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quinta-feira, 24 de março de 2011

Hospitais federais do Rio preparam equipe de força tarefa contra a dengue

Grupo pretende atuar de forma complementar no atendimento aos pacientes A formação da primeira equipe destacada pelo Ministério da Saúde para atuar na redução do número de mortes por dengue começou nesta quarta-feira um curso de capacitação no DGH (Departamento de Gestão Hospitalar) no Rio de Janeiro. A força tarefa pretende atuar de forma complementar no atendimento aos pacientes, além de organizar a rede local de serviços. Uma das funções do grupo é se reunir com gestores e profissionais de saúde nessas localidades para definir a estratégia de atuação. O diretor do DGH, João Marcelo Ramalho, destacou que o Rio de Janeiro, historicamente, está preparado para lidar com a dengue por meio de planos de contingência. - Nós temos estrutura e conhecimento. Nem todo o país tem esses instrumentos. Unindo esforços A primeira etapa do curso é ministrada pelo médico Eric Martínez Torres, consultor da Opas (Organização Pan-americana de Saúde) para os assuntos da dengue e professor da Universidade Médica de Havana, em Cuba. O profissional certificado no curso poderá ser requisitado de acordo com a necessidade epidemiológica. - O primeiro esforço para combater a dengue requer a ajuda de toda a população, que é o combate ao mosquito. Mas, se temos dengue, evitar o número de mortes depende do sistema de saúde e do bom manejo dos pacientes. Ou seja, nós, profissionais da área, somos os responsáveis. O objetivo da iniciativa é construir uma agenda comum de trabalho entre Governo Federal, estados e municípios. A capacitação envolve gestão em saúde, classificação de risco nos hospitais e estudos de casos clínicos. O acompanhamento será realizado através dos parâmetros estabelecidos a partir da ocorrência das mortes por dengue. O grupo é formado por 30 médicos, enfermeiros e técnicos em enfermagem dos seis hospitais federais no Rio e está a disposição para ser enviado em abril para os estados que enfrentam epidemia da doença. Cada turma poderá permanecer de 10 a 15 dias nas regiões com surto da doença. Após esse tempo, a equipe do Ministério irá realizar uma avaliação dos esforços em parceria com as Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde. http://noticias.r7.com/saude/noticias/hospitais-federais-do-rio-preparam-equipe-de-forca-tarefa-contra-a-dengue-20110323.html

Novo estudo com drogas profiláxicas consegue diminuir incidência do HIV em 50% nos homens homossexuais

Pesquisadores, porém, alertam que estudos mais conclusivos precisam ser feitos. Ainda assim, médicos ficaram animados com os resultados Redação Época A AIDS continua como uma das doenças mais desafiadoras aos médicos no mundo. Os métodos preventivos, hoje, se reumem basicamente ao uso de camisinha e outros cuidados durante a relação sexual, mas esse cenário pode estar perto de mudar. Um estudo publicado nesta segunda-feira (14) na AIDS Patient Care and STDs (Cuidados ao Paciente com AIDS e DSTs) mostra que talvez haja um jeito de evitar a doença com tratamentos orais profiláxicos (PrEP, na sigla em inglês). Os primeiros estudos feitos com pessoas usando drogas preventivas mostrou um resultado de 50% de eficácia na redução da incidência do vírus do HIV. Os testes foram realizados apenas em um dos vários grupos de risco, o dos homens homossexuais e, portanto, os médicos já alertam: ainda faltam pesquisas mais conclusivas. Ainda assim, os cientistas ficaram animados com os resultados. De acordo com o artigo, novos estudos devem começar nos próximos meses já envolvendo mais de 20 mil homens e mulheres de opções sexuais, idades, grupos de risco e vidas sexuais diferentes. Apesar de o tratamento PrEP, que é composto por duas drogas usadas por via oral - tenofovir e emtricitabine - ter se mostrado eficiente em um primeiro momento, os médicos ainda estão receosos com alguns efeitos colaterais, com o fato de que alguns pacientes não reagiram bem aos medicamentos e com as questões psicológicas envolvendo todo o processo. Também preocupa os pesquisadores o perfil do médico que estará apto a receitar esse tipo de medicamento, uma vez que ele não cura a doença, apenas teria como prevení-la - portanto, seria receitado para pacientes que, em tese, sabem que se expõem a altos riscos. Ainda assim, os médicos pesquisadores estão confiantes. “Este é um exemplo extraordinário de como a medicina evolui a serviço da proteção contra o HIV. Mas a implementação desses tratamentos enfrenta grandes obstáculos. A aderência a um tratamento PrEP é a chave. Outra questão é que o custo dos medicamentos torna o tratamento impraticável para qualquer pessoa que não aquelas expostas a um risco alto”, afirmou Jeffrey Laurence, do Laboratório de Pesquisa do Vírus da Aids do Colégio Médico Weill da Universidade de Cornell, em Nova Iorque. http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI217969-15257,00-NOVO+ESTUDO+COM+DROGAS+PROFILAXICAS+CONSEGUE+DIMINUIR+INCIDENCIA+DO+HIV+EM+.html

Medicamento Xolair acaba com as crises sazonais de asma em crianças e adolescentes

