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quarta-feira, 6 de abril de 2011

Samcil em meio a dívidas

por Saúde Business Web

05/04/2011

Apesar da morte do presidente, a ANS manterá o "regime especial" para tentar evitar a falência da companhia. São R$ 70 mi em dívidas

O presidente e fundador do grupo de saúde Samcil, Luiz Roberto Silveira Pinto, 75 anos, foi encontrado morto na tarde de segunda-feira (04) em seu escritório, mantido dentro do Hospital Panamericano, no bairro Alto de Pinheiros, em São Paulo.

A morte do empresário ocorre em meio a uma grave crise financeira que atinge a Samcil. A operadora está sob regime especial da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) - espécie de acompanhamento administrativo - desde janeiro deste ano. A ANS tenta ajudar a instituição a sair da crise e evitar a falência.

Segundo informou o Valor Econômico, a operadora colocou à venda três hospitais para sanar dívidas que somam cerca de R$ 70 milhões. Os três hospitais são o Santa Marta, que fica no bairro paulistano de Santo Amaro, o Santo André e o Jardim, estes últimos situados na região do ABC paulista.

Procurada, a ANS afirmou que a operação de regime especial continua apesar da morte do presidente da empresa. Caso não seja possível recuperar a companhia, a companhia poderá ter de vender ou doar a sua carteira de clientes a outro convênio. A operadora possui cerca de 244 mil beneficiários na Grande São Paulo.

A Samcil, até o momento, também não se pronunciou sobre a morte de Luiz Roberto Pinto.

A diferença entre estar na saúde e ser da saúde

Gostaria de deixar uma mensagem para o dia mundial da saúde, e tenho uma razão muito especial para isso: sou um profissional da saúde.

As pessoas podem questionar como alguém que não é formado em medicina, enfermagem, fisioterapia, nutrição, psicologia, assistência social, farmácia ou outra atividade fim do segmento pode se qualificar como profissional da saúde ?

Bem ... como em um show, o protagonista é o profissional assistencial, mas a saúde exige especialização de administradores, engenheiros, técnicos, advogados, ‘marketeiros’ e de todas as demais profissões que cuidam da retaguarda necessária – pode chamar de figurantes: pessoalmente não fico ofendido, porque sem nós ‘o brilho da estrela’ não acontece.

A comparação é a da ‘velha historinha do Dia e da Noite’: de dia o brilho do Sol (o profissional assistencial) é tão forte que ninguém consegue ver nada no céu além dele, mas a noite é possível observar que no céu existem infinitas estrelas como o Sol (os outros profissionais do segmento da saúde)!

Afinal hospitais, clínicas, centros de diagnóstico e operadoras de planos de saúde no fundo são empresas como as outras, que necessitam comprar, pagar as contas e salários, receber bem seus clientes, limpar o ambiente ...

A diferença é que não basta começar a trabalhar em uma empresa de saúde para se rotular como um profissional da saúde – é necessário agir como um deles e, principalmente, estar motivado para trabalhar em um setor que oferece um produto totalmente diferente dos demais, apesar das dificuldades.

Quem é da Saúde entende esta questão da motivação, mas talvez os dos demais segmentos de mercado não: nós não vendemos cigarro, álcool, comida gordurosa, sonhos em apostas, juros ... nós não vendemos produtos que fazem mal a vida humana.

Muito pelo contrário, fazemos parte de uma atividade chamada Saúde que existe justamente para curar doenças, preservar a vida, dar qualidade de vida ou pelo menos dignidade no final da vida das pessoas.

Por que uma pessoa que trabalha em uma indústria de bebidas, que faz propaganda para incentivar o consumo de uma droga, pode se motivar mais que nós da área da saúde que curamos os danos causados pela ‘bebedeira’ ?

Para falar de boca cheia ‘sou um profissional da área da saúde’ não é necessário ser médico – é necessário cumprir bem o seu papel no segmento, porque cada atividade de apoio é tão importante quanto a prática assistencial.

Da mesma forma que ser formado em enfermagem não credencia qualquer pessoa como profissional da área da saúde : é necessário atender o paciente com humanismo, não colocá-lo em risco, dar conforto nos momentos de crise do paciente e do acompanhante.

