É muito comum hoje em dia escutar falar ou ler em revistas técnicas e jornais sobre Custo Logístico, mas você sabe ao certo o que é um Custo Logístico? Se você utilizar a seção "Dicionário Log" do http://www.guiadelogistica.com.br/ verá que é a somatória do custo de transporte, custo de armazenagem e custo de manutenção de estoque, mas será que com esta informação você sabe apurar o Custo Logístico de sua empresa? Foi pensando nisto, que resolvi detalhar como chegar a cada um destes custos, para depois sim você ter a certeza de que a somatória irá realmente representar seu Custo Logístico. Vamos explicar a seguir cada um dos componentes: 1) Custo de Armazenagem Em primeiro lugar é bom esclarecer que este custo envolve a armazenagem (almoxarifado) para matérias-primas e embalagens (produtos acabados). Terá de considerar: salários, horas extras, encargos sociais, assistência médica/dentária, cesta básica, transporte de funcionário, material de consumo (limpeza e segurança), aluguel de imóveis, depreciação de equipamentos, depreciação de imóveis, manutenção (peças de reposição/serviços), impostos/taxas/associações de classe, manutenção (limpeza), restaurante, RH, mão de obra contratada, impresso/material de escritório, despesa com seguro, energia e compra de bens duráveis. Acho que engloba todas, mas se tiver mais alguma que não esteja acima, acrescente. 2) Manutenção de Estoque Terá de pegar o saldo médio de estoque de cada item e multiplicar pelo custo de fabricação. Chegará a um sub-total. Somar o sub-total de todos os ítens e multiplicar pelo (x,x) % ao mês. Este (x,x) é o índice que o Financeiro de sua empresa trabalha. Multiplicar o resultado por 12 meses. Se trabalhar em dólar, multiplicar pelo valor do dólar vigente. Desta maneira chegará ao valor de Manutenção de Estoque. 3) Custo de Transporte Se o transporte na sua empresa for terceirizado, considere o valor total pago ao(s) terceiro(s). Se for frota própria considere como custos: salários, encargos sociais, horas extras, administração, assistência médica/dentária, cesta básica, vale transporte, depreciação, manutenção (óleos e lubrificantes), restaurante, reformas mecânicas (peças), pneus, combustível, despachante/multas, seguro obrigatório, seguro dos veículos, seguro das cargas, licenciamento/IPVA e outros que possa ter. Se trabalhar com meia frota própria e meia frota terceirizada, terá de somar as duas. Depois de tudo calculado, somando-se 1 + 2 + 3 = Custo Logístico Agora que já sabe como calcular o Custo Logístico de sua empresa, mãos à obra e depois de apurado mostre a seu superior (supervisor, gerente, diretor, etc.) e tente reduzí-lo, mostrando o seu plano de ação para tentar baixar cada componente de custo. É importante ter conhecimento do seu Custo Logístico, pois afinal não podemos melhorar aquilo que não mensuramos. Com números, tudo fica mais claro e poderá saber ao certo onde está e para onde quer ir como meta. Marcos Valle Verlangieri, Diretor da Vitrine Serviços de Informações S/C Ltda., empresa que criou e mantém o http://www.guiadelogistica.com.br/ http://www.guialog.com.br/ARTIGO113.htm
segunda-feira, 14 de março de 2011
O futuro do profissional de logística
Falamos de logística no Brasil há apenas 17 anos e nunca um profissional se destacou tanto no Brasil em função de suas qualidades técnicas e pessoais quanto o profissional da área logística. Os profissionais de logística são bastante dinâmicos, criativos e motivados em solucionar problemas e a superar novos desafios. A dificuldade serve como um fator motivador e não como obstáculo profissional. Em geral, são profissionais com boa capacidade de comunicação, hábeis na negociação e têm facilidade de trabalhar em equipe, além de alta flexibilidade e adaptabilidade às mudanças.
