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quarta-feira, 20 de abril de 2011

Fumo passivo pode afetar saúde mental das crianças Secondhand smoke can affect children's mental health

Cerca de 7% das crianças observadas apresentaram sintomas de déficit de atenção com hiperatividade
About 7% of children observed showed symptoms of attention deficit hyperactivity disorder

Reuters

SÃO PAULO - Respirar fumaça de cigarro pode aumentar o risco de desordem mental e comportamental em crianças, o que inclui déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), aponta um estudo publicado na revista científica Archives of Pediatrics & Adolescent Medicine.

O estudo sugere ainda que as crianças de mães que fumam enquanto estão grávidas podem ser mais propensas a terem problemas de comportamento. A exposição ao fumo passivo também foi ligada a problemas de coração e respiratório em crianças.

"Já é tempo de começarmos a prevenir as crianças da exposição (ao fumo passivo) se estivermos comprometidos com a prevenção destas doenças", disse Dr. Bruce Lanphear, chefe de um centro especializado na saúde infantil de Cincinnati, nos Estados Unidos.

Os autores do estudo, conduzido por Frank Bandiera, da Universidade de Medicina Miller, observaram a ligação entre o fumo passivo e a saúde metal em crianças com idades entre 8 e 15 anos. Os pesquisadores também entrevistaram as crianças para ver qual delas já apresentava sintomas de desordem mental e comportamental.

Depois de levar em conta fatores como idade e raça, os meninos expostos a fumo passivo eram mais propensos aos sintomas do TDAH, depressão, ansiedade e transtorno de conduta. As meninas demonstravam mais sintomas relacionados ao TDAH e ansiedade.

No entanto, o número de crianças que foi diagnosticada com boa parte destas condições foi pequena. Enquanto 201 crianças observadas no estudo, ou cerca de 7% do total, tinham sintomas suficientes de ADHD para ser diagnosticada com a desordem, apenas 15 crianças foram diagnosticadas com depressão e 9 com transtorno de ansiedade.

Os pesquisadores notaram que pode ser difícil separar os efeitos do fumo passivo com os males causados pelas mães que fumam enquanto grávidas. Lanphear disse que por enquanto podemos não ter evidências suficientes para ligar o fumo passivo a problemas mentais, mas que seria uma surpresa se não existisse um elo entre eles. Os autores concluíram ser necessário mais esforços tanto para banir o fumo nos lugares públicos onde haja crianças, como para evitar a exposição delas à fumaça em casa.

SAO PAULO - Breathing cigarette smoke may increase the risk of mental and behavioral disorder in children, including attention deficit hyperactivity disorder (ADHD), a study published in the journal Archives of Pediatrics & Adolescent Medicine.

The study also suggests that children of mothers who smoke while they are pregnant may be more likely to have behavior problems. Exposure to passive smoking was also linked to heart and respiratory problems in children.

"It is time we started to prevent children from exposure (secondhand smoke) if we are committed to preventing these diseases," said Dr. Bruce Lanphear, head of a center specializing in child health in Cincinnati, USA.

The study authors, led by Frank Bandiera, University of Medicine Miller, noted the link between passive smoking and health metal in children aged between 8 and 15 years. The researchers also interviewed the children to see which was already experiencing symptoms of mental and behavioral disorder.

After taking into account factors such as age and race, the children exposed to secondhand smoke were more prone to symptoms of ADHD, depression, anxiety and conduct disorder. Girls showed more symptoms related to ADHD and anxiety.

However, the number of children who were diagnosed with these conditions was much smaller. While 201 children observed in the study, or about 7% of the total, had sufficient symptoms of ADHD to be diagnosed with the disorder, only 15 children were diagnosed with depression and anxiety disorder 9.

The researchers noted that it may be difficult to separate the effects of secondhand smoke with the evils caused by mothers who smoke while pregnant. Lanphear said that for now we may not have enough evidence to link secondhand smoke to mental problems, but it would be a surprise if there was a link between them. Conclusions efforts are needed both to ban smoking in public places where there are children, and to prevent their exposure to smoke at home.

Novo material aumenta precisão em biópsia de câncer de mama New material increases accuracy in breast cancer biopsy in Brazil

Um novo material feito de um polímero que se parece com silicone, desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal de Juiz de Fora, promete melhorar a precisão da retirada de pequenas lesões nos seios.

