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segunda-feira, 16 de maio de 2011

Carnes processadas elevam risco de doença vascular

Salsichas e outros tipos de carne processada aumentam o risco de doenças vasculares, segundo estudo americano divulgado pela BBC.

Londres, (EFE).- Após analisar vários estudos que tiveram participação de mais de um milhão de voluntários, uma equipe da Universidade de Harvard chegou à conclusão de que o consumo de apenas 50 gramas de carne processada por dia aumenta também o risco de diabetes.

Consumir o dobro de carne que não passou por processamento não causa os mesmos riscos, apesar de os dois tipos de alimentos terem quantidade semelhante de impurezas.

Por isso, os cientistas, que publicaram seu estudo no jornal acadêmico "Circulation", acreditam na hipótese de o sal e os conservantes utilizados na carne processada (que inclui cortes defumados, curados ou salgados) serem os responsáveis pelo aumento dos riscos.

O sal pode aumentar a pressão sanguínea em algumas pessoas, enquanto em experimentos com animais foi demonstrado que os conservantes de nitrato podem contribuir para a arteriosclerose e reduzem a tolerância à glicose.

Segundo o estudo, o consumo diário de 50 gramas de carne processada por dia, o equivalente a uma salsicha ou uma porção de bacon, aumenta em 42% o risco de desenvolver uma doença cardiovascular e em 19% o de diabetes.

Carne de porco é tão saudável quanto carne de frango ou bovina

Alguns cortes podem conter até 50% menos colesterol e gordura


Embora o consumo de carne suína no Brasil tenha crescido 28,8% nos últimos nove anos, segundo dados da Abipecs (Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína) em comparação com o aumento mundial, de 87%, ele é considerado pouco expressivo.

As razões para o baixo consumo são principalmente a preocupação com a saúde e a boa forma, segundo pesquisa da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEARP) da Universidade de São Paulo (USP). O estudo, comandado pela administradora Maria Stella B. L. de Melo Saab, revela que o consumidor ainda acredita que o animal transmite muitas doenças e que a carne é mais gordurosa.

“A carne de porco mudou muito nos últimos anos, a começar pela criação do animal. Antes ele comia lavagem, hoje é ração qualificada. Além disso, há um controle de higiene muito maior”, afirma Jaqueline Bernardini, nutricionista e consultora em Personal Diet.

Carne de frango X carne de porco

A nova alimentação do porco trouxe à mesa um corte mais magro e mais rico em vitaminas e sais minerais, segundo os especialistas. De acordo com o Serviço de Inspeção e Segurança Alimentar norte-americano, a carne suína está até 50% mais magra do que há 25 anos.

“A carne chega a ter menos colesterol e menos gordura do que alguns cortes de frango, que é uma carne branca”, afirma Jaqueline. Se compararmos o lombo, uma das partes mais magras da carne suína, com a sobrecoxa de frango, sem dúvida o porco seria o recomendado".

Segundo ela, a cada 100 gramas, o lombo contem seis miligramas de gordura e 103 miligramas de colesterol, enquanto o frango, na mesma quantidade, apresenta 12 miligramas de gordura e 145 miligramas de colesterol.

Quando comparada com a carne bovina, no entanto, o porco ganha em termos de gordura, mas perde ao contabilizar o colesterol. "A alcatra tem 12 gramas de gordura, e a maior parte dela é composta por gordura saturada, aquela que faz mal para a saúde. O colesterol fica em torno de 90 gramas", explica Jaqueline.

Os suínos também vêm ganhando espaço frente aos frangos por conta da polêmica utilização de hormônios de crescimentos nas aves. “Se eu quero evitar ingerir uma carne com hormônio, o porco é uma ótima opção”, garante Daniela Jobst, nutricionista da Clínica Nutri Jobst, em São Paulo.

Os cortes magros são pernil, lombo e paleta e podem ser inseridos na dieta duas ou três vezes por semana, garantindo uma maior variedade alimentar. Os benefícios à saúde são muitos. “Tem principalmente proteína animal e vitaminas do complexo B, que ajudam a ativar o metabolismo, a disposição, a manter o intestino em dia”, diz Jobst.

Jaqueline completa: “A vitamina B é essencial para certas funções no nosso corpo, ela atua no sistema imunológico e no sistema circulatório.”

Doenças parasitárias

A melhoria nas condições de crescimento do animal é um avanço, mas ainda não é garantia de que a carne esteja livre de parasitas. Por isso, a recomendação é sempre consumi-la bem cozida (preparada acima dos 71ºC) e, de preferência, comprar cortes certificados e de origem controlada.

“O cozimento é capaz de matar os parasitas causadores da cisticercose, que também estão presentes na carne bovina e até na salada. É bom dizer que as chances de contaminação são iguais nesses outros alimentos”, alerta a nutricionista Daniela Jobst.

