O videogame já foi inimigo da saúde, culpado por obesidade, sedentarismo e até por incentivar a violência. Mas alguns hospitais notaram que ele pode ajudar a recuperar desde lesões na medula até transtornos do impulso.
Foi o caso de um hospital de Barcelona, na Espanha, que desenvolveu o jogo "Islands", para tratar pessoas com comportamentos compulsivos, como vício em jogos e distúrbios alimentares.
Sensores captam as reações fisiológicas do jogador e ele só prossegue se agir com autocontrole diante dos desafios propostos no jogo.
No Brasil, a rede Lucy Montoro, ligada à Secretaria Estadual de Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, tem uma proposta similar, mas voltada a quem tem problemas motores.
Na unidade da Vila Mariana, fisioterapeutas usam jogos como "Wii Fit" "Wii Sports" como complemento da terapia tradicional em pacientes com derrame.
Os jogos, para Nintendo Wii, são vendidos para o público geral, mas os médicos notaram que as tarefas exigidas, como se equilibrar e executar posições de ioga, podem ser terapêuticas.
ESTÍMULO
"No Wii, os pacientes vêm mais interessados em participar da terapia", diz o fisioterapeuta Pedro de Castro.
Na unidade do Morumbi, a terapia ocupacional atende 2.000 pacientes por mês, muitos deles com jogos.
O "Eye Toy", do Play Station 2, é um deles. A câmera registra a imagem do jogador e a projeta no monitor. Ele mexe os braços para defender o gol ou montar um sanduíche, dependendo do jogo.
"Na terapia tradicional, a pessoa passa bolinhas de um lado para o outro dez vezes, fica cansada. No videogame, ela executa as tarefas sem perceber", diz Thaís Terranova, terapeuta ocupacional.
Ela afirma, contudo, que os jogos não substituem os métodos tradicionais. Habilidades como as que exigem relaxamento dos músculos ou contato físico entre médico e paciente não são supridas na realidade virtual.
Jogos para recuperar funções mentais também têm limitações.
O "Brain Age", para Nintendo DS, tem como base o livro "60 Dias para Aumentar o Poder da sua Mente", do neurocientista japonês Ryuta Kawashima. Ele defende que exercícios diários de raciocínio e memória melhoram o desempenho cerebral.
Para Sônia Brucki, da Academia Brasileira de Neurologia, só o game não basta. "É necessário diversificar as atividades, socializar e praticar exercícios físicos para fortalecer a atividade cognitiva."
GOLEIRO
Leandro Simioni, 36, ex-jogador de futebol profissional em times da Alemanha e de Israel, sofreu um acidente de moto no começo de dezembro ficou sem movimentos nas pernas. Antes atacante, ele assumiu o papel de goleiro no videogame.
Internado na unidade do Morumbi do Lucy Montoro, ele testou o equipamento Eye Toy na última sexta-feira.
Seu objetivo era defender bolas e melhorar a mobilidade do tronco. "Nem percebi que estava na terapia, de tão concentrado nos pontos."
http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/878564-jogos-eletronicos-estimulam-recuperacao-de-pacientes.shtml
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Anvisa lança vídeo com regras para transporte de órgãos
por Saúde Business Web
15/02/2011
Objetivo é detalhar quais são as regras que devem ser observadas no acondicionamento e armazenamento de órgãos humanos para transplantes
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) disponibilizou nesta terça-feira (14) vídeo que detalha quais são as regras que devem ser observadas no acondicionamento e armazenamento de órgãos humanos para transplantes.
O objetivo é difundir entre os profissionais de Saúde as diretrizes da RDC 66/2009, que estabelece as condições sanitárias para esses procedimentos.
O material foi produzido durante a oficina do projeto Segurança no Processo de Transporte de Órgãos Humanos da Anvisa, em parceria com o Ministério da Saúde e da Secretaria de Saúde (SES) do Distrito Federal (DF).
Para promover a oficina, a Anvisa contou com a participação da Central Nacional de Transplantes, do Ministério da Saúde, e da Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos e da Vigilância Sanitária do DF. No encontro, realizado em dezembro do ano passado, os participantes conheceram a experiência do Hospital Albert Einstein e da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Assista ao vídeo AQUI:
http://portal.anvisa.gov.br/wps/wcm/connect/e0c2108045ca2234a3e5f7d7a095f735/GGSTO.wmv?MOD=AJPERES
http://www.saudebusinessweb.com.br/noticias/index.asp?cod=75892
Veja a média salarial de profissionais da saúde
