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quarta-feira, 11 de maio de 2011

Como acabar com a concorrência na saúde

Todo palestrante precisa saber que em algum momento de sua carreira vai enfrentar situações constrangedoras. Uma pergunta de cunho pessoal, um microfone que não funciona, um branco na memória, uma imagem trocada na tela...Com o tempo, a experiência vai ensinando a contornar com leveza e humor estes contratempos.

Nem sempre. Certa ocasião, minutos antes de iniciar uma palestra de Marketing para Médicos no interior de São Paulo, recebi o telefonema de um ginecologista local perguntando se havia a possibilidade de recebê-lo antes da apresentação. Combinamos um breve encontro e ele foi direto ao assunto:

- Quanto o senhor está cobrando por esta palestra? Pago o dobro para que o senhor não se apresente, vá embora da cidade e não ensine nada de marketing para meus colegas. Quero uma aula particular, assim vou ganhar a concorrência.

Fiquei tão espantado com a proposta que quase perdi a voz. Não sabia direito como responder, mas tinha muito claro que não poderia frustrar a platéia que me aguardava. Sugeri que assistisse à palestra e ao final teríamos uma conversa reservada sobre seus objetivos profissionais. Lembro até hoje dele contrariado, sentado na última fileira do salão com o rosto preocupado a cada dica que era fornecida aos “concorrentes”.

Transcorridos vinte minutos da apresentação, perguntei à platéia quantos eram ginecologistas. Aproximadamente 30 levantaram o braço. Comentei então que as estratégias ali ensinadas permitiriam um salto de qualidade na gestão de suas clinicas, bem como um aumento na captação e manutenção de pacientes. Os ginecologistas que, por um motivo ou outro, não estavam assistindo à palestra, seriam privados destes conhecimentos e ficariam em desvantagem no mercado, porém entre os presentes, a competição continuaria existindo.

Se todas as informações e projetos fornecidos fossem levados ao pé da letra e implantados como um manual de marketing, o resultado final seriam serviços e produtos similares, com qualidade semelhante, secretarias padronizadas e resultados muito próximos, cada qual buscando melhorar sua lucratividade através da redução de custos e superação dos concorrentes em algum detalhe.

Quem sabe não seria mais proveitoso cada médico contratar um profissional de marketing exclusivo para auxiliá-lo a superar a concorrência e atrair só para si as preferências dos pacientes? Deixando de lado a hipocrisia, não é o sonho de todo o profissional eliminar de vez seus oponentes?

Silêncio na platéia. Sorriso na face do Dr. Carlos (nome fictício do médico que queria me persuadir a cancelar a palestra). Meu objetivo com esta pergunta não era divulgar nem oferecer serviços de marketing, queria mesmo era provocar a audiência, estimular o espírito competitivo. Aproveitei a oportunidade e lancei outra pergunta: Existe concorrência justa e leal?

Não existem duas pessoas iguais. Serviços também diferem. Como falar em competição justa se os adversários não são iguais? Um será melhor em determinado aspecto, outro terá mais qualificações, um terceiro será mais experiente. Colocam-se as regras da disputa, lança-se o desafio, e que vença o melhor. Em tese, o melhor leva vantagem na competição. A pergunta é: - Como saber quem é o melhor?

A resposta veio rapidamente da platéia: - Aquele que vencer a disputa será o melhor. Será mesmo? Quem vence uma partida “é” o melhor ou “está” melhor naquele momento?

