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domingo, 29 de maio de 2011

Cirurgião vascular explica como se prevenir e tratar as varizes

Salto acima dos 3,5 cm e plataforma são os piores para a saúde das pernas

Cerca de 18% da população adulta sofre com varizes e 20 milhões de pessoas no Brasil têm a doença, que costuma aparecer a partir dos 30 anos de idade.

Saltos a partir de 3,5 cm e as famosas plataformas são os principais inimigos da saúde das pernas, porque aumentam a pressão e, em casos graves, podem se tornar trombose.

Veja no vídeo mais informações sobre as causas do problema e os tratamentos disponíveis contra a doença.

Assista:


http://noticias.r7.com/saude/noticias/cirurgiao-vascular-explica-prevencao-e-tratamentos-para-varizes-20110526.html

Internautas podem ajudar a ciência à sua revelia

Os internautas podem contribuir com o trabalho dos cientistas de várias maneiras. Uma forma voluntária de se fazer isso é participar dos projetos de computação distribuída em rede, nas quais o usuário põe o tempo ocioso de sua máquina à disposição de pesquisadores para a realização de tarefas que requerem grande capacidade computacional. Existem dezenas de iniciativas desse tipo, com objetivos tão diferentes quanto buscar vida extraterrestre, estudar a geometria de proteínas ou identificar números primos.

Mas os usuários podem também ajudar a ciência à sua revelia, apenas com o uso rotineiro do Google. Nas regiões afetadas por surtos de gripe, as buscas feitas por sintomas, tratamentos e outros termos ligados à doença aumentam, e seu monitoramento permite rastrear a progressão da doença. Ao constatar isso, o mais popular buscador da internet criou o serviço Flu Trends (Tendências da Gripe), que existe em versão brasileira desde o ano passado. Neste fim de maio, a ferramenta indica que a atividade da gripe está moderada no Rio de Janeiro e baixa ou mínima nos outros seis estados monitorados.

Depois do estudo que mostrou que a gripe era rastreável com o Google, publicado na Nature em 2009, cientistas franceses comprovaram a validade do método para monitorar surtos de gastroenterite e a varicela. Agora, um grupo americano acaba de ampliar esse leque de doenças, ao mostrar que o padrão de buscas dos internautas é um indicador confiável do avanço das infecções pelas bactérias resistentes a antibióticos, responsáveis por boa parte das infecções hospitalares.

No estudo que acaba de ser publicado na revista Emerging Infectious Diseases, a equipe de Vanja Dukic, da Universidade do Colorado em Boulder, investigou as infecções causadas pelas bactérias Staphylococcus aureus resistentes à meticilina, conhecidas em inglês pela sigla MRSA. O estudo mostrou que havia uma relação entre o número de buscas pelos termos ‘MRSA’ e ‘staph’ – nome pelo qual as bactérias são chamadas por parte da imprensa dos Estados Unidos – e o número de internações ligadas a esses microrganismos comunicadas por hospitais americanos.

A pesquisa indica que os mecanismos de busca da internet podem ser aliados importantes dos serviços convencionais de monitoramento de doenças usados nos sistemas de saúde pública. No caso dos Estados Unidos, em que os dados sobre as infecções por Staphylococcus aureus resistente só apontam as grandes regiões em que elas estão ocorrendo, as buscas pela internet permitiriam refinar as estatísticas e identificar surtos em uma cidade específica, segundo disse à Wired Diane Lauderdale, uma das autoras do estudo.

Resta saber até que ponto uma ferramenta como essa seria efetiva para o monitoramento de doenças no contexto brasileiro. Parte considerável da população ainda não tem acesso à internet, e esses grupos tendem a viver em áreas mais vulneráveis a algumas doenças. Da mesma forma, o acesso à rede provavelmente é menor nas áreas em que os serviços de saúde pública têm mais dificuldade de chegar, nas quais uma forma alternativa de monitoramento seria especialmente bem-vinda.

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Calculadora mostra risco de morte por doença coronariana. O resultado dá apenas uma noção dos fatores de risco e não substitui uma consulta médica e exames detalhados

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Síndrome rara faz com que garoto não sinta dor

Uma doença rara faz com que o garoto britânico Oliver Jebson, de 3 anos, não sinta dor. Ele sofre da síndrome Cornélia de Lange, que atinge uma em cada 50 mil crianças.

Os pais de Oliver, Hayley e Dean Jebson, estão constantemente preocupados com o filho, que já chegou a ter um corte profundo nos lábios e não avisar aos pais.

O menino tem dificuldades para perceber que está tocando coisas muito quentes ou muito pontudas, e não nota que se machucou quando cai ou bate em algo.

"Outro dia, ele caiu de frente e um dente de baixo entrou em seu lábio superior, mas ele nem vacilou. Ele só chora quando está emburrado", disse a mãe à agência de notícias britânica Caters.

Alteração genética

A síndrome Cornélia de Lange é causada pela alteração de um gene que participa do desenvolvimento do embrião.

