Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



segunda-feira, 16 de maio de 2011

Suplementos de cálcio podem colocar o coração em risco

Compostos elevam as chances de infartos nas mulheres. Segundo especialistas, o cálcio proveniente dos alimentos é mais seguro


Novas evidências apontam que os suplementos de cálcio, usados na prevenção de deterioração óssea, podem, na verdade, colocar em risco a saúde do coração das mulheres. A afirmação faz parte de um recente estudo, lançado no dia 19 de abril no periódico cientifico British Medical Jornal (BMJ).

Embora representem um alerta, sejam coerentes com os resultados de pesquisas anteriores, as conclusões não representam, necessariamente, uma sentença de morte para os suplementos de cálcio, dizem os autores.
“Há uma falta de consenso no momento sobre quais recomendações devem ser seguidas em relação à suplementação de cálcio”, disse Ian Reid, autor do estudo. Apesar da cautela, ele não esconde a grande expectativa de que os novos resultados tenham um impacto significante sobre as recomendações.

“O que nós recomendamos é uma revisão rigorosa do uso dos suplementos de cálcio, já que os dados deste trabalho sugerem que eles causem mais danos do que benefícios”, complementou Reid, que também é professor de medicina e endocrinologia da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia.

“De agora em diante, a medida mais cautelosa é encorajar as pessoas a obterem o cálcio através da alimentação e não através dos suplementos, já que o cálcio presente nos alimentos não apresentou este grande risco ao coração”, justificou o especialista.

Incertezas

Uma meta-análise recentemente conduzida pelo mesmo grupo de pesquisa encontrou um aumento de 27 a 31% nos riscos de infarto em mulheres tomando suplementos de cálcio sem a adição de vitamina D.
Muitas mulheres mais velhas fazem uso destes suplementos, com ou sem a adição de vitamina D, para manter os ossos fortes, principalmente porque há muito tempo tal prática vem sendo a recomendação médica padrão. Além disso, a gigantesca pesquisa americana Women’s Health Initiative (WHI) ainda não havia encontrado ligação entre o cálcio e a saúde do coração.

Entretanto, como destacam os autores do novo estudo, mais da metade das mulheres participantes da pesquisa americana já fazia uso de suplementos de cálcio além do que foi prescrito para o estudo, o que pode ter interferido nos resultados.

Para a análise recente, os pesquisadores observaram um total de 16.718 mulheres inscritas na pesquisa WHI que não faziam uso de suplementos de cálcio antes de participar do experimento. Como parte do protocolo do novo estudo, as participantes foram divididas aleatoriamente para tomar cálcio e vitamina D, apresentando um aumento modesto de 13 a 22% nos riscos de doenças cardiovasculares, principalmente o infarto. As mulheres do grupo controle não apresentaram variações de riscos.

Dados limpos

A causa contra o cálcio ganhou força quando os pesquisadores adicionaram dados de outros 13 experimentos não publicados, envolvendo quase 30.000 mulheres. Neste caso, foi observando um aumento de 20 a 35% nos riscos de infarto e de 15 a 20% nos riscos de AVC. Mesmo que os autores do novo estudo considerem que o aumento no risco poderia ser biologicamente plausível, já que o cálcio esta relacionado ao enrijecimento das artérias, outros especialistas discordam desta hipótese.

“Mesmo que o cálcio costume ser um indicador de inflamação, as lesões com o cálcio, na verdade, são mais estáveis, por isso as chances de infarto são menores quando os vasos sanguíneos estão menos calcificados”, explicou o Dr. Philip Houck, professor de medicina do Texas A&M Health Science Center College of Medicine.

Ele complementou que, além disso, os resultados podem ser estatisticamente - mas não clinicamente - significantes. “Se as mulheres têm uma boa razão para tomar cálcio por terem ossos finos, então elas não devem ter medo de fazê-lo”, disse Houck, que também é cardiologista na clínica Scott & White, no Texas.