Estes profissionais herdaram dos asiáticos o conhecimento e o gosto pelas ferramentas de gestão da qualidade total e técnicas de produção. Dos americanos, a paixão pelos transportes e o desafio de vencer as distâncias no mais curto tempo possível. E dos europeus, a preocupação com a racionalização dos espaços e da mão-de-obra nas atividades de movimentação e armazenagem e a habilidade de lidar com a logística global. Do mundo moderno herdaram o interesse e a facilidade em lidar com tecnologia e a preocupação e o compromisso em atender e superar as necessidades e expectativas de seus Clientes. Aos poucos estes profissionais estão avançando e superando as barreiras que os separavam dos Clientes de seus Clientes.Porém, ainda falta-lhes muita coisa. Faltam conhecimentos mais profundos em matemática financeira, custos, análise de investimentos, organização e métodos, pesquisa operacional e estatística aplicada à logística. Falta também uma visão sistêmica e abrangente de toda a cadeia de materiais e, em determinados casos, um maior conhecimento técnico da operação logística. No Brasil faltam bons cursos profissionalizantes e os que dispomos ainda estão bastante distantes da combinação ótima entre a teoria e a prática, e por isso, aguardem um pouco mais e invistam no auto aprendizado, através da realização de cursos rápidos e especializados, da leitura dos bons livros, artigos e reportagens disponíveis na mídia escrita e eletrônica. O maior aprendizado está na convivência e troca de experiências com seus colegas de trabalho, na relação com os Clientes e na execução da rotina diária. Em termos de mercado de trabalho, com o rápido avanço da terceirização logística no Brasil, que em poucos anos alcançará patamares semelhantes ao do mercado europeu, em torno de 70%, um novo e promissor mercado se abrirá para o profissional da área, principalmente em Transportadoras, Operadores Logísticos, Portos Secos e Freight Forwarders. Trabalhar nessas empresas passará a ser (se já não for) tão atrativo quanto atuar nas grandes indústrias. As grandes e médias empresas no setor da indústria e do comércio, cada vez mais necessitarão de excelentes profissionais, nos níveis operacional, tático e estratégico, proporcionando o desenvolvimento de uma completa hierarquia de cargos na área, comportando desde um estagiário ou trainee especializado a um Diretor ou Vice-Presidente de Logística, permitindo o encarreiramento de médio e longo prazo destes profissionais. Aos poucos o setor terciário (bancos, hospitais, instituições de ensino, serviços públicos e a indústria do lazer e do entretenimento) se renderá à ciência logística, se constituindo também num excelente e promissor mercado. A própria abrangência da área de Logística, ultrapassando os limites da atividade de transportes e distribuição e se estendendo ao PPCP, Gestão do Pedido do Cliente, Gestão de Compras, Gestão dos Estoques, Movimentação e Armazenagem, Logística Estratégica, Gestão dos Transportes, etc., criará infinitas combinações de oportunidades futuras para os profissionais da área. Portanto, se você ainda tinha alguma dúvida em seguir por uma área que até então era sinônimo de expedição e transporte, não fique em dúvida e aproveite a excelente oportunidade que se encontra à sua frente. Já se você atua na área há algum tempo, continue insistindo pois os bons frutos não demorarão a serem colhidos. Marco Antonio Oliveira Neves, Diretor da Tigerlog Consultoria e Treinamento em Logística Ltda. marcoantonio@tigerlog.com.br http://www.guialog.com.br/Y584.htm
Logística do descarte de medicamentos
1. Introdução Em um hospital, seja ele público ou privado, a administração de estoque dos medicamentos e suas formas de distribuição dizem muito em relação a qualidade da prestação de serviços pela farmácia. Um ponto importante nessa administração de estoque é o destino do descarte dos medicamentos com seus prazos de validade vencidos e suas conseqüências para o meio ambiente. No Brasil, o correto descarte dos resíduos sólidos de origem farmacêutica é normatizado tanto pelo Ministério da Saúde, quanto pelo do Meio Ambiente, que devem fornecer instrumentos para que os atores envolvidos em atividades que geram resíduos desta natureza possam dar-lhes a disposição final adequada. No entanto, existem dificuldades que apenas poderão ser superadas com a integração de todos os envolvidos nesta questão. 2. Metodologia e materiais Adotou-se uma entrevista estruturada com perguntas objetivas e claras, que foi respondido por um profissional da área de logística hospitalar, com questões referentes a logística dos descartes de medicamentos com prazo de validade vencidos. Além de levantamento bibliográfico sobre gestão Ambiental, voltado à descartes de fármacos. 