Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Ética na administração de serviços de saúde

“Ética é o limite que faz com que uma pessoa diga não a si mesma.” Roberto DaMatta Ética pode ser definida como um conjunto de valores morais e princípios que norteiam a conduta humana na sociedade. A ética é fundamental para que haja o equilíbrio e bom funcionamento social, possibilitando a universalização dos benefícios e buscando a eliminação ou a minimização dos malefícios. Neste sentido, a ética, embora não possa ser confundida com as leis, está relacionada com o sentimento de justiça social. A elaboração dos conceitos éticos pelos grupos sociais ocorre no decorrer do tempo, de acordo com os princípios morais e valores históricos e culturais de cada grupo. A ética pode ser analisada e aplicada em múltiplas perspectivas: filosófica, moral, política, social, cultural, econômica, ambiental, empresarial, jurídica, psicológica, médica, jornalística, investigativa, entre outras. A perspectiva médica tem duas vertentes principais:- a ética profissional- a bioética A ética profissional médica é da mesma natureza da jurídica, ou seja, é um conjunto de regras de conduta que regulam a atividade médica, visando a boa prática médica, bem como a preservação da imagem do próprio profissional e de sua categoria. Na prática, a ética médica profissional também é normatizada nos Códigos de Ética e é aplicada no Brasil pelos Comitês de Ética dos hospitais e pelos Conselhos Regionais e Federal de Medicina. A Ética médica é, portanto, formulada a partir da prática profissional da Medicina. A bioética é um tipo de ética aplicada ou “ética prática”, que trata dos conflitos e controvérsias morais implicados pelas práticas no âmbito das Ciências da Vida e da Saúde, do ponto de vista do sistema de valores éticos. De acordo com Schramm as principais funções bioética são: – descritiva: consistente em descrever e analisar os conflitos em pauta – normativa, com relação a tais conflitos, no duplo sentido de proscrever os comportamentos que podem ser considerados reprováveis e de prescrever aqueles considerados corretos – protetora, no sentido, bastante intuitivo, de amparar, na medida do possível, todos os envolvidos em alguma disputa de interesses e valores, priorizando, quando isso for necessário, os mais “fracos” A bioética considera questões onde não existe consenso moral como a fertilização in vitro, o aborto, a clonagem, a eutanásia, os transgênicos e as pesquisas com células tronco, bem como a responsabilidade moral de cientistas em suas pesquisas e suas aplicações. A ética na administração empresarial No atual cenário mundial de globalização e hipercompetitividade, com tendência a crises episódicas, há uma clara tendência das empresas a se voltarem para os objetivos financeiros de curto e médio prazo, relegando a um segundo plano ou simplesmente desconsiderando os objetivos de longo prazo ou permanentes, como a postura e a responsabilidade ética. Esse cenário é tão evidente que faz alguns autores questionarem se seria possível falar em administração ou empresa totalmente ética na atualidade. Porém, em oposição a este cenário, há uma tendência crescente por parte da sociedade no sentido de se valorizar os aspectos éticos. Esta tendência faz com que algumas empresas adotem a responsabilidade sócio-ambiental e ética como diferencial competitivo. Estas empresas se deparam no dia a dia com o conflito anteriormente descrito entre objetivos financeiros de curto e médio prazo e os objetivos de longo prazo, como a responsabilidade sócio-ambiental e ética. Pode se argumentar que a política de responsabilidade social e ética é uma estratégia de negócio para melhorar a imagem da empresa, cujo objetivo final seria puramente financeiro, tal como aumentar a participação no mercado e a lucratividade. Porém é inegável que está se prestigiando o conceito ético permanente sobre o financeiro de curto prazo, mesmo que por motivação aética. Numa visão de ética utilitarista, o fato de alguns bancos passarem a auferir lucros com o “socialmente correto”, através de ações como, por exemplo, o financiamento de projetos compromissados com a responsabilidade social, não diminui o impacto social destas ações. Pode se dizer que atualmente o mercado está caminhando rapidamente para uma situação onde nenhuma empresa pode se furtar a algum grau de responsabilidade sócio-ambiental e ética e que neste contexto, as empresas passam a investir em várias ações: elaboração, implantação e manutenção de programas; doações; apoio e financiamento a programas sociais, educativos, culturais e artísticos. Este movimento deu origem também ao conceito de marketing social ou societal. postado por Eduardo Blay http://www.saudebusinessweb.com.br/blogs/blog.asp?cod=183

