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terça-feira, 19 de abril de 2011

Novas diretrizes de Alzheimer propõem atenção ao ‘início silencioso’ da doença New guidelines for Alzheimer proposes attention to "the early silent 'disease

Mudanças recomendam atenção especial às fases iniciais da enfermidade, antes da demência, e estímulo a pesquisas clínicas de biomarcadores e fármacos. Brasil realizará revisão até junho
Changes recommended special attention to the early stages of the disease, before dementia, and fostering clinical research of biomarkers and drugs. Brazil held to review in June

Alexandre Gonçalves, Fernanda Bassette e Karina Toledo - O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO - Depois de 27 anos, as diretrizes para diagnóstico de Alzheimer foram revisadas. Quatro artigos publicados hoje na revista científica Alzheimer’s and Dementia recolhem os avanços das últimas décadas no conhecimento da doença.

As principais mudanças foram a diferenciação do Alzheimer em três estágios, que vão da ausência completa de sintomas à demência, passando por comprometimentos cognitivos leves. Os novos critérios também pretendem impulsionar as pesquisas clínicas de medicamentos, especialmente para as fases iniciais da doença.

Segundo William Thies, da Associação Americana de Alzheimer, responsável pela revisão das diretrizes, as mudanças não impactarão a prática clínica no curto prazo. "Não existe nenhum teste novo que deva ser solicitado por enquanto", afirmou Thies ao Estado. "No entanto, vai ajudar um grande número de estudos clínicos promissores que são realizados atualmente."

Até agora, as terapias disponíveis no mercado estavam voltadas apenas para a fase da demência, quando a doença já se estabeleceu. E, mesmo assim, apresentam resultados tímidos, diminuindo a velocidade das perdas cognitivas sem impedir seu progresso inevitável.

Um dos artigos trata exclusivamente do uso de biomarcadores no diagnóstico da doença: a procura por substâncias no organismo que denunciem a evolução silenciosa do Alzheimer. Alguns exames, por exemplo, identificam os níveis das proteínas beta-amiloide e tau, associadas à doença, no liquor - líquido extraído da medula do paciente.

No Brasil, por exemplo, há laboratórios que cobram de R$ 2 mil a R$ 3 mil por um exame desse tipo. Contudo, os autores do estudo sublinham que, por enquanto, tais testes não são úteis para orientar condutas clínicas.

Ivan Okamoto, diretor científico da Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz) e coordenador do Instituto da Memória da Unifesp, compara os biomarcadores de Alzheimer ao exame de colesterol para aferir risco cardiovascular. "No colesterol, você sabe exatamente quais os níveis aceitáveis da substância no sangue. No caso dos biomarcadores de Alzheimer, ainda não sabemos", afirma Okamoto.

Por enquanto, um diagnóstico precoce da doença - antes de aparecerem os sintomas - não serviria para nada, pois não há uma terapia adequada. "Você pode criar um monstro. Além da angústia para o paciente, surge um dilema ético clínico: vou fazer o que com esse novo dado?", diz o médico da Unifesp.

O psiquiatra e geriatra da USP Cássio Bottino afirma que, na prática, os médicos já tentam identificar comprometimentos cognitivos o mais cedo possível. "Recomendamos exercícios cognitivos e físicos. Discutimos com a família o uso dos medicamentos existentes. Esse tipo de cuidado já vem sendo feito, mas as diretrizes vêm reforçar e padronizar essa prática", afirma.

Wagner Gattaz, do Instituto de Psiquiatria da USP (IPq-USP), revela que, nas próximas semanas, seu grupo de pesquisa publicará dados promissores sobre o uso do lítio para evitar que pessoas com comprometimento cognitivo leve evoluam para demência. "Com diagnósticos mais sensíveis e precoces, será possível recorrer a esta técnica."

Demência. A revisão altera também os critérios para diagnóstico na fase avançada da doença, quando o quadro de demência já está instalado. "Houve um detalhamento maior das funções cognitivas afetadas. Isso ajuda a diferenciar o Alzheimer de outras demências pouco conhecidas há 20 anos, como a demência frontotemporal, que tem tratamento diferente", diz Bottino.

Além disso, exames complementares de imagem - como ressonância e tomografia - ganham mais peso no diagnóstico.

Okamoto afirma que a Associação Brasileira de Neurologia e a Abraz pretendem se reunir em maio para discutir as diretrizes nacionais. Os resultados saem em junho. "Vamos levar em conta as novas diretrizes."

