Fernanda Bassette - O Estado de S.Paulo Relatório do Tribunal de Contas do Município (TCM) de São Paulo concluiu que o sistema Siga Saúde, da Prefeitura, não funciona plenamente. O programa de informatização da rede foi implantado em 2005 e, entre outras coisas, teria o objetivo de informatizar a fila de espera por consultas e exames. Em uma auditoria, o TCM constatou que as filas não estavam informatizadas. O conselheiro Maurício Faria deu prazo de 180 dias para que a Prefeitura organizasse o sistema. O prazo venceu em dezembro e, segundo o TCM, não foi cumprido. "O sistema tem de organizar a demanda. Se isso fosse feito, seria possível identificar o número de pedidos, saber quais são os exames mais procurados e qual o tempo de espera. Isso não resolveria os problemas da saúde, mas identificaria os gargalos." O caso foi parar no Ministério Público. O promotor Arthur Pinto Filho disse que vai propor um termo de ajustamento de conduta. "Caso a Prefeitura não aceite, entro com uma ação", afirmou. Em nota, a Prefeitura informou que a abrangência do Siga extrapola a regulação das filas de espera. Diz que o sistema controla a dispensação de medicamentos e também organiza as vagas em maternidades para mulheres do Mãe Paulistana. A nota também diz que o software está em constante desenvolvimento. http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110325/not_imp696967,0.php
sexta-feira, 25 de março de 2011
Brasil reduz número de casos novos de tuberculose
Apesar dos dados serem positivos, a tuberculose é um dos principais problemas de saúde pública do Brasil Central de Notícias SÃO PAULO - O Brasil reduziu de 73.673 para 70.601 o número de casos novos de tuberculose entre 2008 e 2010. Com a redução, o número de pacientes por 100 mil habitantes baixou de 38,82 para 37,99. A informação foi divulgada nesta quinta-feira, 24, em Brasília, pelo secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, por causa do Dia Mundial de Luta contra a Tuberculose. Apesar dos dados serem positivos, a tuberculose é um dos principais problemas de saúde pública do Brasil. A tuberculose é a terceira causa de óbitos por doenças infecciosas e a primeira entre pacientes com aids. De acordo com os dados de 2010, as maiores incidências estão nos estados do Rio de Janeiro (71,8 por 100 mil habitantes), Amazonas (69,2/100 mil), Pernambuco (47,5/100 mil), Pará (46,2/100 mil) e Rio Grande do Sul (45,3/100 mil). As menores taxas de incidência do país foram registradas no Distrito Federal (11,7/100 mil), Tocantins (13,6/100 mil) e Goiás (14,6/100 mil). Entre as capitais, as maiores incidências são registradas em Porto Alegre (111,3/100 mil), Recife (97,2/100 mil), Belém (95,1/100 mil), Rio de Janeiro (93,4/100 mil) e Manaus (93,2/100 mil). Desde o final de 2009 o Brasil adota um novo esquema terapêutico para tratar a doença. Antes, o tratamento era feito com três drogas e o paciente era obrigado a tomar até nove comprimidos diferentes por dia. Nesse período, 9,4% dos doentes abandonavam o tratamento. Com o novo esquema, os pacientes ingerem entre 2 e 4 comprimidos por dia. A expectativa é que a taxa de abandono seja reduzida para menos de 5% (parâmetro usado pela OMS) até 2015. Doença. A tuberculose é uma doença causada pelo bacilo de Koch (Mycobacterium tuberculosis), que afeta vários órgãos do corpo, principalmente os pulmões. Ela é transmitida pelo ar, quando o paciente tosse ou espirra. Os principais sintomas são tosse prolongada (por mais de três semanas) com ou sem catarro, cansaço, emagrecimento, febre (noturna) e suor noturno. http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,brasil-reduz-numero-de-casos-novos-de-tuberculose,696706,0.htm
Conhecimento compartilhado