Novo silêncio, agora acompanhado de certa apreensão. Sugeri uma pausa para café e reflexão. A mesma sugestão faço agora aos leitores: pensem sobre o assunto “Concorrência”. Não apenas pelo lado profissional, mas também do ponto de vista pessoal. Onde queremos chegar competindo com nosso concorrente? No próximo artigo, concluo a palestra e seus desdobramentos. Como material de leitura deixo algumas frases:

“Há duas forças que unem os homens: medo e interesse” – Napoleão Bonaparte

“Quando dois elefantes brigam, quem sofre é a grama”

“Pior do que saberem que você perdeu a batalha, é descobrirem como ganhou a guerra” – Lúcia Salles.

postado por Ildo Meyer

Comissões debatem irregularidades nos planos de saúde

por Saúde Business Web

10/05/2011

Discussão foi proposta por 11 deputados e abordará questões como a queda no valor do ressarcimento dos planos de saúde ao SUS

Os problemas do setor de planos de saúde serão debatidos, nesta terça-feira (10), em audiência pública promovida por três comissões. O debate foi proposto por 11 deputados e deverá tratar dos seguintes temas: a queda no valor do ressarcimento dos planos de saúde ao Sistema Único de Saúde (SUS) pelo atendimento dos seus clientes na rede pública; o desgaste da relação de trabalho entre os médicos e os planos de saúde; a atuação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) na fiscalização das operadoras; e a necessidade de medidas de proteção aos consumidores de planos coletivos, administrados por entidades de classe, associações e outros. A audiência será realizada pelas comissões de Defesa do Consumidor; de Seguridade Social e Família; e de Trabalho, Administração e Serviço Público

O deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP), um dos que propuseram o debate, lembra que a Comissão de Defesa do Consumidor já estuda vários projetos de lei com o intuito de melhorar a qualidade dos serviços de saúde complementar. Em declaração, ele citou dados da ANS que apontam, somente nos três primeiros meses deste ano, ações de fiscalização em 187 planos de saúde em razão de problemas econômicos ou financeiros e 75 liquidações extrajudiciais de empresas do setor.

E afirmou que esses dados remetem à necessidade de avaliação dos mecanismos de proteção que devem ser adotados para resguardar os consumidores, sobretudo quando a contratação de planos de saúde é feita por meio de entidades de classe.

Ele acredita que a audiência contribuirá para dar explicaçõe as reclamações e críticas de pacientes e discutir medidas preventivas. Para ele, quem acaba pagando a conta duas vezes é o paciente, com mau atendimento e preços altos. E completou dizendo que é necessário questionar a margem de lucro das operadoras e ver se os médicos estão realmente recebendo pouco.

Ressarcimento

O deputado Dimas Ramalho (PPS-SP) apresentou dois requerimentos de debate na área de planos de saúde. E pretende discutir a queda no valor pago pelos planos ao SUS, a título de ressarcimento pelo atendimento de clientes na rede pública.

O deputado citou levantamento publicado em janeiro pela Folha de S.Paulo, segundo o qual em 2009 o ressarcimento foi de apenas R$ 5,62 milhões - "uma queda de 31,7% em relação ao valor ressarcido em 2007, que já era extremamente baixo".

Outro requerimento de Ramalho, também aprovado pela comissão, propõe um debate sobre a "deterioração" da relação dos planos de saúde com os médicos. Esse também é o assunto proposto pelo deputado Eleuses Paiva (DEM-SP).

CPI

De acordo com o deputado Sabino Castelo Branco (PTB-AM), que também propôs a audiência, o setor de planos de saúde é uma "caixa preta" e precisa ser investigado. Ele está recolhendo assinaturas para propor uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o tema. E disse que a intenção é saber sobre a movimentação financeira; por que as operadoras vendem planos e não cumprem os contratos; por que não há investimento.

O deputado disse também que, atualmente, os planos contratam apenas cooperativas de médicos que tiram a autonomia dos profissionais para negociar diretamente preços de consultas e reajuste nos contratos.

Sem atendimento

O presidente da Comissão de Defesa do Consumidor, deputado Roberto Santiago (PV-SP), lembrou que recentemente uma das grandes operadoras deixou 143 mil pessoas sem atendimento e que os próprios médicos reclamam dos valores repassados por essas empresas. E declarou que, determinados setores da saúde pública, o cidadão é mais bem atendido do que nos planos.