O profissional ético

Atualmente as empresas são consideradas como comunidades que trabalham em conjunto para a realização de objetivos comuns. Estas comunidades são formadas por pessoas – os colaboradores da empresa. A “empresa” não é ética ou antiética, as pessoas sim. Ser um profissional ético é simplesmente ser profissional, mesmo nos momentos mais desafiadores. Ser ético é proceder sem prejudicar os outros. Além de ser individual, qualquer decisão ética tem por trás valores fundamentais, sendo alguns dos principais: 1 Honestidade em qualquer situação - é a virtude dos negócios. 2 Coragem para assumir as decisões - mesmo que seja contra a opinião alheia. 3 Tolerância e flexibilidade - deve-se conhecer para depois julgar as pessoas. 4 Integridade - agir de acordo com seus princípios. 5 Humildade - só assim conseguimos reconhecer o sucesso individual. 6 Justiça – estabelecer regras claras e equanimes, garantindo os direitos fundamentais, sem dar vantagem para uns e desvantagem para outros. 7 Bondade - sentimentos nobres em querer o bem-estar, a felicidade e a realização pessoal das outras pessoas, sem esperar nada em troca. 9 Responsabilidade - assumir compromissos e dar conta deles. 10 Compromisso – com o grupo social e empresarial a que pertence e com a realização de seus objetivos. 11 Liberdade – respeitar os outros como seres livres. 12 Sinceridade – amor à verdade, autenticidade. 13 Respeito – reconhecer os direitos, a individualidade a dignidade dos outros e ser tolerante.14 Prudência – a virtude da decisão certa. 15 Lealdade - corresponder à confiança que é lhe é depositada pelos outros. A dimensão ética nas empresas contempla a apresentação de comportamentos para além do estrito seguimento das leis e dos regulamentos (moral vigente). Visa o bem-estar tanto dos colaboradores, quanto da comunidade e sociedade em geral e inclui a preocupação com o certo e o errado, o aceitável e o inaceitável. Com a difusão do conceito de ética empresarial, as organizações passaram a se preocupar com a “liderança ética” de seus gestores. Neste processo, perceberam que não basta ao gestor ter uma boa moral, é necessário que haja como um “gestor com liderança moral”, tornando os valores e a ética da organização uma parte importante da sua mensagem de liderança e da moldagem da cultura ética organizacional. De acordo com uma pesquisa realizada em 2003, as competências que as empresas valorizavam mais nos executivos eram: orientação por resultados, capacidade de trabalho em equipe, liderança, bom relacionamento interpessoal, pensamento sistêmico (visão do todo), comunicabilidade, empreendedorismo, negociação, capacidade de atrair e reter colaboradores, inovação, percepção de tendências, visão de processos, conhecimento da realidade externa e garra (ambição). A “competência ética” não foi citada por nenhuma das cerca de 75 empresas com faturamento médio anual de 1 bilhão de reais pesquisadas. Uma nova pesquisa de 2004, divulgada pela HSM, mostra o ranking de ferramentas de gestão mais procuradas pelas organizações, onde os códigos de ética corporativa aparecem entre as cinco primeiras posições. As organizações buscam ferramentas práticas para aperfeiçoar seus padrões éticos. Uma das ferramentas mais usuais são os Códigos de Ética. São úteis como referencial, porque muitas organizações tendem, conforme alertou o consultor T.G. Franken, a “afrouxar a ética em momentos de crise.” postado por Eduardo Blay http://www.saudebusinessweb.com.br/blogs/blog.asp?cod=183