O Serviço de Inspeção e Segurança Alimentar norte-americano aconselha o consumo de carnes frescas em até três dias e de carne descongelada no mesmo dia.

Soja é tão poderosa quanto arroz com feijão

Grão desponta como super alimento. Suas propriedades, porém, são similares ao tradicional prato brasileiro


Ela não é nova, tampouco desconhecida da população (o Brasil é o segundo maior produtor de soja no mundo), mas ganhou espaço na indústria alimentícia recentemente, que viu no pequeno grão um novo filão para vender saúde.

Embora seja, por definição, um alimento completo, rico em proteína, carboidratos, ácidos graxos e vitaminas – a soja é tão poderosa quanto o tradicional arroz com feijão, revela José Lara Neto, vice-presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran).

“É o feijão e arroz com um pouco mais de vitaminas e ácidos graxos. Quem começa a incluir a soja na alimentação, deixa de comer gordura e carne vermelha. Ela é um substituto imediato para a carne, tem as mesmas quantidades de proteína. A reeducação resulta em saúde. Em uma dieta, é mais importante considerar aquilo que você deixa de comer, do que aquilo que é ingerido.”

Na visão do especialista, a oferta excessiva de produtos à base de soja não tem força para mudar uma questão cultural dos brasileiros, o que justifica o índice ainda baixo de consumo do produto no País, apesar da robusta produção nacional.

“Fomos educados a comer arroz com feijão, é quase obrigatório e extremamente benéfico. O ser humano pode viver só com arroz e feijão, mas não consegue sobreviver apenas de soja. Ela é ótima, mas não faz milagres. Quem não come não morrerá mais cedo, nem é descuidado ou menos saudável.”

Benefícios pontuados

A soja pertence à familia das leguminosas, ou seja, é prima do feijão, da lentilha, ervilha e do grão de bico. É rica em proteínas, lipídios, fibras e sais mineirais, além de conter vitaminas do complexo B, item pouco presente nos alimentos de origem vegetal - e um dos fatores que a faz especial, endossa Heloísa Guarita Padilha, diretora da consultoria RG Nutri.

"Uma dieta rica em soja favorece o funcionamento do intestino, o que previne o câncer de cólon. Ajuda a reduzir o mau colesterol, diminuindo as taxas de LDL. Por ser rica em fibras, promove saciedade, o que é indispensável no controle do peso. É também um ótimo substituto do leite para os intolerantes à lactose."

Acredita-se também que o alimento reduza os riscos de câncer de mama, colo do útero e de próstata. A tese está diretamente relacionada aos baixos índices dessas doenças em países asiáiticos, onde o consumo diário de soja é elevadíssimo (mais de 300 gramas por pessoa).
Soja nelas

Defensor do consumo irrestrito de soja, José Marcos de Bourbon Gontijo Mandarino, químico da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), enaltece o valor do alimento para a saúde da mulher.

Segundo o pesquisador, as isoflavonas, substâncias que apresentam composição semelhante ao hormônio feminino, o estrógeno, usadas na reposição hormonal, também são excelentes para minimizar os sintomas típicos da menopausa – fogacho, suor noturno, diminuição da libido, cefaleia e queda de cabelo.

“É um super alimento para as mulheres em todas as etapas da vida, principalmente para aliviar crises de tensão pré-menstrual (TPM) e os tradicionais sintomas do climatério.”

De fato, a soja é a mais importante fonte de fitoestrôgeno, e uma alternativa bastante eficaz à reposição hormonal. Lara Neto, porém, freia o ufanismo na defesa do alimento. Na visão do vice-presidente da Abran, os sintomas típicos da menopausa não são universais.

“A soja é boa para o climatério, mas não excelente. Os transtornos da menopausa só aparecem de forma tão acentuada quando há um terreno favorável. Nem todas as mulheres terão esse quadro."

Sem recortes

A presença de hormônios femininos naturais é benéfica para homens e mulheres, sem restrição de consumo por gênero ou idade. “A linhaça também tem isoflavonas, é muito semelhante, elas não enganam os receptores hormonais masculinos. A atividade é débil, muito fraca para provocar alteração, feminilidade nos homens.”

Mandarino reforça o alerta, e assevera: “São mitos descabíveis que circulam por aí. Se provocasse alguma alteração, não existiriam mais homens na China, por exemplo, onde o consumo é elevadíssimo."

Como incorporar

Alguns especialistas recomendam o consumo de 25 gramas de soja por dia. Lara Neto, porém, rechaça números universais e explica que o alimento deve ser combinado aos poucos, sempre substituindo outros produtos, e ingerido três vezes por semana, ao menos. "Temos 390 calorias para 100 gramas. É um produto calórico. Antes de sair comendo soja, é preciso orientação e recomendação de um especialista. Há inúmeras formas de incorporá-la na dieta, mantendo o prazer em comer."

