COLABORAÇÃO PARA A FOLHA A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) interditou o lote do chá de erva doce da marca Dr. Oetker. A medida foi publicada no "Diário Oficial da União" na quarta-feira (26). Segundo a Vigilância Sanitária, o lote L160T02 do produto --data de validade 01/12/2011-- apresentou resultado insatisfatório no ensaio de pesquisa para matérias macroscópicas e microscópicas que detectou a presença de pêlo de roedor e fragmentos de inseto. A interdição cautelar vale pelo período de 90 dias após a data de publicação. Durante esse tempo, o produto interditado não deve ser consumido e nem comercializado. As pessoas que já adquiriram o produto do lote suspenso devem interromper o consumo http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/866694-anvisa-detecta-pelo-de-roedor-e-interdita-cha-da-dr-oetker.shtml
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
A saúde dos brasileiros piorou
Uma pesquisa em 27 capitais revela um quadro de obesidade, sedentarismo, má alimentação e abuso de álcool. Você está nessa estatística? Cristiane Segatto e Marcela Buscato Nos últimos quatro anos, a renda média do brasileiro cresceu, mas o dinheiro extra não trouxe mais saúde. O Brasil está mais gordo e sedentário. Abusa mais de álcool. Come menos feijão, frutas e hortaliças. Está mais sujeito à hipertensão e ao diabetes. Esse é o retrato de uma pesquisa anual feita pelo Ministério da Saúde desde 2006, com 54 mil moradores de todas as capitais. Nas próximas páginas, ÉPOCA publica com exclusividade os resultados colhidos em 2009. O levantamento Vigitel capta o estilo de vida da população por meio de extensas entrevistas feitas por telefone. Não traduz o que acontece em todos os cantos do país, mas dá uma boa ideia do comportamento de quem vive nas capitais e tem renda suficiente para ter em casa uma linha telefônica fixa. O trabalho é baseado na metodologia adotada pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos. É uma das mais importantes ferramentas dos governos para monitorar fatores de risco de doenças crônicas e orientar os gastos com medicamentos. O Vigitel ajuda a prever as bombas que vão estourar nos hospitais nos próximos anos, consumindo vidas e comprometendo o orçamento do sistema de saúde. Pelo que a pesquisa vem mostrando nos últimos anos, o Estado brasileiro pode se preparar para o pior. Em várias áreas. “Os dados mais alarmantes são os índices de sobrepeso e obesidade”, diz Deborah Carvalho Malta, coordenadora de Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis do Ministério da Saúde. Entre os entrevistados do sexo masculino, 51% têm excesso de peso (em 2006, eram 47%). Nas mulheres, o índice é de 42% (em 2006, era de 38%). O Brasil está caminhando rapidamente para a situação de países como os Estados Unidos, onde 60% da população tem sobrepeso. “Não acredito que vamos derrubar esses índices. Se conseguirmos estabilizá-los, já será uma vitória”, diz Deborah. Entre as mulheres, ficou claro que o excesso de peso é mais comum entre as mais pobres. No estrato de menor escolaridade (zero a oito anos de estudo), 50% das mulheres têm sobrepeso. Na faixa mais culta (12 anos de estudo ou mais), o índice é de 31%. No sexo masculino, a situação é diferente: a barriga independe da escolaridade. http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI148770-15366,00-A+SAUDE+DOS+BRASILEIROS+PIOROU.html
Higiene de meninas pode explicar maior incidência de asma e alergias
Para pesquisadores, maior higiene pode explicar maiores taxas de doenças devido à falta de contato com germes 27 de janeiro de 2011 SÃO PAULO - A diferença de higiene entre meninos e meninas pode contribuir para maiores taxas de doenças como asma, alergias e doenças autoimunes. Nos menos higiênicos certo? Errado. Uma pesquisa da Universidade do Estado de Oregon, Estados Unidos, descobriu uma relação entre a higiene durante a infância das meninas ocidentais com uma maior incidência dessas doenças. Segundo o estudo, publicado na revista Social Science & Medicine, as maiores taxas de doenças como asma e alergias em mulheres são conhecidas há bastante tempo, no entanto os pesquisadores divergem quanto às explicações possíveis para esse fenômeno. Para os pesquisadores, o fator antropológico oferece a melhor explicação possível. Desde a infância, as meninas são instruídas para não se sujarem, brincam mais dentro de casa e se vestem com roupas "que não devem se sujar". Dessa forma, elas são expostas a menos germes que os meninos, o que pode explicar as diferenças em doenças como asma e alergias. No entanto, segundo os pesquisadores, isso não significa que os pais devam mudar a maneira como criam suas filhas. "Estamos apenas apresentando uma nova maneira de olhar os dados", disse Sharyn Clough, responsável pelo estudo. http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,higiene-de-meninas-pode-explicar-maior-incidencia-de-asma-e-alergias-,671863,0.htm
Sexo oral: o alerta do HPV