Remédios contra hipertensão e diabetes serão gratuitos

Benefício deve ampliar acesso ao tratamento. Não será preciso se consultar na rede pública para receber o remédio de graça Diabéticos e hipertensos de todo o País poderão receber os remédios necessários para o tratamento de suas doenças gratuitamente. Os medicamentos hoje disponíveis a preços mais baixos pelo Programa Aqui tem Farmácia Popular, do Ministério da Saúde, serão distribuídos gratuitamente aos brasileiros. A novidade anunciada nesta quinta-feira (3) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e pela presidenta Dilma Rousseff passa a valer a partir do dia 14. Qualquer um deles poderá solicitar os remédios gratuitamente. Dados do Ministério da Saúde mostram que 33 milhões de brasileiros foram diagnosticados com hipertensão arterial e 7,5 milhões são diabéticos. A lista dos medicamentos dispensados gratuitamente será afixada nas farmácias. O paciente precisará apresentar o CPF, documento de identidade com foto e a receita médica com a prescrição do medicamento. Não é preciso ter se consultado na rede pública para solicitar o remédio de forma gratuita. Com a decisão, o ministro espera ampliar o acesso da população aos medicamentos e promover o uso adequado deles. Para os pacientes, a medida também representa economia no orçamento familiar. Para se ter uma ideia, uma caixa com 30 comprimidos de um remédio bastante utilizado por hipertensos, o captopril 25 mg custa R$ 18,70 em farmácias do centro de Brasília. Com o financiamento do programa era possível comprar por R$ 8,50, em média. As farmácias conveniadas ao programa terão até o dia 14 para se adequar às novas regras de distribuição de medicamentos, que serão publicadas em portaria específica assinada pelo ministro nesta quinta-feira. A drogaria que conseguir adaptar seu sistema antes desse prazo pode oferecer o benefício aos pacientes imediatamente. O programa Atualmente, cerca de 1,3 milhão de brasileiros utilizam o Aqui tem Farmácia Popular. Desse total, cerca de 660 mil são hipertensos e 300 mil, diabéticos. Criado em 2004, o programa iniciou o atendimento oferecendo medicamentos a baixos preços em farmácias populares próprias. Desde 2006, drogarias privadas fazem parte da rede, a partir de parcerias. O governo financia até 90% do custo de uma lista de 24 tipos de medicamentos (para hipertensão, diabetes, asma, rinite, doença de Parkinson, osteoporose e glaucoma) oferecidos nos estabelecimentos que têm a marca “Aqui tem Farmácia Popular”. O orçamento anual do programa é de R$ 470 milhões. http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/remedios+contra+hipertensao+e+diabetes+serao+gratuitos/n1237981694647.html

ONGs denunciam governo brasileiro na ONU por análise de patentes

Iniciativa é reação ao parecer final da Advocacia-Geral da União que limita poderes da Anvisa na avaliação dos processos de patentes de medicamentos; temor é de que, na prática, restrição dificulte a liberação para produção de remédios genéricos Lígia Formenti - O Estado de S.Paulo
Representantes de ONGs apresentaram ontem denúncia contra o governo brasileiro ao relator especial sobre direito à saúde da ONU, Anand Grover, por causa das restrições ao papel da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na análise de patentes de medicamentos. Segundo o texto, a mudança é um retrocesso que viola as obrigações internacionais do País em relação ao direito humano à saúde. Assinado por representantes de 15 organizações, o documento deverá ser analisado pelo relator, ao lado de uma eventual resposta encaminhada pelo governo brasileiro. Caso considere os argumentos da denúncia procedente, poderá sugerir que o País reconsidere sua posição. A denúncia das ONGs à ONU é uma reação a um parecer final da Advocacia-Geral da União (AGU) que limita os poderes da Anvisa na análise dos processos de patente de medicamento, como revelou o Estado no dia 24. Até a decisão da AGU, a Anvisa atuava como uma espécie de "revisora" dos processos de patentes aprovados pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi). Com o novo parecer, a Anvisa terá de limitar sua análise a eventuais riscos à saúde existentes no produto a ser patenteado. Representantes das entidades que apresentaram a denúncia temem que, com a mudança, a concessão indevida de patentes poderá ser facilitada, o que, na prática, impedirá a liberação para produção de genéricos. Como exemplo, eles citam estatísticas da atuação da Anvisa. Durante o período da revisão, dos 1.346 pedidos encaminhados à Anvisa, 119 foram rejeitados. Em outros 90, a participação da Anvisa fez com que Inpi alterasse sua decisão e negasse pedidos que seriam concedidos. "A própria OMS defende a participação de entidades de saúde na análise de processos que envolvem remédios. É uma garantia que a sociedade tem para evitar a concessão de patentes indevidas", diz Marcela Vieira, advogada do Grupo de Trabalho sobre Propriedade Intelectual da Rede Brasileira para Integração dos Povos. Marcela lembra que outros países repetem esse duplo exame em áreas que considera estratégicas. "Nos EUA, por exemplo, a concessão de patentes no setor da aviação é feita depois da consulta da agência equivalente à nossa Anac." Sinergia. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que decisão da AGU não alterará a atuação brasileira em relação à política de medicamentos ou à concessão de patentes. "Ela só reforça a sinergia que deve existir entre Anvisa e Inpi e entre todos os ministérios do governo." Segundo ele, com parecer da AGU, governo deverá ampliar debates e espaços para entendimento. "Não há retrocesso." Gabriela Chaves, da ONG Médicos sem Fronteiras, disse temer que a decisão brasileira traga um impacto negativo no acesso a remédios. "Drogas patenteadas são mais caras, algo que dificulta a compra tanto para população quanto para governos." http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110203/not_imp674569,0.php

