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sexta-feira, 1 de abril de 2011

EUA apresentam novas medidas para diminuir obesidade

Os Estados Unidos querem diminuir a obesidade, que atinge mais de um terço dos adultos do país, e para isso o NIH (Instituto Nacional de Saúda, na sigla em inglês) apresentou, nesta quinta-feira, um novo plano estratégico de pesquisa da obesidade.

O plano será focado na pesquisa, melhora da saúde pública e divulgação, tanto à comunidade médica como aos cidadãos, da necessidade de uma vida mais saudável.

A obesidade, que afeta 17% das crianças, aumenta a probabilidade de desenvolver diabetes tipo 2 ou de sofrer doenças do coração, do fígado, pressão arterial e alguns tipos de câncer.

Em 2008, as despesas médicas relacionadas com a obesidade foram de US$ 147 bilhões, segundo o NIH, que para combater a epidemia de obesidade está impulsionando diversas pesquisas científicas centradas neste problema.

O NIH destinará US$ 824 milhões para pesquisas relacionadas com a redução da obesidade e suas consequências, e US$ 147 milhões adicionais por meio da Lei de Recuperação econômica.

"Comer menos e fazer mais exercício é mais fácil de falar do que fazer", reconheceu o grupo de trabalho do NIH destinado a investigar a obesidade, por isso o objetivo é realizar exames clínicos para apresentar soluções práticas.

Os campos de pesquisa propostos pelo NIH incluem os processos que regulam o peso corporal; a compreensão dos fatores que contribuem para a obesidade e suas consequências; e desenvolvimento de testes de novos enfoques para atingir e manter um peso saudável.

Também inclui a avaliação das estratégias para prevenir e tratar a obesidade de uma maneira real e a análise dos diferentes grupos de população; além do uso da tecnologia para avançar na pesquisa da obesidade e melhorar a prestação de assistência médica.

"Muitas causas e fatores contribuem para a obesidade", indicou o diretor do NIH, Francis Collins, que considerou que este projeto é um plano inovador "para examinar a epidemia da obesidade de diversas perspectivas".

"Os pesquisadores poderão trabalhar em conjunto para alcançar os objetivos de prevenir e tratar a obesidade, para ajudar as pessoas a levarem a vida de forma mais saudável e satisfatória", enfatizou.

São Paulo tem mais de 119 mil casos de conjuntivite

Monitoramento passou a ser feito por número de casos, não de surtos

A capital paulista registrou, do início de fevereiro até o dia 25 de março, 119.148 notificações de casos de conjuntivite. Os dados são do CCD (Centro de Controle de Doenças) da Covisa (Coordenação de Vigilância em Saúde).

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, o aumento de notificações de conjuntivite viral fez com que o monitoramento da doença passasse a ser feito, desde 21 de fevereiro, pelo número de casos e não pelo número de surtos, como era anteriormente.

O monitoramento por surto pressupõe a existência de três ou mais casos em uma mesma área. Além disso, a notificação passou a ser compulsória para todos os casos individuais atendidos nos serviços de saúde da cidade.

A Secretaria de Saúde Estadual informou que até o dia 15 de março foram notificados 18,4 mil casos de conjuntivite pelos municípios paulistas.

Segundo a assessoria de imprensa do órgão, a diferença entre os números estaduais e da capital se deve à defasagem da data e à maneira como são contabilizados os casos. Os dados estaduais são baseados em surtos, não em casos individuais.

Coquetel de remédios se mostra promissor contra hepatite C

Vírus desapareceu do sangue de pessoas que usaram o medicamento

Um coquetel de três medicamentos, incluindo uma nova droga, o Boceprevir, se revelou mais eficiente que as atuais terapias contra a hepatite C, revela um estudo clínico divulgado nesta quarta-feira (30), de acordo com a pesquisa de Stuart Gordon, um dos encarregados do serviço de hepatologia do hospital Henry Ford de Detroit, nos Estados Unidos.

- Este estudo representa um progresso notável. Potencialmente, será possível curar pessoas com hepatite C que não respondem às terapias já existentes. Em breve vamos dispor de um novo tratamento padrão para pacientes com hepatite C.

Com isso, Gordon assinala que o estudo abre caminho para "uma nova era de desenvolvimento de antivirais para tratar a hepatite C".

Os resultados dos testes clínicos serão publicados na revista especializada New England Journal of Medicine nesta quinta-feira (31).

Durante a pesquisa, os médicos analisaram mais de mil pacientes, em vários países, e compararam a nova terapia à antiga, que emprega apenas duas drogas, o Peginterferon e a Ribavirina (Rebetol).

Um grupo de controle recebeu apenas Peginterferon e Ribavirina durante 44 semanas, enquanto um segundo grupo obteve o mesmo tratamento acrescido do Boceprevir durante 32 semanas.

Um terceiro grupo foi tratado com as três drogas durante 44 semanas.

Os participantes dos dois grupos tratados com Boceprevir mostraram taxas bem mais elevadas de resposta viral firme, com o desaparecimento do vírus do sangue.

A taxa foi de 59% e 66% nos grupos 2 e 3, respectivamente, contra 21% no grupo de controle.