Estudo relaciona aumento de alguns tipos de câncer à pratica de sexo oral The New York Times Há um aumento preocupante dos casos de alguns tipos de câncer da cabeça e pescoço entre americanos jovens e de meia-idade e especialistas relacionam o fato à popularização do sexo oral nas últimas décadas. Isso vem ocorrendo devido à presença do papiloma vírus humano, o HPV, uma das principais causas destes tipos de câncer, que pode ser transmitido por meio do sexo oral. “Esta relação – de que um aumento de atividades sexuais, principalmente do sexo oral, está relacionado ao aumento de infecções pelo HPV– parece bastante plausível”, disse Greg Harting, professor de otorrinolaringologia cirúrgica da Escola de Medicina e Saúde Pública da Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos. Segundo William Lydiatt, professor e chefe do departamento de cirurgia otorrino-oncológica do Centro Médico da Universidade de Nebraska, a incidência geral de câncer da cabeça e pescoço está diminuindo, principalmente porque o número de fumante é atualmente menor (o cigarro e o álcool são os principais fatores de risco). Ele diz, porém, que a incidência de câncer nas amígdalas e na base da língua vem aumentando nas últimas décadas. E estes são os tipos com maior probabilidade de revelar testes positivos para HPV. “Chegamos ao ponto em que entre 60% e 70% dos casos de câncer de amígdalas nos Estados Unidos estão relacionados ao HPV”, disse Lydiatt. Especialistas afirmam que, embora a ligação entre o HPV e estes tipos de câncer seja incontestável, a associação entre o sexo oral é forte, porém um pouco mais especulativa. Um estudo publicado em 2007 no New England Journal of Medicine constatou que jovens com câncer da cabeça e pescoço HPV-positivos apresentaram maior probabilidade de ter tipo múltiplos parceiros sexuais ao longo da vida. No estudo, o sexo oral com mais de seis parceiros diferentes ao longo da vida foi relacionado ao risco 3,4 vezes maior de desenvolver um câncer orofaringeal – que se desenvolve na base da língua, garganta e amígdalas. Aqueles já tinham realizado sexo oral com mais de 26 parceiros diferentes tiveram seus riscos triplicados. Os pesquisadores também relataram que a incidência de câncer de amígdalas e língua vem aumentando a cada ano desde 1973. Eles escreveram que “a difusão da prática de sexo oral entre os adolescentes pode ser um fator que contribui para este aumento”. A conclusão do estudo é que o sexo oral está “fortemente associado” ao câncer orofaringeal, mas os pesquisadores observaram que a transmissão por meio do contato “boca a boca”, como no beijo, não poderia ser eliminada. Segundo dados de órgãos federais americanos de saúde, em 90% dos casos de infecção por HPV, o sistema imunológico se livra do vírus naturalmente em cerca de dois anos. Mas, em alguns casos, determinados tipos de HPV podem levar ao câncer cervical ou a outros tipos malignos menos comuns – como o câncer orofaringeral. Uma pesquisa sueca de 2010, de fato, apontou que o aumento do câncer orofaringeal em células escamosas em diversos países “é causado por uma lenta epidemia de cânceres induzidos por infecção através do HPV”. O HPV costuma permanecer em um local específico, explicou Amesh A. Adalja, instrutor adjunto da divisão de doenças infecciosas do Centro Médico da Universidade de Pittsburgh. Em outras palavras, o vírus costuma permanecer no primeiro local por onde entrou no organismo, seja na vagina (que em alguns casos pode levar ao câncer cervical), a boca ou a garganta. Sendo assim, seria a maior incidência um indicativo de que as gerações recentes estão praticando mais sexo que seus avós? “O consenso geral é que, como as práticas sexuais foram mudando com o passar do tempo, há um aumento destes tipos de câncer. Eu não sei por que hoje se pratica mais sexo oral, mas o conceito do sexo oral parece ser menos obscuro aos jovens de hoje do que era para seus pais e avós”, disse Hartig. “A ideia é que a geração nascida nos anos 60 e início de 70 provavelmente teve mais liberdade nas relações sexuais em geral, inclusive com o sexo oral”, complementou Bert W. O’Malley Jr, chefe do departamento de otorrinolaringologia da Universidade da Pensilvânia. E, pelo menos em termos de sexo oral, a hipótese parece verdadeira para as gerações anteriores. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos informa que, em 2002, cerca de 90% dos homens e 88% das mulheres, entre os 25 e os 44 anos de idade, relataram já ter realizado sexo oral com um parceiro do sexo oposto. Dados comparativos de 1992 mostraram que aproximadamente 75% dos homens, entre os 20 e os 39 anos, e 70% das mulheres, entre os 18 e os 59 anos, nunca haviam realizado sexo oral. O lado positivo das constatações é que os tipos de câncer da cabeça e pescoço relacionados ao HPV são muito mais tratáveis do que aqueles atribuídos ao cigarro e ao álcool, mesmo sendo geralmente diagnosticados em estágios mais avançados. “É muito mais fácil tratar o câncer de cabeça e pescoço relacionado ao HPV. Pode-se usar radiação de intensidade mais baixa”, explicou D.J. Verret, professor assistente clínico da University of Texas Southwestern Medical School e cirurgião plástico do Texas. Aproximadamente 85% dos não fumantes com tumores HPV-positivos sobrevivem. Tais números caem para 45% ou 50% entre os fumantes HPV-negativos, disse Lydiatt. A ocorrência dos cânceres de amígdalas e língua continua relativamente rara nos Estados Unidos. A outra boa nova – pelo menos para os mais jovens – é que já existe uma nova vacina para a prevenção do HPV. Quem já foi infectado não vai se beneficiar da mesma, mas a vacina certamente pode ajudar quem ainda não foi infectado pelo vírus, disse Verret. Lydiatt diz que, enquanto isso, devemos nos conscientizar de que o cigarro não é o único fator de risco do câncer de cabeça e pescoço. Se surgir um caroço em seu pescoço, mesmo se você só tenha 20 ou 30 anos de idade, “preste atenção nisso”, recomenda Lydiatt. * Por Amanda Gardner http://saude.ig.com.br/minhasaude/sexo+oral+o+perigo+do+hpv/n1237969758991.html
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