PARA ENTENDER

A doença de Alzheimer é o tipo mais frequente de demência, não tem causa conhecida e sua prevalência e incidência aumentam com a idade.

O sintoma primário e mais comum é a perda de memória, mas, com a progressão da doença, vão surgindo sinais como confusão, irritabilidade, alterações de humor, falhas na linguagem e prejuízo da capacidade de orientação temporal ou espacial. A doença também pode vir acompanhada de um quadro de depressão, ansiedade ou apatia.

Ainda não há cura para o Alzheimer, mas já existem medicamentos capazes de retardar o progresso da doença e minimizar os distúrbios de humor e de comportamento.

SAO PAULO - After 27 years, the guidelines for the diagnosis of Alzheimer's disease were reviewed. Four papers published today in the journal Alzheimer's and Dementia collect the advances of recent decades in understanding the disease.

The main changes were the differentiation of Alzheimer's in three stages, ranging from complete absence of symptoms to dementia, mild cognitive impairment through. The new standards also aim to boost clinical research of medicines, especially for the early stages of the disease.

According to William Thies, Alzheimer's Association of America, responsible for reviewing the guidelines, the changes will not impact the clinical practice in the short term. "There is no test that should be asked again for a while," said Thies to the state. "However, it will help a large number of promising clinical trials that are performed today."

Until now, the therapies available in the market were just meant for the stage of dementia, when the disease is already established. And yet, show poor results, slowing of cognitive loss without preventing its inevitable progress.

One article deals exclusively with the use of biomarkers in disease diagnosis: the search for substances in the body to denounce the silent evolution of Alzheimer's. Some tests, for example, identify levels of the protein beta-amyloid and tau associated with the disease in cerebrospinal fluid - liquid extracted from the marrow of the patient.

In Brazil, for example, there are labs that charge from $ 2000 to $ 3000 for such an examination. However, the study authors point out that, while such tests are not useful to guide clinical decisions.

Ivan Okamoto, scientific director of the Association of Alzheimer's (Abrazo) and coordinator of the Institute of National Memory UNIFESP, compared to the biomarkers of Alzheimer's cholesterol test to assess cardiovascular risk. "No cholesterol, you know exactly what the acceptable levels of the substance in the blood. In the case of biomarkers of Alzheimer's, still do not know," said Okamoto.

Meanwhile, an early diagnosis of the disease - before symptoms appear - would be useless because there is no adequate therapy. "You can create a monster. In the anguish for the patient, there is a clinical ethical dilemma: I will do that with this new data?" Says the doctor at UNIFESP.

The psychiatrist and geriatrician USP Cassio Bottino says that in practice, doctors have attempted to identify cognitive impairment as soon as possible. "We recommend cognitive and physical exercises. We discussed with the family the use of existing drugs. This kind of care is already being done, but the guidelines will reinforce and standardize this practice," he says.

Gattaz Wagner, Institute of Psychiatry, USP (IPq-USP), reveals that in the coming weeks, his research group published promising data on the use of lithium to prevent people with mild cognitive impairment to dementia evolve. "With more sensitive diagnostic and early, you can use this technique."

Dementia. The revision also changes the criteria for diagnosis at an advanced stage, when the dementia is already installed. "There was a greater detail of the cognitive functions affected. This helps to differentiate Alzheimer's from other dementias little known 20 years ago, as frontotemporal dementia, which is treated differently," said Bottino.

In addition, complementary imaging tests - such as MRI and CT - are given more weight in the diagnosis.

Okamoto says that the Brazilian Association of Neurology and Abrazo intend to meet in May to discuss the national guidelines. The results come out in June. "We will take into account the new guidelines."

TO UNDERSTAND

Alzheimer's disease is the most common type of dementia, has no known cause and prevalence and incidence increases with age.

The primary and most common symptom is memory loss, but as the disease progresses, signs are emerging such as confusion, irritability, mood changes, gaps in language and prejudice the ability of temporal or spatial orientation. The disease can also be accompanied by a picture of depression, anxiety or apathy.

There is still no cure for Alzheimer's, but there are drugs that can slow the progress of the disease and minimize disturbance of mood and behavior.