por Saúde Business Web 21/02/2011 Auditoria é uma das áreas mais bem remuneradas, segundo pesquisa A Catho Online divulgou a 34ª pesquisa salarial e de benefícios, incluindo profissionais da saúde, com mais de 140 mil respondentes de mais de 18 mil empresas em 3.398 cidades de todo o País. Auditoria é uma das áreas mais bem remuneradas, segundo levantamento. Para a pesquisa, o profissional responde a um formulário eletrônico contendo questões relacionadas ao seu cargo, sua remuneração, benefícios, região onde trabalha, faturamento da empresa, sexo, idade, escolaridade, idiomas, entre outros dados. Confira a lista: ÁREA ESPECÍFICA CARGO MÉDIA SALARIAL BRASIL Auditoria Gerente R$ 8.817 Médico Auditor Sênior (4 horas/dia) R$ 6.140 Médico Auditor Pleno (4 horas/dia) R$ 5.251 Médico Auditor Júnior (4 horas/dia) R$ 4.363 Enfermeiro Auditor Sênior R$ 3.605 Enfermeiro Auditor Pleno R$ 3.035 Enfermeiro Auditor Júnior R$ 2.164
Assistente R$ 1.200 Auxiliar R$ 998 Enfermagem Enfermeiro R$ 3.053 Técnico em Radiologia R$ 1.817 Técnico de imobilização ortopédica R$ 1.773 Técnico de Enfermagem R$ 1.340 Auxiliar R$ 1.117 Farmácia Farmacêutico Técnico Responsável Loja R$ 2.464 Assistente R$ 1.116 Auxiliar R$ 1.015 Fisioterapia Fisioterapeuta R$ 2.087 Terapeuta Ocupacional R$ 1.735 Auxiliar R$ 773 Fonoaudiologia Fonoaudiólogo R$ 1.978 Medicina Cirúrgica Médico (4 horas/dia) R$ 6.963 Médico Anestesista R$ 6.758 Instrumentador Cirúrgico R$ 1.621 Medicina Clínica Coordenador, Supervisor ou Chefe R$ 9.432 Médico (4 horas/dia) R$ 5.889 Técnico R$ 1.493 Auxiliar R$ 865 Nutrição Hospitalar Nutricionista R$ 1.826 Assistente R$ 1.146 Auxiliar R$ 887 Odontologia Dentista Auditor (4 horas/dia) R$ 3.628 Dentista (4 horas/dia) R$ 3.511 Técnico em Prótese Dentária R$ 1.701 Assistente R$ 755 Técnico de Higiene Bucal (THC) R$ 750 Auxiliar R$ 685 Psicologia Clínica/Hospitalar Psicólogo Clínico R$ 2.322 Psicólogo Hospitalar R$ 1.847 http://www.saudebusinessweb.com.br/noticias/index.asp?cod=76043
Não basta investir em tecnologia
por Ana Paula Martins, de Orlando 21/02/2011 Para especialista, modelo de negócio em saúde deve ser revisto para se obter eficiência "É fútil investir em novas tecnologias sem mudar o modelo de negócios". A análise é do médico Jason Hwang realizada durante a conferência da Cisco realizada na manhã desta segunda-feira, 21, no HIMSS 2011. Hwang, co-autor do livro Inovação na Gestão de Saúde, falou sobre o conceito de inovação disruptiva na saúde. Para o especialista, a organização atual do sistema de saúde exige uma revisão do modelo de negócios. "São investidos bilhões de dólares em tecnologia da informação, mas não se muda o modelo de negócio, e com isso, não se aproveita o que a tecnologia pode oferecer", analisou. Na visão de Hwang, a organização dos serviços precisa ser revista, com a adoção de foco em serviços especializados e integração das tecnologias disponíveis em toca cadeia de saúde: ERP, Prontuário Eletrônico, soluções de telemedicina, dispositivos de uso pessoal, como monitores de glicemia, entre outros. "A competição disruptiva que leva a descentralizando dos serviços é que reduzirá os custos da saúde", destacou. http://www.saudebusinessweb.com.br/noticias/index.asp?cod=76072
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Interações medicamentosas por classes de medicamentos com a classificação de previsibilidade de acontecimento
AP Altamente previsível. Ocorre interação em quase todos os pacientes aos quais se administra a combinação de drogas que interagem. P Previsível. Ocorre interação na maioria dos pacientes que recebe a combinação. NP Não previsível. A interação só é observada em alguns pacientes aos quais se administra a combinação. NE Não estabelecida. Dispõe-se de dados insuficientes para avaliar a previsibilidade. ÁLCOOL Propriedades que promovem a interação entre drogas (1) O alcoolismo crônico provoca indução enzimática. (2) A intoxicação alcoólica aguda tende a inibir o metabolismo das drogas (independentemente de o indivíduo ser alcoólatra ou não). (3) A disfunção hepática grave induzida por álcool pode inibir a capacidade de metabolizar as drogas. (4) Reação do tipo dissulfiram na presença de certas drogas. (5) Depressão aditiva do sistema nervoso central com outros depressores do sistema nervoso central. lnterações clinicamente documentadas Acetaminofeno: [NE] Formação aumentada de metabólicos hepatotóxicos (em alcoólatras crônicos). Anticoagulantes orais: [NE] Aumento do efeito hipoprotrombinêmico com intoxicação alcoólica aguda. Depressores do sistema nervoso central: [AP] Depressão aditiva ou sinérgica do sistema nervoso central. Insulina: [NE] A ingestão aguda de álcool pode aumentar o efeito hipoglicemiante (sobretudo no paciente em jejum). Drogas que podem produzir reação do tipo dissulfiram: Cefalosporinas: [NP] São observadas reações do tipo dissulfiram com cefamandol, cefoperazona, cefotetan e moxalactama. Dissulfiram: [AP] Inibe a aldeído-desidrogenase. Hidrato de cloral: [NP] Mecanismo não estabelecido. Metronidazol:[NP] Mecanismos não estabelecidos. Sulfoniluréias:[NE] A clorpropamida tem mais probabilidade de produzir uma reação do tipo dissulfiram. A ingestão aguda de álcool pode aumentar o efeito hipoglicemiante (sobretudo no paciente em jejum). ALOPURINOL Propriedades que promovem a interação com drogas Inibe as