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segunda-feira, 18 de abril de 2011

Lobby retarda veto aos aditivos no tabaco Lobby slows veto additives in tobacco

A proibição da venda de cigarros com sabor, proposta pela Anvisa em 2010, provocou uma reação de setores contrários à medida.

Número de marcas de cigarro com sabor dobra em três anos

A consulta pública feita pela agência terminou no fim de março, mas sindicatos de agricultores, associações de tabaco e prefeituras se organizaram para enviar uma enxurrada de sugestões.

A estratégia é retardar o desfecho do debate.

Ao todo, já são cerca de 180 mil correspondências que lotam as salas da agência --diversas com o mesmo remetente e até 5.000 em branco.

O fenômeno surpreendeu os técnicos da Anvisa. Em 2006, quando a agência tratou de outra questão polêmica --a restrição à publicidade de alimentos com excesso de açúcares e gordura-- foram entregues 254 sugestões.

Do total recebido pela agência sobre os aditivos do cigarro, 165 mil comentários foram encaminhados pelo deputado federal Luiz Carlos Heinze (PP-RS).

O congressista contou que foi chamado no dia 28 de março pelos organizadores para participar da entrega dos comentários, feita no dia seguinte a papelada seguiu de caminhão para Brasília.

"Esse pessoal não tem computador. E eu cobrava deles: tem que ter um clamor para dizer que tem alguma coisa errada nisso. Não podem achar que são só dois ou três lobistas", afirma.

PRORROGAÇÃO

O diretor da Anvisa, Agenor Álvares, garante que o lobby pró-tabaco não vai inviabilizar o trabalho. "A grande jogada deles é que, pela quantidade, a gente não termine, mas isso deu um ânimo maior à equipe", diz.

"Foi uma ação organizada, mas as pessoas que assinaram [as sugestões] merecem o nosso respeito e vamos analisar todo o material."

Ele admitiu que o grande volume de sugestões deve impedir que a Anvisa conclua o trabalho ainda neste semestre, como previa.

O adiamento era o objetivo da ação organizada pela Afubra (Associação dos Fumicultores do Brasil), que sozinha preencheu 15 mil formulários, segundo o presidente da associação, Benício Werner.

A Philip Morris afirma que, se implementadas medidas contra os aditivos de cigarro, 99% do mercado brasileiro seria afetado e isso fomentaria o comércio ilegal.

A Souza Cruz diz que apoia o "debate aberto e democrático" como uma ferramenta para uma regulação do mercado ao mesmo tempo "eficaz" e "equilibrada no respeito aos direitos de todas as partes envolvidas".

A ban on the sale of flavored cigarettes, as proposed by ANVISA in 2010, provoked a reaction against the measure sectors.

Number of cigarette brands with flavor fold in three years

The public consultation made by the agency ended in late March, but farmers' unions, associations of tobacco and municipalities have organized to send a flood of suggestions.

The strategy is to delay the outcome of the debate.

Altogether, there are already about 180 thousand hits that fill the halls of the agency - many with the same sender and up to 5,000 blank.

The phenomenon surprised the technicians Anvisa. In 2006, when the agency dealt with another controversial issue - the restriction on advertising of foods with excessive sugar and fat - were handed over 254 suggestions.

The total received by the agency on additives in cigarettes, 165,000 comments were submitted by Congressman Luiz Carlos Heinze (PP-RS).

The congressman said he was called on March 28 by the organizers to participate in the delivery of the comments made the day after the paperwork went by truck to Brasilia.

"This is not personal computer. And I was charging them, has to have a claim to say that there's something wrong with that. They may not think are only two or three lobbyists," he says.

EXTENSION

The director of Anvisa, Agenor Alvares, ensures that the pro-tobacco lobby is not going to derail the work. "The greatest trick of them is that the quantity, we did not finish, but it gave a greater encouragement to the team," he says.

"It was an organized action, but the people who signed [suggestions] deserve our respect and we will review all the material."

He admitted that the large volume of suggestions to prevent Anvisa finish the job this spring, as expected.

The postponement was the objective of action organized by Afubra (Tobacco Growers Association of Brazil), which alone filled 15 000 forms, the president of the association, Benicio Werner.