Estudo indica que câncer de ovário começa nas trompas Study indicates that ovarian cancer begins in the tubes

DA FRANCE PRESSE

Um grupo de pesquisadores americanos conseguiu recriar em laboratório o processo de formação do câncer de ovário, produzindo evidências sólidas de que os tumores começam nas trompas de falópio, e não nos próprios ovários, de acordo com um estudo publicado nesta segunda-feira.

A descoberta pode ajudar a descobrir novas maneiras de combater o câncer nos ovários --que, na maior parte dos casos, não apresenta sintomas que permitam seu diagnóstico precoce, espalhando-se pelo organismo sem ser percebido.

O câncer nos ovários é o quinto mais mortífero para as mulheres. Ao todo, afeta 200.000 pessoas por ano, matando cerca de 115.000 em média.

Estudos anteriores já haviam desenvolvido hipóteses dando conta de que este carcinoma pode, na verdade, ter origem em algum outro órgão, mas a pesquisa dos cientistas do Instituto do Câncer Dana-Farber, de Boston, é a primeira a mostrar como a doença começa no tecido das trompas de falópio.

As trompas de falópio --ou tubas uterinas-- são os canais por onde o óvulo desce dos ovários para o útero durante o ciclo reprodutivo feminino.

Ronny Drapkin, principal autor do estudo publicado na revista "Proceedings of the National Academy of Sciences", disse que análises anteriores feitas com tecido tubário de mulheres com predisposição a desenvolver o câncer de ovário já haviam mostrado "traços de células que eram antecessores de sérios tipos de câncer".

Assim, sua equipe decidiu tentar replicar o processo de formação do câncer dentro do laboratório.

Os pesquisadores usaram células tubárias e alteraram sua programação genética para que elas se dividissem como células cancerosas.

"Da mesma forma que as células de um tumor, estas células cancerosas 'artificiais' se proliferaram rapidamente e conseguiram deixar seu tecido de origem para crescer em outro local", indica o estudo.

"Quando implantadas em cobaias animais, elas também deram origem a tumores estrutural, genética e comportamentalmente semelhantes ao HGSOC (sigla científica para câncer de ovário) humano", explica.

Para Drapkin, a descoberta mostra que as células tubárias são a fonte do câncer de ovário, e dá pistas para o desenvolvimento de futuros tratamentos.

"Estudos como este vão nos ajudar a identificar os diferentes tipos de câncer de ovário e, possivelmente, a descobrir marcadores biológicos --proteínas no sangue-- que apontam a presença da doença", afirmou Drapkin, que é professor assistente da Escola de Medicina de Harvard.

A group of American researchers has successfully recreated in the laboratory the process of formation of ovarian cancer, producing solid evidence that tumors begin in the fallopian tubes, ovaries and not in their own, according to a study published on Monday.

The discovery may help discover new ways to fight ovarian cancer - which, in most cases, no symptoms to enable early diagnosis, spreading through the body without being noticed.

The ovarian cancer is the fifth most deadly for women. In all, affects 200,000 people annually, killing about 115,000 on average.

Previous studies have developed hypotheses realizing that this carcinoma may actually have originated in some other organ, but the research of scientists from the Cancer Institute Dana-Farber, Boston, is the first to show how the disease starts in tissue of the fallopian tubes.

The fallopian tubes - or fallopian tubes - are the channels through which the egg drops from the ovaries to the uterus during the female reproductive cycle.

Ronny Drapkin, principal author of the study published in the journal Proceedings of the National Academy of Sciences, said earlier analysis with tubal tissue of women with a predisposition to develop ovarian cancer had shown "a dash of cells that were predecessors of serious types of cancer. "

So his team decided to try to replicate the process of cancer formation in the laboratory.

The researchers used tubal cells and alter their genetic programming so they parted as cancer cells.

"Just as the cells of a tumor, these cancer cells 'artificial' quickly proliferated and were able to leave their original tissue to grow elsewhere," the report indicates.

"When implanted in experimental animals, they also gave rise to tumors structural, genetic and behaviorally similar to HGSOC (scientific symbol for ovarian cancer) human," he explains.

To Drapkin, the discovery indicates that cells are the source of tubal ovarian cancer, and gives clues for developing future treatments.

"Studies like this will help us identify the different types of ovarian cancer and possibly to discover biomarkers - proteins in the blood - which indicate the presence of disease," said Drapkin, who is assistant professor, School of Medicine Harvard.