O material é injetado por uma agulha e substitui o contraste de iodo para marcar a região exata da lesão antes da cirurgia de retirada do tecido mamário.

Segundo Geraldo Vitral, mastologista e pesquisador que desenvolveu o material, o polímero, ao contrário do iodo, não é absorvido nem se "espalha" pelo corpo.

"A grande vantagem do produto é o aumento da precisão cirúrgica."

Além disso, o pesquisador afirma que o polímero não causa alergias como o iodo.

Um estudo com o material, desenvolvido com apoio do Sebrae-MG e testado em mais de cem pacientes, foi publicado no periódico "Radiology and Oncology".

Batizada de BLD Marker (marcador da lesão mamária, na sigla em inglês), o produto será lançado comercialmente no fim de maio.

Segundo Rafael Schmerling, oncologista do Hospital São José, o produto é promissor, mas é preciso fazer mais testes. "Seria necessário um estudo comparativo entre as duas técnicas. A prática dos radiologistas vai mostrar se a novidade é melhor ou não."


A new material made ​​of a polymer that looks like silicon, developed by researchers at the Federal University of Juiz de Fora, promises to improve the accuracy of the removal of small breast lesions.

The material is injected by a needle and replace the iodine contrast to mark the exact region of the lesion before surgery to remove breast tissue.

According to Geraldo Stained Glass, breast cancer specialist and researcher who developed the material, polymer, unlike the iodine is not absorbed or "spreads" through the body.

"The great advantage of the product is increasing surgical precision."

In addition, the researcher claims that the polymer does not cause allergies such as iodine.

A study of the material, developed with support from Sebrae-MG and tested on more than one hundred patients, was published in the journal Radiology and Oncology.

Called BLD Marker (marker of breast lesion, its acronym in English), the product will be commercially released in late May.

According to Rafael Schmerling, an oncologist at St. Joseph Hospital, the product is promising but need further testing. "It would take a study comparing the two techniques. The practice of radiologists will show whether the news is better or not."

EUA aprovam dispositivo portátil para tratar câncer de cérebro U.S. approves portable device to treat brain cancer

FDA (agência reguladora de medicamentos e alimentos dos Estados Unidos) anunciou na semana passada a aprovação de um dispositivo portátil que interrompe a divisão de células que contribui para o crescimento e propagação de tumores no cérebro.

O dispositivo NovoTTF-100A, do fabricante israelense Novocure, foi projetado para tratar adultos com glioblastoma multiforme (GBM, em inglês), um câncer muito comum e agressivo que costuma resistir aos tratamentos cirúrgicos, quimioterapia e radiação, explicou a FDA em comunicado.

"O glioblastoma multiforme recorrente é um tipo de câncer cerebral devastador que frequentemente resiste aos tratamentos padrões", explicou o diretor da FDA responsável pela aprovação de dispositivos, Jeffrey Shuren.

Para as autoridades médicas, o sistema NovoTTF-100A, que foi aprovado com base nos resultados de um único estudo internacional com 237 pacientes, oferece novas opções de tratamento.

Até agora, o tratamento de tumores primários do cérebro consistiu em remédios, cirurgia e radiação, ou mesmo uma combinação desses elementos.

O sistema é composto de uma série de eletrodos implantados no couro cabeludo do paciente e emitem descargas elétricas de baixa intensidade para atacar o tumor cerebral.

Segundo a FDA, a forma e características elétricas das células cancerígenas em processo de divisão são suscetíveis aos chamados "Campos de Tratamento do Tumor" (TTF, em inglês), "o que poderia frear o crescimento do tumor".

O dispositivo é portátil --pesa 2,7 kg--, funciona com baterias ou com energia elétrica, e o paciente pode utilizá-lo em casa e assim continuar suas atividades diárias com normalidade, acrescentou.

O estudo internacional não demonstrou um aumento no período de sobrevivência dos pacientes que utilizaram o dispositivo, em comparação com os que se submeteram a quimioterapia. Em ambos grupos, os pacientes registraram uma média de seis meses adicionais.

O entusiasmo em torno do aparelho se deve aos pacientes que usaram o NovoTTF-100A e tiveram uma melhor qualidade de vida.

