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quinta-feira, 14 de abril de 2011

Antibióticos - Farmácias ganham mais tempo para se adaptar às regras Antibiotics - Pharmacies gain more time to adapt to the rules in Brazil

A Anvisa decidiu ontem dar mais tempo para que as farmácias passem a registrar todas as suas vendas de antibióticos em um sistema informatizado controlado pelo órgão.

O prazo inicial para as farmácias se adaptarem às regras era 25 de abril. A nova data ainda não foi definida.

Na reunião de ontem, a diretoria da Anvisa também decidiu promover um painel internacional sobre os inibidores de apetite. A data e o local não foram divulgados.

Um parecer, apresentado pela chefe do Núcleo de Gestão do Sistema Nacional de Notificação e Investigação em Vigilância Sanitária, Maria Eugênia Cury, foi feito com base em estudos que indicam que devem ter o registro cancelado drogas com sibutramina, anfepramona, mazindol e o femproporex, pois causam elevado risco à saúde.

As discussões sobre a proibição de emagrecedores começaram no início do ano, quando a Anvisa fez audiência pública para debater o assunto. Boa parte da comunidade médica é contra a proibição.

Cérebro começa a encolher anos antes do diagnóstico de Alzheimer Brain begins to shrink year before the diagnosis of Alzheimer's

DA FRANCE PRESSE

Algumas partes do cérebro afetadas pelo Alzheimer começariam a encolher dez anos antes que a doença incurável pudesse ser diagnosticada, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira nos Estados Unidos.

Embora se tratem ainda de resultados preliminares, os pesquisadores consideram que esta descoberta pode um dia permitir, com ajuda da ressonância magnética, determinar quais são as pessoas que apresentam maior risco de desenvolver a doença, às vezes hereditária.

Para a pesquisa, os médicos mediram com ressonância as zonas cerebrais geralmente afetadas pelo mal de Alzheimer de 64 pessoas sãs, sem problemas de memória ou outros sintomas de demência. Os especialistas acompanharam os pacientes por um período de entre sete e 11 anos.

Eles constataram que os sujeitos com menor espessura do córtex --substância cinza onde ficam os neurônios, essenciais às funções cognitivas, sensoriais e motoras-- tinham grandes chances de contrair a doença, em comparação aos outros que possuíam as mesmas partes cerebrais mais espessas.

Assim, no grupo de 11 participantes que tinham as zonas cerebrais estudadas mais modestas, 55% desenvolveram o mal de Alzheimer.

Por outro lado, nenhum paciente do grupo de nove pessoas com os maiores tamanhos dessas mesmas partes do cérebro sofreu com Alzheimer, destacaram os pesquisadores, cujo trabalho foi publicado na "Revista Neurology", uma publicação da Academia Americana de Neurologia.

No grupo dos indivíduos com um tamanho médio dessas regiões cerebrais, 20% contraiu o mal.

"Esses dados são um indicador potencialmente importante das primeiras mudanças relacionadas ao Alzheimer. Elas poderiam ajudar a prever quais são as pessoas com maior risco de sofrer desta doença e talvez também determinar quando o mal vai se manifestar", explica Bradford Dickerson da faculdade de medicina de Harvard (Massachusetts), principal autor do estudo.

Nova associação de drogas é promessa contra obesidade New combination of drugs is promise against obesity

Uma nova droga que combina uma substância anticonvulsiva e um derivado da anfetamina é a nova promessa da indústria farmacêutica para combater a obesidade.

O medicamento foi testado em um estudo com mais de 2.400 pessoas que apresentavam obesidade ou sobrepeso e que tinham pelo menos duas doenças associadas, como hipertensão e diabetes.

A pesquisa foi conduzida pela Universidade Duke, nos Estados Unidos, e financiada pelo laboratório Vivus. É esse laboratório que aguarda a aprovação do medicamento pela FDA (agência reguladora americana).

Os participantes foram divididos em três grupos e acompanhados durante 56 semanas.
No grupo que tomou a dose maior da droga, a perda de peso média foi de 9,8%. No grupo que tomou a dose menor, a média foi de 7,8%.