Segundo o geneticista Pablo Rodrigues De Nicola, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), por causa desta modificação, a criança geralmente nasce com baixo peso e baixa estatura.

"Ela tem uma deficiência no crescimento e, muitas vezes, algum atraso neurológico também", diz o médico.

A síndrome modifica as feições das crianças afetadas, que geralmente tem narizes pequenos e finos, sobrancelhas arqueadas e orelhas pequenas.

É comum também que tenham más formações no coração e nos membros, além de problemas de respiração, audição e visão.

Mais raramente, a síndrome também causa insensibilidade à dor.

Progressos

Quando Oliver nasceu, ele pesava dois quilos. Seus pais foram avisados pelos médicos de que o menino poderia não sobreviver além do segundo aniversário.

Mas depois de seis cirurgias, Oliver continua fazendo progressos.

Segundo seus pais, ele já deu os primeiros passos e disse as primeiras palavras, antes do que é comum para crianças com a mesma condição.

"Ele continua a nos surpreender, mas ainda precisamos ser cuidadosos com ele", diz o pai de Oliver.

"Se algum de nós tem uma gripe, precisamos ficar longe".

O irmão mais velho de Oliver, Lewis, de 6 anos, diz sentir orgulho do irmão. "Eu sei que ele está doente, mas está melhorando", diz.

Câncer de boca causado por sexo oral avança no Brasil

Em uma década, dispararam no país os casos de câncer de boca e orofaringe relacionados à infecção por HPV (papilomavírus humano), transmitidos por sexo oral.


Câncer na língua

O índice de tumores provocados pelo vírus é três vezes superior ao registrado no fim da década de 1990. Não há um aumento do número total de casos, mas sim uma mudança no perfil da doença.

Antes, cânceres de boca e da orofaringe (região atrás da língua, o palato e as amígdalas) afetavam homens acima de 50 anos, tabagistas e/ou alcoólatras.

Hoje, atingem os mais jovens (entre 30 e 45 anos), que não fumam e nem bebem em excesso, mas praticam sexo oral desprotegido.

Uma recente análise publicada no periódico "International Journal of Epidemiology" mostra que, quanto maior o número de parceiras com as quais pratica sexo oral e quanto mais precoce for o início da vida sexual, mais risco o homem terá de desenvolver câncer causado pelo HPV.

MAIS CASOS

No Hospital A.C. Camargo, em São Paulo, 80% dos tumores de orofaringe têm associação com o papilomavírus. Há dez anos, essa associação existia em 25% dos casos.

O HPV já está presente em 32% dos tumores de boca em pacientes abaixo dos 45 anos ""antes, o índice era de 5%. Por ano, o hospital atende 160 casos desses tumores.

"O aumento dos tumores por HPV é real, e não porque houve melhora do diagnóstico. Os casos relacionados ao tabaco vêm caindo, mas o HPV está ocupando o lugar", diz o cirurgião Luiz Paulo Kowalski, do A.C. Camargo.

No Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira), 60% dos 96 casos de câncer de orofaringe atendidos em 2010 tinham relação com o HPV. As mulheres respondem por 20% dos casos.

"Começa-se a notar um maior número de mulheres com esse câncer, por causa do sexo oral desprotegido", diz o oncologista Gilberto de Castro Júnior, do Icesp.

No Hospital de Câncer de Barretos, no interior paulista, casos ligados ao HPV respondem por 30% dos cânceres da orofaringe, um aumento de 50% em relação à década passada, segundo o cirurgião André Lopes Carvalho.

"A maioria dos nossos pacientes tem o perfil clássico, de homens mais velhos que bebem e fumam. Mas estamos percebendo uma virada." O Inca (Instituto Nacional de Câncer) desenvolve seu primeiro estudo sobre o impacto do HPV nos tumores orais. Segundo o cirurgião Fernando Dias, coordenador da área de cabeça e pescoço do instituto, o HPV de subtipo 16 é o que mais provoca câncer da orofaringe.

"O HPV está criando um novo grupo de pacientes. Por isso, é preciso reforçar a necessidade de fazer sexo oral com preservativo." O Inca estima que, por ano, o país registre 14 mil novos casos de câncer de boca.

Segundo os especialistas, a boa notícia é que os tumores de orofaringe relacionados ao HPV têm um melhor prognóstico em relação àqueles provocados pelo fumo.
Paulo Kowalski afirma que eles respondem melhor à quimioterapia e à radioterapia e, muitas vezes, não há necessidade de cirurgia.

VACINA

A vacina contra o HPV não é aprovada para homens no Brasil. Nos EUA, onde foi liberada, a imunização masculina não protege contra o HPV 16, o tipo que mais causa câncer de boca e de orofaringe.

No Brasil, só mulheres entre 9 e 26 anos têm indicação para a vacina contra quatro tipos de HPV, entre eles o 16. Mas a imunização só existe na rede privada, ao custo médio de R$ 900.