É uma questão de vocação : a diferença entre ‘quem está na saúde’ e ‘quem é da saúde’.

Gostaria então de comemorar nosso dia falando (de boca cheia) como profissional da saúde, e demonstrando meu respeito tanto ao fisioterapeuta e aos demais profissionais assistenciais, que sempre são lembrados neste dia, quanto ao recepcionista, o caixa, o servente de higiene, o segurança ... e a mim !!! ... todos que incorporaram no DNA a atenção que a saúde exige.

Tenho tanta certeza do que digo: basta olhar o conteúdo da mídia especializada, em particular o Saúde Business Web, e verificar quantas citações à falta de profissionais qualificados para nosso segmento, porque:

Advogado bom no mercado ‘tem as pencas’ ... mas advogado que entende a necessidade da relação médico-paciente e da relação hospital-operadora ‘tem pouco’;
Administrador bom ‘tem de monte’ ... mas administradores que entendem a complexidade da interdependência das disciplinas médicas e assistenciais ‘são raros’;
Recepcionista que sabe sorrir tem em qualquer loja de varejo ... mas recepcionista que sabe quando deve obrigatoriamente sorrir, e quando não pode se deixar ver sorrindo de forma alguma pelo familiar em ambiente hospitalar (óbito por exemplo) ‘tem pouco’.
Para nós, profissionais de saúde, até no nosso dia ‘não dá pra deixar o ponto em branco’ – não podemos ‘baixar a guarda’ e parar por algumas horas para comemorar, porque ‘não existe pausa para dor e emergência’, não é verdade ?

postado por Enio Salu

Aprimorando a decisão dos projetistas de saúde

Na interlocução com empreendedores e operadores de serviços médico-hospitalares para obtenção de informações voltadas a concepção dos espaços de um projeto arquitetônico e em sequencia dos projetos das engenharias com ênfase nas instalações prediais e especiais, tem sido costumeira a menção dos compartimentos por sua atividade: sala de consulta, três salas de cirurgia, cuidados intensivos com X leitos e assim segue.

Os compartimentos citados compõem as atividades-fim ou centrais sem menção as atividades-meio ou de apoio, que são requeridas não somente pela operação da produção, mas recomendadas pelas Normas Oficiais referentes aos edifício de saúde: RDC-50. No entanto os compartimentos-fim alojam atividades que configuram os “elos” de algum processo de atenção e que deverão ser organizados a partir do “fluxo” e das “rotas” das atividades que serão ativadas.

Os fluxos configuram o sequenciamento dos eventos realizados em seus postos de trabalho que compõem os processos, e as rotas são os caminhos e distancias que separam os locais das atividades.

Aos arquitetos compete compreender como fluem os processos para organizar os compartimentos de forma a minimizar “desperdícios” com esforço humano e tempos, evitando riscos para os pacientes e profissionais participes dos processos.

Uma abordagem metodológica que tem aprimorado o entendimento entre profissionais de saúde que operam os processos e os arquitetos e engenheiros que organizam os espaços é solicitar aos informantes que “desenhem” os eventos que compõem os processos, alinhando sua sequencia ou elos da “cadeia de produção” e indicando o “o que faz!” e o “como faz!”, gerando informações mais esclarecedoras para uma melhor concepção da organização física.

Os profissionais de saúde, ao expressarem graficamente os processos deverão fazê-lo “a mão livre” sem qualquer preocupação métrica de distancias ou dimensões, desgarrados da frequente menção de que “não sei desenhar!”.

Conhecendo o sequenciamento dos eventos de “produção dos serviços” os Arquitetos terão condições de colocar adequadamente os compartimentos de apoio que suportam os “setores de produção”.

Sendo o edifício de saúde organizado espacialmente em setores físicos que acolhem as unidades de produção, com seus processos, necessário será informar aos projetistas a origem dos pacientes – de que setores vem! – e o destino após realizadas as atividades – para onde vão! – ensejando aos projetistas uma compreensão das interfaces setoriais e dos macro-fluxos.

Mesmo recebendo inicialmente uma listagem de compartimento deverão os Arquitetos solicitar aos informantes que “desenhem e informem os eventos que compõem os processos”.

