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quarta-feira, 1 de junho de 2011

Mitos ainda dificultam prevenção do câncer de mama

Pesquisa realizada pela Pfizer revela que a maioria das mulheres relaciona o estresse à doença e não faz mamografia


Apesar de se considerar bem informada, a maioria das brasileiras se deixa influenciar por mitos e descuida da saúde quando o assunto é câncer de mama. A pesquisa "Câncer de Mama - Experiências e Percepções", realizada pela Pfizer e divulgada na primeira semana do mês, revela que a maioria delas relaciona o estresse à doença e não faz mamografia quando o médico pede. Foram entrevistadas mulheres com tumor e sadias, das classes A e B, em cinco capitais.

A maioria - 87% de portadoras e 61% de sadias - acredita que o estresse é um dos fatores de risco. Quase metade das sadias, 47%, diz que a causa do tumor seria emocional. A doença, na verdade, está relacionada a histórico familiar e maus hábitos de vida, como obesidade e sedentarismo. Por isso, é importante manter alimentação saudável, sem gorduras em excesso, e praticar exercícios.

Além disso, fatores como não ter filhos ou tê-los tardiamente, ficar menstruada pela primeira vez antes dos 11 anos e ter menopausa após os 50 também influenciam no aparecimento desse tumor, diz o coordenador do estudo, o oncologista Sérgio Simon, do Hospital Albert Einstein, de São Paulo.

A reposição hormonal e o consumo de bebidas alcoólicas também devem ser evitados e a amamentação, estimulada. "O risco básico de se desenvolver câncer de mama é de 12%. Uma em cada oito mulheres vai ter a doença", afirma Simon. Para quem tem histórico familiar, esse porcentual pode subir para 80%. Há um teste que permite descobrir se há mutações genéticas na família. O serviço só é feito na rede particular de saúde. Se for detectada a mutação, há cirurgias preventivas, que conseguem reduzir o risco em até 90%.

Os especialistas afirmam: a detecção precoce é fundamental. Por isso as mamografias anuais são importantes. A pesquisa mostra que 29% das mulheres sadias fazem o exame quando o médico pede. Quem tem histórico familiar deve fazê-lo a partir dos 25 anos. As demais, após os 40. "O diagnóstico precoce é fundamental para as maiores chances de cura. Uma vez encontrado o tumor, é preciso resolver rápido", diz o oncologista Ricardo Caponero, do Hospital Professor Edmundo Vasconcelos, também em São Paulo.

Segundo ele, metade das brasileiras descobrem o câncer em estágios avançados, em que os índices de cura já são menores. No Brasil, as portadoras têm, em média, 59 anos. "Quanto mais precoce é descoberto, menos mutilador é o procedimento. Quem não procura acha mais tarde, e, às vezes, tarde demais."

Há cinco anos, a relações públicas Valéria Baracat, de 48 anos, descobriu que tinha câncer de mama. "Me sinto absolutamente curada. Não parei de trabalhar. O câncer afetou minha mama, não a minha cabeça." Ela termina o tratamento em julho e, no mês passado, criou o site www.artedeviverbem.com.br para ajudar outras pessoas que têm a doença.

Teste genético prevê resposta de mulheres com câncer de mama à quimioterapia

Experimento foi realizado com cerca de 300 mulheres recém diagnosticadas com a doença


Um novo teste genético permite identificar as pacientes com câncer de mama que mais se beneficiam com a quimioterapia antes da cirurgia e prever suas probabilidades de sobrevivência, revelou uma pesquisa.

O estudo foi coordenado pelo Centro Oncológico MD Anderson de Houston, cujos resultados foram publicados no Jama (Journal of the American Medical Association).

O objetivo foi criar um teste genético que ajudasse a determinar as probabilidades de sobrevivência a médio prazo de pacientes submetidas à quimioterapia, informou o centro em comunicado.

O teste, que foi realizado com mulheres de Estados Unidos, Peru e Espanha, foi feito em mais de 300 pacientes recém diagnosticadas com câncer de mama, que tiveram vários genes analisados. Todas foram submetidas à extração de células tumorais antes de iniciar o tratamento.

Segundo Ana Lluch, do Hospital Clínico de Valência, a vantagem deste teste é que possibilita estudar todos os genes e suas alterações e identificar se as pacientes responderão ou não ao tratamento.