Inconclusivo

Na opinião de Susan Bukata, professora de cirurgia ortopédica do Centro Médico da Universidade de Rochester, o estudo realmente não oferece informações suficientes para que uma conclusão definitiva seja tomada.

Entretanto, o acúmulo de evidências vem motivando a especialista a recomendar a seus pacientes a ingestão de cálcio através da própria alimentação, ao invés de lhes prescrever a suplementação de 1.200 miligramas diários. “Com a combinação de alimentação e suplementos, as mulheres deveriam estar ingerindo entre 1.000 a 1.500 miligramas diários”, disse ela.

Em um artigo que acompanha o estudo, os professores de medicina Bo Abrahamsen e Opinder Sahota escreveram que devido às limitações do estudo, “não é possível reconfirmar que os suplementos de cálcio com adição de vitamina D não causem eventos cardiovasculares adversos, ou ainda relacioná-los à certeza de aumento de riscos cardiovasculares. Fica claro que estudos complementares serão necessários e que o debate permanece aberto”.

Ignorar mentira ou sarcasmo pode ser sinal de demência

Descoberta favorece diagnóstico precoce e tratamento da doença

The New York Times


Pessoas que já não conseguem mais identificar mentiras e sarcasmo podem estar mostrando os primeiros sinais de demência, relataram pesquisadores da Universidade da Califórnia.

Segundo a equipe, as descobertas podem ajudar médicos a diagnosticar que tipo de demência o paciente tem e a começar um tratamento em estágio ainda inicial.

“Pacientes com diferentes tipos de demência apresentaram dificuldades em identificar a forma de sarcasmo usado no estudo”, disse Katherine P. Rankin, neuro-psicóloga e professora de neurologia que liderou a pesquisa.
Enquanto muitos participantes diagnosticados com demência detectaram facilmente uma mentira, aqueles com demência fronto-temporal não conseguiram identificar nem sarcasmo nem mentiras durante o estudo.

Os resultados da pesquisa devem ser apresentados no encontro anual da Academia Americana de Neurologia, em Honolulu. Estudos apresentados em encontros médicos são considerados preliminares até serem publicados em periódicos especializados e revisados por outros profissionais da área.

Estudo

Participaram do estudo 175 pessoas, a metade delas diagnosticadas com demência. Os participantes assistiram a vídeos de diálogos e, em diferentes partes do filme, uma das pessoas dizia uma mentira ou algo sarcástico. Segundo a equipe de pesquisa, os espectadores receberam dicas verbais e não verbais para ajudar a identificar as declarações falsas ou insinceras.

Em seguida, os participantes responderam a perguntas com respostas sim ou não sobre o que haviam visto. Participaram do estudo pessoas diagnosticadas com síndrome córtico-basal, paralisia supra-nuclear, esclerose lateral amiotrófica, Alzheimer e demência fronto-temporal, assim como indivíduos saudáveis. Os pesquisadores compararam os resultados de tomografias cerebrais, que mediram a perda de volume relacionada à demência.

Os participantes saudáveis identificaram facilmente as mentiras e o sarcasmo, mas aqueles com demência fronto-temporal encontraram dificuldades em distinguir os fatos de mentiras e sarcasmo. Participantes com outros tipos de demência – o Alzheimer, por exemplo – apresentaram melhores resultados neste teste, constatou a equipe de Rankin.

A pesquisadora remarcou que a habilidade de identificar mentiras está centrada no lóbulo frontal do cérebro, que se degenera com a demência fronto-temporal.

Ela explica que este declínio social pode ser um sinal inicial de demência fronto-temporal, o tipo mais comum da doença entre pessoas abaixo dos 65 anos de idade. Outros sinais iniciais podem ser mudanças dramáticas de comportamento e personalidade. Tais mudanças muitas vezes são interpretadas como sinais de depressão ou crise da meia idade, não sendo reconhecidas pela seriedade da condição que representam, observou Rankin.

