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terça-feira, 10 de maio de 2011

Britânica relata drama de cuidar de filhos com doença que pode trazer morte prematura

Meninos convivem com fibrose cística, cujos portadores têm a expectativa de vida reduzida


A britânica Sophie Davison, mais do que outras mães, tenta aproveitar ao máximo cada minuto que passa com os filhos.

James, de quatro anos, e George, de dois, têm fibrose cística, uma doença hereditária, transmitida geneticamente, que reduz a expectativa de vida de seus portadores.

- Foi um choque quando descobrimos. James tinha apenas dois anos de idade e estava no hospital com pneumonia. E eu já estava no fim da gravidez de George.

Foi apenas alguns dias depois, quando George nasceu e fez o teste do pezinho, que os médicos descobriram qual era o problema.

O exame diagnosticou a fibrose cística e os médicos decidiram testar o irmão mais velho e descobriram que ele também era portador da doença.

Sophie diz que a notícia sobre a doença mudou a vida da família.

- Foi uma bomba. Meu marido e eu não sabíamos que tínhamos o gene dessa doença. Ninguém nas nossas famílias tinha a doença, então foi um choque enorme. Em 24 horas, nosso mundo mudou completamente.

Comprimidos e fisioterapia

A fibrose cística causa uma alteração nas glândulas que faz com que o corpo produza um muco mais espesso, que bloqueia as vias respiratórias e outros órgãos.

Como tratamento, foi recomendado que os meninos passassem a tomar cerca de 40 comprimidos por dia para ajudar em sua digestão e pelo menos duas sessões de fisioterapia todo o dia pelo resto de suas vidas para limpar seus pulmões.

- Foi muito difícil no começo. James tinha só dois anos e de repente tem um novo irmãozinho ao qual se acostumar, além de tudo isso. Ele tinha que tomar muitos remédios o tempo todo e eu tinha que fazer o tratamento que envolve cerca de 20 minutos de tapinhas nas costas para manter os pulmões limpos. É bem complicado fazer um menino de dois anos ficar quieto esse tempo todo.

Com o tempo, a família criou uma rotina e e ambos os meninos lidam bem com seus tratamentos.

- James começou a escola em setembro e está indo muito bem. Eu estava um pouco preocupada inicialmente. Não sabia como os professores iam lidar com a doença, mas eles foram fantásticos e tudo está correndo tranquilamente. Eles entendem o tratamento e deixam ele fazer a dieta alta em gordura que ele precisa, mesmo que normalmente eles não recomendem esse tipo de comida.

Pacientes da doença precisam seguir uma dieta hipercalórica, hiperproteica e com um conteúdo alto de gordura, para compensar deficiências nas absorção de nutrientes pelo intestino.

"Um dia de cada vez"

A família Davison é otimista em relação ao futuro, apesar de saber que a doença dos filhos reduz a expectativa de vida e não tem cura.

- Tentamos não pensar no pior. Desde que os meninos foram diagnosticados, a expectativa de vida de alguém com fibrose cística subiu e hoje a média é de 38 anos. E sempre há novos tratamentos no horizonte. Aproveitamos um dia de cada vez e nos concentramos em fazer com que os meninos tenham uma vida incrível.

Sophie diz ainda que os filhos se ajudam e são muito companheiros.

- Claro que eles brigam de vez em quando. Eles são irmãos. Mas quando eles ficarem mais velhos, eles podem apoiar um ao outro e saber que não estão sozinhos.

No Reino Unido, a cada semana cinco bebês nascem com fibrose cística. O teste do pezinho, feito em recém-nascidos, inclui o teste que detecta a fibrose cística e é oferecido de graça pelo sistema público de saúde britânico, o NHS.

O Grupo Brasileiro de Estudos de Fibrose Cística (GBEFC) afirma que há mais de 2.500 pacientes com fibrose cística em tratamento no Brasil, mas segundo a associação, para cada paciente diagnosticado no país, há quatro sem diagnóstico.

O Programa Nacional de Triagem Neonatal do Ministério da Saúde prevê a realização do teste que detecta a fibrose cística nos recém-nascidos, mas ele ainda não foi implementado em todos os Estados brasileiros. Nos locais que não oferecem o exame gratuitamente para recém-nascidos, a única forma de diagnóstico seria fazer o teste pela rede privada.

Mulher desenvolve feto entre os intestinos durante 6 meses na Romênia

Romena estava no oitavo mês de gravidez, mas com o feto morto há dois meses

Uma romena de 31 anos desenvolveu um feto entre os intestinos sem saber durante seis meses, informou nesta segunda-feira a imprensa do país europeu.