enzimas hepáticas de metabolização das drogas. lnterações clinicamente documentadas Anticoagulantes, orais: [NP] Aumento do efeito hipoprotrombinêmico. Azatioprina: [P] Desintoxicação diminuída da azatioprina com conseqüente aumento de toxicidade desta droga. Mercaptopurina: [P] Redução do metabolismo da mercaptopurina com conseqüente aumento de sua toxicidade. ANTIÁCIDOS Propriedades que promovem a interação com drogas (1) Os antiácidos podem adsorver drogas no trato gastrintestinal, assim reduzindo a absorção. (2) Os antiácidos tendem a acelerar o esvaziamento gástrico, assim permitindo que as drogas alcancem mais rapidamente os locais de absorção no intestino. (3) Alguns antiácidos (por ex., hidróxido de magnésio + hidróxido de alumínio) alcalinizam ligeiramente a urina, com conseqüente alteração da excreção das drogas sensíveis ao pH urinário. lnterações clinicamente documentadas Cetoconazol: [P] Redução da absorção gastrintestinal do cetoconazol devido ao aumento do pH (o cetoconazol requer ácido para sua absorção). Digoxina: [NP] Diminuição da absorção gastrintestinal da digoxina. Ferro: [P] Absorção gastrintestinal diminuída do ferro em presença de alguns antiácidos. Quinolonas: [AP] Diminuição da absorção gastrintestinal de ciprofloxacina, norfloxacina, ofloxacina, enoxacina. Salicilatos: [P] Aumento da depuração renal de salicilatos devido ao pH urinário aumentado; só ocorre com grandes doses de salicilatos. Sulfonato de polistireno sódico: [NE] Liga-se ao cátion do antiácido no intestino, provocando alcalose metabólica. Tetraciclinas: [AP] Diminuição da absorção gastrintestinal de tetraciclinas. ANTICOAGULANTES ORAIS Propriedades que promovem a interação com drogas (1) Metabolismo passível de ser induzido (2) Suscetíveis à inibição do metabolismo (3) Alta ligação às proteínas plasmáticas (4) Resposta anticoagulante alterada por drogas que afetam a síntese ou o catabolismo dos fatores da coagulação lnterações clinicamente documentadas Drogas que podem aumentar o efeito anticoagulante Amiodarona: [P] Inibe o metabolismo dos anticoagulantes. Cimetidina: [AP] Diminuição do metabolismo dos anticoagulantes. Ciprofloxacina: [NE] Inibe provavelmente o metabolismo dos anticoagulantes. Clofibrato: [P] Mecanismo não estabelecido. Cloranfenicol: [NE] Diminuição do metabolismo do dicumarol (e, possivelmente, da warfarina). Dextrotiroxina: [P] Aumenta o catabolismo dos fatores da coagulação. Dissulfiram: [P] Diminuição do metabolismo dos anticoagulantes. Drogas Antiinflamatórias não-esteróides: [P] Inibição da função plaquetária, erosões gástricas; alguns fármacos aumentam a resposta hipoprotrombinêmica (pouco provável no caso do ibuprofeno ou naproxeno). Eritromicina: [NE] Provavelmente inibe o metabolismo dos anticoagulantes. Esteróides anabólicos: [P] Alteram a eliminação dos fatores de Coagulação. Fenilbutazona: [AP] Inibe o metabolismo dos anticoagulantes. Hormônios tiroidianos: [P] Aumentam o catabolismo dos fatores da coagulação. Metronidazol:[P] Diminuição do metabolismo dos anticoagulantes. Miconazol: [NE] Mecanismo não estabelecido. Quinidina: [NP] Hipoprotrombinemia aditiva. Salicilatos:[AP] Inibição plaquetária com aspirina, mas não com outros salicilatos; [P] A administração de grandes doses possui efeito hipoprotrombinêmico. Sulfimpirazona:[NE] Mecanismo não estabelecido Sulfonamidas: [NE] Inibem o metabolismo dos anticoagulantes; deslocam a ligação às proteínas. Trimetoprim-sulfametoxazol:[P] Inibe o metabolismo dos anticoagulantes; desloca a ligação às proteínas. Ver também Álcool; Alopurinol. Drogas que podem diminuir o efeito anticoagulante Aminoglutetimida:[P] Indução enzimática Barbitúricos: [P] Indução enzimática. Carbamazepina:[P] Indução enzimática. Colestiramina:[P] Reduz a absorção dos anticoagulantes. Glutetimida: [P] Indução enzimática. Nafcilina:[NE] Mecanismo não estabelecido. Primidona:[P] Indução enzimática. Rifampina: [P] Indução enzimática. Efeitos dos anticoagulantes sobre outras drogas: Fenitoína: [P] O dicumarol inibe o metabolismo da fenitoína. Hipoglicemiantes orais: [P] O dicumarol inibe o metabolismo hepático da tolbutamida e da clorpropamida. ANTICOLINÉRGICOS: Ver Antimuscarínicos ANTIDEPRESSIVOS TRICÍCLICOS E SEGUNDA GERAÇÃO Propriedades que promovem a interação com drogas (1) Inibição da captação de amina no neurônio adrenérgico pós-ganglionar. (2) Os efeitos antimuscarínicos podem ser aditivos com outras drogas antimuscarínicas. (3) Metabolismo passível de ser induzido. Interações clinicamente documentadas Barbitúricos: [P] Metabolismo aumentado dos antidepressivos. Carbamazepina:[NE] Metabolismo aumentado dos antidepressivos. Cimetidina: [P] Metabolismo diminuído dos antidepressivos. Clonidina: [P] Diminuição do efeito anti-hipertensivo; mecanismo desconhecido. Fluoxetina:[NE] Provavelmente inibe o metabolismo do antidepressivo. Guanadrel: [P] Diminuição da captação do guanadrel