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sexta-feira, 18 de março de 2011

Imagem compara cérebro saudável a outro com Alzheimer

DA REUTERS A campanha mundial Brain Awareness Week (BAW) divulgou nesta segunda-feira uma imagem que compara o hemisfério de um cérebro saudável ao hemisfério do cérebro de uma pessoa que sofre de Alzheimer. A foto foi divulgada pela unidade morfológica de psicopatologia da divisão de neuropsiquiatria do Hospital Universitário Idee Belle, em Chêne-Bourg, próximo a Genebra, na Suíça. A unidade estoca mais de 11.000 cérebros humanos desde o começo do século 20, destinados à educação e pesquisas. A campanha, que acontece entre 14 e 18 de março, tem como objetivo sensibilizar o público sobre os progressos e benefícios das pesquisas sobre o cérebro. Realizada desde 2008, a BAW reúne universidades, hospitais, grupos de pacientes, órgãos públicos, escolas, organizações de serviços e associações profissionais em todo o mundo durante uma semana. http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/888388-imagem-compara-cerebro-saudavel-a-outro-com-alzheimer.shtml

Ministério vai rever processo de compra de antirretroviral

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o processo de compra de medicamentos contra a Aids será revisto, embora tenha negado desabastecimento na rede pública. Nos últimos dias, o ministério recomendou às unidades de saúde que o atazanavir fosse substituído por outras drogas quando possível, já que ele não estava disponível em algumas localidades. Nesta quinta-feira, Padilha garantiu que a droga estará em todas as unidades de saúde até o final do mês. Outras duas drogas (saquinavir e diadosina) foram objeto de recomendações do ministério, mas, nesse caso, a orientação foi por um "planejamento melhor do estoque", segundo Padilha. "Não houve interrupção de nenhum tratamento por causa do fornecimento", disse. Ele afirmou que pediu à sua equipe um detalhamento da aquisição dos medicamentos para possíveis modificações. "Se houve falha no processo de compra, quero saber onde foi", disse. Não é a primeira vez que surgem problemas na distribuição de antirretrovirais. No ano passado, quatro medicamentos ficaram temporariamente em falta, o que gerou diversos protestos de pacientes. http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/890134-ministerio-vai-rever-processo-de-compra-de-antirretroviral.shtml

Bactérias que causam tuberculose estão mais resistentes a antibióticos

Bactérias que causam tuberculose são cada vez mais resistentes aos remédios para curar a doença, o que ameaça os avanços das últimas décadas, segundo um relatório publicado nesta quinta-feira pela revista "The Lancet". O relatório, divulgado nas vésperas do Dia Mundial contra a Tuberculose (24 de março), ressalta o impacto causado por outros fatores de risco, como tabagismo e diabetes, no aumento da incidência da doença no mundo todo. A tuberculose mata, anualmente, 1,7 milhão de pessoas e o número atual de doentes (cerca de 9 milhões) é o mais alto registrado na história, segundo o trabalho coordenado pelos professores Alimuddin Zumla, do University College de Londres, e Stephen Lawn, da Universidade da Cidade do Cabo (África do Sul). Um total de 80% dos casos ocorre em 22 países pobres e emergentes, com especial incidência na África Subsaariana, onde são registrados quatro de cada cinco casos de tuberculose associados ao vírus da Aids, uma combinação com "efeito devastador". "O aumento das taxas de tuberculose resistente aos remédios no leste da Europa, Ásia e África Subsaariana ameaça prejudicar os avanços realizados mundialmente com os programas de controle da tuberculose", afirmaram os autores. O relatório assinala que os principais fatores de risco para contrair e desenvolver plenamente a doença são o vírus da Aids --que multiplica por 20 a probabilidade de ter tuberculose--, viver em situação de pobreza e superpopulação. No entanto, outros elementos preocupam os especialistas, como "a epidemia global de diabetes e as altas taxas de consumo de tabaco em países pobres e emergentes". "Estes são os elementos que podem fazer a epidemia de tuberculose disparar", indicaram Zumla e Lawn, que asseguraram que a diabetes multiplica por três o risco de adquirir tuberculose e que o tabagismo multiplica por dois. Há, além disso, outros muitos fatores de risco: câncer, carência de vitamina D, alcoolismo, poluição em espaços fechados, problemas renais crônicos, herança genética, e uso de corticoides e de remédios antagonistas do fator de necrose tumoral (FNT), para tratar dores como a artrite reumatoide. Estudos na América do Norte demonstraram que os FNT aumentam em 50% o risco de desenvolver a doença em pacientes infectados e que os corticoides aumentam em 100%. O estudo conclui que os principais problemas a serem superados são a falta de exames acessíveis de diagnóstico, a excessiva duração dos tratamentos, a falta de uma vacina eficaz, o surgimento de bactérias resistentes aos remédios e a fragilidade dos sistemas públicos de saúde nos países pobres e em desenvolvimento. Apesar disso, afirma que "há razões para o otimismo", porque esse é um momento de excelência nas pesquisas para a prevenção, diagnóstico e tratamento da doença. Mas esse impulso não servirá de nada, advertem, "se não houver um grande compromisso político e financeiro para garantir que possam ser cumpridos os objetivos do Plano Global da Organização Mundial da Saúde (OMS) 'STOP TB' para o período 2006-15". http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/890231-bacterias-que-causam-tuberculose-estao-mais-resistentes-a-antibioticos.shtml