Philip Morris argues that, if implemented measures against cigarette additives, 99% of the market would be affected and this would encourage illegal trade.

Souza Cruz says he supports "open and democratic debate" as a tool for market regulation at the same time "effective" and "balanced with respect to the rights of all parties involved."

Anvisa determina apreensão de hormônio do crescimento falsificado Anvisa determines seizure of counterfeit human growth hormone

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou a apreensão e inutilização em todo o país do lote CC91177 do produto hormotrop 12 UI, por estar falsificado. A resolução foi publicada nesta sexta-feira no Diário Oficial da União.

No lote original, a data de fabricação é 11/2009, no falsificado é 01/2010. A validade do lote original é 11/2011 (dois anos), enquanto no falsificado a validade que consta na embalagem é 01/2013 (três anos).

O hormotrop, também conhecido como somatropina, é um hormônio do crescimento fabricado pelo organismo humano. Na forma industrializada, é usado por fisiculturistas para aumentar a musculatura.

Anvisa (National Agency for Sanitary Vigilance) ordered the seizure and destruction across the country CC91177 batch product hormotrop 12 IU, to be forged. The resolution was published on Friday in the Official Gazette

In the original batch, manufacture date is 11/2009, 01/2010 is the fake. The validity of the original batch is 11 / 2011 (two years), while in faked validity shown on the packaging is 01/2013 (three years).

The hormotrop, also known as somatropin, is a growth hormone produced by the human body. In processed forms, is used by bodybuilders to increase muscle.

Exame precoce é importante para tratamento e cura de câncer na laringe, diz especialista Early examination is important for treatment and cure of cancer of the larynx, expert says

Segundo o otorrinolaringologista e diretor de Comunicação da ABL, Gustavo Korn, a cada ano são registrados mais de 15 mil novos casos de câncer de laringe no Brasil. O país é o segundo no ranking mundial. Entretanto, com o diagnóstico precoce, o paciente consegue fazer um tratamento adequado e a cura na grande maioria dos casos.

“Os dois principais fatores que causam o câncer de laringe são o álcool e o cigarro. O primeiro sinal que aparece é uma rouquidão persistente, por mais de duas semanas. Nesse caso, é fundamental procurar o otorrinolaringologista para fazer um exame, olhar a laringe e verificar se há alguma lesão, que pode ser um câncer ou algo que predisponha a ele”.

Korn explicou que, para preservar o aparelho fonador, é preciso falar pausadamente, articular bem as palavras e fazer um repouso entre uma fala e outra. “Temos que tomar cuidado com abusos na voz, como gritar, falar alto. Não conversar em locais ruidosos, não fumar, não consumir bebidas alcoólicas e evitar alimentos que podem causar refluxo como frituras e gorduras e procurar ter boas noites de sono”. Ele alertou para a hidratação, ou seja, beber bastante água, pelo menos de seis a oito copos por dia, em temperatura ambiente.

No país, 70% da população usam a voz no trabalho, a chamada voz profissional, que não se restringe aos atores e cantores e se estende a médicos, jornalistas, vendedores, operadores de telemarketing, professores. “O ideal é que essas pessoas façam sempre avaliações preventivas e não esperem ter alguma lesão ou rouquidão para procurar o médico. Mas se perceberem rouquidão, falha na voz, ardência ou dor associadas a dificuldade para engolir ou respirar, é hora de procurar um médico”.

According to the otolaryngologist and communications director for ABL, Gustavo Korn, are recorded each year over 15 thousand new cases of laryngeal cancer in Brazil. The country is the second in the world ranking. However, with early diagnosis, the patient can make an appropriate treatment and cure in most cases.

"The two main factors causing laryngeal cancer are alcohol and cigarettes. The first sign that appears is a persistent hoarseness for more than two weeks. In this case, it is essential for medical care for an exam, look at the larynx and check for any damage that may be cancer or something that predisposes him. "

Korn explained that, to preserve the vocal tract, one must speak slowly, articulate words well and make a home between one and another speech. "We have to take care of abuses in the voice, such as screaming, talking loudly. Not talking in noisy places, no smoking, not drinking alcohol and avoiding foods that can cause reflux as fried foods and fats and try to have a good nights sleep. "He warned of hydration, ie, drink plenty of water for at least six to eight glasses a day, at room temperature.

