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quinta-feira, 19 de maio de 2011

Tosse não deve ser medicada sem orientação médica; saiba como tratá-la

Da Redação

A tosse já é considerada por muitos uma reação normal, corriqueira. Algumas pessoas já se acostumaram com este sintoma e não procuram auxilio médico. O diretor de assuntos científicos da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT), Oliver Nascimento, alerta que ninguém nasce tossindo.


“Esse sintoma é sinal de que há alguma coisa errada nas vias respiratórias. É um mecanismo de defesa do organismo contra uma inflamação, irritação ou infecção nas vias aéreas, que seguem do nariz ao pulmão.”

Por isso, nenhum medicamento que iniba a tosse deve ser tomado sem orientação médica. Essas substâncias podem mascarar doenças graves cujo primeiro sintoma é a tosse, como tuberculose, câncer de pulmão, asma, rinossinusite crônica, doença do refluxo gastroesofágico e a DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica). “Há casos em que inibidores de tosse são indicados pelos médicos, mas são casos específicos, de tosses residuais, ou seja, quando a gripe já foi tratada, mas o quadro de tosse persiste”, explica o médico pneumologista.

Ele ainda alerta para os riscos da automedicação. “Todos os xaropes com comprovação científica de melhora só podem ser vendidos sobre prescrição médica. Porém, ainda são vendidos medicamentos sem a devida comprovação”.

Quando procurar atendimento médico?

Segundo Oliver, como a tosse é sempre sintoma de outras doenças, é importante procurar um médico assim que ela começar. “Quanto mais precoce for o diagnóstico, mais rápido o tratamento começa e maiores são as chances de sucesso” explica.

Nas crianças e nos bebês, o quadro de tosse é bem comum, pois eles ficam resfriados frequentemente. “Nesta faixa etária, a tosse geralmente é sintoma de infecções respiratórias. Assim que os sintomas aparecem, as mães já levam ao pediatra. É exatamente essa a atitude recomendada”, comenta o doutor. Em casos mais raros, a tosse pode ser sintoma da aspiração de algum corpo estranho ou produto químico.

Nas crianças e nos bebês, o quadro de tosse é bem comum, pois eles ficam resfriados frequentemente. “Nesta faixa etária, a tosse geralmente é sintoma de infecções respiratórias. Assim que os sintomas aparecem, as mães já levam ao pediatra. É exatamente essa a atitude recomendada”, comenta o doutor. Em casos mais raros, a tosse pode ser sintoma da aspiração de algum corpo estranho ou produto químico.

Médico propõe aprofundar medidas na área do tratamento psiquiátrico no Brasil

Paulo Virgilio
Repórter da Agência Brasil

Brasília - Aprofundar com a sociedade a discussão sobre o novo modelo assistencial no campo da saúde mental e a compreensão do que significam os transtornos nessa área deve ser a próxima etapa da luta pela reforma psiquiátrica no Brasil. A afirmação é do médico Paulo Amarante, pesquisador na Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, da Fundação Oswaldo Cruz (Ensp/Fiocruz), e autor do livro Saúde Mental e Atenção Psicossocial, que está em sua terceira edição.

No Dia Nacional de Luta Antimanicomial, comemorado hoje (18), Amarante, um dos pioneiros do combate à violência psiquiátrica no país, ressalta como altamente positivo o fato de o país ter hoje mais de 1.500 serviços abertos, os chamados centros de Atenção Psicossocial, onde o paciente é tratado na própria comunidade e se incorpora a projetos sociais, culturais e políticos.

“Há 20 anos, o Brasil tinha praticamente como tratamento psiquiátrico os hospitais – instituições fechadas, muito mal tratadas e abandonadas - , como ficou demonstrado no clássico documentário Em Nome da Razão, do cineasta Helvécio Ratton”, lembra o médico. Ele afirma, no entanto, que ainda há no país muitos hospitais psiquiátricos onde a violência ainda é a norma, como os de Sorocaba (SP) e Cachoeiro do Itapemirim (ES).

