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sábado, 2 de abril de 2011

Uma em três mulheres dá à luz sem ajuda especializada, diz relatório

Um terço das mulheres do mundo dá à luz sem a ajuda de especialistas, aponta um relatório feito pela ONG britânica Save the Children e divulgado nesta sexta-feira (1º).


O relatório estima que, se houvesse mais 350 mil parteiras no mundo, elas poderiam salvar a vida de 1 milhão de bebês anualmente.

Enquanto no Reino Unido apenas 1% das crianças nasce sem que o parto seja assistido por especialistas, essa porcentagem sobe para 94 na Etiópia e para 76 em Bangladesh.

Justin Forsyth, executivo-chefe da ONG Save the Children comenta que a situação poderia ser melhor.

- Não deveria ser algo complicado: alguém que saiba como secar o bebê corretamente e a ajudá-lo a respirar pode fazer a diferença entre sua vida e morte.

A ONG cobra ações da ONU (Organização das Nações Unidas) e de governos doadores a países subdesenvolvidos, pedindo que apoiem e financiem o treinamento de mais parteiras.

Segundo o relatório, a asfixia ao nascer é responsável por mais mortes de bebês do que a malária.

- Com treinamento e equipamentos corretos, parteiras podem monitorar a frequência cardíaca do feto e identificar problemas durante o parto.

No total, a Save the Children calcula em 48 milhões o número de mulheres que, anualmente, dão à luz sem auxílio adequado, aumentando os riscos de morte tanto da mãe quanto do recém-nascido. O Brasil não é citado pelo relatório.

Afeganistão
O Afeganistão é apontado como o pior país do mundo para se ter um bebê, segundo a ONG britânica. No país, a taxa de mortalidade infantil é de 52 a cada mil nascimentos vivos (no Brasil, essa taxa é de 19,88), e 20% das crianças morrem antes de completar cinco anos de idade.

Muitas dessas mortes são ocasionadas por práticas tribais, como colocar recém-nascidos no chão - o que traz risco de infecções - para espantar maus espíritos.

Mas, ao mesmo tempo, o correspondente da BBC em Cabul Paul Wood relata algumas pequenas melhorias no país, como o treinamento de 2.400 parteiras desde 2002 e o aumento no número de partos assistidos nas zonas rurais.

Um exemplo tanto dos flagelos quanto dos avanços do país é Rogul, de 35 anos, uma afegã da província de Cabul que disse já ter passado por oito partos prematuros e perdeu todos os bebês.

Sua nona gravidez foi até o fim, mas a criança morreu um dia depois de nascer. Desde então, ela fez um curso para se tornar uma parteira e, agora, além de ter conseguido ter filhos, ensina práticas de saúde e higiene para outras afegãs.

Bebê gigante nasce com quase 7 kg em Porto Xavier (RS)

Menino é a maior criança recém-nascida registrada no município, segundo o hospital

Uma mulher de 42 anos deu à luz um menino de 6,8 kg, na sexta-feira (1º), em Porto Xavier (RS). O bebê nasceu com 57 cm no Hospital de Caridade Nossa Senhora dos Navegantes. As informações são do Correio do Povo.

Segundo o funcionário do hospital Roni Cesar Eckerleben, o recém-nascido Junior César Rodrigues Moreira é o 12º filho de Noemi de Fátima Duarte, de 42 anos. Ela já é mãe de sete meninos e cinco meninas. Todos nasceram de parto normal.

O pai, Valdelir Moreira, de 35 anos, disse não estar espantado com o tamanho do bebê, pois o seu último filho pesou 5,1kg. De acordo com dados da maternidade, nos 45 anos de existência de Porto Xavier e em toda história do hospital nunca havia nascido um bebê com este tamanho.

O funcionário Roni Cesar Eckerleben disse que Junior é o 12º filho de Noemi de Fátima Duarte, de 42 anos. Ela já é mãe de sete meninos e cinco meninas. Todos nasceram de parto normal.

O casal trabalha na área rural e reside na Comunidade da Linha Faxinal, interior do município de Porto Xavier. Eckerleben informou que, no início da noite, o bebê foi transferido para a UTI neonatal de Santo Ângelo para monitoramento da respiração

Médicos reconstroem parte do rosto de paciente com cerâmica na Espanha

Uso de material agilizou procedimento que durou somente três horas



Um hospital espanhol reconstruiu com sucesso, a partir de uma prótese de cerâmica, grande parte da estrutura óssea facial de um homem equatoriano de 26 anos, que na adolescência teve um tumor extirpado, que causou grandes cavidades no rosto.

