Mais da metade das enfermeiras que trabalham nos setores de emergência de hospitais nos Estados Unidos relatam ser fisicamente atacadas no trabalho, com empurrões, chutes e safanões, segundo pesquisa realizada pela Associação de Enfermeiras da Emergência dos EUA. Entrevistando quase 3,5 mil enfermeiras americanas que trabalhavam na emergência, os especialistas descobriram que 25% delas haviam sofrido violência mais de 20 vezes nos últimos três anos; e 20% das participantes sofreram, no mesmo período, abuso verbal mais de 200 vezes. Além disso, aproximadamente 67% das enfermeiras classificaram a segurança no setor como cinco ou menor em uma escala que vai até dez, com um terço delas relatando considerar largar a profissão por causa da violência. Os resultados indicaram também que mais da metade das enfermeiras citaram, como desencadeadores da violência, um ou mais dos fatores a seguir: pacientes ou acompanhantes sob influência de álcool ou drogas ilícitas; pacientes psiquiátricos sendo tratados na emergência; setor muito cheio, espera prolongada; e escassez de enfermeiros no setor. "Pessoas que trabalham em profissões de ajuda não deveriam ter de colocar seu bem-estar físico e emocional de lado por suas ocupações", concluiu o pesquisador Bill Briggs, presidente da Associação. Fonte: Journal of Nursing Administration. Julho/Agosto de 2009.
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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Longos turnos de profissionais de enfermagem e pacientes mais vulneráveis a risco podem ter relação
De acordo com uma pesquisa realizada nas John Hopkins University e University of Maryland School of Nursing, ambas localizadas nos Estados Unidos, pacientes podem correr maiores riscos quando enfermeiros trabalham turnos longos demais. De acordo com os dados coletados no hospital, o componente mais associado à mortalidade dos pacientes é, além dos longos turnos, a falta de tempo de folga dos enfermeiros. De acordo com os resultados do estudo, turnos de 12 horas afetam a qualidade do sono, e fazem com que os enfermeiros fiquem menos atentos. Essa profissão exige uma vigilância constante. Quando o enfermeiro está distraído ou sonolento, o paciente passa a correr riscos. “Agora que nós temos informação de que essas condições afetam o público adversamente, existem ainda mais razões para os prestadores de cada hospital e clínica observarem a situação e encontrarem soluções”, diz uma das autoras do estudo, Alison Trinkof. http://blogboasaude.zip.net/
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Pacientes do SUS poderão ter direito a medicamentos fora da tabela
Da Agência Brasil cidades@eband.com.br Um novo capítulo na Lei Orgânica de Saúde, aprovado nesta quarta-feira pelo Senado, prevê uma série de exigências ao Estado para garantir tratamento médico e fornecimento de medicamentos aos pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde). Pelo projeto, o poder público não pode deixar de fornecer medicamentos e produtos de saúde aos pacientes, mesmo que a substância não conste nas tabelas do SUS. De autoria do senador Tião Viana (PT-AC) a matéria tramitou em caráter terminativo na CAS (Comissão de Assuntos Sociais) e agora vai à apreciação da Câmara. O projeto prevê também a atualização das tabelas do SUS e dos protocolos clínicos, pelo menos uma vez ao ano. A obrigatoriedade do fornecimento medicamentos ou produtos de saúde pelo SUS estará condicionada ao cumprimento de alguns requisitos como a eficácia do medicamento prescrito com o devido registro na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). O projeto de lei estabelece que o SUS será obrigado a fornecer remédios ou produtos de saúde sem a necessidade de prescrição e laudo médico ou a comprovação do registro quando a atualização das tabelas deixarem de ser feitas no prazo estabelecido. Redação: Bruna Carolina Carvalho http://www.band.com.br/jornalismo/saude/conteudo.asp?ID=1000008151
Ministério pode premiar estados e municípios que melhorarem gestão do SUS
Da Redação, com Agência Brasil cidades@eband.com.br O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, sinalizou nesta terça-feira que pode adotar a política de premiar os estados e municípios que optarem por medidas que melhorem a gestão do SUS (Sistema Único de Saúde) e ampliar o atendimento à rede pública. “Premiar quem faz mais e melhor para a população. Essa é a nossa estratégia em qualquer discussão de repasse para estados e municípios e na relação com o setor filantrópico”, disse ele. Desde que assumiu a pasta, Padilha tem declarado que uma de suas prioridades é aprimorar o funcionamento do SUS e de outros órgãos ligados à saúde. Seguindo orientação da presidenta Dilma Rousseff, o ministro tem conversado, por exemplo, com empresários para elaborar um plano de gestão para a Funasa (Fundação Nacional de Saúde). Na semana passada, ele se reuniu com integrantes do Instituto de Desenvolvimento Gerencial, de consultoria em gestão empresarial, que fará um diagnóstico da Funasa. A estimativa é que o levantamento seja concluído dentro de um mês. O instituto vai analisar ainda o sistema de compras de remédios e equipamentos do ministério. Padilha teve encontro também com o empresário Jorge Gerdau. PT e PMD em atrito Sobre a definição da diretoria da Funasa, alvo de atritos entre o PT e o PMDB, o ministro evitou falar da disputa partidária e reafirmou que seu compromisso é reorganizar a estatal para o cumprimento das metas estabelecidas no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). A fundação é responsável por levar saneamento básico a cidades com menos de 50 mil habitantes. Em relação à regulamentação da Emenda Constitucional 29, que fixa percentuais de repasse da União, estados e municípios para a saúde, Padilha disse que cabe ao Congresso Nacional “garantir um financiamento estável para a saúde, independente do governo” e definir a fonte de recurso. Redatora: Bárbara Forte http://www.band.com.br/jornalismo/saude/conteudo.asp?ID=100000392933
Conselho de Medicina vai discutir modelo para prontuário médico
Da Redação saude@eband.com.br O CFM (Conselho Federal de Medicina) deve discutir em 2011 o modelo do prontuário utilizado pelos médicos. Hoje em dia, o CFM aponta os itens que devem constar no documento, mas não há um padrão para a ficha. De acordo com o diretor do departamento de fiscalização do CFM, Emmanuel Fontes, a padronização deve facilitar a fiscalização dos registros. Médicos admitem que um prontuário modelo, com design funcional, estimularia o preenchimento completo das informações. Redação: Maria Alice Rangel Vila http://www.band.com.br/jornalismo/saude/conteudo.asp?ID=100000393304
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