Redação Época Pesquisadores do Centro Médico do Sudoeste da Universidade do Texas (UT), nos Estados Unidos, descobriram um novo medicamente que reduz notavelmente os casos de crises de asma sazonal tanto em crianças quanto em jovens adultos. Os cientistas, em conjunto com oito instituições médicas por todo os EUA, conseguiram praticamente eliminar os picos sazonais da doença, e diminuíram significantemente a necessidade de se usar remédios de controle da asma. Os médicos constataram que a medicação Xolair pode praticamente acabar com as crises quando incorporada ao tratamento comum passado aos pacientes. O Xolair contém um princípio chamado omalizumab que inativa as imunoglobulinas E (IgE), conhecidas por desempenhar papel importante na crise asmática. “O número crescente de crises que são tipicamente verificadas tanto na primavera quanto no outono foi praticamente eliminado nos adolescentes e crianças que receberam o medicamento”, disse a doutora Rebecca Gruchalla, coautora do estudo e chefe do departamento de imunologia e alergia do Centro Médico a UT. Só nos EUA, diz o estudo que mais de 20 milhões de pessoas diagnosticadas com asma sofrem da variante alérgica da doença. Dessas, 2,5 milhões são crianças. “Essas crianças são, geralmente, expostas a múltiplos alergênicos que são praticamente impossíveis de se controlar. Mas depois que adicionamos o omalizumab ao tratamento, a asma delas melhorou. Quem recebeu a medicação teve 30% menos crises”, afirma Gruchalla. O estudo envolveu 419 pessoas, com idades entre 6 e 20 anos e que sofressem com crises persistentes de asma. 60% dos pacientes eram negros, e outros 37% latinos, tendo o estudo sido focado em minorias étnicas naquele país. Mais da metade eram meninos de 6 a 11 anos. Cada paciente recebeu um tratamento padrão do governo norte-americano que durava 60 semanas. Durante esse período, alguns deles foram escolhidos aleatoriamente para tomar, junto com o tratamento, Xolair ou uma droga placebo a cada duas ou quatro semanas. “O uso de omalizumab pode contornar a batalha contra as partículas alergênicas presentes nos ambientes urbanos, algo que é quase impossível de se vencer hoje”, disse Rebecca Gruchalla. http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI219045-15257,00-MEDICAMENTO+XOLAIR+ACABA+COM+AS+CRISES+SAZONAIS+DE+ASMA+EM+CRIANCAS+E+ADOLE.html

Antirretroviral em falta deve chegar aos estados na próxima semana

Atazanavir 300 mg, remédio usado para tratamento da Aids, está em falta na rede pública de saúde. O ministro Alexandre Padilha confirmou o problema
Redação ÉPOCA, com Agência Brasil
O antirretroviral atazanavir 300 miligramas (mg), em falta na rede pública de saúde, deve chegar às unidades dispensadoras de medicamentos na próxima semana, de acordo com o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, responsável pelo combate a doenças sexualmente transmissíveis (DST). Na quinta-feira (17), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, confirmou que a pasta enfrenta problemas por causa da falta do medicamento, utilizado no tratamento contra o aids. O Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais informou que o primeiro lote do atazanavir 300 mg, com 4,95 milhões de comprimidos, chegou a Brasília na tarde de quinta e será enviado aos estados entre os dias 22 e 25 de março. Ao todo, 700 unidades dispensadoras de medicamentos devem fazer a distribuição. O Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais divulgou uma nota técnica com orientações aos médicos até que a situação seja normalizada. Emitida pelo Ministério da Saúde na última segunda-feira (14), a nota recomenda que o medicamento seja fracionado nos locais onde ainda estiver disponível ou substituído temporariamente por outro caso tenha acabado. De acordo com Padilha, não houve risco ao tratamento de nenhum paciente. Desde 1996, por garantia da Lei 9.313, o tratamento da aids é assegurado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a qualquer cidadão com a doença. De acordo com o Ministério da Saúde, o atazanavir é um inibidor de protease, enzima importante para a maturação do vírus, e indicado no Brasil como uma das alternativas para estruturar o tratamento antirretroviral, apresentado tanto em cápsulas de 200 mg quanto em cápsulas de 300 mg. Segundo o presidente do Fórum de Organizações Não Governamentais de Aids do estado de São Paulo, Rodrigo Pinheiro, existem cerca de 600 mil portadores de HIV em todo o Brasil. O atazanavir é utilizado por 33 mil pacientes. http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI219215-15257,00-ANTIRRETROVIRAL+EM+FALTA+DEVE+CHEGAR+AOS+ESTADOS+NA+PROXIMA+SEMANA.html

São Paulo tem mais de 70 mil casos de conjuntivite

Situação na cidade é caracterizada como epidêmica Marcela Gonsalves, Central de Notícias São Paulo, 23 - A cidade de São Paulo já registrou 71.252 casos de conjuntivite viral este ano, segundo o Centro de Controle de Doenças (CCD) municipal. Os números correspondem ao período entre os dias 1º de fevereiro e 18 de março e caracterizam situação epidêmica. área técnica de Saúde Ocular do CCD elaborou um informe com orientações de prevenção para divulgar para a população. A notificação também passou a ser compulsória para todos os casos individuais atendidos nos serviços de saúde da cidade. Existem três tipos de conjuntivite: alérgica, bacteriana e viral. Esta última é a responsável pelo atual surto da doença na cidade, e é altamente contagiosa. http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,sao-paulo-tem-mais-de-70-mil-casos-de-conjuntivite,696229,0.htm