“Nós queríamos saber se este teste poderia ser usado para termos uma ideia mais clara do tipo de demência de cada paciente”, disse ela, que complementou que a resposta foi afirmativa.

“Queremos conseguir identificar estes pacientes em estágios iniciais. Queremos que estes declínios sociais sejam identificados na verdade como uma doença – pois partes do cérebro estão entrando em estado degenerativo”, ela explicou.

A equipe de pesquisa ressaltou que pessoas que envelhecem sem sofrer degeneração neural geralmente não apresentam perda significativa da habilidade de identificar o sarcasmo e a trapaça.
Segundo Sam Gandy, diretor do Centro de Pesquisas do Alzheimer do Hospital Mount Sinai, de Nova York, “a neuro-anatomia pode nos surpreender”.

“Fenômenos aparentemente complexos muitas vezes podem ser localizados somente de forma bem sutil. A linguagem, a memória em curto prazo e o reconhecimento de si mesmo são alguns exemplos de fenômenos claramente complexos que podem ser profundamente afetados por lesões bem pequenas”, ele complementou.

O novo estudo oferece fortes evidências de que lesões surpreendentemente discretas – neste caso, aquelas causadas por transtornos neuro-degenerativos – podem suprimir a percepção do sarcasmo e da sinceridade, disse Gandy.

Ele explica: “O fato da Dra. Rankin e sua equipe terem tido a sabedoria de formular o problema adequadamente, para que o estudo pudesse ser conduzido, é um testemunho da extraordinária habilidade desta equipe como neurologistas clínicos”.

* Por Steven Reinberg

domingo, 15 de maio de 2011

Reclamações contra planos de saúde crescem 34% em SP

Do Metro

cidades@eband.com.br

 
As reclamações contra planos de saúde cresceram 34% no segundo semestre de 2010, em relação ao mesmo período em 2009. As queixas contra os planos aumentaram de 5.440 para 7.304. As informações são do Procon.

Uma das causas da insatisfação dos clientes é a falta de estabelecimentos credenciados. Em 2008, o Estado de São Paulo possuía 27.391 consultórios e 6.104 clínicas credenciadas aos planos.

Três anos depois, com 1,3 milhão de clientes a mais, o número de consultórios e clínicas caiu para 22.092 e 3.753, respectivamente.

Além disso, mesmo os médicos conveniados às operadoras de saúde privilegiam os atendimentos sem plano, que rendem consultas e procedimentos melhor remunerados. O tratamento diferenciado é uma orientação das entidades da categoria.

Com as brigas entre operadoras e profissionais da saúde, quem sai prejudicado é o cliente, que às vezes têm que esperar meses por consultas.

Conheça mitos e verdades sobre a gagueira

Da Redação

Quem nunca perdeu a fala ou esqueceu o que diria em seguida e passou pela dura experiência de gaguejar?
A gagueira, ou disfluência, como é clinicamente chamada, acontece quando o cérebro tem dificuldade para sinalizar o término de um som ou uma sílaba. Com isso, ele não consegue passar automaticamente para o próximo som, fazendo com que a pessoa consiga iniciar a palavra, mas "presa" em alguma sílaba até que o cérebro consiga gerar o comando necessário para dar prosseguimento ao restante da palavra.

Conheça alguns mitos e verdades sobre o problema:

-A gagueira é contagiosa ou pode-se ficar gago ao conviver com uma pessoa que têm este distúrbio da fala?

Mentira. A gagueira não é contagiosa e não “pega”. Portanto, não é transmitida pelo convívio com pessoas que gaguejam. Ninguém deve ter receio de conversar ou interagir com pessoas que gaguejam.

- A gagueira tem relação com a garganta ou com a língua?

Mentira. A gagueira é entendida como uma dificuldade do cérebro na temporalização e automatização dos movimentos da fala. Ela pode ser causada por múltiplos fatores, entre eles o genético. A gagueira pode ou não se manifestar, dependendo da interação com os fatores social e psicológico a que a pessoa é exposta, além do orgânico, no caso de lesões cerebrais.

