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quarta-feira, 25 de maio de 2011

Botox pode ser usado para tratar dor de cabeça crônica



A toxina botulínica - conhecida como Botox - foi popularizada pelos procedimentos estéticos, mas está sendo usada também para diversos tratamentos médicos, como correção do estrabismo, incontinência urinária e problemas neuromotores. Agora, médicos brasileiros esperam autorização para usar a droga no combate à dor de cabeça crônica.

A toxina não paralisa os músculos, mas deixa a área onde foi injetada mais relaxada, por um período que pode variar de três a seis meses. Hoje, além do uso estético, ela tem cerca de 20 indicações terapêuticas.

É possível ter qualidade de vida com dor crônica, explica especialista

Mesmo com o aumento do número de divórcios nos últimos anos, há alguns casamentos que duram a vida inteira. E um deles é com um companheiro ou companheira indesejável: a dor.


A cada dia, o número de pessoas que reclamam de enxaqueca, dores nas articulações, entre outros, aumentam. Com isso, peregrinações em consultórios passam a ser rotina na vida destes pacientes.

Depois de muitas tentativas de encontrar a cura, alguns desistem do tratamento. Outros desenvolvem depressão e perdem a esperança de um dia viver sem sentir o incômodo.

Mas, segundo o especialista em dor, Charles de Oliveira, há uma possibilidade de a pessoa melhorar a sua qualidade de vida a sua qualidade de vida. Para isso, o paciente precisa ter um tratamento adequado para minimizar o sofrimento. Leia abaixo a entrevista concedida ao Metro pelo anestesiologista de um centro de controle da dor de Campinas, uma das 14 instituições de referência em dor no mundo certificada pelo World Institute of Pain (WIP).

O que é dor crônica?

Segundo a IASP (Sociedade Internacional para o Estudo da Dor), dor crônica é aquela que perdura por um tempo superior a três meses.

Qual a diferença entre dor crônica e aguda?

A dor aguda está presente quando há algum tipo de agressão física e/ou emocional e é um sintoma que mostra algo de errado em curso. Ela serve de alerta e nos motiva a buscar ajuda. Já na dor crônica, a dor deixa de ser um sintoma e passa a ser uma doença por si própria. Não tem mais a função de alerta e geralmente leva a pessoa à depressão.

Quais são as doenças em que há a manifestação da dor crônica?

Inúmeras. Cefaleias, neuralgia do trigêmio, neuralgia pós-herpética, síndromes complexo-regionais, dor pós-operatória. Veja bem: isso ocorre quando a dor aguda não é bem tratada. Se assim for, evita-se a dor crônica.

Como uma pessoa pode perceber que tem dor crônica?

Toda dor tem curso natural, uma aparição e melhora progressiva até a sua completa resolução. Se a doença já desapareceu e a dor persiste, algo errado está ocorrendo. Esta dor precisa ser tratada.

Como minimizar o sofrimento de um paciente que convive diariamente com dor?

Ajustando as medicações corretas, fazendo bloqueios anestésicos para o tratamento da dor, fazendo avaliação psicológica sempre que necessário, entendendo esta pessoa em suas várias atribuições, seja no trabalho, seja na vida social.

Existem dores de fundo apenas emocional?

Sim, porém é raro, também conhecida por dor psicogênica. Não há muita. As que existem são de imediato investigadas e as providências tomadas também de imediato. O que vemos diariamente são as dores psicossomáticas, ou seja, dores reais que ficam exacerbadas por questões emocionais não bem elaboradas.

Mais de 22 milhões de brasileiros sofrem de refluxo



Queimação, dor no estômago e tosse. Muita gente demora a perceber que esses podem ser sintomas do refluxo. A doença, que atinge mais de 22 milhões de brasileiros, pode provocar úlceras e até câncer.

O refluxo é o retorno do suco gástrico do estômago para o exôfago, por causa de um defeito no esfíncter. Se a pessoa sente o refluxo por mais de 3 vezes por semana e por mais de meses, ela tem a doença.

Além da indigestão e da azia, outros sintomas chamam a atenção para a doença do refluxo:dor na região do coração, asma, tosse e desgate da gengiva. Para fugir dos desconfortos causados pelo refluxo, além do tratamento médico, é importante elevar a cabeceira da cama, não fumar, evitar ingerir líquidos durante as refeições e não exagerar na quantidade de comida.