Dividir custos e conhecimento com universidades e centros de pesquisa são alternativas para estimular a produção de novos remédios Diferente do que foi praticado por décadas, as grandes farmacêuticas estão começando a considerar a possibilidade de compartilhar seu conhecimento com pequenas empresas do setor e centros públicos de pesquisa. “É uma alternativa de modelo para criação de medicamentos”, aponta Kaitin. O conhecimento seria compartilhado nos processos iniciais da produção, as fases um e dois, e voltaria a se concentrar nas grandes farmacêuticas para a terceira etapa de pesquisa, quando são necessários centenas de voluntários. O sucesso, e os eventuais fracassos, passariam a ser compartilhados e poderiam ter impacto menor nas empresas envolvidas. “A universidade poderia contar com a orientação de farmacêuticas para conduzir pesquisas”, explica Kaitin. “O tempo necessário para chegar aos resultados finais continuará sendo um problema, mas compartilhar conhecimento reduz em três vezes o dinheiro investido. É uma redução de riscos”, avalia o médico. A Pfizer, por exemplo, anunciou em novembro a criação de um centro de pesquisas em São Francisco, produto deste novo modelo. "Estamos criando outros dois projetos nos Estados Unidos, em Boston e em Nova York", revela Belen Carrillo-Rivas, diretora de pesquisas e novos projetos da farmacêutica. O custo de inovação deve reduzir de 30% a 40%. "Isso permitirá trabalharmos com medicamentos para públicos menores e doenças raras, em vez de apenas blockbusters", afirma, referindo-se aos medicamentos produzidos para doenças que afetam milhões de pessoas. Na prática, os acordos com universidades e pequenos centros de pesquisa podem ter dois desfechos. "Compramos os resultados a partir de uma determinada etapa da pesquisa ou deixamos os trabalhos livres para eles prosseguirem da maneira que quiserem", explica a médica. Nas primeiras etapas, os custos são partilhados, da mesma forma que o conhecimento técnico. http://saude.ig.com.br/minhasaude/conhecimento+compartilhado/n1596821996029.html
Mais dinheiro, mais tempo e menos remédios
Ritmo desacelerado em desenvolvimento e produção de medicamentos pode culminar em falta de novos tratamentos A chegada de novos medicamentos ao mercado mundial enfrenta um desafio inédito na história da indústria farmacêutica. Enquanto o custo para desenvolver novas moléculas aumenta rapidamente, o ritmo para aprovação delas se mantém estável. Entre 1998 e 2008, as farmacêuticas se viram obrigadas a multiplicar investimentos em pesquisa e desenvolvimento no território norte-americano, elevando o montante de 11 para 50 bilhões de dólares. Apesar disso, o número de medicamentos aprovados por ano quase sempre esteve entre 15 e 30. “Com a perda de patentes importantes em vista, as indústrias estão em busca de novos modelos para se manter”, afirma Kenneth Kaitin, diretor do centro de pesquisas para desenvolvimento de novas drogas da Tufts University, em Boston, EUA, em entrevista ao iG Saúde. O processo de inovação enfrenta exigências cada vez maiores do FDA. O órgão regula o setor de alimentos e medicamentos nos Estados Unidos e cobra amplos estudos para comprovação da eficiência e segurança dos medicamentos. “O problema é que muitos remédios falham no caminho”, aponta Kaitin. Uma parcela expressiva dos fracassos tem acontecido na terceira fase dos estudos, justamente a mais cara de todas, por agrupar centenas de voluntários. “Isso tem feito os investidores perderem fé no setor”, avalia o pesquisador. Investir em novos medicamentos, de fato, tem se mostrado um negócio arriscado. “Em média, um medicamento custa US$ 1,3 bilhão e leva 15 anos para chegar ao mercado”, revela Kaitin. “E apenas três de cada dez conseguem pagar seus custos de desenvolvimento e pesquisa.” Pacientes sem tratamento Se não houver uma mudança brusca no processo de inovação no setor farmacêutico, o pesquisador projeta um cenário de crise com a falta de medicamentos para doenças relacionadas à obesidade e ao envelhecimento, como diabetes tipo 2 e mal de Alzheimer. Não só doenças ligadas à idade, mas quase todas as enfermidades cérebro e do sistema nervoso, inclusive as psiquiátricas, reúne uma combinação perigosa de fatores. A necessidade de novos tratamentos e medicações deve mostrar sua urgência em poucos anos, conforme a população de muitos países envelhece – um fenômeno também vivido no Brasil. Em contrapartida, o índice de aprovação para esses medicamentos é o pior entre todos. “Apenas 46% deles chegam e passam da terceira fase de estudos, enquanto outras categorias têm até 80% de aprovação”, compara Kaitin. Esse tipo de remédio, quando bem-sucedido, leva uma média de 18 anos para alcançar o mercado final. Faltam voluntários Fora os desafios regulatórios, a indústria farmacêutica enfrenta uma crise de