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quarta-feira, 18 de maio de 2011

Americano vai à TV falar sobre sua suposta cura do vírus do HIV

Um morador de San Francisco, na Califórnia, que em 2005 descobriu que tinha contraído o vírus HIV, deu uma entrevista a um programa de televisão reafirmando estar totalmente curado, meses depois da publicação de um estudo que sustentava que o paciente "mostrava evidências" de sua recuperação.

"Estou curado do vírus do HIV", disse na segunda-feira (16) Timothy Ray Brown, de 45 anos, em declarações à emissora local CBS 5, reproduzidas nesta terça-feira pela imprensa.

O caso foi revelado no ano passado, quando um grupo de pesquisadores da Alemanha dizia ter evidências da cura depois de utilizar células-tronco adultas.

"Nossos resultados sugerem que o paciente se curou do vírus do HIV", disseram os autores do estudo publicado na edição de dezembro de 2010 da revista científica "Blood", que ratifica um relatório anterior sobre o tema publicado em fevereiro de 2009.

Brown teve que ser submetido a um tratamento contra leucemia mieloide e, por isso, necessitou passar por um transplante de células-tronco de um doador que possuía um gene hereditário pouco comum, associado à redução do risco de contrair o HIV.

Os médicos do Hospital Médico Universitário da Caridade, em Berlim, na Alemanha, selecionaram as células-tronco do tipo CD4, que não possuem o receptor CCR5, necessário para que o vírus se propague pelo organismo.

Antes do transplante, Brown foi submetido a quimioterapia e radioterapia.

Brown teve uma recaída da leucemia 13 meses mais tarde e foi submetido a um novo transplante de células-tronco do mesmo doador. O paciente assegura não ter tomado nenhum tipo de medicação desde então.

Em 2009, "The New England Journal of Medicine" informou que, após 20 meses sem tomar os antirretrovirais, não havia sinais de HIV em seu organismo.

Os especialistas, no entanto, lembram que se trata de um tratamento custoso e "arriscado", que não pode ser aplicado em todos os pacientes e que não se trata de uma cura definitiva para a Aids.

Fisioterapia ajuda na recuperação de pacientes com câncer, diz especialista

Da Redação


O paciente com câncer possui uma série de necessidades que integram o tratamento médico. Aspectos psicológicos, sociais e espirituais do ser humano devem ser levados em consideração e o paciente precisa ser tratado em sua integralidade.

A fisioterapia e a reabilitação estão inseridas neste contexto e são práticas necessárias para a recuperação de alguns pacientes oncológicos que passaram por cirurgia ou sessões de radioterapia e quimioterapia. “Procuramos atender o paciente em sua totalidade, promovendo a reabilitação, avaliando a dor e visando a sua recuperação o mais rápido possível”, afirma a fisioterapeuta Priscila Mendoza, do IPC (Instituto Paulista de Cancerologia).

As terapias complementares realizadas em conjunto com a fisioterapia convencional são terapias de pedras quentes, tratamento com argila e hidratação facial e corporal. A fisioterapeuta explica que “para cada paciente um plano de ação específico é desenvolvido com uma ou mais técnicas associadas. Acredito que a fisioterapia promove muitos benefícios, relaxamento, diminuição de dor, melhorando a qualidade de vida e tentando também amenizar os efeitos da quimioterapia e da radioterapia”, diz.

Uma pesquisa realizada na Universidade de Harvard revela que 42% dos pacientes oncológicos norte-americanos utilizam pelo menos um tratamento complementar em conjunto com o tratamento tradicional. No Brasil, este número é ainda maior. 48% dos pacientes com câncer associam terapias complementares à medicina convencional. "Não se trata apenas de eliminar o tumor. O bem estar e a qualidade de vida devem ser observados com rigor. Os benefícios para o paciente são enormes", comenta o cirurgião oncológico Ricardo Antunes, diretor do IPC e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cancerologia.

