quinta-feira, 17 de março de 2011
Estado de São Paulo vive epidemia de conjuntivite
Surtos se espalharam pelo litoral; governo admite que número de casos deve ser maior Uma epidemia de conjuntivite foi decretada no Estado de São Paulo depois que surtos foram identificados no interior e se espalharam pelos litorais sul e norte até chegar na capital esse ano. Somente na capital paulista, os serviços de saúde receberam mais de 50.405 notificações de conjuntivite viral, de 1º de fevereiro até 15 de março, de acordo com o CCD (Centro de Controle de Doenças) da Coordenação de Vigilância em Saúde. Mesmo sem números oficiais, já que não há obrigatoriedade das unidades de saúde em reportar os dados, mais de 18 mil casos foram confirmados no litoral, segundo levantamento passado pelas secretarias municipais de Saúde. Uma epidemia de conjuntivite foi decretada no Estado de São Paulo depois que surtos foram identificados no interior e se espalharam pelos litorais sul e norte até chegar na capital esse ano. Somente na capital paulista, os serviços de saúde receberam mais de 50.405 notificações de conjuntivite viral, de 1º de fevereiro até 15 de março, de acordo com o CCD (Centro de Controle de Doenças) da Coordenação de Vigilância em Saúde. Mesmo sem números oficiais, já que não há obrigatoriedade das unidades de saúde em reportar os dados, mais de 18 mil casos foram confirmados no litoral, segundo levantamento passado pelas secretarias municipais de Saúde. No entanto, esses números devem ser muito maiores, explica Norma Helen Medina, diretora técnica do centro de oftalmologia sanitária do centro de vigilância epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde. Ela diz que os números apresentados não são “nem a ponta do iceberg”. - Não é surto mais, é uma epidemia de conjuntivite viral. A gente identificou que a epidemia começou no interior do Estado no fim de janeiro e a gente sabia que depois do Carnaval ia piorar. Segundo a Vigilância Epidemiológica do Estado, o surto que começou em janeiro deste ano no oeste paulista, se propagou para as regiões litorâneas depois do Carnaval e se transformou em uma epidemia de origem viral. Penitenciárias vivem surtos O primeiro caso notificado oficialmente foi em uma penitenciária de Flórida Paulista (SP). Segundo a diretora, já foram identificados surtos também em mais de dez penitenciárias do Estado, como em Santo André (com 900 casos) e em Osasco. Na conta da vigilância, foram contabilizados 4 mil casos em janeiro, 13.063 em fevereiro e mil em março, até o dia de hoje. - Mas deve ser bem mais, já que muitos municípios não me passaram ainda nem dados de janeiro. A vigilância identificou o surto por enterovírus (tipo de vírus da conjuntivite de maior capacidade de disseminação, mas de cura mais rápida) entre o fim de janeiro e começo de fevereiro. O vírus é o mesmo que causou surto no Estado em 2003. Baixada Santista A inflamação ocular, mais comum no verão, já atingiu pelo menos 9.473 pessoas neste ano só na Baixada Santista. Em Santos estão acumulados o maior número de casos, 4.048, de acordo com a Vigilância Epidemiológica. Em segundo lugar está Cubatão (1.193), e, em terceiro, São Vicente (980). Em outros municípios do litoral os números também são altos: Peruíbe (941); Bertioga (872); Guarujá (527); Mongaguá (462); Itanhaém (350). Em Praia Grande, cerca de cem pessoas pegaram conjuntivite desde 28 de fevereiro, data que começou a contagem no município. Rosemeiry Nemetz, chefe da sessão de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde de Santos, confirma o surto e afirma que o número de casos no município é bem maior do que no ano passado, quando foram contabilizadas apenas 13 pessoas infectadas nessa mesma época do ano. Segundo ela, os bairros de maior densidade populacional – Morro São Bento, Estuário, Macuco e Aparecida - foram os mais atingidos e os adultos jovens são a maioria entre os infectados. -O surto se iniciou a partir de 21 de fevereiro, e o maior aumento ocorreu a partir de 28 de fevereiro. Mas antes do Carnaval já houve aumento no número de casos. Litoral norte O litoral norte também já apresenta surtos. Somente em São Sebastião, já foram notificados ao menos 1.211 casos e, em Ilha Bela, mais