Para o deputado, é preciso cobrar a responsabilidade das empresas, "que não estão cumprindo o seu papel social e descumprem o Código de Defesa do Consumidor".

Segundo a Associação Médica Brasileira (AMB), os médicos atendem, em média, oito planos ou seguros de saúde. A maioria paga entre R$ 25 e R$ 40 por consulta. "Esses valores mudam de região para região e simbolizam a indiferença dos planos com os profissionais que respondem pela saúde da população", afirmou o deputado Eleuses Paiva.

A assessoria de imprensa da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), entidade que congrega 15 grupos de operadoras de planos de saúde, defende as empresas. Segundo a entidade, o reajuste médio do valor das consultas médicas praticado por afiliadas variou entre 83,33% e 116,30% de 2002 até 2010. Esses percentuais são superiores à variação do Índice de Preços ao Consumidor Ampliado (IPCA) no mesmo período, que foi de 76,31%.

A ANS alega que não pode atuar para estabelecer um piso mínimo para os honorários médicos nas consultas. Há pareceres do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), vinculado ao Ministério da Justiça, e da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Ministério da Fazenda contra projetos de lei que tratem desse tabelamento.

Enfermagem: por trás de muitos sucessos

Como se diz por aí, por trás de todo profissional bem sucedido, existe sempre alguém que o acompanha e trata de todos os detalhes para que este possa brilhar. Em boa parte das vezes esse personagem oculto permanece incógnito, menos para aqueles que conhecem de perto a trajetória do profissional.

Assim acontece com os serviços de saúde. Por trás do sucesso da alguns serviços de saúde, raramente não iremos encontrar um profissional de enfermagem como elemento ativo e catalisador das boas transformações. Infelizmente, nossa cultura idealizadora de ícones costuma dedicar o sucesso a figuras que se apropriam indevidamente e sem mesura do esforço dos profissionais de enfermagem. Assim é que gerentes, médicos, administradores e políticos acabam por ocupar esse espaço de reconhecimento de forma indevida.

Não existe, dentro do atual estágio de evolução dos serviços de saúde, a possibilidade de obtenção de equilíbrio administrativo, técnico e financeiro sem a presença deste profissional, seja atuando diretamente na assistência, seja na definição dos processos operacionais e estratégicos.

Também não existe no mercado formal quem reúna a diversidade de uma formação técnica assistencial aliada à formação de cunho administrativo em suas mais variadas frentes, seja na organização, elaboração de processos, auditoria e manutenção da qualidade. Daria para imaginar, hoje, uma organização hospitalar saudável sem a presença marcante de um enfermeiro (a)? Não, não dá.

Voltando ao início dessa exposição, é uma pena que a categoria não tenha o reconhecimento adequado. A quantidade elevada de enfermeiros no mercado de trabalho oriundos de um aumento considerável na quantidade de cursos de enfermagem surgidos nos últimos anos pode ter contribuído para isso. E talvez para uma piora na qualidade de formação deste, como acontece com qualquer profissão. Porém, ao mesmo tempo em que no passado a figura do profissional de enfermagem era relegada a um plano absolutamente secundário dentro das organizações de saúde, hoje as complexidades desse mercado os tornam imprescindíveis para qualquer serviço. Mas o reconhecimento, que pode ser expresso na baixa remuneração, continua baixa.

Meus mais sinceros parabéns a todos os enfermeiros (as) que labutam diariamente por uma assistência melhor, por um país melhor. A todos meu especial carinho, carinho de quem vive a realidade diária das iniqüidades e conquistas deste setor da sociedade tão sofrido.

