Medicamentos feitos a base de plantas, usados para emagrecer, funcionam mais no âmbito psicológico. Entenda os motivos
O roteiro é universal. Na novela do regime, ou do corpo perfeito, métodos alternativos – e supostamente milagrosos – ganham o papel principal sem teste prévio ou eficácia cientificamente comprovada. Para acelerar a queima de gordura, inibir o apetite ou diminuir a ansiedade, comprimidos são lançados quase que semanalmente no imortal mercado da dieta.
Escapar do clichê da alimentação balanceada com atividade física diária, e recorrer ao coquetel de comprimidos, sem indicação médica, além de dar pouco resultado estético, pode ser prejudicial à saúde.
Para Roberta Frota Villas Boas, endocrinologista do Hospital Nove de Julho de São Paulo, o uso dos fitoterápicos (medicamento que tem a planta medicinal como matéria prima) na perda de peso é pouco eficaz. Na visão da especialista, não há nenhum medicamento dessa linha que possa acelerar ou potencializar a queima de gordura.
“O efeito é praticamente psicológico, placebo. Muitas vezes, a ingestão do medicamento estimula um comportamento mais controlado e disciplinado em relação à comida”, diz.
Poucas drogas são regulamentadas e aceitas pelas sociedades de endocrinologistas. Hormônios e medicamentos mais fortes só podem ser usados em casos mais sérios e com a orientação de um especialista, defende a médica.
“Área de obesidade tem um número pequeno de medicamentos eficazes e muito charlatanismo. Alguns podem ajudar moderadamente, mas o efeito não é significativo. Nunca alguém vai emagrecer de forma eficiente tomando fitoterápico.”
Experiências individuais que ignoram os coeficientes ativos na redução de medidas e creditam o sucesso a tais remédios, são os principais estímulos do consumo desenfreado desses produtos. A auto-ajuda do regime é sempre uma nova opção para dominar a balança. Embora não rechace o uso de fitoterápicos, João Castro Soares, endocrinologista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), alerta que eles só devem ser consumidos após avaliação nutricional.
“Quando escolhidos aleatoriamente, os medicamentos alternativos podem provocar reações alérgicas ou, em casos mais graves, mascarar problemas no intestino.”
O médico da Unifesp explica que alguns diuréticos, como a Cáscara Sagrada, que é também laxativo, quando usados por muito tempo, podem escurecer a mucosa intestinal e atrapalhar a avaliação de exames no local. O chá de sene também apresenta efeitos colaterais. Segundo ele, o uso contínuo do medicamento pode provocar cálculo renal.
“Não sou contra, mas é preciso bom senso. A bula desses compostos relata os efeitos como algo brilhante e absolutamente eficaz. Os riscos são relativamente baixos, mas não há estudos que comprovem o valor agregado dessas substâncias. Por outro lado, muitas coisas na medicina foram descobertas através das plantas.”
Se é difícil resistir à tentação de somar à dieta e ao exercício uma substância que ajude ou apenas estimule a mente a manter-se firme no propósito de sorrir em frente ao espelho, é prudente, ao menos, evitar a automedicação. Vale procurar um especialista que recomende, com receita, o fitoterápico mais adequado. "É mais seguro comprar essas cápsulas em farmácias de manipulação. Evite produtos prontos, que não necessariamente contêm o que a bula diz", recomenda Soares.
A pedido do Delas, os dois profissionais listaram alguns medicamentos comuns no mercado e seus possíveis efeitos, recomendações e contraindicações:
Agar-Agar, Figo da Índia e Glucomanan: compostos ricos em fibras que ajudariam na saciedade. Sem contraindicações.
Caralluma: extrato vegetal, feito de um cacto da índia, muito rico em fibra. Pode ajudar a diminuir a sensação de fome. É referida como droga com poder anorexígeno, mas na prática bastante questionável e sem estudos suficientes.
Cártamo: seria um "precursor do CLA", droga proibida no Brasil e que aceleraria o metabolismo. Por não ter estudos suficientes, não é recomendável usá-la.
Citrus: extrato da laranja-da-terra, ajudaria a aumentar o metabolismo, muito rico em vitamina C. Sem contraindicações se usado com orientação.
Chá branco e verde: teriam propriedades antioxidantes. A ingestão de maior quantidade de líquidos (no caso através dos chás) é benéfica para o organismo, estimulando uma maior eliminação de líquidos pela urina. Sem contraindicações se consumido sem excessos.
Garcinia Cambogia: pode ajudar a reduzir a vontade de comer doces. Propriedade sem comprovação científica.
Gymenna: planta originária da Índia e que retardaria a absorção de açúcar. Propriedade sem comprovação científica.
