Da Agência Brasil
São Paulo - O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lança hoje (4) oficialmente em Santo André (SP) a Campanha Nacional de Distribuição Gratuita de Medicamentos para Hipertensos e Diabéticos. Os remédios poderão ser adquiridos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), em drogarias privadas conveniadas e em farmácias populares.
Atualmente, 33 milhões de brasileiros sofrem de hipertensão, sendo que 80% procuram a rede pública para atendimento. A hipertensão e o diabetes foram responsáveis por 34% das mortes no Brasil em 2009.
De acordo com o Ministério da Saúde, em um primeiro momento 960 mil hipertensos e diabéticos devem ser beneficiados com a medida.
Edição: Graça Adjuto
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sexta-feira, 4 de março de 2011
Anvisa suspende implantação de selo de segurança em medicamentos
Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil
Brasília – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu hoje (3) a implantação do sistema de rastreabilidade de medicamentos por meio de um selo de segurança na embalagem dos remédios.
De acordo com nota divulgada pelo órgão, foi instituído um grupo de trabalho com o objetivo de avaliar a eficiência e a efetividade de alternativas tecnológicas disponíveis em um prazo de 60 dias.
A medida foi tomada após uma recomendação do Conselho de Ministros da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), composto pelos ministros da Saúde, da Casa Civil, da Justiça, da Fazenda, e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
O selo de segurança, reconhecido por leitoras óticas instaladas nas próprias drogarias, havia sido lançado em outubro de 2010. De acordo com a Anvisa, o objetivo era reduzir os riscos provocados por medicamentos falsificados, roubados, sem registro ou contrabandeados.
Pelo menos cinco entidades do setor farmacêutico já haviam se manifestado contrárias à criação do selo. Elas classificaram a medida como equivocada e adiantaram que, se mantida, provocaria um aumento médio de 2,58% nos preços ao consumidor. Para os genéricos, a alta poderia variar de 6,3% a 23,1%.
Edição: Lana Cristina
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Ministério diz que dados sobre visita de mulheres ao médico não conferem com cenário brasileiro
Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil
Brasília – A coordenadora da área de Saúde da Mulher do Ministério da Saúde, Thereza de Lamare, afirmou que parte dos dados divulgados hoje (3), pelo Ibope Mídia, sobre hábitos e comportamentos das brasileiras, não confere com o cenário brasileiro.
A pesquisa aponta que 59% das mulheres buscam atendimento médico apenas quando já estão realmente doentes. A taxa, para os homens, é de 64%. De acordo com a coordenadora, os dados com os quais o ministério vem trabalhando nos últimos anos dão conta de que as mulheres têm como hábito ir ao médico desde a adolescência.
“Às vezes, a percepção das mulheres não confere com as questões do dia a dia. As pessoas relacionam a saúde com uma ausência de doença”, disse, ao explicar que uma alimentação correta e um contato diário com os filhos, por exemplo, constituem cuidados com a saúde. “É preciso observar como a pesquisa foi feita e como as mulheres responderam a pergunta.”
Para o professor da área de ginecologia e obstetrícia da Universidade de Brasília (UnB), Antônio Carlos Rodrigues da Cunha, a pequena diferença de percentual entre os dois sexos provocou surpresa. Em geral, segundo ele, as mulheres se submetem a um maior número de exames preventivos, como o papanicolau.
O médico também defende um maior detalhamento dos resultados apresentados pela pesquisa. “A mulher tem uma frequência maior [no atendimento médico]. Essa é a nossa percepção”, afirmou.
Já os dados do Ibope sobre o baixo uso de preservativo por mulheres em novos relacionamentos foram validados pelo Ministério da Saúde. Este ano, o foco da campanha de prevenção à aids, do ministério, no carnaval são mulheres de 15 a 24 anos.
Para a pasta, o desafio ainda envolve as desigualdades de gênero, como a dificuldade para a mulher em negociar com o parceiro o uso do preservativo.