Já no grupo placebo, que só se submeteu a um programa de dieta, a média da perda de peso foi de 1,2%.

Os resultados foram publicados anteontem na edição virtual do periódico "Lancet".

Segundo endocrinologistas consultados, a medicação é a nova promessa no combate à obesidade. Mas, segundo o clínico-geral Paulo Olzon, da Unifesp, a droga pode causar dependência.


ARSENAL

O remédio é uma combinação de fentermina derivado da anfetamina que inibe o centro da fome no cérebro e topiramato um anticonvulsivo que atua na compulsão por comida.

Segundo o endocrinologista Alfredo Halpern, chefe do grupo de obesidade do Hospital das Clínicas, a associação das duas drogas é "uma excelente opção".

Além disso, diz ele, permite uma dosagem menor de fentermina do que a usada nos EUA, onde é liberada. "A vantagem é a sinergia. A dosagem pode ser baixa sem comprometer o resultado."

"Estamos desesperadamente procurando remédios para emagrecer, porque o arsenal contra obesidade é pequeno", diz o especialista.

Ricardo Meirelles, membro da Sociedade Brasileira de Endocrionologia e Metabologia, concorda.

"Emagrecedores que conseguem causar mais do que 5% de perda de peso são promissores. Esse beirou os 10%", afirma.

O cardiologista Raul Dias dos Santos, do InCor, afirma que a redução na pressão arterial é outro atrativo do tratamento e o torna superior a outros remédios emagrecedores já disponíveis.

"O uso de sibutramina [inibidor de apetite] tende a aumentar a pressão arterial e a incidência de derrames. Esse remédio fez o contrário."

Mas segundo Paulo Olzon, professor de clínica médica na Unifesp, existem falhas na metodologia do trabalho.

"O estudo não justifica os critérios que usou para determinar os efeitos colaterais", diz o professor.

REAÇÕES

Olzon afirma, também, que o remédio pode causar dependência. "A pessoa pode se condicionar psicologicamente a emagrecer só por meio do remédio."

Os efeitos colaterais já observados para essa associação de drogas incluem insônia, irritabilidade, depressão, dor de cabeça e tontura.

Sete dicas de especialistas para quem busca promoção no emprego Seven expert tips for those seeking promotion in the workplace

Competência técnica não é tudo; veja como ganhar reconhecimento profissional e crescer na carreira
Technical competence is not everything, see how to gain professional recognition and career growth
Conseguir uma promoção no trabalho não é um resultado apenas da competência técnica do profissional. É preciso se destacar por outros atributos, ser capaz de elaborar planos de ação, traçar metas. Além disso, o profissional precisa estar atualizado, participando frequentemente de cursos e outras atividades. E, principalmente, deve avaliar se tem habilidades para assumir a posição desejada.

Confira algumas dicas dadas pelos especialistas consultados pelo iG Carreiras para quem busca uma promoção:

1 – Avalie suas habilidades e competências

Faça uma autoanálise para identificar os resultados alcançados e o desenvolvimento de suas competências. “É importante que a pessoa faça um balanço daquilo que esperam dela e do que ela entrega. Este é o primeiro passo para uma promoção”, avalia Ana Carolina Mussio, analista de carreiras da Veris Faculdades.

A promoção não depende apenas da empresa e de resultados. Rossana Ercole, psicóloga e headhunter da Global Network, afirma que o profissional também deve analisar se está pronto para assumir maiores responsabilidades.

2 – Entenda como sua empresa funciona

Realize um diagnóstico da área para a qual quer ser promovido. “Dessa forma, o profissional poderá analisar os déficits e elaborar um plano de ação que mostre o que é preciso para aumentar os resultados”, sugere Monica Rossi, gerente administrativa da Crescimentum. “Automaticamente, ele ficará visível na empresa.”

Não basta só ser competente. “Tem muito mais a ver com atitude, e com o quanto você realmente conhece da empresa, do que o conhecimento técnico”, acrescenta Monica.