- A gagueira tem cura?

Mentira. Até o momento, não há cura para a gagueira, no sentido de eliminar o caráter genético e/ou orgânico envolvido, mas há tratamentos com ótimos resultados e reduções significativas das rupturas da fala. No filme “O Discurso do Rei”, por exemplo, George VI teve sucesso em seu discurso, porém não é curado da gagueira. Ele passa a utilizar estratégias que facilitam a fluência e passa a “monitorar” a sua fala, tendo assim um bom resultado.
- Existem diferentes linhas de tratamento?
Verdade. Existem diferentes linhas de tratamento para a gagueira, visando à diminuição dos seus sintomas, como repetições, prolongamentos, pausas, bloqueios, entre outros. Por ser um distúrbio de fala, o tratamento adequado é o fonoaudiológico.

- Existe um aparelho para o tratamento da gagueira?

Verdade. Desde 2008, o SpeechEay é comercializado no Brasil. Usando o mecanismo do retorno auditivo alterado, por meio do atraso auditivo (delay) e da alteração da frequência da voz, o aparelho gera uma segunda voz e simula o efeito coro, um fenômeno natural que reduz a gagueira. É uma opção de tratamento importante, uma vez que pode ser de grande auxílio em situações agravantes para aqueles que gaguejam, como reuniões e apresentações em público.

- O aparelho usado para o tratamento da gagueira é inserido na orelha?

Verdade. O SpeechEasy é um dispositivo portátil, usado na orelha e confeccionado de forma personalizada para cada usuário. Ao contrário do que se pensa, o aparelho para gagueira deve ser usado na orelha e não na garganta ou na boca.

- No tratamento fonoaudiológico são utilizados os métodos de inserir bolas de gude na boca ou rolar no chão?

Mentira. Atualmente, esses dois exercícios não são aplicados no tratamento fonoaudiológico. No entanto, algumas estratégias ainda são utilizadas pelos fonoaudiólogos para facilitar a fluência, como a suavização das palavras, a diminuição da velocidade de fala e a modificação da gagueira.

- A pessoa com disfluência não gagueja quando canta?

Verdade. As pessoas com gagueira não costumam gaguejar durante o canto porque ele é processado no cérebro de forma diferente da fala espontânea, autoexpressiva. No canto, há pistas externas como ritmo, melodia e uma letra que já existe, auxiliando o cérebro e favorecendo a fluência.

- Uma pessoa normal deve completar a palavra ou frase ao conviver com um indivíduo que gagueja para ajudá-lo?

Mentira. As pessoas devem encorajar a pessoa que gagueja a falar, dando atenção e demonstrando interesse em conversar com ela. Não se deve pedir para a pessoa ter calma, pensar, respirar e falar devagar. Além disso, deve-se esperar que a pessoa que gagueja termine de falar, sem completar a fala dela, o que muitas vezes acontece de forma equivocada.

- Em momento de tensão, a pessoa com disfluência gagueja mais?

Verdade. A gagueira pode aumentar em momentos de tensão. Isso acontece inclusive com pessoas fluentes, que em uma situação de estresse, como falar em público, com um superior ou sobre um conteúdo que não domina, podem apresentar algumas disfluências. Os fatores psicológicos são aspectos importantes na fluência, não são a sua causa, mas interferem e podem aparecer como consequência do distúrbio.

- A pessoa com gagueira não pode ter um cargo de responsabilidade em uma empresa?

Mentira. Mesmo coma gagueira é possível liderar, ser respeitado, ser competente, reinar, ter destaque e ser alguém de sucesso, que enfrenta e supera obstáculos na vida, como qualquer outra pessoa.

