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terça-feira, 12 de abril de 2011

Mulher de 43 anos é nova vítima do vírus tipo 4 da dengue em SP Woman, 43, is latest victim of dengue virus type 4 in São Paulo

O Estado de S.Paulo

Uma mulher de 43 anos, moradora da zona rural de São José do Rio Preto (interior de São Paulo), é a segunda vítima da dengue tipo 4 na cidade. A confirmação do caso - o segundo no Estado de São Paulo - ocorreu ontem.

Segundo o secretário de Saúde de Rio Preto, José Victor Maniglia, a vítima sentiu os primeiros sintomas doença (febre, prostração e dores de cabeça, no corpo e olhos) em 25 de março e não precisou ser internada. A vítima, que relatou não ter viajado recentemente, passa bem.

O secretário afirma que nenhum parente da mulher apresentou sintomas da doença até agora e não há informação de que ela já tinha contraído a doença anteriormente.

O isolamento do vírus ocorreu depois que o município passou a isolar todos os vírus de casos positivos em 4 de abril, quando registrou o primeiro caso deste subtipo da dengue. A cidade tem, neste ano, 202 casos de dengue, sendo a maioria do tipo 1.

Subtipo 4. Além de São Paulo, Pernambuco, Roraima, Pará, Amazonas, Rio de Janeiro e Bahia engrossam a lista de Estados com registro do subtipo 4. Ele foi reintroduzido no País em 2010, após 28 anos sem circular. O subtipo 4 não é mais grave que os outros. O problema é que, por ter ficado muitos anos fora de circulação, há mais pessoas suscetíveis. / CHICO SIQUEIRA, ESPECIAL PARA O ESTADO

FDA permite venda de teste para diagnosticar dengue nos EUA FDA allows sale of test to diagnose dengue in the U.S.

As autoridades sanitárias dos Estados Unidos autorizaram na sexta-feira (8) a comercialização do primeiro teste para ajudar a diagnosticar a dengue.

O teste DENV Detect IgM Capture ELISA é capaz de detectar os anticorpos contra o vírus da dengue em amostras de sangue de pacientes com sintomas da doença com mais precisão do que os atuais, indicou a FDA (Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos).

O diagnóstico da doença é complexo pois a resposta do anticorpo IgM contra o vírus não é detectável até um período de três e cinco dias depois da primeira febre. Ainda pode dar resultado negativo, apesar de a pessoa ter o vírus no sangue.

A novidade deste teste é a reação cruzada com outros vírus estreitamente relacionados como o vírus do Nilo Ocidental --um agente infeccioso que origina problemas neurológicos e que também é transmitido por um mosquito--, o que proporciona mais informações aos médicos para diagnosticar a doença com mais precisão.

O teste, que conta com tecnologia patenteada pelo CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças), estará disponível para uso em laboratórios clínicos.

"Os casos de dengue e febre hemorrágica podem ser potencialmente mortais para as pessoas que não reconhecem os sintomas", advertiu Alberto Gutiérrez, diretor do escritório de dispositivos para diagnosticar doenças da FDA.

Ter artrite não significa render menos Having arthritis does not mean less pay

Pesquisa mostra que ter a doença não torna as pessoas menos produtivas
Research shows that having the disease does not make people less productive

Reuters Health

Muitas pessoas que sofrem de artrite passam por dificuldades periódicas no trabalho. Entretanto, uma nova pesquisa norte-americana mostra que elas não se tornam menos produtivas com estes problemas. Em muitos casos, mudanças simples no ambiente de trabalho podem ser bastante úteis.

Já se sabe que as pessoas que sofrem de artrite frequentemente enfrentam limitações no trabalho. Em um estudo do governo norte-americano, um terço da população em idade produtiva e que sofre de artrite naquele país relatou que o trabalho é prejudicado por problemas de saúde.

Entretanto, de acordo com o novo estudo– que acompanhou quase 500 americanos trabalhadores que sofrem de artrite – apensar de bastante comuns, as dificuldades no trabalho não são constantes.


Durante os quatro anos e meio de duração do estudo, três quartos dos participantes relataram dificuldades ocasionais, mas não contínuas, no trabalho. Somente nove em cada cem participantes passaram por dificuldades graves consistentes – problemas que podem impedir a realização de algumas tarefas no trabalho, ou ainda forçá-los a reduzir a carga horária.

“Limitações no trabalho em virtude da artrite geralmente são abordadas como problemas constantes. Mas, eu acredito que elas são mais periódicas”, disse Monique A. M. Gignac, professora da Universidade de Toronto, que conduziu o estudo.