O sucesso é mérito de vocês.

postado por Sandro Scárdua

Proibida negociação mínima com planos de saúde

por Agência Brasil | Amanda Cieglinski

10/05/2011

Médicos estão impossibilitados de usar a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM)

Por determinação do Ministério da Justiça, a partir desta segunda-feira hoje (09), os médicos estão impossibilitados de usar a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM), que define valores mínimos para cobrança de procedimentos e consultas. A norma é adotada pela categoria na negociação com planos de saúde. Segundo a Secretaria de Direito Econômico do ministério, ela fere o princípio da ampla concorrência e tem comprometido o direito do consumidor que contrata o plano de saúde.

A medida preventiva editada pela secretaria foi motivada por movimentos recentes de paralisações nacionais e descredenciamentos em massa organizados por entidades médicas para forçar o reajuste dos valores pagos pelos planos. A Associação Médica Brasileira (AMB), o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Federação Nacional dos Médicos (Fenam) foram notificados e têm até cinco dias úteis para recorrer.

"Nessa configuração do mercado que se percebeu nos últimos anos, e essa intensificação da ação no ultimo mês, percebe-se que o principal lesado nessa história toda é o consumidor", afirmou o secretário de Direito Econômico Vinícius de Carvalho.

Segundo o secretário, as entidades aplicam punições administrativas aos médicos que não adotam os valores mínimos determinados pela CBHPM. A prática também está vetada pela medida provisória. Carvalho ressaltou que a intenção não é proibir negociações coletivas, mas estabelecer novos parâmetros que não sejam baseados no estabelecimento de valores mínimos. Esses critérios deverão ser definidos pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Também hoje processo que trata do mesmo tema foi encaminhado para o órgão. De acordo com o secretário, o Cade já recomendou 60 condenações a entidades médicas por uso de tabelas mínimas de preços.

Outra prática proibida pelo ministério a partir de hoje é a cobrança adicional do médico ao paciente atendido por meio de convênio. O procedimento estava sendo adotado por profissionais de pelo menos três estados (Distrito Federal, Espírito Santo e Pernambuco) com autorização dos conselhos regionais de medicina.

A Secretaria de Direito Econômico também instaurou processo para averiguar denúncias contra os planos Amil, Assefaz e Golden Cross por violação aos direitos do consumidor. Segundo Carvalho, há informação de que a rede credenciada dessas operadoras teria sido reduzida e seus conveniados estariam pagando aos médicos valores suplementares pela consulta. Os planos de saúde terão que prestar informações ao ministério.

Se novos casos forem apontados, outras operadoras podem ser investigadas. Carvalho recomenda que os consumidores procurem os Procons locais caso se sintam lesados. "Quando um consumidor contrata um plano, ele contrata um pacote de médicos, hospitais e laboratórios. Se, de repente, um plano tinha dez obstetras credenciados e de uma hora para outra sobram um ou dois, a gente vê um potencial claro de lesão ao direito do consumidor brasileiro", afirma.

De acordo com o secretário, o ministério está instituindo um grupo de trabalho com outros órgãos, inclusive a Agência Nacional de Saúde (ANS), para que possam ser tomadas novas medidas que ajudem a regular o setor de saúde suplementar. O secretário reconheceu que há risco de a qualidade do serviço médico prestado cair em função das medidas.

"Não é isso que nós queremos. Mas o outro extremo também não podemos deixar, que é de estabelecer um preço nacional de uma consulta médica que todos os planos de saúde tenham que pagar. Isso também pode ter efeito nos valores cobrados pelos planos de saúde ao consumidor".

Outras categorias também estão na mira da secretaria. Há processos contra a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pelo estabelecimento de honorários mínimos para advogados e contra entidades de classe que representam contadores.

Procurada pela Agência Brasil, a Associação Médica Brasileira (AMB) respondeu que não irá se manifestar sobre o assunto, porque ainda não foi notificada oficialmente pelo ministério. A reportagem não conseguiu contato com a Federação Nacional dos Médicos (Fenam) e o Conselho Federal de Medicina (CFM).

