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sábado, 16 de abril de 2011

Governo quer incentivar produção nacional de equipamentos médicos Government wants to encourage domestic production of medical equipment in Brazil

Daniel Mello
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – O governo pretende incentivar a fabricação de equipamentos médicos no país, disse hoje (15) o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Segundo ele, as empresas que instalarem plantas para o desenvolvimento desse tipo de tecnologia terão “todo apoio de financiamento, isenção tributária e marco regulatório”.

Para o ministro, o país só conseguirá expandir o número de procedimentos de alta complexidade com segurança se houver produção nacional de equipamentos para esse tipo de necessidade. “Ele [crescimento do número de procedimentos] só sera sustentável, se o Brasil produzir aqui, mesmo com parceria internacional. Para que a gente possa garantir que vamos ter os equipamentos necessários”, disse após participar da inauguração da nova sede da Associação Brasileira de Ortorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (Abor-CCF).

A viabilidade dos empreendimentos é garantida, segundo Padilha, devido ao tamanho do mercado consumidor brasileiro. “Nós temos que aproveitar esse grande mercado de 200 milhões de brasileiros”, afirmou.

Fiocruz vai transferir tecnologia para produção de bioinseticida para combater a dengue

Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - A Fundação Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz) assinou hoje (15) acordo de cooperação tecnológica e de licença de patente para a produção do Bioinseticida BTI com o objetivo de combater doenças como a dengue e a malária.

O acordo foi assinado por meio da Farmanguinhos com a empresa BR3, vencedora do edital para a produção do bioinseticida e que terá a exclusividade dos produtos, que deverão entrar no mercado dentro de dois a três anos.

O Bioinseticida BTI foi desenvolvido pela própria Fiocruz. De origem biológica, ele combate os mosquitos transmissores da dengue, malária e filariose - três das principais doenças tropicais que matam milhares de pessoas todos os anos no Brasil.

O bioinseticida foi desenvolvido pela equipe da pesquisadora Elizathe Gomes Sanchez ao longo dos últimos dez anos e resultou na montagem de um projeto que atenderá à demanda para o tratamento da dengue, malária e filariose, além de produtos agrícolas.

"Todos são produtos dentro da linha de biológicos – todos larvicidas que atuam especificamente sobre as larvas dos mosquitos e não sobre os mosquitos alados, o que permite uma eficácia e uma abrangência bem maior”, explicou a pesquisadora.

Segundo a pesquisadores, o bioinseticida é feito a partir de bactérias existentes no solo brasileiro, que foram isoladas de forma a produzir os tipos diferentes de pesticida.

Biodegradável, o bioinseticida ataca apenas a larva-alvo, “não causando impactos ao meio ambiente, na medida em que substitui a utilização de produtos químicos nos ambientes aquáticos”, esclareceu Sanchez.

A BR3 venceu a licitação para explorar e comercializar em larga escala o produto, já patenteado, no varejo e com órgãos ligados à saúde pública.

Segundo o edital, a empresa será responsável pelo uso e exploração - testes, fabricação, registro, uso e comercialização – dos bioinseticidas.

Os produtos foram criados a partir das bactérias Bacillus thuringiensis e Bacillus sphaericus, encontradas no solo brasileiro e isoladas no laboratório de Farmanguinhos.

Essa nova arma atua contra as larvas do mosquito transmissor da dengue. Aplicado nos criadouros, o produto é ingerido pelas larvas Aedes aegypti, que, entre duas a quatro horas após a ingestão, sofrem uma paralisação de seus músculos bucais e não conseguem mais se alimentar. Em seguida, as bactérias criam resistência, causando infecção interna nas larvas já debilitadas, eliminando-as.

O diretor-presidente da BR3, Rodrigo Perez, afirmou que a empresa, em um primeiro momento, pretende investir cerca de R$ 2 milhões no projeto, mas vai aumentar os investimentos com a construção de uma planta de processo em Taubaté (SP), em uma segunda etapa.