Folia magra: pode aliviar a sensação de fome. Propriedade sem comprovação científica.
Piruvato de cálcio e Porangaba: teoricamente estimulariam o metabolismo, mas o efeito é irrisório e não há comprovação científica para seu uso.
http://saude.ig.com.br/bemestar/as+capsulas+coadjuvantes+do+regime+e+da+mente/n1237828203820.html
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
CFM defende protocolo para minimizar negativas de OPMEs
por Saúde Business Web
16/02/2011
Especialistas criticaram também os honorários pagos pelos planos de saúde e a falta de assinatura do auditor que negou o pedido
Durante Simpósio das Órteses, Próteses e Materiais Especiais (OPMEs), promovido pela Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) na última sexta-feira (11), o Conselho Federal de Medicina (CFM) ressaltou a importância de os médicos elaborarem os protocolos de diagnóstico e terapêutica para respaldar a indicação dos materiais cirúrgicos e minimizar as negativas. De acordo com os especialistas, a falta de justificativas para negativa na autorização de próteses é um dos problemas mais recorrentes.
Também foram alvos de criticas os honorários pagos pelos planos de saúde e a falta de assinatura do auditor que negou o pedido. Além disso, representantes do mercado debateram que atitudes tomar quando é necessário fazer uma cirurgia de emergência e o plano não autoriza.
Os protocolos seriam uma alternativa para tentar evitar negativas. Depois de prontos, eles vão para a aprovação no CFM e na Câmara Técnica da Associação Médica Brasileira (AMB). O texto deve conter as indicações clínicas, os códigos dos procedimentos e a relação mínima de materiais a serem utilizados. Os protocolos serão incluídos na Resolução 1.956/10, do Conselho.
"O gerente geral da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANS), Antônio Endrigo, informou que em fevereiro ocorreria uma reunião na Agência, no Rio de Janeiro, para definir uma lista de materiais existentes para cirurgias com presenças confirmadas da Unimed e da FenaSaúde, ambas convidadas para o Simpósio e que não compareceram", afirmou a SBACV em comunicado.
Os Protocolos são derivados das Diretrizes clínicas da SBACV. As Diretrizes são as normas de diagnóstico e tratamento, baseadas em estudos científicos, para cada problema da especialidade.
Resolução 1.956/10
Outro ponto bastante debatido pelos médicos durante o evento foi a resolução 1.956/10, do CFM, que afirma que cabe ao médico determinar as características das OPMs e justificá-las clinicamente e que é vedada a indicação de fornecedor ou de marcas exclusivas. "A vedação da marca e do fornecedor exclusivo vai permanecer na resolução. Nós esperamos que as Sociedades de especialidade façam seus protocolos técnicos com bases estritamente científicas. As Sociedades vão poder dizer o que é válido e o que não pode ser aplicado por meio desses protocolos", explicou o representante do CFM Antônio Pinheiro, em comunicado.
O coordenador do Programa de Diretrizes da SBACV (Divas), Aldemar Castro, anunciou que as primeiras Diretrizes estarão disponíveis a partir de março no site da SBACV para consulta pública.
Estiveram presentes ao evento ainda os presidentes das Sociedades Brasileira de Radiologia Intervencionista e Cirurgia Endovascular (Sobrice), Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN), Sociedade Brasileira de Neurorradiologia Diagnóstica Terapêutica (SBNDR), Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR) e os presidentes das regionais da SBACV.