Nationwide, 70% of people use their voices at work, professional voice call, which is not restricted to actors and singers and extends to doctors, journalists, salesmen, telemarketers, teachers. "The ideal is that these people always make preventive assessments and do not expect to have some hoarseness or injury to seek medical help. But if you perceive hoarseness, voice failed, burning or pain associated with difficulty swallowing or breathing, it's time to see a doctor. "

Pesquisadores usam plantas geneticamente modificadas para criar reagentes e vacinas contra dengue Researchers use genetically modified plants to create vaccines against dengue and reagents

Gilberto Costa
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Duas pesquisas desenvolvidas no Brasil buscam a produção de medicamentos para diagnóstico e imunização da população contra os quatro tipos de dengue a partir da modificação genética de plantas.

Na Universidade Estadual do Ceará, o Laboratório de Bioquímica Humana usa o feijão de corda para produzir a proteína do vírus da dengue e obter a vacina. Na Universidade de Brasília (UnB), o Departamento de Biologia Celular tenta produzir uma parte do vírus da dengue com alface e criar um reagente para detectar a doença.

A intenção dos pesquisadores da UnB é montar um kit para diagnóstico que seja mais barato do que o de origem animal (camundongo) e que o Brasil precisa importar parte da Austrália. O kit terá um reagente produzido com alface na qual foi injetado o gene do vírus da dengue. A alface transgênica produzirá uma partícula viral defeituosa que será aproveitada em reagente, a ser misturado ao sangue coletado. Conforme a reação, o medicamento indicará se o paciente está com os anticorpos do vírus da dengue.

Segundo o pesquisador Tatsuya Nagata, virologista do Laboratório de Microscopia, ligado ao Departamento de Biologia Celular da UnB, a alface é mais eficiente do que bactérias e leveduras tradicionalmente usadas na produção de vacinas. “Bactérias e leveduras têm um sistema celular mais primitivo do que o da alface. O sistema celular da planta é mais próximo do dos seres humanos”, diz.

Nagata afirma que há vantagens em usar um vegetal em vez de reagentes extraídos diretamente de animais. Primeiro, é o fato de, não usando animais na pesquisa, não ter de sacrificá-los. A outra vantagem é que os técnicos de laboratório não correm risco de contaminação no momento de aplicar a injeção nos camundongos.

A pesquisa com reagentes ainda tem ainda dois anos de prazo, e os insumos serão testados em sangue infectado pela dengue e já armazenado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). As alfaces geneticamente modificadas são mantidas em local seguro e separado. Nagata não descarta a hipótese que, no futuro, a própria alface possa ser utilizada como vacina. “A metodologia está sugerindo isso, mas [a ideia] ainda não é aceita pelos especialistas em vacinação,porque a dosagem tem que ser corretamente medida.”

No caso do feijão de corda, o propósito é retirar, diretamente da planta, a proteína para a vacina. “Nós inserimos em um vetor os genes que produzem a proteína E do envelope dos quatro sorotipos do vírus da dengue. Em seguida, os introduzimos dentro das células da planta", explica a a bioquímica Maria Izabel Florindo Guedes, responsável pela pesquisa na Universidade Estadual do Ceará.

De acordo com Maria Izabel, à medida que as plantas crescem, as proteínas do vírus da dengue vão se multiplicando. É como se a planta se transformasse em uma biofábrica de grandes quantidades de proteínas do vírus da dengue. Após alguns dias, as plantas são coletadas, trituradas e as proteínas do vírus são extraídas (purificadas), acrescentou a bioquímica.

Segundo ela, as proteínas “candidatas vacinais” já foram usadas na imunização de camundongos. “Os resultados obtidos até o momento mostram que, devido aos altos títulos de anticorpos induzidos pelas proteínas heterólogas [compostas] produzidas em plantas, a proposta é viável e poderá abrir perspectivas para a produção da primeira vacina eficaz e de baixo custo contra a dengue.”

Como se trata de um medicamento para imunização de pessoas, a vacina extraída do feijão de corda geneticamente modificado ainda passará por extenso estudo clínico, que ainda não tem previsão para começar, informa a pesquisadora responsável. Para ser usado no Brasil, todo medicamento tem de ser registrado na Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Brasília - Two polls conducted in Brazil seek to produce drugs for diagnosis and immunization of the population against all four dengue types from the genetic modification of plants.