Estudo liga transtorno no paladar à obesidade e à anorexia Study links in taste disorder to obesity and anorexia

DA EFE

Transtornos no paladar podem contribuir para a obesidade infantil ou, no outro extremo, para a anorexia, sugere um estudo feito por cientistas australianos.

Embora nem todas as crianças obesas apresentem transtornos gustativos, "haveria uma porcentagem razoável de crianças que são obesas ou anoréxicas por uma mudança no paladar derivada de diversas doenças e remédios", disse o neuropsicólogo David Laing, da Universidade de Nova Gales do Sul, coautor do estudo divulgado na publicação especializada "Acta Paediatrica".

Laing e seus colegas descobriram que uma em cada dez crianças australianas entre 8 e 12 anos é incapaz de saborear adequadamente sua comida.

Esta taxa aumenta para 12% entre os aborígines, segundo o estudo realizado com 432 alunos de diversas escolas públicas.

O ser humano normalmente pode identificar pelo menos cinco sabores: doce, azedo, amargo, salgado e umami (similar ao agridoce).

Mas quando uma pessoa sofre de um transtorno gustativo e é incapaz de detectar um ou mais sabores, seus hábitos alimentares mudam devido ao fato de que os sabores das comidas se tornam desagradáveis.

Por isso, "na maioria dos casos, e até onde se conhece, a pessoa fica ou muito obesa ou anoréxica", explicou Laing à rádio australiana "ABC".

"Os efeitos da perda do paladar nos hábitos alimentares e na saúde das crianças a longo prazo ainda são desconhecidos e por isso é preciso que sejam feitas mais pesquisas para analisar os comportamentos de suas dietas", acrescentou o cientista australiano.

Laing explicou que a situação na Austrália é dramática, já que a taxa de crianças com transtornos gustativos está acima do nível tolerável fixado pela Organização Mundial da Saúde para qualquer tipo de doença, que é de 4%.

Os transtornos gustativos são causados ainda por doenças como a paralisia de Bell, a insuficiência renal e o diabetes, assim como por problemas na cavidade oral, nas glândulas salivares e infecções no ouvido médio.

Disorders in taste may contribute to childhood obesity or the other extreme, for anorexia, suggests a study by Australian scientists.

Although not all obese children have taste disorders, "there would be a reasonable percentage of children who are obese or anorexic for a change in taste derived from various diseases and medications," says neuropsychologist David Laing, University of New South Wales, co-author the study published in the journal Acta Paediatrica.

Laing and his colleagues found that one in ten Australian children between 8 and 12 years is unable to properly taste their food.

This rate increases to 12% among Aborigines, according to a study conducted with 432 students from several schools.

Humans can usually identify at least five flavors: sweet, sour, bitter, salty and umami (similar to sour).

But when a person suffers from a disorder of taste and is unable to detect one or more flavors, your eating habits change due to the fact that the flavors of the foods become unpleasant.

Therefore, "in most cases, even where it is known, or the person is very obese or anorexic," said Laing Australian radio ABC.

"The effects of loss of taste on dietary habits and health of children in the long term are still unknown and therefore they need to be more research to analyze the behavior of their diets," said McCulloch.

Laing said the situation in Australia is dramatic, since the rate of children with taste disorders is above the tolerable level set by the World Health Organization for any type of disease, which is 4%.

Gustatory disorders are caused by diseases like yet Bell's palsy, renal failure and diabetes, as well as problems in the oral cavity, salivary glands and middle ear infections.

Analgésicos perdem suas qualidades durante viagens espaciais Analgesics lose their qualities during space travel

Uma pesquisa feita pela Nasa (agência espacial americana) indica que a ação dos remédios se altera em ambientes sem gravidade. Isso significa que os astronautas que tomam analgésicos no espaço podem não obter o alívio esperado.

A notícia não é muito boa para os planos de viagens espaciais de longa duração, como para Marte.

A causa seria a radiação espacial, segundo a autora do estudo, Lakshmi Putcha, pesquisadora da Nasa.

Se guardado corretamente em ambiente seco e sem luz direta, a maioria das drogas pode estender sua validade entre um a dois anos.

Para testar como se comportariam no espaço, foram enviados quatro kits contendo 35 remédios que costumam ser tomados pelos astronautas e acondicionados em embalagens especiais para voos espaciais. Um outro kit idêntico foi usado experimento, mas desta vez ele ficou na Terra.

Ao fim do estudo, que durou dois anos e quatro meses, menos de um terço das fórmulas dos medicamentos atenderam às especificações de componentes ativos.