Proibida negociação mínima com planos de saúde

por Agência Brasil | Amanda Cieglinski

10/05/2011

Médicos estão impossibilitados de usar a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM)

Por determinação do Ministério da Justiça, a partir desta segunda-feira hoje (09), os médicos estão impossibilitados de usar a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM), que define valores mínimos para cobrança de procedimentos e consultas. A norma é adotada pela categoria na negociação com planos de saúde. Segundo a Secretaria de Direito Econômico do ministério, ela fere o princípio da ampla concorrência e tem comprometido o direito do consumidor que contrata o plano de saúde.

A medida preventiva editada pela secretaria foi motivada por movimentos recentes de paralisações nacionais e descredenciamentos em massa organizados por entidades médicas para forçar o reajuste dos valores pagos pelos planos. A Associação Médica Brasileira (AMB), o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Federação Nacional dos Médicos (Fenam) foram notificados e têm até cinco dias úteis para recorrer.

"Nessa configuração do mercado que se percebeu nos últimos anos, e essa intensificação da ação no ultimo mês, percebe-se que o principal lesado nessa história toda é o consumidor", afirmou o secretário de Direito Econômico Vinícius de Carvalho.

Segundo o secretário, as entidades aplicam punições administrativas aos médicos que não adotam os valores mínimos determinados pela CBHPM. A prática também está vetada pela medida provisória. Carvalho ressaltou que a intenção não é proibir negociações coletivas, mas estabelecer novos parâmetros que não sejam baseados no estabelecimento de valores mínimos. Esses critérios deverão ser definidos pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Também hoje processo que trata do mesmo tema foi encaminhado para o órgão. De acordo com o secretário, o Cade já recomendou 60 condenações a entidades médicas por uso de tabelas mínimas de preços.

Outra prática proibida pelo ministério a partir de hoje é a cobrança adicional do médico ao paciente atendido por meio de convênio. O procedimento estava sendo adotado por profissionais de pelo menos três estados (Distrito Federal, Espírito Santo e Pernambuco) com autorização dos conselhos regionais de medicina.

A Secretaria de Direito Econômico também instaurou processo para averiguar denúncias contra os planos Amil, Assefaz e Golden Cross por violação aos direitos do consumidor. Segundo Carvalho, há informação de que a rede credenciada dessas operadoras teria sido reduzida e seus conveniados estariam pagando aos médicos valores suplementares pela consulta. Os planos de saúde terão que prestar informações ao ministério.

Se novos casos forem apontados, outras operadoras podem ser investigadas. Carvalho recomenda que os consumidores procurem os Procons locais caso se sintam lesados. "Quando um consumidor contrata um plano, ele contrata um pacote de médicos, hospitais e laboratórios. Se, de repente, um plano tinha dez obstetras credenciados e de uma hora para outra sobram um ou dois, a gente vê um potencial claro de lesão ao direito do consumidor brasileiro", afirma.

De acordo com o secretário, o ministério está instituindo um grupo de trabalho com outros órgãos, inclusive a Agência Nacional de Saúde (ANS), para que possam ser tomadas novas medidas que ajudem a regular o setor de saúde suplementar. O secretário reconheceu que há risco de a qualidade do serviço médico prestado cair em função das medidas.

"Não é isso que nós queremos. Mas o outro extremo também não podemos deixar, que é de estabelecer um preço nacional de uma consulta médica que todos os planos de saúde tenham que pagar. Isso também pode ter efeito nos valores cobrados pelos planos de saúde ao consumidor".

Outras categorias também estão na mira da secretaria. Há processos contra a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pelo estabelecimento de honorários mínimos para advogados e contra entidades de classe que representam contadores.

Procurada pela Agência Brasil, a Associação Médica Brasileira (AMB) respondeu que não irá se manifestar sobre o assunto, porque ainda não foi notificada oficialmente pelo ministério. A reportagem não conseguiu contato com a Federação Nacional dos Médicos (Fenam) e o Conselho Federal de Medicina (CFM).