State University of Ceará, the Laboratory of Human Biochemistry uses the string bean to produce the protein of dengue virus and get the vaccine. At the University of Brasilia (UNB), the Department of Cell Biology tries to produce a part of the dengue virus with lettuce and create a reagent to detect the disease.

The intention of the researchers at UNB is to assemble a kit for the diagnosis to be cheaper than the animal (mouse) and that Brazil needs to import from Australia. The kit will be produced with a reagent in which lettuce was injected the gene of dengue virus. The transgenic lettuce produce a defective viral particle that will be utilized in the reagent to be mixed with the blood collected. As a reaction, the product will indicate whether the patient has antibodies to dengue virus.

According to researcher Tatsuya Nagata, a virologist at the Microscopy Laboratory, attached to the Department of Cell Biology, UNB, the lettuce is more efficient than bacteria and yeasts traditionally used in vaccine production. "Bacteria and yeast have a cell system more primitive than the lettuce. The cellular system of the plant is closer to human beings, "he says.

Nagata says there are advantages to using a vegetable instead of reagents taken directly from animals. First, the fact is, not using animals in research, not having to euthanize them. The other advantage is that laboratory technicians are not at risk of contamination during the injection in mice.

The research reagents still has two years still to run, and the materials will be tested on blood infected with dengue and already stored by the Oswaldo Cruz Foundation (Fiocruz). The genetically modified lettuce is kept in a secure and separate. Nagata not rule out the hypothesis that in the future, the lettuce itself can be used as a vaccine. "The methodology is suggesting this, but [the idea] is still not accepted by experts in immunization, because the dosage has to be properly measured."

In the case of cowpea, the purpose is to draw directly from the plant, the protein for the vaccine. "We put it in a vector genes that produce the protein and the envelope of the four serotypes of the dengue virus. Next, we introduced into plant cells, "explains Maria Izabel Florindo biochemical pa Guedes, who led the study at the State University of Ceará.

According to Maria Isabel, as the plants grow, the proteins of the dengue virus will multiply. It is as if the plant is transformed into a bio-factory for large amounts of proteins of dengue virus. After a few days, the plants are collected, crushed and the virus proteins are extracted (purified) added the biochemist.

She said the protein "vaccine candidates" have been used to immunize mice. "The results so far show that due to high levels of antibodies induced by heterologous proteins [made] produced in plants, the proposal is feasible and could open prospects for the production of the first vaccine effective and low cost against dengue. "

As this is a medicine for the immunization of people, the vaccine extracted from genetically modified cowpea still go through extensive clinical study, which has not projected to begin, says the researcher responsible. To be used in Brazil, every product must be registered with the Health Surveillance Agency (Anvisa).


Brasileiros terão vacina contra dengue antes de vencer problema de saneamento básico, prevê secretário Brazilians have dengue vaccine before winning sanitation problem, provides the Secretary

Gilberto Costa
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Cientistas esperam que a população brasileira possa, daqui a cinco anos, ser imunizada contra os quatro tipos de vírus da dengue. O prazo para resolver o problema epidemiológico é bem inferior ao tempo de que o país precisa para universalizar o saneamento básico, apontado como uma das causas para a prevalência da dengue. Segundo o governo federal, apenas em 2030, todos os brasileiros terão água encanada e rede coletora de esgoto em suas casas.

“Um dos problemas da dengue e outras doenças negligenciadas é que elas cresceram onde não há infraestrutura adequada. As pessoas têm que armazenar água, as prefeituras não conseguem recolher o lixo. Isso vai levar anos, talvez décadas para que a gente consiga resolver completamente”, afirma o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa.

“Muitas dessas doenças negligenciadas são de pessoas negligenciadas”, assinala Barbosa, ao lembrar da incidência de tuberculose, hanseníase e de doenças parasitárias entre as pessoas que vivem em domicílios com pouco espaço e muitos moradores. “São pessoas que vivem em condições insalubres”, acrescenta, ao dizer que o tratamento médico gratuito não é suficiente para melhorar a vida das pessoas.

