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domingo, 29 de maio de 2011

Casal de gêmeos gerados em 'útero duplo' passa bem em Minas

Os bebês Isabella e Mateus nasceram com só três minutos de diferença, anteontem, em Três Pontas (MG). Mas a família ainda duvida que sejam gêmeos.


Agnaldo Leopoldino e Jucéa de Andrade, de Três Pontas (MG), seguram os gêmeos    Denis Pereira/Blog da Equipe Positiva


Devido a uma malformação congênita, o útero da mãe, a comerciante Jucéa Maria de Andrade, 38, é dividido em duas cavidades. Cada bebê cresceu em uma.

A obstetra Márcia Andrea Mesquita Mendes, que fez o parto, teve de fazer duas incisões para retirar os bebês. Havia risco de aborto espontâneo ou de parto prematuro.

A mãe fez repouso a partir do terceiro mês de gravidez. Os gêmeos nasceram com 37 semanas de gestação. Passam bem e devem ter alta hoje.

Segundo o obstetra Fernando Reis, da Universidade Federal de Minas Gerais, a malformação, conhecida como útero didelfo, estreita o espaço disponível para o bebê e aumenta o risco de problemas na gravidez.

Ele ressalta que o caso é "raríssimo" porque, além do útero didelfo, dois óvulos foram fecundados ao mesmo tempo e a gestação foi quase completa.

Segundo o comerciante Agnaldo de Paula Leopoldino, pai dos bebês, os médicos disseram que dificilmente sua mulher conseguiria engravidar novamente. O casal já tem uma filha de sete anos.

"Quando soubemos que eram dois bebês, foi uma preocupação. Agora, é alegria total", afirmou.

Para os médicos, as crianças são gêmeas, sim. Já a família está balançada. O pai diz que está "quase" convencido pelos médicos.


Aumento do colesterol bom não reduz risco cardíaco, diz estudo

Aumentar os níveis no sangue do chamado "colesterol bom" não reduz o risco de doenças cardiovasculares em pacientes que já tomam estatinas para reduzir o mau colesterol, revelou um estudo americano.


Cientistas do NHLBI (Instituto Nacional Americano do Coração, dos Pulmões e do Sangue), que acompanharam 3.400 casos de americanos e canadenses, anunciaram ter concluído um estudo antes do previsto, em 2012, segundo um comunicado.

Durante o estudo de 32 meses, a metade dos pacientes tomou doses extra de niacina, também conhecida como vitamina B3, para elevar os níveis de colesterol bom, além de estatina para reduzir os níveis de colesterol ruim e triglicerídeos.

A outra metade tomou um placebo no lugar da niacina e prosseguiu o tratamento com estatina.

Apesar de estar comprovado que reduzir os níveis de colesterol ruim com estatinas como Lipitor ou Zocor diminui os riscos de doenças cardiovasculares, os cientistas se surpreenderam ao descobrir que, quando os pacientes tomavam também altas doses de niacina, não havia redução de doenças cardiovasculares.

"Embora não comprovemos os benefícios clínicos esperados, respondemos a uma importante interrogação científica sobre o tratamento de doenças cardiovasculares", disse Susan Shurin, diretora do NHLBI.

"Buscar novas e melhores formas de tratar os níveis de colesterol é vital na batalha contra as doenças cardiovasculares", acrescentou.

Nos Estados Unidos morrem anualmente 800.000 pessoas com doenças cardiovasculares.

América Latina fez grande progresso no combate ao fumo, diz OMS

A América Latina fez grandes progressos no desenvolvimento de legislações para combater o tabagismo, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), que destacou que ainda existem problemas como a agressividade da indústria e o comércio ilícito.


"A situação de controle do tabaco na América Latina é muito positiva. Temos exemplos notáveis dos avanços que se produziram. O Uruguai é um, com a implementação do Convênio Marco para o Controle do Tabaco, que reduziu notavelmente a prevalência do consumo de tabaco no país", disse Armando Peruga, responsável pela Iniciativa Livre de Tabaco do organismo.

"Entre eles também está o Brasil, que tem uma prevalência relativamente baixa, com a proibição de publicidade, e ambientes livres de cigarro em alguns estados do país", declarou Peruga.

Apenas seis anos após esse tratado entrar em vigor, os especialistas acreditam que estão vencendo a batalha contra o fumo que, no entanto, matará neste ano seis milhões de pessoas no mundo, incluindo 600 mil não fumantes expostos à fumaça.

"Se não forem adotadas novas medidas, em 2030 o tabaco pode causar a morte de 8 milhões de pessoas por ano", acrescentou.

De acordo com os dados da OMS, se for mantida a atual tendência, o século 21 poderia terminar com 1 bilhão de mortes relacionadas ao tabaco.

O Convênio Marco para o Controle do Tabaco foi adotado em 2003 e entrou em vigor em 2005.

"A maioria dos países latino-americanos faz parte do Convênio com ausências como a da Argentina", destacou Peruga.

O especialista citou como exemplo de políticas bem-sucedidas neste terreno o Uruguai, que conseguiu reduzir a prevalência do tabagismo de 46% para 31% em três anos.

"Ambientes livres de fumaça também foram implementados em Peru, Panamá, Honduras, Guatemala e Venezuela. O México também teve muitos avanços e temos uma redução da prevalência de 2006 a 2009 de 30% para 25%, graças a leis federais e a algumas leis estaduais", acrescentou.

Tabaco matará 6 mi em 2011, aponta pesquisa

O tabaco matará quase 6 milhões de pessoas neste ano, entre elas 600 mil não fumantes expostos à fumaça, afirmou nesta sexta-feira (27) a OMS (Organização Mundial de Saúde), em ocasião dos preparativos para o Dia Mundial Sem Tabaco.


Por conta disso, o organismo decidiu dedicar o Dia Mundial Sem Tabaco de 2011, celebrado em 31 de maio, ao Convênio Marco para o Controle do Tabaco. O hábito de fumar matou 100 milhões de pessoas no século 20 e pode tirar a vida de um bilhão no século 21 caso a atual tendência seja mantida, ressalta a OMS.

 

Cálcio em excesso não evita fraturas em mulheres

Consumir grandes quantidades de cálcio não diminui o risco de mulheres desenvolverem osteoporose e sofrerem fraturas.


É o que aponta um estudo da Universidade de Uppsala, Suécia, publicado na terça-feira no periódico médico "British Medical Journal".

Os pesquisadores acompanharam mais de 61 mil mulheres entre 63 e 93 anos, ao longo de 19 anos.

Delas, 24% sofreram algum tipo de fratura, das quais 6% localizadas no quadril.

Num subgrupo de cerca de 5.000 mulheres, 20% desenvolveram osteoporose.

Os pesquisadores aplicaram um questionário para sondar hábitos alimentares e estilo de vida das mulheres.

Aquelas que consumiam cerca de 700 miligramas diários de cálcio tinham menor risco de sofrer uma fratura.

Acima desse nível de ingestão, contudo, o risco de sofrer uma fratura não diminuiu.

No mundo, variam os níveis recomendados para ingestão diária de cálcio.

No Reino Unido, a recomendação diária para pessoas acima dos 50 anos é de 700 miligramas. No Brasil e nos EUA, recomenda-se que pessoas mais velhas consumam em torno de 1.200 miligramas por dia.

Um copo com 100 mililitros de leite contém cerca de 300 miligramas de cálcio.