Para Paulo Amarante, é preciso ir mais além da luta antimanicomial, ajudando a sociedade a superar preconceitos com relação aos portadores de transtornos mentais. “As pessoas têm a ideia de que alguém com um transtorno mental é agressivo, é perigoso. Isso tudo são preconceitos que foram sendo construídos ao longo da história. Na verdade, são pessoas como nós, um ou outro com maior problema, mas isso não impede que tenham um outro lado desejoso de trabalhar, de participar de projetos”, disse.

O pesquisador da Fiocruz destaca a importância de políticas públicas como o projeto do Ministério da Cultura, lançado pelo então ministro Gilberto Gil, Loucos pela Diversidade. “Todos falam na importância de nomes como Arthur Bispo do Rosário e Fernando Diniz, grandes artistas plásticos que morreram em hospitais psiquiátricos, mas não havia uma política para dar visibilidade à obra dessas pessoas em vida”, ressalta Paulo Amarante.

Ainda no Rio, a Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil comemorou o Dia Nacional de Luta Antimanicomial com o evento Por uma Sociedade sem Manicômios em Defesa do SUS e da Vida!, que ocorre até as 20 horas, na Cinelândia, no centro da cidade. Segundo a secretaria, nos últimos anos, o município do Rio de Janeiro obteve avanços na área de saúde mental e foi pioneiro na instauração da bolsa de incentivo à desospitalização para que os pacientes psiquiátricos retornem ao convívio familiar.

Como resultado da política atual, em 2010 foram inaugurados os dois primeiros Caps - Centro de Atenção Psicossocial - com funcionamento 24 horas. As novas unidades permitiram, de acordo com a secretaria, um decréscimo até 50% das internações nas emergências dos hospitais psiquiátricos.

Outro grande avanço na luta antimanicomial apontado pela Secretaria Municipal de Saúde é a implantação das residências terapêuticas e moradias assistidas. Atualmente, a cidade conta com 32 residências e quatro moradias, onde são assistidos 184 pacientes, a maioria pessoas que passaram anos internadas.

Tratamento da saúde mental não pode ser centrado nos Caps, alerta presidente da ABP

Gilberto Costa
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), Antônio Geraldo da Silva, alertou hoje (18) para a necessidade do atendimento a pessoas com doenças mentais ser feito em rede. “As pessoas estão ficando anos em atendimento nos Caps [centros de Atenção Psicossocial]. A assistência exclusiva assim é um erro. O atendimento é para ser feito em rede”, disse ao lembrar que os pacientes com transtornos mentais ou com dependência química, mesmo em caso de internação, devem ter alta médica planejada e reabilitação psicossocial assistida, conforme prevê a Lei 10.216.

À época da promulgação (4/6/2001), a lei foi comemorada como uma vitória dos movimentos sociais. Hoje, Dia de Luta Antimanicomial, a aprovação da lei foi lembrada pelos movimentos. “A população queria qualidade de serviço”, afirma o presidente da ABP ao dizer que a “lei é perfeita” e que os médicos psiquiatras “são antimanicomiais por natureza”.

Geraldo da Silva, no entanto, ressalta que a lei não foi implementada completamente. “Tenta marcar um atendimento”, sugere, ao lamentar que o atendimento psicossocial ainda não funciona eficazmente no sistema público. “Se você tem dinheiro, consegue melhor tratamento”, diz ao comentar que no sistema privado os pacientes têm “atendimento de primeiro mundo”.

“Os direitos e a proteção das pessoas acometidas de transtorno mental, de que trata esta lei, são assegurados sem qualquer forma de discriminação quanto à raça, cor, ao sexo, à orientação sexual, religião, opção política, nacionalidade, idade,família, aos recursos econômicos e ao grau de gravidade ou tempo de evolução de seu transtorno, ou qualquer outra”, estabelece o Artigo 1º.

Para o coordenador de Saúde Mental do Distrito Federal (ligado ao governo local), Augusto Cesar, a efetivação da lei “depende da vontade política”, e se não houver estruturação de uma rede diversificada de serviços para a cada fase de tratamento a assistência “fica muito frágil”. Ele pondera que a crítica à política de saúde mental é “incompleta”, porque não “considera como era o modelo”.