Edição: Lana Cristina
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'Hibernação' salva recém-nascida ressuscitada após morte em parto
Tratamento reduz o funcionamento do corpo e evita danos cerebrais
A história de Ella Claxton, hoje com nove meses de idade, é uma das mais dramáticas e bem-sucedidas que ocorreram na maternidade de Rosie, em Addenbrooke, que faz parte dos hospitais públicos da Universidade de Cambridge, na Grã-Bretanha.
A placenta da mãe rompeu durante o parto, interrompendo o fornecimento de sangue e oxigênio para o cérebro da menina. "Tudo o que lembro é de ver sangue escorrendo do nariz dela", contou a mãe, Rachel, segundo declarações reproduzidas no site do hospital. "Os próximos 45 minutos foram os mais longos da minha vida. Médicos, especialistas, parteiras por toda parte. Consegui ver de soslaio alguém fazendo massagem cardíaca na minha filha e bolsas de sangue passando de mão em mão, e ninguém me dizia nada."
Só mais tarde, a mãe, de 32 anos, descobriu que a filha permanecera clinicamente morta por 25 minutos. Depois de ressuscitada, Ella foi levada para a UTI do Rosie Hospital, onde um cobertor térmico baixou a temperatura do seu corpo para 33,5 ºC - a temperatura normal é de 37,5 ºC - a fim de reduzir o dano cerebral.
Os tratamentos de resfriamentos, que têm se tornado cada vez mais comuns, têm como objetivo reduzir o funcionamento do corpo. O efeito da hipotermia é semelhante ao da hibernação: funções como respiração, batimentos cardíacos, atividade cerebral e pressão sanguínea podem ser realizadas requerendo menos oxigênio e energia.
Após 72 horas, a temperatura corporal da menina foi sendo gradualmente elevada em 0,5 ºC. Onze dias depois, Ella recebeu alta. "Hoje, acho que o tratamento de esfriamento salvou minha filha de um dano grave no cérebro ou até da morte. Ela tem quase dez meses agora e está crescendo muito bem", disse Rachel. "Ela faz fisioterapia regularmente porque ainda não começou a engatinhar direito e os médicos notaram que o lado direito é mais fraco. Mas isto não é nada, ela está conosco e isso é um milagre."
Campanha
Agradecida, a mãe endossou uma campanha para levantar 7 milhões de libras (cerca de R$ 19 milhões) para reformar uma ala da maternidade. Um contador no site da instituição indica que metade disso já foi arrecadada. A instituição diz que é o hospital neonatal da região leste da Inglaterra com as condições mais avançadas para lidar com casos graves.
Entre 2008 e 2009, foram registrados 5,7 mil nascimentos na maternidade, ou cerca de 1.700 acima da capacidade da instituição. "Até 2020, a estimativa é que esse número chegue a 7,5 mil, portanto a expansão é essencial", afirma a instituição. Na rede social Facebook, a campanha para levantar fundos diz que "as novas instalações atenderão à demanda crescente, incluindo um serviço maior de maternidade e atendimento à saúde da mulher". "É o lugar perfeito, e serão o lugar perfeito para trazer ao mundo a nova geração dos bebês Rosie!"
http://saude.ig.com.br/minhasaude/hibernacao+salva+recemnascida+ressuscitada+apos+morte+em+parto/n1238130129053.html
Terno e gravata induzem problemas de saúde
Roupa dificulta absorção de vitamina D e colarinho apertado pode resultar em desmaios
As regras de etiqueta empresarial que exigem o terno e a gravata podem privar os homens do contato sadio com os raios solares, as principais fontes de vitamina D.
O nutriente virou o queridinho da ciência e a deficiência dele já foi associada às mais variadas doenças, como osteoporose, problemas neurológicos, câncer, hipertensão e doença coronariana.
Para garantir a dosagem mínima de vitamina D, a professora de reumatologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Vera Lúcia Szejnfeld – expert em mapear as carências do nutriente na população brasileira – diz que bastam 15 minutos diários de banhos de sol sem proteção solar, mesmo que só nos braços e pernas.
proteção poderia ser conseguida no caminho até o restaurante na hora do almoço ou no percurso entre o ponto de ônibus e o trabalho. Mas não são todos que se vestem de forma adequada para facilitar o contato solar.