Suplementos de cálcio podem colocar o coração em risco

Compostos elevam as chances de infartos nas mulheres. Segundo especialistas, o cálcio proveniente dos alimentos é mais seguro


Novas evidências apontam que os suplementos de cálcio, usados na prevenção de deterioração óssea, podem, na verdade, colocar em risco a saúde do coração das mulheres. A afirmação faz parte de um recente estudo, lançado no dia 19 de abril no periódico cientifico British Medical Jornal (BMJ).

Embora representem um alerta, sejam coerentes com os resultados de pesquisas anteriores, as conclusões não representam, necessariamente, uma sentença de morte para os suplementos de cálcio, dizem os autores.
“Há uma falta de consenso no momento sobre quais recomendações devem ser seguidas em relação à suplementação de cálcio”, disse Ian Reid, autor do estudo. Apesar da cautela, ele não esconde a grande expectativa de que os novos resultados tenham um impacto significante sobre as recomendações.

“O que nós recomendamos é uma revisão rigorosa do uso dos suplementos de cálcio, já que os dados deste trabalho sugerem que eles causem mais danos do que benefícios”, complementou Reid, que também é professor de medicina e endocrinologia da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia.

“De agora em diante, a medida mais cautelosa é encorajar as pessoas a obterem o cálcio através da alimentação e não através dos suplementos, já que o cálcio presente nos alimentos não apresentou este grande risco ao coração”, justificou o especialista.

Incertezas

Uma meta-análise recentemente conduzida pelo mesmo grupo de pesquisa encontrou um aumento de 27 a 31% nos riscos de infarto em mulheres tomando suplementos de cálcio sem a adição de vitamina D.
Muitas mulheres mais velhas fazem uso destes suplementos, com ou sem a adição de vitamina D, para manter os ossos fortes, principalmente porque há muito tempo tal prática vem sendo a recomendação médica padrão. Além disso, a gigantesca pesquisa americana Women’s Health Initiative (WHI) ainda não havia encontrado ligação entre o cálcio e a saúde do coração.

Entretanto, como destacam os autores do novo estudo, mais da metade das mulheres participantes da pesquisa americana já fazia uso de suplementos de cálcio além do que foi prescrito para o estudo, o que pode ter interferido nos resultados.

Para a análise recente, os pesquisadores observaram um total de 16.718 mulheres inscritas na pesquisa WHI que não faziam uso de suplementos de cálcio antes de participar do experimento. Como parte do protocolo do novo estudo, as participantes foram divididas aleatoriamente para tomar cálcio e vitamina D, apresentando um aumento modesto de 13 a 22% nos riscos de doenças cardiovasculares, principalmente o infarto. As mulheres do grupo controle não apresentaram variações de riscos.

Dados limpos

A causa contra o cálcio ganhou força quando os pesquisadores adicionaram dados de outros 13 experimentos não publicados, envolvendo quase 30.000 mulheres. Neste caso, foi observando um aumento de 20 a 35% nos riscos de infarto e de 15 a 20% nos riscos de AVC. Mesmo que os autores do novo estudo considerem que o aumento no risco poderia ser biologicamente plausível, já que o cálcio esta relacionado ao enrijecimento das artérias, outros especialistas discordam desta hipótese.

“Mesmo que o cálcio costume ser um indicador de inflamação, as lesões com o cálcio, na verdade, são mais estáveis, por isso as chances de infarto são menores quando os vasos sanguíneos estão menos calcificados”, explicou o Dr. Philip Houck, professor de medicina do Texas A&M Health Science Center College of Medicine.

Ele complementou que, além disso, os resultados podem ser estatisticamente - mas não clinicamente - significantes. “Se as mulheres têm uma boa razão para tomar cálcio por terem ossos finos, então elas não devem ter medo de fazê-lo”, disse Houck, que também é cardiologista na clínica Scott & White, no Texas.

Inconclusivo

Na opinião de Susan Bukata, professora de cirurgia ortopédica do Centro Médico da Universidade de Rochester, o estudo realmente não oferece informações suficientes para que uma conclusão definitiva seja tomada.

Entretanto, o acúmulo de evidências vem motivando a especialista a recomendar a seus pacientes a ingestão de cálcio através da própria alimentação, ao invés de lhes prescrever a suplementação de 1.200 miligramas diários. “Com a combinação de alimentação e suplementos, as mulheres deveriam estar ingerindo entre 1.000 a 1.500 miligramas diários”, disse ela.

