Mais de 1.700 pessoas serão avaliadas nos Estados Unidos Pesquisadores americanos estão convocando voluntários para testar um medicamento contra o câncer colorretal – que afeta o intestino grosso e o reto. A substância que será testada é a estatina, um remédio já conhecido e usado para o controle do colesterol alto. Estudos anteriores já tinham demonstrado que pessoas que tomam estatinas possuem menos pólipos no cólon – crescimento anormal do tecido que, se não for tratado, pode dar origem ao câncer na região. No entanto, de acordo com Bruce Boman, professor de Oncologia da Universidade Thomas Jefferson e principal autor do estudo, essas pesquisas foram apenas resultados de retrospectivas e estudos observacionais. - Precisamos agora de respostas definitivas para saber se as estatinas são um método quimiopreventivo ou não. Os cientistas pretendem avaliar 1.740 voluntários durante um período de cinco anos. Serão escolhidas pessoas que foram diagnosticadas com câncer colorretal em estágio inicial, mas que não estavam tomando estatinas. Um grupo vai receber a rosuvastatina e outro receberá placebo (substância sem efeito). O estudo vai envolver ainda cerca de 400 centros médicos de toda América do Norte. De acordo com o médico Norman Wolmark, que também vai participar do estudo, a expectativa dos médicos é que o estudo ajude a reduzir os números da doença. http://noticias.r7.com/saude/noticias/cientistas-testam-remedio-contra-colesterol-para-prevenir-cancer-de-intestino-e-reto-20110323.html
quarta-feira, 23 de março de 2011
Anvisa restringe prescrição e descarte de talidomida
Norma deve ser publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (23)
Depois de seis anos de discussão, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) enfim fechou o cerco contra a talidomida e imporá um controle mais rígido sobre a prescrição e o descarte desse medicamento.
O uso indevido do remédio na gestação está causando malformações nos braços e pernas dos bebês, entre outros tipos de deficiência física, desde o fim dos anos 1950, quando o problema foi revelado. No Brasil há, ao menos, 613 vítimas. Estima-se que no mundo sejam 15 mil.
Em reunião da diretoria colegiada, a agência aprovou ontem nova resolução em que aumenta o controle sobre o uso da substância e promove o uso seguro para evitar o nascimento de crianças com deficiências físicas. A norma deve ser publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (23). A resolução entrará em vigor no prazo de 90 dias.
A partir desse prazo, todas as reações adversas decorrentes do uso da talidomida deverão ser obrigatoriamente notificadas. Além disso - seguindo o exemplo usado nos maços de cigarro -, a embalagem do remédio e o folheto explicativo destinados aos médicos virão com uma imagem de uma criança acometida pela talidomida. Outra mudança é o aumento do controle dos resultados do uso do medicamento e o acompanhamento do descarte ou da devolução das sobras, caso o paciente morra no período.
Segundo Dirceu Barbano, diretor da Anvisa, a agência propôs a ampliação do controle do remédio porque o seu uso se justifica e não há "interesse econômico envolvido, como ocorre com a discussão da proibição do uso dos anorexígenos" - no caso, a sibutramina.
As situações de saúde para as quais a talidomida é indicada requerem maior controle e não a retirada do remédio do mercado.
- Sem o medicamento, pacientes ficariam sem tratamento.
Ele lembrou que, no casos dos anorexígenos, não há comprovação de sua eficácia nem elementos claros sobre riscos.
http://noticias.r7.com/saude/noticias/anvisa-restringe-prescricao-e-descarte-de-talidomida-20110322.html
Anvisa e Câmara do Fumo travam guerra sobre proibição de cigarros aromatizados
Proposta da agência pretende limitar o uso de aditivos nos produtos
Os cigarros com sabor e aroma de menta, bebidas, perfumes, colônias e doces podem estar com os dias contados no Brasil. A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara debate nesta terça-feira (22) a proposta da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) de restringir o uso de aditivos nos cigarros e proibir a publicidade do produto no interior dos estabelecimentos de venda.
De acordo com o diretor da Anvisa, José Agenor Alvares, os cigarros com aromatizantes, além de serem mais tóxicos, estimulam os jovens a iniciarem o hábito.
- Aromatizantes e flavorizantes são expedientes utilizados pela indústria de tabaco para fazer com que as crianças e os adolescentes iniciem no hábito de fumar porque essas substâncias mascaram o gosto da nicotina.
Uma consulta pública sobre o assunto está aberta desde novembro de 2010 e segue até 31 de março. Depois desse período, a Anvisa promoverá audiências para debater o tema. A intenção é atualizar uma resolução já existente, de 2001, quando ainda não existiam cigarros aromatizados no Brasil.
No entanto, o presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Fumo, Romeu Schneider, utiliza o argumento econômico para defender a adição de sabor e cheiro aos cigarros. A câmara é ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
Schneider é contra até mesmo que se dê continuidade às consultas públicas atualmente em curso na Anvisa. Ele diz que o setor gera 140 mil empregos por ano no Brasil.
- O governo perderia R$ 5,2 bilhões por ano em arrecadação, além de perda de centenas de milhões de dólares na exportação de tabaco. Esses números acho que são mais do que suficientes para impedir que essas consultas públicas sejam implementadas.
O diretor da Anvisa, contudo, pondera que o Estado gasta bilhões de reais por ano para tratar dependentes químicos do cigarro e das doenças decorrentes desse hábito.