3 – Converse com seu gestor

Nem sempre o gestor está ciente de todos os méritos do seu funcionário. Rossana acredita que é importante mostrar que está preparado para assumir novas responsabilidades, falar dos resultados no trabalho e da sua vontade em avançar na carreira.

“Reuniões de feedback são, na maioria das vezes, ricas em dicas e objetivos a serem atingidos. Por isso, uma conversa com o gestor sobre os pontos a desenvolver trará foco no plano de ação do profissional”, avalia Ana Carolina. Segundo ela, se a empresa adota uma avaliação de desempenho e plano de carreira, fica mais fácil saber quais são as próximas etapas para se conseguir esse crescimento.

4 – Faça além do esperado

Ana Carolina destaca que para ser reconhecido profissionalmente é preciso mostrar que está pronto para ir mais longe. “Por exemplo, se há prazos estabelecidos, empenhe-se em entregar o que foi pedido com antecedência.”

5 – Fique visível

Quem é visto, é lembrado. Segundo Rossana, é preciso sempre manter boas relações com todos os profissionais da empresa, independentemente do nível hierárquico. “A rede de relacionamentos aumenta as chances de indicação quando aparece uma oportunidade.”

Ana Carolina acrescenta que é importante tentar tornar-se um influenciador das demais pessoas. “Ser multiplicador de boas práticas e incentivador de equipe chama atenção dos gestores.”

6 – Faça seu marketing pessoal

É importante lembrar que a imagem determina as primeiras impressões. Por isso, além das qualificações técnicas, o profissional também deve exercitar seu autoconhecimento para saber se está agindo de acordo com seu perfil, ter coerência nas suas ações e uma boa imagem pessoal.

O profissional também deve prestar atenção no modo como se veste. “Faz parte do marketing pessoal, que é fundamental para os negócios. É importante apresentar-se da melhor forma e mostrando ótimos resultados.” Segundo Rossana, vestir-se de forma inadequada pode causar má impressão e, consequentemente, contar como ponto negativo na escolha de quem receberá a promoção.

7 – Participe de cursos

É fundamental estar sempre atualizado, assistindo a palestras e fazendo cursos. “O profissional deve buscar ser especialista na sua área, identificar assuntos interessantes para sua função na empresa e saber novas ferramentas e outras línguas”, sugere Ana Carolina. “Ele precisa mostrar que está preparado para novos desafios.”

http://economia.ig.com.br/carreiras/sete+dicas+de+especialistas+para+quem+busca+promocao+no+emprego/n1300049457398.html

Comportamento pode ajudar a impulsionar a carreira Behavior can help boost career

Confira alguns perfis que as empresas buscam em seus profissionais
Check out some profiles that companies seek in their professional

Não basta ser tecnicamente competente. O comportamento de um profissional também o ajuda a impulsionar sua carreira. Assertivo, empreendedor, analítico, sociável, disciplinado, pró-ativo, coach, adaptável e inovador são algumas das características que as empresas buscam em seus profissionais.

Segundo Priscila Soares, diretora de recursos humanos da empresa de consultoria Trevisan, o profissional que tem uma ou mais dessas características costuma ter melhor desempenho e consegue se destacar na carreira. “Cursos e mentoring ajudam a desenvolver tais comportamentos.”

Confira alguns tipos de personalidade citados pelos especialistas consultados pelo iG Carreiras:

Assertivo: Tem como principal competência a autoconfiança. Segundo Barbara Palmero, diretora da Octuplos Desenvolvimento Humano, esse profissional é seguro para dizer o que pensa e quer, mesmo correndo o risco de dizer algo que incomoda. “Ele tem um bom domínio de si próprio e defende seus pontos de vista com respeito e clareza.”

Simone Viana, analista de recursos humanos e headhunter da Global Network, considera que as empresas valorizam esse perfil devido às constantes mudanças do mercado, que exigem decisões objetivas. “O profissional assertivo tem um comportamento maduro, que se adapta às realidades e diferentes tipos de personalidades, demonstrando respeito e sendo cooperativo e negociador. Sabe dizer sim, ou não, na hora certa.”