A intervenção, primeira deste tipo realizada na Espanha, foi feita no dia 17 de março no Hospital Universitário La Paz, em Madri, que até agora só tinha incorporado próteses de cerâmica em reconstruções cranianas. Nesta ocasião, foi reconstruída a estrutura óssea do maxilar com uma prótese que cobre a mandíbula, a maçã do rosto, o arco zigomático até a orelha e a parede lateral no nariz.

O paciente, que já pode movimentar normalmente a boca e os olhos, e que poderá ter uma vida normal, garantiu à Agência Efe que se encontra bem, apenas com uma pequena inflamação no olho e algumas cicatrizes, principalmente na área da boca, que serão "retocadas" com uma pequena cirurgia mais adiante.

O homem, que já fez uma revisão para que os médicos que lhe operaram avaliem sua evolução, acrescentou que seu aspecto de agora é muito parecido ao que tinha anteriormente. Antes da operação, foi feito um scanner em três dimensões para reproduzir a área danificada do rosto, no lado esquerdo, tomando como modelo seu lado normal; posteriormente os dados foram enviados à Suíça para o processamento e desenho da prótese.

Esta técnica é ideal para áreas do corpo que não suportam peso, como o rosto, e praticamente só possui vantagens, disseram à Agência Efe dois dos responsáveis médicos de La Paz, os doutores José Luis Cebrián, médico especialista de área bucomaxilofacial, e Miguel Burgueño, chefe de Serviço de Cirurgia Oral e Bucomaxilofacial.

Uma das grandes vantagens deste tipo de prótese é que são biocompatíveis, por isso, em geral, são muito bem toleradas pelo paciente e raramente causam infecções. Além disso, o uso de cerâmica, cujo maior inconveniente é seu preço elevado, agiliza muito a intervenção, que durou apenas três horas, já que são desenhadas para encaixar perfeitamente na cavidade anatômica.

Segundo Cebrián, o aspecto mais complexo da técnica é o desenho da prótese, que deve se ajustar às cavidades ósseas irregulares, em formato tridimensional, para se encaixar perfeitamente na estrutura anatômica do paciente. Neste caso, suas dimensões são de aproximadamente dez centímetros de largura por cinco de altura, com quatro centímetros de profundidade no ponto mais alto.

Anteriormente, outro hospital madrilenho, o Doce de Octubre, havia feito uma reconstrução com cerâmica, mas unicamente da maçã do rosto de uma pessoa. Tradicionalmente, o material ósseo usado neste tipo de operação procede de outras áreas do corpo do paciente, como o quadril, preferencialmente, ou o crânio.

No entanto, a extração desse tipo de osso força uma intervenção cirúrgica e complica a adaptação exata à cavidade óssea que será reconstruída, já que obriga os médicos a trabalharem com muitos ossos pequenos unidos. Outros materiais utilizados nas intervenções faciais para preencher estruturas ósseas podem proceder de animais ou de cadáveres, com o risco de gerar rejeição no paciente.

Um dos problemas do uso da cerâmica nas reconstruções faciais é que a prótese infeccione, mas as probabilidades são baixas, e a área mais delicada é o nariz, pela presença de microorganismos. Durante a operação, os médicos colocaram na região nasal do paciente parte de um tecido muito vascularizado extraído com uma ligeira incisão no cérebro; com o tempo, este tecido terminará sendo substituído por uma mucosa que evitará infecções.

O tempo de recuperação do paciente será de, aproximadamente, um mês e meio, e inicialmente, não será necessário intervenções posteriores de manutenção da prótese.

"Copyright Efe - Todos os direitos de reprodução e representação são reservados para a Agência Efe."



Após quatro mortes suspeitas por superbactéria, hospital de Maceió isola seis pessoas

Maternidade e UTI Neonatal estão fechadas por tempo indeterminado

O Hospital Universitário de Maceió, em Alagoas, fechou nesta sexta-feira (1º) por tempo indeterminado a maternidade e a UTI Neonatal da instituição. A medida foi tomada por causa da suspeita de que uma superbactéria tenha causado a morte de quatro pessoas – sendo três bebês e um idoso. Outras seis pessoas são mantidas isoladas porque se infectaram com o micro-organismo.

A bactéria que atinge o hospital alagoano é a Acinetobacter baumannii, diferente da bactéria que, desde o ano passado, preocupa autoridades de saúde brasileiras – a KPC (Klebsiella pneumoniae carbapenemases) já causou mortes no Distrito Federal, Tocantins, Amapá, Pernambuco e Rio de Janeiro.

De acordo com a assessoria do hospital, como os pacientes que morreram estavam muito debilitados, ainda não é possível confirmar que a causa dessas mortes seja a superbactéria.

A bactéria Acinetobacter foi encontrada em três bebês e um idoso que morreram no hospital nos meses de fevereiro e março. Um dos bebês nasceu prematuro e com má-formação, enquanto os outros dois eram prematuros extremos (nascidos com até 30 semanas de gestação). Já o idoso tinha sofrido um derrame e estava com a saúde bastante debilitada.