nos locais de ação. Guanetidina: [P] Diminuição da captação da guanetidina nos locais de ação. Inibidores da monoaminooxidase: [NP] Alguns casos de excitação, hiperpirexia, mania e convulsões; contudo, muitos pacientes receberam a combinação sem qualquer efeito adverso. Quinidina: [NE] Inibe o metabolismo dos antidepressivos. Simpaticomiméticos: [P] Aumento da resposta pressora à noradrenalina, adrenalina e fenilefrina. ANTIMUSCARÍNICOS Propriedades que promovem a interação com drogas (1) Diminuição da motilidade gastrintestinal. Este efeito pode aumentar a biodisponibilidade de drogas pouco solúveis e reduzir aquela de drogas que sofrem degradação no intestino. (2) O uso combinado de mais de um antimuscarínico ou a combinação de um antimuscarínico com outra droga com ações antimuscarínicas "ocultas" (sobretudo anti-histamínicos de venda livre) aumenta a probabilidade de efeitos adversos antimuscarínicos. Interações clinicamente documentadas Antimuscarínicos combinados: [P] Efeitos antimuscarínicos adversos (por ex., íleo paralítico, retenção urinária, visão embaçada). Levodopa: [P] Aumento da degradação intestinal da levodopa; níveis séricos reduzidos de levodopa. BARBITÚRICOS Propriedades que promovem a interação com drogas (1) Indução das enzimas microssomais hepáticas envolvidas no metabolismo de drogas. (2) Depressão ativa do sistema nervoso central com outros depressores do sistema nervoso central. lnterações clinicamente documentadas Ácido valpróico: [P] Diminuição do metabolismo do fenobarbital. Bloqueadores beta-adrenérgicos: [P] Aumento do metabolismo dos beta-bloqueadores. Bloqueadores dos canais de cálcio: [P] Aumento do metabolismo dos bloqueadores dos canais de cálcio (via oral). Ciclosporina: [NE] Aumento do metabolismo da Ciclosporina. Corticosteróides: [P] Aumento do metabolismo dos corticosteróides. Depressores do sistema nervoso central: [AP] Depressão aditiva do sistema nervoso central. Doxiciclina: [P] Aumento do metabolismo da doxiciclina. Estrogênios: [P] Aumento do metabolismo dos estrogênios. Fenotiazínicos: [P] Aumento do metabolismo dos fenotiazínicos. Quinidina: [P] Aumento do metabolismo da quinidina. Teofilina: [NE] Aumento do metabolismo da teofilina; efeito reduzido da teofilina. Ver também Anticoagulantes Orais; Antidepressivos tricíclicos. BLOQUEADORES BETA-ADRENÉRGICOS Propriedades que promovem a interação com drogas (1) O bloqueio beta (sobretudo com agentes não seletivos, como o propranolol) altera a resposta a simpaticomiméticos com atividade beta-agonista (por ex., adrenalina) (2) Os beta-bloqueadores que sofrem extenso metabolismo durante a sua primeira passagem parecem afetados por drogas capazes de alterar este processo. (3) Os beta-bloqueadores podem reduzir o fluxo sangüíneo hepático. lnterações clinicamente documentadas Drogas que podem aumentar o efeito beta-bloqueador: Cimetidina: [P] Diminuição do metabolismo dos beta-bloqueadores depurados primariamente pelo fígado - como, por ex., o propranolol. O efeito menor (ou ausência de efeito) sobre drogas depuradas pelos rins - como, por exemplo, atenolol, nadolol. Clorpromazina: [P] Diminuição do metabolismo do propranolol. Furosemida: [P] Diminuição do metabolismo do propranolol. Hidralazina: [P] Diminuição do metabolismo do propranolol. Drogas que podem diminuir o efeito beta-bloqueador: Drogas Antiinflamatórias não-esteróides: [P] A indometacina reduz a resposta anti-hipertensiva; é provável que ocorra também interação com outros inibidores das prostaglandinas. Indutores enzimáticos: [P] Os barbitúricos, a fenitoína e a rifampina podem aumentar o metabolismo dos beta-bloqueadores; outros indutores enzimáticos podem produzir efeitos semelhantes. Efeitos dos beta-bloqueadores sobre outras drogas: Clonidina: [NE] Reação hipertensiva se a Clonidina for suspensa enquanto o paciente estiver tomando propranolol. Insulina: [P] Inibição da recuperação da hipoglicemia; inibição dos sintomas de hipoglicemia (à exceção da sudorese); elevação da pressão arterial durante a hipoglicemia. Lidocaína: [NE] Depuração diminuída da lidocaína intravenosa; aumento dos níveis plasmáticos de lidocaína. Prazosin: [P] Aumento da resposta hipotensora à primeira dose de prazosin. Simpaticomiméticos: [P] Aumento da resposta pressora à adrenalina (e, possivelmente, a outros simpaticomiméticos); é mais provável que esse processo ocorra com beta-bloqueadores não específicos. BLOQUEADORES DOS CANAIS DE CÁLCIO Propriedades que promovem a interação com drogas (1) O verapamil, o diltiazem e, possivelmente, a nicardipina (mas não a nifedipina) inibem as enzimas hepáticas de metabolização das drogas. (2) O metabolismo do verapamil e, possivelmente, de outros bloqueadores dos canais de cálcio pode ser induzido. lnterações clinicamente documentadas Carbamazepina: [P] Diminuição do metabolismo da carbamazepina com diltiazem e verapamil; possível aumento do metabolismo