Empreendedor: Tem a capacidade de lidar com incertezas e de arriscar o presente em nome de uma possibilidade futura. “Esse perfil de profissional estimula o crescimento da empresa, dedica-se a transformar o negócio em um produto de sucesso, como se fosse o seu próprio. É vestir a camisa, trazer novas ideias, inovar. É de profissionais assim que as empresas precisam para alcançar novas metas”, ressalta Simone.

Analítico: Sua virtude é a capacidade de observar os fatos e a situação, apreendendo os detalhes e organizado as informações de maneira lógica. “A partir da sua percepção da realidade, esse profissional faz hipóteses com base lógica”, explica Barbara.

Segundo Simone, pessoas com essa personalidade são valorizadas principalmente em cargos de liderança, que exigem profissionais críticos e que tomem decisões certas.

Sociável: Dialoga e ouve diferentes públicos com facilidade. Priscila alerta que profissionais com essa característica devem tomar cuidado para não confundir esse comportamento com “camaradagem”. “Não se consegue nada por ser amigo da pessoa. O importante é ter um bom relacionamento com a equipe e um bom networking pessoal.”

Para Simone, ter um bom relacionamento é fundamental para as empresas, pois é o trabalho em equipe que une os esforços para superar as expectativas.

Disciplinado: Se baseia principalmente na determinação. Segundo Barbara, o mercado valoriza esse perfil por conta do seu comprometimento. “Ele ‘abraça a causa’ da empresa e esse tipo de dedicação faz toda a diferença.”

Priscila acha que esse tipo de profissional não dá preocupações para a empresa. “Consegue administrar seu tempo, recebendo e entregando a tarefa no prazo.”

Para Simone, é imprescindível que o profissional tenha concentração para evitar erros e executar as tarefas da melhor forma possível. Por isso, ser disciplinado significa conseguir atingir e superar as metas no prazo certo.

Multifuncional: Destaca-se por sua capacidade de aprendizagem e pela facilidade em transitar por diferentes papéis. “Esse profissional se modifica de acordo com a necessidade”, explica Barbara.

Os profissionais multifuncionais estão prontos para enfrentar qualquer tarefa, possuem diferentes habilidades e podem contribuir em áreas distintas na empresa. “Essas competências são canalizadas e utilizadas pelas empresas para gerar novos negócios. É um profissional completo, com experiência, conhecimento e expertise. Ao mesmo tempo em que lidera, sabe alinhar suas ações com as estratégias da empresa, aumentando as chances de sucesso”, detalha Simone.

Pró-ativo: Tem iniciativa e espírito empreendedor. “Esse é o profissional da geração Y, estratégico. Sempre pergunta o motivo do projeto, nada é mecânico. Está sempre buscando coisas novas. É um profissional dinâmico”, descreve Priscila. Por isso, todas as empresas buscam essas características em um contratado, diz ela.

Tomar decisões com inteligência e agilidade é essencial para as empresas, devido à alta competitividade do mercado. “O profissional deve ir além, fazer a diferença para a empresa e buscar novas soluções por iniciativa própria”, afirma Simone.

Coach: Tem atuação “política” e sabe ensinar os demais. Priscila afirma que profissionais com esse perfil possuem conhecimentos do negócio e conseguem ensinar seus colegas ou subordinados a realizarem as tarefas de determinada forma.

Adaptável: É político e tem a capacidade de analisar qual a dinâmica de trabalho naquela empresa. “Consegue se adaptar a diferentes equipes e climas organizacionais”, afirma Priscila. Geralmente esses profissionais também são considerados políticos, prudentes e observadores. “Analisam onde estão os erros e tomam iniciativas de mudanças para alcançar objetivos estratégicos.”

Profissionais assim não desistem na primeira dificuldade e estão prontos para trabalhar em diferentes situações, destaca Simone. “É isso que as empresas buscam.”