Tai Chi: alívio para a artrite

Ela complementa que essa informação é importante tanto para empregadores, quanto para seguradoras e para os próprios trabalhadores que sofrem de artrite. “Existe uma crença de que as pessoas que têm artrite são um peso no ambiente de trabalho, mas este não é o caso”, ela complementou.

Ainda assim, muitos trabalhadores acometidos pela doença, de certa forma, realmente acabam enfrentando problemas no trabalho. As questões mais comuns abordadas no novo estudo foram as ações de levantar e carregar objetos, ajoelhar-se e ficar de pé por longos períodos – de um quarto a três quartos dos participantes relataram tais problemas.

Quando o assunto em questão é facilitar o desempenho destas tarefas, os trabalhadores geralmente tomam medidas simples, como o uso de “acessórios” ou mudanças de mobiliário para facilitar o trabalho.
Gignac ressalta que uma cadeira mais confortável, um apoio para os pés ou um teclado especial podem ser de grande utilidade. Ela afirma que algumas medidas sem custos também ajudam – como organizar a mesa de trabalho para deixar tudo à mão ou levantar-se e alongar-se periodicamente.

“São coisas que podemos fazer para manter nosso nível de energia e reduzir a dor”, diz.

Relativamente poucos participantes do estudo tomaram medidas mais significativas, como alterar o horário de trabalho. Durante todo o estudo, apenas 17 em cada cem pessoas fizeram tais alterações.
As descobertas, relatadas no periódico Arthritis Care & Research, são baseadas em entrevistas conduzidas com 490 trabalhadores adultos que sofriam de osteoartrite – o tipo mais comum da doença que ataca as articulações com a idade ou com atividades esportivas intensas – ou artrite inflamatória. A maioria dos participantes do segundo grupo sofria de artrite reumatoide, doença na qual o sistema imunológico acidentalmente ataca o interior das articulações.

Os participantes atuavam em ramos diversos de atividades – como transporte, vendas, ensino e negócios – e foram entrevistados por quatro vezes ao longo os quatro anos e meio de duração do estudo.
Segundo Gignac, o fato de que as limitações de trabalho vêm e vão podem estar relacionadas à própria natureza da doença. Para algumas pessoas, mudanças no tratamento ou no trabalho podem fazer uma grande diferença.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

14 dicas para lidar melhor com a epilepsia 14 tips to better deal with Epilepsy

Distúrbio neurológico afeta metade das crianças com menos de cinco anos
Neurological disorder affects half of all children under five years

A epilepsia é a causa mais comum de distúrbio neurológico na infância, onde cerca de 50% das crianças apresentam essa esse problema antes dos cinco anos e 75%, antes dos vinte. A Epilepsia é uma alteração temporária e reversível do funcionamento cerebral que ocorre quando uma parte do cérebro passa a emitir sinais incorretos durante alguns segundos ou minutos, sem ter sido causado por febre, drogas ou outras doenças.

São muitos os tipos de crise, bem como os sintomas, que podem variar de acordo com o local atingido no sistema nervoso central. Se a alteração ficar restrita a um hemisfério, a crise será chamada de crise parcial e se a lesão afetar os dois hemisférios cerebrais teremos o que chamamos de crise generalizada. Geralmente a causa é desconhecida, mas pode ocorrer por ferimentos na cabeça, trauma de parto, uso abusivo de álcool e ou drogas e outras doenças.

A epilepsia é uma doença neurológica crônica, comum, e tem tratamento bastante eficaz na grande maioria das vezes. A maior parte das pessoas que tem o problema leva a vida normalmente e com sucesso em todas as áreas. O diagnóstico correto deve ser implementado o quanto antes para que o tratamento adequado seja logo realizado. Recomendações importantes são as de não ingerir bebidas alcoólicas, não passar noites em claro, ter uma dieta balanceada e evitar o stress excessivo.

A divulgação da doença é muito importante, principalmente porque grande parte da população ignora o problema ou porque têm crenças distorcidas e não verdadeiras sobre a questão. Assim, não raro ouvimos pessoas dizerem que a epilepsia é uma doença contagiosa e que seus portadores, além de não são normais nunca serão bem sucedidos na vida, o que não é verdade.

Infelizmente, o impacto social e psicológico da epilepsia ainda é grande, chegando ao ponto de ser, muitas vezes, mais limitante do que a própria doença. Isso porque a epilepsia rompe a sensação de controle e competência, essenciais para o desenvolvimento saudável da personalidade da pessoa, em decorrência da característica paroxística, imprevisível e de completa subjugação do indivíduo pelo evento epiléptico. Basta apenas um único episódio para que a família viva um estado angustiante, à espera de uma nova crise.