“A nossa intenção é colocar o produto no mercado em um prazo máximo de dois anos. Para tanto, vamos investir inicialmente R$ milhões. Nos nossos planos, está o atendimento ao mercado doméstico (inclusive com a venda dos produtos em supermercados), às necessidades governamentais e até ao mercado externo, uma vez que a dengue é uma doença presente em vários países.”

Mais um bebê morre contaminado por superbactéria em Maceió Another baby dies contaminated by superbugs in Maceio

Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Pode subir para nove o número de mortes de pessoas contaminadas pela bactéria Acinetobacter, resistente a antibióticos, em Maceió (AL). Os médicos suspeitam que a superbactéria tenha sido a responsável pela morte de um bebê prematuro, hoje (15), no Hospital Universitário da capital, onde estava internado. Além deste caso, foram registradas três mortes de recém-nascidos e cinco de adultos com sintomas de contaminamção pela superbactéria.

O bebê prematuro pesava pouco mais de um quilo e estava internado há um mês na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal do hospital com problemas nos rins. Por causa da contaminação, a UTI Neonatal do Hospital Universitário não está recebendo novos pacientes. Três recém-nascidos continuam internados, todos contaminados pela bactéria, segundo informou a assessoria do hospital. A previsão é que os bebês recebam alta na próxima semana. Só depois da saída de todos os recém-nascidos, a UTI passará por uma desinfecção geral.

Governo libera R$ 4 milhões para o combate à dengue no Ceará

Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O Ministério da Saúde liberou R$ 4 milhões para o combate à dengue no Ceará. A transferência será feita em parcela única, como definido em portaria do ministério publicada hoje (15) no Diário Oficial da União.

Nos primeiros três meses do ano, o Ceará registrou mais de 16 mil casos e 22 mortes decorrentes da doença, conforme dados do Ministério da Saúde e da secretaria estadual de saúde. O Ceará integra a lista dos sete estados que concentraram 68% dos casos de dengue no país, junto com o Amazonas, Rio de Janeiro, Paraná, Acre, São Paulo e Minas Gerais.

Os recursos liberados serão usados para compra de medicamentos e material, além da manutenção de leitos em hospitais. Do total, R$ 2 milhões irão para a Secretaria de Saúde do município de Fortaleza, que já registrou número superior a 6 mil casos.

Postos de saúde que cumprirem metas receberão mais dinheiro Health centers that meet targets will receive more money in Brazil

Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Postos de saúde que cumprirem metas de atendimento vão receber um selo de qualidade e terão direito a um maior repasse de recursos financeiros. A iniciativa integra um plano que visa a melhorar a atenção básica de saúde no país e deverá ser lançado no próximo mês pela presidenta Dilma Rousseff e pelo Ministério da Saúde.

O secretário de Atenção à Saúde do ministério, Helvécio Magalhães, antecipou que o certificado de qualidade será concedido ao posto de saúde que atender a uma série de requisitos, entre eles, a capacitação de funcionários e a oferta de consultas pré-natal e testes rápidos de gravidez. Quem cumprir as metas terá direito a mais dinheiro. A adesão é voluntária, ou seja, cabe ao município decidir entrar no programa.

“Ele [gestor local] pode incluir todos ou alguns postos [do município] e receberá mais por isso. Vamos em todos os lugares com uma equipe certificadora. Vai ter uma visita local”, disse o secretário à Agência Brasil, após participar hoje (15) do programa de rádio Brasileiras, produzido pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República em parceria com a EBC Serviços.

Com essa iniciativa, o governo federal quer garantir o cumprimento do papel dos postos de saúde, de oferecer os primeiros cuidados às famílias e também de prevenção e, assim, desafogar os hospitais, deixando-os responsáveis pelos casos complexos e cirurgias.

O plano prevê ainda, segundo o secretário, levar internet em banda larga para os postos e ampliar o cartão nacional de saúde, que traz dados sobre o usuário do Sistema Único de Saúde (SUS).