Carreiras - A exposição do "eu" no Facebook

O conteúdo pessoal postado das redes sociais pode ser um demolidor de carreiras ou um impulsionador delas 02/02/2011 15:21 Tudo na vida tem o lado bom e o lado ruim, já dizia o ditado. O lado bom da internet tem se mostrado nas evidências de que a facilidade de estabelecer contato global torna possível compartilhar conhecimento, inovar mais rapidamente, caracterizando assim um mundo melhor. Aponta-se como um lado ruim a perda do controle das informações e da privacidade. Mark Zuckerberg, fundador e CEO do site de relacionamentos Facebook, tem se debruçado sobre a questão do controle da informação pelo indivíduo. Mais especificamente, sobre as ferramentas de manutenção de privacidade. “Algumas pessoas não compreendem como suas informações pessoais são usadas e se preocupam que sejam utilizadas de maneira que não desejam”, diz ele. Nesse mundo onde existem os dois lados da moeda, podemos chamar atenção para recente pesquisa publicada pelo jornal Washington Post, que traz dados relativos à freqüência com que os profissionais de Recursos Humanos têm procurado informações detalhadas sobre os candidatos a vaga de emprego, no Facebook. Dois anos atrás constatou-se que 75% das empresas e profissionais de RH buscavam saber o que as redes sociais, seja Facebook, Twitter ou outras, dizem sobre as pessoas. Hoje esse número deve ser ainda maior. É possível confirmar as qualidades que alguém exibiu na entrevista de seleção, explorando a internet, mas, por outro lado, é fácil ter amostras do comportamento pessoal que podem deixar dúvidas na decisão de contratação. Há um caso, citado como exemplo, onde dois candidatos a emprego apresentaram condições favoráveis, mesmas habilidades, para um cargo corporativo. No intuito de promover o desempate o recrutador fez uma busca no Facebook para saber algo mais sobre eles. Acabou descobrindo fotos de um dos candidatos, postadas por amigos, nas quais ele aparecia em festas com bebidas e cigarro. Com isso o outro postulante ao cargo acabou levando a melhor por não apresentar informações que parecessem comprometedoras aos olhos do contratante. É pessoal, assim será a vida de agora em diante. Estamos lincados, conectados, não temos privacidade e precisaremos cuidar com muito carinho do nosso comportamento. Se a ampla exposição não partir de nós mesmos, poderá partir dos amigos, ao publicarem algumas intimidades. Quanto às empresas, tem sido consenso de que não se pode criticar a disposição de acessar detalhes do perfil pessoal nas redes sociais, uma vez que as informações são públicas. Por que não dar uma olhadinha? http://delas.ig.com.br/colunistas/negociodemulher/a+exposicao+do+eu+no+facebook/c1237980470414.html