O resultado mostrou que, quanto mais tempo os kits ficaram no espaço, mais se deterioram.

A survey by NASA (U.S. space agency) indicates that the action of the drugs is altered in an environment without gravity. This means that astronauts in space taking painkillers can not get the expected relief.

The news is not very good plans for long-duration space travel such as to Mars.

The question is, space radiation, according to the study's author, Lakshmi putchar, a researcher at NASA.

If properly stored in dry conditions and no direct light, most drugs can extend its validity from one to two years.

To test how they behave in space, four were sent kits containing 35 remedies that are usually taken by astronauts and packaged in special packaging for space flight. Another kit was used similar experiment, but this time he was on earth.

At the end of the study, which lasted two years and four months, less than a third of the formulations of the drugs meet standards of active components.

The result showed that the more time the kits were in space, the more they deteriorate.

ONU pede intensificação dos esforços em luta contra malária UN chief calls for intensified efforts in fighting malaria

Assembleia Geral da ONU aprovou nesta segunda-feira uma nova resolução na qual pede aos países que intensifiquem os esforços na luta contra a malária, para que seja possível conquistar as metas contidas nos ODM (Objetivos de Desenvolvimento do Milênio) até 2015.

Por ocasião do Dia Mundial da Malária, celebrado em 25 de abril, a ONU adotou por consenso um texto no qual estimula a consolidação dos avanços relacionados com a doença e pede que acelerem os esforços para controlá-la e erradicá-la nos países em desenvolvimento, particularmente os da África.

O texto ressalta o objetivo de conseguir uma queda considerável do impacto da doença até 2015 e reconhece especialmente o progresso alcançado no último ano, enquanto pede aos países doadores que aumentem os fundos destinados ao tratamento da malária e aos programas de controle.

A ONU lembrou que nos últimos dez anos 43 países de todo o mundo reduziram em 50% os casos registrados de malária, entre os quais destaca a presença de 11 países da África Subsaaariana que conseguiram reduzir as mortes pela doença.

A resolução ressalta ainda que em 2010 foram distribuídos mais de 229 milhões de tratamentos contra a doença, em comparação aos 2,1 milhões de 2003.

Essa adoção "marca a renovação do compromisso por parte dos Estados-membros da ONU com os objetivos de 2015, mas também nos lembram que é preciso continuar trabalhando para conseguir essas metas", disse em comunicado o porta-voz da iniciativa Roll Back Malaria, Herve Verhoosel.

Segundo ele, "alguns países avançaram muito no controle da malária", entre eles a Zâmbia, onde a queda foi de 62% nas mortes de crianças menores de cinco anos por malária entre 2001 e 2008, e Sri Lanka, que em 2009 não registrou nenhuma morte pela doença.

"Estamos convencidos de que, com uma liderança política forte, as lições aprendidas desses sucessos podem ser aplicadas em outros países da região", acrescentou Verhoosel.

UN General Assembly approved on Monday a new resolution that urges countries to intensify efforts to fight malaria, it is possible to achieve the goals contained in the MDGs (Millennium Development Goals) in 2015.

On the occasion of World Malaria Day, celebrated on April 25, the United Nations adopted by consensus a text on which encourages the consolidation of progress related to the disease and seeks to accelerate efforts to control it and eradicate it in developing countries Particularly those in Africa.

The text underscores the goal of achieving a significant decrease of the impact of the disease by 2015 and specifically recognizes the progress made last year, while asking donor countries to raise funds for malaria treatment and control programs.

The UN noted that in the past decade 43 countries around the world decreased by 50% of the reported cases of malaria, among which highlights the presence of 11 African countries Subsaaariana that have cut deaths from the disease.

The resolution also says that in 2010 were distributed over 229 million treatments against the disease, compared to 2.1 million in 2003.

This adoption "marks the renewal of commitment by UN Member States with the goals of 2015 but also remind us that we must continue working to achieve these goals, "he said in a statement a spokesman for the Roll Back Malaria Initiative, Herve Verhoosel.

He said "some countries have moved far in malaria control, including Zambia, where it dropped from 62% in deaths of children under five from malaria between 2001 and 2008, and Sri Lanka, which in 2009 did not record no deaths from the disease.

"We are convinced that with strong political leadership, the lessons of these successes can be applied in other countries in the region, "added Verhoosel.