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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Maioria das enfermeiras da emergência nos EUA sofre algum tipo de violência

Mais da metade das enfermeiras que trabalham nos setores de emergência de hospitais nos Estados Unidos relatam ser fisicamente atacadas no trabalho, com empurrões, chutes e safanões, segundo pesquisa realizada pela Associação de Enfermeiras da Emergência dos EUA. Entrevistando quase 3,5 mil enfermeiras americanas que trabalhavam na emergência, os especialistas descobriram que 25% delas haviam sofrido violência mais de 20 vezes nos últimos três anos; e 20% das participantes sofreram, no mesmo período, abuso verbal mais de 200 vezes. Além disso, aproximadamente 67% das enfermeiras classificaram a segurança no setor como cinco ou menor em uma escala que vai até dez, com um terço delas relatando considerar largar a profissão por causa da violência. Os resultados indicaram também que mais da metade das enfermeiras citaram, como desencadeadores da violência, um ou mais dos fatores a seguir: pacientes ou acompanhantes sob influência de álcool ou drogas ilícitas; pacientes psiquiátricos sendo tratados na emergência; setor muito cheio, espera prolongada; e escassez de enfermeiros no setor. "Pessoas que trabalham em profissões de ajuda não deveriam ter de colocar seu bem-estar físico e emocional de lado por suas ocupações", concluiu o pesquisador Bill Briggs, presidente da Associação. Fonte: Journal of Nursing Administration. Julho/Agosto de 2009.
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Longos turnos de profissionais de enfermagem e pacientes mais vulneráveis a risco podem ter relação

De acordo com uma pesquisa realizada nas John Hopkins University e University of Maryland School of Nursing, ambas localizadas nos Estados Unidos, pacientes podem correr maiores riscos quando enfermeiros trabalham turnos longos demais. De acordo com os dados coletados no hospital, o componente mais associado à mortalidade dos pacientes é, além dos longos turnos, a falta de tempo de folga dos enfermeiros. De acordo com os resultados do estudo, turnos de 12 horas afetam a qualidade do sono, e fazem com que os enfermeiros fiquem menos atentos. Essa profissão exige uma vigilância constante. Quando o enfermeiro está distraído ou sonolento, o paciente passa a correr riscos. “Agora que nós temos informação de que essas condições afetam o público adversamente, existem ainda mais razões para os prestadores de cada hospital e clínica observarem a situação e encontrarem soluções”, diz uma das autoras do estudo, Alison Trinkof. http://blogboasaude.zip.net/

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Pacientes do SUS poderão ter direito a medicamentos fora da tabela

Da Agência Brasil cidades@eband.com.br Um novo capítulo na Lei Orgânica de Saúde, aprovado nesta quarta-feira pelo Senado, prevê uma série de exigências ao Estado para garantir tratamento médico e fornecimento de medicamentos aos pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde). Pelo projeto, o poder público não pode deixar de fornecer medicamentos e produtos de saúde aos pacientes, mesmo que a substância não conste nas tabelas do SUS. De autoria do senador Tião Viana (PT-AC) a matéria tramitou em caráter terminativo na CAS (Comissão de Assuntos Sociais) e agora vai à apreciação da Câmara. O projeto prevê também a atualização das tabelas do SUS e dos protocolos clínicos, pelo menos uma vez ao ano. A obrigatoriedade do fornecimento medicamentos ou produtos de saúde pelo SUS estará condicionada ao cumprimento de alguns requisitos como a eficácia do medicamento prescrito com o devido registro na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). O projeto de lei estabelece que o SUS será obrigado a fornecer remédios ou produtos de saúde sem a necessidade de prescrição e laudo médico ou a comprovação do registro quando a atualização das tabelas deixarem de ser feitas no prazo estabelecido. Redação: Bruna Carolina Carvalho http://www.band.com.br/jornalismo/saude/conteudo.asp?ID=1000008151

Ministério pode premiar estados e municípios que melhorarem gestão do SUS

Da Redação, com Agência Brasil cidades@eband.com.br O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, sinalizou nesta terça-feira que pode adotar a política de premiar os estados e municípios que optarem por medidas que melhorem a gestão do SUS (Sistema Único de Saúde) e ampliar o atendimento à rede pública. “Premiar quem faz mais e melhor para a população. Essa é a nossa estratégia em qualquer discussão de repasse para estados e municípios e na relação com o setor filantrópico”, disse ele. Desde que assumiu a pasta, Padilha tem declarado que uma de suas prioridades é aprimorar o funcionamento do SUS e de outros órgãos ligados à saúde. Seguindo orientação da presidenta Dilma Rousseff, o ministro tem conversado, por exemplo, com empresários para elaborar um plano de gestão para a Funasa (Fundação Nacional de Saúde). Na semana passada, ele se reuniu com integrantes do Instituto de Desenvolvimento Gerencial, de consultoria em gestão empresarial, que fará um diagnóstico da Funasa. A estimativa é que o levantamento seja concluído dentro de um mês. O instituto vai analisar ainda o sistema de compras de remédios e equipamentos do ministério. Padilha teve encontro também com o empresário Jorge Gerdau. PT e PMD em atrito Sobre a definição da diretoria da Funasa, alvo de atritos entre o PT e o PMDB, o ministro evitou falar da disputa partidária e reafirmou que seu compromisso é reorganizar a estatal para o cumprimento das metas estabelecidas no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). A fundação é responsável por levar saneamento básico a cidades com menos de 50 mil habitantes. Em relação à regulamentação da Emenda Constitucional 29, que fixa percentuais de repasse da União, estados e municípios para a saúde, Padilha disse que cabe ao Congresso Nacional “garantir um financiamento estável para a saúde, independente do governo” e definir a fonte de recurso. Redatora: Bárbara Forte http://www.band.com.br/jornalismo/saude/conteudo.asp?ID=100000392933

Conselho de Medicina vai discutir modelo para prontuário médico

Da Redação saude@eband.com.br O CFM (Conselho Federal de Medicina) deve discutir em 2011 o modelo do prontuário utilizado pelos médicos. Hoje em dia, o CFM aponta os itens que devem constar no documento, mas não há um padrão para a ficha. De acordo com o diretor do departamento de fiscalização do CFM, Emmanuel Fontes, a padronização deve facilitar a fiscalização dos registros. Médicos admitem que um prontuário modelo, com design funcional, estimularia o preenchimento completo das informações. Redação: Maria Alice Rangel Vila http://www.band.com.br/jornalismo/saude/conteudo.asp?ID=100000393304