Opinião semelhante tem Geraldo Peixoto, que é integrante de um movimento de parentes contra os manicômios em São Paulo. “Eu vi como era, com meu filho. Teve avanços, sim. Muitos hospitais psiquiátricos foram criados na época da ditadura militar [1964-1985]. Era um grande negócio”, disse ao associar as internações ao sistema repressivo do regime. Peixoto espera que o governo da presidenta Dilma Rousseff “tenha mais sensibilidade” com a política de saúde mental.

Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil tem atualmente em funcionamento 1.650 Caps, quase quatro vezes mais que em 2002 (424 centros). No ano passado, foram prestados 21 milhões de atendimentos ambulatoriais em saúde mental (50 vezes acima dos 423 mil procedimentos feitos em 2002). No período, o atendimento de crianças e adolescentes, saltou de 12,2 mil para 1,2 milhão.

Dengue já matou 70 neste ano no Rio

Douglas Corrêa
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – Setenta pessoas já morreram vítimas de dengue desde o início do ano no estado do Rio de Janeiro. Somente em uma semana, foram registrados 10.516 novos casos suspeitos da doença.

Do dia 2 de janeiro até o último sábado (14) foram notificados 95.931 casos suspeitos de dengue no Rio, de acordo com o relatório semanal distribuído hoje (18) pela Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil. Até a semana passada, 66 pessoas haviam morrido, vítimas do mosquito Aedes aegypti no estado.

Do total de vítimas da doença confirmados, o maior número de óbitos (26) foi registrado na capital fluminense. As outras cidades onde a dengue já matou foram: Nova Iguaçu (sete), Duque de Caxias (cinco), Magé (dois), Cabo Frio (um), São Gonçalo (oito), Maricá (um), Mesquita (um), São João de Meriti (quatro), São José do Vale do Rio Preto (um), Bom Jesus do Itabapoana (um), Itaocara (dois), Itaperuna (um), Rio das Ostras (dois), Barra Mansa (um), Belford Roxo (dois), Campos dos Goytacazes (dois), Angra dos Reis (um), Queimados (um), Seropédica (um) e Barra Mansa (um).

O aumento expressivo dos casos da doença é atribuído ao retorno do tipo soropositivo 1, que não circulava no estado desde 1986. Ele deixou a população mais jovem suscetível à doença. Mais da metade dos casos confirmados envolve jovens com menos de 15 anos.

Dos 92 municípios fluminenses, 18 ainda apresentam surto epidêmico. São eles: Bom Jesus de Itabapoana, Santo Antonio de Pádua, Cantagalo, Mangaratiba, Cordeiro, Guapimirim, Seropédica, Magé, Silva Jardim, Cabo Frio, Macuco, Iguaba Grande, Quissamã, Rio das Ostras, Angra dos Reis, Mesquita, Vassouras e Cambuci.

De acordo com a Subsecretaria de Vigilância em Saúde, há redução no número de notificações nos seguintes municípios: Bom Jesus de Itabapoana, Seropédica, Magé, Santo Antonio de Pádua, Mangaratiba, Cantagalo, Quissamã, Mesquita e Guapimirim.

Hospital público lança no Rio programa pioneiro para acompanhar vítimas de osteoporose

Da Agência Brasil

Rio de Janeiro - O Hospital de Ipanema, no Rio, lançou hoje (18) o Programa de Prevenção de Refraturas (PrevRefrat), que vai oferecer acompanhamento completo a pacientes que já sofreram fraturas provocadas por traumas mínimos, devido à fragilidade óssea causada pela osteoporose. O programa do Hospital de Ipanema, uma instituição federal, é pioneiro no país.

O ortopedista Bernardo Stolnick, especialista em osteoporose, calcula que o programa atenderá entre 150 e 200 pacientes.

De acordo com Stolnick, as estatísticas indicam que quem já teve uma fratura por osteoporose fatalmente terá outras. “Quem já teve uma fratura de vértebra possivelmente terá outra em um período de seis a 12 meses. Quem teve outra no fêmur tem o dobro de chances de fraturar o outro”.

Segundo o ortopedista, o programa é inédito no país. “O seu diferencial é a sistematização do atendimento. Ou seja, o paciente que sofre uma fratura terá para onde ser encaminhado. Será para o Hospital de Ipanema e terá toda a sequência do tratamento.”