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Governo vai produzir remédio contra rejeição de transplantes de rins

Feito pela Fiocruz, custo será reduzido de R$ 1,87 para R$ 1,67 por unidade

Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), vinculada ao Ministério da Saúde, assinou um acordo com a multinacional Roche que permitirá ao Brasil produzir o medicamento Micofenolato de Mofetila, indicado contra a rejeição de órgãos transplantados, principalmente rins.

Ainda em 2011, a Fundação fornecerá 9 milhões de comprimidos ao SUS (Sistema Único de Saúde). A parceria com a Roche também prevê intercâmbio científico para o desenvolvimento de novos tratamentos e transferência de tecnologia para a produção de medicamentos contra câncer, doenças neurológicas e virais.

O acordo levará a uma redução do preço praticado com o Ministério da Saúde durante o período de transferência de tecnologia. O valor passará de R$ 1,87 para R$ 1,67 e também propiciará o domínio de todas as fases do processo, incluindo a produção do insumo farmacêutico ativo.
Com a incorporação do todo o processo de produção do medicamento, a estimativa é que o gasto anual do governo diminua nos próximos anos. A partir de 2012, a produção da Fiocruz atingirá 20 milhões de unidades por ano.

O presidente mundial da Roche, Severin Schwan, e o presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, participaram da assinatura, na sede da Fiocruz, no Rio de Janeiro. Para o presidente da Fiocruz, o acordo com a multinacional permitirá aumentar a sustentabilidade do SUS e é mais um avanço no fortalecimento da política nacional de pesquisa e desenvolvimento (P&D), além de abrir oportunidade para outras parcerias.

O número de transplantes realizados no país apresenta crescimento sustentado nos últimos anos. Enquanto em 2003 foram realizados 12.722 procedimentos, em 2009 o Brasil contabilizou 20.253 cirurgias desse tipo – um aumento de 59,2%. Só no primeiro semestre de 2010, o número de transplantes de órgãos sólidos (coração, fígado, rim, pâncreas e pulmão) chegou a 2.367. A quantidade é 16,4% maior que o número de procedimentos realizados no mesmo período de 2009 (2.033 transplantes).

Ansiedade terá diagnóstico preciso

Batimentos cardíacos acelerados, transpiração excessiva e tremedeiras são sintomas de transtorno de ansiedade generalizada e também de vários outros distúrbios, como fobias e síndrome do pânico.

Mas, a partir do próximo ano, os médicos vão ter uma ferramenta mais concreta para ajudar no diagnóstico preciso do problema: as manifestações cerebrais provocadas pelos transtornos ansiosos passarão a ser consideradas nesse processo, segundo a World Psychiatric Association (WPA).

O novo critério, segundo o psiquiatra Márcio Bernik, coordenador do Programa de Ansiedade do Instituto de Psiquiatria, do Hospital das Clínicas (IPq- HC), avaliará os “circuitos cerebrais que estão funcionando de maneira errada no paciente”. A medida vai guiar também profissionais brasileiros.

Transtornos de ansiedade é um termo usado para designar um grupo formado por várias patologias – entre elas fobias, transtorno obsessivo-compulsivo e a própria ansiedade generalizada. Cada um dos distúrbios atua de forma diferente no cérebro. “O diagnóstico levará em conta a fisiopatologia das doenças mentais (ligadas ao medo e à ansiedade)”, completa.

O nome do grupo dos transtornos ansiosos também mudará, passando a ser chamado de transtornos no funcionamento do circuito do medo. Para o psiquiatra Luiz Vicente Figueira de Mello, do IPq-HC, “as raízes dos problemas (os sintomas) continuarão iguais”, no entanto, ao especificar o “subtipo” da doença será possível direcionar melhor o tratamento. “Nesse sentido, o diagnóstico preciso é importante”, ressalta.

No grupo dos transtornos ansiosos, a ansiedade generalizada tem a maior incidência na população, atingindo uma em cada quatro pessoas no mundo ao menos uma vez na vida, segundo a WPA. Para o psiquiatra Sérgio Tamai, da Associação Brasileira de Psiquiatria, ainda que o distúrbio seja frequente, é preciso diferenciar a ansiedade normal da patológica.

“Tudo depende da intensidade da reação de ansiedade. É considerada doença quando a ansiedade é desproporcional ao estímulo”, explica Tamai. Ou seja: sentir nervosismo antes de uma entrevista de emprego, por exemplo, é normal e até benéfico.

É preocupante, contudo, se a pessoa passar a fugir desses compromissos por causa da ansiedade. “A ansiedade é necessária, ajuda a nos manter em estado de alerta. Só não pode atrapalhar o desempenho”, esclarece Mello.

“A procura de tratamento para ansiedade deve ocorrer se há impactos na vida do paciente. Quando, por exemplo, ele teme uma reunião por ter de falar em público e cria desculpas para não ir”, concorda Tamai.

Tratamento
O ansioso patológico deve ser tratado com remédios (sobretudo antidepressivos) e sessões de psicoterapia cognitiva comportamental. Mello também aconselha exercícios aeróbicos, como corrida e caminhada. “Eles estimulam a produção de serotonina, ajudando a diminuir a ansiedade e estimulando a ação cardiovascular”, esclarece.

Atividades recreativas, como fazer tricô, também ajudam. Foi assim que a professora Rosemeire Souza Barrero, 39 anos, superou o problema.