Especialista esclarece os altos e baixos de uma vida bipolar

Da Redação


Winona Ryder no filme “Garota Interrompida” interpreta uma portadora do transtorno bipolar

“Sei exatamente como é querer morrer, como dói sorrir, como você tenta se ajustar e não consegue, como você se fere por fora tentando matar o que tem dentro”. A frase, proferida por Winona Ryder no filme “Garota Interrompida”, reflete com exatidão os sentimentos de um portador de uma doença crônica e sem cura: o transtorno bipolar.

O TAB (transtorno afetivo bipolar do humor) é caracterizado pela variação brusca e extrema de temperamento, na qual uma hora a pessoa está eufórica, feliz e satisfeita, e, no momento seguinte, em depressão profunda.

Muito se engana quem acha que o distúrbio é relativamente recente. Segundo o psiquiatra José Alberto Del Porto, professor titular da Unifesp, os primeiros relatos referentes à doença bipolar remontam há muitos séculos. “Na realidade, há descrições sobre a doença desde o século I D.C., feitos por Araeteus da Capadócia, sobre a unidade da doença maníaco depressiva”, diz.

A bipolaridade é caracterizada pela ocorrência das fases maníacas, depressivas e pelos estados mistos (sintomas de mania e depressão ao mesmo tempo). As classificações oficiais incluem o transtorno bipolar do tipo I (mania plena e depressão maior) e o transtorno bipolar do tipo II (depressão maior alternada com hipomania - pequena mania -, ou mania mitigada, de menor intensidade e duração). O transtorno bipolar do tipo II é o mais prevalente na população geral, porém ainda pouco diagnosticado.

De acordo com Del Porto, a prevalência do transtorno bipolar, em suas formas típicas (I e II), chega a 1,4% da população geral3. “No entanto, ao incluir nas estatísticas as formas mais brandas da doença - o chamado ‘espectro bipolar’-, a prevalência chega a 4,5% da população geral, o que faz do transtorno bipolar um verdadeiro problema de saúde pública”, alerta.

Possuidora de uma carga genética amplamente reconhecida, a doença pode ocorrer não só na fase adulta, mas em qualquer fase na vida. “Embora se inicie geralmente no adulto jovem, o TAB pode começar também na infância e na adolescência. Nessa faixa etária, os episódios podem apresentar oscilações muito rápidas do humor, entre depressão e mania, muitas vezes no mesmo dia”.

Nesses casos, o diagnóstico deve ser realizado por psiquiatras em conjunto com psicopedagogos. “A enfermidade também acomete os idosos, motivada, na maioria das vezes, por causas orgânicas como as várias formas de demência comuns com o avanço da idade”.

A detecção do transtorno bipolar exige tempo, investigação cuidadosa e, muitas vezes, entrevistas com os familiares do paciente. O diagnóstico precoce é importante, pois pode prevenir recorrências futuras e deterioração da qualidade de vida.

“O diagnóstico não pode ser feito de forma ampla. É preciso levar em consideração uma série de critérios, como a duração dos sintomas, alteração no funcionamento do organismo, mudanças no relacionamento social, entre outros. Apesar de não ter cura, é possível prevenir os episódios com o tratamento adequado, que inclui medicamentos estabilizadores do humor e acompanhamento psicoterápico”, orienta o especialista.

Aprender a viver com uma condição crônica não é impossível. O psiquiatra ressalta a importância da adoção de alguns hábitos que os portadores de transtorno afetivo bipolar podem adotar no seu cotidiano para ajudá-los a conviver com a doença.

“É muito importante a educação do paciente e de seus familiares quanto à necessidade da adesão ao tratamento. Dormir e acordar em horários regulares e evitar os trabalhos em turnos é recomendável, uma vez que o bipolar costuma trocar o dia pela noite. Também é indicado evitar o consumo de álcool, cafeína, cigarros e drogas, como maconha e cocaína, que podem precipitar crises”, diz.

“Outra sugestão é participar de grupos de psicoeducação, que auxiliam e ensinam o paciente a lidar com a doença e prevenir suas recorrências”, conclui o médico.