Além deles, outras seis pessoas se infectaram com a superbactéria e, por isso, estão isoladas na UTI do hospital. Desses pacientes, quatro são bebês e os outros dois são adolescentes.

Em entrevista coletiva realizada nesta sexta, o diretor-técnico da unidade, Alberto Jorge Fontan, disse que o hospital continua funcionando, mas a maternidade e a UTI Neonatal ficam fechadas para novos atendimentos. Fontan disse que os locais passarão por uma limpeza para evitar novas infecções, mas ele não deu detalhes sobre como será o procedimento.

As superbactérias recebem esse nome porque são resistentes à maioria dos antibióticos usados nos hospitais. Elas acabam atingindo principalmente pessoas hospitalizadas com baixa imunidade, como pacientes de UTI. Elas são transmitidas por meio do contato direto, como o toque, ou pelo uso de um objeto comum. A lavagem das mãos é uma das formas de impedir a disseminação da bactéria nos hospitais.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Cremesp alerta médicos sobre surto de conjuntivite

O grande número de casos de conjuntivite levou o Cremesp (Conselho Regional de Medicina de SP) a divulgar um alerta aos médicos do Estado.

Em nota divulgada nesta quinta-feira, o Conselho afirma que, nos três primeiros meses deste ano, surtos já atingiram mais de 42 mil pessoas em mais de 20 cidades. O vírus é considerado altamente contagioso.

Entre as orientações dadas pelo Cremesp estão:
- procurar assistência médica;
- evitar a automedicação;
- não usar colírios contendo antibióticos;
- lavar os olhos somente com água mineral, filtrada ou fervida --de preferência gelada;
- não lavar os olhos com soro fisiológico ou água boricada
- lavar frequentemente as mãos

NOTA

Leia a íntegra da nota divulgada pelo Cremesp:

"Alerta aos médicos sobre conjuntivite

Diante da gravidade e da rápida propagação de recentes surtos de conjuntivite aguda no Estado de São, que já atingiram mais de 20 cidades e acometeram mais de 42 mil pessoas nos três primeiros meses de 2011, o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) vem alertar os médicos, profissionais e serviços de saúde, autoridades sanitárias e população.

Os atuais surtos de conjuntivite são causados principalmente pelo vírus Coxsackie A 24, altamente contagioso, com grande transmissibilidade em locais fechados, escolas, creches, ambientes de trabalho e familiar.

A transmissão se dá por meio do contato direto com a secreção do olho de uma pessoa infectada e de maneira indireta por meio de contato com superfícies, toalhas, instrumentos ou soluções contaminadas.

O oftalmologista e conselheiro do Cremesp, dr. Adamo Lui Netto, orienta os médicos que a maioria dos casos em São Paulo tem apresentado hiperemia, reação folicular na conjuntiva tarsal superior e inferior, hemorragia subconjuntival, além de inflamação palperal leve, moderada ou intensa.

A conjuntivite é uma doença com duração de sete dias na maioria dos casos. A correta assistência médica garante o diagnóstico clínico e o tratamento adequado.

Outras doenças podem surgir durante a evolução clínica da conjuntivite, podendo passar despercebidas em surtos com grande número de casos.

Por isso, segundo dr. Adamo Lui Netto, os médicos devem estar atentos para eventuais complicações da conjuntivite, além da ulceração corneal e da blefarite.

Dicas de saúde para a população
O Cremesp solicita aos médicos que orientem a população com 10 dicas essenciais: 1) procurar sempre assistência médica quando surgir sinais de conjuntivite, 2) evitar a automedicação, 3) não usar colírios contendo antibióticos, pois a conjuntivite predominante nos surtos atuais é de origem viral, 4) lavar os olhos somente com água mineral, filtrada ou fervida, de preferência gelada, 5) não lavar os olhos com soro fisiológico ou água boricada), 6) lavar frequentemente as mãos, 7) usar somente lenços descartáveis ou gaze, 8) não compartilhar toalhas, maquiagem para os olhos, colírios e outras soluções, 9) trocar constantemente de fronhas; 10) evitar locais aglomerados, quando da ocorrência de surtos.

Aos próprios médicos e aos profissionais de saúde, o Cremesp lembra que devem: 1) lavar as mãos antes e depois do atendimento dos pacientes; 2) usar luvas estéreis durante o exame e a coleta de amostras, com descarte adequado, 3) verificar a esterilização sistemática de instrumentos utilizados para o exame oftalmológico e o diagnóstico, 4) contribuir com as autoridades de saúde na identificação e na notificação dos casos.

Por fim, o Cremesp reitera que as medidas de higiene e o tratamento adequado da conjuntivite constituem as principais medidas de prevenção."