Em geral, indicou a FDA, os pacientes que foram submetidos ao tratamento com o dispositivo experimentaram uma maior incidência de efeitos neurológicos secundários, incluindo convulsões e dores de cabeça, em comparação com os que receberam quimioterapia. No entanto, os pacientes que usaram o novo sistema não reportaram problemas de náusea, anemia, fadiga, diarreia e infecções graves, como costuma ocorrer com a toxicidade da quimioterapia.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer, cada ano aproximadamente 19 mil pessoas nos Estados Unidos são diagnosticadas com câncer no cérebro. Em 2010, houve 13.140 mortes por este tipo de câncer e outros do sistema nervoso no país.

FDA (regulatory agency for medicines and food from the U.S.) last week announced the approval of a portable device that stops cell division that contributes to the growth and spread of tumors in the brain.

The device NovoTTF-100A, the Israeli manufacturer NovoCure, was designed to treat adults with glioblastoma multiforme (GBM, in English), a very common and aggressive cancer that often resist surgical treatment, chemotherapy and radiation, the FDA said in a statement.

"The recurrent glioblastoma multiforme is a devastating type of brain cancer that often resists standard treatments," explained the director of the FDA responsible for approving devices, Jeffrey Shuren.

For the medical authorities, the system NovoTTF-100A, which was approved based on results of a single international study with 237 patients, offers new treatment options.

Until now, treatment of primary brain tumors consisted of medicine, surgery and radiation, or even a combination of these.

The system consists of a series of electrodes implanted in the patient's scalp and emit electrical discharges of low intensity attack the brain tumor.

According to the FDA, the shape and electrical characteristics of cancer cells undergoing division are susceptible to so-called "Field of Tumor Treatment" (TTF, in English), "which could halt tumor growth."

The device is portable - it weighs 2.7 kg - runs on batteries or electricity, and the patient can use it at home and to continue with normal daily activities, he added.

The international study showed no increase in survival time of patients who used the device, compared with those who underwent chemotherapy. In both groups, patients reported an average of six additional months.

The hype surrounding the device is due to patients who used the NovoTTF-100A and have had a better quality of life.

In general, said the FDA, patients who were treated with the device experienced a higher incidence of adverse neurological effects, including seizures and headaches, compared with those receiving chemotherapy. However, patients who used the new system will not report problems of nausea, anemia, fatigue, diarrhea and severe infections, as commonly occurs with the toxicity of chemotherapy.

According to the National Cancer Institute, each year approximately 19 000 people in the United States are diagnosed with brain cancer. In 2010, there were 13,140 deaths from this type of cancer and other nervous system in the country.

Estudo descarta ligação entre refrigerante light e diabetes Study rules out link between diabetes and diet cola

Um estudo da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, revelou que as bebidas gasosas adoçadas artificialmente e as light, que utilizam substitutos do açúcar para reduzir as calorias, não causam diabetes.

O objetivo do estudo, publicado na revista "The American Journal of Clinical Nutrition", era investigar a relação da ingestão de bebidas com açúcar e adoçadas artificialmente com a incidência do diabetes tipo 2.

Durante muito tempo, refrigerantes lights foram apontados como responsáveis por aumentar o risco de a pessoa desenvolver diabetes, uma doença que afeta 25,8 milhões de pessoas nos Estados Unidos.

Os pesquisadores analisaram a evolução de 40 mil pessoas que consumiam este tipo de bebida por um período de 20 anos.

Os resultados indicaram que aqueles que tomaram bebidas gasosas e doces aumentaram a possibilidade de desenvolver diabetes em 16%, em comparação com as pessoas que não ingeriram essas bebidas.

No entanto, o resultado não foi o mesmo no caso das pessoas que ingeriram bebidas light.

Apesar de alguns consumidores de bebidas light adoçadas artificialmente terem desenvolvido diabetes, após analisar fatores como a pressão sanguínea e os níveis de colesterol e o peso, os pesquisadores perceberam que o desenvolvimento da doença estava vinculado a problemas como excesso de peso, dieta e índice de massa corporal e não às bebidas.

Frank Hu, coautor do estudo, afirmou que há alternativas às bebidas gasosas e, embora as dietéticas não sejam a melhor opção, seu consumo moderado não tem os efeitos nocivos que se pensavam.