de mil pessoas já receberam o mesmo diagnóstico, segundo as secretarias municipais de saúde dos municípios. Para evitar mais casos, as prefeituras locais fazem campanhas de uso de álcool gel em escolas e hospitais e pedem para a população evitar aglomerações e lavar as mãos com frequência. Unidades de saúde municipais estão realocando pacientes com sintomas da conjuntivite para salas reservadas a fim de tirá-los dos prontos-socorros onde possam espalhar a doença. Na capital, a área técnica de Saúde Ocular do CCD elaborou material com orientações de prevenção para divulgação junto à população e foi elaborado um alerta para os profissionais de escolas e creches, que receberam orientações sobre as condutas e medidas de controle. Além disso, a notificação passou a ser compulsória para todos os casos individuais atendidos nos serviços de saúde do município. Com informações da Agência Estado http://noticias.r7.com/saude/noticias/estado-de-sao-paulo-vive-epidemia-de-conjuntivite-20110316.html
Sírio-Libanês abre unidade em Brasília
Capital será a primeira cidade fora do Estado a receber um centro de oncologia da instituição, que iniciará atividades em junho Depois de 85 anos de existência, o tradicional Hospital Sírio-Libanês, localizado na capital paulista, vai ampliar suas atividades para fora de São Paulo. A primeira cidade a receber uma unidade da instituição será Brasília. Prevista para abrir suas portas na primeira quinzena de junho, a unidade do Sírio-Libanês na capital federal terá como foco uma doença que deve acometer quase 500 mil brasileiros este ano: o câncer. O Centro de Oncologia do Sírio-Libanês pretende, nas palavras do diretor da área no hospital, Paulo Hoff, oferecer aos pacientes a oportunidade de tratamentos mais próximos de casa e estabelecer parcerias com o corpo médico da cidade. “Não queremos transplantar modelos de São Paulo em Brasília. Queremos que a experiência do centro de São Paulo seja adaptada à realidade e condições da cidade, que já tem um serviço médico muito bom”, ressalta Hoff. Formado em medicina pela Universidade de Brasília (UnB), o oncologista da presidenta Dilma Housseff e do ex-vice-presidente José de Alencar lembra que o hospital tem muitos pacientes que vivem na capital do País, famosos ou não. No entanto, a proposta é alcançar um número maior de pessoas. “Brasília hoje é um centro não só de distribuição de vôos, mas que atrai pessoas do Norte, Nordeste e Centro-Oeste do País. Nós imaginamos que Brasília possa ser um foco de atração para quem busca tratamento oncológico de qualidade”, afirma. A infra-estrutura aeroportuária e hoteleira da cidade, para ele, também são facilitadores. “Além disso, temos um corpo clínico de alto nível na cidade, bons serviços de suporte, como imagens e laboratórios de reconhecida competência com os quais poderemos construir essa proposta. Queremos trazer algo a mais ao serviço feito em Brasília”, destaca. O centro terá cerca de 50 funcionários. Dividido em três andares, o centro se prepara para iniciar suas atividades em condições de oferecer atendimento clínico em oncologia: consultas e aplicações de quimioterapia, inicialmente. A previsão é que os seis consultórios – que serão ocupados inicialmente por quatro médicos – e as 12 salas individuais para aplicação de quimioterapia possam atender até 800 consultas e 600 aplicações de quimioterapia por mês. Em um futuro próximo – cerca de um ano – a unidade deverá oferecer também serviço de radioterapia. A área específica também está sendo construída e a máquina para aplicação já foi encomendada. Porém, o equipamento é preparado sob medida e leva até um ano para ficar pronto. Ao todo, estão sendo investidos R$ 6 milhões nessa unidade. Benefícios As dúvidas e os desconfortos enfrentados por quem recebe o diagnóstico da doença precisam ser minimizados na opinião da equipe do Sírio-Libanês. Os quartos individuais do centro têm o objetivo de ajudar o paciente a não pensar no estresse do momento da aplicação da quimioterapia, por exemplo. “O diagnóstico do câncer é muito traumático e a gente quer humanizar ao máximo esse atendimento”, comenta Paulo Hoff. O coordenador médico da nova unidade, Gustavo Fernandes, explica que a proposta é manter