3. Resultados Através da entrevista, o seguinte questionário foi respondido: a) Existe algum programa de coleta de medicamentos, com prazo de validade vencido, no hospital? Ou esses são simplesmente dispensados em algum tipo de lixo? Profissional: No hospital existe sim uma política de coleta para medicamentos vencidos e algumas empresas farmacêuticas também realizam a coleta de seus produtos vencidos ou não utilizados, quando solicitados. b) Nesse aspecto de coleta, o hospital segue normas da ANVISA e/ou CONAMA? Se sim, quais? P: RDC 306/2004 Anvisa e Conama 316/2002 c) Esse serviço de coleta é realizado pelo próprio hospital, ou por alguma empresa terceirizada contratada? P: Empresa contratada, mas ainda é importante ressaltar que existem poucas empresas especializadas nesse setor. d) O hospital utiliza de algum meio de incineração para certos tipos de medicamentos / matérias já utilizadas ou dispensadas? P: O hospital encaminha para empresa contratada o lixo químico e essa empresa trata os resíduos utilizando o tratamento térmico por incineração. Os materiais são encaminhados para a empresa contratada ou prefeitura de acordo com a utilização, por exemplo: os materiais que contenham resíduos químicos vão para a empresa contratada e os materiais que tem fluido corporal são retirados pela prefeitura, onde terão o devido descarte 4. Conclusões Através da entrevista estruturada e do levantamento bibliográfico, podemos chegar à conclusão que existe hoje muita dificuldade para que as pessoas descartem corretamente os medicamentos restantes de tratamentos ou que estejam com a data de validade vencida. Há poucos estabelecimentos especializados em seu recolhimento e destinação, e também pouco se sabe sobre a melhor forma de eliminá-los [1]. O que segundo o profissional entrevistado, deveria ser mais divulgado pelos órgãos de imprensa com campanhas governamentais, pois isso é um problema de saúde pública que afeta a grande massa da população. Segundo ainda o profissional entrevistado, a destinação correta dos medicamentos vencidos ou não utilizados é a incineração, que deve ficar a cargo de uma empresa com licença ambiental para esse fim, por estar em jogo produtos que contêm em sua formulação substâncias química. Concluímos ainda que a apoio das prefeituras realizando as coletas de materiais hospitalares, sejam eles medicamentos ou materiais com resíduos biológicos é de extrema importância para o bom andamento de todo o processo de descarte.
Autores: Bruno de A. Alves*, Wanderson A. de S. Conceição, Newton E. Yamada (Faculdade de Tecnologia de São José dos Campos – FATEC SJC) http://www.logisticadescomplicada.com/logistica-do-descarte-de-medicamentos/
Empresas terão de implantar logística reversa para o descarte de produtos que ameaçam saúde ou meio ambiente
Fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes deverão manter uma estrutura para coletar embalagens e produtos após o uso, dando-lhes destinação ambientalmente correta. É o princípio da logística reversa, que será adotado para produtos que ameaçam saúde ou meio ambiente, o que já ocorre com descarte do lixo hospitalar e farmacêutico O projeto sobre a política de resíduos sólidos inova ao transformar em lei a exigência de logística reversa para produtos que ameaçam a saúde ou o meio ambiente, como já é feito com o lixo hospitalar e farmacêutico. Fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes serão obrigados a manter uma estrutura para coletar embalagens e produtos após o uso. Os setores de agrotóxicos, pilhas e baterias, pneus, óleos lubrificantes, lâmpadas fluorescentes (que contêm vapor de sódio ou mercúrio) e produtos eletroeletrônicos (e seus componentes) devem implantar essa coleta. A proposta permite ainda que essa exigência seja estendida a outros setores, como embalagens plásticas, metálicas e de vidro. A ideia é que a implantação da logística reversa comece pelas cadeias produtivas que, por resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), já têm essa obrigação. O recolhimento, a desmontagem, a reciclagem e a destinação ambientalmente correta desses materiais são conhecidos como logística reversa. Para realizar esse recolhimento, os empresários poderão recorrer à compra de produtos ou embalagens usados, à parceria com cooperativas de catadores e à criação de postos de coleta. Se a empresa de limpeza urbana, por meio de acordo com um setor produtivo, realizar essa coleta, o poder público deverá ser remunerado, segundo acordo entre as partes. Apenas as empresas dos setores submetidos à logística reversa estariam obrigadas a recolher os produtos e resíduos. As demais teriam obrigações preventivas para reduzir a produção de resíduos poluentes, desde que a medida não seja inviável do ponto de vista econômico. A proibição da importação e recauchutagem de pneus usados e de outros resíduos também faz parte do projeto de lei. http://www.senado.gov.br/noticias/Jornal/emdiscussao/revista-em-discussao-edicao-junho-2010/noticias/empresas-terao-de-implantar-logistica-reversa-para-o-descarte-de-produtos-que-ameaam-saude-ou-meio-ambiente.aspx
