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quinta-feira, 5 de maio de 2011

Menino de 5 anos paga tratamento de câncer vendendo desenhos na internet

A família não precisou vender a casa para pagar as despesas hospitalares


Um menino americano de cinco anos conseguiu pagar o próprio tratamento de câncer vendendo 3.000 desenhos de monstros, palhaços e alienígenas na internet, muitos deles feitos na cama do hospital.

Aidan Reed, que vive em Kansas City, nos Estados Unidos, foi diagnosticado com leucemia em setembro do ano passado.

Os pais dele, Katie e Wiley, tiveram de ver o filho enfrentar semanas de sofrimento com o tratamento de quimioterapia e outros procedimentos dolorosos, mas tinham esperanças, já que os médicos haviam dito que o tipo de câncer de Aidan tem uma taxa de cura de 90%.

Só que com as contas de hospital se acumulando, os Reed tiveram de colocar a casa da família à venda. Foi aí que surgiu a ideia de transformar um hobby de Aidan em fonte de recursos.

Aidan Reed disse o que gosta de desenhar ao Survivors Club, uma organização que ajuda pessoas que enfrentam adversidades.

- Eu gosto de desenhar cavaleiros, bobos da corte, palhaços assustadores e alienígenas. Eu também gosto de me vestir de palhaços bons e palhaços malvados. Eu posso ser um lobo ou um zumbi...

Sucesso

Durante o tratamento, Aidan gostava de desenhar monstros. Esses desenhos foram colocados à venda na internet pela tia do menino, Mandi Ostein.

- Meu número de sorte é 60, então eu decidi que iria vender 60 desenhos.

Mas o sucesso foi tanto que a tia de Aidan acabou transformando sua casa em um centro de impressão e envio de desenhos. Muitos deles eram "assinados" pelo artista.

Pedidos chegaram de vários países do mundo, inclusive do Brasil. Wiley Reed, o pai do menino, disse que ficou impressionado com o sucesso.

- Eu fiquei chocado com a reação aos desenhos de Aidan. Acho que para ele também tem sido uma boa distração da doença.

No fim, foram vendidos cerca de 3.000 desenhos, arrecadando mais de R$ 47 mil (US$ 30 mil), o suficiente para cobrir todos os gastos com o tratamento e cancelar a venda da casa da família.

A tia do garoto conta que o resultado foi inacreditável.

- É absolutamente inacreditável. Nós somos moradores de uma cidadezinha do meio oeste americano. Este tipo de coisa não acontece com a gente.

Clientes do plano de saúde Samcil vão migrar para a GreenLine

Clientes já podem ser atendidos pela seguradora

A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) autorizou nesta terça-feira (2) a compra da carteira de clientes da Samcil pela GreenLine, que atua no setor desde 1992 e tem 326 mil beneficiários. Segundo a ANS, os beneficiários da Samcil já podem receber atendimento pela rede da GreenLine. O período de transição das carteiras será acompanhado pela ANS.

A Samcil está em crise, fechou três dos cinco hospitais da rede própria e acumula uma dívida estimada em R$ 70 milhões. A operadora tem uma cartela com pouco mais de 193 mil associados, enquanto a GreenLine tem pouco mais de 300 mil, além de uma rede com seis hospitais.

A ANS havia determinado prazo até a última sexta-feira (29) para que a Samcil vendesse sua carteira de clientes. Se ao final desse período a carteira não tivesse sido negociada, a ANS faria uma oferta pública para procurar outra operadora interessada em adquirir a cartela.

75% dos adultos sofrem com dor de cabeça

Metade das pessoas se automedica para resolver o problema


Um estudo da OMS (Organização Mundial da Saúde) revelou que a dor de cabeça é um dos problemas de saúde mais comuns em todo o mundo, mas o tratamento tem sido negligenciado. Os especialistas estimam que até 75% dos adultos de 18 a 65 anos sofreram com dores de cabeça no ano passado.

De acordo com o estudo, poucos casos são diagnosticados por um profissional. Desses, cerca de 40% estão associados à enxaqueca e tensões e 10% ocorrem por uso excessivo de remédios. O estudo mostra que metade das pessoas com dor de cabeça buscou a automedicação e apenas 10% procuraram um neurologista, percentual ainda menor na África e no Sudeste Asiático.