os pacientes o máximo possível fora do hospital. “Além disso, só queremos locomover o paciente para outra cidade quando realmente houver benefício para essa pessoa. Muitas vezes o paciente se desloca para ouvir algo que não é necessário ou poderia ser tratado no conforto da sua casa”, ressalta. O diretor do Centro de Oncologia do Sírio-Libanês, Paulo Hoff, reconhece que há diferenças regionais de acesso às tecnologias para o tratamento do câncer, não só no Brasil, mas em muitos países. “Mas uma minoria de pacientes pode necessitar dessas tecnologias adicionais. Acredito que hoje a vasta maioria dos pacientes de Brasília pode ser tratada com a total eficiência aqui na cidade”, diz. Claudio Ferrari, hematologista e oncologista que exercerá um papel integração entre os centros de oncologia de São Paulo e de Brasília, lembra ainda que o trabalho integrado aos demais médicos do paciente, que estão na cidade, fica mais fácil. Ensino e pesquisa Os centros de Brasília e São Paulo farão reuniões semanais via satélite para discutir os casos mais complexos, prática já utilizada hoje na sede paulista. “Temos diariamente em São Paulo reuniões multidisciplinares entre oncologistas, cirurgiões, patologistas, radiologistas, clínicos gerais e queremos que os médicos de Brasília participem também”, afirma Hoff. Trabalhar na capital federal era um sonho antigo do chefe da oncologia do Sírio-Libanês, por causa do carinho pela cidade onde se formou. No futuro, as ambições são ainda maiores: estabelecer parcerias com as universidades, ampliar programas de residência em Brasília. “Essa incorporação de projetos de ensino e pesquisa vai ser feita paulatinamente”, conta. Um primeiro passo foi a doação de uma máquina de radioterapia ao Hospital Universitário de Brasília. “É um sinal do que podemos fazer juntos. Como o Sírio é um hospital filantrópico, ele precisa reinvestir o dinheiro que seria gasto com os impostos não-recolhidos. Toda a renda que for gerada em Brasília será reinvestida com projetos na cidade”, garante. http://saude.ig.com.br/minhasaude/siriolibanes+abre+unidade+em+brasilia/n1596811933272.html
Número de doadores de órgãos no país cresce 14% em um ano
Segundo Ministério da Saúde, País bateu seu recorde em doações de órgãos Balanço divulgado hoje (16) pelo Ministério da Saúde mostra que o número de doadores efetivos (falecidos) de órgãos no Brasil aumentou 14% no período de 12 meses – passando de 1.658 em 2009 para 1.896 no ano passado. aumento levou o País a atingir a marca, considerada histórica, de 9,9 doadores por milhão de habitantes (ppm). O índice, em 2009, totalizava 8,7 ppm – um crescimento de 13,8%. Dados mostram que estados como Santa Catarina e São Paulo registraram índices de doações próximos aos de países desenvolvidos e que mantêm médias acima de 20 ppm. Os índices em ambos os estados são, respectivamente, 17 ppm e 21 ppm. O aumento do número de doadores e, por consequência, do de transplantes, se deve, segundo o ministério, ao aperfeiçoamento dos processos de doação, como notificações por morte encefálica mais precoces e cuidado intensivo dos doadores. * Por Paula Laboissière http://saude.ig.com.br/minhasaude/numero+de+doadores+de+orgaos+no+pais+cresce+14+em+um+ano/n1596814582050.html
Como se prevenir da conjuntivite
Hospital São Paulo, na zona sul da capital, registra 300 casos por dia. Veja como evitar o problema Ela pode ser considerada quase como uma “prima” da gripe. Embora tenha inúmeras formas de contaminação, a viral é a mais comum, e a grande responsável pelos surtos esporádicos da doença. A secretaria de Saúde do Estado de São Paulo afirma que o número de casos está abaixo do esperado. De janeiro a fevereiro de 2010 foram registrados 19.478. Para o mesmo período deste ano, já foram computados 16.208 casos. A prévia, porém, contradiz os índices no Interior e na Baixada Santista, que já registra mais de 10 mil casos da doença. As altas taxas de contaminação da população, em determinados locais, suspenderam aulas em escolas públicas e somam, diariamente, vítimas nas filas dos hospitais. No Hospital São Paulo, na zona sul da capital paulista, ligado a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), desde fevereiro os casos são