imagem. Filmes de sucesso no cinema, como “Jardineiro Fiel” (2005) e “O Fugitivo” (1993), retratam o setor de forma negativa. Na imprensa, as maiores repercussões são das notícias negativas. “Tudo contribui para a formação de uma imagem desfavorável”, considera Ken Getz, pesquisador e professor da Escola de Medicina da Tufts University. O reflexo de toda essa publicidade negativa se manifesta na dificuldade em conseguir voluntários para testar novos medicamentos, especialmente quando são necessários pacientes saudáveis. “Apenas um em cada quatro completa o processo de estudo”, afirma Getz. O número está em queda. Entre 1999 e 2003, o percentual de sucesso era duas vezes maior. “Uma das principais barreiras é a falta de confiança geral do público”, aponta o médico e pesquisador. Segundo Getz, os voluntários em potencial estão preocupados com a possibilidade de receber o princípio ativo em vez do placebo (48%), com os efeitos colaterais (35%) e com o acesso ao medicamento após a fase de pesquisas (29%). O último item, ressalta o médico, revela uma questão ética. “O custo das pesquisas em alguns países, como a China, é menor e isso tem sido atraente. Mas a comercialização do medicamento no local nem sempre recebe a devida atenção, e alguns voluntários correm o risco de perder o acesso ao tratamento”, afirma. http://saude.ig.com.br/minhasaude/mais+dinheiro+mais+tempo+e+menos+remedios/n1596821995864.html
Sociedade lança guia para plástica após redução do estômago
Risco de complicação é maior e efeito é limitado em paciente que faz bariátrica Os cirurgiões de estômago e intestino estão com o bisturi a todo vapor. O aumento de cirurgias bariátricas também trouxe um efeito colateral às agendas dos cirurgiões plásticos. “Nossa demanda aumentou proporcionalmente”, afirma o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), Sebastião Guerra. “Após reduzirem o estômago, estes mesmos pacientes nos procuram para retirar o excesso de pele da barriga, costas e braços, fruto do emagrecimento rápido”, completa o especialista. Segundo Guerra, estes pacientes cada vez mais numerosos também têm características peculiares que devem pesar no pré-operatório e no momento da cirurgia plástica. “O risco de complicação da cirurgia plástica em um paciente submetido à bariátrica é maior. Além disso, os efeitos da lipoaspiração também são mais limitados. Tudo isso precisa ser de conhecimento do cirurgião plástico e bem explicado ao cliente”, completa o presidente da Sociedade. Por estes motivos, a SBPC vai lançar até setembro deste ano um manual com novas regras e diretrizes da cirurgia plástica e contará com um capítulo específico para os pacientes submetidos à bariátrica. O guia está sendo preparado desde o ano passado e contou com a participação de médicos nacionais e internacionais, sendo discutido em todos os congressos médicos brasileiros realizados de lá para cá (foram oito no total). Uma das diferenças deste paciente é que, mesmo após perder muitos quilos, eles continuam com as veias bem mais dilatadas do que o normal. Isso faz com que a incidência de hemorragia após a plástica seja maior. Além disso, a própria pele fica com um aspecto diferente. A estrutura óssea de quem conviveu muitos anos com a obesidade também é afetada. Tudo isso interfere no resultado final da plástica. Se você comparar uma mulher que fez bariátrica com uma que quis a lipo após ter filhos, os resultados da segunda serão melhores”, conclui Guerra. Faxina Além de orientar os médicos, o novo manual da cirurgia plástica também nasce com a missão de reduzir o número de erros em colocações de prótese de silicone, lipoaspiração e outros tipos de procedimentos estéticos. A especialidade é a que mais concentra processos, segundo relatório divulgado pelo Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp). Quando o cardiologista Roberto D’ávila assumiu a presidência do Conselho Federal de Medicina (CFM), no início de 2010, ele também assumiu o compromisso de fazer uma “faxina” nas clínicas e hospitais que fazem este tipo de operação também com o objetivo de proteger os pacientes. http://saude.ig.com.br/minhasaude/sociedade+lanca+guia+para+plastica+apos+reducao+do+estomago/n1596822374622.html
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