Esta nova solicitação, que os envolvidos na operação saberão atender com presteza, resultará ganhos de conhecimento na concepção e detalhamento dos projetos físicos do edifício.

postado por João Carlos Bross

BNDES aprova financiamento de R$ 77 mi ao Cristália

por Saúde Business Web

05/04/2011

Investimento visa apoiar projetos de pesquisa e desenvolvimento do laboratório

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 77,2 milhões para o Laboratório químico-farmacêutico Cristália, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento do Complexo Industrial da Saúde. O programa prevê contribuir para o desenvolvimento de novos produtos farmacêuticos e a expansão da oferta nacional de medicamentos de maior valor agregado.

Com tal investimento, a capacitação tecnológica brasileira no segmento da biotecnologia será expandida. A operação fomentará a pesquisa e o desenvolvimento de novos produtos farmacêuticos, incluindo medicamentos de base biotecnológica mais modernos e específicos, a preços competitivos, informa o laboratório.

Segundo informações da empresa, o BNDES financiará 11 projetos como: Hormônio do Crescimento, Colagenase, DMA, Peptídeos, Nicotina Transdérmica, entre outros. O Laboratório químico-farmacêutico Cristália foi fundado em 1972, em Itapira, interior de São Paulo. Atualmente, produz e comercializa anestésicos e adjuvantes de anestesia na América Latina.

Especialistas pedem maior controle na venda de anorexígenos em vez de banimento

Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Profissionais de saúde e farmacêuticos defenderam hoje (5) no Congresso Nacional uma maior fiscalização da prescrição e da dispensação de medicamentos emagrecedores em lugar do banimento dos remédios.

A possibilidade de retirada dos chamados anorexígenos do mercado brasileiro foi anunciada em fevereiro último pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O principal argumento é que os riscos superam os benefícios propostos pelos produtos.

Durante audiência pública na Câmara dos Deputados, o presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, Ricardo Meirelles, ressaltou que o objetivo do tratamento contra a obesidade não é atingir o peso ideal, mas reduzir as consequências provocadas pelo problema.

“Ninguém preconiza o uso indiscriminado de anorexígenos no combate a obesidade”, disse Meirelles. “Estamos falando de doença, não de 2 ou 3 quilos a mais. E uma intervenção que reduza 1% do peso corporal por mês já é considerada sucesso terapêutico, já que reduz fatores de risco para diabetes e doenças cardiovasculares.”

Caso a proposta de banimento dos emagrecedores não vingue, a categoria propõe prescrever o medicamento apenas para pessoas com Índice de Massa Corporal (IMC) igual ou superior a 30 e pessoas com IMC igual ou superior a 25 e que apresentem fatores de risco como a hipertensão arterial.

De acordo com o representante da Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais, Evandro da Gama, 60 milhões de pacientes usam produtos dispensados em estabelecimentos de manipulação no país. Segundo ele, os profissionais passam por treinamento adequado e são capacitados para a dispensação correta dos emagrecedores.

“A Anvisa precisa prestar atenção em parte de sua missão, que é a melhoria na qualidade de vida dos brasileiros”, disse. Para ele, os anorexígenos precisam ter os riscos minimizados por meio da prescrição e da dispensação adequadas. “Se a gente bane, provoca o uso ilícito disso”, afirmou.

O secretário-geral do Conselho Federal de Medicina (CFM), Henrique Batista e Silva, defendeu o direito de acesso e de recusa, por parte do paciente, aos emagrecedores. “O médico e os profissionais da saúde têm esse cuidado: de permitir que o paciente seja bem informado”, afirmou. Segundo ele, não há ainda fundamentos para que os medicamentos sejam retirados do mercado.

Durante o debate, a representante da Anvisa, Maria Eugênia Cury, lembrou que, mesmo com medidas de controle aprovadas, o consumo de anorexígenos no Brasil vem registrando um aumento sustentado. Apenas em 2010, quase 4,5 milhões de prescrições foram emitidas para esse tipo de remédio.

“Está colocada uma questão fundamental de risco sanitário envolvendo a população brasileira. Há problemas de segurança, de efetividade baixa e de não eficácia comprovada”, disse.

O diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, informou que não há prazo para que o órgão decida sobre a proposta. A definição, segundo ele, só será dada quando houver informação suficiente por parte da diretoria colegiada.