crescentes. Nos últimos três dias, o pronto atendimento diagnosticou mais de mil casos de conjuntivite, uma média de 300 pacientes por dia. Assim como a gripe, a doença é de fácil contaminação. Ter o problema não é sinônimo de organismo doente, mas a baixa imunidade torna o indivíduo mais suscetível. O vírus pode ser transmitido por contato direto e indireto. Formas de contaminação Não lavou as mãos antes de coçar os olhos? Um ato simples assim pode resultar em coceira, inchaço e irritação: pronto, a conjuntivite pegou. “Não sabemos se os ambientes pelos quais passamos foram frequentados por pessoas contaminadas. Locais com aglomeração são os principais focos de transmissão”, explica Elizabeth Nogueira, chefe do pronto socorro de oftalmologia da Unifesp. Segundo a médica, não existe relação entre umidade relativa do ar, épocas do ano ou poluição. Os vetores de transmissão são os ambientes fechados e as aglomerações. Uma pessoa contaminada, ao fazer uso de transporte público, por exemplo, é suficiente para que o vírus se propague, alerta a médica. conjuntivite pode ser viral, bacteriana e alérgica. Esta última não é contagiosa, explica a especialista. Os surtos são provocados pelo vírus, que se aloja na membrana da pálpebra inferior, chamada conjuntiva, provocando a inflamação. Vermelhidão, coceira e inchaço e olhos lagrimejantes são os sintomas clássicos. Paliativos perigosos Elizabeth esclarece: não há tratamento que acelere o processo de recuperação. O recomendado é fazer compressas com água filtrada ou soro fisiológico, e usar sempre produtos descartáveis – algodão ou gaze – nunca panos ou toalhas. “O grande erro para aliviar os sintomas é utilizar toalhas. Elas ficam contaminadas e postergam a recuperação. É fundamental utilizar produtos higiênicos descartáveis a cada nova compressa.” O tratamento, embora paliativo, minimiza a coceira e a sensação de desconforto. A conjuntivite dura, em média, de cinco a sete dias. Em casos mais agressivos, ou por descuido do paciente, pode se estender por 10 dias. O ideal, defende a oftalmologista, é que o paciente seja afastado do local de trabalho durante esse período mínimo, pois o risco de contaminação é alto. Depois de sete dias, o risco de transmissão torna-se desprezível. A especialista ainda alerta quanto ao uso de colírio, água boricada e chás caseiros: os três são contraindicados. Nenhum medicamento deve ser usado sem orientação médica, mas, no geral, a maioria dos colírios alteram o sistema imunológico e podem retardar a recuperação em vez de ajudar. A água boricada e os chás causam mais irritação e pioram o quadro de inchaço. As pessoas que usam lentes de contatos corretivas devem descartá-las após o diagnóstico da doença. Quem já teve o problema não está imune de uma nova contaminação. A única forma de prevenir é lavar bem as mãos e evitar o contato com os olhos nesses períodos de surto, alem de não dividir objetos de uso comum. Leia abaixo, as dicas da médica. Prevenção - Não coçar os olhos antes de lavar as mãos - Não compartilhar objetivos de uso comum com pessoas contaminadas Tratamento - Fazer compressas com água filtrada gelada ou soro fisiológico, sempre feitas com gase ou algodão e descartados a cada novo procedimento - Nao utilizar toalhas ou panos para fazer compressas - Não coçar a região afetada - Não usar colírio, água boricada ou chás caseiros http://saude.ig.com.br/minhasaude/como+se+prevenir+da+conjuntivite/n1596815079798.html
quarta-feira, 16 de março de 2011
Dicas: 14 aplicativos médicos de sucesso no mercado
por Saúde Business Web 15/03/2011 Alguns são voltados para áreas clínicas, outros tem um perfil de gestão, mas todos são úteis para os profissionais e instituições de saúde O Saúde Business Web preparou uma lista com mais de dez aplicativos para uso na área médica para o iPad e iPhone da Apple. Alguns são voltados para as áreas clínicas, outros tem um perfil mais de gestão, mas todos são muito úteis para os profissionais e instituições de saúde. Além das imagens dos aplicativos, você pode conferir a descrição, preço e o link para baixá-lo. http://www.saudebusinessweb.com.br/galeria/album.asp?codAlbum=378&CodSlide=3954&PagAtualThumb=1
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