Ministro confirma falta de medicamentos antirretrovirais

Agência Brasil Brasília – O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, confirmou nesta quinta-feira, 17, que a pasta enfrenta problemas por causa da falta do medicamento atazanavir, antirretroviral utilizado no tratamento contra o HIV/aids medidas adotadas pelo ministério para contornar a situação incluem o fracionamento da entrega do medicamento ou mesmo a substituição temporária do remédio. Padilha garantiu que, em nenhum momento, houve interrupção do tratamento e que os pacientes não foram prejudicados pelo problema. Ainda de acordo com o ministro, a pasta já havia determinado mudanças no processo de compra, organização e distribuição de antirretrovirais para este ano. O Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais divulgou nota técnica com orientações para os médicos até que a situação seja normalizada. http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,ministro-confirma-falta-de-medicamentos-antirretrovirais,693419,0.htm

Genérico de medicamento para colesterol chega às farmácias

Rosuvastatina cálcica é versão do remédio de referência Crestor; estão disponíveis pelo menos 100 mil unidades Fernanda Bassette - O Estado de S.Paulo Pacientes em tratamento contra o colesterol elevado terão agora mais uma opção de genérico disponível nas farmácias. A versão genérica do Crestor (rosuvastatina cálcica) será comercializada pela Germed Pharma. A comercialização do genérico será possível porque a Justiça cassou uma liminar obtida no início do mês e também indeferiu a ação proposta pela AstraZeneca, responsável pelo medicamento de referência. A empresa alega que ainda tem direito de exclusividade sobre a droga e afirmou, por meio de nota, que vai tomar as medidas jurídicas necessárias para tentar reverter a decisão. A Germed foi a primeira farmacêutica a conseguir o registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) da rosuvastatina cálcica. Há outros quatro laboratórios interessados em comercializar a versão genérica: três estão com os pedidos aguardando documentação e um outro ainda está em análise. Segundo a Germed, a versão genérica será vendida em duas apresentações: de 10 mg e 30 cápsulas e de 20 mg e 30 cápsulas, por serem as opções mais vendidas. A versão de 40 mg não será comercializada por enquanto. Cerca de 100 mil embalagens da rosuvastatina foram distribuídas a farmácias de todo o País. Mais barato. Pela legislação dos genéricos, a droga será oferecida por um preço no mínimo 35% menor que o do medicamento de referência. Segundo a Associação Brasileira de Comércio Farmacêutico (ABCFarma), o preço máximo ao consumidor do Crestor na versão de 10 mg é de R$ 118,15. O genérico poderá custar, no máximo, R$ 76,80. O Crestor de 20 mg tem preço máximo de R$ 206, 98, enquanto a versão genérica poderá custar até R$ 134,53. http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110317/not_imp693053,0.php