Trabalhos assistenciais de atenção, apoio e acolhimento aos cuidadores principais de crianças e adolescentes com epilepsia é de toda importância, uma vez que existe uma relação "de mão-dupla", no dia-a-dia dos pais de uma criança com epilepsia. Vários estudos, inclusive no Brasil, mostram o aument o da incidência de problemas emocionais e psiquiátricos, especialmente nas mães de crianças com epilepsia. A reorganização de papéis dentro da dinâmica familiar é de toda importância para o manejo saudável do problema.

Portanto, conscientizar a população nesse sentido é essencial para a redução do impacto negativo de atitudes discriminatórias sobre a epilepsia e seus mitos. Promover maior participação social e laboral através da divulgação de informações corretas e cientificamente comprovadas junto às entidades competentes e para a população, são objetivos primordiais a serem alcançados, para que essa parte da sociedade tenha uma

15 dicas para você entender e lidar melhor com a epilepsia.

1. A epilepsia não é uma doença mágica e nem sagrada e muito menos demoníaca. Ela é uma doença neurológica comum.

 2. A epilepsia não é uma doença contagiosa. Ela é apenas o produto de descargas anormais de células nervosas no nosso cérebro.

3. A epilepsia é universal. Ela acomete pessoas de qualquer faixa etária e de todos os países.

4. Sua prevalência pode variar conforme as regiões do mundo. Ocorre com maior freqüência nos países em desenvolvimento,como é o caso do nosso país (2%), devido à desnutrição, pouco conhecimento, enfermidades infecciosas e à insuficiente atenção médica. Nos países mais desenvolvidos a incidência é de aproximadamente 1%.

5. A epilepsia é vista como uma catástrofe. Vai morrer? É nossa culpa? vai ficar retardado? Nada disso! A epilepsia é uma condição que tem tratamento e que na maior parte das vezes é benigna.

6. Pessoas com epilepsia nunca vão vencer na vida: mentira! Muitos são bem sucedidos na vida.

7. Os pais costumam ver a epilepsia com vergonha, frustração, desesperança. Errado! Os pais precisam tratar a criança corretamente e incentivá-la a viver como uma criança normal, que se trata de uma enfermidade que possui, como qualquer um de nós.

8. Pessoas com epilepsia nunca vão vencer na vida. Mentira! Muitos são os portadores sucedidos na vida.

9. Os pais costumam ver a epilepsia com vergonha, frustração, desesperança. Errado! Os pais precisam tratar a criança corretamente e incentivá-la a viver como uma criança normal, que se trata de uma enfermidade que possui.

10. Muitas vezes a epilepsia começa a ser estigmatizada dentro de casa! Muitas vezes, a criança vê a sua condição como estigmatizante como resultado da influência dos pais.

11. A pessoa com epilepsia é uma pessoa normal. Ela precisa seguir as instruções do médico, como qualquer um de nós.

12. A epilepsia não gera desadaptação social por si só. a superproteção dos pais em relação à criança pode levar a alterações de comportamento e personalidade, tornando a criança, frequentemente, socialmente isolada, dependente e insegura.

13. Na grande maioria dos casos bem conduzidos, a epilepsia não leva a problemas escolares. Com diagnóstico e tratamento adequados, aproximadamente 80-90% de crianças terão suas crises controladas com um mínimo de efeitos indesejados. Isso lhe permitirá acesso a uma vida normal.

14. Vários esportes são permitidos, como por ex.: jogar vôlei, futebol, fazer ginástica, corrida, tênis, etc. A natação, somente com supervisão cuidadosa.

15. Importante: seguir o tratamento regularmente, não deixar de tomar a medicação porque tem festa e quer beber álcool, não misturar medicação, evitar soluções mágicas como a substituição do tratamento por práticas religiosas.

Anvisa suspende propagandas irregulares de medicamentos à base de misoprostol Anvisa suspend advertisements for illegal drugs based on misoprostol in Brazil

Christina Machado
Repórter da Agência Brasil

Brasília - Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), publicada hoje (11) no Diário Oficial da União, determina a suspensão em todo o país das propagandas irregulares dos medicamentos à base de misoprostol não registrados na Anvisa. O misoprostol é uma das principais substâncias usadas para provocar o aborto.

De acordo com a resolução, a suspensão da publicidade se faz como medida cautelar em razão de a divulgação incentivar a banalização do uso do medicamento, cuja utilização deve ser feita sob orientação e prescrição médica.