A OMS aponta que a dor de cabeça impõe alto custo financeiro à sociedade, como a perda de produtividade dos trabalhadores, que custa mais que as medidas preventivas de saúde. A a organização recomenda o aumento dos investimentos no tratamento e na prevenção das dores. Foram analisados dados de 101 países, que respondem por 86% da população mundial.

Registro de genéricos cresce 73% no Brasil

Anvisa está dando prioridade para esse tipo de medicamento

Desde o início do ano, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) passou a dar prioridade à análise e ao registro de medicamentos genéricos em relação aos de marca. Como consequência, no primeiro trimestre foram aprovados 73% mais genéricos em comparação com o ano passado.

A determinação do presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, já teve impacto: as vendas dos genéricos - que possuem ação idêntica ao remédio original - cresceram 32% no primeiro trimestre deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo a Pró-Genéricos (Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos), foram comercializadas 123,7 milhões de unidades de genéricos nos três primeiros meses do ano.

Barbano diz que "o Estado olha para o interesse público, e a entrada dessas drogas no mercado tem um impacto direto na redução de 35% do preço".

Com o crescimento das vendas, esse tipo de medicamento passou a representar 25% do mercado no país.

Para Odnir Finotti, presidente da Pró-Genéricos, o bom desempenho dos genéricos no mercado reflete o reconhecimento da população às medidas do Ministério da Saúde e da Anvisa. De acordo com Finotti, o fato de o governo federal entregar drogas para hipertensão e diabete nas farmácias populares de graça também ajudou a aumentar as vendas.

– Os medicamentos desse programa são genéricos. E têm o impacto do comodismo. As pessoas vão buscar o remédio de graça e acabam comprando outros que precisam.

Estudo diz que é melhor ser mãe em Cuba e na Colômbia do que no Brasil

Brasil aparece atrás de vizinhos em ranking sobre qualidade de vida de mães e filhos


É melhor ter filhos em países como Cuba, Argentina, Cazaquistão, Mongólia, Bahamas e Colômbia do que no Brasil, diz um estudo divulgado nesta quarta-feira (4). A pesquisa, feita pela ONG Save The Children (Salve as Crianças, em inglês) analisou 164 nações em questões como mortalidade materna e infantil, nutrição, acesso à água potável, uso de métodos contraceptivos e também os aspectos educacionais do país.

Na lista dos países menos desenvolvidos, em que a ONG colocou o Brasil, nosso país aparece em 12º lugar, atrás de vizinhos sul-americanos: a Argentina ficou em 4º, o Uruguai em 7º e a Colômbia em 11º.

Cuba, que encabeça esse ranking, tem índices bem melhores que o Brasil em vários quesitos. De acordo com a ONG, a chance de uma mãe morrer em Cuba é de uma em 1.400, enquanto aqui a taxa é de uma em 860. No Brasil, a mortalidade de crianças abaixo dos cinco anos é de 21 em cada mil nascidos vivos, já em Cuba o índice é de seis.

Levando em conta todos os países, a Noruega é o melhor lugar para ser mãe, seguida de Austrália e Islândia. Enquanto isso, Afeganistão, Níger e Guiné Bissau ocupam as últimas posições da lista. Dos dez últimos países na classificação, oito pertencem à região da África subsaariana, afirma o relatório.

– Nesses países, em média uma em cada 30 mulheres morre por causas relacionadas à gravidez. Uma criança em cada seis morre antes de completar cinco anos e uma em cada três sofre desnutrição.

Noruega e Afeganistão, de lados opostos na lista, são o exemplo do brutal contraste entre as regiões mais ricas e as mais desfavorecidas, afirma a ONG no relatório.

– Na Noruega, em todos os partos está presente pessoal médico treinado, enquanto no Afeganistão apenas 14% dos nascimentos são assistidos por pessoal especializado.

A esperança de vida das mulheres norueguesas é de 83 anos, contra 45 anos das afegãs.

A relação dos dez melhores países no mundo para dar à luz inclui ainda Suécia, Dinamarca, Nova Zelândia, Finlândia, Bélgica, Holanda e França. Entre os dez piores estão República Centro-Africana, Sudão, Mali, Eritréia, República Democrática do Congo, Chade e Iêmen.

Os Estados Unidos ocupam a 31ª colocação entre os países desenvolvidos, já que são a nação rica com a maior taxa de mortalidade materna: uma em cada 2.100.

– Uma mulher americana tem sete vezes mais possibilidade de morrer por causas relacionadas à gravidez do que uma italiana ou uma irlandesa.