http://www.saudebusinessweb.com.br/noticias/index.asp?cod=75913
TI -Falta de profissionais preocupa instituições de saúde
por Guilherme Batimarchi 14/02/2011 Ausência de profissionais de TI em saúde faz com que setor se movimente e adote modelos de qualificação de Países europeus e Canadá O emprego de tecnologia da informação em todas as camadas das instituições de saúde tem criado uma nova demanda por profissionais especializados na área. Mais do que um técnico ou analista de sistema, este profissional tem entender das especificidades do setor. demanda criada pela indústria de soluções em TI e por hospitais públicos e privados cresceu de tal forma que, hoje, um profissional recém- formado em informática em saúde recebe até R$ 5 mil de salário inicial. "Há, no Brasil, cerca de sete mil instituições de saúde e menos de 5% delas estão informatizadas. Por outro lado temos a indústria de software, soluções e consultoria em TI que também busca esses profissionais. Falta gente para atender a essa demanda", enfatiza o diretor de ensino da Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (Sbis), Renato Sabbatini. Educação Para a consultora de informática em saúde, Beatriz Leão, a falta de reconhecimento do informata em saúde como um profissional interdisciplinar, prejudica no processo formação, uma vez que faltam políticas de incentivo como bolsas para pesquisa científica para que eles possam colaborar com a implementação de sistemas no setor. Para a executiva, a falta de regulamentação da profissão não é um problema, mas o Brasil poderia aprender com países como Holanda, Suíça, Dinamarca, Canadá e Austrália que identificaram um conjunto de competências para os profissionais da área e capacitá-los para a tender as demandas existentes. Por ser um profissional raro no mercado, uma das soluções do setor para sanar esta demanda é a capacitação profissionais de TI nos processos hospitalares e a qualificação de profissionais de saúde em tecnologia. De acordo com a CIO do Hospital Sírio Libanês, Margareth Ortiz, além da dificuldade de encontrar pessoas para o setor, reter estes profissionais tornou-se um grande desafio para os hospitais. "Existe uma tendência de comparar salários de hospitais para hospitais, e isso é um problema, pois na verdade quem vai roubar o profissional das instituições de saúde são as grandes empresas de TI. Uma solução para isso é estabelecer políticas eficientes de RH e ter salários compatíveis com o mercado que não seja o de saúde". http://www.saudebusinessweb.com.br/noticias/index.asp?cod=75716
Angiologistas e cirurgiões vasculares anunciam greve
por Saúde Business Web
16/02/2011
Suspensão ocorre apenas na saúde suplementar
Os presidentes das 24 regionais da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) e o presidente da nacional decidiram parar o atendimento pelos planos de saúde em angiologia e cirurgia vascular no dia 27 de abril. Segundo a entidade, a paralisação nacional exige a implantação plena da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM), e do paciente, para garantir que o uso de órteses, próteses e materiais endovasculares para cirurgias seja autorizado sem imbróglios.
A SBACV informou que durante os meses de dezembro e janeiro, as regionais enviaram proposta de implantação da CBHPM para toda a saúde suplementar sem sucesso. Ao longo de 2010, os médicos de cada estado já haviam se reunido em Fóruns para discutir a melhoria dos honorários e foi iniciada a Campanha Nacional de Defesa Profissional, em dezembro.
Ficou decidido ainda que a SBACV encaminhará à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) uma solicitação de inserção na tabela do TUSS (Terminologia Unificada em Saúde Suplementar) os valores em reais, de acordo com os valores da CBHPM e com reajuste anual. Os médicos querem que os planos adotem a CBHPM plena que, de acordo com o Conselho Federal de Medicina (CFM), representa o valor mínimo de remuneração médica.
Defasagem de 156%
Segundo o presidente da SBACV, Guilherme Pitta, os honorários médicos estão defasados em 156% nos últimos dez anos.
Em paralelo, os representantes em cada estado da SBACV vão aos respectivos Conselhos Regionais solicitar a edição de uma resolução como a do CRM de Brasília (nº 317/10) que garantiu aos médicos a implantação da CBHPM com banda positiva e negociações agora tratadas entre os planos e as entidades médicas representativas. O texto também afirma que o valor do honorário será o mesmo independente da acomodação do paciente (quarto ou enfermaria).
http://www.saudebusinessweb.com.br/noticias/index.asp?cod=75916
Hospitais voltam a usar “gás do riso” durante o parto
A utilização de óxido nitroso, ou gás hilariante, muito usado como anestésico durante o parto no final do século 19, tende a voltar aos hospitais como forma de deixar o momento menos doloridos às grávidas. Isso porque inalá-lo causa uma sensação de bem-estar e, uma posterior gargalhada, que alivia as dores.
O uso do “gás do riso”, como é mais conhecido, durante o parto caiu em desgraça nos Estados Unidos há décadas, e apenas dois hospitais - um em São Francisco e um em Seattle - ainda o oferecem.
No entanto, hospitais respeitados, como o Dartmouth-Hitchcock New Hampshire's Medical Center, nos Estados Unidos, planeja começar a usar o gás nestas situações.
O uso do gás do riso está sendo revisto pelo governo federal e depois de um longo hiato, o equipamento necessário para administrá-lo deve chegar ao mercado em breve.
Os efeitos analgésicos do óxido nitroso ganharam diversas aplicações na medicina no final do século 19. Em 1881, foi introduzido como um analgésico no parto.
Já no século 20, em 1961, foi descrita pela primeira vez o uso de uma mistura gasosa constituída de 50% de óxido nitroso e 50% de oxigênio como analgésico no parto.Dez anos depois, essa mistura passou a ser usada também em ambulâncias.
Os defensores do gás dizem que ele deve ser considerado como para ser usado durante o trabalho de parto porque é de fácil administração, tem efeito rápido, e pode ser usado nas fases posteriores do trabalho.
http://noticias.r7.com/saude/noticias/hospitais-voltam-a-usar-gas-do-riso-durante-o-parto-20110215.html
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