Cerca de 25% dos casos de câncer de cólon e mama podem ser evitados com prática de atividade física

A prática regular de atividades físicas por, pelo menos, uma hora e meia por semana pode ajudar a reduzir em 25% o risco de câncer de cólon e mama. A afirmação faz parte das novas recomendações mundiais sobre atividade física da OMS (Organização Mundial de Saúde).

Segundo o médico oncologista Alexandre Fonseca, da Oncomed Belo Horizonte, “a prática regular de exercícios físicos pode trazer benefícios com relação ao câncer em vários sentidos”, afirma. “Primeiramente, no aspecto da prevenção. A atividade reduz o risco de obesidade, que é reconhecidamente um fator de risco para a incidência desses dois tipos de câncer”, completa.


Em todo o mundo, 31% da população não pratica nenhuma atividade física, tornando o sedentarismo um dos principais fatores de risco para se contrair câncer, perdendo apenas para a pressão alta, tabaco e excesso de glicose no sangue.

De acordo com os últimos dados de mortalidade por câncer disponíveis, referentes a 2008, 7,6 milhões de pessoas morreram de câncer, das quais 460 mil foram mulheres, vítimas de câncer de mama. Outras 610 mil foram pessoas que sofreram câncer de cólon. E do total dessas mortes, 3,2 milhões estão relacionados à ausência de atividade física.

Fonseca explica ainda que, aliado aos exercícios, é importante manter uma alimentação saudável, com pouca gordura saturada, evitar o tabagismo e, no caso do câncer de mama, deve-se evitar também o consumo de álcool.

Outro cuidado a ser tomado é a realização de exames preventivos. Como a “mamografia e exames feitos por especialistas, no caso do câncer de mama; e colonoscopia para os casos de câncer de intestino”, diz o oncologista. “Os exames são considerados importantes para o diagnóstico precoce desses tumores”, completa.

Alimentação adequada é fundamental durante tratamento de câncer

Uma alimentação adequada é essencial durante o tratamento contra o câncer e para isso, é muito importante que o paciente tenha acompanhamento de um nutricionista especializado.


As necessidades nutricionais de um paciente com câncer são específicas. “Alguns pacientes precisam aumentar a ingestão de determinados alimentos, enquanto outros precisam evitar alguns’” comenta a nutricionista Lia Buschinelli. ”Pacientes em quimioterapia podem sofrer alguns efeitos colaterais como náuseas, mudanças no paladar e perda de apetite. O ideal é trabalhar preventivamente, pois o estado nutricional adequado do paciente é fundamental para o sucesso do tratamento”.

Mas o que na teoria é perfeito, na prática não acontece. A taxa de desnutrição em pacientes com câncer pode chegar a 80% dos casos. “Para melhorar este cenário, a atuação de uma equipe multiprofissional é fundamental para o bem estar do paciente com câncer em todos os sentidos. O trabalho do nutricionista é muito importante para o paciente e para o médico, pois a desnutrição é muito prejudicial para o tratamento”, informa Ricardo Antunes, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cancerologia.

Os tratamentos mais comuns para o câncer são cirurgia, quimioterapia e radioterapia, que podem desencadear alguns efeitos colaterais que interferem diretamente na ingestão alimentar, causando desnutrição e perda de peso. A náusea – um dos efeitos colaterais mais comuns – pode ser controlada com algumas drogas e com a orientação nutricional adequada.

"Um estudo recente mostrou o alívio de náuseas decorrentes da quimioterapia com o uso do gengibre, que pode ser consumido ralado na forma crua, utilizado em chás ou como temperos", informa a nutricionista Djanine Tonial.

Outro aspecto importante para quem está em tratamento é a hidratação. A ingestão diária de pelo menos dois litros de água, água de coco, sucos naturais e chás são ótimas fontes de hidratação. Suplementos antioxidantes, comumente consumidos na forma de cápsulas e comprimidos como vitamina C e vitamina E, por exemplo, devem ser evitados durante o tratamento.

Avaliação nutricional

Através da avaliação nutricional, o especialista é capaz de detectar diversas questões ligadas à alimentação que podem interferir de forma positiva ou negativa no tratamento oncológico. É recomendável a todos os pacientes que iniciarem algum tipo de tratamento – quimioterapia, radioterapia ou cirurgia – sejam avaliados pelo nutricionista a fim de receber orientação adequada.