Estudo indica que houve um aumento no uso de carbapenemas em clínicas. Essa classe de antibióticos é usada apenas em último caso, quando medicamentos mais fracos não são suficientes para vencer a bactéria.
O estudo desenvolvido ao longo de cinco anos mostra que esse aumento foi de 102%: 79% de aumento de vancomicina intravenosa e 41% de uma combinação de penicilina e inibidores de beta lactamase. Também houve um aumento no uso do medicamento fluoroquinolonas, o mais frequentemente usado em clínicas.
“O uso desses antibióticos ajuda o paciente recebendo tratamento, mas tem futuras conseqüências para espectadores inocentes”, afirma o pesquisador Makoto Jones. “O quanto mais esses medicamentos são usados, mais resistência nós vemos”, completa.
O estudo foi apresentada na reunião anual da Society for Healthcare Epidemiology of America.
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segunda-feira, 11 de abril de 2011
Aftas podem estar relacionadas ao Mal de Alzheimer Canker can be related to Alzheimer's
O vírus da herpes simplex tipo 1 é o causador das aftas que surgem na mucosa da boca. As infecções causadas por ele crescem dentro das células nervosas e podem permanecer lá de forma latente. Um novo estudo afirma que e debilitação das habilidades cognitivas que acompanham o Alzheimer pode contribuir para a re-ativação e crescimento das infecções.
Ao observarem o comportamento do vírus dentro das células, pesquisadores viram que as partículas do vírus que saem das células infectadas dão origem a membranas celulares contendo proteína precursora de amilóide, o maior componente das células senis em pacientes com Alzheimer. Esse fato levou os cientistas a sugerirem no estudo (desenvolvido pela Universidade do Novo México e a Universidade Brown) que o mecanismo através do qual a infecção acontece indica uma forte ligação entre a doença e a herpes.
A pesquisa foi publicada no periódico PLoS ONE.
Governo e indústria de alimentos fecham acordo para reduzir sódio Government and food industry to reduce sodium close deal in Brazil
De acordo com o Ministério da Saúde, brasileiros consomem, em média, 9,6 gramas diárias de sal, quase o dobro do recomendado pela OMS
According to the Ministry of Health, Brazilians consume on average 9.6 grams of salt daily, almost twice the level recommended by WHO
According to the Ministry of Health, Brazilians consume on average 9.6 grams of salt daily, almost twice the level recommended by WHO
Lígia Formenti - O Estado de S.Paulo
A indústria alimentícia e o Ministério da Saúde firmaram ontem um termo de compromisso de redução gradual na quantidade de sódio de 16 tipos de alimentos. As primeiras reduções vão ocorrer com massas instantâneas, pães e bisnaguinhas, a partir de 2012.
Massas instantâneas deverão ser produzidas a partir do ano que vem com teor de sódio 30% menor do que o atualmente apresentado. Pães e bisnaguinhas virão com redução de 10%. O cronograma prevê diminuição do uso do sódio até 2020 (mais informações nesta página). Segundo o Ministério da Saúde, o brasileiro consome, em média, 9,6 gramas diárias de sal. A Organização Mundial da Saúde recomenda que consumo máximo não ultrapasse 5 gramas diárias. O excesso de sal na dieta está associado a maior risco de doenças como hipertensão, problemas cardiovasculares, renais e cânceres.
Atualmente, cada 100 gramas de macarrão instantâneo produzido no Brasil apresenta entre 2.036 e 4.718 miligramas de sódio. No Canadá, a média de sódio é de 926,9 miligramas a cada 100 gramas do produto.
No caso do pão de forma, os índices dos produtos brasileiros também são expressivamente maiores. Enquanto no Canadá a média varia de 361 a 526 miligramas de sódio a cada 100 gramas do alimento, no Brasil, a mesma quantidade do produto traz entre 437 e 796 miligramas.
A implementação do acordo será acompanhada pelo Ministério da Saúde e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Ao longo do processo, o governo deverá fazer estudos para avaliar os reflexos da redução nos indicadores da saúde.
O presidente da Associação Brasileira de Indústrias de Alimentação, Edmundo Klotz, afirmou que ainda não foi avaliado qual será o impacto no sabor da redução de sódio dos produtos. Ele disse estar convicto, no entanto, de que alternativas adequadas serão encontradas. "Já fizemos isso com relação à gordura trans", lembrou. Um acordo firmado entre 2007 e 2010 permitiu a redução de 230 mil toneladas da substância - associada a um maior risco de doenças cardiovasculares - a alimentos industrializados.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que pactos firmados entre governo e setor produtivo são estratégia ideal para incentivar a adoção de hábitos saudáveis.