Privados deste “remédio natural”, diz Vera, estão os religiosos que usam burca (roupa que cobre praticamente todo o corpo), judeus ortodoxos que não deixam nenhuma parte da pele à mostra e também os engravatados (no grupo de risco estão ainda os obesos e também os negros, por causa do excesso de pigmentação na pele).
“As mulheres teriam uma vantagem na exposição ao sol porque podem usar saias e blusas de manga curta, mesmo que usem protetor solar no rosto e nas mãos”, afirma Vera Lúcia.
“Os homens de terno e gravata já não contariam com este benefício. Eles estariam em situação semelhante a dos grupos religiosos que não podem expor a pele. Uma pesquisa mundial identificou, por exemplo, que na Arábia Saudita, mesmo com o sol escaldante, o índice de deficiência de vitamina D encontrado foi de 81,8%, muito maior do que a taxa da Europa (57,7%), de clima mais frio.”
Uma das explicações para esta diferença estatística é que a religião mulçumana que exige o uso da burca por mulheres é mais frequente na Arábia do que entre as europeias.
Desumano
Sem levantar a bandeira da absorção da vitamina D, a Ordem dos Advogados do Brasil, seção do Rio de Janeiro (OAB/RJ), defende o uso facultativo do terno e gravata por seus associados em dias de termômetros acima dos 30ºC, também com argumentos de risco à saúde. Em Recife, os advogados também comseguiram a liberação.
“Nestas condições, o paletó é desumano”, diz o presidente da Comissão de Justiça do Trabalho da OAB/RJ, Ricardo Menezes. No verão do ano passado, a Ordem protocolou no Conselho Nacional de Justiça um pedido para que a vestimenta seja opcional em audiências e nos fóruns até o término da estação mais quente do ano. Em 2011, o terno e a gravata também estão liberados até o dia 21 de março e voltam a ser exigidos no restante do ano.
“Enfrentar o calor de terno e gravata, em dias em que a sensação térmica supera 40ºC, prejudica o desempenho do advogado e também pode fazer com que ele tenha a saúde afetada, desmaie ou fique com a pressão alterada”, avalia Menezes.
Colarinho apertado
O especialista em hipertensão do Hospital do Coração (HCor), Celso Amadeo, explica que não há nenhuma evidência de que o terno e a gravata são responsáveis por elevar a pressão dos usuários em dias quentes, mas existe um problema conhecido como “síndrome do colarinho apertado”.
“Quem usa o colarinho muito apertado pode comprimir algumas terminações nervosas que existem no pescoço, o que provoca quedas ou desmaios”, explica Amadeo. Em dias quentes, acrescenta o cardiologista, é mais comum a ingestão de alimentos ricos em sódio – como cervejas, amendoins e outros petiscos de happy hour – o que elevaria a pressão arterial de indivíduos que já convivem com o problema. “Mas nestes casos não adianta culpar a gravata”, brinca o médico.
Dica: Saiba evitar os desmaios de calor
O cardiologista da Sociedade Paulista de Cardiologia, Luiz Antônio Machado César, já pesquisou a influência das altas temperaturas em problemas cardíacos. Ele atestou que em dias com mais de 27ºC o número de infartos é 11% maior do que em dias com termômetros na casa dos 22ºC.
“Mas este fenômeno foi comprovado no Brasil e em pessoas com mais de 60 anos. Não temos nenhuma informação científica sobre o terno e a gravata. O que sabemos é que é um desconforto enorme”, afirma.
Outro alerta para os engravatados é que não adianta acreditar que a solução para todos os problemas está na sala com refrigeração artificial. O ar-condicionado, alertam os especialistas, alivia o calor, mas pode aproximar problemas de saúde.
http://saude.ig.com.br/minhasaude/terno+e+gravata+induzem+problemas+de+saude/n1238085713092.html
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