Na avaliação do secretário, a situação social torna a pesquisa em saúde ainda mais importante. Barbosa lembra que a pesquisa pode oferecer boas ferramentas de prevenção e controle de doenças. “Quando olhamos o panorama de doenças tropicais negligenciadas, as que persistem são aquelas em que as ferramentas disponíveis não são as melhores. E, por isso, o desenvolvimento científico e tecnológico é muito importante.”

“O desafio é desenvolver estratégias capazes de aumentar o acesso à saúde. Para isso, a gente também precisa de pesquisa operacional para ver qual a melhor estratégia para ver a maneira daquela população ser alcançada”.

Um quarto da pesquisa científica feita no Brasil é na área de saúde, o que torna o país referência mundial. “Temos desde pesquisas para buscar a modificação genética do mosquito da dengue até pesquisa para infectá-lo com um microrganismo que não faz mal para as pessoas e reduz a capacidade dele de se infestar com vírus da dengue”, diz o secretário de Vigilância em Saúde.

Segundo Barbosa, o país faz pesquisa básica, desenvolve ferramentas para atendimento à população, cria kits de diagnóstico, produz novos medicamentos e participa de testes e pesquisas operacionais para avaliar e implementar estratégias de imunização. “O Brasil tem um papel importante no campo da pesquisa de doenças tropicais. O país está procurando desenvolver sua vacina e está ajudando a testar a vacina que não é produzida aqui, mas, seguramente, será muito útil para o programa brasileiro de controle da dengue”, atesta Barbosa.

A pesquisa mais adiantada envolve o Núcleo de Doenças Infectocontagiosas da Universidade Federal do Espírito Santo, que participa dos testes clínicos de uma vacina desenvolvida pelo laboratório francês Sanofi Pasteur em 11 países tropicais. Além dessa pesquisa, o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos Bio-Manguinhos, ligado à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro; e o Instituto Butantan, vinculado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, trabalham na produção de vacinas em parceria com laboratórios internacionais

Brasília - Scientists hope that the Brazilian population can, in five years be immunized against the four types of dengue virus. The deadline to resolve the epidemiological problem is well below the time that the country needs to achieve universal sanitation, named as one of the causes for the prevalence of dengue. According to the federal government only in 2030, all Brazilians have piped water and sewage disposal system in their homes.

"One of the problems of dengue and other neglected diseases is that they grew where there is adequate infrastructure. People have to store water, cities can not collect the garbage. That will take years, perhaps decades so that we can solve completely, "said Secretary of Health Surveillance, Ministry of Health, Jarbas Barbosa.

"Many of these neglected diseases are neglected people," says Barbosa, remembering the incidence of tuberculosis, leprosy and parasitic diseases among people living in houses with little space and many residents. "These are people who live in unsanitary conditions," he adds, saying that free medical treatment is not sufficient to improve people's lives.

In evaluating the secretary, the social situation makes health research even more important. Barbosa points out that research can offer good tools to prevent and control diseases. "When we look at the landscape of neglected tropical diseases, those that persist are those where the available tools are not the best. And so the scientific and technological development is very important. "

"The challenge is to develop strategies to increase access to health. For this, we also need operational research to see what the best strategy to see the way that population be reached. "

A quarter of the scientific research done in Brazil is in the area of ​​health, which makes the country a global benchmark. "We have provided research to seek the genetic modification of mosquitoes to dengue research to infect it with a micro-organism that does no harm to people and reduces the ability to infect him with the dengue virus," says the secretary of Health Surveillance .

According to Barbosa, the country does basic research, develops tools to assist the population, creates diagnostic kits, produce new medicines and participates in testing and operations research to evaluate and implement immunization strategies. "Brazil has an important role in research of tropical diseases. The country is looking to develop his vaccine and is helping to test the vaccine that is produced here, but certainly will be very useful for the Brazilian program to control dengue, "attests Barbosa.

The earlier research involves the Center for Infectious diseases at the Federal University of Espirito Santo, which participates in clinical trials of a vaccine developed by French company Sanofi Pasteur in 11 tropical countries. Besides this survey, the Institute of Technology Immunobiological Bio-Manguinhos, connected to the Oswaldo Cruz Foundation (Fiocruz) in Rio de Janeiro, and Instituto Butantan, related to Ministry of Health of São Paulo, working in partnership in vaccine production with international laboratories