O consumo de bebidas doces se associa a um risco significativamente elevado de desenvolver diabetes do tipo 2, enquanto a associação entre as bebidas adoçadas artificialmente e esse tipo de diabetes se explica em grande parte pelo estado de saúde da pessoa.

O estudo também revelou que o consumo diário de café, tanto normal quando descafeinado, diminui o risco de a pessoa desenvolver diabetes. Os pesquisadores não têm certeza sobre o motivo para isso, mas acreditam que poderia ser por causa de antioxidantes, vitaminas e minerais presentes no café.

A study from Harvard University in the United States showed that the artificially sweetened soft drinks and light, using sugar substitutes to reduce calories, do not cause diabetes.

The aim of the study, published in The American Journal of Clinical Nutrition, was investigating the relationship between intake of sugar and artificially sweetened with the incidence of type 2 diabetes.

For too long, soft lights were blamed for increasing the risk of a person developing diabetes, a disease that affects 25.8 million people in the United States.

The researchers analyzed the evolution of 40 000 people who consumed this type of drink for a period of 20 years.

The results indicated that those taking fizzy drinks and sweets increased the possibility of developing diabetes by 16%, compared with people who did not ingest these drinks.

However, the result was not even in the case of people who drank light drinks.

Although some consumers light artificially sweetened drinks have developed diabetes after analyzing factors like blood pressure and cholesterol levels and weight, researchers found that disease development was linked to problems such as overweight, diet and body mass index body and not to drink.

Frank Hu, a study co-author, said there are alternatives to soft drinks, and while the diet is not the best option, its moderate consumption has no adverse effects that were once thought.

The consumption of soft drinks is associated with a significantly elevated risk of developing type 2 diabetes, while the association between sweetened beverages and this type of diabetes is explained largely by the state of health.

The study also revealed that daily consumption of coffee, when both normal decaf, reduces the risk of a person developing diabetes. Researchers are not sure about the reason for this, but believe it could be because of antioxidants, vitamins and minerals in coffee.

Diarreia é segunda causa de morte em crianças Diarrhoea is the second leading cause of death in children

As diarreias são a segunda maior causa de morte em crianças de até cinco anos no mundo, perdendo só para a pneumonia.

Estima-se que o rotavírus seja responsável por cerca de um terço das diarreias. Infecções por bactérias, como a salmonela, por outros vírus e problemas metabólicos, como a intolerância a lactose, são responsáveis pela maioria dos demais casos.

O rotavírus ataca as mucosas do intestino e impede a absorção de líquido.

Se a doença não for tratada, leva à desidratação e à perda de nutrientes e pode ser fatal.

Adultos também podem ser contaminados, mas neles a doença é menos grave do que nas crianças.

"Nós já tivemos tempo de criar imunidade, porque já fomos expostos ao vírus", diz o neonatologista Renato Kfouri, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações.

Desde 2009, a Organização Mundial da Saúde recomenda que todos os países incluam a vacinação contra o vírus em suas campanhas de imunização infantil.

No Brasil, a vacina faz parte do programa nacional desde 2006. EUA e México também fazem a imunização dos bebês contra a doença.

Não há tratamento específico para combater o vírus, só os sintomas.

"A medida fundamental é a hidratação já no primeiro sintoma", explica o pediatra Evandro Baldacci.

Diarrhoea is the second leading cause of death in children under five in the world, second only to pneumonia.

It is estimated that rotavirus is responsible for about one third of diarrhea. Bacterial infections such as salmonella, viruses and other metabolic problems, such as lactose intolerance, are responsible for most of the remaining cases.

Rotavirus attacks the mucous membranes of the intestine and prevents absorption of liquid.

If the disease is not treated, leads to dehydration and loss of nutrients and can be fatal.

Adults can also be infected, but in them the disease is less severe than in children.

"We've had time to build immunity, because they were exposed to the virus, " says neonatologist Renato Kfoury, president of the Brazilian Society of immunizations.

Since 2009, the World Health Organization recommends that all countries include vaccination against the virus in their childhood immunization campaigns.

In Brazil, the vaccine is part of the national program since 2006. U.S. and Mexico are also immunization of infants against the disease.

There is no specific treatment to fight the virus, only the symptoms.

"The key measure is the hydration in the first symptom, "says pediatrician Evandro Baldacci.