Quando o controle se transforma em ilusão
Gisela Kassoy - Consultoria em Criatividade Os gerentes de antigamente devem se lembrar dos tempos do POC, acróstico para Planejamento, Organização e Controle, oriundo da idéia que as coisas basicamente aconteceriam conforme o planejado. Era isso mesmo: com um bom planejamento, e se a turma fizesse as coisas direito, tudo daria certo. As premissas eram essas e nem sempre funcionavam, mas dava para se basear nelas. Mas o mundo muda. E muda cada vez mais e mais rapidamente, a ponto de corrermos o risco (ou a certeza) de vê-lo mudado quando formos conferir os resultados de nosso planejamento. Além disso, somos forçados a trazer soluções novas, que nunca foram testadas e que portanto poderão trazer resultados e reações imprevisíveis. E as pessoas, estão acompanhando esta nova forma de pensar e agir? Como fica a idéia de controle, num mundo com tantas variáveis que não podemos controlar? Médicos e psicólogos já notaram uma das conseqüências da ilusão de poder controlar o incontrolável, que é o chamado burn-out, o stress típico de quem depende de variáveis externas para obter sucesso. Educadores, vendedores e demais profissionais cujos resultados dependem do comportamento de outras pessoas talvez estejam mais treinados a administrar imprevistos, mas a surpresa acontece também quando lidamos com estratégias de marketing, lançamento de produtos, decisões de carreira e investimentos financeiros. É possível ser bem sucedido num mundo assim? Sim, desde que mudemos nossa forma postura e aceitemos que certas variáveis são mesmo incontroláveis. Veja como: Entenda a Diferença Entre Ser Gerente e Ser Gestor: No Aurélio, trata-se de sinônimos, mas no mundo das organizações, o gerente é mais um administrador, enquanto o gestor é aquela pessoa que, conforme os objetivos da empresa, cria um ambiente propício para que coisas aconteçam e lida criativamente com o acontecido. Faça uma lista de suas tarefas de gerente e suas tarefas de gestor, e adapte sua forma de atuação para cada um dos casos. Esqueça o Erro, Pense em Surpresas: Recentemente a revista Exame fez uma matéria sobre a transformação de imprevistos em vantagens. Um exemplo foi o Shopping Frei Caneca, planejado para ser um Shopping tradicional que acabou tendo que se adaptar ao público gay, freqüentador da região. Houve um erro de previsão? Ou nós é que temos que mudar a visão de erro? Se passarmos a ver o inesperado como novidades, teremos agilidade para nos adaptarmos às circunstâncias. Foi o que fez a direção do Shopping ao direcionar suas lojas para esse mercado. Clay Carr, autor do livro O Poder Competitivo da Criatividade chama a habilidade de aproveitar fenômenos como o exemplo acima de Administração da Surpresa, uma habilidade que teremos de desenvolver cada vez mais. Não Tema a Frustração: Um dos brinquedos favoritos da minha infância era o João Bobo, desenvolvido para que as crianças tentassem derrubar, mas que nunca tombava. Pelo contrário, quanto mais violento o golpe que ele levava, mais rapidamente ele se levantava. Pois o João Bobo era muito esperto! Em vez de evitar os tombos, o que ele fazia bem era se recompor para voltar a ficar em pé. Quem deixa de arriscar por temer o erro e a frustração não se dá nem a chance de acertar nem a de vivenciar uma boa surpresa. Como já foi mencionado antes, num mundo mutante os fatores negativos podem rapidamente se transformar em oportunidades. Planeje, Crie Métricas. Acima de Tudo, Monitore: Contar com o imprevisível não significa deixar os fatos ocorrerem ao sabor do vento. Pode parecer um paradoxo, mas nunca se deu tanta importância ao planejamento, bem como às métricas que avaliarão os resultados. A diferença é que as métricas não existem apenas para avaliações: a função delas são o monitoramento, os ajustes, o aprendizado, cada vez mais sofisticados e mais atentos às variáveis externas. Erre Rápido e Erre Direito: Alexander Mandic, um bem sucedido empresário brasileiro do mundo da internet fala em errar rápido, ou seja, a capacidade de reagir rápida e eficazmente ao inesperado. Podemos pensar também em errar direito, ou seja, termos planos B, C e D e criarmos rapidamente um plano E. Aceite os Presentes Que O Mundo Dá: Cada vez mais, as coisas acontecerão de forma diferente de nossas previsões. Aceite e permita-se surpreender. É como acontece com os filhos: nem sempre eles puxam os olhos do pai e o nariz da mãe, mas trazem alegrias que a nossa fantasia jamais imaginaria. http://www.portalcmc.com.br/lid_art21.htm
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