Os médicos do Hospital de Emergências da cidade de Galati, no leste do país, descobriram o feto morto depois que a mulher, Nicoleta Carja, chegou ao hospital após sentir dores abdominais e desmaiar. A mulher estava em seu oitavo mês de gravidez e já estava há dois meses com o feto morto no abdômen.

Uma vez descoberto através de uma ultrassonografia, os médicos diagnosticaram uma "gravidez extrauterina abdominal", antes de extrair o corpo do feto mediante uma cesárea, explicou a médica Alina Calin.

- É um caso extremamente raro, que foi possível pela migração do embrião fecundado das trompas uterinas à zona atrás do útero, entre os intestinos.

Uma "série de condições anormais" criadas no abdômen permitiu a substituição do útero por um "artificial", que possibilitou o desenvolvimento do feto fixado nos intestinos da mulher, que mantinha seu ciclo menstrual normalizado e não apresentava sintomas de uma gravidez.

Os médicos asseguram que nunca tinham visto um caso assim, e explicam que a mulher se salvou por milagre.

"A mulher poderia ter morrido de hemorragia", disse o doutor Nicolae Bacalbasa porta-voz do hospital.

Epidemia de dengue atinge Presidente Prudente

112 moradores contraíram a doença desde o início do ano

A dengue já virou epidemia em Presidente Prudente, no extremo oeste paulista, onde 112 moradores, de 12 bairros da cidade, contraíram a doença desde o começo do ano. Deste total, 15 se contaminaram na própria cidade. Há também outros 56 casos suspeitos entre os quase 620 notificados até agora.

O balanço foi divulgado neste fim de semana pela Vigilância Epidemiológica Municipal, reconhecendo que o quadro é de epidemia. "Há uma epidemia, não deixa de ser preocupante", resumiu Vânia Maria Alves Silva, coordenadora da Vigilância Epidemiológica Municipal. Ela prevê que a chegada do inverno reduzirá o casos de dengue.

- A água gelada não ajuda na proliferação do mosquito.

Saiba mais sobre a doença e como se prevenir:

http://noticias.r7.com/saude/noticias/epidemia-de-dengue-atinge-presidente-prudente-20110509.html

Humor - Falso Médico

Nova vacina contra malária vai ser testada em 2012

Produto teve eficiência de 90% em macacos

Mosquiteiros com inseticida ajudam na prevenção da malária     Divulgação/OMS


O cientista colombiano Manuel Elkin Patarroyo afirmou nesta segunda-feira (9) que sua nova vacina contra a malária, chamada Colfavac, vai ser testada em seres humanos em junho de 2012, depois de obter 90% de eficiência em macacos.

Patarroyo, que está na Espanha como convidado pela Fundação de Estudos Médicos para ministrar uma palestra sobre Novas Vacinas para as Velhas Infecções, revelou que 25 milionários criaram um consórcio para construir a unidade de produção da vacina – as negociações com a indústria farmacêutica falharam.

Ele reconheceu que sua vacina anterior, criada em 1986 e chamada SPf66, estava "incompleta" – o produto dava uma índice de proteção de 30% a 50% para as pessoas contra a doença.

Mas agora, com um melhor conhecimento dos genes do parasita causador da doença, conseguiu melhorar a vacina.

A cada ano, mais de 780 mil pessoas, na maioria crianças, morrem em decorrência da malária. De acordo com a ONU (Organização das Nações Unidas), a distribuição de mosquiteiros com inseticida tem ajudado a salvar centenas de vidas na África Subsaariana, região com alto índice de casos de malária, mas a luta contra a doença precisa ser intensificada em todo o mundo.

De 2005 a 2009, o número de casos e mortes de malária caiu pela metade no Brasil, passando de 607.801 notificações para 306.908, conforme balanço do Ministério da Saúde. As mortes passaram de 122 para 58 no mesmo período.

Para o governo, a queda está relacionada à ampliação do diagnóstico e ao acesso ao tratamento. No entanto, a incidência da doença ainda é alta, principalmente nos Estados da Amazônia Legal, que concentram quase a totalidade (98%) das notificações no país. Em 2009, Pará e Amazonas lideraram as estatísticas, com quase 100 mil casos cada um.

A malária é causada por um parasita transmitido pela picada da fêmea infectada do mosquito Anopheles. Os sintomas são fraqueza, febre alta, calafrios e dores de cabeça e no corpo. Uma pessoa pode ser infectada várias vezes. Jovens com até 29 anos de idade, mulheres e crianças são as principais vítimas. Não há vacina contra a malária. As formas de prevenção são o uso de telas em portas e janelas, mosquiteiros com inseticida e repelentes. O tratamento dura uma semana.