dos bloqueadores dos canais de cálcio. Ciclosporina: [P] Diminuição do metabolismo da ciclosporina com diltiazem, nicardipina, verapamil. Cimetidina: [NP] Metabolismo diminuído dos bloqueadores dos canais de cálcio. Rifampina: [P] Aumento do metabolismo dos bloqueadores dos canais de cálcio. Ver também Barbitúricos CARBAMAZEPINA Propriedades que promovem a interação com drogas (1) Indução das enzimas microssomais hepáticas envolvidas no metabolismo de drogas. (2) Suscetível à inibição do metabolismo. lnterações clinicamente documentadas Corticosteróides: [P] Aumento do metabolismo dos corticosteróides. Danazol: [P] Diminuição do metabolismo da carbamazepina. Diltiazem: [P] Diminuição do metabolismo da carbamazepina. Doxiciclina: [P] Aumento do metabolismo da doxiciclina. Eritromicina: [N-E] Diminuição do metabolismo da carbamazepina. Estrogênios: [P] Aumento do metabolismo dos estrogênios. Fluoxetina: [NE] Metabolismo diminuído da carbamazepina. Haloperidol: [P] Aumento do metabolismo do haloperidol. Isoniazida: [P] Diminuição do metabolismo da carbamazepina. Propoxifeno: [AP] Diminuição do metabolismo da carbamazepina. Troleandomicina: [P] Diminuição do metabolismo da carbamazepina. Verapamil: [P] Diminuição do metabolismo da carbamazepina. Ver também Anticoagulantes Orais; Antidepressivos Tricíclicos; Bloqueadores dos Canais de Cálcio. CICLOSPORINA Propriedades que promovem a interação com drogas (1) Metabolismo passível de ser induzido. (2) Suscetível à inibição do metabolismo. Interações clinicamente documentadas Aminoglicosídios: [NE] Possível nefrotoxicidade aditiva. Anfotericina B: [NE] Possível nefrotoxicidade aditiva. Cetoconazol: [NE] Níveis séricos aumentados de ciclosporina com nefrotoxicidade; possivelmente devido ao metabolismo diminuído da ciclosporina. Diltiazem: [NE] Diminuição do metabolismo da ciclosporina; aumento do efeito da ciclosporina. Eritromicina: [NE] Metabolismo diminuído da ciclosporina; aumento do efeito da ciclosporina. Fenitoína: [NE] Aumento do metabolismo da ciclosporina; redução do efeito da ciclosporina. Fluconazol: [NE] Provavelmente, diminuição do metabolismo da ciclosporina; aumento do efeito da ciclosporina. Lovastatina: [NE] Observa-se a ocorrência de miopatia e rabdomiólise em vários pacientes que tomam ambas as drogas. Rifampina: [P] Aumento do metabolismo da ciclosporina; redução do efeito da ciclosporina. Verapamil: [NE] Diminuição do metabolismo da ciclosporina; aumento do efeito da ciclosporina. Ver também Barbitúricos; Bloqueadores dos Canais de Cálcio. CIMETIDINA Propriedades que promovem a interação com drogas (1) Inibe as enzimas microssomais hepáticas envolvidas no metabolismo de drogas. (A ranitidina e bloqueadores H2 mais modernos não parecem exercer esse efeito.) (2) Pode reduzir o fluxo sangüíneo hepático, com conseqüente diminuição do metabolismo de drogas altamente extraído durante a primeira passagem. (Todavia, ainda não foi estabelecido o significado deste mecanismo.) (3) Pode inibir a secreção tubular renal de bases fracas. lnterações clinicamente documentadas Benzodiazepínicos: [P] Diminuição do metabolismo de alprazolam, clordiazepóxido, diazepam, halazepam, prazepam e elorazepato, mas não de oxazepam, lorazepam ou temazepam. Carmustina: [NE] Supressão aumentada da medula óssea. Cetoconazol: [NE] Diminuição da absorção gastrintestinal do cetoconazol devido ao pH aumentado no intestino; é provável que outros bloqueadores H2exerçam o mesmo efeito. Fenitoína: [NE] Diminuição do metabolismo da fenitoína; aumento dos níveis séricos da fenitoína. Lidocaína: [P] Diminuição do metabolismo da lidocaína; aumento dos níveis séricos da lidocaína. Procainamida: [P] Excreção renal diminuída da procainamida; aumento dos níveis séricos da procainamida. Quinidina: [P] Diminuição do metabolismo da quinidina; aumento dos níveis séricos da quinidina. Teofilina: [P] Diminuição do metabolismo da teofilina; aumento dos níveis plasmáticos da teofilina. Ver também Anticoagulantes Orais; Antidepressivos Tricíclicos; Bloqueadores Beta-Adrenérgicos; Bloqueadores dos Canais de Cálcio. CLORANFENICOL Propriedades que promovem a interação com drogas Inibe as enzimas hepáticas envolvidas no metabolismo de drogas. Interações Clinicamente documentadas Fenitoína: [P] Diminuição do metabolismo da fenitoína. Sulfoniluréias hipoglicemiantes: [P] Diminuição do metabolismo das sulfoniluréias. Ver também Anticoagulantes Orais. DISSULFIRAM Propriedades que promovem a interação com drogas (1) Inibe as enzimas microssomais hepáticas envolvidas no metabolismo de drogas (2) Inibe a aldeído-desidrogenase Interações clinicamente documentadas Benzodiazepínicos: [P] Diminuição do metabolismo do clordiazepóxido e do diazepam, mas não do lorazepam e oxazepam. Fenitoína: [P] Diminuição do metabolismo da fenitoína. Metronidazol: [NE] Os pacientes queixam-se de confusão e psicose com essa combinação; mecanismo