O ministro evitou fazer comentários sobre a medida proposta pela Anvisa de inclusão de avisos de advertências nas embalagens de alimentos com altos teores de açúcar e gordura - substâncias que, assim como o sal, quando ingeridas em quantidades excessivas, podem aumentar o risco de problemas de saúde, como obesidade e doenças cardíacas. "Esse é um debate que está sendo feito. O importante é reforçar a informação para população", afirmou.
Atividade física. O ministério anunciou ainda o lançamento de um programa para estimular a prática de atividade física, o Academia da Saúde. A proposta permite a criação de espaços para prática de atividades individuais e coletivas, com participação de profissionais que trabalham no Estratégia de Saúde da Família. O ministério, no entanto, não informou quanto será destinado para esse programa. Os recursos virão de emendas parlamentares. Também ontem, a pasta colocou em consulta pública a metodologia para criação de um novo indicador sobre qualidade do atendimento de saúde e da satisfação da população com serviços prestados. A proposta ficará em consulta pública por 60 dias.
Alimentos naturais já contêm o mineral
O sódio, embora seja popularmente associado ao sabor salgado, funciona como conservante para os alimentos industrializados. Ele também é usado para enaltecer o sabor, mesmo dos doces. Além do sódio adicionado no preparo industrial, há também o sódio natural dos alimentos e, ainda, o sal que se coloca no prato, na hora de comer. No final do dia, portanto, a conta é alta.
O sódio em excesso faz mal porque ele deve estar sempre em equilíbrio com a quantidade de água presente no sangue. Quando está sobrando, o organismo atua para restabelecer o equilíbrio, tirando água de dentro das células para diluí-lo. Com esse aporte de água, o volume de sangue aumenta, elevando a pressão dentro das artérias e favorecendo o surgimento das doenças cardiovasculares.
Além disso, o sal em excesso é responsável pela retenção de líquido e pela formação de edemas pelo corpo. Alguns médicos também relacionam o exagero ao câncer de estômago e à osteoporose.
Apesar de estar associado a diversas doenças se ingerido em excesso, o sódio desempenha uma importante função no corpo. Ele ajuda a regular a pressão osmótica, que é o mecanismo que controla a quantidade de água nas células. O risco de ingerir uma quantidade insuficiente do mineral é pequeno. Sem qualquer adição de sal, carnes, peixes, derivados de leite e vegetais - sobretudo feijão, tomate e alface - fornecem ao corpo a quantidade mínima necessária por dia.
Até o pote de iogurte light traz sódio demais
Em fevereiro, uma pesquisa norte-americana incluiu até o refrigerante light entre os vilões do sódio. A bebida, embora pouco calórica, contém mais sódio do que a versão tradicional. O estudo, feito pela Universidade de Miami e apresentado em congresso médico nos EUA, relacionou a ingestão exagerada da bebida a um risco aumentado de passar por enfarte ou acidente vascular cerebral (AVC).
Uma lata de refrigerante à base de cola (350 ml) do tipo zero açúcar, por exemplo, tem 49 miligramas de sódio. A maior concentração de sódio nas linhas diet e light pode ser explicada pela adição do ciclamato de sódio, um tipo de adoçante. Um pote de iogurte light com 170g, que parece inofensivo, carrega 122 mg de sódio, quase a mesma quantidade existente em três biscoitos de água e sal. Um pacote de suco em pó light (10 gramas) tem 125 miligramas de sódio.
PASSOS DO ACORDO
Até julho
Estabelecimento de metas de redução de sódio em pão francês, bolo pronto e mistura, salgadinhos de milho e batata frita.
Até o fim do ano
Estabelecimento de metas para bolachas salgadas, recheadas e de maisena; embutidos (salsicha, presunto, hambúrguer, linguiça, salame e mortadela); caldos e temperos; margarinas vegetais; maioneses; derivados de cereais; laticínios; refeições prontas (pizza, lasanha, comida infantil salgada e sopas).