Em um artigo que acompanha o estudo, os professores de medicina Bo Abrahamsen e Opinder Sahota escreveram que devido às limitações do estudo, “não é possível reconfirmar que os suplementos de cálcio com adição de vitamina D não causem eventos cardiovasculares adversos, ou ainda relacioná-los à certeza de aumento de riscos cardiovasculares. Fica claro que estudos complementares serão necessários e que o debate permanece aberto”.

Ignorar mentira ou sarcasmo pode ser sinal de demência

Descoberta favorece diagnóstico precoce e tratamento da doença

The New York Times


Pessoas que já não conseguem mais identificar mentiras e sarcasmo podem estar mostrando os primeiros sinais de demência, relataram pesquisadores da Universidade da Califórnia.

Segundo a equipe, as descobertas podem ajudar médicos a diagnosticar que tipo de demência o paciente tem e a começar um tratamento em estágio ainda inicial.

“Pacientes com diferentes tipos de demência apresentaram dificuldades em identificar a forma de sarcasmo usado no estudo”, disse Katherine P. Rankin, neuro-psicóloga e professora de neurologia que liderou a pesquisa.
Enquanto muitos participantes diagnosticados com demência detectaram facilmente uma mentira, aqueles com demência fronto-temporal não conseguiram identificar nem sarcasmo nem mentiras durante o estudo.

Os resultados da pesquisa devem ser apresentados no encontro anual da Academia Americana de Neurologia, em Honolulu. Estudos apresentados em encontros médicos são considerados preliminares até serem publicados em periódicos especializados e revisados por outros profissionais da área.

Estudo

Participaram do estudo 175 pessoas, a metade delas diagnosticadas com demência. Os participantes assistiram a vídeos de diálogos e, em diferentes partes do filme, uma das pessoas dizia uma mentira ou algo sarcástico. Segundo a equipe de pesquisa, os espectadores receberam dicas verbais e não verbais para ajudar a identificar as declarações falsas ou insinceras.

Em seguida, os participantes responderam a perguntas com respostas sim ou não sobre o que haviam visto. Participaram do estudo pessoas diagnosticadas com síndrome córtico-basal, paralisia supra-nuclear, esclerose lateral amiotrófica, Alzheimer e demência fronto-temporal, assim como indivíduos saudáveis. Os pesquisadores compararam os resultados de tomografias cerebrais, que mediram a perda de volume relacionada à demência.

Os participantes saudáveis identificaram facilmente as mentiras e o sarcasmo, mas aqueles com demência fronto-temporal encontraram dificuldades em distinguir os fatos de mentiras e sarcasmo. Participantes com outros tipos de demência – o Alzheimer, por exemplo – apresentaram melhores resultados neste teste, constatou a equipe de Rankin.

A pesquisadora remarcou que a habilidade de identificar mentiras está centrada no lóbulo frontal do cérebro, que se degenera com a demência fronto-temporal.

Ela explica que este declínio social pode ser um sinal inicial de demência fronto-temporal, o tipo mais comum da doença entre pessoas abaixo dos 65 anos de idade. Outros sinais iniciais podem ser mudanças dramáticas de comportamento e personalidade. Tais mudanças muitas vezes são interpretadas como sinais de depressão ou crise da meia idade, não sendo reconhecidas pela seriedade da condição que representam, observou Rankin.

“Nós queríamos saber se este teste poderia ser usado para termos uma ideia mais clara do tipo de demência de cada paciente”, disse ela, que complementou que a resposta foi afirmativa.

“Queremos conseguir identificar estes pacientes em estágios iniciais. Queremos que estes declínios sociais sejam identificados na verdade como uma doença – pois partes do cérebro estão entrando em estado degenerativo”, ela explicou.

A equipe de pesquisa ressaltou que pessoas que envelhecem sem sofrer degeneração neural geralmente não apresentam perda significativa da habilidade de identificar o sarcasmo e a trapaça.
Segundo Sam Gandy, diretor do Centro de Pesquisas do Alzheimer do Hospital Mount Sinai, de Nova York, “a neuro-anatomia pode nos surpreender”.

“Fenômenos aparentemente complexos muitas vezes podem ser localizados somente de forma bem sutil. A linguagem, a memória em curto prazo e o reconhecimento de si mesmo são alguns exemplos de fenômenos claramente complexos que podem ser profundamente afetados por lesões bem pequenas”, ele complementou.

O novo estudo oferece fortes evidências de que lesões surpreendentemente discretas – neste caso, aquelas causadas por transtornos neuro-degenerativos – podem suprimir a percepção do sarcasmo e da sinceridade, disse Gandy.

Ele explica: “O fato da Dra. Rankin e sua equipe terem tido a sabedoria de formular o problema adequadamente, para que o estudo pudesse ser conduzido, é um testemunho da extraordinária habilidade desta equipe como neurologistas clínicos”.

* Por Steven Reinberg