De acordo com a médica, o teste "representa mais um avanço na busca do tratamento mais adequado em pacientes com câncer de mama HER2 negativo que serão tratadas antes da cirurgia". Ela acrescenta que, antes de administrar os remédios, "podemos saber se serão ou não efetivos nas pacientes, evitando tratamentos ineficazes e os efeitos colaterais.

Alemanha teme que bactéria que ataca sistema digestivo seja mortal

Após ficar internada, mulher de 83 anos morreu no dia 21 deste mês

As autoridades sanitárias da Alemanha advertiram, nesta terça-feira (24), que a rápida propagação de uma bactéria que causa hemorragias no sistema digestivo pode ter sido a causa a morte de três pessoas.

O presidente do Instituto Robert Koch, Reinhard Burger, disse que há estimativas de que haverão mais mortos.

- A quantidade de casos em tão pouco tempo é muito incomum e a idade das pessoas também é atípica, disse.

É possível que três pessoas já tenham falecido por causa de uma infecção por causa da bactéria, a Escherichia coli, que tem afetado o norte da Alemanha, principalmente a cidade de Hamburgo.

No entanto, segundo informou o presidente Burger, também houve casos registrados nos Estados do país.

Uma mulher de 83 anos morreu no último sábado (21), depois de ser internada no hospital por causa de uma colite hemorrágica.Exames de laboratório mostraram que ela estava infectada pela bactéria.

Segundo o Ministério da Saúde, estava sendo realizada uma autópsia para determinar a causa da morte.

Na cidade de Bremen, uma jovem que tinha sintomas típicos da presença desta bactéria morreu na noite de segunda-feira (23), mas ainda serão realizados os exames para identificar as causas exatas do falecimento.

No estado regional de Schleswig-Holstein, fronteira com a Dinamarca, uma pessoa de 80 anos morreu infectada pela bactéria, mas ela estava internada por outro motivo. Ainda não se sabe a causa da morte.

EUA vão revisar importações de pepinos espanhois

O governo dos Estados Unidos ordenou revisar as importações espanholas de pepinos, tomates e alfaces até um novo aviso, perante o temor que contenham a variante da bactéria E. coli, mesmo após declaração da Alemanha nesta terça-feira (31) que descarta a possibilidade.

Doug Karas, porta-voz do FDA (entidade responsável pelo controle de alimentos e medicamentos nos Estados Unidos), falou sobre uma revisão das importações.

- Devido à informação recebida sobre a epidemia na Alemanha, o FDA está revisando os envios de pepinos, tomates e alfaces da Espanha para sua inspeção.

As importações de hortaliças espanholas, das que os Estados Unidos importam quantidades moderadas nesta época do ano, estão sob uma "vigilância ampliada" há uma semana, confirmou Karas.

Karas disse que a ordem responde "aos dados que o FDA tinha nesse momento", e que a entidade "será flexível" se essa informação mudar, mas reconheceu que por enquanto, não dispõe de uma "notificação oficial" que libere as hortaliças espanholas.

A responsável pela secretaria de Saúde de Hamburgo, Cornelia Prüfer-Storks, confirmou nesta terça-feira (31) que a variante da bactéria E. coli descoberta nos pepinos espanhois não coincide com a encontrada nos a partir de análises dos pacientes, e reconheceu que ainda não se identificou a fonte do surto infeccioso.

Segundo a União Europeia, seis americanos que tinham viajado à Alemanha foram infectados com o surto da bactéria, que desde semana passada matou 16 pessoas e afetou ao menos outras 1.400.

Alemanha, Áustria, Bélgica, Reino Unido e Rússia paralisaram também os pedidos de hortaliças espanholas após o fim do alerta, algo que poderia ocasionar aos agricultores espanhois perdas de até R$ 455 milhões (200 milhões de euros) semanais, segundo a Federação de Produtores e Exportadores de Frutas e Hortaliças (Fepex).

Assista ao vídeo:


http://noticias.r7.com/saude/noticias/eua-vai-revisar-todas-importacoes-de-pepinos-espanhois-20110601.html

Propagandas antigas - Polícia dos pulmões


“Do mesmo modo que o agente de polícia faz circular os que passeiam, assim também o Alcatrão-Guyot, curando as bronquites, catarros, defluxos, etc., faz circular o ar nos pulmões”.

26 de fevereiro de 1926.