desconhecido. DIURÉTICOS POUPADORES DE POTÁSSIO (Amilorida, Espironolactona, Triantereno) Propriedades que promovem a interação com drogas (1) Efeitos aditivos com outros fármacos, aumentando a concentração sérica de potássio. (2) Podem alterar a excreção renal de substâncias, além do potássio (por exemplo, digoxina, íons de hidrogênio). Interações clinicamente documentadas Inibidores da ECA: [NE] Efeito hipercalêmico aditivo. Suplementos de potássio: [P] constitui especialmente um problema na presença de disfunção renal. Ver também Glicosídios Digitálicos; Drogas Antiinflamatórias Não esteróides. DROGAS ANTIINFLAMATÓRIAS NÃO-ESTERÓIDES (AINES) Propriedades que promovem a interação com drogas (1) A inibição da prostaglandina pode resultar em diminuição da excreção renal de sódio, menor resistência aos estímulos hipertensivos e excreção renal reduzida de lítio. (2) A maioria dos AINEs inibe a função plaquetária; pode aumentar a probabilidade de sangramento devido a outras drogas que afetam a hemostasia. (3) A maioria dos AINEs liga-se fortemente às proteínas plasmáticas. (4) A fenilbutazona pode inibir o metabolismo microssomal hepático de drogas (além disso, parece atuar como inibidor enzimático em alguns casos). (5) A fenilbutazona pode alterar a excreção renal de algumas drogas. Interações clinicamente documentadas Captopril (e outros inibidores da ECA): [P] Diminuição da resposta anti-hipertensiva. Fenitoína: [P] Diminuição do metabolismo hepático da fenitoína. Furosemida: [P] Diminuição da resposta diurética, natriurética e anti-hipertensiva à furosemida. Hidralazina: [NE] Diminuição da resposta anti-hipertensiva à hidralazina. Metotrexato: [NE] Possível aumento da toxicidade do metotrexato. Triantereno: [NE] Diminuição da função renal observada com tiiantereno mais indometacina em indivíduos saudáveis e em doentes. Ver também Anticoagulantes Orais; bloqueadores Beta-Adrenérgicos; Lírio.
ESTROGÊNIOS Propriedades que promovem a interação com drogas (1) Metabolismo passível de ser induzido. (2) A circulação êntero-hepática de estrogênio pode ser interrompida por alteração da flora intestinal (por ex., devido a antibióticos). Interações clinicamente documentadas Ampicilina: [AP] Interrupção da circulação êntero-hepática de estrogênio; possível redução na eficácia dos anticoncepcionais orais. Corticosteróides: [P] Diminuição do metabolismo dos corticosteróides, resultando em aumento do seu efeito. Diazepam: [NE] Diminuição do metabolismo do diazepam. Fenitoína: [NE] Aumento do metabolismo do estrogênio; possível redução na eficácia dos anticoncepcionais orais. Griseofulvina: [NE] Possível inibição da eficácia dos anticoncepcionais orais; mecanismo desconhecido. Rifampina: [AP] Aumento do metabolismo do estrogênio; possível redução na eficácia de anticoncepcionais orais. Ver também Barbitúricos; Carbamazepina. FENITOÍNA Propriedades que promovem a interação com drogas (1) Induz o metabolismo microssomal hepático de drogas. (2) Suscetível à inibição do metabolismo. lnterações clinicamente documentadas Drogas cujo metabolismo é estimulado pela fenitoína: Corticosteróides: [P] Níveis séricos diminuídos de corticosteróides. Doxiciclina: [P] Níveis séricos diminuídos de doxiciclina. Metadona: [P] Níveis séricos diminuídos de metadona; sintomas de abstinência. Mexiletina: [NE] Níveis séricos diminuídos de mexiletina. Quinidina: [P] Níveis séricos diminuídos de quinidina. Teofilina: [NE] Níveis séricos diminuídos de teofilina. Verapamil: [NE] Aumento do metabolismo do verapamil; efeito reduzido do verapamil. Ver também Estrogênios. Drogas que inibem o metabolismo da fenitoína: Amiodarona: [P] Aumento dos níveis séricos da fenitoína; possível redução dos níveis séricos de amiodarona. Cloranfenicol: [P] Níveis séricos aumentados de fenitoína. Fluoxetina: [P] Aumento dos níveis séricos de fenitoína. Isoniazida: [NP] Aumento dos níveis séricos de fenitoína; problema primariamente com acetiladores lentos da isoniazida. Ver também Cimetidina; Dissulfiram; Fenilbutazona. Drogas que aumentam o metabolismo da fenitoína: Rifampina: [P] Diminuição dos níveis séricos de fenitoína. GLICOSÍDIOS DIGITÁLICOS Propriedades que promovem a interação com drogas (1) Digoxina suscetível à inibição da absorção gastrintestinal. (2) A toxicidade digitálica pode ser aumentada por desequilíbrio eletrolítico induzido por drogas (por ex., hipocalemia). (3) Metabolismo da digitoxina passível de ser induzido. (4) Excreção renal de digoxina suscetível à inibição. lnterações clinicamente documentadas Drogas que podem aumentar o efeito digitálico: Amiodarona: [P] A redução da excreção renal de digoxina provoca concentrações plasmáticas aumentadas de digoxina. Diltiazem: [P] Aumento dos níveis plasmáticos de digoxina (geralmente 20-30%) devido a depuração renal e não renal diminuída. Drogas que causam depleção do potássio: [P] Probabilidade aumentada de toxicidade