Até 2012: Início da redução
Massas instantâneas: até 1,9 grama por 100 gramas de alimento (30% do valor atual)
Pães de forma: 645 miligramas por 100 gramas de alimento (redução de 10% ao ano)
Bisnaguinhas: 531 miligramas por 100 gramas de alimento (redução de 10% ao ano)
Até 2014
Pães de forma: até 522 miligramas por 100 g (10% ao ano)
Bisnaguinhas: até 430 miligramas por 100 gramas de alimento (redução de 10% ao ano)
OS MAIS SALGADOS
1. Macarrão instantâneo, 1 porção (85 g), 1991 mg de sódio
2. Lasanha à Bolonhesa congelada (325 g), 1734 mg de sódio
3. Cheeseburger congelado, 1 unidade (145 g), 868 mg de sódio
4. Pizza congelada, 1 pedaço (100 g), 681 mg de sódio
5. Sopa instantânea, 1 porção (20 g), 573 mg de sódio
DOCES TAMBÉM TÊM
1. Biscoito de chocolate, 3 unidades (30 g), 171 mg de sódio
2. Iogurte light, 1 pote (170 g), 122 mg de sódio
3. Biscoito de Maizena, 6 unidades (30 g), 111 mg de sódio
4. Bolinho de baunilha, 1 unidade (60 g), 172 mg de sódio
5. Cereal de chocolate, 3/4 de xícara (30 g), 123 mg de sódio
Serviço
Acesse a ferramenta online do Ministério da Saúde para calcular a quantidade de sódio ingerida diariamente: http://nutricao.saude.gov.br/sodio.php
(Colaborou: Mariana Lenharo, do Jornal da Tarde)
Cientistas criam método para mapear complexidade do cérebro Scientists develop method to map the complexity of the brain
DA REUTERS
Cientistas anunciaram ter dado mais um passo para desenvolver um modelo computadorizado do cérebro ao encontrarem, pela primeira vez, uma maneira de mapear as conexões e as funções das células nervosas do cérebro ao mesmo tempo.
Num estudo no jornal "Nature" de domingo, pesquisadores do University College London descreveram a técnica, tendo como cobaia um camundongo, que combina informações sobre as funções dos neurônios e os detalhes das suas conexões.
O estudo é parte de uma área emergente da neurociência chamada "conectomia", que busca identificar as conexões cerebrais
Ao mapear essas conexões, os cientistas esperam entender como pensamentos e percepções são gerados, e como essas funções deixam de operar e resultam em doenças como Alzheimer, esquizofrenia e derrames.
"Estamos começando a desvendar a complexidade do cérebro", afirma Tom Mrsic-Flogel, que coordena o estudo.
"Quando compreendermos a função e a conectividade das células nervosas nas diferentes camadas do cérebro, podemos começar a desenvolver uma simulação computadorizada de como esse notável órgão funciona", acrescenta.
O cientistas, entretanto, disse que ainda levará muitos anos de trabalho científico e grande poder de processamento antes que isso possa ser feito de forma efetiva.
Jovens privados de laptops e celulares sofrem crise de abstinência Juveniles deprived of their cellphones and laptops suffer withdrawal symptoms
Os sintomas de abstinência experimentados por jovens privados de seus computadores e smartphones são comparáveis aos de viciados em drogas, afirma uma pesquisa realizada pela Universidade de Maryland.
Withdrawal symptoms experienced by juveniles deprived of their computers and smartphones are comparable to those of drug addicts, says a survey by the University of Maryland.
A informação foi publicada no site do jornal britânico "The Telegraph" nesta sexta-feira.
O estudo analisou 1.000 alunos com idade entre 17 e 23 anos em dez países. Pesquisadores os impediram de usar telefones, redes sociais, internet e TV por 24 horas.
Eles foram autorizados a utilizar telefones fixos ou ler livros e foram orientados a manter um diário.
Segundo os investigadores, 79% dos estudantes relataram reações adversas que vão desde desconforto a confusão e isolamento.
Os adolescentes falaram de ansiedade enquanto outros relataram sintomas como coceira, uma sensação familiar para viciados em drogas que lutam contra a dependência.
Alguns ainda relataram sintomas semelhantes a bulimia, onde eles se privaram de seus telefones ou computadores para que, em um momento posterior, pudessem acessá-los por horas.
Um em cada cinco relataram sentimentos de abstinência, enquanto 11% disseram que estavam confusos ou se sentiam fracassados. Quase um em cinco (19%) relataram sentimentos de angústia e 11% se sentiam isolados. Apenas 21% disseram que poderiam sentir os benefícios de ficar desconectado.
Alguns estudantes relataram estresse por simplesmente não poder tocar o telefone.
Um participante relatou: "Eu sou um viciado. Eu não preciso de álcool, cocaína ou qualquer outra forma de depravação social. A mídia é minha droga, sem a qual eu fico perdido".
Outro escreveu: "Eu literalmente não sabia o que fazer. Ir para a cozinha procurar inutilmente nos armários virou rotina".
Segundo Susan Moeller, da Universidade de Maryland, que liderou o estudo, "a tecnologia permite contatos sociais para os jovens de hoje e eles passaram a vida inteira 'plugados'".
"Alguns disseram que queriam ficar sem tecnologia por um tempo, mas eles não conseguiram devido à possibilidade de serem condenados ao ostracismo por seus amigos."
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