Cerca de 80 % dos pacientes atendidos no Centro de Medicina Integrada do IPC são mulheres em tratamento do câncer de mama. “A associação das técnicas convencionais de fisioterapia com técnicas complementares é muito importante para a recuperação dos movimentos do braço”, diz Priscila.

A fisioterapeuta lembra ainda que é importante diferenciar terapias complementares de terapias alternativas. As primeiras complementam o tratamento convencional e têm mostrado excelentes resultados. Já as terapias alternativas são tratamentos não aprovados realizados com o intuito de substituir o tratamento convencional podendo ser prejudiciais ao paciente.

http://www.band.com.br/jornalismo/saude/conteudo.asp?ID=100000432612

Café diminui em até 25% o risco de derrame em mulheres

Da Redação


Uma pesquisa divulgada pela revista “Stroke” na quinta-feira revelou que mulheres que bebem mais do que uma xícara de café por dia podem diminuir o risco de um derrame cerebral em até 25%.

O estudo acompanhou durante dez anos a dieta de 35 mil mulheres. A conclusão de pesquisadores é que a bebida tem efeito antioxidante, diminui inflamações e reduz a resistência à insulina, o que previne a doença.

Estudo aponta que café reduz risco de câncer de próstata

Da AFP
Para reduzir os riscos de desenvolver um câncer de próstata, quanto mais café melhor, indica um novo estudo publicado nesta terça-feira por pesquisadores da Harvard School of Public Health.

Homens que bebem seis ou mais xícaras de café por dia apresentaram uma redução de 60% no risco de desenvolver um tipo extremamente letal de câncer de próstata, e uma redução de 20% no risco de sofrer com qualquer tipo de câncer de próstata em relação a homens que não consomem a bebida.

Até aqueles que bebem apenas entre uma e três xícaras por dia já se beneficiam com uma queda de 30% do risco de ter o tipo mais letal do câncer de próstata.


"Poucos estudos analisaram especificamente a relação entre o consumo de café e o risco de câncer de próstata letal, a forma mais violenta da doença, que é praticamente impossível de prevenir", destacou Lorelei Mucci, professora de Harvard e principal autora do trabalho.

"Nosso estudo é o maior até hoje a examinar se o café é capaz de reduzir o risco de câncer de próstata letal", acrescentou.

Segundo os pesquisadores, os efeitos são os mesmos para o café descafeinado, o que leva a crer que o benefício está associado às propriedades antioxidantes e antiinflamatórias do café.

O câncer de próstata é a forma mais comum da doença diagnosticada anualmente entre os americanos, e as estimativas calculam que um em cada seis homens terá câncer de próstata ao longo da vida nos Estados Unidos.

Os principais fatores de risco associados à doença são as dietas ricas em gordura, consumo exacerbado de álcool e a exposição a produtos químicos, além da hereditariedade.

O estudo acompanhou 47.911 homens, que forneceram aos pesquisadores informações sobre seus hábitos de consumo de café entre 1996 e 2008.

Ao longo da pesquisa, 5.035 deles desenvolveram câncer de próstata, incluindo 642 casos letais.

Primeiro antirretroviral genérico produzido no Brasil já está no mercado

Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O primeiro medicamento genérico contra aids produzido por um laboratório público brasileiro já está no mercado. O genérico do antirretroviral Tenofovir está sendo produzido pela Fundação Ezequiel Dias, por meio de parceria público-privada (PPP), com o objetivo de reduzir gastos governamentais com medicamentos considerados estratégicos para o Sistema Único de Saúde (SUS). As informações são da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Atualmente, cerca de 64 mil pessoas portadoras do vírus da aids e 1,5 mil diagnosticadas com algum tipo de hepatite fazem uso do remédio. Com o genérico do Tenofovir, dez dos 20 antirretrovirais oferecidos pela rede pública são fabricados no Brasil.

Os custos de pesquisa para a produção do medicamento ultrapassaram R$ 25 milhões. A estimativa é que a produção nacional do antirretroviral gere uma economia de cerca de R$ 80 milhões por ano aos cofres públicos.