digitálica. Eritromicina: [NP] Aumento da absorção gastrintestinal de digoxina em certos pacientes, provavelmente devido à inativação diminuída da digoxina pela flora intestinal. Espironolactona: [NE] Diminuição da excreção renal de digoxina e interferência em alguns ensaios séricos da digoxina. Quinidina: [AP] Excreção reduzida de digoxina; deslocamento da digoxina dos locais de ligação nos tecidos; a digitoxina também pode ser afetada. Verapamil: [P] Aumento dos níveis plasmáticos de digoxina. Ver também Antiácidos; Resinas de Ligação aos Ácidos Biliares. Drogas que podem diminuir o efeito digitálico: Caulim-pectina: [P] Diminuição da absorção gastrointestinal de digoxina. Penicilamina: [NE] Diminuição do nível plasmático de digoxina. Rifampina: [NE] Aumento do metabolismo da digitoxina e possivelmente da digoxina. Sulfasalazina: [NE] Diminuição da absorção gastrintestinal de digoxina. INIBIDORES DA MONOAMINO-OXIDASE (INIBIDORES DA MAO) Propriedades que promovem a interação com drogas (1) Aumento da noradrenalina armazenada no neurônio adrenérgico. O deslocamento dessas reservas e outras drogas podem produzir resposta hipertensiva aguda. (2) Os inibidores da MAO possuem atividade hipoglicêmica intrínseca. lnterações clinicamente documentadas Agentes antidiabéticos: [P] Efeito hipoglicemiante ativo. Analgésicos narcóticos: [NP] Alguns pacientes desenvolvem hipertensão, rigidez, excitação; a meperidina pode ter mais probabilidade de interagir do que a morfina. Fenilefrina: [P] Episódio hipertensivo, visto que a fenilefrina é metabolizada pela monoaminooxidase. Fluoxetina: [NE] Foram relatados casos fatais em pacientes que tomaram esta combinação; é necessária a realização de mais estudos. Guanetidina: [P] Reversão da ação hipotensiva da guanetidina. Simpaticomiméticos (de ação indireta): [AP] Episódio hipertensivo devido à liberação de noradrenalina armazenada. Ver também Levodopa. LEVODOPA Propriedades que promovem a interação com drogas (1) A levodopa é degradada no intestino antes de alcançar os locais de absorção. Os agentes que alteram a motilidade gastrintestinal podem afetar o grau de degradação intraluminal. (2) O efeito antiparkinsoniano da levodopa está sujeito à inibição por outras drogas. lnterações clinicamente documentadas Clonidina: [NE] Inibe o efeito antiparkinsoniano. Fenitoína: [NE] Inibe o efeito antiparkinsoniano, Fenotiazínicos: [P] Inibem o efeito antiparkinsoniano. Inibidores da monoaminooxidase: [P] Reação hipertensiva (a carbidopa evita a interação). Papaverina: [NE] Inibe o efeito antiparkinsoniano. Piridoxina: [P] Inibe o efeito antiparkinsoniano (a carbidopa impede a interação). Ver também Antimuscarínicos. LÍTIO Propriedades que promovem a interação com drogas (1) Excreção renal de lítio sensível a alterações no balanço de sódio. (A depleção do sódio tende a produzir retenção do lítio.) (2) Suscetível a drogas que aumentam a toxicidade do lítio no sistema nervoso central. lnterações clinicamente documentadas Diuréticos (sobretudo tiazídicos): [P] Excreção diminuída do lítio; a furosemida pode ter menos probabilidade de produzir esse efeito do que os diuréticos tiazídicos. Drogas antiinflamatórias não-esteróides: [NE] Redução da excreção renal do lítio (exceto sulindac). Haloperidol: [AP] Casos ocasionais de neurotoxicidade em pacientes maníacos, sobretudo com grandes doses de uma ou ambas as drogas. Inibidores da ECA: [NE] Provável redução da depuração renal do lítio; aumento do efeito do lítio. Metildopa: [NE] Probabilidade aumentada de toxicidade de lítio no sistema nervoso central. Teofilina: [P] Aumento da excreção renal do lítio; efeito reduzido do lítio. PROBENECIDA Propriedades que promovem a interação com drogas (1) Interferência na excreção renal de drogas que sofrem secreção tubular ativa, sobretudo ácidos fracos. (2) Inibição da conjugação de outras drogas com glicuronídio. Interações clinicamente documentadas Clofibrato: [P] Redução da conjugação do ácido clofíbrato com glicuronídio. Metotrexato: [P] Excreção renal diminuída do metotrexato; possível toxicidade do metotrexato. Penicilina: [P] Excreção renal diminuída de penicilina. Salicilatos: [P] Efeito uricosúrico diminuído da probenecida (interação pouco provável com menos de 1,5 g de salicilato por dia). QUINIDINA Propriedades que promovem a interação com drogas (1) Metabolismo passível de ser induzido. (2) Excreção renal sujeita a alterações no pH urinário. lnterações clinicamente documentadas Acetazolamida: [IP] Excreção renal diminuída de quinidina, devido ao pH urinário aumentado; elevação dos níves séricos de quinidina. Amiodarona: [NE] Aumento dos níveis séricos de quinidina; mecanismo não estabelecido. Caulim-pectina: [NE] Diminuição da absorção gastrintestinal de quinidina. Rifampina: [P] Aumento do metabolismo hepático da quinidina. Ver também Anticoagulantes Orais; Antidepressivos Tricíclicos -, Barbitúricos; Cimetidina; Glicosídios Digitálicos; Fenitoína. QUINOLONAS Propriedades que promovem a interação com drogas (1) Suscetíveis à inibição da absorção gastrintestinal. (2) Inibem as enzimas microssomais hepáticas envolvidas no metabolismo de drogas. lnterações clinicamente documentadas Cafeína: [P] A ciprofloxacina, a enoxacina, o ácido pipedêmico e, em menor grau, a norfloxacina, inibem o metabolismo da cafeína. Ferro: [NE] Redução da absorção gastrintestinal de ciprofloxacina e, possivelmente, de outras quinolonas. Sucralfato: [AP] Redução da absorção gastrintestinal de ciprofloxacina, norfloxacina e, possivelmente, de outras quinolonas. Teofilina: [P] A ciprofloxacina, a enoxacina e, em menor grau, a norfloxacina inibem o metabolismo da teofilina; a ofloxacina parece ter pouco efeito. Ver também Antiácidos; Anticoagulantes Orais. RESINAS DE LIGAÇÃO DOS ÁCIDOS BILIARES (Colestiramina. Colestipol) Propriedades que promovem a interação com drogas (1) As resinas podem ligar-se a drogas administradas por via oral no trato gastrintestinal. (2) As resinas podem ligar-se no trato gastrintestinal a drogas que sofrem circulação êntero-hepática, mesmo se estas últimas forem administradas por via parenteral. lnterações clinicamente documentadas Acetaminofeno: [NE] Diminuição da absorção gastrintestinal do acetaminofeno. Digitálicos: [NE] Diminuição da absorção gastrintestinal da digitoxina (e possivelmente também da digoxina). Diuréticos tiazídicos: [P] Redução da absorção gastrintestinal de tiazidas. Hormônios tireoidianos: [P] Redução da absorção dos hormônios tireoidianos. Metotrexato: [NE] Redução da absorção gastrintestinal do metotrexato. Ver também Anticoagulantes Orais. RIFAMPINA Propriedades que promovem a interação com drogas Indução das enzimas microssomais hepáticas envolvidas no metabolismo de drogas. lnterações clinicamente documentadas Cetoconazol: [NE] Aumento do metabolismo do cetoconazol; efeito reduzido do cetoconazol. Corticosteróides: [P] Aumento do metabolismo hepático dos corticosteróides; redução do efeito dos corticosteróides. Mexiletina: [NE] Aumento do metabolismo da mexiletina; efeito reduzido da mexiletina. Sulfoniluréias hipoglicemiantes: [P] Aumento do metabolismo hepático da tolbutamida e, provavelmente, de outras sulfoniluréias metabolizadas pelo fígado (incluindo a clorpropamida). Teofilina: [P] Aumento do metabolismo da teofilina; efeito reduzido da teofilina. Tolbutamida: [P] Aumento do metabolismo da tolbutamida; efeito reduzido da tolbutamida. Verapamil: [NE] Aumento do metabolismo do verapamil; efeito reduzido do verapamil. Ver também Anticoagulantes Orais; Bloqueadores Beta-Adrenérgicos; Bloqueadores dos Canais de Cálcio -, Ciclosporina; Glicosídios Digitálicos; Estrogênios. SALICILATOS Propriedades que promovem a interação com drogas (1) Interferência na excreção renal de drogas que sofrem secreção tubular ativa. (2) A excreção renal de salicilato depende do pH urinário quando são administradas grandes doses de salicilato. (3) Os salicilatos podem deslocar as drogas dos locais de ligação às proteínas plasmáticas. (4) A aspirina (mas não outros salicilatos) interfer na função plaquetária. (5) A administração de grandes doses de salicilatos resulta em atividade hipoglicêmica intrínseca. lnterações clinicamente documentadas Corticosteróides: [P] Eliminação aumentada dos salicilatos; possível efeito tóxico aditivo sobre a mucosa gástrica. Heparina: [NE] Aumento da tendência hemorrágica com aspirina, mas provavelmente não com outros salicilatos. Inibidores de anidrase carbônica: [NE] Aumento das concentrações séricas de acetazolamida; aumento da toxicidade dos salicilatos devido à diminuição do pH sangüíneo. Metotrexato: [P] Diminuição da depuração renal do metotrexato; toxicidade aumentada do metotrexato. Sulfimpirazona: [AP] Diminuição do efeito uricosúrico da sulfinpirazona (interação pouco provável com menos de 1,5 g de salicilato por dia). Ver também Antiácidos; Anticoagulantes Orais; Probenecida. TEOFILINA Propriedades que promovem a interação com drogas (1) Suscetível à inibição do metabolismo hepático. (2) Metabolismo passível de ser induzido. lnterações clinicamente documentadas Diltiazem: [P] Diminuição do metabolismo da teofilina; efeito aumentado da teofilina. Eritromicina: [P] Diminuição do metabolismo da teofilina; efeito aumentado da teofilina. Fumo: [AP] Aumento do metabolismo da teofilina; efeito reduzido da teofilina. Troleandomicina: [P] Diminuição do metabolismo da teofilina; efeito aumentado da teofilina. Verapamil: [P] Diminuição do metabolismo da teofilina; efeito aumentado da teofilina. Ver também Barbitúricos; Cimetidina; Fenitoína; Quinolonas. Fonte : KATZUNG, G. BERTRAM : Farmacologia Básica e Clínica. 5a-ed., Rio de Janeiro – R.J.: Guanabara Koogan, 1994. http://www.psiquiatriageral.com.br/tratamento/interacoes13.htm
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