- Essa questão dos impostos não tem relevância. Esses R$ 5 bilhões para mim não paga [sic] uma morte nem o sofrimento de uma família. O cigarro é o único produto legal que, se você usar segundo as orientações do fabricante, faz mal.
Propaganda
A Anvisa colocou em consulta pública outro assunto polêmico relacionado ao tema. Trata-se dos materiais de propaganda e dos pontos de venda de cigarros ou de qualquer produto derivado do tabaco.
A consulta tem o objetivo de regulamentar as frases de advertência que já acompanham os maços de cigarro desde 2001. A ideia é atualizar as imagens e as mensagens de alerta - que atualmente ocupam 100% do verso da embalagem – e incluir na parte da frente do maço a frase: “Tabagismo é doença. Você tem direito a tratamento – Disque Saúde 0800 61 1997".
- Estamos colocando frases de advertência que fiquem mais claras para a população e orientando a população de que o cigarro é um vício e que o usuário tem direito a tratamento e, por isso, tem que procurar o serviço de saúde.
Momento inadequado
O membro da Comissão de Agricultura e deputado Luis Carlos Heinze (PP-RS) afirmou que as propostas da Anvisa podem causar prejuízos aos produtores de tabaco e inviabilizar a produção da folha no Brasil.
Heinze diz que as propostas da agência foram apresentadas em um momento inadequado, pois o governo brasileiro se comprometeu, durante a 4ª Conferência da Convenção Quadro para o Controle do Tabaco (COP 4), a ampliar a discussão antes de adotar qualquer medida sobre o assunto. A conferência foi realizada em novembro passado, no Uruguai.
Contribua
As propostas das novas regulamentações estarão disponíveis até 31 de março no site da Anvisa. Para participar da consulta pública, envie sugestões para o e-mail controle.tabaco@anvisa.gov.br; fax (61-3462-6790); ou carta (Gerência de Produtos Derivados do Tabaco, Avenida Graça Aranha 206, 2º andar, Centro – Rio de Janeiro – RJ – CEP 20030-001).
http://noticias.r7.com/saude/noticias/anvisa-e-camara-do-fumo-discordam-sobre-proibicao-de-cigarros-aromatizados-20110322.html
Mãe de bebê que morreu por suspeita de dengue culpa demora de hospital
Criança foi internada na sexta-feira (18), mas havia sido levada ao hospital na terça O bebê de apenas quatro meses que morreu na noite de sábado (19) no hospital Quinta D’Or, em São Cristóvão, na zona norte do Rio, com suspeita de dengue hemorrágica demorou quatro dias para ser internado, mesmo já apresentando sintomas fortes da doença, denuncia a mãe da criança. Segundo Bianca Piqué, ela levou a filha até o Quinta D’Or na terça-feira (15) e os médicos disseram que era necessário aguardar 48 horas para diagnosticar os sintomas da dengue. - Na terça-feira, a minha filha apresentou manchas pelo rosto e tórax, e febre. Resolvi levá-la no final da tarde até a unidade. Quando cheguei lá, os médicos falaram que eu precisava esperar 48 horas para que a doença fosse diagnosticada. Eles disseram que, a princípio, era apenas uma virose e me mandaram para casa. Ainda de acordo com Bianca, o bebê teve febre durante a noite toda. Preocupada, ela ligou para a pediatra da criança, que a orientou a fazer exames de sangue na filha. - Não havia nenhuma anormalidade nas plaquetas e nenhum indicativo de dengue, segundo o exame. Só na sexta-feira, quando a criança apresentou um tersol nos olhos, a mãe retornou ao hospital. Lá, fizeram uma nova coleta sanguínea, que mostrou alterações no sangue do bebê. A partir daí, constataram que era dengue. Bianca lamentou o que aconteceu. - A doença foi devastadora, acabou com a vida da minha filha em apenas quatro horas. Acho que o bebê poderia ter ficado internado desde terça-feira. Demorou muito e não sabíamos o que fazer. Segundo o hospital, a criança foi internada na noite de sexta-feira (18) “em estado de choque e com o sistema circulatório já em colapso”. Horas depois, o bebê morreu com sintomas típicos de dengue hemorrágica. A criança morava no Rocha, na zona norte. Apesar de não estar entre os bairros que apresentam surto na cidade, a casa onde a família vive fica próxima a uma residência cheia de lixo e animais e a um terreno com galpões da Secretaria Municipal de Saúde. A secretaria informou que o local é vistoriado quinzenalmente, e o último laudo garante que não há focos do mosquito Aedes aegypti. http://noticias.r7.com/saude/noticias/mae-de-bebe-morto-por-suspeita-de-dengue-associa-morte-a-demora-no-atendimento-medico-20110322.html
Quando lavar as mãos
Hábito reduz o risco de contrair doenças transmissíveis
Manter as mãos limpas reduz o risco de contrair doenças transmissíveis. É um hábito simples de manter e fácil de executar.
Os Centros de Prevenção e Controle de Doenças (CDC), dos Estados Unidos, oferecem as seguintes diretrizes sobre quando lavar as mãos:
1) Antes de levar as mãos à boca. Por exemplo: ao fumar, escovar os dentes, comer e beber algo
2) Antes e depois de estar na presença de uma pessoa doente
3) Depois de usar o banheiro ou trocar fraldas do bebê
4) Depois de tocar áreas que recebem muito contato, como maçanetas e corrimões de escadas
5) Depois de assoar o nariz
http://saude.ig.com.br/minhasaude/dicasdesaude/quando+lavar+as+maos/n1238145771282.html
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