esfaqueamentos e minas de subsolo, dentre outros, causam a morte de outros milhares de jovens. A hemorragia, ou sangramento excessivo, é responsável por aproximadamente um terço das mortes por trauma ocorridas em hospitais, além de poder também contribuir para mortes por falência múltipla dos órgãos. Especialistas calculam que cerca de 600.000 pacientes feridos morrem de hemorragia a cada ano em todo o mundo. Um estudo publicado no ano passado, incluindo 20.000 pacientes de 40 diferentes países, também constatou que o TXA reduz significantemente os riscos de morte em pacientes com hemorragia. Com base nessas descobertas, pesquisadores dizem que o TXA poderia salvar até 100.000 vidas por ano, dentre elas 13.000 na Índia, 12.000 na China, 2.000 nos Estados Unidos e outras mais na Europa. Eles também afirmam que o TXA, medicamento genérico produzido por diversas empresas com custo médio de US$4,50 por grama, deveria ser classificado como “medicamento essencial” pela Organização Mundial de Saúde. * Por Kate Kelland http://saude.ig.com.br/minhasaude/remedio+usado+na+menstruacao+reduz+mortes+por+hemorragia/n1237960536192.html
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
AGU restringe poder da Anvisa na concessão de patente de medicamento
Parecer final assinado pelo advogado-geral da União, Luís Adams, põe fim a disputa entre agência de vigilância sanitária e Instituto Nacional de Propriedade (Inpi), beneficiando indústria farmacêutica Lígia Formenti - O Estado de S.Paulo
A disputa interna no governo sobre poderes para concessão de patente de medicamento e, por tabela, sobre a política para liberação de genéricos no mercado brasileiro ganhou mais um capítulo este mês, com parecer final da Advocacia-Geral da União (AGU). O documento, assinado pelo advogado-geral da União, Luís Adams, restringe o poder da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na análise dos pedidos do direito de propriedade intelectual sobre remédios e garante poderes ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi). Integrantes de organizações não governamentais temem que a decisão dificulte a entrada de versões genéricas de medicamentos no mercado brasileiro. Algo que traria reflexos para consumidores e para o governo, que faz compras públicas para abastecer programas de distribuição gratuita de medicamentos. Por lei, o preço do remédio genérico não deve ultrapassar 65% do que é cobrado pelo produto de marca. A queda de braço entre Inpi e Anvisa começou há dez anos, quando por lei foi determinado que a agência passasse a opinar também nos processos para concessão de patente de remédio. O Inpi considerou a mudança como uma espécie de "intervenção" em seu trabalho. Isso porque a análise da Anvisa, chamada anuência prévia, deveria ser feita depois de todo o processo aprovado no Inpi. Ao longo desses anos, dos 1.596 pedidos aprovados pelo Inpi, 145 foram reprovados pela Anvisa. Em outros 1.161, a anuência prévia foi concedida e, com isso, a patente liberada. Professor da Faculdade de Medicina de São Paulo e ex-presidente da Anvisa, Gonzalo Vecina lembra que a anuência prévia foi criada para garantir uma análise mais criteriosa dos pedidos de patente. "Havia também uma motivação política: proteger a perspectiva de entrada de novos genéricos no mercado." Risco. O parecer assinado por Adams que restringe poderes da Anvisa confirma uma decisão que já havia sido dada em novembro de 2009, mas que foi questionada pela agência. Para a AGU, durante a anuência prévia, a agência tem de analisar apenas um quesito: o eventual risco oferecido pelo novo medicamento. Antes desse parecer, a Anvisa avaliava também três quesitos indispensáveis para concessão da patente: novidade, atividade inventiva e propriedade intelectual - tarefa que o Inpi garante ser apenas sua atribuição. "Temos critérios mais rigorosos para isso, daí a quantia de pedidos concedidos pelo instituto e negados pela agência", afirma o coordenador de Propriedade Intelectual da Anvisa, Luís Wanderlei Lima. Uma visão considerada presunçosa pelo procurador-geral do Inpi, Mauro Maia. "Esse argumento extrapola a discussão jurídica. Além disso, basta analisar o quadro de técnicos do Inpi para verificar que tal afirmação não se sustenta. São todos de alto nível." Lima garante que o parecer da AGU é impossível de ser cumprido. "Não há, no momento da análise da patente, informações suficientes para dizer se o produto oferece risco à saúde", assegura. Ele observa que uma substância pode ser alvo de mais de uma patente. "Vários quesitos que precisam ser analisados na análise da segurança não estão disponíveis no momento da patente." Como a Anvisa é uma autarquia, ela terá de seguir as recomendações da AGU. Não há como recorrer. "Só nos sobrou a alternativa de dizer sim", disse Lima. "Gostaria apenas de saber qual interesse a AGU em fazer essa alteração. Ela não atende interesses da população, nem mesmo do governo. Ela comunga apenas com o interesse de parte das indústrias farmacêuticas." O procurador do Inpi reconhece que em vários processos a Anvisa não terá informações necessárias para avaliar a segurança do produto a ser patenteado. "Mas isso não significa que a lei de patentes, o dispositivo que cria a anuência prévia, transformou-se em letra morta." PERGUNTAS & RESPOSTAS Validade é de 20 anos 1. O que é patente? É um título de propriedade concedido pelo Estado ao inventor do produto ou do processo, por um tempo determinado. A patente assegura ao seu detentor o direito de exclusividade na exploração do produto. 2. Quais são requisitos da patente? O autor do pedido da patente deve comprovar a novidade, a atividade inventiva (a obtenção do produto deve envolver processo criativo) e sua aplicação industrial. 3. Qual o prazo de validade de uma patente? A patente de invenção vigora pelo prazo de 20 anos. 4.Qual a diferença no caso de medicamentos? Além do Inpi, o processo é avaliado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Depois de aprovado pelo Inpi, o processo era remetido para a agência, que fazia uma segunda análise. http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110124/not_imp670238,0.php
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